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Pais mantêm boicote às aulas pelo quarto dia consecutivo em escola de Barcelos

“Hoje, os nossos filhos vão continuar em casa, porque ainda não obtivemos uma resposta positiva à nossa pretensão, que é manter a escola a funcionar com quatro turmas, uma por cada ano”, disse à Lusa o presidente da Associação de Pais.

Domingos Alberto adiantou que já está marcada, para sábado à noite, uma reunião de pais e encarregados de educação, para decidir o que fazer para ultrapassar o impasse.

“Poderemos partir para outras formas de luta, vamos ver”, acrescentou.

Desde terça-feira que os portões da EB1 de Aborim têm aparecido fechados a cadeado.

A GNR vai ao local, retirada os cadeados mas os alunos não vão às aulas.

O presidente da Associação de Pais já disse que “a escola reúne todos os requisitos” para ter quatro turmas, não havendo “nada que justifique a mistura na mesma sala” de alunos de anos diferentes.

“Há sete anos, a escola de Aborim passou a servir também as freguesias vizinhas de Quintiães e Aguiar, tendo-nos sido dada a garantia de que nunca haveria turmas mistas”, acrescentou.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Educação lembrou que as turmas mistas são “a exceção”, sublinhando que a tendência demográfica e a migração da população condicionam a gestão da formação das turmas, “havendo casos em que há apenas um ou dois alunos de um determinado nível”.

“Isto implica tomar a decisão difícil de escolher entre deslocar estas crianças para localidades que podem ficar a dezenas de quilómetros ou inseri-las em grupos mistos”, acrescentou.

Domingos Alberto explicou que, para este ano letivo, a escola de Aborim contava com 14 alunos para o 1.º ano, quatro dos quais condicionais por ainda não terem completado 6 anos, e 16 para o 3.º ano.

Com este número de alunos, 30 no total, seria impossível formar uma turma mista, uma vez que apenas são permitidos 26, no máximo.

“A tutela sugeriu que os quatro alunos condicionais ficassem mais um ano no pré-primário ou escolhessem outras escolas. Os pais acabaram por os matricular noutras escolas e, assim, já foi possível formar uma turma mista com 26 alunos”, frisou Domingos Alberto.

A Câmara de Barcelos também já garantiu que “tem feito todos os esforços e diligências” para manter as quatro salas na EB 1 de Aborim, mas sublinhou que a gestão e constituição de turmas não é competência do município.

“A gestão e constituição de turmas não é competência do município, mas este tudo tem feito, junto das entidades competentes, para que não haja redução do número de turmas, dado que em julho estavam matriculadas 82 crianças”, refere a câmara, em nota enviada à Lusa.

Malásia: Pelo menos 25 mortos em incêndio em escola em Kuala Lumpur

Pelo menos 25 pessoas, na sua maioria estudantes, morreram esta quinta-feira na sequência de um incêndio que deflagrou numa escola religiosa em Kuala Lumpur, anunciou o departamento de bombeiros da capital da Malásia.

“Segundo a informação que temos, 25 estudantes e professores morreram no incêndio” ocorrido numa escola no nordeste de Kuala Lumpur, indicou fonte dos bombeiros ao jornal The Star.

O fogo deflagrou na escola Tahfiz Darul Quran Ittifaqiyah, no bairro de Datuk Keramat.

As vítimas “podem ter sucumbido à inalação de fumo ou ter sido apanhados pelas chamas”, afirmou o diretor dos bombeiros de Kuala Lumpur à agência noticiosa francesa AFP.

“Penso que é um dos piores dramas dos últimos 20 anos. Vamos investigar as causas do incêndio”, acrescentou.

As vítimas mortais são 23 estudantes e dois professores.

Doze alunos e dois docentes conseguiram fugir, mas pelo menos quatro ficaram feridos com gravidade e foram hospitalizados, indicaram as autoridades.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, enviou as condolências aos familiares das vítimas, através de uma mensagem publicada na sua conta na rede de mensagens instantâneas Twitter, a partir dos Estados Unidos, onde se encontra em visita oficial.

Segundo os media malaios, os bombeiros alertaram em agosto para as escassas medidas de segurança contra incêndios nos centros religiosos privados.

De acordo com as autoridades, desde 2015 foram registados 211 incêndios nestes recintos.

