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Chantagens, burlas, extorsões. Os crimes do Facebook

O pedido de amizade vinha de um perfil do Facebook que lhe parecia conhecido e foi por isso que o aceitou. O empresário catalão pensou tratar-se de uma mulher francesa que conhecera em trabalho e começou a falar com ela. Depois de a conversa ter ficado mais intensa, ela revelou-lhe a sua intenção: ou transferia uma quantia em dinheiro para determinada conta, ou “ela” ia desencadear uma verdadeira campanha de difamação junto dos seus amigos. E foi o que aconteceu, com a divulgação de imagens pornográficas do próprio empresário.

A história aconteceu em Espanha e, segundo as autoridades espanholas, não é um caso isolado. Diz a polícia espanhola ao El Mundo que há verdadeiras máfias nigerianas e senegalesas a dedicarem-se a este tipo de crimes através das redes sociais — seja do Facebook, seja do Linkedin, por exemplo. Em Portugal, diz a PJ, ainda não se registaram casos idênticos em que por detrás deste tipo de extorsões esteja uma rede criminosa. “Mas há inúmeros crimes praticados através do Facebook. O mais semelhante a este, e que tem acontecido com frequência, são pessoas que usurpam perfis e que depois pedem quantias em dinheiro aos seus amigos”, explica o diretor-adjunto da PJ, Pedro do Carmo, ao Observador.

Nestes casos, quem usurpa determinado perfil no Facebook envia novos pedidos de amizade aos amigos dessa pessoa. Os utilizadores aceitam, pensando que por algum motivo aquele amigo deixou de estar na rede e que agora está de volta. Depois vêm as conversas de circunstância através do chat. E o pedido de ajuda. “Dizem que estão com dificuldades económicas e perguntam se é possível emprestarem-lhes dinheiro”. Só quando é suposto receber o dinheiro de volta é que os lesados percebem que foram enganados.

659 crimes
O Relatório Anual de Segurança Interna não especifica o número de crimes cometidos através das redes sociais, mas dá conta de que em 2015 se registaram 659 crimes informáticos – mais 160 que no ano anterior. Nesta categoria incluem-se crimes como o de de acesso indevido ou ilegítimo, interceção ilegítima, falsidade informática, viciação ou destruição de dados e sabotagem informática. Alguns destes crimes foram praticados através das redes sociais. Foram constituídos 414 arguidos.

Relatório Anual de Segurança Interna
Em Espanha, o empresário catalão recusou transferir dinheiro para uma conta africana, mesmo sendo ameaçado de que seriam tornadas públicas imagens suas comprometedoras. Eram mais de mil euros. No dia seguinte, a consequência: um novo perfil seu no Facebook que enviou pedidos para todos os seus amigos. Mal estes aceitavam, recebiam no mural um vídeo do empresário, feito com montagens de fotografias em que ele se masturbava enquanto olhava para pornografia infantil.

Pedro do Carmo afirma que chegam à PJ cada vez mais queixas de crimes que envolvem redes sociais. Crimes de difamação, de violação dos direitos de imagem, de burla. Ainda assim não há registo de casos em que por trás tenham sido detetadas máfias senegalesas ou nigerianas. À barra do tribunal, já chegaram alguns casos que envolvem redes sociais e houve até uma decisão de um juiz que fala em “Facebook jacking”, como sendo o ato de um terceiro se apoderar e utilizar o perfil de um utilizador sem a sua autorização.

Atualmente, vivemos numa sociedade permanente ligada à internet, às novas tecnologias e às redes sociais. Com essa permanente conectividade com o mundo, designadamente, na rede social Facebook, surgem os chamados fenómenos de criação de perfis falsos de “Facebook jacking”, lê-se num acórdão do Tribunal da Relação do Porto.

Ameaçou com fotos comprometedoras

Pedro (nome fictício) não quis aceitar que era o fim de uma relação de quatro anos de namoro. Durante um mês tentou de tudo para convencer a companheira a voltar atrás. Fez esperas à porta da casa dela, telefonou do telemóvel da mãe para que ela atendesse, tentou encontros. Ela foi mesmo obrigada a mudar de número. Tudo falhou. Então vingou-se. Criou um perfil no Facebook com a fotografia dela, conseguiu adicionar 15 amigos ao novo perfil. E depois publicou uma série de fotografias e vídeos íntimos da ex-companheira. “Divulgou as fotos e o vídeo de cariz sexual que com ela havia feito, através da rede social do Facebook e do Youtube”, lê-se no acórdão.

