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Diplomática Talks – Oportunidades de Investimento na Costa do Marfim

Do painel de oradores fizeram parte Maria de Bragança, Fundadora e Diretora da Revista Diplomática; Filipe de Bottom, Presidente do CDP – Conselho da Diáspora Portuguesa; Filipa Monteiro, Diretora da Câmara de Comércio e Indústria Portugal Costa do Marfim e Gonçalo Terenas, Presidente do África Cluster e da AEPLGroup.

A economia costa-marfinense é largamente dependente do setor agrícola (o país é o maior produtor e exportador mundial de cacau, e um dos maiores exportadores de café e de óleo de palma) – que emprega cerca de 68% da população – e é, por isso, muito vulnerável à flutuação das cotações destes produtos nos mercados internacionais, assim como das condições climatéricas. De realçar que o país também produz ouro e petróleo, detendo uma posição com alguma relevância em termos de reservas mundiais de crude.

Numa altura em que que os países mais tradicionais nas relações empresariais com Portugal em África, como Angola e Moçambique, apresentam alguns riscos, quer cambiais e quer no repatriamento de dividendos, a Costa do Marfim começa a parecer uma economia mais diversificada e por isso mais atrativa.

“Esta câmara de comércio nasceu para ser o veículo valioso para a criação de canais entre os dois países. Criar oportunidades de negócio e aprofundar laços é o nosso objetivo”, refere Filipa de Monteiro, que prossegue com uma avaliação sobre a relação de Portugal com a Costa do Marfim, “a Costa do Marfim tem vindo a apresentar resultados extraordinário desde o fim da guerra. Há uma grande abertura e simpatia entre os dois países”.

Gonçalo Terenas avalia a Costa do Marfim como o pulmão financeiro de África. “As principais sobre África passam pela Costa do Marfim. Este é o momento para os negócios. Há voos semanais, do ponto de vista da logística é um processo célere, os prazos são cumpridos – diria que é um mercado ocidentalizado”.

É necessário saber que entre Portugal e a Costa do Marfim ainda não foram assinados acordos bilaterais em matéria de proteção e promoção de investimentos ou para evitar a dupla tributação dos rendimentos.

Relativamente à abertura de uma empresa na Costa do Marfim, os interessados precisam de constituir uma sociedade, o que implica a escolha de uma forma jurídica de acordo com o Direito local, a elaboração dos respetivos Estatutos ou Contrato Social, o registo da sociedade recém-criada, entre outras formalidades. É essencial que a empresa obtenha apoio jurídico especializado, através da contratação de escritório de advogados, com vista à concretização do negócio, à realização das diversas formalidades de constituição da empresa, entre outras questões relevantes.

“É importante levar as pessoas a agir”

Há 20 anos que a Samsys ajuda as empresas a aumentarem a eficiência e produtividade, estudando, desenvolvendo e implementando soluções tecnológicas que potenciam o crescimento mútuo. Para comemorar o 20.º aniversário, o evento anual da Samsys concretizou-se num formato completamente novo. O dia contou com atrações, entretenimento, palestras, convidados especiais e convívios. Um formato novo que juntou, num só sítio, especialistas em motivação, liderança, linguagem corporal e neuromarketing para reforçar a importância dos recursos humanos para o sucesso das organizações.

IMG_9206Nesta 6ª edição do ‘Dia do Cliente Samsys’, inserida na ‘Gondomar Cidade Europeia do Desporto, o objetivo passou por fazer compreender que o crescimento das empresas portuguesas vai para além das soluções tecnológicas, reforçando a importância da componente humana.

Durante a manhã, num primeiro painel, dois oradores convidados falaram sobre temas escolhidos pelos participantes na inscrição e Samuel Soares, Diretor Geral da Samsys, debateu o tema da Liderança Feminina com seis mulheres CEO´s de organizações de áreas diferentes.

À tarde, o evento contou com a presença de um leque de oradores enriquecedores como Alexandre Monteiro, Jamil Albuquerque, Paulo Moreira e Fernando Rodrigues.

Samuel Soares, Diretor Geral da Samsys orgulha-se do sentimento de felicidade, de concretização e de partilha que se respirou e viveu no evento. “Vive-se e respira-se aqui um espírito de partilha, partilha de ideias, de conhecimento, de dar sem pedir nada em troca. Poder providenciar todo este networking a todos os presentes é algo que nos enche a alma de concretização. Os assuntos que estamos aqui a trabalhar são assuntos que tocam todas as empresas e todas as pessoas. Temos painéis muito gratificantes e queremos que todos tirem partido deste evento”, refere Samuel Soares para quem, enquanto líder, o seu maior desafio é ajudar e formar outros líderes a desenvolverem-se e a crescerem. “Elevar a comunicação a uma tal ordem de excelência para ajudar as pessoas que nos rodeiam. Temos de qualificar as pessoas, apostar na sua formação e ajudá-las a encontrar a sua verdadeira vocação”, explica o diretor geral da Samsys.

EVENTO

Também Rúben Soares, Sócio-Gerente da Samsys, reforça a importância dos temas que têm vindo a ser trabalhados nos eventos anuais da Samsys. Temáticas direcionadas para mover pessoas e levá-las a agir. “As pessoas sabem o que querem fazer, têm ideias e sabem o que têm de fazer, mas depois passam a vida a procrastinar. O principal problema do desenvolvimento pessoal e profissional é este. Daí querermos voltar a focar e reforçar esse aspeto neste evento. É importante levar as pessoas a agir, é importante motivá-las. Acreditamos que a motivação é como o banho: deve tomar-se todos os dias. E a regularidade dos nossos eventos vai nesse sentido”, explica Rúben Soares. Na Samsys procuram, diariamente, ajudar os seus parceiros a crescer, mas Rúben Soares afirma que não é só com a tecnologia que as empresas crescem. “O fator humano é muito importante e é aqui que está a diferenciação de cada empresa. Temos de apostar no desenvolvimento das suas capacidades e das suas soft-skills”, conclui o sócio-gerente da Samsys.

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O QUE ELES DIZEM…

“Tenho acompanhado as seis edições deste evento. Como parceiro é importante estarmos presentes para apoiar a Samsys, para além de que é uma oportunidade para a partilha de conhecimento e crescer profissionalmente”, Fernando Félix, Webcomum – Agência Online.

