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Agricultura é hoje, acima de tudo, precisão e informação

Outrora considerada uma atividade pouco relevante e sem carisma, a agricultura foi durante muitos anos alvo de políticas, agora consideradas, erradas. Hoje, ao que parece, há uma predisposição para a descoberta desta atividade, que já se assume e sustenta como uma ciência, toda ela tecnológica, estratégica e sustentável.

Quando falamos de agricultura não falamos de hortas biológicas, falamos de negócios.

Atualmente, a Conqueiros Invest dedica-se, essencialmente, a produtos tidos como mais tradicionais. Falamos de cerca de 690 hectares de milho, 600 cabeças de gado e de cerca de 20 hectares de arroz. Para o ano, tencionam aumentar os segmentos com olival e amendoal.

Como fator de sucesso do negócio, a agricultura de precisão é o segredo. Segundo Rui Veríssimo, “é através da informação que conseguimos passar à ação, com a recolha da informação conseguimos atuar de forma diferenciada em cada setor de exploração”.

Agricultura de precisão pode ser entendido como um sistema integrado de informações e tecnologias, baseado nos conceitos de que as variabilidades espacial e temporal influenciam nos rendimentos dos cultivos, o que leva a uma gestão mais eficiente.

3 Projetos 3 Revoluções 

Neste momento, a Conqueiros Invest está com três projetos em mãos. Um deles, passa pelas energias renováveis. Segundo os dois gerentes “para o ano esperamos ter a herdade completamente equipada com sistema fotovoltaico de forma a conseguir um balanço energético zero”, revela Rui Veríssimo, que continua a explicar um outro projeto, que consiste numa solução integrada para operação, sistema de rega por pivot. O Sistema permite a operação e monitorização do dos equipamentos de rega de forma a garantir que opere sempre nas melhores condições hidráulicas e desta forma se faça a otimização da utilização dos recursos agua energia. Chama-se ISOMATIS.

Este é um projeto tripartido entre a MBOS, empresa responsável pelo desenvolvimento tecnológico, o Instituto Politécnico de Beja, na parte científica e a Conqueiros Invest como entidade experimental. “O ISOMATIS é um equipamento de sistemas de rega, que permite aceder à informação de tudo o que acontece no sistema de rega, de modo a que não seja necessário estar constantemente no terreno a verificar se tudo funciona corretamente”, explica Pedro Veríssimo, que alerta que apesar de toda a tecnologia disponível o “ir até ao campo” não pode ser descurado: “Há coisas que só no terreno são percetíveis”.

O ISOMATIS ainda não está no mercado e ainda precisa de ajustes. Porém a certeza que existe para já é de que o potencial deste software é incrivelmente bom para o setor. O mesmo pode ser utilizado em qualquer equipamento – o que não é comum em equipamentos agrícolas – ou seja, tem um cariz universal.

No entanto, a empresa tem ainda outro projeto, resultante de uma parceria com uma empresa spin-off da Universidade de Évora, a Agroinsider, e que é revolucionário. Há dois projetos, um com base na avaliação da informação de satélite (fotografia) que permite avaliar o vigor vegetativo das culturas (NDVI), e desta forma a qualidade da rega e nutrição nas culturas. O Outro são Chips que se colocam nas vacas para monitorizar remotamente a sua mobilidade e peso, permitindo uma gestão mais eficiente do gado, ou seja, permite avaliar remotamente quais os locais de melhor pastagem e questões de sanidade e de fertilidade

“Agricultura hoje é informação, tornou-se mais técnica mas cuidado… porque só os técnicos conseguem interpretar a informação”

Já existem jovens formados e que estão a dar prestígio aquilo que se considera como “ser agricultor” em Portugal.

Quando se pensa em agricultura já não existe uma associação direta à figura de chapéu, de macacão e de enxada na mão.

A formação e o mercado global trouxeram à Agricultura um status que podemos considerar como “empresarial”.