O desgosto de amor acabou em vários crimes julgados em 2012 pelo Tribunal de Ovar. Pedro foi condenado a três anos de prisão e ao pagamento de uma indemnização de mais de cinco mil euros pelos crimes de ameaça, perturbação da vida privada, devassa da vida privada e crime de falsidade informática por ter divulgado as imagens via Facebook e Youtube. O tribunal da Relação viria a baixar a pena suspensa para dois anos e cinco meses.

Os factos descritos causaram (à vítima) um permanente sobressalto e pânico que o arguido concretizasse os seus intentos, nomeadamente os respeitantes às ameaças de morte. Sentia mau estar e vergonha perante as pessoas que tiveram acesso ao vídeo e fotos pela internet. Era uma pessoa alegre e extrovertida e, por causa da conduta do arguido, tornou-se mais triste, refugiando-se em casa e com receio de frequentar locais públicos, especialmente na cidade de Ovar, onde ela e a sua família são bastantes conhecidas”, lê-se no acórdão.

Entrou no Facebook da companheira

Outro caso. A investigação decorria em Sintra, em 2013, e chegou ao Tribunal da Relação de Lisboa pelas mãos do Ministério Público. Queria o procurador que o Facebook fosse obrigado a identificar os IP (Internet Protocol, que permite identificar um computador) dos computadores que tinham acedido a um determinado perfil daquela rede social. A verdadeira responsável por aquele perfil tinha apresentado queixa porque alguém acedeu à sua conta e mandou uma mensagem privada para um contacto específico, que não era o seu marido, a dizer: “Olá Amorzinho! Estás bom? Tenho muitas saudades tuas!”. Em causa podiam estar os crimes de burla informática e ou de acesso ilegítimo.

Não houve apenas uma intromissão ou acesso, sem permissão legal, a um sistema ou programa de natureza pessoal. Efetivamente, quem assim atuou também procedeu à alteração da password de acesso ao sistema, desta forma, e objetivamente, impedindo que a sua titular o usasse a partir de então”, podendo estar em causa outros crimes como dano relativo a programas ou outros dados informáticos, lê-se no acórdão.
O Ministério Público tinha pedido este acesso ao juiz de instrução criminal que recusou alegando que as informações em causa estarem protegidas pelo segredo das comunicações. O Tribunal da Relação deu-lhe razão e ordenou que lhes fosse permitido pedir ao Facebook essa informação para poder prosseguir a investigação e descobrir quem entrou no computador da queixosa.

Difamar no mural do Facebook não é a mesma coisa que difamar por mensagem privada

Também ao Tribunal da Relação de Coimbra têm chegado casos de crimes cometidos através das redes sociais. Em novembro de 2013, os juízes deste tribunal superior decidiram que João (nome fictício) devia ser condenado pelo crime de difamação tal como o Tribunal de Porto de Mós já tinha sentenciado — e não pelo crime de difamação agravada, como pretendia o recurso apresentado pelos queixosos.

O caso remonta a abril de 2011, quando João escreveu um texto sobre a ex-companheira e o enviou por mensagem privada para quatro pessoas diferentes. Para uma delas enviou também um e-mail. Nesse texto tecia acusações graves sobre a mulher, como o facto de ser “uma pessoa fria desequilibrada”, que o tentara “matar” e que tinha comportamentos “impróprios” com as crianças a cargo. Diz o tribunal que o “arguido ao dirigir o referido escrito aos referidos destinatários, representou e quis utilizar expressões e formular juízos (…) sabendo serem as mesmas aptas a ofender a honra, consideração pessoal e dignidade daquela, o que conseguiu, fim que quis atingir, como atingiu.”

O caso chegou a julgamento e João, vendedor de profissão, acabou condenado pelo crime de difamação. Mas a defesa da queixosa pretendia que João fosse condenado por difamação agravada, o que o tribunal considerou não existir uma vez que o texto foi dirigido e não foi acedido por um largo número de pessoas.

No caso dos autos, é certo que o meio utilizado pelo arguido foi uma rede social, com milhões de utilizadores em todo o mundo, mas é também certo que o arguido não colocou o texto difamatório no mural do seu perfil, acessível a qualquer utilizador ou pelo menos, aos seus amigos no âmbito dessa rede social, mas antes enviou o mesmo, a destinatários específicos, através de uma mensagem privada”, respondeu o Ministério Público ao Tribunal da Relação.

