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EUA e Coreia do Norte: Declaração indica troca de restos mortais de prisioneiros de guerra

O documento assinado hoje entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos refere a recuperação dos restos mortais de prisioneiros de guerra e o estabelecimento de novas relações entre os dois países no sentido “da paz e da prosperidade”.

As informações são ainda escassas, mas, segundo a Associated Press, o texto refere a troca de restos mortais de prisioneiros e informações sobre soldados desaparecidos em combate durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Os corpos de mais de 7.800 militares norte-americanos continuam por localizar desde o final da guerra na península.

Segundo a agência France Presse (AFP), no texto conjunto, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, reafirma o compromisso de “desnuclearização completa da Península da Coreia”.

De acordo com a agência noticiosa francesa, o texto não menciona a exigência norte-americana de “desnuclearização completa e irreversível” — a fórmula que significa o abandono completo do armamento e a aceitação de missões de inspeção –, mas reafirma a formulação mais vaga mencionada no compromisso anterior.

Por outro lado, indica a AFP, os Estados Unidos “garantem a segurança da Coreia do Norte”: “O Presidente Trump compromete-se a fornecer as garantias de segurança” ao país, cita a agência.

O Presidente dos Estados Unidos e o líder da Coreia do Norte reuniram-se hoje, num encontro sem precedentes, na cidade Estado de Singapura.

EUA emitem alerta vermelho para “grande erupção vulcânica iminente” no Havai

Um alerta vermelho significa que “uma grande erupção vulcânica está iminente ou a ocorrer”, indicou na terça-feira o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

“A erupção de cinza aumentou de intensidade” desde terça-feira de manhã, no Kilauea, e a nuvem de cinza tem já entre três mil e seis mil metros de altura, indicou.

Embora a atividade vulcânica se mantenha “muito variável”, pode “tornar-se explosiva a qualquer momento, aumentando a intensidade da produção de cinza e de projéteis”.

As autoridades locais alertaram os residentes das zonas mais próximas do vulcão para estarem preparados para uma retirada de emergência, possivelmente sem aviso prévio.

Até agora, foram já retiradas 1.700 pessoas que ainda não foram autorizadas a regressar a casa.

Este nível de alerta significa também “perigo imediato para a saúde, sendo necessário tomar medidas para evitar qualquer exposição”, indicou em comunicado a proteção civil do Havai.

O vulcão entrou em erupção a 3 de maio e desde então já foram registadas 20 fissuras que estão a expelir lava. Até agora, 40 casas ou edifícios foram destruídos pela lava.

Junto à cratera, registaram-se durante vários dias dezenas de sismos, alguns de magnitude superior a 5 na escala de Richter.

O vulcão situa-se no sudeste da Grande Ilha do Havai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas.

O Kilauea, a 1.200 metros de altitude, é um dos mais ativos no mundo e um dos cinco existentes no arquipélago norte-americano.

O turismo, uma das maiores indústrias locais, já registou perdas de “pelo menos cinco milhões de dólares norte-americanos” (cerca de quatro milhões de euros), de acordo com as autoridades turísticas.

LUSA

Trump diz: “Os mísseis estão a chegar”, à Síria

Com o clima de tensão na Síria a um nível sem precedentes, Donald Trump utilizou a rede social Twitter para afirmar que os mísseis “estão a chegar à Síria”, deixando um aviso a Moscovo.

Depois de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que chegou ao fim sem entendimentos entre Washington e Moscovo, Estados Unidos e Rússia continuam a trocar acusações relativamente à guerra na Síria, nomeadamente sobre o alegado ataque com armas químicas em Douma, que causou dezenas de mortos.

Trump, com o apoio do Reino Unido e da França, prometeu uma resposta, cuja iminência é cada vez maior, como confirmam os últimos tweets do presidente norte-americano.

“A Rússia diz que vai abater qualquer míssil disparado contra a Síria. Prepara-te, Rússia, porque eles estão a chegar, suaves, novos e ‘inteligentes’. Não deviam ser aliados de um animal assassino que mata o seu povo com gás e desfruta com isso”, escreveu Trump.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

Russia vows to shoot down any and all missiles fired at Syria. Get ready Russia, because they will be coming, nice and new and “smart!” You shouldn’t be partners with a Gas Killing Animal who kills his people and enjoys it!