Lusa

Barcelos: Escola primária fechada a cadeado num protesto contra turma mista de escolaridade

Domingos Alberto disse à Lusa que “a escola reúne todos os requisitos” para ter quatro turmas, não havendo “nada que justifique a mistura na mesma sala” de alunos do 1.º e do 3.º anos de escolaridade.

“Há sete anos, a escola de Aborim passou a servir também as freguesias vizinhas de Quintiães e Aguiar, tendo-nos sido dada a garantia de que nunca haveria turmas mistas”, acrescentou.

Na terça-feira, que era dia de apresentação, o portão da escola já apareceu fechado a cadeado, que foi entretanto removido pela GNR.

Hoje, dia em que deveriam começar as aulas, o protesto repetiu-se.

Segundo explicou Domingos Alberto, para este ano letivo a escola contava com 14 alunos para o 1.º ano, quatro dos quais condicionais por causa da idade, e 16 para o 3.º ano.

Com este número de alunos, 30 no total, seria impossível formar uma turma mista, uma vez que apenas são permitidos 26, no máximo.

“A tutela sugeriu que os quatro alunos condicionais ficassem mais um ano no pré-primário ou escolhessem outras escolas. Os pais acabaram por os matricular noutras escolas e, assim, já foi possível formar uma turma mista com 26 alunos. Mas nós estamos contra e não vamos desistir do protesto até que esta situação seja revertida, ou seja, até que abram as quatro turmas”, acrescentou.

Aula ao ar livre sensibiliza crianças portuguesas para a falta de condições dos alunos em Moçambique

Uma aula ao ar livre, sem paredes ou teto, com pessoas e viaturas a passar, com sol e vento intenso, já as mesas e as cadeiras são de madeira, bem como o quadro do professor, onde se escreve a giz, foram estas as condições que alguns alunos de Lisboa encontraram esta manhã na Praça do Oriente, no Parque das Nações.

“A ideia surgiu precisamente pela época que estamos a viver, do regresso às aulas, e pelo contraste imenso com que decorre em diferentes países”, disse à Lusa a coordenadora geral e executiva da HELPO, Joana Clemente, acrescentado que “o regresso às aulas não é igual para todos, mas pode ser”.

Ilha do Corvo: aulas começam com turmas com um aluno

“Somos uma família. Todos nos conhecemos não só na escola como na ilha toda. É só uma vila com 435 habitantes, segundo o último censo, mas penso que estamos a crescer e a rondar os 460 habitantes”, afirmou a presidente do conselho executivo da escola do Corvo, Deolinda Estêvão, em declarações à agência Lusa.

Na mais pequena ilha do arquipélago açoriano, o ano letivo arranca na Escola Mouzinho da Silveira com 42 alunos, que vão frequentar desde o primeiro ciclo ao ensino secundário.

“Temos vindo a ter um decréscimo acentuado de alunos e este ano letivo ainda mais”, apontou a responsável do estabelecimento de ensino.

Segundo Deolinda Estêvão, este ano letivo “há uma redução de 12 alunos relativamente ao ano transato”, o que, disse, tem a ver com o facto de “nascerem poucas crianças” no Corvo. “Já não nascem bebés de famílias do Corvo há dois anos”, sustentou, acrescentando haver uma redução no número de alunos que entram no primeiro ciclo.

Este ano, por exemplo, e de acordo com a responsável, só haverá uma criança a frequentar o primeiro ano. “As turmas são de reduzida dimensão. No primeiro ciclo temos duas turmas com sete alunos e no segundo e terceiro também com sete alunos. São as turmas maiores. Depois existem turmas com dois alunos e outras com um aluno, nomeadamente no 9º e 12º de ciências e tecnologias”, explicou.

Além da baixa taxa de natalidade, a responsável referiu ainda que outros alunos vão saindo quando terminam os seus ciclos de estudo, nomeadamente o nono ano, optando por “outros percursos que a escola não oferece, nomeadamente o ensino profissional”.

“Há alunos que vão para a Terceira e para o Faial, que vão frequentar o ensino profissional e há ainda aqueles estudantes que terminam o 12.º ano, o seu ciclo de estudos, e vão frequentar a universidade ou ficam-se pelo 12º ano”, explicou.

