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ProPeople: aprenda fazendo

Criada em 2000, inicialmente por cinco sócios, a ProPeople surge no mercado no âmbito de intervenção alargada da formação e consultoria de processos. Hoje, com Mafalda Carvalho e Alexandre Ribeiro como partners, o foco da empresa é a formação e desenvolvimento de pessoas, privilegiando a metodologia de aprendizagem experiencial.

Como o próprio nome indica, aprendizagem experiencial é aprender com a experiência. “Está provado que as pessoas aprendem melhor praticando. Assim, todos os nossos programas formativos são sempre orientados para terem momentos de prática simulada”, começa por explicar Mafalda Carvalho.

Com programas exclusivamente baseados em simuladores, a ProPeople oferece aos seus clientes uma formação eficaz e focada nas suas necessidades. Os participantes têm a possibilidade de desenvolver as suas skills através de simuladores de negócios, simulador da mudança ou simulador de liderança. “Para consolidar a formação disponibilizamos programas com uma componente experiencial forte, que colocam as pessoas em contacto com diversas situações, permitindo-lhes, ao longo do processo formativo, testar o que estão a aprender ou a reforçar. Colocam em prática o que aprendem de uma forma protegida”, acrescenta Mafalda Carvalho. “Não fazemos formação de outra maneira que não seja esta porque, de facto, tem uma eficácia e adesão elevada”, diz-nos, ainda.

Com uma experiência e know-how adquiridos ao longo destes anos, este é o fator de diferenciação da empresa que tem, igualmente, um modelo de Coaching que garante a obtenção de resultados relevantes ao final de um mínimo de dez sessões focadas no desenvolvimento de uma competência, quer se trate de Life ou Executive Coaching.

O Team Coaching é implementado como follow-up dos programas de formação da ProPeople. “Notávamos que as pessoas saiam da formação cheias de vontade de fazer diferente e motivadas para aplicar o que tinham aprendido. No entanto, muitas vezes, quando se deparavam com dificuldades, desistiam, voltando tudo à estaca zero. As pessoas viam muita validade nos nossos programas, por perceberem que tudo o que era trabalhado nas formações era aplicável e, sobretudo, eficaz, mas, ainda assim, nem sempre aplicavam”, refere Mafalda Carvalho.

A realidade e a vontade das pessoas condiciona os resultados previstos dos programas formativos, por isso mesmo a ProPeople desenhou estas sessões de Team Coaching de curta duração (de 3 a 4 horas), para grupos pequenos, onde, através de casos práticos, reforçam as competências trabalhadas na formação, acrescentando competências correlacionadas ou introduzindo variantes mais sofisticadas de uma determinada competência. “Isto permite que os participantes, no período pós-formação, tenham um acompanhamento continuado do trabalho que vão desenvolvendo. Este suporte é fundamental para a consolidação das competências e para que se dê a mudança de comportamentos”, explica a nossa entrevistada.

O Executive & Life Coaching são programas feitos à medida do coachee. É um processo individual em que a ProPeople se dedica totalmente ao às competências que a pessoa precisa de desenvolver. “É um programa tailor-made, com uma estrutura que obedece a um conjunto de parâmetros para ser eficaz, focando as competências que o coachee necessita de trabalhar”, adianta Mafalda Carvalho.

Na vertente do Life Coaching são trabalhadas áreas pessoais do colaborador que, direta ou indiretamente, se refletem na sua atuação na empresa. O equilíbrio global do colaborador afeta positivamente o seu desempenho na empresa e, como o próprio nome sugere, Life Coaching está orientado para ajudar o coachee a organizar a sua vida pessoal, para que ela fique alinhada com os seus principais valores e para maximizar o potencial do indivíduo no atingimento dos seus objetivos.

OS DESAFIOS DOS LÍDERES NA ERA DIGITAL

Focam-se no desenvolvimento de pessoas, desenvolvimento de líderes e trabalham desde as competências de comunicação até às competências de gestão e financeiras, específicas ou transversais a todos os colaboradores de uma organização. “Qualquer pessoa pode, e deveria, participar nos programas de simulação de gestão. É bom que todos os colaboradores tenham uma perceção alargada e integrada do negócio”, afirma Mafalda Carvalho.