Entretanto, um porta-voz do ministério russo dos Negócios Estrangeiros disse que o lançamento de mísseis contra a Síria poderá ser uma forma de os Estados Unido destruírem provas relativamente ao alegado ataque químicos. Para além disso, disse a mesma fonte citada pela Associated Press, os “mísseis inteligentes deveriam ser utilizados conta terroristas e não contra um governo legítimo”.

Cerca de 40 minutos depois do tweet em que Trump praticamente anuncia o lançamento de mísseis contra a Síria, o presidente norte-americano deixou uma possibilidade de trégua no ar: “vamos parar com a corrida ao armamento?”.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

Our relationship with Russia is worse now than it has ever been, and that includes the Cold War. There is no reason for this. Russia needs us to help with their economy, something that would be very easy to do, and we need all nations to work together. Stop the arms race?

“A nossa relação com a Rússia está pior do que nunca, e isso inclui os tempos da Guerra Fria. Não há razão para isto. A Rússia precisa da nossa ajuda para a sua economia, algo que seria bastante fácil de fazer, e precisamos que todos as nações trabalhem em conjunto. Vamos parar com a corrida ao armamento?”, escreveu Trump.

Esta terça-feira, a Rússia afirmou que não vai tolerar um ataque contra a Síria e, nesse sentido, o embaixador russo no Líbano, Alexander Zasipkin, garantiu que qualquer míssil disparado contra o regime de Bashar al-Assad será intercetado. No entanto, esta resposta de Moscovo não parece ter surtido qualquer efeito em Trump, que, com o seu tweet, dá a entender que a intervenção militar vai mesmo acontecer e que, além disso, a Rússia não terá capacidade para interceptar os mísseis lançados.

A Síria e a Rússia negam o ataque químico atribuído ao regime de Assad, e já mostraram disponibilidade para receber a  Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), para que seja averiguada a utilização deste tipo de armamento. No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que 500 pessoas revelaram sinais de exposição a químicos tóxicos após o ataque de sábado em Douma

O clima de tensão é de tal modo elevado que a Eurocontrol, organização europeia de segurança na navegação aérea, emitiu um alerta de aviação civil para possíveis ataques aéreos.

Em abril de 2017, recorde-se, Donald Trump bombardeou uma base militar da Síria na sequência de um ataque com gás sarin perpetrado pelo regime de Bashar al-Assad. Já na passada segunda-feira, outro aeroporto militar sírio foi alvo de um ataque, atribuído a Israel, que causou pelo menos 14 mortos, entre eles sete iranianos. O Irão é, ao lado da Rússia e do Hezbollah libanês, o maior aliado de Assad na região e há muito que Tel-Aviv e Teerão vivem numa ambiente de constante ameaça, o que contribui para o agudizar de uma guerra na Síria onde várias potência mundiais combatem entre si.

China afirma estar preparada para combater EUA “a qualquer preço”

“Se os Estados Unidos persistirem neste comportamento de unilateralismo e protecionismo comercial, ignorando a oposição da China e da comunidade internacional, a China continuará a qualquer preço contra-atacar com força”, ameaçou o Ministério do Comércio chinês em comunicado.

A China apresentou já uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC) devido às taxas impostas por Washington sobre importações de um conjunto de produtos chineses.

“A China pediu a abertura de consultas com os Estados Unidos, no quadro do mecanismo de regulamento de diferendos da OMC relativamente às taxas alfandegárias dos Estados Unidos que visam um conjunto de produtos chineses”, referiu, em comunicado, a organização que regula o comércio mundial.

As ameaças feitas hoje por Pequim surgem como consequência do anúncio por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estar a considerar impor novas taxas, no valor de 81,6 mil milhões de euros, sobre produtos chineses, como retaliação às tarifas anunciadas por Pequim.

A Casa Branca anunciou, depois do fecho dos mercados na quinta-feira, que Trump perguntou à representação dos EUA para o comércio internacional se a imposição de mais 100 mil milhões de dólares (81,6 mil milhões de euros) em tarifas seria apropriada e, se assim for, que se identifiquem os produtos a serem taxados.

Este anúncio, mais um episódio da guerra comercial entre os dois países, surge como um contra-ataque à China, que declarou a imposição de taxas alfandegárias a produtos norte-americanos, num valor aproximado de 50 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros).

