Inicio Tags Energias renováveis

Tag: energias renováveis

Inovações portuguesas podem alterar o mercado energético

A utilização de energias renováveis tem tido um crescimento elevado nos últimos anos. No entanto, este crescimento tem-se centralizado em centros produtores como parques eólicos, barragens hidroelétricas e, residualmente, em parques com painéis solares.

Através da utilização da tecnologia Blockchain e de smart contracts o desafio promovido pela REN passa pela criação de uma plataforma para a negociação da compra e venda de energia onde os micro e/ou mini-produtores possam ter uma fonte de rendimento adicional e os consumidores a opção de escolher o fornecedor mais barato.

Entre as propostas que passaram à próxima fase incluem-se soluções para uma plataforma de negociação da compra e venda de energia e pequenas redes que permitem um mercado aberto peer-to-peer entre residentes da mesma cidade ou área de residência,

“Ficou patente que os estudantes e empresários portugueses estão desde cedo a apostar em Blockchain e a desenvolver soluções que, sem esta tecnologia, seriam impossíveis de fazer”, explica Rui Serapicos da Aliança Portuguesa de Blockchain. “O desafio lançado pela REN abre portas para algo que nunca foi visto em Portugal, a compra e venda de energia diretamente aos micro e mini-produtores. Em breve, de acordo com as soluções apresentadas pelas equipas proponentes, isto poderá ser uma realidade no nosso país”.

Sobre Blockchain

O Blockchain é uma maneira notavelmente transparente e descentralizada de registar listas de transações. A forma como as transações baseadas em Blockchain criam registos públicos rápidos, baratos e seguros, que podem ser usados para muitas tarefas de cariz financeiro e não-financeiro, como o voto eletrónico ou provar a existência de um documento num dado momento. 

O Blockchain é particularmente adequado para situações em que é necessário conhecer e rastrear um registo de propriedade de um determinado ativo. Também pode ajudar a resolver o problema da pirataria de ativos digitais, ao mesmo tempo que os medias digitais podem legitimar, vender, herdar e entregar livros em segunda mão, vinil, entre outros. Este paradigma emergente também apresenta oportunidades em todos os tipos de serviços públicos, como pagamentos de saúde e bem-estar.

Sobre a Aliança Portuguesa de Blockchain

A Aliança Portuguesa de Blockchain (all2bc.com), promovida pela CIONET Portugal, tem como principal objetivo o desenvolvimento de um ecossistema que reúne empresas, academia e entidades governamentais portuguesas de forma a dotar o sistema empresarial de conhecimentos sólidos sobre Blockchain.

Esta Aliança pretende que todos os intervenientes da economia portuguesa estejam o mais bem preparados possível para a revolução que esta tecnologia implicará em grande parte dos setores económicos. Em paralelo, a Aliança tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de soluções baseadas em Blockchain de origem nacional.

Entre as entidades envolvidas nesta Aliança estão a Abreu Advogados, AICEP, AMA, Associação Portuguesa de Seguradores, BCSD Portugal, Católica Lisbon School of Business & Economics, CIONET, EMEL, Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Fidelidade, IAPMEI, IBM, ISEG – Lisbon School of Economics & Management, Israeli Blockchain Association, IP Telecom, Nordic Blockchain Association, PME Investimentos, Porto Business School, REN, Universidade Lusófona e Vodafone.

Agricultura é hoje, acima de tudo, precisão e informação

Outrora considerada uma atividade pouco relevante e sem carisma, a agricultura foi durante muitos anos alvo de políticas, agora consideradas, erradas. Hoje, ao que parece, há uma predisposição para a descoberta desta atividade, que já se assume e sustenta como uma ciência, toda ela tecnológica, estratégica e sustentável.

Quando falamos de agricultura não falamos de hortas biológicas, falamos de negócios.

Atualmente, a Conqueiros Invest dedica-se, essencialmente, a produtos tidos como mais tradicionais. Falamos de cerca de 690 hectares de milho, 600 cabeças de gado e de cerca de 20 hectares de arroz. Para o ano, tencionam aumentar os segmentos com olival e amendoal.

Como fator de sucesso do negócio, a agricultura de precisão é o segredo. Segundo Rui Veríssimo, “é através da informação que conseguimos passar à ação, com a recolha da informação conseguimos atuar de forma diferenciada em cada setor de exploração”.

Agricultura de precisão pode ser entendido como um sistema integrado de informações e tecnologias, baseado nos conceitos de que as variabilidades espacial e temporal influenciam nos rendimentos dos cultivos, o que leva a uma gestão mais eficiente.

3 Projetos 3 Revoluções 

Neste momento, a Conqueiros Invest está com três projetos em mãos. Um deles, passa pelas energias renováveis. Segundo os dois gerentes “para o ano esperamos ter a herdade completamente equipada com sistema fotovoltaico de forma a conseguir um balanço energético zero”, revela Rui Veríssimo, que continua a explicar um outro projeto, que consiste numa solução integrada para operação, sistema de rega por pivot. O Sistema permite a operação e monitorização do dos equipamentos de rega de forma a garantir que opere sempre nas melhores condições hidráulicas e desta forma se faça a otimização da utilização dos recursos agua energia. Chama-se ISOMATIS.

Este é um projeto tripartido entre a MBOS, empresa responsável pelo desenvolvimento tecnológico, o Instituto Politécnico de Beja, na parte científica e a Conqueiros Invest como entidade experimental. “O ISOMATIS é um equipamento de sistemas de rega, que permite aceder à informação de tudo o que acontece no sistema de rega, de modo a que não seja necessário estar constantemente no terreno a verificar se tudo funciona corretamente”, explica Pedro Veríssimo, que alerta que apesar de toda a tecnologia disponível o “ir até ao campo” não pode ser descurado: “Há coisas que só no terreno são percetíveis”.