A ProPeople procura ativamente organizações para aplicar as suas metodologias, e as empresas mais recetivas são aquelas que têm maior apetência para desenvolver os seus colaboradores e que já perceberam que o seu ativo mais importante é o capital humano.

A questão que se coloca agora é: o estilo de liderança mudou? Que desafios se colocam aos líderes nesta era digital? Para Mafalda Carvalho, existem muitos dos desafios fruto das novas circunstâncias. “O facto de os salários terem sofrido uma depreciação nos últimos tempos cria logo um enorme obstáculo aos líderes que não sabem como motivar os colaboradores, tendo recursos financeiros limitados. É preciso saber criar contextos motivadores para além da questão financeira”, realça a nossa entrevistada, para quem outro dos desafios que os líderes de hoje enfrentam resulta da maior informalidade que as empresas têm atualmente devido à geração Y, também conhecida por Millennials.

Os Millennials estão a transformar a economia e a obrigar alguns setores tradicionais a reinventar-se. Os jovens nascidos entre 1980 e 1996 estão sempre ligados mas são menos consumistas do que os seus pais, fogem do endividamento e preferem a experiência à posse. Estes jovens pretendem trabalhar em organizações que ofereçam oportunidades de desenvolvimento e que invistam na melhoria dos níveis de satisfação dos seus profissionais.

Para Mafalda Carvalho os líderes de hoje têm, portanto, de ser capazes de compreender as pessoas que têm na sua equipa e conhecer as suas expectativas ou aspirações, ter uma capacidade de envolvência e de empatia, gerir a diversidade e a multiculturalidade que hoje as organizações têm.

“A retenção de talentos é o maior desafio que as empresas enfrentam. Os líderes têm que conseguir captar e reter talentos, para que a empresa não se torne numa escola por onde as pessoas passam e não ficam. Isto numa geração ávida de novas experiências, de novos desafios, e que não vai para uma organização para ficar se não tiver perspetivas de crescer pessoal e profissionalmente”, conclui a nossa entrevistada.

VII Congresso Científico ANL

Ostentando uma história de inovação científica, ensino médico, espírito de colaboração, abertura, liberdade e partilha de informação, o Porto é a opção adequada à realização do sétimo evento promovido pela Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL). Cidade natal ou local de estudo de nomes como Ricardo Jorge, Júlio de Matos, Abel Salazar ou Óscar Moreno, figuras ímpares da medicina portuguesa, que são fonte permanente de inspiração e orgulho para todos os colegas que exercem a sua atividade profissional na área da saúde. Será neste ambiente de partilha do passado que iremos projetar o futuro na antiga, mui nobre, sempre leal e invicta cidade.

O programa científico apresenta as melhores sessões educacionais e tem como oradores prestigiados profissionais e professores da área da medicina laboratorial. Serão abordados em sessões plenárias temas atuais e relevantes relacionados com diversas áreas laboratoriais, quer no plano analítico, como tecnológico, sem esquecer a validação de resultados, a sua interpretação semiológica, o controlo e avaliação da qualidade.

A importância do complemento com a Clínica será uma preocupação constante; o foco no doente uma presença inquestionável. Ocorrerão cursos práticos de áreas específicas que proporcionarão oportunidades únicas de partilha de conhecimento em áreas laboratoriais particulares e em permanente evolução.

Como habitualmente a produção científica na área laboratorial efetuada ao nível dos laboratórios portugueses terá um destaque muito especial, com os prémios para as melhores apresentações em painel. Este ano pela primeira vez serão introduzidos no programa espaços dedicados a apresentações orais, possibilitando a divulgação de importantes trabalhos desenvolvidos por jovens profissionais e investigadores. Será também premiada a melhor e mais original.

