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Funcionária do Walmart pinta as unhas a mulher recusada por salão de estética por ter paralisia cerebral

“Hoje esta doce rapariga foi ao salão de estética Da Vi Nails e recusaram pintar-lhe as unhas porque as mãos tremiam demasiado… Num gesto de bondade as trabalhadoras do Walmart foram comprar vernizes e depois sentaram-se no meu local de trabalho a pintar as unhas dela. Foram tão pacientes com ela (enquanto ela não se mexia assim tanto e se portou lindamente)… É uma vergonha absoluta que a tenham rejeitado por uma coisa tão pequena. Eu nunca mais lá vou! Obrigada às trabalhadoras do Walmart por tornarem o dia desta rapariga mais feliz!”.

Foi este o post que Tasia publicou no penúltimo dia do mês passado acompanhado de duas fotos. Nelas aparecem Ebony Harris e Angela Peters. A primeira – funcionária de caixa do Walmart de Burton – pinta as unhas à segunda – cliente recusada pelo salão Da Vi Nails. Sentada numa das mesas do Subway em que trabalha Tasia, na sua cadeira de rodas, Angela explicou que treme das mãos por ter paralisia cerebral.

A história tornou-se viral e depressa despertou a atenção dos media, dentro e fora dos EUA, país onde tudo aconteceu. “Eu quis postar as fotos por apreço e tomada de consciência porque as pessoas precisavam saber o que tinha acontecido e porque Ebony merecia toda a admiração”, afirmou Tasia Smith em declarações à ABC12 WJRT, televisão afiliada da ABC em Flint, no Michigan.

“Eu só queria fazer com que o dia dela fosse especial. Não queria que ficasse arruinado. Foi o que fiz. Além disso ela é um amor”, afirmou Ebony Harris ao site da mesma televisão daquele estado norte-americano. “Ela tremia um pouco as mãos e estava sempre a pedir-me desculpa. Eu disse que não tinha nada que estar a pedir desculpa e que estava tudo a correr bem”.

“Achei que ela foi muito simpática e senti-me confortável com ela porque eu costumo sempre fazer compras no Walmart”, contou Angela Peters, que surgiu nas fotos da sorrir de felicidade e disse estar encantada com as suas unhas pintadas.

“Não queremos difamar o salão de estética, nem que percam os clientes, fazer com que fique mal. Mas devemos espalhar a mensagem de que qualquer pessoa, independentemente de quem ela é, qual a sua cor, a sua deficiência ou qualquer outra coisa, é uma pessoa. Ela é uma rapariga. Tal como eu, como a Tasia, a minha filha, qualquer uma. Ela quer ficar mais bonita. Então porque é que não haveria de poder ficar?”, questiona Ebony, cuja paciência, empatia e bondade fizeram toda a diferença para Angela.

Segundo dados da Cerebral Palsy Alliance Research Foundation, dos EUA, há no mundo 17 milhões de pessoas com paralisia cerebral, um em cada 323 bebés norte-americanos são diagnosticados com paralisia cerebral. Em Portugal, por exemplo, segundo a Federação das Associações portuguesas de Paralisia Cerebral, há cerca de 20 mil cidadãos com esta doença.

“A paralisia cerebral é uma perturbação do controlo da postura e movimento que resulta de uma lesão ou anomalia cerebral que atinge o cérebro em período de desenvolvimento. Não há dois casos semelhantes e não é progressiva. Algumas pessoas têm perturbações ligeiras, quase impercetíveis, que as tornam desajeitadas a andar, falar ou a usar as mãos. Outras são gravemente afetadas com incapacidade motora grave, impossibilidade de andar e falar, sendo dependentes nas atividades da vida diária. Entre este dois extremos existem os casos mais variados. De acordo com a localização das lesões e áreas do cérebro afetadas, as manifestações podem ser diferentes”, lê-se na definição feita da doença que não tem cura conhecida no site da Associação Paralisia Cerebral de Lisboa.

EUA entregam 1.820 crianças às famílias, 700 ainda estão separadas

© Lusa

Cerca de 700 crianças continuam separadas das famílias, incluindo mais de 400 cujos pais foram deportados, de acordo com as autoridades.

