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Formação: O Sistema Gs1 na Gestão por Categorias

A GS1 Portugal vai realizar, em parceria com a Touchpoint Consulting, uma sessão de formação sobre Gestão por Categorias, destinada a todos aqueles que pretendem saber como aplicar o Sistema GS1 à metodologia internacional de gestão por categorias, percebendo os benefícios da utilização de uma linguagem comum entre os parceiros de negócio. A ação de formação acontece a 27 e 28 de novembro, no Centro de Inovação e Competitividade da GS1 Portugal, sede da GS1 Portugal, em Lisboa.

No contexto de um mercado cada vez mais dinâmico, de crescente concorrência e de um consumidor mais exigente, a colaboração entre os diferentes parceiros de negócio torna-se vital. A exigência é hoje de atualização contínua dos profissionais e empresas.

O que é a Gestão por Categorias?

A gestão por categorias pode ser definida como um processo de parceria entre os retalhistas e os fornecedores que, em conjunto, otimizam a categoria ideal de produto para potenciar a sua venda. Pode ser concretizada em ações promocionais ou na escolha certa para a disposição do produto no ponto de venda, entre outras estratégias.

Orientada a profissionais das áreas de áreas de Vendas, Marketing, Compras, Construção de planogramas e Gestão de espaço e de sortido, entre outros, a formação a realizar integra o conhecimento acerca do conceito de Gestão de Categorias, os seus principais componentes e o processo inerente; o reconhecimento da importância de obter informação completa sobre os produtos e sobre os clientes,  otimizando a relação com os mesmos; e a clarificação da importância das vantagens da utilização do Sistema GS1 na Gestão de Categorias e as respetivas vantagens para o negócio.

O curso possui um custo de 850 euros, possuindo um valor reduzido para os Associados da GS1 Portugal (400 euros).

Informações adicionais sobre o evento e link para inscrição em: http://www.gs1pt.org/formacao-gs1/gestao-por-categorias/ 

Sobre a GS1 Portugal:

Fundada em 1985 pela Indústria da Produção e do Retalho, a GS1 Portugal é uma das 112 organizações-membro da GS1 e a entidade autorizada para gerir o Sistema GS1 em Portugal – desenvolve, adota e implementa normas (standards) que revolucionam a forma de fazer negócios. Perto de 8.000 empresas dos diferentes setores de atividade aderiram e acreditam no Sistema de Normas GS1 para transformar a maneira como trabalhamos e vivemos.

Informações adicionais em http://www.gs1pt.org.

Sobre a TouchPoint Consulting Portugal:

A TouchPoint Consulting Portugal nasceu da necessidade de ajudar os profissionais do retalho e do grande consumo a criar pontos de contacto que permitam de forma autêntica e inovadora melhorar continuamente a sua performance, oferecendo aos seus consumidores e compradores uma experiência única.

Atualmente, a TouchPoint Consulting Portugal conta com a equipa de consultores em Portugal com maior experiência e dinamismo nas áreas de Gestão por Categorias e Shopper Marketing, aliada às melhores soluções tecnológicas existentes no mercado, sendo Preferred Partner da Symphony GOLD.

Primeira formação 100% dedicada à legislação de Proteção de Dados em Portugal

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A APDPO promove a primeira formação 100% dedicada à legislação de Proteção de Dados em Portugal e a adaptação do RGPD à legislação Portuguesa, com a especialista Drª. Inês Oliveira.

As inscrições estão abertas até 17 de novembro.

Veja o programa:

  1. Visão global da legislação europeia – continuidades e novidades do Pacote Proteção de Dados
  2. O RGPD – atores, obrigações, direitos e transferências de  dados
  3. As Orientações do GT do Art. 29 (setores que necessitam de DPO; DPO’s; portabilidade de dados; Autoridade de Controlo)
  4. Outros Regulamentos da União Europeia relacionados com a proteção de dados
  5. Diretivas relacionadas com a proteção de dados e privacidade
  6. O impacto da legislação europeia nas funções do DPO – Bases para um futuro Código Profissional

Para mais informações, sobre o programa e inscrições, consulte a página web da APDPO Portugal.

KCS iT inaugura espaço na cidade do Porto

A KCS iT abre um escritório na cidade do Porto, no ano em que cumpre o seu 9º aniversário. A expansão da consultora a Norte passa por aproveitar a consolidação do Porto como centro de competências global – potenciada pela chegada de novos players internacionais à cidade e por uma cultura local de apoio e incentivo à inovação e ao empreendedorismo – e reforçar a sua lógica de consultoria de proximidade. O espaço localiza-se no Edifício Domus Trindade.

O escritório do Porto da KCS iT arranca com uma equipa de 17 consultores, sendo esperados, até ao final do ano, 30 novos consultores na equipa local da consultora. O processo de recrutamento encontra-se já em curso.

Para Tiago Farinha, Diretor Geral da KCS iT, o percurso da KCS iT é de crescimento sustentado, que parte de tendências e necessidades identificadas no mercado para, através da competência técnica dos nossos consultores e dos processos que desenvolvemos, disponibilizar respostas inovadoras. Esta é uma estratégia que nos tem possibilitado alcançar resultados crescentes e que nos permite ser mais ambiciosos no que respeita a metas propostas e abrangência de atuação. O marco de faturação esperado para este ano e a proximidade acrescida aos nossos clientes no Norte do País constituem duas dimensões que colocam esta consolidação e crescimento em evidência”.

A perspetiva de crescimento da consultora para este ano, e na qual a abertura deste escritório se encontra integrada, passa por potenciar tendências como a Internet of Things (loT), Sistemas Cognitivos e Realidade Virtual (RV) & Aumentada (RA) e ferramentas em Chatbot, vertentes tecnológicas inovadoras que conquistaram relevância acrescida em 2016 e que vão marcar o mercado atual e futuro.

Para além do investimento em território nacional e da oferta de projetos diferenciadores como estratégia de afirmação no mercado para 2017, a consultora vai ainda entrar em novos mercados, com um posicionamento europeu dirigido à Bélgica, Luxemburgo e a Holanda.

Sobre a KCS iT:

KCS iT é uma empresa de serviços de consultoria, outsourcing e formação, especialista em Project Management alinhada com as melhores práticas do PMI®.