“É o primeiro ano que estamos presentes neste evento e está a ser surpreendente a quantidade de pessoas que estão presentes. Como parceiros da Samsys sairemos daqui mais enriquecidos e a conhecer melhor aquilo que é o universo da Samsys e dos seus parceiros”, Bruno Noversa, Grupo Solartel.

“Consideramos este evento importante para a empresa e para os clientes da Samsys, pois é uma ótima forma de fazer networking, troca de experiências ou encontrar novos parceiros com o dinamismo que aqui se vive”, Pedro Neves, colaborador de uma empresa cliente da Samsys.

“É um dia inovador, mas já estamos habituados a que os eventos da Samsys nos surpreendam, superando as expectativas. Como parceiros da Samsys saímos ainda mais motivados e inspirados para conquistar o mercado”, Nélson Ferreira, SCI Informática.

“Já venho há quatro anos aos eventos da Samsys. São eventos que cativam da forma como apresentam e abordam diferentes temas. Contribui para o nosso progresso e a vontade que a Samsys tem de vencer e fazer com que os outros também vençam dá-nos uma motivação extra”, Manuel Resende, Póvoa Conta LDA.

“É a primeira edição em que estamos presentes e está a ser uma agradável surpresa. Estou a gostar da organização e da qualidade do evento. Vinha à procura de algo que me acrescentasse mais valor como pessoa e como profissional e isso já aconteceu. Este evento é o local ideal para isso”, Carlos Vidago, LR Health & Beauty.

Networking: Será que sabe rentabilizar os seus contactos?

À procura de resposta a todas estas questões, a Revista Pontos de Vista esteve presente num evento de networking em que os presentes trocaram impressões sobre os seus negócios e manifestaram-se sobre aquilo que necessitam para conseguirem fluir os seus negócios.

A organização esteve inteiramente a cargo de Luís Barroca Monteiro, fundador do Portal AXO.PT.

Este é um projeto pensado de forma a juntar duas componentes: networking e formação e dirigido essencialmente a pequenos e médios empresários que nem sempre dispõem de tempo para tal.  Por isso, os intervenientes estão de acordo e assumem como sendo algo essencial ao seu dia-a-dia.

Esta primeira edição de networking sessions, pôde contar com a presença de diversos empresários, estando já em fase de preparação outras sessões um pouco por todo o país, tendo por base a Regus, a conhecida multinacional especializada na disponibilização de escritórios profissionais. A ideia é conseguir alargar a rede de contactos de todos os membros pertencentes à rede, numa primeira fase em Portugal e posteriormente para todos os 120 países onde a Regus opera.

Um painel diversificado em que mundos completamente distintos se encontraram.

Das empresas presentes, salienta-se a AXO.PT, que é uma plataforma de comunicação digital cujo objetivo é ajudar as empresas a captarem mais visibilidade e consequentemente aumentarem a sua área de negócio; a WTV é uma empresa dedicada à produção de conteúdos que funciona como um canal de televisão generalista, disponível através da internet, com uma grelha de programação resultante do somatório dos diversos canais temáticos WTV, bem como de outros canais Web parceiros; já a ADN é uma associação que procura difundir a cultura nacional; o Atelier D’ Maison é  uma empresa inserida na área da construção civil, especializada na reabilitação de edifícios e comercialização de revestimentos e por fim, 3DWays que se dedica à construção de impressoras 3D de gama profissional, controláveis remotamente e que trabalham em conjunto para realizar a produção necessária eficientemente.

O momento formativo foi proporcionado pelo Luís Granja – Coach, que é especialista em desenvolvimento humano e que abordou a importância da Psicologia Positiva.

1ª PARTE: WORKSHOP “PSICOLOGIA POSITIVA” APLICADA AOS NEGÓCIOS 

O termo refere-se à incessante busca do ser humano pela felicidade. Neste painel, Luís Granja procurou adaptar esta psicologia ao mundo dos negócios na medida em que todos os líderes devem motivar as suas equipas, construindo relações de confiança, que segundo o próprio “é a arma mais poderosa das relações humanas”. Explicou que o segredo nas relações é algo que, embora seja natural e incontrolável, pode ser moldado e construído. A Psicologia Positiva está ligada ao coaching e é bastante aplicada às organizações.

2ª PARTE: COMO FAZER UM BOM NETWORKING? 

Após terminado o primeiro painel seguiu-se um segundo momento dedicado inteiramente ao networking e que o mesmo fosse produtivo. Os participantes trocaram ideias e explicaram os seus modelos de negócio com vista à criação de ligações, consistentes, e que futuramente perdurassem.

Segundo o organizador, Luís Barroca Monteiro, o que define um bom networking é “fazer com que as pessoas realmente nos ajudem e não simplesmente trocar contactos. Não custa fazer um telefonema por alguém quando sabemos que esse telefonema pode mudar a vida de outra pessoa. Se pudermos, devemos intervir por alguém. Mais tarde poderemos ser nós a precisar do contrário!”.

Das várias impressões sobre o que estava a acontecer, importa realçar que a ideia de explicar o que se pretende para o próprio negócio é essencial e os intervenientes definiram como “benéfico” e “algo que resulta”. No final, foi possível entender que, independentemente do setor, qualquer pessoa pode ser útil na procura daquilo que se precisa.

3 perguntas a Jorge Valdeira Country Manager da Regus em Portugal 

No dia 30 de junho arrancou aquela que foi a primeira edição de “Networking Sessions”, nas instalações da Regus na Torre de Monsanto – um dos principais parceiros deste evento. Como define esta parceria? 