A presidente do conselho executivo da escola adiantou ainda que se verificou um decréscimo de professores na escola, que vai arrancar as aulas com 20 docentes no estabelecimento de ensino.

“Este ano não temos duas turmas de 11º ano. Os alunos que iam frequentar este nível de ensino têm situações familiares de pessoas que saíram da ilha”, disse ainda, frisando que existem também dificuldades de fixação de professores, por falta de casas para alugar no Corvo, e adiantando que “existem dois professores por colocar: uma de português e outro de música”.

Para a presidente do conselho executivo da escola, o ensino no estabelecimento de ensino da mais pequena ilha do arquipélago, “é individualizado”. “É quase como que uma explicação, o professor e o aluno. As nossas metodologias e maneiras de ensinar têm que ser completamente alteradas quando se tem um aluno numa turma. De certa forma, pode beneficiar, mas também não torna as turmas tão competitivas”, salientou.

Comer bem para ser mais feliz

De que forma está estruturada a equipa “Aqui Há Génio” que é responsável pela parte nutricional? Que métodos são utilizados?

A equipa responsável pela parte nutricional é composta por uma nutricionista, assim como dois técnicos da área da Psicologia, ambos com formação em Perturbações do Comportamento Alimentar, trabalhando também em parceria com um enfermeiro que sempre que necessário pedimos que se desloque às nossas instalações. A juntar à equipa ainda temos três Personal Trainers disponíveis e toda uma infra-estrutura de apoio a este acompanhamento, com todo o equipamento necessário para o treino individual.

A Consulta de Nutrição consiste na estruturação de um plano alimentar personalizado, ajustado à medida de cada um, atendendo às suas necessidades e objetivos, mas respeitando sempre os gostos pessoais, as rotinas e os horários de cada um.

Os métodos utilizados passam pela sensibilização, assim como uma avaliação nutricional em que se realiza a avaliação do estado nutricional direto – exame físico – assim como antropométrico – com técnicas de medição. Para além da tradicional pesagem é realizada uma análise da composição corporal, realizada por bio impedância. 

“Cada aluno é um aluno diferente e com necessidades diferentes”, quando se fala em alimentação, a mesma, tem de ser ajustada de acordo com aquilo que é o ambiente familiar/escolar da criança? 

Claro que sim e só assim faria sentido.

Tentamos sensibilizar para o tipo de alimentação praticada, disponibilizando uma zona de copa para quem frequenta o “Aqui Há Génio”, onde os pais e quem usufrui dos nossos serviços pode sempre trazer alimentos, de forma a minimizar a procura de comida processada e/ou rápida oferecida nos cafés e bares da zona.

Todos somos diferentes, com necessidades nutricionais distintas e com organismos completamente diferenciados. A realidade é que as escolas têm vindo cada vez mais a preocupar-se com esta questão da alimentação, se bem que muitas vezes não a adaptam de acordo com o que seria expectável.

A realidade é que nem todos os pais têm disponibilidade para confecionar refeições caseiras para os filhos levarem todos os dias para a escola e da escola para o Aqui Há Génio.

Nos períodos de férias, tentamos ter uma oferta diversificada a nível alimentar, com salada a acompanhar as refeições e fruta como sobremesa, mas devo confessar que não há uma grande adesão.

Para além do excesso de peso, que outras causas podem ser apontadas como fatores para a necessidade de uma reeducação alimentar?

De facto, o ganho de peso é tão importante quanto a perda de peso, assim como conseguir mantê-lo. O controlo do colesterol e da glicose, são outras razões que devem levar à procura de um nutricionista.

Todos nós deveríamos passar por uma reeducação alimentar, dado que um corpo bem nutrido terá uma melhor performance a todos os níveis, sejam eles físicos, emocionais, psicológicos, intelectuais. 

Além de problemas de saúde que outras complicações podem advir de uma dita má alimentação? 

A falta ou o excesso de nutrientes podem causar uma série de situações menos agradáveis para o nosso organismo, contribuindo para uma redução do bem-estar. O stress, o cansaço, a diminuição da capacidade de trabalhar, assim como o risco de desenvolver doenças como a obesidade, depressão, distúrbios alimentares, doenças cardiovasculares, entre outros problemas de saúde, estão entre algumas das complicações que podem surgir devido à dita má alimentação.