Facebook é uma máquina de fazer dinheiro. Lucros quase triplicam

É oficial: o Facebook é uma máquina de fazer dinheiro. A empresa dona da rede social mais popular do mundo, com 1,71 mil milhões de utilizadores ativos, esmagou quarta-feira as expectativas dos analistas ao apresentar uma faturação de 6,44 mil milhões de dólares (5,81 mil milhões de euros) em apenas três meses e um aumento de 186% dos lucros no mesmo período. As ações dispararam para máximos históricos na bolsa.

A norte-americana Facebook Inc. fechou o segundo trimestre com receitas de 6,44 mil milhões de dólares, que comparam com os cerca de 4 mil milhões no mesmo trimestre do ano passado. O resultado superou, também, a estimativa média entre os analistas que seguem a ação da empresa, que apontava para receitas na ordem dos 6 mil milhões.

Por outro lado, os lucros somaram os 2,1 mil milhões de euros, também excedendo as estimativas dos analistas e uma subida de 186%. Graças aos resultados superiores ao esperado, as ações do Facebook ascenderam a novos máximos históricos e, no chamado pós-mercado, disparavam quase 5%.

Facebook sempre a subir em bolsa

FB US Equity (Facebook Inc)  Dai 2016-07-28 07-46-22

O Facebook não teve uns primeiros meses em bolsa fáceis. Mas, desde meados de 2013, a ação tem tido uma trajetória muito positiva.

As receitas com publicidade nos dispositivos móveis e o sucesso das appssecundárias, como o Messenger e o Instagram, foram decisivos para os resultados da Facebook Inc. A faturação com anúncios na aplicação parasmartphones já corresponde a 84% do total de receitas publicitárias e são estas receitas que irão ajudar a empresa a tornar-se a segunda maior neste setor, logo depois da Google.

O Facebook diz que tem 3 milhões de anunciantes regulares, mais do que os 2,5 milhões que dizia ter no final de 2015. Ou seja, a rede social não só está a conseguir atrair novos anunciantes como tem conseguido que os anunciantes existentes invistam mais em publicidade no Facebook.

A rede social tem feito uma aposta intensa, recentemente, na área do vídeo e, olhando mais para a frente, Mark Zuckerberg está a investir de forma audaz em tecnologias com oa realidade virtual.

Se uma pessoa não estiver no Facebook, não existe?

Um dos temas da semana foi o discurso de Melania Trump e o alegado plágio do discurso de Michelle Obama, de 2008. A situação levou a uma ‘teoria da conspiração’ em que os seus defensores acreditavam que Meredith McIver, que escreveu o discurso, não existia.

Tudo porque McIver não está no Facebook e tem uma fraca presença em redes sociais. Meredith McIver é uma ‘ghost writer’ e assumiu a responsabilidade pelas partes plagiadas do discurso em questão. A escritora é mais conhecida por ter escrito alguns livros de Donald Trump, mas não tem página no Facebook e apenas uma conta no Twitter que não é atualizada há bastante tempo.

Donald Trump já tinha ‘inventado’ um porta-voz e, como tal, havia muito ceticismo em torno de Meredith McIver. No entanto, esta semana, o New York Times detalhou o background de McIver, que tem 65 anos e, como muitas pessoas com 65 anos, não tem uma grande presença online. A situação faz pensar se uma pessoa não está no Facebook, se ela existe mesmo.

Facebook vai permitir posts em várias línguas

É certo e sabido que o Facebook é a rede social mais utilizada do mundo, com1650 milhões de utilizadores espalhados por todos os continentes, o quer dizer, inevitavelmente, que há um grande leque de línguas a ser usado diariamente. Partindo dessa certeza, a empresa lança, agora, um novo software que vai permitir aos utilizadores comunicar de forma mais global.

Trata-se de um novo programa apresentado na última sexta-feira, que traduz automaticamente as publicações feitas na rede para diferentes línguas, de acordo com as preferências definidas pelo utilizador. Assim que for feita a publicação, esta será visualizada pelos utilizadores nas línguas que estiverem definidas.

Para pôr em prática esta funcionalidade, o utilizador apenas tem que escrever o post e clicar num menu que apresenta 45 línguas diferentes, que incluuem desde francês ao filipino ou lituano. No entanto, para já, o software, que está a ser chamado de “compositor multilinguístico”, apenas está a ser testado entre um grupo pequeno de utilizadores. Além disso, a empresa já tem testado o programa em páginas de empresas e marcas, mas estende agora os testes à rede social em geral e diz que este já está a ser usado em cinco mil páginas.