É um contributo valioso para o reforço do Networking enquanto catalisador dos negócios de numerosos profissionais e empreendedores. A Regus é particularmente sensível a esta temática pois incorpora-a também no serviço que presta aos seus clientes. Os nossos centros além de oferecerem todo o tipo de soluções de espaço de trabalho, são também uma comunidade multiempresarial que inclui os mais variados  setores de atividade e tipos de empresa, pois todos acabam por beneficiar das nossas soluções flexíveis para espaços de trabalho: seja por termos escritórios equipados de alta qualidade e prontos a usar de imediato, seja por termos contratos de duração flexível, seja ainda por poderem estar num espaço em podem interagir com muitos outros profissionais. Na Regus temos desde as startups até às filiais de multinacionais, desde clientes residentes em escritório privado até clientes móveis que usam a nossa rede em diversos locais. E a Regus agrega e aproxima todos esses empresários que facilmente acabam porcriar laços entre si e que frequentemente geram negócios ou trocas de informação úteis. Isto é verdade à escala local, com os nossos 11 centros em Portugal, mas também a nível internacional com a nossa rede de mais de três mil centros espalhados em mais de 120 países do mundo. Neste contexto, os centros Regus são um local quase perfeito para uma iniciativa de Networking Sessions e por isso a parceria surge com alguma naturalidade. É uma iniciativa que acarinhamos e apoiamos, e como além disso temos espaços de reunião de alta qualidade providenciamos o ambiente adequado para estes eventos se realizarem com o sucesso que se deseja.

O que pensa sobre este tipo de iniciativas para o mundo empresarial? 

São um bom complemento para outras soluções de Networking. A sua importância varia naturalmente consoante o tipo de negócio, nalgumas atividades pode mesmo ter um papel central na obtenção de clientes ou até no procurement. Mas existe também uma componente motivacional muito importante e uma partilha de informação, feita de uma forma personalizada, que pode ser valiosa para muitos empreendedores. De  uma certa perspetiva estamos dentro de uma forma particular de trabalho em rede que é muito própria do nosso tempo e que não se esgota no uso de plataformas digitais e ferramentas online. O contacto pessoal cara-a-cara continua a ser uma forma basilar de criar oportunidades de negócio e quando é feito de uma forma estruturada como são estas sessões, consegue-se um equilíbrio interessante entre um leque alargado de contactos e a qualidade e profundidade dos mesmos. Vemos isso também na colaboração entre  os nossos clientes. Mesmo os ligados às tecnologias mais sofisticadas não dispensam a oportunidade de interagir entre si nos espaços partilhados dos nossos centros, nomeadamente nos espaços de co-working que estimulam também o Networking. E isso não substitui as plataformas digitais, nomeadamente aquela que também disponibilizamos online aos nossos clientes a nível mundial, simplesmente complementa-as.

De que forma descreve a importância da continuidade de projetos desta natureza? 

Penso que têm espaço para continuar e para se alargar, nomeadamente no âmbito geográfico. Na Regus teremos a disponibilidade para colaborar com esta iniciativa, não só nos nossos centros de escritórios de Lisboa e Oeiras, onde se iniciou, como também a Norte nas nossas unidades do Porto e de Vila Nova de Gaia onde abrimos recentemente um novo centro nas Lake Towers, na Arrábida. Num  momento em que o tecido económico beneficia de uma forte onda de empreendedorismo que se traduz em tantas startups que vão surgindo por todo o país, há espaço para alargar estas iniciativas de Networking a âmbitos geográficos mais vastos. Há que seguir as oportunidades nos locais onde elas estão a surgir. Estamos a seguir essa tendência, criando novos centros de escritórios fora do centro de Lisboa e do Porto; e temos a ambição de continuar a expandir a rede nesse sentido. Queremos levar as nossas soluções de escritórios equipados e prontos a usar a cada vez mais profissionais e empresários, queremos disponibilizar o co-working e os nossos contratos de duração flexível em cada vez mais locais. São ferramentas de trabalho importantes e o Networking e as Networking Sessions, que também o são, podem e devem fazer o mesmo caminho.

TESTEMUNHOS…

Victor Gomes – Diretor de Comunicação Da WTV e representante Da ADN (Audionac Associação)

“Este tipo de iniciativas são imensamente importantes uma vez que todas as empresas fazem networking de uma forma instintiva, mas temos de aprender a fazê-lo de forma organizada. Apesar de já haver vários grupos estruturados, com regras estabelecidas e lógicas já testadas, neste evento o conceito é muito bem pensado, agradou-me especialmente a forma como foi organizado”.

Francisco Tenente – Ceo da 3DWays

“Desde o primeiro dia em que me tornei empresário quis aprender com aqueles que já sabem mais do que eu. Este tipo de eventos poupa tempo e recursos àqueles que, como eu, procuram as pessoas certas para aprender e amadurecer nos negócios. Ter vindo aqui hoje fez-me aprender coisas que talvez demorasse anos a conhecer. Gosto deste tipo de iniciativas e desta em específico. Esta foi concebida por uma pessoa que já passou por vários modelos de fazer networking, que trabalhou na otimização e nas vantagens de melhorar isto de trocar contactos. Conheço o Luís B. Monteiro há algum tempo e confio nas pessoas que ele conseguiu trazer aqui para eu conhecer, sei que qualquer uma delas vai ser relevante para o meu negócio ou até mesmo para a minha vida”.

Luís Barroca Monteiro – Organizador

“Este projeto é algo que já estava pensado há muito tempo, fruto da minha experiência profissional e do contacto que tenho tido com centenas de empresários de alguns países por onde passei. Cada qual com as suas necessidades, ambições e com a sua própria rede de contactos. Este não é um projeto para mim e vai ao encontro de uma vontade constante que tenho de ajudar os outros. Temos sempre algo a aprender uns com os outros e tal aprendizagem não tem que ver com os anos de vida até porque nesta primeira edição temos empresários dos 24 aos 54 anos”.

Bruno Coelho – Gerente da Atelier D’ Maison

“Estou no ramo da construção civil, no restauro e na reabilitação de edifícios, tenho como prioridade apresentar a máxima qualidade ao cliente. Acredito neste tipo de networking e na forma de como este, em especial, está estruturado. Daqui levo mais contactos e conhecimentos com confiança e assertividade. Não gosto de trocar contactos só ‘porque sim’, acredito que temos de ter a certeza que os contactos que vamos angariando só servem de algo se os conseguirmos rentabilizar”.