Como vem sendo habitual e a par das sessões científicas decorrerá um importante programa paralelo de reflexão sobre a importância, o papel do laboratório na sociedade, o seu contributo para a sustentabilidade do sistema da saúde e as melhores práticas a diversos níveis: gestão, informatização, legislação, publicidade, proteção de dados, proteção do ambiente. Serão nossos convidados decisores políticos, líderes de opinião, diretores de relevantes Instituições da área da saúde, professores universitários de diversas áreas, todas elas com influência direta ou indireta no laboratório de análises clínicas.

Serão apresentados durante o Congresso os resultados preliminares dum inovador e inédito estudo sobre o custo das Análises Clínicas em diversos hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde. Foi resultado dum esforço enorme e dum notável trabalho de equipa entre ACSS, ANL e a consultora Roland Berger.

Como sempre a ANL conta com a presença e colaboração inestimável dos fornecedores da área laboratorial. Concretamente estes importantíssimos parceiros, são atualmente pilares da formação contínua para além de garantia de evolução, inovação e incremento permanente da qualidade nas análises clínicas. O VII Congresso da ANL orgulha-se em ter uma das maiores áreas de exposição da indústria do diagnóstico in vitro, reunida em eventos similares em Portugal, nesta sua sétima edição. A ANL está muito grata a todos.

Estou muito ansioso por poder receber os colegas e amigos de todo o país na nossa reunião bienal. A ANL procede assim a um dos seus compromissos com os sócios e com a sociedade em geral, o de impulsionar os padrões de conhecimento e de intervenção responsável, na área das análises clínicas. Este tipo de congressos não são possíveis sem o esforço e o contributo de todos os colegas. Venham de laboratórios de patologia clínica ou de análises clínicas, de genética ou de anatomia patológica, públicos ou privados, de saúde pública ou de investigação.

A sua presença assegura oportunidades únicas de aprendizagem, de convívio, de interação científica e cultural, de celebração da inovação e de salutar discussão.

Se também podermos em conjunto ultrapassar barreiras, propor ruturas, abordar reformas, numa abordagem revolucionária e livre aos desafios complexos da saúde no plano assistencial, social, económico, ambiental e tecnológico, então a missão da Comissão Científica do VII Congresso ANL fica cumprida, com sucesso. Desta forma é fundamental a presença de todos os que abraçam diariamente a medicina laboratorial e as análises clínicas com reforçado amor e dedicação. Conto com todos, motivados e inspirados, no Porto a 25 e 26 de maio.

OPINIÃO DE CARLOS CARDOSO, Presidente do Conselho Científico da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos

Alcance os seus objetivos de forma consistente e sustentada

Natural de Coimbra e dona de uma energia contagiante, Paula Rocha fala, na primeira pessoa, sobre o impacto que a força do querer tem nas nossas vidas.

É uma mulher de ação que gosta de fazer acontecer: confecionar doces, compor trechos musicais, desenvolver projetos e negócios, tudo acontece no seu dia a dia de forma natural. “Gosto de criar. Gosto de fazer muitas coisas e coisas diferentes e isso acaba por se refletir no meu percurso profissional e ser uma característica da minha personalidade”, começa por referir Paula Rocha

Desde pequena que se lembra de gostar de fazer várias coisas e recorda a dificuldade em dedicar-se em exclusivo a algo em concreto. Contudo, confraternizar e comunicar com pessoas era algo que a apaixonava.

Lembra-se, perfeitamente, a 25 de abril de 1974, quando regressava da escola, a mãe lhe ter dito que acontecera uma coisa que iria gostar muito. A sua resposta foi imediata: já posso falar à vontade?

Com muitos interesses e sem uma paixão, acabou por seguir as pisadas do pai e formou-se em engenharia. Mas rapidamente percebeu que a área comportamental e a psicologia despertavam em si um fascínio. A curiosidade por estas matérias nasce no seio da engenharia. Lembra-se de ir a uma obra e de ficar atrapalhada com os comentários vindos dos profissionais da construção. Na altura pensou: Porque é que a forma de comunicar influencia o comportamento?