Por sua vez, a medida das autoridades de Pequim foi também uma retaliação aos Estados Unidos por terem, no início da semana, imposto taxas aduaneiras, em igual valor. Assim, cerca de 250 produtos norte-americanos, como soja, milho, carne, sumo de laranja, tabaco, automóveis ou certos tipos de aeronaves, entre outros, foram taxados pela China.

A China e os Estados Unidos envolveram-se numa disputa comercial depois de a USTR (representante de comércio norte-americano) divulgar uma lista de importações chinesas às quais era proposto aplicar taxas alfandegárias, como retaliação pela “transferência forçada de tecnologia e propriedade intelectual norte-americana”.

A lista inclui 1.300 produtos de vários setores, incluindo aeronáutica, tecnologias de informação e comunicação ou ainda robótica e máquinas, com um valor aproximado de 50 mil milhões de dólares.

O confronto entre as duas grandes potências reflete a tensão entre as promessas de Trump em reduzir o défice comercial norte-americano com a China (cerca de 375 mil milhões de euros) e as ambições comerciais de Pequim.

Lusa

Pelo menos seis mortos em queda de ponte nos EUA

Dez pessoas foram hospitalizadas, precisou o porta-voz da polícia de Miami-Dade, Alvaro Zabaleta, à imprensa.

As equipas de socorro trabalharam durante toda a noite e a operação concentra-se agora na procura de corpos, adiantou.

Os engenheiros temem o colapso das estruturas nos dois extremos da obra, colocada no sábado e que ainda não tinha sido aberta ao público.

“A totalidade da ponte está em perigo”, disse Zabaleta.

A ponte, de 950 toneladas, tinha por objetivo ligar os edifícios de apartamentos de estudantes de Sweetwater, onde vivem cerca de 4.000 alunos, com o campus principal da Universidade Internacional da Florida.

Pelo menos oito viaturas ficaram presas devido à queda da ponte na quinta-feira sobre uma autoestrada com seis vias.

LUSA

China promete “resposta adequada e necessária” a taxas alfandegárias dos EUA

“Num mundo globalizado, quem recorre a uma guerra comercial está a seguir a receita errada”, afirmou Wang Yi, em conferência de imprensa.

“A História ensinou-nos que as guerras comerciais nunca são o caminho correto para a resolução de problemas”, acrescentou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, suscitou o protesto de vários países, na semana passada, após anunciar a imposição de taxas aduaneiras de 25%, para as importações de aço, e 10%, para as de alumínio.

Face às reações do Canada, União Europeia e China, Trump ameaçou os parceiros comerciais com “impostos recíprocos”, e garantiu que as guerras comerciais são “boas e fáceis de ganhar”.

A China é o maior produtor mundial de aço e alumínio, mas fornece menos de 2% do aço importado pelos EUA, pelo que aquelas taxas teriam um impacto reduzido na indústria chinesa.

No entanto, Washington tem lançado investigações ‘antidumping’ – preço de comercialização abaixo do custo de produção – sobre vários produtos da China, desde máquinas de lavar roupa a painéis solares e contraplacado.

Em agosto passado, o governo de Trump lançou ainda uma investigação para averiguar se Pequim exige indevidamente que as empresas estrangeiras transfiram tecnologia, em troca de acesso ao mercado.

As duas maiores economias do mundo “têm responsabilidades para com os seus povos, mas também para com o resto do planeta”, afirmou Wang Yi.

O ministro chinês disse desejar que os dois países “se sentem na mesa de negociações para encontrar soluções mutuamente benéficas”.

Em janeiro, o superavit comercial da China com os Estados Unidos fixou-se em 22 mil milhões de dólares, mantendo-se praticamente inalterado face ao mesmo mês do ano anterior.

LUSA

Walmart já não vende armas e munições a menores de 21 anos

A Walmart disse que a sua decisão foi tomada depois de ter revisto a sua política de venda de armas, no seguimento da matança na escola secundária Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, no Estado da Florida, que provocou 17 mortos.

O atacante adolescente usou uma espingarda AR-15.

A Walmart assegurou que “assume seriamente a obrigação de ser um vendedor responsável de armas de fogo” e também enfatizou o seu registo de “servir os caçadores e os desportistas”.