Totalmente inovadora na sua área de atuação, a KCS iT traz criação de valor aos seus clientes, na execução de consultoria estratégica, na gestão de projetos em TI para as organizações, através da implementação de boas práticas internacionais do PMI® e na gestão dos projetos singulares dos seus clientes.

LIQUI MOLY é agora parceira da ATEC. “Estamos a apostar nos profissionais de amanhã”

A LIQUI MOLY e a ATEC – Academia de Formação nascida de uma joint-venture entre a Volkswagen Autoeuropa, a Siemens, a Bosch e a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, são agora parceiras numa estratégia comum nos produtos químicos. Esta ligação permite aos mais de 1000 formandos que todos os dias passam pelos vários pólos da academia de formação conhecer, usar e testar os mais de 4000 produtos do catálogo da LIQUI MOLY.

O arranque da parceria decorreu no dia 20 de julho, na sede da Academia, em Palmela, com uma formação para cerca de 150 formandos e formadores da ATEC. Desde o primeiro dia da parceria que a marca alemã disponibiliza todo o seu apoio ao nível de produto e formação, o que vai acontecer ao longo dos próximos anos.  

“Para a LIQUI MOLY este é um passo muito importante porque estamos a associar-nos a uma academia de formação de excelência em Portugal, que segue não só o rigor alemão como possibilita ainda a certificação alemã aos seus formandos de especialização tecnológica. Estamos, acima de tudo, a apostar nos profissionais de amanhã e também na sua formação, um fator fundamental para que o setor evolua e trabalhe cada vez melhor”, explica Matthias Bleicher, diretor-geral da LIQUI MOLY Iberia.

“É um forte investimento que a LIQUI MOLY faz, com total apoio da sede na Alemanha, e que vai permitir que os alunos tenham acesso a produtos da mais alta qualidade para as suas aulas, mas também que conheçam produtos inovadores e tecnologicamente muito desenvolvidos, que garantem soluções comprovadamente eficazes para quem vai entrar no mercado de trabalho nesta área e se quer diferenciar”, acrescenta o responsável da LIQUI MOLY.

Eugénio Bastos, diretor de formação da ATEC, explica que “esta parceria irá ser uma mais valia para o desenvolvimento dos nossos formandos. Encaramos a aposta nesta parceria por parte da LIQUI MOLY como um reconhecimento da qualidade da ATEC. Sendo a LIQUI MOLY uma referência no mercado, esta parceria é também uma questão de notoriedade e reconhecimento.” Além disso, acrescenta, “até agora, esta componente química tinha pouca expressão na nossa formação. Estamos certos que, com esta parceria, será dado um passo significativo no desenvolvimento destas matérias durante a formação dos jovens, o que vai representar posteriormente uma mais-valia em termos de conhecimentos para as empresas que os acolherem.”

Para o responsável pela formação da ATEC “a LIQUI MOLY está a prestar um trabalho pioneiro com muito profissionalismo. A utilização da grande diversidade de produtos que existem e as suas diversas aplicações só serão potenciadas através da formação e/ou informação sólida bem-sucedida. Estamos confiantes que existe um conjunto de iniciativas que podem ser desenvolvidas em comum.” Isto porque, sublinha Eugénio Bastos, “a ATEC procura constantemente qualificar os formandos o melhor possível. Se forem para as oficinas com este conhecimento bem sustentado, de certo que será uma mais valia para todos intervenientes.”

Sadhna Monteiro, diretora de marketing e desenvolvimento de negócio da LIQUI MOLY Iberia acrescenta: “Entre a LIQUI MOLY e a ATEC existe uma clara partilha de valores, nomeadamente ao nível da formação e também da visão Lean Management, que seguimos há muitos anos. Trabalhamos de perto com os nossos parceiros sempre com uma premissa: identificar problemas e apresentar as soluções, sem desperdício”. Este é mais um passo no crescimento da LIQUI MOLY em Portugal mas, sobretudo, “mostra a nossa estratégia de longo prazo e a diferenciação da LIQUI MOLY no mercado. Isto demonstra também uma clara confiança da ATEC na qualidade dos produtos da nossa marca e na estratégia desenvolvida, nomeadamente ao nível da formação, com a LIQUI MOLY Academy”, sublinha.

A equipa técnica da LIQUI MOLY tem contacto direto com os responsáveis de formação da ATEC, por forma a que todos os conteúdos sejam ajustados e trabalhados de forma específica para cada objetivo e grau de qualificação. Estão também previstas ações de formação por parte dos responsáveis de desenvolvimento de produtos da LIQUI MOLY na Alemanha, que se deslocarão a Portugal para apoiar esta parceria. Em Portugal serão ainda ministradas formações aos clientes da LIQUI MOLY num ambiente único como é o da ATEC.

Além de uma zona permanente de exposição do portfólio da LIQUI MOLY, os produtos serão também usados durante a formação prática, integrando o programa de aprendizagem de todas as turmas da área automóvel e também de clientes empresariais. A LIQUI MOLY coloca ao dispor dos formandos também alguns equipamentos, como a máquina Gear Tronic (limpeza e mudança de óleo das caixas de velocidades) ou a Jet Clean, para limpeza dos injetores. Irão decorrer também ações de formação específicas sobre lubrificantes e soluções práticas que a LIQUI MOLY disponibiliza ao mercado, inclusive nos programas de formação de ativos, para quem já está no mercado de trabalho.

Todos os anos passam pela ATEC mais de 1000 formandos, com diferentes graus de conhecimento e todos os conteúdos serão adaptados a cada grupo, desde os jovens que entram com o 9º ano (aprendizagem) até aos que se inserem na Educação e Formação para Adultos (EFA) e os que apostam nos Cursos de Especialização Tecnológica (CET). Na ATEC são ministrados cursos de Nível 4 e Nível 5, financiados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) destinados a desempregados ou a estudantes que querem seguir uma das áreas de aprendizagem da ATEC.