O Facebook diz que “metade dos seus utilizadores falam outra língua que não o inglês” e, dessa forma, a nova ferramenta irá usar inteligência artificial para fazer um pré-preenchimento do campo de tradução quando o utilizar adicionar diferentes línguas a uma publicação. A partir daí, o software usará informação como a localização do utilizador, as preferências linguísticas e a língua mais frequente nas publicações da pessoa para determinar qual versão da mensagem deve mostrar.

A empresa refere que, normalmente, quando as pessoas querem chegar a uma audiência maior, escrevem a mesma mensagem em diferentes línguas na mesma publicação, o que quer dizer que os utilizadores têm que fazer scrollnuma publicação longa até encontrarem a língua que percebem. Com a nova funcionalidade, o autor da publicação pode editar as diferentes versões nas várias línguas simultaneamente.

Este é um passo importante para o Facebook, de acordo com a revista Wired, porque “quanto mais as pessoas publicarem na rede, mais tempo passam no site. Isso é precioso para os anunciantes, e o Facebook é pago por anúncios.”

Outros nomes gigantes da tecnologia já tomaram decisões com vista a ultrapassar barreiras de linguagem, como a Google, com a aplicação de Tradutor e a Microsoft, com o Tradutor do Skype.

Facebook quer menos páginas e mais amigos no feed de notícias

O Facebook vai voltar mudar de algoritmo. O anúncio foi feito esta quarta-feira e promete preocupar algumas páginas de marcas. A rede social de Mark Zuckerberg vai dar prioridade aos conteúdos partilhados pelos amigos de cada utilizador, em detrimento do conteúdo publicado por páginas de empresas e advinham-se consequências no tráfego dos sites externos que dependem das visualizações conquistadas no Facebook, escreve o vice-presidente da gestão de conteúdos do Facebook, Adam Mosseri.

Esta não é a primeira alteração no algoritmo do Facebook este ano. Em Abril, a empresa anunciou a intenção de alterar o algoritmo para que o feed de notícias “mostrasse o conteúdo que interessa” a cada utilizador, o que significa que a rede social teria de responder com a “quantidade certa de actualizações de amigos, figuras públicas, anúncios, empresas e organizações” às quais os utilizadores estão ligados. A empresa sublinhava então que esse balanço “é diferente para cada um, dependendo naquilo em que estão mais interessados em saber todos os dias”.

Agora o Facebook anunciou que irá mais longe. Segundo a empresa, a decisão assenta em pedidos recebidos pelos utilizadores que pedem mais “receitas da avó” ou “fotografias do sobrinho” e menos notícias sobre o “Brexit”, sobre o polémico novo vídeo do Kayne West – ou qualquer imagem da família Kardashian -, ou a última declaração polémica de Donald Trump.

A prioridade dada aos conteúdos partilhados pelos amigos aproxima-se do modelo original da rede de Zuckerberg. Joshua Benton, director do Harvard’s Nieman Journalism Lab, analisa a mudança e acredita que esta é uma forma de “manter os utilizadores fidelizados”. “Este é um sinal de que as publicações vão ter de contar mais com as receitas directas nos seus sites e menos nas receitas de publicidade”. Os gestores de redes sociais poderão agora concentrar-se em incentivar uma maior partilha dos seus conteúdos e menos na quantidade de conteúdos partilhados. A maneira como cada página vai ser afectada depende da forma como interage com os seguidores.

Nas mudanças anunciadas, o Facebook aponta uma mão cheia de mudanças: a primeira é a prioridade dada aos amigos e família. A segunda assenta na defesa da heterogeneidade de ideias, depois de ter assumido que interferia nos temas populares. A rede social irá ainda tentar verificar as publicações, para que elimine histórias falsas e aumentar as ferramentas para que cada utilizador esconda ou denuncie publicações. Por último, o Facebook reforça a intenção de continuar a aperfeiçoar o feed.

Em 2014 o Facebook foi alvo de críticas por ter sujeitado utilizadores a um experiência social, com base nas publicações que lhes expunha no feed de notícias, sem que estes fossem informados.

Maioria já utiliza as redes sociais como fonte de notícias

Cerca de 12% dos inquiridos afirmou que as redes sociais são a sua “fonte principal” de notícias, sendo que o Facebook “é de longe a mais importante rede para encontrar, ler/ver e partilhar notícias”, refere o estudo recentemente divulgado.