No final do mês passado, o juiz Dana Sabraw, do tribunal federal de San Diego, ordenou que o Governo reunisse os milhares de crianças e pais que foram forçados a se separarem na fronteira devido à política de “tolerância zero” da administração do Presidente Donald Trump.

À data, o juiz estabeleceu o prazo de 10 de julho para crianças menores de 5 anos e deu ao Governo até 26 de julho [quinta-feira] para reunir mais de 2.500 jovens com idades entre 5 e 17 anos.

A administração Trump insistiu que cumpriria o prazo do tribunal, reunindo todas as famílias que considerava elegíveis para a reunificação.

Ao longo de todo o processo de reunificação o “objetivo tem sido o bem-estar das crianças, e devolvê-las a um ambiente seguro”, afirmaram, em comunicado, as autoridades norte-americanas, acrescentando que se mantêm ainda vários obstáculos em toda a missão, que não é abordada pelo Governo “de forma leve”.

Até quinta-feira, o Governo garantiu ter entregado 1.442 crianças (com 5 ou mais anos) aos pais sob custódia dos serviços de imigração norte-americanos.

Outras 378 foram já entregues aos pais ou a outros responsáveis, na maioria dos casos familiares, em diferentes locais nos EUA.

LUSA

Juncker pouco otimista com negociações entre UE e EUA

“Nós claramente queremos dizer que não somos os inimigos dos Estados Unidos, temos um passado comum que não devemos esquecer. (Mas) eu não sou excessivamente otimista”, disse Juncker.

A entrevista com a ZDF foi para o ar durante a noite de terça-feira e nessa conversa Juncker disse que a União Europeia (UE) está pronta para a retaliação caso Trump decida sobre tarifas alfandegárias adicionais a aplicar a carros europeus.

Juncker insistiu que quer “evitar uma guerra comercial”, mas sublinhou que a UE não deixaria passar o assunto em branco.

“Se chegarmos aos impostos alfandegários (europeus) sobre os automóveis (europeus), então a UE terá de tomar medidas de retaliação (…) somos capazes de responder de forma adequada e imediata”, acrescentou.

A UE já impôs impostos punitivos sobre produtos emblemáticos dos EUA desde que Washington decidiu aumentar os direitos sobre o alumínio e o aço europeus.

“É bem possível que o Sr. Trump tenha algo a oferecer”, disse Juncker.

Donald Trump ameaça regularmente impor tarifas sobre as importações de carros europeus, o que preocupa particularmente a Alemanha, onde esse setor chave emprega cerca de 800.000 pessoas.

No twitter, Trump ironizou, como já havia feito no G7, sobre a suposta falta de ousadia dos parceiros dos Estados Unidos, garantindo estar pronto, ao contrário dos europeus, para que todos desistam de “todas as tarifas, barreiras não tarifárias e subsídios”.

O presidente da Comissão Europeia visita hoje os Estados Unidos, onde irá reunir-se com Donald Trump e discursar sobre as relações entre o país e a União Europeia.

Na segunda-feira, um porta-voz da Comissão Europeia considerou a reunião como uma ocasião para “desdramatizar” qualquer tensão comercial entre as duas partes.

De acordo com o porta-voz, Juncker não pretende avançar com qualquer “oferta” comercial por parte da União Europeia.

As relações comerciais entre Bruxelas e Washington estão tensas, não só devido às taxas alfandegárias impostas por Washington às importações de aço e alumínio — e já retaliadas pelo bloco europeu –, mas também pela ameaça de Donald Trump de aplicar tarifas às importações de automóveis oriundas da UE, caso os representantes comunitários não negoceiem de “boa-fé” na visita à Casa Branca.

Após a reunião, Juncker visita o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), também em Washington, onde discursará sobre as relações entre a União Europeia e os Estados Unidos da América.

EUA entregaram 364 crianças às famílias separadas na fronteira com México

© Reuters

anúncio feito pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, surge uma semana antes do prazo limite estabelecido por um juiz de San Diego, que deu ao Governo até 26 de julho para entregar às respetivas famílias os mais de 2.500 jovens com idades entre os 5 e os 17 anos.

Num relatório apresentado pela administração Trump na quinta-feira ao juiz Dana Sabraw, o Governo indicou que das 2.551 crianças nessa faixa etária apenas 1.651 crianças são elegíveis para se reencontrarem com os pais.