Luís Granja – Coach e Formador para o Desenvolvimento Pessoal

“Tornei-me Coach em 2013 após um período de transição profissional ligado às vendas. Decidi tirar a minha formação e desde aí tenho vindo a trabalhar em desenvolvimento humano. Atuo na capacitação pessoal dos empresários para que eles consigam estabelecer relações de confiança com os seus potenciais parceiros. Hoje, trouxe a Psicologia Positiva como tema porque de forma geral as pessoas sabem o que é o coaching e a própria Psicologia Positiva, mas de uma maneira diferente de como eu a encaro: a potenciação do ser humano. Sobre as pessoas que fazem parte deste grupo, são pessoas que querem passar para outros níveis de desenvolvimento, sem dúvida alguma”.

Promoção da sustentabilidade e ambiente na cidade do Porto

Durante dois dias, 8 e 9 de julho, os Jardins do Palácio de Cristal foram palco do maior evento anual nacional destinado à mobilidade elétrica, organizado pela Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE). O evento bateu o recorde ibérico de participações com mais de 200 inscrições confirmadas, entre as quais utilizadores da Madeira e dos Açores, bem como uma representação da Associação Brasileira dos Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (ABRAVEI), inscrições de Espanha e uma inscrição de Marrocos.

Pela primeira vez a Tesla esteve representada oficialmente num evento em Portugal, com os seus dois modelos emblemáticos, o Model S e o Model X. Presenciou-se a estreias nacionais como o Mini Plug-in (PHEV), os novos Smart elétricos, ForTwo, ForTwo cabrio e ForFour e outras recentes novidades como o Hyundai IONIQ 100% elétrico e híbrido Plug-in.

O evento surpreendeu os visitantes com um barco eletro-solar da Sun Concept, concebido e produzido em Portugal, no Agarve, em Olhão, o comboio turístico elétrico da Deltrain, os quadriciclos da Birò, o primeiro veículo elétrico português homologado, o Veeco, a Smart Flower, um girassol fotovoltaico, e a Omniflow, com o seu candeeiro com iluminação LED, produzida por pequenos painéis fotovoltaicos e uma mini eólica.

Tratou-se da maior concentração e exposição de veículos elétricos e de produtos associados à mobilidade elétrica, como carregadores rápidos, semi-rápidos, portáteis e domésticos, comercializadores e operadores de energia para a mobilidade elétrica.

O QUE ELES DIZEM…

João Pedro Matos FernandesJoão Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente

A mobilidade elétrica será aquilo que a indústria e os consumidores quiserem que seja. Portugal propõe-se a que em 2050 não circulem veículos de combustão interna e que e não sejam utilizados combustíveis fósseis para produzir qualquer forma de energia. Mas quero acreditar que esse objetivo seja alcançado já em 2040 ou que, pelo menos, haja só um número residual. Este governo abriu um concurso para a aquisição de 500 autocarros de boa performance ambiental (elétricos e a gás), o que representa uma melhoria do que já existe. Sentimos que, neste momento, a tecnologia dos autocarros não está suficientemente desenvolvida para que as empresas possam fazer uma aposta ainda mais alargada na aquisição de autocarros elétricos, mas o crescimento que se está a verificar na mobilidade elétrica é bastante grande.

Henrique SánchezHenrique Sánchez, Presidente Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE)

Quero agradecer ao Município do Porto a recetividade que teve para o Encontro Nacional de Veículos Elétricos. Isto não é uma corrida dos 100 metros, é uma maratona e é mais um passo que foi dado. Temos mais de 40 veículos elétricos em exposição, um barco elétrico, um comboio turístico elétrico, motas e bicicletas. O objetivo da associação não é só mudar todos os carros de combustão interna para veículos elétricos, mas também consciencializar e informar a população. Pretendemos ter visibilidade porque um dos problemas da mobilidade elétrica é a falta de informação ou alguma desinformação. E estes eventos servem para isso mesmo.

Filipe AraújoFilipe Araújo, Vereador da Câmara Municipal do Porto para a Inovação e o Ambiente

Abraçamos desde logo esta oportunidade de realizar o encontro na cidade do Porto pela estratégia que temos vindo a seguir no âmbito da mobilidade elétrica. Estamos num processo de transformação, com a aquisição de uma nova frota com cerca de 300 veículos elétricos ou híbrido plug in, por isso faria todo o sentido que o encontro nacional se realizasse na nossa cidade. Temos todo o interesse que as cidades se adaptem à mobilidade elétrica e que esse seja o caminho para cidades com uma qualidade de vida melhor e cada vez mais sustentáveis.

Motivação, liderança e solidariedade em evento que reuniu mais de 1500 pessoas

Na passada terça-feira, dia 27 de junho, a cidade de Gondomar recebeu a 6.ª edição de uma iniciativa que reúne cada vez mais pessoas e que aposta no aprimoramento de conhecimentos em áreas como motivação, liderança e marketing relacional: o «Dia do Cliente», uma ação promovida pela Samsys, uma consultora especializada no setor das tecnologias de informação.

Tendo a iniciativa coincidido com o dia da realização do concerto solidário «Juntos por Todos», e numa altura em que o flagelo dos incêndios se abateu sobre o nosso país, o evento ficou também marcado por momentos de partilha e solidariedade através de uma iniciativa levada a cabo pela Sage – um dos patrocinadores do evento – através do seu projeto de responsabilidade social corporativa (Sage Foundation). A ação passou pela organização de uma recolha de fundos junto de todos os participantes, que irá reverter a favor das famílias afetadas pelos incêndios em Pedrógão Grande.

Pelo palco do Multiusos de Gondomar passaram peritos em gestão, inteligência emocional, liderança, linguagem corporal e neurociência – como João Catalão, Nuno Fontes, Paulo Moreira, Alexandre Monteiro, Jamil Albuquerque e Fernando Rodrigues – e ainda seis empresárias que debateram a aplicação destes vetores no dia-a-dia das suas organizações. Nos momentos de transição de oradores, o Multiusos enchia-se de luz e cor, ora com danças de salão, ilusionismo ou duetos de piano/voz ou até mesmo com dinâmicas de grupo ao ritmo do zumba ou do crossfit.