Os formandos da ATEC que iniciam o percurso formativo na modalidade de aprendizagem recebem dupla certificação (12º ano e nível 4 de qualificação). Já os formandos que continuam o percurso formativo enveredando pelos cursos de especialização tecnológica recebem o nível 5 de qualificação e a possibilidade de fazer o exame alemão disponibilizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-alemã o qual, em caso de sucesso, lhes reconhece a certificação abrindo assim mais facilmente as portas das empresas alemãs. Numa outra vertente a ATEC tem também uma vasta oferta para formação para ativos, profissionais já inseridos no mercado de trabalho e programas à medida para formação de colaboradores de empresas do setor.

Uma das mais-valias da ATEC é a formação essencialmente prática que inclui períodos de estágio em empresas parceiras, preparando assim os formandos mais preparados para o mercado de trabalho. A taxa de empregabilidade dos formandos ronda os 86% e a procura por estes profissionais é elevada em todo o país.

Eugénio Bastos, responsável de formação da Academia, explica que “a ATEC tem vindo a ser cada vez mais procurada por jovens que pretendem frequentar os cursos de Mecatrónica Automóvel, mas também por empresas do setor pós-venda que confiam à ATEC a formação contínua dos seus colaboradores”.

A ATEC – Academia de Formação é um projeto idealizado e promovido pela Volkswagen Autoeuropa, Siemens, Bosch e Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, que se materializou em dezembro de 2003 como uma Associação de Formação para a Indústria. Os grandes objetivos da ATEC, desde a sua criação, passaram sempre pela expansão da formação orientada para a prática, pela formação de acordo com standards Alemães (Sistema Dual), transferência e partilha de conhecimento, qualificar os formandos para o mercado, nomeadamente para a indústria em geral e fortalecer a indústria, especialmente os clusters automóvel e eletrónico.

“É urgente intervir nestes contextos de prática clínica”

Qual é o futuro do enfermeiro em Portugal?

A profissão debate-se ainda com algumas questões – velhas questões – que importa resolver para que se possam dar passos seguros rumo ao futuro. Em primeiro lugar, e à parte do reconhecimento que cada cidadão tem pelos enfermeiros, fruto das suas experiências pessoais ou do seu entendimento do papel dos enfermeiros nos serviços de saúde, este profissional continua a não ser considerado no processo de tomada de decisão, seja ele ao nível local (instituições de saúde), ou ao nível estrutural (definição da política de saúde), da forma, ou com o peso que deveria ser, fruto da posição de charneira – e alicerçante – que detém no Serviço Nacional/Regional de Saúde. Outra questão fundamental reside em definir, com clareza, e de forma indiscutível – por parte do Regulador – um modelo para aquilo que se deseja ser o desenvolvimento profissional dos enfermeiros; um modelo que consiga um equilíbrio entre a visão do Regulador, as aspirações pessoais e individuais dos enfermeiros e as necessidades em cuidados de saúde por parte dos cidadãos portugueses. Naturalmente que esta tríade terá de encontrar equivalência numa carreira estruturada, capaz de refletir a elevada diferenciação dos enfermeiros, seja ao nível da especialização, como das competências específicas; isto é um imperativo, mais não seja pelo reconhecimento formal que o corpo de conhecimento, atualmente detido pelos enfermeiros portugueses, necessita ter por parte do Estado e de todas as instituições que atualmente empregam enfermeiros. À parte do que referi, é necessário envidar todos os esforços para que se extermine, em definitivo, as desigualdades entre enfermeiros. Não é aceitável que se continue a empalear esta situação de discriminação entre enfermeiros, detentores de um mesmo corpo de competências, preparados para o mesmo tipo de respostas, e empregados por um mesmo patrão, mas que detêm um vínculo profissional distinto. 

A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros estima que o Serviço Regional de Saúde necessite de mais 291 profissionais. Que principais carências foram identificadas nos centros de saúde? 

Como já tive oportunidade de referir, a acentuada carência de enfermeiros ao nível dos cuidados de saúde primários radica, fundamentalmente, na lógica imediatista, centrada nos cuidados hospitalares, e na ausência completa de estratégia para os cuidados de saúde primários, setor onde se somaram reformas atrás de reformas, que outra coisa não fizeram a não ser empalear os cuidados de saúde primários; a Região Autónoma dos Açores não foi exceção.

Dito isto, as maiores carências estão ao nível das ilhas de Santa Maria, São Jorge, Graciosa e Flores. É urgente intervir nestes contextos de prática clínica, acudindo às situações mais críticas, sendo certo que a entrada imediata de alguns efetivos, ainda que não na proporção da real necessidade, já traria um alívio imediato que muito necessário é. O trabalho que foi levado a cabo foi sério e rigoroso e constitui uma ferramenta fundamental para a Secção Regional e o Governos Regional dos Açores monitorizarem o défice estrutural de enfermeiros na Região.

O que seria necessário ou urgente para melhorar o Serviço Regional de Saúde? 

Antes mesmo de falar daquilo que é necessário no Serviço Regional de Saúde dos Açores, é importante não perder de vista o feito que é a sua existência. Tomemos nota, por um instante, de que estamos a falar numa realidade com nove ilhas, todas habitadas, com idiossincrasias muito próprias, não esqueçamos que a opção por medidas anti-desertificação, como seja a disponibilização, em todas as ilhas, de uma infraestrutura de saúde capaz de dar resposta às necessidades imediatas das populações e, uma vez esgotada esta capacidade, transferir os cidadãos açorianos para um dos três centros com maior diferenciação, tem um custo, um custo que é também o custo da autonomia, e que é, simultaneamente, um valor intrínseco ao ser-se ilhéu. Neste momento o maior desafio do Serviço Regional de Saúde reside na determinação ou aproximação à razão ótima de titulação entre a sua sustentabilidade e a definição clara de que serviços, ou valências, serão de disponibilizar em todas as ilhas e quais, necessariamente, terão de ser centralizadas, mais do que por uma lógica economicista, por uma lógica de segurança e qualidade assistencial. Contudo, e para que este trabalho possa ser empreendido, há que trabalhar a população, e trabalhar a população implica prepara-la e esclarecê-la.