Novas técnicas, equipamentos e novos produtos, fazem parte do conceito, porém, “não adianta ter dados se não os sabemos interpretar. Hoje é crucial que exista uma equipa técnica que seja capaz de interpretar a informação disponibilizada”, garante Rui Veríssimo. É caso para dizer que não adianta querer ser agricultor, tem de aprender.

Portugal com novo máximo histórico em produção eólica

A produção eólica em Portugal atingiu um novo máximo histórico na madrugada de segunda-feira, com uma produção de 4.454 Megawatts (MW), mais cinco MW do que o anterior máximo registado em maio passado, segundo a REN.

De acordo com a gestora da rede elétrica, durante as três horas em que a intensidade do vento foi maior, a energia produzida teria sido suficiente para abastecer a totalidade do consumo energético nacional.

É de salientar que atualmente, a produção eólica representa quase 25% do consumo nacional.

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, a produção renovável abasteceu 59% do consumo, repartindo-se pela hidráulica com 31%, eólica 22%, a biomassa 5% e fotovoltaica 1,5%.

Em nota à comunicação social, a REN destaca o papel da empresa ao investir de forma permanente no desenvolvimento de mecanismos que permitam prever com maior precisão a produção de energia deste tipo de fontes, por forma a poder tirar o melhor partido das mesmas.

Na semana passada, a Associação de Energias Renováveis (Apren) lançou o alerta de que é urgente um quadro regulatório que transmita confiança aos investidores para modernizarem os ativos eólicos, avisando que Portugal corre o risco de perder terreno na produção eólica.

“Portugal até agora tem resistido a criar legislação para permitir que o parque eólico continue a funcionar através do ‘repowering’ ou da prolongação da vida útil”, disse na altura o administrador da EDP Renováveis e vice-presidente da Apren.

A modernização pode ser feita com a extensão da vida útil – estimada em 20 anos – através da substituição de alguns componentes, ou com o designado ‘repowering’, isto é, o desmantelamento completo das turbinas e substituição por novas, mais eficientes.

Costa Rica está a funcionar há 76 dias só com energia 100% renovável

A última vez que um combustível fóssil foi usado para fornecer energia à Costa Rica foi a 16 de junho de 2016. Desde então já passaram 76 dias e toda a energia consumida no país é proveniente de meios renováveis.

O país da América Central conseguiu estar em funcionamento mais de dois meses consecutivos sem recorrer a combustíveis fósseis, sendo que este ano já esteve 150 dias a funcionar só com energias renováveis.

O país tem sido alimentado por energia hidráulica, geotérmica, solar e eólica. A energia hidráulica foi responsável por produzir 80,27% de toda a energia usada no país durante o mês de agosto. Em julho, 59,1% da energia tinha sido produzida por turbinas de vento.

As centrais geotérmicas contribuíram com cerca de 12,62%, as turbinas de vento com 7,1% e a energia solar com 0,01%.

Em 2015, a Costa Rica passou 299 dias sem queimar petróleo, carvão ou gás natural, depois de um grande investimento por parte do Governo.

Será a energia renovável viável para todos os países?

Embora este feito prove que é possível depender só de energias renováveis em alguns países, isso não quer dizer que seja uma solução global. Pelo menos, não para já.

A Costa Rica tem cerca de 51.000 m2 (Portugal tem aproximadamente 92.000 m2) e é um país relativamente pequeno, com uma população de cerca de 4,9 milhões de pessoas, não necessitando de tanta energia como um país maior e mais populoso. É também um país com recursos naturais favoráveis, como grandes períodos de chuva e uma temperatura de solo bastante alta devido à atividade vulcânica.

Para os bons resultados conseguidos contribui ainda o facto de a Costa Risca ter como principais indústrias o turismo e a agricultura, duas atividades que não necessitam de tanta energia.

Ainda este ano vai ser terminada uma central geotérmica que terá a capacidade de gerar 305,5 megawatts, o suficiente para alimentar 525.000 casas, afirma o Mashable.

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