Por outro lado, o estudo indica que as redes sociais são “mais importantes para as mulheres” e para “os mais novos”.

Mais de um quarto dos inquiridos com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos afirmou que a rede social (28%) é sua fonte principal de notícias, ultrapassando pela primeira vez a televisão (24%).

“Para quem vê informação na rede social o local de origem da informação é cada vez mais irrelevante e isso é trágico para os meios tradicionais”, apontou Luís Santos, professor de jornalismo da Universidade do Minho.

Em termos de acesso à informação, os ‘smartphones’ (telemóveis inteligentes) foram o equipamento eleito por mais de metade (53%) da amostra, enquanto a utilização do computador está em queda e o crescimento do ‘tablet’ está a estagnar.

Outra das principais conclusões do Digital News Report é que, apesar das plataformas de media estarem a disponibilizar notícias de vídeo por razões comerciais, os consumidores ainda estão resistentes em aderir em massa a este formato.

Três quartos dos inquiridos (78%) disse preferir as notícias de texto, sendo que as razões apontadas por não utilizarem o vídeo deve-se ao facto de ser mais conveniente e rápido ler a informação (41%) e o incómodo da publicidade antes do visionamento do mesmo (35%).

Luís Santos sublinhou que o estudo demonstra que “os media sociais são cada vez mais uma fonte de informação chave para as pessoas” e que a evolução “ainda nem sequer estabilizou”.

O Facebook é a rede social preferida dos inquiridos (44%), que conta com uma amostra de pouco mais de 2.000 pessoas por cada país.

O Youtube é também uma rede chave (19%), enquanto o Twitter continua como uma importante rede social para notícias (10%), preferida por jornalistas e políticos, em particular.

Além disso, as redes sociais não são apenas importantes para descobrir notícias, mas também para encorajar a discussão e partilha das mesmas.

Cerca de um quarto dos novos utilizadores de Internet (24%) partilha notícias via rede social em média por semana e são pessoas que tendem a gostar de debater temas como política, negócios, tecnologia ou ambiente.

Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Irlanda, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria, República Checa, Polónia, Grécia, Turquia, Coreia do Sul, Japão, Austrália, Canadá e Brasil são os países analisados neste estudo.

“O ambiente de notícias de media em Portugal é caracterizado pela elevada confiança nas fontes de notícias de televisão, um setor de imprensa fraco e um setor de rádio que luta para se manter relevante”, conclui o estudo, na análise por países.

O relatório aponta ainda que Portugal assistiu a uma redução de 1.218 jornalistas entre 2007 e o início de 2015, para um total de 5.621.

Relativamente ao pagamento de notícias na Internet, o estudo aponta que este “continua baixo (9%)”, com um lento crescimento das subscrições digitais.

Facebook começa a ‘seguir’ quem não é utilizadores

O Facebook vai começar a mostrar anúncios aos seus utilizadores que não são membros da rede social numa tentativa de expandir a sua presença na rede de anúncios online.

Noticia o Wall Street Journal, depois do anúncio da empresa no seu blog, que o Facebook vai usar cookies, botões de ‘like’ e outros plugins embebidos para seguir os membros e não membros da plataforma.

Deste modo, diz a empresa, a rede social vai conseguir fazer perfis dos não utilizadores do Facebook e dar os anúncios relevantes a estes utilizadores.

 

Demasiado gorda para o Facebook?

Esta história começou a correr a web como um rastilho. É fácil perceber que tenha causado indignação quando se leem as justificações enviadas por email pela equipa de controlo de imagens de Zuckerberg. Mas é preciso ir mais longe e desconstruir alguma mensagens verdadeiramente erradas que podem estar a ser passadas no meio de tudo isto.

Comecemos pela mensagem do Facebook. “A imagem retrata um corpo ou uma parte de um corpo de forma indesejável”. Ok, meus senhores, é altamente infeliz dizerem que uma mulher gorda de biquíni é algo indesejável. Tal como especificar coisas como “refegos” e “celulite” enquanto imagens a evitar. Quer acreditem, quer não, fazem parte das vidas de uma elevadíssima percentagem da população mundial e ninguém se deveria sentir constrangido na sua imagem corporal por as ter. Não é certamente essa a mensagem mais certeira a passar: além insultuosa para literalmente meio mundo, é simplesmente discriminatória.