O networking surgiu de forma espontânea ao longo do evento, com especial enfoque nas pausas para coffee break ou almoço. Lorenzza Fernandes, empresária no ramo da multimédia, considera que “esta é a melhor forma de trocar contactos entre empresários e de potenciar o nosso negócio, porque o ambiente é propício e todos estão com o mesmo espírito e com uma dose de motivação extra”. Relativamente ao painel de palestras, como espectadora, considera que “é importante termos a noção de como pôr em prática as ideias que temos em mente e aqui no evento aprendemos técnicas para passar da teoria à prática”, conclui.

A Samsys, entidade responsável pela organização do evento, acredita que é na partilha de contactos, de conhecimentos e de tempo, que está o segredo dos bons negócios. Para Samuel Soares, diretor geral da empresa, “a boa liderança é algo que faz falta no nosso país. O derradeiro desafio de um líder é criar outros líderes, perpetuando valores e conhecimento. Este evento é, nem mais nem menos, do que um dia de partilha entre todos e uma fonte de princípios que os empresários podem (e devem) levar para as suas organizações”. Segundo Rúben Soares, diretor executivo da Samsys, “é tempo de agir e aquilo em que acreditamos é que é na ação, no ‘fazer’, que está o crescimento das empresas. Muitos clientes têm excelentes ideias mas falta-lhes coragem para inovar. A verdade é que, muitas vezes, é na capacidade para arriscar que está o sucesso e o fator distintivo que todos querem ter”, afirma.

O dia foi, ainda, marcado por uma surpresa: a apresentação do novo livro de Samuel Soares, diretor geral da Samsys, cujo título é «O caminho do sonhador. O poder dos sonhos no caminho do sucesso» e que reitera esta necessidade crescente de valorização das chamadas soft skills (perfil humano) comparativamente às hard skills (perfil técnico) dos profissionais.

TecNet – Business Camp, um evento de renome

Quem aceitou este desafio teve a oportunidade de conhecer novos projetos repletos de potencialidades, de estabelecer contactos, de partilhar conhecimentos, de criar parceiras e de encontrar investidores e financiamento. Neste evento a grande mais-valia, entre outras, é que consegue tudo para lançar a sua empresa no futuro.

Para apresentação do conceito e objetivos deste que pretendeu ser um evento para quem quer acrescentar valor e alavancar projetos e negócios e, acima de tudo, abraçar novos desafios, realizou-se um encontro com todos os intervenientes e promotores do mesmo, no local que acolheu as cerca de 200 startups participantes.

Mas já lá vamos. Iniciado em 2012, o evento regressou à torre da oliva em 2014, sendo que a terceira edição chegou repleta de novidades e mais-valias. O TecNet foi igualmente palco da nova edição do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, que decorreu no dia 1 de junho, na Torre da Oliva e onde, em parceria com a câmara municipal de S. João da madeira, também deu voz a grandes players ibéricos na vertente da inovação e do empreendedorismo, alargando os debates além-fronteiras.

De salientar que esta iniciativa é inédita e teve como principal desiderato promover condições para que a valorização dos parques tecnológicos portugueses e espanhóis saísse reforçada e haja uma maior expressão dos mesmos no contexto europeu. Maria do Céu Albuquerque, presidente da associação de ciência e tecnologia referiu que sentiu, tanto do lado português como espanhol, “uma grande motivação para cooperarmos e trabalharmos em conjunto numa competição salutar para a promoção do desenvolvimento”.

O business camp TecNet dedicou os seguintes dias, 2 e 3 de junho, a um programa intenso de atividades que, aberto ao público, inclui uma mostra de produtos e serviços por empresas tecnológicas e startups, espaços de networking, sessões de pitching para a próxima edição do websummit e diversos espaços de discussão em torno de estratégias determinantes para o setor.

Entre os temas para essa reflexão incluíram-se: a indústria 4.0 e a filosofia de gestão ‘lean manufacturing’, os desafios que se colocam às industrias do têxtil e calçado, turismo, agroalimentar, bem como, o projeto de desenvolvimento da ‘compra pública de inovação’ remetendo o caso de sucesso para a cidade de Barcelona, pelas palavras proferidas do Alexandre Rios, gestor do projeto e simultaneamente da direção da Portus Park.

Em resumo, o TecNet – Business Camp voltou a receber os melhores e mais inspiradores oradores e as mais incríveis oportunidades de negócio e networking, naquele que foi um evento repleto de desafios, oportunidades e tendências de um evento nacional dedicado à tecnologia e à criatividade, em São João da Madeira.

IMG_9936Ricardo figueiredo, presidente da câmara municipal de São João da Madeira, explica à revista pontos de vista, que tipo de atividades poderão ser encontradas no evento, que acontece pela primeira vez a nível ibérico e cujo um dos propósitos é, também, estreitar relações no campo tecnológico entre Portugal e Espanha.

O TecNet é um evento nacional que visa promover a tecnologia. Na sua opinião, como pode ser explicada a importância deste tipo de iniciativas? E este ano como surge a oportunidade de ser ibérico?

O TecNet nasceu da necessidade estratégica de diversificação do tecido económico de S. João da madeira e da região, surgindo como uma montra tecnológica para dar oportunidade a que as empresas deste setor se encontrassem e conhecessem. Rapidamente se afirmou no panorama nacional como um evento muito importante para o país e, em particular, para o desenvolvimento da economia ligada às tecnologias, pelo que não surpreende o enorme interesse gerado desde a primeira edição. A adesão registada, com a participação de todos os parques de ciência e tecnologia de Portugal, e a vontade de alargarmos a abrangência do evento estão na origem da inclusão no programa do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, um momento em que se reforça a relação de cooperação tecnológica entre Portugal e Espanha.

Que tipo de atividades estarão ao dispor dos visitantes? Existem muitas novidades face às edições anteriores? 

Desde logo uma das grandes novidades é a referida realização do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, que permite ao TecNet internacionalizar-se e afirmar-se cada vez mais como o grande certame do género realizado no nosso país, congregando todos os parques de ciência e tecnologia do país e muitos representantes de Espanha. Mas há outras vertentes novas que aprofundam as oportunidades de networking, colocando os participantes da falar sobre o que verdadeiramente interessa ao desenvolvimento da sua atividade e à sua afirmação nesta área económica

A partilha de conhecimento é este ano o grande mote daquela que será a 3ª edição do evento. De que forma está estruturado o encontro? 