Entretanto, é convidada para dar formações. Em sala tudo corre bem e as avaliações até foram boas, mas na prática, quando foi possivel observar os participantes no seu contexto de trabalho, estes não tinham alterado os seu comportamentos. Lembra-se da frustração que sentiu e, mais uma vez, questiona o comportamento humano e os mistérios dos agentes influenciadores. É nesse momento que vai à procura de respostas. Faz a licenciatura em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho. Esta área era o que realmente a apaixonava. Gostava de perceber as pessoas no contexto de trabalho, o que influenciava o seu desempenho, que aspetos, psicológicos e sociológicos, interferiam no seu desempenho e que impacto exerciam nos seus resultados. Paula Rocha era casada desde os 18 anos, e nesta altura já tinha dois filhos, trabalhava e estudava. Ainda assim, foi a melhor aluna da licenciatura. “Isto leva-nos a pensar sobre o que somos ou não capazes de fazer. Sobre o quanto desconhecemos o potencial que temos. Somos forçados a equacionar a hipótese de que, se calhar, não conseguimos atingir os resultados que pretendemos porque não acreditamos em nós próprios”, afirma a nossa entrevistada.

Mais tarde, passa pela consultoria e a formação em diversas empresas e é nessa altura que integra o doutoramento em Economia e Gestão de Empresas. “Num determinado momento desconfiei que, estando demasiado focada nas pessoas poderia não conseguir ter uma visão global da empresa”, explica Paula Rocha.

Contudo, é importante para Paula Rocha realçar que tudo isto foi possível porque teve uma peça fundamental e um forte background durante todo este processo: o marido e a família. “Os melhores resultados conseguem-se em equipa, seja numa empresa ou na família. Cada um tem de perceber bem o seu papel e qual o seu contributo. É preciso construir laços fortes que suportem a coesão do grupo. Trabalhar para a equipa/familia sem perder a individualidade”, acrescenta a nossa entrevistada.

Nesta fase, a sua vida dá uma reviravolta. É detetado um tumor cerebral no seu filho mais novo, de 13 anos, e é-lhe dado apenas 3% de hipótese de sobreviver. A partir daqui tudo se torna difícil e o seu único foco passa a ser o seu filho. Mas como o seu filho Bernardo dizia, 3% é melhor do que zero. Entre as idas ao IPO, a procura pelos melhores médicos e hospitais, as viagens, a crença nos 3% e a operação nos EUA para dar qualidade de vida ao seu filho, Paula Rocha atravessa um período de dois anos bastante atribulado.

Quando regressa, precisa de acreditar no poder da força interior. Torna-se imprescindível aplicar uma máxima tantas vezes repetida: temos todos os recursos necessários para ser excelentes. Seguem-se anos de muito trabalho. Findo este período controverso e a um ano de completar 50 anos de vida, Paula Rocha sente que chegou a hora de fazer o que realmente gosta, à sua maneira e com as pessoas que gosta. E assim nasce a KEEP Corporate. Uma Paixão.

Da engenharia à psicologia, passando pela economia, Paula Rocha é hoje CEO da KEEP Corporate.

SUPERE OS SEUS DESAFIOS E ATINJA OS SEUS OBJETIVOS

Paula Rocha explica que este projeto foi pensado numa lógica de ver o indivíduo como um todo. Corpo e mente fazem parte do mesmo sistema, por isso a questão que Paula Rocha colocou foi “como vou desenvolver um projeto que aborde as duas matérias?”.

Para isso, a KEEP Corporate concentra na empresa consultoria, formação, coaching, consultas de nutricoaching e treino mental. Ao nível individual apoia as pessoas a atingirem os seus objetivos tendo em consideração todas as suas dimensões. A KEEP Corporate disponibiliza, ainda, ferramentas de assessement que permitem analisar o perfil comportamental do indivíduo, de forma a melhorar o seu autoconhecimento e traçar planos de ação mais adequados.