Este processo não é compatível com o jogo do toca e foge da governação e das oposições, não é compatível com o discurso demagógico que se profere nas cadeiras dos hemiciclos, em que toda e qualquer tentativa de reforma é cilindrada e destruída antes mesmo de ter tido uma oportunidade de ver a luz do dia, mas não é, sobretudo, compatível, na ausência de um compromisso sério, forte e equilibrado, entre todas as forças políticas, que procure um horizonte mais alargado do que o horizonte ditado pelos calendários eleitorais, compromisso este que deve tangenciar o sentido de serviço público a que todos aqueles que foram eleitos ou nomeados para os cargos que ocupam estão obrigados. 

A SRRAAOE e a Universidade dos Açores (UAç) assinaram um Acordo de Cooperação que levará à criação de uma nova Pós-Graduação em Enfermagem do Trabalho, a iniciar no próximo ano letivo 2017/2018. Que importância assume esta parceria? 

Quando se está inserido num contexto geopolítico e social como é aquele que subjaz à Região Autónoma dos Açores é natural procurar-se parceiros que, de certa forma, e numa lógica de complementaridade podem contribuir, permitam que trilhemos o caminho que escolhemos trilhar materializando os nossos objetivos e suportando os compromissos que assumimos com aqueles que nos elegeram.

Dito isto, e em primeiro lugar, esta pós-graduação, ou melhor, a criação de condições para que esta pós-graduação pudesse ocorrer, havia sido uma promessa eleitoral, vertida no plano de ação sufragado pelos enfermeiros açorianos em dezembro de 2015, pelo que tinha de ser cumprida. Paralelamente, a inexistência desta oferta formativa nos Açores representava uma lacuna muito considerável para todos aqueles que exercem Enfermagem do Trabalho na Região e que, pela penosidade (pessoal, profissional e financeira) estavam impossibilitados de a frequentar no continente português. Esta condição de inacessibilidade poderia condicionar, em última instância, a própria autorização para o exercício da Enfermagem do Trabalho por parte destes enfermeiros, pelo que era fundamental intervir. O processo foi trabalhoso, obrigou a diversas reuniões preparatórias, a negociações, mas culminou com a assinatura do acordo projeto, ele próprio sob a vigência de um acordo mais amplo, um convénio estratégico, que, de forma indiscutível, aproxima estas duas entidades, parceiras naturais. 

ENSINO SUPERIOR 

Olhando para o panorama geral do ensino superior em Portugal, estamos a formar bons profissionais da saúde? 

Num tempo em que tanto falamos em mercados e em que tanto olhamos para o comportamento do mercado para aferir sobre a nossa condição, olhemos, pois, para o mercado de trabalho internacional para aferir se estamos a formar bons profissionais de saúde. A resposta é clara, de uma forma geral, e muito particularmente no que aos enfermeiros diz respeito, estamos a formar muito bons profissionais, não fossemos nós tão requisitados por tantos países. Os profissionais são tão bem formados que continuam a sair sem que consigamos estancar esta sangria de capital humano; investimos milhões euros todos os anos – o contributo de cada um de nós em sede do esforço fiscal a que estamos sujeitos e obrigados – para que outros logrem com o que de melhor nós temos. Nada disto estaria errado se tivéssemos excesso de profissionais de saúde, se os quadros dos serviços públicos evidenciassem excesso de pessoal, mas não é o caso, e todos os dias nos chegam notícias do custo efetivo, para profissionais e utentes, que este flagelo acarreta: sobrecarga, fadiga, exaustão, maior potencial para erro humano, dificuldade no atendimento, comorbilidades acrescidas, morte… Até quando iremos alimentar este estado de coisas? Até quando vai o cidadão aceitar isto?

15 ANOS DE LIDERANÇA NO FEMININO

A Paula Tomás Consultores dedica-se à gestão técnica de recursos humanos e engloba serviços ao nível da formação e da consultoria.

15 anos passaram desde que fundou a empresa e garante que “o balanço é francamente positivo. Embora tenhamos passado um período complicado.” A crise instaurou-se no tecido empresarial português o que levou as empresas a desinvestirem nas áreas da formação e consultoria.

“Por teimosia, continuei a manter a empresa, com custos e investimentos muito elevados”. Mas foi este o risco que quis correr. Hoje, olha para trás e diz “que ainda bem que o fiz”.

Em 2015, conta que a empresa começou novamente a crescer e que “2016 foi um ano positivo relativamente ao exemplo dos anos anteriores. Para 2017 estamos com excelentes perspetivas e com um arranque de ano que não tínhamos desde 2007/2008.”  “A Paula Tomás Consultores trabalha maioritariamente para grandes empresas, nacionais e multinacionais, pois são aquelas que mais investem nas pessoas. Hoje sentimos que muitas pequenas e médias empresas começam a investir no capital humano e isso é uma mudança interessante. Por outro lado, curiosamente, as grandes empresas ainda não estão a investir nas pessoas ao nível do que já aconteceu no passado”. Porquê? “Muitas das grandes empresas voltaram a investir, mas estão ainda muito cautelosas e procuram um retorno rápido do investimento. Ora, ao nível da formação e da consultoria o retorno não é imediato, uma vez que estamos a trabalhar na mudança do comportamento”. Curiosamente, as empresas que não tinham grande tradição de apostar na formação do seu capital humano, são hoje, aquelas que começam a olhar para a importância da gestão das competências, logo das pessoas, com mais interesse. Temos vindo a desenvolver, em diversas PME’s, projectos de estruturação organizacional, de gestão e avaliação do desempenho e de formação, o que não era habitual”. Segundo a diretora “as empresas consciencializaram a importância de investir nas pessoas como forma de gerir e reter o talento. Perceberam a importância de implementarem sistemas de desenvolvimento, avaliação e compensação que permitam a retenção das competências distintivas, quer ao nível técnico, quer ao nível da atitude e do comportamento”.