O evento foi estruturado de forma a proporcionar aos participantes momentos para troca de experiências, estabelecimento de parcerias, divulgação do seu trabalho, contacto com financiadores e discussão das mais diversas temáticas do seu interesse, ligadas às novas tecnologias, à ciência, à criatividade… No fundo, os participantes vão poder enriquecer a sua relação com outros players do setor, com os investidores e com os mercados.

IMG_9947Alexandre Rios Paulo, da Sanjotec, fala sobre o ambiente informal que se viverá ao longo dos três dias assim como dos temas abordados, que são apontados como “incontornáveis num evento que tem os olhos postos no futuro”.

O TecNet pode ser encarado como uma montra de tecnologias e uma oportunidade única para que empresas jovens. Porquê? 

As startups que estão a nascer e a desenvolver-se nos diferentes parques tecnológicos do país, assim como quem pretenda lançar-se nesta área de atividade, têm a oportunidade de ficarem a conhecer, num só espaço, toda a diversidade de incubadoras do país e de contactarem com outros empreendedores do setor, com investidores e instituições ligadas à investigação, como são as universidades. São contactos essenciais para quem está a começar, a que se soma a possibilidade de aumentarem a visibilidade do seu negócio e perspetivarem o seu futuro. Na prática, este o TecNet é um evento a não perder por parte de quem quer acrescentar valor e alavancar projetos e negócios, para quem quer abraçar novos desafios tecnológicos e criativos.

A feira abordará temas como inovação, criatividade, empreendedorismo, internacionalização, financiamento, smart cities, indústria 4.0 e lean production, cibersegurança, automóvel, têxtil/calçado, agroalimentar e turismo. São estes os temas atualmente mais pertinentes e que por isso merecem uma maior atenção? 

São temas incontornáveis num evento que tem os olhos postos no futuro e que se assume como uma iniciativa inovadora de divulgação e promoção do empreendedorismo tecnológico, que tem como grandes objetivos aproximar o tecido empresarial das grandes oportunidades de negócio e de investimentos, assim como potenciar a relação entre as empresas e as universidades, nomeadamente aprofundando as condições de transferência de tecnologia e de conhecimento das instituições de ensino superior para a economia, que é precisamente uma das principais missões dos parques de ciência e tecnologia.

Esta edição terá um cariz diferente dos anteriores, incluindo o facto de ser ibérica, e será possível apreciar um ambiente mais informal. Como surgiu esta nova aposta? 

O ambiente informal é uma característica que vem já das duas anteriores edições e que se assume como uma marca do TecNet, que reforçamos nesta terceira edição, assumidamente dinâmica, hi-tech e criativa, que decorrerá num ambiente lúdico e descontraído. Um ambiente propício à partilha de ideias, nesta que é uma vertente que este ano ganha uma especial relevância, pois faz-se à escala ibérica, indo ao encontro da nossa intenção de internacionalizar o evento e da vontade das associações de parques de ciência e tecnologia de Portugal e Espanha de aprofundarem uma relação que favoreça a promoção conjunta a nível internacional do território ibérico.

2ª Edição do Portugal’s Future Hoteliers Summit

Portugal’s Future Hoteliers Summit” pretende assumir-se como uma Cimeira inovadora e criativa onde estudantes, professores, líderes da indústria e profissionais podem reunir-se numa plataforma de diálogo para trocar ideias, compartilhar conhecimentos e contactos, enquanto se trabalha em prole de um objetivo comum. As apresentações e partilhas de ideais e conhecimentos serão todos direcionados para a construção de uma ponte entre a indústria e os alunos e, deste modo, incentivá-los a avançar e apoiar a indústria para estar preparada para as futuras gerações. O evento desenvolver-se-á em torno de um concurso destinado aos alunos Portugueses de Hotelaria e Turismo.

O “Hospitality Challenge”, parte integrante e central da Cimeira, será uma competição inovadora dirigida a alunos provenientes de estabelecimentos de ensino superior da área de Hotelaria e Turismo. A equipa vencedora terá a oportunidade única de representar Portugal no “Global Young Hoteliers Summit”, uma competição internacional entre estudantes das mais conceituadas escolas de Hotelaria e Turismo de todo o mundo. O evento terá lugar na prestigiosa escola de Hotelaria, “École Hôtelière de Lausanne”, na Suíça, em Março de 2017.

Escolas participantes no “Hospitality Challenge 2016”

  • Instituto Politécnico do Cávado e do Ave – Escola Superior de Gestão (ESG);
  • Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Vila do Conde;
  • Instituto Politécnico de Castelo Branco – Escola Superior de Gestão (ESG);
  • Universidade do Algarve – Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo (ESGHT);
  • Universidade Europeia;
  • Instituto Politécnico de Leiria (IPL) – Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM);
  • Universidade Católica – Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais de Braga;
  • Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE).

De 2005 ao presente: GEDII deu meio milhão de euros de apoio à Investigação

GEDII

Nos dias 22 e 23 de janeiro, a Sala Tejo do MEO Arena foi pequena para a quantidade de ideias que ali se partilhou. Este foi o espaço escolhido pelo Grupo de Estudo da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII) para a sua reunião anual que, pelo seu caráter científico, é especialmente direcionada a especialistas e investigadores dedicados a uma patologia crónica, que inclui a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa, com sérias repercussões na qualidade de vida do doente. Novas metodologias no diagnóstico e tratamento da DII foram os principais temas em destaque, com intervenções de especialistas nacionais e estrangeiros, num evento que de igual modo não foi parco nos casos clínicos apresentados. A Revista Pontos de Vista esteve presente e conta-lhe o que aconteceu.