O cliente tem ainda ao seu dispor um serviço de avaliação física com profissionais do desporto e nutricionistas para que não seja a falta de capacidade física o motivo para o não atingimento dos objetivos. Para aqueles que procuram a alta performance, seja no desporto, no estudo, ou em qualquer outra área, a KEEP Corporate dispõe da mais avançada tecnologia da neurociência que permite a interface cerebro-computador.

Esta técnica usa estratégias testadas em variados ambientes de alta performance para a autoregulação do sistema nervoso autónomo e central, munindo-o de competências criticas à execução de decisões em ambiente de stress para quem precisa de estar no seu melhor.

Os cenários de treino são individualizados, após avaliação de acordo com os objetivos pessoais, e permitem que, progressivamente, o indivíduo consiga ter um domínio elevado de auto-regulação do corpo e mente que lhe permitirá transferir esta competência para o contexto de trabalho.

Paula Rocha foi assessorando a sua equipa de especialistas com várias valências que acrescentam valor às soluções que a empresa oferece aos seus clientes.

Na formação ministrada nas instalações da KEEP Corporate os participantes têm acesso a várias valências, como biblioteca e coffe-breaks saudáveis.

Desenvolve soluções à medida para as empresas, tendo em consideração as suas necessidades.

No que concerne às soluções empresariais a KEEP Corporate oferece soluções customizadas e diferenciadoras. “Não temos formação em catálogo. Todas as nossas propostas resultam de um diagnóstico realizado por nós  ou do diagnóstico realizado pelo cliente.

No decurso das ações alinhamos as estratégias de ensino por aquilo que as pessoas valorizam usando exemplos reais da própria empresa, na medida das necessidades e dos objetivos que a própria quer alcançar”, afirma a nossa entrevistada.

São combinadas diferentes metodologias desenvolvidas pela KEEP Corporate e todos os formandos são constantemente desafiados. por exemplo, a KEEP dispõe de um sistema de gamification para utilizar no período a seguir ao término da formação de forma a garantir períodos de motivação mais extensos e aumentar o impacto da formação. O objetivo é garantir o alcance dos resultados pretendidos.

“Não quero chegar a uma empresa e ser uma simples prestadora de serviços. Quero ser a parceira que está sempre por perto disposta a apoiar os projetos em curso, as mudanças e que ajuda a fazer acontecer” afirma.

Paula Rocha é ainda voluntária em vários projetos e vive num processo de melhoria contínua acreditando que pessoas felizes atingem resultados de excelência.

“Pensar a formação: ação e transformação”

O IV Congresso Nacional da Formação Profissional decorreu no Grande Auditório do ISCTE-IUL, a 20 de abril de 2017. Fotografia de Hugo Alexandre Cruz.

Sob o lema “O Conhecimento constrói-se partilhando” foi possível construir uma base de Recursos Formativos Abertos com mais de 20 mil recursos digitais. Com uma vasta comunidade de aprendizagem ávida por projetos inovadores, foram criados dois grandes espaços de reflexão: O Encontro Nacional de Formadores e o Congresso Nacional da Formação Profissional.

Este último, surgiu pela primeira vez em 2014 e pretendia juntar todos aqueles que participam no sistema de formação profissional em Portugal, para desta forma “Pensar a Formação”, o mote desta iniciativa desde a sua criação.

O V Congresso Nacional da Formação Profissional é uma iniciativa conjunta do Forma-te, ISCTE-IUL, TAP Air Portugal e McDonald´s, com o apoio institucional da ANQEP e IEFP. O evento irá decorrer no dia 10 de Maio, no ISCTE-IUL, em Lisboa. Este ano pretendemos “PENSAR A FORMAÇÃO: AÇÃO E TRANSFORMAÇÃO”.

Queremos, neste congresso, passar um pente fino sobre a FORMAÇÃO que temos e arquitetar a (trans) FORMAÇÃO que se impõe para lidar com uma vivência cada vez mais exigente, em termos pessoais e profissionais. Para tal, traçamos os seguintes quadrantes de reflexão e produção:

> De que forma estamos a fazer a definição das apostas formativas, numa linha de perpetuação ou de transformação?