CONFERÊNCIA DOS 15 ANOS “GESTÃO DAS PESSOAS, O OLHAR DOS MEDIA”

De forma a celebrar os 15 anos da empresa, a PTC está a organizar, no dia 15 de Março, uma conferência com o tema “Gestão das pessoas, o olhar dos Media”. A ideia passa por dar voz a quem conhece o setor dos recursos humanos mas que, ao mesmo tempo, está fora dele.  “Há quatro revistas especializadas neste meio, convidamos os responsáveis editoriais destas revistas a partilhar, numa mesa redonda, as suas opiniões sobre a gestão das pessoas. Ter um olhar diferente, «de fora», sobre os RH é inovador e por isso interessante. Para além desta mesa redonda iremos ter como oradores os dois presidentes das associações representativas do sector: Mário Ceitil, presidente da APG representativa dos profissionais de recursos humanos e, por outro lado, Afonso Carvalho, presidente da APESPE-RH representativa das empresas do setor. O evento está aberto a todas as pessoas interessadas. “Os nossos clientes receberam convites personalizados, e publicitamos o evento ao público, com o valor de 25 euros de inscrição, que reverte para a instituição Liga dos amigos da Aldeia de Santa Isabel, com o compromisso de ser utilizado na escola profissional aí existente”.

A EQUIPA PTC

“Somos oito pessoas e o que há a dizer sobre eles é que: sem equipa não há Paula Tomás Consultores. Somos uma equipa que tem sido rejuvenescida ao longo dos anos. No entanto, temos colaboradores que estão connosco há cerca de 13 e dez anos e, alguns dos colaboradores que saíram da empresa, para abraçar outros projetos, são hoje nossos clientes, ou continuam a colaborar connosco como freelancer”. Caracteriza-se como “muito exigente na resposta ao cliente e esta é a marca da PTC: foco no cliente e nos resultados que este pretende obter. Pode haver algumas falhas, mas em tudo o que é necessário para corresponder às expectativas do cliente não podem existir falhas. Sou muito focada e penso que tenho uma equipa que, nesse aspecto, é como eu”.

LIDERANÇA NO FEMININO vs LIDERANÇA NO MASCULINO

Homens e mulheres são diferentes naturalmente, no entanto, quando se fala em liderar existem diferenças que fazem a diferença? “Nunca pensei muito nisso, mas à partida não penso que exista grande diferença. Fui liderada durante 17 anos por um homem que, na minha opinião, não tinha uma liderança no masculino, tal como ela é muitas vezes definida”, afirma convicta.

“Aquilo que pode constituir alguma diferença é que as mulheres, algumas mulheres, têm mais abertura para a comunicação, o que pode originar uma gestão mais participativa. A antropologia explica isso, os homens iam caçar em silêncio e as mulheres ficavam nas aldeias a tomar conta das crianças e trabalhar em conjunto. Quer-me parecer que as mulheres estão mais atentas a algumas das necessidades que os colaboradores possam ter, nomeadamente, questões familiares, uma vez que também passam pelas mesmas dificuldades. No meu caso, sempre gostei do trabalho no terreno, da proximidade com os clientes, isso exige muitas viagens, ausências de casa e ocupa-me grande parte do tempo.

Apesar disso, tenho conseguido, com alguma “ginástica”, gerir um casamento e a educação de dois filhos. Por outro lado, segundo as investigações apontam, as mulheres são mais “multitarefa” do que os homens, o que pode permitir uma maior atenção a alguns pormenores. Um aspeto curioso é que há algum tempo atrás, a maior parte dos consultores eram homens, pela necessidade de deslocações dentro e fora do país, hoje, a realidade mudou. As mulheres estão em maior número, talvez por esta facilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e pela flexibilidade e adaptabilidade que isso nos permite”.

O QUE É SER DIRETOR FINANCEIRO OU CHIEF FINANCIAL OFFICER (CFO) NUMA ORGANIZAÇÃO?

São os próprios CFO que o sentem e o sabem e que aliás vários estudos levados a cabo por académicos (Cheng, por exemplo) ou por consultoras (como a Capgemini ou a Accenture, por exemplo) também o atestam, de forma clara. Em épocas de recessão económica (como a vivida entre 2008 e 2014) os CFO são sobretudo os primeiros responsáveis por cortes nas despesas e nos investimentos, por maior controlo de custos, de liquidez e de capital, gerindo sempre a complexidade inerente a essas situações. Entretanto, quando o crescimento económico ressurge (e embora não descurando as anteriores funções) os CFO têm uma participação mais “positiva”, avaliando novos investimentos e respetivas fontes de financiamento, participando de forma mais evidente na tomada de decisões estratégicas e contribuindo de forma decisiva para a criação de valor das organizações.  Ou seja, o focus da função financeira está a deslocar-se mais recentemente (à medida que desanuvia o clima económico) do tema da “eficiência” (tentar fazer o mesmo com menos recursos) para o da “eficácia” (tentar fazer o melhor com os recursos necessários). Os próprios CFO ficam mais satisfeitos e motivados quando a sua função é sobretudo canalizada para criar valor, emprego e investimento. Nessas alturas, a sua motivação leva-os a pensar em melhorar os seus conhecimentos e competências, em fazer formação executiva (seja de cariz técnico ou mais comportamental), pois eles sabem que só CFO motivados e competentes podem participar positivamente dos desafios mais exigentes da cada vez mais complexa economia do futuro.

A complexidade, é precisamente (segundo os próprios CFO) o maior desafio que enfrentam na sua atividade, seja devido aos riscos inerentes aos negócios (que não param de aumentar por força da globalização), seja por força da incapacidade de muitos sistemas informáticos, ou ainda da necessidade de trabalhar com uma rede complexa de stakeholders e de sistemas operativos não totalmente funcionais, não esquecendo ainda que se perspetiva uma “revolução” digital nos próximos anos e que introduzirá desafios novos na função de gestor financeiro. Na verdade, muitas empresas vão certamente investir nos próximos anos montantes significativos em cloud em software as a service, em big data e em todos esses investimentos estarão envolvidos CFO, primeiro no próprio processo de decisão, depois na gestão e aproveitamento desses recursos. Claro que ser CFO não é exatamente o mesmo em microempresas ou em grandes empresas; em empresas familiares ou em multinacionais mas em todas se exige um corpo comum de competências e quem apresenta mais competências não só apresenta melhores resultados corporativos, como inclusivamente pode vir a atingir de forma mais provável a posição de Chief Executive Officer (CEO) da organização. Com efeito, um estudo recente da IBM (IBM Global CEO) mostrou que CFO possuidores de superiores competências nos domínios da capacidade de integrar informação proveniente de diferentes origens, da capacidade de planeamento e de previsão, da capacidade de monitorização da performance empresarial, da capacidade de visão e perceção e ainda da capacidade de gerir riscos estão mais próximos de contribuir para organizações com superiores volumes de negócios e resultados. Neste caminho para superiores performances organizacionais, alguns estudos realizados nos Estados Unidos mostram existir uma correlação positiva forte entre a performance económico-financeira das empresas e o facto de o respetivo CFO ter experiência profissional na mesma entidade (antes de ser CFO); da mesma forma, foi detetada uma relação negativa entre a performance empresarial e o facto de o respetivo CFO ter trabalho antes noutras entidades mas de outros setores de atividade económica.  Fica, assim, clara a ideia de que, sem desprezar a importância do papel do CEO, mais atenção deve ser dada ao perfil, formação e experiência dos CFO para garantir que as organizações alcançam os seus objetivos, melhoram a sua performance, em suma criam mais valor.