Apesar de crónica, a Doença Inflamatória Intestinal não tem de ser encarada com pessimismo e como uma fatalidade. Com a informação adequada, é possível enfrentar uma doença cujos sintomas variam bastante. Se, por um lado, alguns doentes entram em remissão e mantêm-se assintomáticos durante um período de tempo, por outro lado, existem pacientes em que os períodos de agudização da doença são mais frequentes. Para muitos deles existem respostas e, perante as incertezas, há a garantia de que existem especialistas determinados a trabalhar por eles. Esta é uma das principais conclusões que se pode retirar da reunião anual do Grupo de Estudo da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII).
Como tem sido recorrente em todos os seus encontros anuais, o GEDII tem primado por conseguir despoletar acesos debates em torno da DII, com a partilha de experiências científicas, enriquecidas com o conhecimento de casos clínicos que marcaram a diferença no quotidiano destes especialistas. Como é habitual, estas reuniões sempre pautaram pela presença de oradores estrangeiros com um vasto conhecimento na área e que fazem da investigação prática diária. Sete profissionais chegaram assim da Europa para, dentro da área do diagnóstico e da terapêutica, fazerem as suas palestras e ao mesmo tempo comentarem a forma como os especialistas portugueses tratam os seus pacientes. Foram colocados temas à discussão para que, de uma forma multidisciplinar e abrangente, todos pudessem adquirir e transmitir conhecimento, não fosse a reunião anual do GEDII nada mais do que um evento que tem possibilitado a criação de uma “rede de contactos entre especialistas e investigadores que se dedicam à DII”.
Ao longo dos dois de dias de trabalhos e de discussão estiveram em destaque as novas abordagens no diagnóstico e no tratamento da DII, sendo que o primeiro dia foi inteiramente dedicado aos meios de diagnóstico. Por possibilitarem uma visualização em detalhe do tubo digestivo, entre os especialistas presentes é cada vez mais perentória a imprescindibilidade dos métodos de imagem, com especial destaque para a Enterografia por TAC e a enteroressonância, duas metodologias que têm contribuído para uma melhor elucidação diagnóstica e avaliação clínica dos doentes. Não foi, no entanto, esquecida a permanente importância da ecografia que, sendo mais acessível em termos de custos para as unidades hospitalares, tem possibilitado uma avaliação da extensão da doença. Para um conhecimento do que melhor se faz noutros países, foi imprescindível a presença e o testemunho de quatro especialistas europeus: Stephan Vavricka (do Triemli Hospital em Zurique, Suíça), Giovanni Maconi (Professor Associado de Gastrenterologia no Departamento de Ciências Biomédicas e Clínicas da Universidade Hospital Luigi Sacco, da Universidade de Milão, em Itália), Jordi Rimola (do Departamento de Radiologia do Hospital Clínico de Barcelona) e James East (Consultor Gastroenterologista do Reino Unido).
Numa primeira parte, Vavricka abordou a importância da ultrassonografia num diagnóstico sequencial. Por ser “não invasiva, barata e bem tolerada e aceite pelos doentes, esta modalidade de diagnóstico tem permitido que o especialista tome as decisões de tratamento sem ser necessário pedir apoio a outras especialidades”, afirmou.
Giovanni Maconi abordou a relevância do ultrassom com contraste na Doença de Crohn. Para o especialista, este meio de diagnóstico, a par da ultrassonagrafia Doppler, “tem sido usada para caracterizar o espessamento da parede, para avaliar a atividade da doença e as suas complicações e para disponibilizar um índice de prognóstico, bem como a atividade da doença”.
Segundo Jordi Rimola, considerado um dos principais especialistas em scores de imagem na Doença de Crohn, o “cross-sectional imaging” está a assumir uma importância crescente no diagnóstico da Doença de Crohn uma vez que “são técnicas com a capacidade de detetar lesões inflamatórias no intestino com uma precisão muito idêntica à endoscopia”.
Por fim, James East dividiu a sua apresentação em três pontos fulcrais, nomeadamente: discussão dos métodos disponíveis para uma melhor identificação e caracterização das lesões da DII, revisão do processo endoscópico da displasia em DII, lançando, por fim, as linhas orientadoras para uma discussão que consistiu em perceber como é que a vigilância endoscópica e terapêutica se encaixam no tempo de vida do doente. Por outro lado, para o especialista, a cromoendoscopia tem a capacidade de poder “aumentar para o dobro a taxa de deteção de displasia por paciente”, alertando ainda para o facto de a cromoendoscopia virtual, como o Narrow Band Imaging System – NBI, não poder substituir com segurança a cromoendoscopia convencional.
Com um modelo mais interativo e participativo, a reunião anual privilegiou mais uma vez a apresentação de posters, tendo sido selecionados quatro para cada um dos dias. Os trabalhos foram apresentados, discutidos e congratulados, com a atribuição de um ingresso para o Congresso Europeu de Crohn e de Colite Ulcerosa (ECCO 2016), com viagem, inscrição e estadia incluídos, às duas melhores apresentações (Marco Silva – “Segurança da exposição intra uterina no tratamento da DII: a experiência de um centro terciário” e Ana Rita Alves – “Impacto da ecografia abdominal na avaliação da doença de Crohn: experiência de um centro”).
Além dos simpósios orientados por duas empresas parceiras do GEDII, a MSD e a AbbVie, estes foram os principais momentos do primeiro dia de trabalhos, sendo que no dia seguinte foi a vez da OM Pharma fazer o seu simpósio satélite.