As restantes 900 crianças “não se qualificam” porque, entre outras razões, os pais têm antecedentes criminais ou renunciaram a este benefício, de acordo com o mesmo documento.

Na semana passada, o Governo norte-americano entregou 57 crianças menores de cinco anos aos seus pais, metade do que tinha sido determinado. Em comunicado, justificou que as restantes não puderem ser reunidas com as famílias porque os pais têm “antecedentes criminais graves, foram deportados ou estão presos”.

LUSA

Obrador quer desenvolver relação de amizade com EUA

© Getty Images

“Vamos estender a mão para procurar uma relação de amizade e cooperação com os Estados Unidos da América”, disse o Presidente eleito em entrevista à cadeia de televisão mexicana Televisa.

O candidato, que concorreu pelo Movimento de Regeneração Nacional (Morena), agradeceu a Donald Trump a mensagem de felicitações que este lhe dirigiu, na rede social Twitter, na sequência das primeiras notícias sobre a sua vitória no escrutínio.

Na sua mensagem, Donald Trump disse que está “desejoso” de trabalhar com López Obrador e que “há muito a fazer para beneficiar tanto os Estados Unidos como o México”.

“Ele foi muito respeitador. É o que vamos procurar sempre no relacionamento com o governo dos EUA, que haja respeito mútuo: nunca faltaremos ao respeito porque queremos ser respeitados”, salientou López Obrador.

O candidato do Morena, de esquerda, venceu a eleição para a Presidência do México no domingo e, segundo estimativas do Instituto Nacional Eleitoral (INE), obteve entre 53 e 53,8% dos votos, enquanto o candidato do conservador Partido da Ação Nacional (PAN), Ricardo Anaya, conseguiu entre 22,1 e 22,8% dos votos.

Lopez Obrador foi candidato às eleições presidenciais em 2006 e 2012. À terceira tentativa e com 64 anos, ‘AMLO’, como é popularmente conhecido, conseguiu finalmente vencer as eleições, tornando-se Presidente da segunda maior economia da América Latina.

LUSA

EUA e Coreia do Norte: Declaração indica troca de restos mortais de prisioneiros de guerra

O documento assinado hoje entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos refere a recuperação dos restos mortais de prisioneiros de guerra e o estabelecimento de novas relações entre os dois países no sentido “da paz e da prosperidade”.

As informações são ainda escassas, mas, segundo a Associated Press, o texto refere a troca de restos mortais de prisioneiros e informações sobre soldados desaparecidos em combate durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Os corpos de mais de 7.800 militares norte-americanos continuam por localizar desde o final da guerra na península.

Segundo a agência France Presse (AFP), no texto conjunto, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, reafirma o compromisso de “desnuclearização completa da Península da Coreia”.

De acordo com a agência noticiosa francesa, o texto não menciona a exigência norte-americana de “desnuclearização completa e irreversível” — a fórmula que significa o abandono completo do armamento e a aceitação de missões de inspeção –, mas reafirma a formulação mais vaga mencionada no compromisso anterior.

Por outro lado, indica a AFP, os Estados Unidos “garantem a segurança da Coreia do Norte”: “O Presidente Trump compromete-se a fornecer as garantias de segurança” ao país, cita a agência.

O Presidente dos Estados Unidos e o líder da Coreia do Norte reuniram-se hoje, num encontro sem precedentes, na cidade Estado de Singapura.

EUA emitem alerta vermelho para “grande erupção vulcânica iminente” no Havai

Um alerta vermelho significa que “uma grande erupção vulcânica está iminente ou a ocorrer”, indicou na terça-feira o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

“A erupção de cinza aumentou de intensidade” desde terça-feira de manhã, no Kilauea, e a nuvem de cinza tem já entre três mil e seis mil metros de altura, indicou.

Embora a atividade vulcânica se mantenha “muito variável”, pode “tornar-se explosiva a qualquer momento, aumentando a intensidade da produção de cinza e de projéteis”.

As autoridades locais alertaram os residentes das zonas mais próximas do vulcão para estarem preparados para uma retirada de emergência, possivelmente sem aviso prévio.

Até agora, foram já retiradas 1.700 pessoas que ainda não foram autorizadas a regressar a casa.