Opinião de Armando Silva, Pró-Presidente e Coordenador da Porto Executive Academy

“Os valores universais são para nós como um código genético”

Edificado em 2007, o Instituto Luso-lírio para o Desenvolvimento Humano (iLIDH), tem vindo a promover um serviço de excelência e inovação. Para contextualizar o nosso leitor, de que forma tem o iLIDH vindo a percorrer um trajeto positivo em prol do país?
O iLIDH foi constituído em 2007, após cerca de dez anos de projetos preparatórios. E, de facto, olhando para os últimos oito anos de atividade formal do iLIDH, vemos que construímos já algo relevante e que nos permite encarar um novo ciclo com otimismo – formámos mais de 4.000 agentes educativos em ações oficiais acreditadas sobre valores e literacia social (conceito que criámos e que coloca a centralidade do desenvolvimento de competências nos valores) e estima-se que tenham participado diretamente nas nossas ações no terreno, em escolas, clubes, comunidades diversas, mais de 50 mil crianças e jovens. Criámos o LED on Values, que está hoje em mais de 700 escolas em todo o país e desenvolvemos mais de uma centena de recursos pedagógicos em diversos temas em torno dos valores, da ética e da cidadania, desde manuais, livros, brochuras, jogos interativos, entre outros materiais didáticos. Reabilitámos um palácio senhorial com mais de mil anos de história deixado ao abandono durante décadas, onde instalámos a Universidade dos Valores, um polo de investigação e desenvolvimento (I&D), de formação, de intervenção e de mudança…

Como têm conseguido, numa vida ainda recente do iLIDH, promover esse movimento interventivo e de mudança com tanta intensidade?
Fundamentalmente, temos sido observadores atentos da realidade, a explicita e a implícita. E com isso definimos rumos, tomamos decisões e empenhamos esforços, com grande sentido de sacrifício pessoal dos fundadores ao longo destes anos. Em 2009 fizemos um inquérito representativo da população portuguesa sobre valores, comparámos dados recolhidos dez anos antes e pudemos tirar conclusões importantes sobre as necessidades mais fundamentais para os portugueses, aquilo que valorizam, ao que aspiram e sonham, para si e para a sociedade.
Com isso, pudemos criar recursos pedagógicos para os educadores recuperarem o lugar dos valores na educação – que é no seu centro – forçando um distanciamento a uma visão de vida materialista, privilegiando a sua dimensão humana individual e relacional, desenvolvendo competências verdadeiramente relevantes para “uma vida bem-sucedida e uma sociedade funcional”, tal como são definidas pela OCDE, e não competências que servem interesses divergentes ao que as pessoas comuns procuram…

Que interesses são esses e de que forma o vosso trabalho oferece respostas sociais e de proximidade? E como o perpetuam?
Os objetivos de vida dos Portugueses são, por ordem de importância, construir uma família sólida, amar e ser amado, ser um profissional competente, ser honrado e ajudar os outros. Já o ser rico, ter uma boa posição social e poder, não são os objetivos fundamentais da esmagadora maioria das pessoas, no âmago da sua consciência. Se esse é o objetivo que os cidadãos definem para as suas vidas, para a sua realização e felicidade, será que o sistema educativo fornece respostas adequadas? Parece-nos que não e, pelo contrário, parece servir os interesses de uma minoria dominante.
A nossa resposta é, assim, educar para os valores e para a felicidade, apoiando os sistemas de educação formal e informal com recursos para as comunidades educativas – escolas, famílias e outros grupos sociais.
Perpetuamos esse contributo com a formação constante de milhares de agentes educativos – professores, dirigentes, pais, treinadores desportivos, etc. – ao mesmo tempo que lhes oferecemos ferramentas práticas que podem utilizar todos os dias, nomeadamente com o programa LED on Values.
Depois, construímos a Universidade dos Valores, dando a conhecer o sentido original da palavra Universidade – a totalidade, o universo – com um conjunto de estruturas de apoio como a Pousada de Mafra e os Sabores Universais (um restaurante, para o qual procuramos um parceiro) com o objetivo de garantir a sustentabilidade de todo este esforço social, lugar de investigação, formação e experiência vivida dos valores.

De que «valores» falamos e de que forma eles são fundamentais na vossa dinâmica?
Valores que não são certamente preferências pessoais, nem somente consensos culturais. Valores que estão para além da cultura, da ideologia, da religião ou de qualquer muro criado pelo Homem. Valores que estão na essência de Ser Humano, que nos distinguem enquanto espécie e que representam um conjunto de qualidades inerentes à condição fundamentalmente humana e que, quando ativadas e praticadas na interação com tudo o que existe, resultam em harmonia, desenvolvimento e realização. Chamamos a esses, os valores universais.
Como tal, os valores universais são para nós como um “código genético” da existência mais profundamente humana, iminentemente espiritual, latu sensu. Com este código vimos a este mundo, marcados das nossas origens, do nosso património passado….
É esse património que promovemos no Museu dos Valores Universais, uma das estruturas centrais da Universidade dos Valores, um espaço inovador de “ciência viva” que combina cultura, educação, tecnologia, I&D e entretenimento.