O ISOMATIS ainda não está no mercado e ainda precisa de ajustes. Porém a certeza que existe para já é de que o potencial deste software é incrivelmente bom para o setor. O mesmo pode ser utilizado em qualquer equipamento – o que não é comum em equipamentos agrícolas – ou seja, tem um cariz universal.

No entanto, a empresa tem ainda outro projeto, resultante de uma parceria com uma empresa spin-off da Universidade de Évora, a Agroinsider, e que é revolucionário. Há dois projetos, um com base na avaliação da informação de satélite (fotografia) que permite avaliar o vigor vegetativo das culturas (NDVI), e desta forma a qualidade da rega e nutrição nas culturas. O Outro são Chips que se colocam nas vacas para monitorizar remotamente a sua mobilidade e peso, permitindo uma gestão mais eficiente do gado, ou seja, permite avaliar remotamente quais os locais de melhor pastagem e questões de sanidade e de fertilidade

“Agricultura hoje é informação, tornou-se mais técnica mas cuidado… porque só os técnicos conseguem interpretar a informação”

Já existem jovens formados e que estão a dar prestígio aquilo que se considera como “ser agricultor” em Portugal.

Quando se pensa em agricultura já não existe uma associação direta à figura de chapéu, de macacão e de enxada na mão.

A formação e o mercado global trouxeram à Agricultura um status que podemos considerar como “empresarial”.

Novas técnicas, equipamentos e novos produtos, fazem parte do conceito, porém, “não adianta ter dados se não os sabemos interpretar. Hoje é crucial que exista uma equipa técnica que seja capaz de interpretar a informação disponibilizada”, garante Rui Veríssimo. É caso para dizer que não adianta querer ser agricultor, tem de aprender.

Portugal com novo máximo histórico em produção eólica

A produção eólica em Portugal atingiu um novo máximo histórico na madrugada de segunda-feira, com uma produção de 4.454 Megawatts (MW), mais cinco MW do que o anterior máximo registado em maio passado, segundo a REN.

De acordo com a gestora da rede elétrica, durante as três horas em que a intensidade do vento foi maior, a energia produzida teria sido suficiente para abastecer a totalidade do consumo energético nacional.

É de salientar que atualmente, a produção eólica representa quase 25% do consumo nacional.

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, a produção renovável abasteceu 59% do consumo, repartindo-se pela hidráulica com 31%, eólica 22%, a biomassa 5% e fotovoltaica 1,5%.

Em nota à comunicação social, a REN destaca o papel da empresa ao investir de forma permanente no desenvolvimento de mecanismos que permitam prever com maior precisão a produção de energia deste tipo de fontes, por forma a poder tirar o melhor partido das mesmas.

Na semana passada, a Associação de Energias Renováveis (Apren) lançou o alerta de que é urgente um quadro regulatório que transmita confiança aos investidores para modernizarem os ativos eólicos, avisando que Portugal corre o risco de perder terreno na produção eólica.

“Portugal até agora tem resistido a criar legislação para permitir que o parque eólico continue a funcionar através do ‘repowering’ ou da prolongação da vida útil”, disse na altura o administrador da EDP Renováveis e vice-presidente da Apren.

A modernização pode ser feita com a extensão da vida útil – estimada em 20 anos – através da substituição de alguns componentes, ou com o designado ‘repowering’, isto é, o desmantelamento completo das turbinas e substituição por novas, mais eficientes.

Costa Rica está a funcionar há 76 dias só com energia 100% renovável

A última vez que um combustível fóssil foi usado para fornecer energia à Costa Rica foi a 16 de junho de 2016. Desde então já passaram 76 dias e toda a energia consumida no país é proveniente de meios renováveis.

O país da América Central conseguiu estar em funcionamento mais de dois meses consecutivos sem recorrer a combustíveis fósseis, sendo que este ano já esteve 150 dias a funcionar só com energias renováveis.

O país tem sido alimentado por energia hidráulica, geotérmica, solar e eólica. A energia hidráulica foi responsável por produzir 80,27% de toda a energia usada no país durante o mês de agosto. Em julho, 59,1% da energia tinha sido produzida por turbinas de vento.

As centrais geotérmicas contribuíram com cerca de 12,62%, as turbinas de vento com 7,1% e a energia solar com 0,01%.

Em 2015, a Costa Rica passou 299 dias sem queimar petróleo, carvão ou gás natural, depois de um grande investimento por parte do Governo.

Será a energia renovável viável para todos os países?

Embora este feito prove que é possível depender só de energias renováveis em alguns países, isso não quer dizer que seja uma solução global. Pelo menos, não para já.

A Costa Rica tem cerca de 51.000 m2 (Portugal tem aproximadamente 92.000 m2) e é um país relativamente pequeno, com uma população de cerca de 4,9 milhões de pessoas, não necessitando de tanta energia como um país maior e mais populoso. É também um país com recursos naturais favoráveis, como grandes períodos de chuva e uma temperatura de solo bastante alta devido à atividade vulcânica.

Para os bons resultados conseguidos contribui ainda o facto de a Costa Risca ter como principais indústrias o turismo e a agricultura, duas atividades que não necessitam de tanta energia.

Ainda este ano vai ser terminada uma central geotérmica que terá a capacidade de gerar 305,5 megawatts, o suficiente para alimentar 525.000 casas, afirma o Mashable.

EMPRESAS