Este nível de alerta significa também “perigo imediato para a saúde, sendo necessário tomar medidas para evitar qualquer exposição”, indicou em comunicado a proteção civil do Havai.

O vulcão entrou em erupção a 3 de maio e desde então já foram registadas 20 fissuras que estão a expelir lava. Até agora, 40 casas ou edifícios foram destruídos pela lava.

Junto à cratera, registaram-se durante vários dias dezenas de sismos, alguns de magnitude superior a 5 na escala de Richter.

O vulcão situa-se no sudeste da Grande Ilha do Havai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas.

O Kilauea, a 1.200 metros de altitude, é um dos mais ativos no mundo e um dos cinco existentes no arquipélago norte-americano.

O turismo, uma das maiores indústrias locais, já registou perdas de “pelo menos cinco milhões de dólares norte-americanos” (cerca de quatro milhões de euros), de acordo com as autoridades turísticas.

LUSA

Trump diz: “Os mísseis estão a chegar”, à Síria

Com o clima de tensão na Síria a um nível sem precedentes, Donald Trump utilizou a rede social Twitter para afirmar que os mísseis “estão a chegar à Síria”, deixando um aviso a Moscovo.

Depois de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que chegou ao fim sem entendimentos entre Washington e Moscovo, Estados Unidos e Rússia continuam a trocar acusações relativamente à guerra na Síria, nomeadamente sobre o alegado ataque com armas químicas em Douma, que causou dezenas de mortos.

Trump, com o apoio do Reino Unido e da França, prometeu uma resposta, cuja iminência é cada vez maior, como confirmam os últimos tweets do presidente norte-americano.

“A Rússia diz que vai abater qualquer míssil disparado contra a Síria. Prepara-te, Rússia, porque eles estão a chegar, suaves, novos e ‘inteligentes’. Não deviam ser aliados de um animal assassino que mata o seu povo com gás e desfruta com isso”, escreveu Trump.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

Russia vows to shoot down any and all missiles fired at Syria. Get ready Russia, because they will be coming, nice and new and “smart!” You shouldn’t be partners with a Gas Killing Animal who kills his people and enjoys it!

Entretanto, um porta-voz do ministério russo dos Negócios Estrangeiros disse que o lançamento de mísseis contra a Síria poderá ser uma forma de os Estados Unido destruírem provas relativamente ao alegado ataque químicos. Para além disso, disse a mesma fonte citada pela Associated Press, os “mísseis inteligentes deveriam ser utilizados conta terroristas e não contra um governo legítimo”.

Cerca de 40 minutos depois do tweet em que Trump praticamente anuncia o lançamento de mísseis contra a Síria, o presidente norte-americano deixou uma possibilidade de trégua no ar: “vamos parar com a corrida ao armamento?”.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

Our relationship with Russia is worse now than it has ever been, and that includes the Cold War. There is no reason for this. Russia needs us to help with their economy, something that would be very easy to do, and we need all nations to work together. Stop the arms race?

“A nossa relação com a Rússia está pior do que nunca, e isso inclui os tempos da Guerra Fria. Não há razão para isto. A Rússia precisa da nossa ajuda para a sua economia, algo que seria bastante fácil de fazer, e precisamos que todos as nações trabalhem em conjunto. Vamos parar com a corrida ao armamento?”, escreveu Trump.

Esta terça-feira, a Rússia afirmou que não vai tolerar um ataque contra a Síria e, nesse sentido, o embaixador russo no Líbano, Alexander Zasipkin, garantiu que qualquer míssil disparado contra o regime de Bashar al-Assad será intercetado. No entanto, esta resposta de Moscovo não parece ter surtido qualquer efeito em Trump, que, com o seu tweet, dá a entender que a intervenção militar vai mesmo acontecer e que, além disso, a Rússia não terá capacidade para interceptar os mísseis lançados.

A Síria e a Rússia negam o ataque químico atribuído ao regime de Assad, e já mostraram disponibilidade para receber a  Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), para que seja averiguada a utilização deste tipo de armamento. No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que 500 pessoas revelaram sinais de exposição a químicos tóxicos após o ataque de sábado em Douma

O clima de tensão é de tal modo elevado que a Eurocontrol, organização europeia de segurança na navegação aérea, emitiu um alerta de aviação civil para possíveis ataques aéreos.