Lourenço Xavier de Carvalho
Lourenço Xavier de Carvalho

Que características identifica no Museu dos Valores Universais para que o mesmo seja considerado inovador?
É um espaço único e pioneiro em Portugal, na Europa e talvez no mundo… crianças, jovens e adultos podem celebrar na Universidade dos Valores uma dupla dimensão de património neste espaço histórico do Palácio dos Marqueses, em Mafra, num ambiente de alta tecnologia, com jogos interativos 2D e 3D, tecnologias e espaços imersivos em realidade virtual com instrumentos de medição e feedback aos utilizadores com a incorporação de biossensores; tecnologias que depois contrastam com jogos manuais e mecânicos intercalados, de grande envolvimento emocional, que procuram manter o equilíbrio entre as valências do digital e do não-digital.

Porquê dupla dimensão de património?
Património material e imaterial. Por um lado, e talvez no pior contexto económico para o fazer, reabilitámos um edifício com imensa história, que já foi castelo mouro, paço medieval e palácio senhorial, dando uma nova função socialmente relevante a um património material caído no esquecimento. Por outro, ali promove-se aquilo que consideramos um património – talvez o mais importante e certamente o mais partilhado pela comunidade global – os valores universais, como património imaterial.
Aliás, já temos apresentado esta perspetiva à UNESCO, pois acreditamos que um dia poderemos ter o reconhecimento dos valores universais como património imaterial da humanidade! Creio que isso seria um contributo histórico para a construção da paz e harmonia globais.

A inovação dos vossos projetos têm tido reconhecimento, a nível nacional ou também internacional? E esse reconhecimento é fundamental para a prossecução dos vossos desideratos?
Posso considerar que temos tido significativo reconhecimento, cá em Portugal e também lá fora. Trabalhamos muito em parcerias internacionais, principalmente europeias, e nesse âmbito o LED on Values e a Universidade dos Valores têm tido muito reconhecimento, quer do ponto de vista conceptual, quer das respostas sociais práticas que implementamos. Ele traduz-se em diversos convites para comunicações no estrangeiro para partilhar estas “best practices”, em projetos de transferência destas para outros países, mas também em financiamentos que a Comissão Europeia nos atribuiu, reconhecendo o valor dos projetos, a sustentabilidade conseguida e o seu potencial de multiplicação.
Cá em Portugal, tem sido muito interessante verificar a mobilização da sociedade, das instituições, das universidades, dos empreendedores, dos ativistas sociais, em torno da Universidade dos Valores. Pessoas provenientes de todas as áreas, ideologias e estratos sociais, têm manifestado um enorme e carinhoso apoio a esta iniciativa do iLIDH.
Ainda há dias recebemos o convite para a Universidade dos Valores integrar a Rede da UNESCO, pela nossa Comissão Nacional, o que nos orgulha muito.

Que desafios se colocam de futuro à instituição e quais as principais prioridades da mesma?
Temos como prioridade afirmar a Universidade dos Valores como um espaço privilegiado para expandir o conhecimento e a experiência sobre os valores universais, para Portugal e para o mundo, revivendo esse que foi o sonho subjacente à expansão de Mafra no século XVIII – uma história fascinante que também se conta no espaço museológico – ao mesmo tempo que aprofundamos o nosso relacionamento com as escolas que implementam, com grande empenho, o LED on Values.
Daí advêm os desafios de sustentabilidade financeira, de comunicação eficaz com os nossos públicos e de eficiência das parcerias institucionais que temos com parceiros que muito prezamos.

Mais informações em www.universidadevalores.org e www.ledonvalues.org

2045 – A Formação que marca a diferença

A 2045 – Empresa de Segurança S.A, assume-se como um dos principais players no domínio da Segurança Privada, sendo hoje uma das marcas mais conhecidas e reconhecidas do grande público. No sentido de contextualizar junto do nosso leitor, de que forma tem vindo a ser calcorreado o trajeto da marca?
A 2045 celebrou em 2015 o seu 25º aniversário. 25 anos no mercado da segurança privada numa posição de destaque são garantia do reconhecimento pelo mercado da excelência do serviço, da capacidade técnica e da forte relação que construímos com os nossos clientes e parceiros. A 2045 conta atualmente com perto de 3000 colaboradores fazendo da nossa empresa um dos maiores grupos portugueses independentes com presença nos país africanos de língua oficial portuguesa.

Sendo o Grupo 2045 um dos mais importantes em Portugal e não só no âmbito da segurança, de que forma é a formação um pilar essencial no sucesso da marca?
A 2045 considera a formação um requisito essencial para a prestação de um serviço de excelência para os clientes. Neste sentido, o Centro de Formação pauta a sua atuação pela exigência e rigor ao nível dos conteúdos ministrados e qualidade pedagógica das ações de formação desenvolvidas. A elevada qualidade da sua bolsa de formadores externos e internos constitui um fator diferenciador no mercado da formação da segurança privada.
O Centro de Formação da 2045 disponibiliza formação para os nossos colaboradores com o objetivo de ir ao encontro das suas expectativas e interesses independentemente do posto onde desempenham funções. Acreditamos contribuir assim para o enriquecimento das competências e aspirações profissionais dos colaboradores, traduzindo-se numa maior motivação e, consequentemente, num melhor desempenho.

Apresentam soluções para diversos setores de atividade. Deste modo, de que forma é que as vossas ações de formação são adaptadas mediante as áreas onde serão aplicadas?
Para além da formação técnica obrigatória, a 2045 considera fundamental desenvolver formações à medida do cliente, não só por sua solicitação, mas por iniciativa da empresa como fator decisivo para uma cultura de excelência e um desempenho de elevada eficiência. Este facto visa contribuir também para uma maior satisfação e motivação dos colaboradores.

Como caracteriza a formação «made in» Grupo 2045? Quais são as principais mais-valias?
A 2045 é uma empresa certificada pela DGERT, autorizada pela PSP, com credenciação NATO Secret pelo Gabinete Nacional de Segurança e certificada nas normas de qualidade, segurança, ambiente e, mais recentemente, responsabilidade social.
Um dos elementos distintivos da nossa formação é a elevada qualidade técnica dos formadores. Todos com um percurso profissional muito relevante na área da segurança pública e privada.
A 2045 tem também vindo a estabelecer protocolos de cooperação com diferentes entidades especializadas, nomeadamente, com associações representantes de militares e ex-militares no sentido de proporcionarmos aos seus associados condições para a entrada no mercado da segurança privada.