> Estamos apostados em formar para o cumprimento legal ou para a TRANSFORMAÇÃO (nas pessoas e nas organizações)?

> Quais as metodologias e práticas que podem vir a sustentar um modelo de TRANSFORMAÇÃO?

Toda a existência tem como sinal vital…a AÇÃO. Mas o desenvolvimento das pessoas e do mundo não se resume a isto, sob pena de nos ficarmos pela perpetuAÇÃO! É a partir do momento em que concebemos, ensaiamos e partimos para novas FORMAs de AÇÃO que abraçamos o caminho da evolução, do desenvolvimento.

A aposta, consciente e inconsciente, em dar uma nova FORMA à AÇÃO, em qualquer contexto, em qualquer situação, é uma dinâmica única e de contornos invulgares na sua essência uma vez que revela um paradigma, no mínimo, surpreendente:

-Construímos o futuro no presente com o que trazemos do passado!

Não menos surpreendente, para além de admirável, é que o exercício sistemático de tal dialética, em pessoas e organizações, é a génese da TRANS__FORMAÇÃO! De cada um. Do mundo!

Como refere João Leite (Psicólogo) estamos a atravessar uma nova ÉPOCA NOVA! Época em que FORMAÇÃO nivelou com ”respiração”, fazendo cair a adjetivação de ”contínua” pelo lado do pleonasmo.

Uma nova época em que a FORMAÇÃO e a educação formal nunca estiveram tão próximas e, como tal, tão cúmplices, momento adequado e ajustado para se encontrarem no que as distingue e se livrarem do que as confunde, tudo isto em nome de uma complementaridade que se quer mais produtiva, mais clara e mais eficaz.

Estamos numa nova época em que a FORMAÇÃO, de forma definitiva e corajosa, precisa de se assumir como real dinâmica de desenvolvimento dos contextos onde ganha forma, deixando para trás os contornos de formatação já desenhados, com base em medidas que não traduzem o corpo que pretende vestir, para modificar e desenvolver.

É tempo, pois, de encararmos a formação como um recurso ao serviço dos contextos que dele vão beneficiar, com orientação para resultados visíveis. E que, partindo de uma avaliação séria e objetiva dos resultados até agora conseguidos, seja ela própria, a FORMAÇÃO, um exemplo de transformação, a começar na sua forma de estar, de acontecer, de fazer acontecer.

Não são as épocas que criam as mudanças! São as mudanças que criam as épocas! É tempo de trabalhar a marca distintiva da FORMAÇÃO! Sobretudo ao nível das práticas! Desde o desenho das intervenções formativas até ao apuramento dos resultados produzidos. E que este trabalho de reconstrução tenha a coragem de assumir o caminho do fim para o princípio, ou seja, da avaliação desempoeirada para a conceção séria, única via para a mudança efetiva e consistente como a que a FORMAÇÃO, há já tanto tempo, ambiciona, reivindica e procura.

É neste quadro que reunimos este congresso para apurar, em concreto, o que andamos a ”respirar”, de que forma, com que efeitos e como poderemos aspirar a respirar melhor. E foi com este propósito que procuramos aqueles que nos possam trazer os “ares” para uma respiração de TRANS_FORMAÇÃO!

https://www.forma-te.com/cnfp.php

OPINIÃO DE Mário Martins, Diretor Executivo do Forma-te, Portal da Formação e dos Formadores

600 novos guardas da GNR iniciam hoje formação

Os 600 novos guardas vão iniciar o curso, com a duração de cerca de 1.400 horas, em Portalegre e, após terminarem a formação, vão reforçar o dispositivo da GNR e completar os lugares deixados vagos pelos militares que, entretanto, vão integrar os GIPS e o SEPNA, disse à agência Lusa o porta-voz da corporação, major Bruno Marques.

Segundo o gabinete do Ministério da Administração Interna, o primeiro-ministro, António Costa, e o titular da pasta, Eduardo Cabrita, vão estar hoje em Portalegre a acompanhar o primeiro dia da formação dos novos efetivos.