Várias empresas de relevo, como MetLife, Hertz e Delta Air Lines, cortaram relações com o lóbi das armas, a National Rifle Asssociation (NRA), desde a tragédia na Florida, mas nenhuma é retalhista vendedora de armas.

A NRA criticou violentamente os apelos para o aumento da idade de acesso a armas ou para a restrição da venda de armas de assalto.

Governador da Flórida quer um polícia em cada escola após massacre

Nove dias depois do massacre na escola secundária de Parkland, em que morreram 17 pessoas, o republicano Rick Scott apresentou propostas destinadas a aumentar as restrições para a compra de armas e a fortalecer as medidas de segurança escolar.

O governador garante que irá trabalhar com os legisladores estaduais durante as próximas duas semanas para elevar para 21 anos a idade mínima para a compra de qualquer tipo de arma na Flórida, com algumas exceções para jovens militares e agentes da lei.

Atualmente, algumas armas como o rifle de assalto usado no ataque de 14 de fevereiro, podem ser compradas por pessoas que tenham mais de 18 anos.

O governador republicano disse ainda que mudará as leis para tornar “virtualmente impossível para qualquer um que tenha problemas mentais usar uma arma”.

Scott quer proibir a venda dos chamados ‘bump stocks’, acessórios que transformam um rifle semiautomático numa arma capaz de disparar centenas de tiros por minuto.

O republicano, que enquanto candidato recebeu o apoio da Associação Nacional de Armas, a poderosa NRA, e alcançou seu maior índice de aprovação por apoiar o direito às armas, pediu a presença obrigatória de pelo menos um agente da lei em todas as escolas públicas e um “treinamento de tiro ativo” também obrigatório para alunos e corpo docente.

Nikolas Cruz, de 19 anos, matou a tiro 17 pessoas, no passado dia 14 de fevereiro, na escola secundária de Parkland, naquele que foi o décimo oitavo incidente com armas de fogo em escolas ou locais próximos de estabelecimentos de ensino nos Estados Unidos, desde o início do ano.

O tiroteio abriu um debate sobre a posse de armas na América, com o presidente Donald Trump a manifestar a intenção de dar armas aos professores para prevenir mais incidentes nas escolas, dizendo que a medida abrangeria docentes com “treino especial” e “solucionaria o problema instantaneamente”.

LUSA

Facebook pede desculpa por ter promovido jogo violento após massacacre

“Removemos a demonstração de vídeo e estamos arrependidos de não ter feito isso desde o início”, disse Hugo Barra, vice-presidente do Facebook, responsável pelas atividades de realidade virtual da empresa na Conferência de Acção Política Conservadora (CPAC), que está a decorrer desde quinta-feira, nos arredores de Washington.

Barra pediu desculpa pela “insensibilidade” às famílias das vítimas do tiroteio na escola secundária de Parkland, a 70 quilómetros de Miami, no estado norte-americano da Florida, onde Nikolas Cruz, de 19 anos, matou 17 pessoas no passado dia 14 de fevereiro.

Este foi 18.º incidente com armas de fogo em escolas ou locais próximos de estabelecimentos de ensino nos Estados Unidos, desde o início do ano. O tiroteio abriu um debate sobre a posse de armas na América, com o presidente Donald Trump a manifestar a intenção de dar armas aos professores para prevenir mais incidentes nas escolas, dizendo que a medida abrangeria docentes com “treino especial” e “solucionaria o problema instantaneamente”.

LUSA

Vídeojogos são responsáveis pelos tiroteios na Flórida, diz Trump

A declaração foi feita numa reunião na Casa Branca a propósito de segurança nas escolas, com Trump a apontar que deveria ser criado uma forma de controlar a venda de jogos mais violentos.

“Ouço cada vez mais pessoas a dizer que o nível de violência em videojogos está a moldar os pensamentos dos mais jovens. Andas mais um degrau e os filmes também. Vês estes filmes e são tão violentos , uma criança pode ver um filme se sexo não estiver envolvido mas matar está envolvido e talvez devêssemos ter um sistema de classificação para isso”, declarou Trump.

Não é a primeira vez que Donald Trump se volta para os videojogos para tentar justificar os tiroteios em escolas. Recorda o Kotaku que em 2012, no massacre de Sandy Hook, Trump publicou um tweet onde afirmava que a “glorificação de violência dos videojogos tem de ser parada” e que estava a “criar monstros”.

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