Em abril de 2017, recorde-se, Donald Trump bombardeou uma base militar da Síria na sequência de um ataque com gás sarin perpetrado pelo regime de Bashar al-Assad. Já na passada segunda-feira, outro aeroporto militar sírio foi alvo de um ataque, atribuído a Israel, que causou pelo menos 14 mortos, entre eles sete iranianos. O Irão é, ao lado da Rússia e do Hezbollah libanês, o maior aliado de Assad na região e há muito que Tel-Aviv e Teerão vivem numa ambiente de constante ameaça, o que contribui para o agudizar de uma guerra na Síria onde várias potência mundiais combatem entre si.

China afirma estar preparada para combater EUA “a qualquer preço”

“Se os Estados Unidos persistirem neste comportamento de unilateralismo e protecionismo comercial, ignorando a oposição da China e da comunidade internacional, a China continuará a qualquer preço contra-atacar com força”, ameaçou o Ministério do Comércio chinês em comunicado.

A China apresentou já uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC) devido às taxas impostas por Washington sobre importações de um conjunto de produtos chineses.

“A China pediu a abertura de consultas com os Estados Unidos, no quadro do mecanismo de regulamento de diferendos da OMC relativamente às taxas alfandegárias dos Estados Unidos que visam um conjunto de produtos chineses”, referiu, em comunicado, a organização que regula o comércio mundial.

As ameaças feitas hoje por Pequim surgem como consequência do anúncio por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estar a considerar impor novas taxas, no valor de 81,6 mil milhões de euros, sobre produtos chineses, como retaliação às tarifas anunciadas por Pequim.

A Casa Branca anunciou, depois do fecho dos mercados na quinta-feira, que Trump perguntou à representação dos EUA para o comércio internacional se a imposição de mais 100 mil milhões de dólares (81,6 mil milhões de euros) em tarifas seria apropriada e, se assim for, que se identifiquem os produtos a serem taxados.

Este anúncio, mais um episódio da guerra comercial entre os dois países, surge como um contra-ataque à China, que declarou a imposição de taxas alfandegárias a produtos norte-americanos, num valor aproximado de 50 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros).

Por sua vez, a medida das autoridades de Pequim foi também uma retaliação aos Estados Unidos por terem, no início da semana, imposto taxas aduaneiras, em igual valor. Assim, cerca de 250 produtos norte-americanos, como soja, milho, carne, sumo de laranja, tabaco, automóveis ou certos tipos de aeronaves, entre outros, foram taxados pela China.

A China e os Estados Unidos envolveram-se numa disputa comercial depois de a USTR (representante de comércio norte-americano) divulgar uma lista de importações chinesas às quais era proposto aplicar taxas alfandegárias, como retaliação pela “transferência forçada de tecnologia e propriedade intelectual norte-americana”.

A lista inclui 1.300 produtos de vários setores, incluindo aeronáutica, tecnologias de informação e comunicação ou ainda robótica e máquinas, com um valor aproximado de 50 mil milhões de dólares.

O confronto entre as duas grandes potências reflete a tensão entre as promessas de Trump em reduzir o défice comercial norte-americano com a China (cerca de 375 mil milhões de euros) e as ambições comerciais de Pequim.

Lusa

Pelo menos seis mortos em queda de ponte nos EUA

Dez pessoas foram hospitalizadas, precisou o porta-voz da polícia de Miami-Dade, Alvaro Zabaleta, à imprensa.

As equipas de socorro trabalharam durante toda a noite e a operação concentra-se agora na procura de corpos, adiantou.

Os engenheiros temem o colapso das estruturas nos dois extremos da obra, colocada no sábado e que ainda não tinha sido aberta ao público.

“A totalidade da ponte está em perigo”, disse Zabaleta.

A ponte, de 950 toneladas, tinha por objetivo ligar os edifícios de apartamentos de estudantes de Sweetwater, onde vivem cerca de 4.000 alunos, com o campus principal da Universidade Internacional da Florida.

Pelo menos oito viaturas ficaram presas devido à queda da ponte na quinta-feira sobre uma autoestrada com seis vias.

LUSA

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