Segundo dia: tratamento da Doença Inflamatória do Intestino

A reta final do evento foi dedicada às terapêuticas, com especial enfoque na relação existente entre o doseamento de medicamentos e a resposta terapêutica ou remissão endoscópica, depois do tratamento, não esquecendo ainda os doentes refratários à terapêutica clássica da DII, os anti-TNF. Sendo uma preocupação crescente para os especialistas, ficou evidente a necessidade e, sobretudo, a urgência de desenvolver novos fármacos para responder a este tipo de doentes. A manhã começou com a apresentação de seis casos clínicos e foi concluída com a intervenção de Filip Baert, Chefe do Departamento de Gastrenterologia da AZ Delta, que deixou algumas recomendações para o exercício da prática clínica. “Antes de se iniciar uma terapêutica com anti-TNF, é importante ter em consideração fatores farmacocinéticos e imunogénicos”, defendeu, acrescentando que assim se resolveriam problemas como a perda de resposta, ou a falta de opções às terapêuticas.
Antes da entrada na fase final da reunião, foram apresentadas seis comunicações orais resultantes de estudos de investigação de iniciativa do investigador, promovidos pelo GEDII. Porque a investigação é uma vertente importantíssima da medicina, estes estudos nacionais são o reflexo da qualidade dos profissionais portugueses e da dedicação que cada um deles tem imprimido no seu trabalho.
Num momento dedicado à área pediátrica, no início do qual Jorge Amil, gastrenterologista pediátrico, aproveitou para congratular a organização, a última parte do evento abordou um dos grandes temas de debate da atualidade, a colite monogénica, com o enriquecimento do testemunho de Bénédicte Pigneur, gastroenterologista pediátrica no Hôpital Necker-Enfants Malades, em Paris. Para a especialista, entre as pessoas diagnosticadas com DII está um raro e severo grupo de doentes, as crianças muito jovens, sendo que nestas situações e para este tipo particular de paciente “a definição antecipada do tratamento mais adequado é fundamental para a redução da morbidade e para o aumento da esperança de vida”. Como tratar doentes refratários? Esta foi a questão deixada por Laurent Beaugerie, do Departamento de Gastrenterologia do Hospital Saint-Antoine, em França, para quem, além do tratamento médico e cirúrgico, “os doentes refratários mais graves devem ter um suporte psicológico e uma equipa multidisciplinar na abordagem”.
Ao mesmo tempo que promove a investigação nacional, o GEDII lança a discussão e possibilita a partilha de experiências e o conhecimento de realidades que podem estar mesmo ao nosso lado. Em mais uma reunião anual, este grupo de estudo procurou, mais uma vez, desmistificar a Doença Inflamatória Intestinal e promover a investigação e uma colaboração profícua entre médicos e investigadores de múltiplas dimensões e em várias dimensões.

Algumas das atividades do GEDII em 2015 apresentadas em Assembleia Geral
– Incentivos à introdução de dados de novos doentes na Base de Dados do GEDII que conta atualmente com 4999 pacientes;
– Realizado o Workshop “Bench to Bedside” em junho de 2015, onde se debateu a importância do doseamento de fármacos na DII;
– Curso de Formação em DII;
–    Atribuição de quatro bolsas de investigação, cujo valor é de 15 mil euros cada;
–    Atribuição desde 2005 de 500000 euros para apoio à investigação através de bolsas e prémios, tornando-o ímpar entre sociedades médicas
– Criou estrutura de investigação científica com plataforma eletrónica, monitorização clínica (Sandra Dias), apoio estatístico e análise metodológica de estudos observacionais;
– Apoio à Indústria Farmacêutica manteve-se nos mesmos moldes do ano anterior mas, tendo em conta que nos próximos cinco anos a farmacologia em DII vai acentuar-se, o GEDII está a estabelecer novos contactos.

Quem é o GEDII?

Constituído por um grupo de profissionais de saúde ligados ao estudo e tratamento da DII, o GEDII propõe-se a promover o conhecimento científico da patologia, nomeadamente através de estudos e do desenvolvimento de protocolos que sejam um espelho da realidade nacional. Além disso, o grupo participa regularmente em reuniões ou grupos de trabalho nacionais ou mundiais sobre a DII, apoiando ainda ações de formação que se desenvolvam no âmbito da mesma. Estabelecendo canais de diálogo entre todos os interessados, o GEDII proporciona ainda uma rede de contactos que tem permitido uma rápida disseminação da informação sobre a doença.

O que se disse…

“Comunicando aos doentes de uma forma muito aberta os riscos e os benefícios, teremos com certeza a sua atenção, apoio e motivação ” (Stephan Vavricka)

“Uma adequada medição da fibrose na Doença de Crohn é a chave para uma gestão apropriada do doente” (Jordi Rimola)

“A cromoendoscopia pode aumentar para o dobro a taxa de deteção de displasia por paciente” (James East)

“Do ponto de vista do diagnóstico, um dos grandes temas de debate é a colite monogénica. Neste momento, dentro da DII, particularmente na Doença de Crohn, foram identificados diferentes aspetos inflamatórios, como por exemplo, alterações genéticas que conduzem à deficiência de produção de interleucinas 10 (IL10) e alterações associadas ao cromossoma X, que conduzem à deficiente produção da IL8. Nestes casos, há um comportamento semelhante à Doença de Crohn mas o caráter da patologia é mais precoce e traduz-se numa maior agressividade da doença anal (…) Por outro lado, devemos estar atentos à displasia já que se sabe que a incidência de carcinoma está aumentada na DII devido à carga inflamatória”. (Fernando Magro, em declarações ao Jornal do Congresso)

Especialistas ensinam a população a reconhecer o AVC e identificar fatores de risco

O último dia do 10º Congresso Português do AVC, a decorrer amanhã, terá uma sessão com entrada gratuita exclusivamente dedicada à população, em que intervêm profissionais da saúde de diversas áreas, destinada a ajudar o cidadão comum a reconhecer a doença e identificar fatores de risco e formas de prevenção, considerando-a uma Urgência.

O programa da sessão visa incutir uma atitude proactiva na população e incluirá os seguintes temas e oradores:
Aprenda o fundamental sobre AVC – Prof. Castro Lopes
A importância de uma alimentação saudável – Dra. Sandra Alves
Atividade física necessidade fundamental – Demonstração Prática – Prof. Rui Barros
Cuidar e nutrir depois do AVC  – Dra. Célia Lopes/Chef Fábio Bernardino
Alimentação básica adaptada – Dra. Isabel Cortez
Um exemplo de colaboração jovem – Prof. Diogo Afonso

Mais de 700 especialistas debatem o AVC em Portugal

Organizado pela Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), o encontro contará com a participação de mais de 700 especialistas nacionais e estrangeiros e decorrerá no Sheraton Porto Hotel & Spa.

Para debater os últimos avanços no setor do acidente vascular cerebral, e uma vez que se trata de uma patologia transversal a outras áreas, para além da SPAVC, estarão representadas mais sociedades científicas, nomeadamente a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Família, a Sociedade Portuguesa de Diabetologia e a Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

O último dia do congresso (sábado) será dedicado à população geral, com uma sessão gratuita às 15h30, onde será explicado porque se trata de uma doença prevenível – combater os fatores de risco  – e tratável – considerar o AVC uma Urgência

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