Acredita que este ainda é um setor que carece de formação por parte dos principais players e respetivos profissionais?
A formação qualificada em segurança constituirá, sem dúvida, um fator de diferenciação das diferentes empresas no mercado da segurança privada. A 2045 tem procurado reforçar essa aposta integrando nos seus quadros formadores de referência oriundos das diferentes áreas da segurança pública. É importante que o legislador e os diferentes reguladores reconheçam o esforço das empresas que apostam na formação de qualidade e na diferenciação pela formação em detrimento de players que desenvolvem estratégias simplistas de apropriação baseadas no muito baixo preço.

Que leitura faz o Grupo 2045 do contexto atual da segurança privada?
O mercado da segurança privada em Portugal, no seu estado atual, é claramente um mercado maduro que beneficiaria com alguma concentração. No entanto, ainda mais importante do que falar em concentração, é fundamental uma aposta na regulação e no “compliance” do mercado. Se algumas empresas cumprissem o quadro normativo existente e se este fosse qualitativamente mais exigente relativamente à entrada de empresas no mercado, julgamos que teríamos um mercado de segurança privada mais competitivo e mais qualificado. As empresas que atuam dentro do quadro legal existente e que constituem a coluna vertebral da segurança privada em Portugal, pela quota de mercado e pela qualidade do serviço prestado, veem os seus resultados prejudicados pelas más práticas de outras com o inerente reflexo no seu contributo para o Estado e para a criação de emprego qualificado.
O Estado Português tem um papel determinante nesta situação, não só como regulador, mas sobretudo como cliente de referência. Se o próprio Estado exige e fixa preços abaixo do custo direto do serviço de segurança, dificilmente poderemos almejar a ter um mercado de elevado nível qualitativo.

Futurália com participação especial do Programa Operacional Capital Humano

O Espaço Capital Humano está concebido como uma plataforma de interação dinâmica, com a participação ativa dos principais atores ligados às áreas da educação, formação e emprego apoiadas no quadro do Portugal 2020, na qual os jovens e os visitantes em geral são convidados a descobrir e contatar de forma integrada com os percursos educativos e formativos que vão do ensino básico até à formação avançada e à aprendizagem ao longo da vida.

Ao longo dos quatro dias da Feira, o espaço “Capital Humano” contará também com a visita do Ministro da Educação, Tiago Rodrigues, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor e o Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva.

O Espaço Capital Humano, segundo Pedro Taborda, presidente da Comissão Diretiva do PO CH, “pretende dar a conhecer as várias ofertas e soluções apoiadas, ou previstas apoiar no âmbito do Portugal 2020, para elevar os níveis do sucesso escolar e de promoção das competências e aptidões que melhor favorecem a transição para o mercado de trabalho, colmatando ainda os desequilíbrios que existem entre a oferta formativa e a procura por parte das empresas”.

Para tal, o Espaço integra um pequeno auditório dedicado à partilha de ideias, casos e experiências, que contará ao longo de cada dia com convidados das mais variadas áreas, desde o ensino profissional, a bolseiros do ensino superior, doutorados e pós-doutorados, adultos dos cursos de aprendizagem ao longo da vida e intervenientes no processo de melhoria da qualidade e inovação do sistema de educação.

Em parceria com a Direção Geral de Educação (DGE), o Espaço Capital Humano contará ainda com uma área dedicada a ambientes educativos inovadores e ao futuro do ensino e da aprendizagem, ilustrados através de iniciativas já promovidas por escolas em Portugal com enorme sucesso entre a população escolar e com potencial de alargamento a outras, procurando promover a melhoria das aprendizagens, o combate ao abandono escolar e a promoção do sucesso escolar.

Sobre o POCH:
O Programa Operacional Capital Humano (PO CH) tem como grande objetivo estratégico, no quadro da programação Portugal 2020, promover o aumento da qualificação da população, ajustada às necessidades do mercado de trabalho e em convergência com os padrões europeus, garantindo a melhoria do nível de qualidade nas qualificações adquiridas, melhorando o sucesso escolar, reduzindo o abandono, promovendo a igualdade, a coesão social e o desenvolvimento pessoal e da cidadania, a par do reforço da competitividade económica do País.
Para tal, promoverá o financiamento de projetos que contribuam para:
– Promoção o sucesso escolar e redução do abandono;
– Aumento da atratividade do ensino superior e do número de diplomados e desenvolvimento formação avançada inovadora e geradora de maior competitividade;
– Melhoria da empregabilidade através da aprendizagem ao longo da vida;
– Promoção da qualidade, inovação e monitorização do sistema de educação e formação.

Sobre a Futurália:
Mobilizar as escolas de todo o país do 9º ao 12º ano, envolver as entidades do ensino superior e de formação profissional e demais partes interessadas, perspetivar e refletir sobre os empregos do futuro, viver a magia contagiante do conhecimento, da ciência e da tecnologia, estimular a interação entre a oferta e a procura de educação/formação num amplo espaço exposicional e de experimentação, são algumas das componentes essenciais que a FUTURÁLIA 2016 proporciona a todos os que a vão visitar.
A FUTURÁLIA é a maior iniciativa a nível nacional em matéria de educação e formação, mobilizadora das principais partes interessadas. É por natureza um evento que sendo para todas as idades, ajuda a tomar decisões sobre o futuro, àqueles que estando numa fase do seu percurso de aprendizagem em que as escolhas se colocam com particular pertinência, até porque vão marcar indelevelmente o seu futuro.
Aprender, trabalhar e competir é seguramente o triângulo estratégico mais marcante na vida das pessoas e das organizações. E, cada vez mais, os processos e os modos de aprendizagem, o desempenho das pessoas e das organizações e as vantagens competitivas das empresas e das economias, estimulam e exigem a cooperação estratégica entre as empresas, os centros de saber e as instituições públicas. É também este espaço de diálogo e de interação que a FUTURÁLIA proporciona e estimula a quem a visita.

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