A associação Cherchez La Femme tornou pública a resposta do Facebook, que poucas horas depois emitiu um pedido de desculpa pela confusão, deixando claro que a equipa responsável tem de processar milhões de imagens por dia e que de vez em quando há lapsos. Claro que é irónico que no meio de tantas imagens de cariz sexual explícito, de cariz violento ou de incitação à xenofobia a circularem no Facebook, tenha sido a de uma mulher gorda – a ilustrar um evento sobre peso e aceitação da imagem corporal – a ser censurada. Será que o mesmo aconteceria, por exemplo, com aquelas fotos recorrentes de homens com barrigas inchadas, de fora das calças, a caírem de bêbados? Muito provavelmente não (mas isto sou só eu assumidamente a especular).

Uma coisa é a beleza, outra coisa é a saúde

Seja como for, há um ponto em que o Facebook até podia ter razão no meio disto tudo: a saúde. Uma coisa é usar a imagem de Tess Holliday num evento sobre aceitação corporal, peso e beleza – e é por isso que a rede social ficou sem justificação – outra coisa é usá-la como exemplo a seguir em termos de saúde. É simplesmente ridículo apregoar que a obesidade não tem um impacto negativo nas nossas vidas, como tem sido feito em resposta a esta situação. Por mais que uma boa percentagem da população mundial sofra de obesidade, não há nada que a possa tornar aceitável quando falamos de saúde.

Ser feminista não é defender um estado físico possivelmente debilitante para a saúde. Não é – nem deveria ser – essa a essência da mensagem da aceitação corporal. Uma coisa é percebermos que a beleza não se mede com fitas métricas em torno da cintura e que nem tudo se resumo aos tais 90-60-90 das passarelas. Caramba, seria tão redutor para todos nós. É realmente essencial contornar estes supostos ideais de beleza que nos são vendidos há décadas como verdades absolutas e que tornam tão infelizes pessoas de todo o mundo. Encarar a beleza com mais consciência em vez de embarcar nesta forma de escravatura é urgente (se acham que não, olhem para os dados mundiais dos distúrbios alimentares em adolescentes).

Agora não me venham dizer que uma pessoa obesa – homens e mulheres – é saudável. Bonita e sensual? Claro que sim! Agora ‘saudável’ é uma palavra perigosa quando falamos de obesidade – que, já agora, é uma doença crónica e deve ser tratada como tal – ou excesso de peso. Para termos uma noção mais concreta, basta pensarmos que o risco de doença coronária duplica ou triplica em pessoas com peso a mais. Tal como aumenta a probabilidade de desenvolver doenças gastrintestinais, articulares, perturbações respiratórias e até alguns tipos de cancros. Lamento, não há de positivo nisto. Nem muito menos de feminista, só mesmo de inconsciente.

O Facebook ajuda-o a tornar a sua vida num ‘reality show’

Ainda uma novidade ainda para ser utilizada pela maioria dos utilizadores do Facebook, os Live Videos já são um sucesso, uma funcionalidade que mereceu agora uma atenção acrescida da parte da rede social, que decidiu eliminar o limite de tempo na duração das transmissões.

Como refere o The Next Web, até agora os Live Videos tinham uma duração máxima de 90 minutos, ficando depois gravados para quem não tenha tido oportunidade de os ver. Com uma duração indefinida poderá transmitir todo o seu dia se assim o desejar, tendo apenas de se preocupar com a bateria do dispositivo.

Mesmo que útil, esta capacidade retira a possibilidade do vídeo ficar armazenado e visível posteriormente para os seguidores, pelo que terão propósitos completamente diferentes.

Facebook revela planos para os próximos dez anos

Conhecido sobretudo pela rede social neste momento pode dizer-se que o Facebook é mais do que isso, sendo ainda dono do Instagram, Messenger e WhatsApp. Se até aqui Mark Zuckerberg tentou diferenciar-se das restantes empresas tecnológicas então os próximos dez anos prometem não ser diferentes.

Além de todas as novidades que anunciou na conferência f8, o CEO do Facebook desvendou ainda os seus planos para os próximos dez anos da empresa, manifestando o seu interesse em apostar em áreas de tecnologia como a realidade virtual em aumentada. Se na primeira o Facebook já começou a trilhar caminho com o Oculus Rift e câmaras capazes de filmar em 360º a rede social ainda tem caminho a percorrer no que toca à segunda se quer apanhar a Microsoft e o seu HoloLens.

Porém não será só aqui que o Facebook continuará a apostar. Zuckerberg referiu ainda iniciativas no que diz respeito a inteligência artificial, drones, lasers e até satélites.

 

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