A má alimentação da criança em desenvolvimento e do adolescente pode provocar doenças que dificultam o seu desenvolvimento físico e mental.

O facto de muitos alimentos tidos como mais saudáveis serem, por norma, mais caros, influencia diretamente a má alimentação? Como pode esta questão ser contornada?

Hoje em dia tem-se a ideia que sai caro ser-se saudável. Esta questão não é de todo verdade.

Comer bem não é necessariamente mais caro se a pessoa se dedicar a preparar os alimentos.

Os alimentos estão à nossa disposição nas diversas superfícies comerciais, mas o ritmo avassalador que hoje em dia temos leva-nos a pensar que não temos tempo para estar a cozinhar “esta e aquela” comida.

Gerir o tempo de outra forma, priorizar tarefas e mesmo distribuí-las pelos membros da família pode ser um início para o “tempo crescer” e assim conseguir-se confecionar os alimentos e criar outras dinâmicas familiares. 

O que significa e o que é necessário para se comer bem? 

O principal conceito que devemos reter é que esta reeducação de que se fala não é o facto de deixarmos de comer tudo o que nos é agradável ao palato e passarmos a comer somente fruta, legumes ou produtos light, mas sim aprender que podemos comer tudo, sem excessos e de forma equilibrada. A ideia é que este seja um processo individualizado, “cada aluno é um aluno diferente e com necessidades diferentes”, assim como “cada pessoa é um indivíduo diferente e com necessidades diferentes” e com a orientação de um nutricionista tornar-se mais simples para cada um.

A alimentação não deve ser imposta como algo inflexível, que gere sacrifícios. Deve ser algo agradável, planeada de acordo com as preferências da pessoa, levando em conta os seus hábitos e costumes, respeitando sempre os aspetos culturais, com bom senso e com o equilíbrio nutricional necessário.

Mudar de hábitos não é uma tarefa fácil, mas é possível. É um processo de educação e deve ser encarado dessa forma, com erros, acertos, deslizes, recaídas, etapas vencidas.

Moçambique: 800 mil mesas escolares fabricadas com madeira apreendida

Falando durante o Conselho Coordenador do MINEDH, a titular da pasta da Educação, Conceita Sortane, disse que, no total, serão produzidas 824.361 carteiras escolares entre este e o próximo ano.

Conceita Sortane adiantou que as carteiras serão distribuídas pelas escolas do ensino primário do país nos próximos dois anos.

Em março, o Ministério da Terra e Desenvolvimento Rural de Moçambique lançou a campanha “Operação Tronco”, visando a confiscação de madeira ilegal, como forma de estancar a delapidação de recursos florestas no país.

Com a campanha, as autoridades moçambicanas esperavam apreender 700 mil metros cúbicos de madeira ilegal, avaliada em 20 mil milhões de meticais (279 milhões de euros).

Na altura, o ministro da Terra e Desenvolvimento Rural moçambicano afirmou que o país perde por ano, no mínimo, 150 milhões de dólares (140,7 milhões de euros) em contrabando da madeira, classificando a situação como “um roubo à luz do dia”.

Escolas sob pressão para passar alunos com cinco negativas

“É falso que existam orientações para aprovar todos os alunos em quaisquer circunstâncias. Levantar estas suspeitas no momento em que os professores precisam de tranquilidade e confiança é uma irresponsabilidade”, disse Tiago Brandão Rodrigues durante a audição regimental na comissão parlamentar de Educação.

Tiago Brandão Rodrigues disse ainda que um ministro da Educação “não pode governar com base em boatos ou no diz que disse”.

O jornal i avança na edição de hoje que há escolas que estão a passar de ano alunos do básico com mais de quatro negativas e que há escolas no secundário que estão a fazer pressão junto dos professores para que subam as notas negativas dos alunos para que se possam inscrever no ano seguinte, sem deixarem disciplinas em atraso.

Também na audição parlamentar, o secretário de Estado da Educação, João Costa, reiterou que “não existem pressões para passagens administrativas” frisando que essa possibilidade “não tem qualquer fundamento”.

“A nossa preocupação com o sucesso escolar não é estatística mas sim com a qualidade de aprendizagens”, frisou João Costa.

FNE e Fenprof: greve de professores confirmada para dia de exames

“A greve é inevitável, a menos que da parte do Ministério da Educação exista, entretanto, a disponibilidade para que num compromisso escrito se definam de forma clara, nem que seja para negociação futura, algumas decisões”, disse à agência Lusa o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva.

Entre as decisões reivindicadas está a garantia de que o descongelamento de carreiras chegue a todos os professores “de forma clara e efetiva” em janeiro de 2018. A FNE pretende também um compromisso do governo para negociar um regime especial de aposentação para os docentes, ao fim de 36 anos de serviço, sem penalização. Outro objetivo é garantir que em novos concursos de vinculação extraordinária de professores contratados se eliminem “todas as situações de precariedade” até ao final da legislatura.

“O ministro (Tiago Brandão Rodrigues) só disse que no próximo ano haverá um novo momento de vinculação, sem se comprometer nem com o número de docentes, nem com os critérios que vai utilizar ou que vai propor”, declarou Dias da Silva.

A decisão da FNE surge depois de uma reunião realizada hoje de manhã no Ministério da Educação.

Para João Dias da Silva, a resposta dos docentes só pode ser “uma adesão forte à greve” do dia 21 de junho, em defesa de “normas mais justas e mais corretas” para o desenvolvimento da carreira e da aposentação dos docentes.

Fenprof também avança para greve

Também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) confirmou hoje a greve dos docentes a 21 de junho. O anúncio foi feito pelo secretário-geral do sindicato, Mário Nogueira, tendo, porém, sido desconvocada a greve no ensino artístico que estava marcada para quarta-feira, por se ter chegado a um entendimento com a tutela.

Segundo a Fenprof, a tutela não assumiu compromissos em relação a matérias como o descongelamento de carreiras e o regime especial de aposentação ao fim de 36 anos de serviço, sem penalizações.

Detalhou Mário Nogueira que “as questões da aposentação foram omitidas” por parte do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na reunião. O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores disse ainda que “não houve compromisso” por parte da tutela sobre a progressão da carreira docente a partir de janeiro de 2018.

Outros motivos enumerados pela Fenprof para manter a paralisação foram a falta de definição, “com rigor e sem equívocos”, dos conteúdos da componente letiva e não letiva do próximo ano letivo e a ausência de garantias quanto à negociação do decreto-lei da descentralização e ao “início da discussão sobre a gestão das escolas”.

Como “avanços importantes”, Mário Nogueira assinalou os novos processos de vinculação extraordinária de professores em 2018 e 2019 e a garantia de que o calendário letivo no ensino pré-escolar “será igual ao do primeiro ciclo” do ensino básico.

Para o dia da greve estão agendadas provas de aferição de Matemática e Estudo do Meio do 2.º ano de escolaridade e exames nacionais do 11.º ano às disciplinas de Física e Química A (uma das provas com maior número de inscritos), Geografia A e História da Cultura e das Artes.

Mário Nogueira reiterou que a greve de professores se manterá em 21 de junho mesmo que o Ministério da Educação altere a data de exames.

Escola fechada a cadeado contra junção de turmas de 1.º e 2.º anos

Paulo Magalhães disse à Lusa que este protesto surge depois de “esgotadas todas as vias de diálogo com a tutela”.

“O que a tutela diz é que bastava haver mais um aluno para formar turmas autónomas para cada um dos anos. É verdadeiramente inacreditável que por um aluno se esteja a prejudicar o sucesso educativo de 26 crianças”, referiu.

Aquela turma mista é constituída por 11 alunos do 1.º ano e 15 do 2.º.

Os pais garantem que, mesmo quando as autoridades removerem os cadeados, os filhos não vão às aulas no dia de hoje.

Entretanto, vão ficar a aguardar “novidades” do Ministério da Educação.

“Caso insistam na turma mista, na segunda-feira voltaremos à luta e de uma forma seguramente mais forte”, adiantou Paulo Magalhães.

Em cima da mesa estão hipóteses como cortes de estrada ou fecho da escola sede do agrupamento.

O presidente da Associação de Pais lembrou que quando fecharam as escolas um pouco por todo o concelho e foram criados os centros escolares, “um dos objetivos era, precisamente, acabar com as turmas mistas”.

“Afinal, agora é o que se vê, mas nós não vamos aceitar. Somos portugueses como todos os outros, pagamos impostos como todos os outros, temos direitos iguais a todos os outros”, rematou.

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