O porta-voz da Guarda Nacional Republicana adiantou que “não se trata da incorporação de 2018”, sendo a entrada destes 600 novos elementos “extraordinária” e “motivada pelo reforço nos GIPS e SEPNA”, no âmbito da prevenção e combate aos incêndios florestais.

Sobre a forma como vão ser selecionados os 500 militares para os GIPS e 100 para o SEPNA, Bruno Marques explicou que foi feito um convite interno a todos os militares da corporação.

Caso não exista candidatos suficientes entre o efetivo, a GNR vai alargar o convite aos 350 guardas provisórios que estão em formação na Figueira da Foz e que iniciaram o curso em novembro de 2017.

O porta-voz desta força de segurança referiu igualmente que os cursos para os GIPS vão realizar-se em março para os graduados, comandantes, oficiais e sargentos, e em abril para os guardas.

Para o curso no SEPNA ainda não está fechada a data de formação.

Bruno Marques disse ainda que o objetivo é que os cursos para estas duas unidades da GNR estejam concluídos antes de se iniciar o dispositivo de combate a incêndios florestais.

Na semana passada, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que, com este reforço de 500 elementos, os GIPS vão passar a intervir em todo o país.

Atualmente os GIPS estão presentes em onze distritos.

LUSA

Formação: O Sistema Gs1 na Gestão por Categorias

A GS1 Portugal vai realizar, em parceria com a Touchpoint Consulting, uma sessão de formação sobre Gestão por Categorias, destinada a todos aqueles que pretendem saber como aplicar o Sistema GS1 à metodologia internacional de gestão por categorias, percebendo os benefícios da utilização de uma linguagem comum entre os parceiros de negócio. A ação de formação acontece a 27 e 28 de novembro, no Centro de Inovação e Competitividade da GS1 Portugal, sede da GS1 Portugal, em Lisboa.

No contexto de um mercado cada vez mais dinâmico, de crescente concorrência e de um consumidor mais exigente, a colaboração entre os diferentes parceiros de negócio torna-se vital. A exigência é hoje de atualização contínua dos profissionais e empresas.

O que é a Gestão por Categorias?

A gestão por categorias pode ser definida como um processo de parceria entre os retalhistas e os fornecedores que, em conjunto, otimizam a categoria ideal de produto para potenciar a sua venda. Pode ser concretizada em ações promocionais ou na escolha certa para a disposição do produto no ponto de venda, entre outras estratégias.

Orientada a profissionais das áreas de áreas de Vendas, Marketing, Compras, Construção de planogramas e Gestão de espaço e de sortido, entre outros, a formação a realizar integra o conhecimento acerca do conceito de Gestão de Categorias, os seus principais componentes e o processo inerente; o reconhecimento da importância de obter informação completa sobre os produtos e sobre os clientes,  otimizando a relação com os mesmos; e a clarificação da importância das vantagens da utilização do Sistema GS1 na Gestão de Categorias e as respetivas vantagens para o negócio.

O curso possui um custo de 850 euros, possuindo um valor reduzido para os Associados da GS1 Portugal (400 euros).

Informações adicionais sobre o evento e link para inscrição em: http://www.gs1pt.org/formacao-gs1/gestao-por-categorias/ 

Sobre a GS1 Portugal:

Fundada em 1985 pela Indústria da Produção e do Retalho, a GS1 Portugal é uma das 112 organizações-membro da GS1 e a entidade autorizada para gerir o Sistema GS1 em Portugal – desenvolve, adota e implementa normas (standards) que revolucionam a forma de fazer negócios. Perto de 8.000 empresas dos diferentes setores de atividade aderiram e acreditam no Sistema de Normas GS1 para transformar a maneira como trabalhamos e vivemos.

Informações adicionais em http://www.gs1pt.org.

Sobre a TouchPoint Consulting Portugal:

A TouchPoint Consulting Portugal nasceu da necessidade de ajudar os profissionais do retalho e do grande consumo a criar pontos de contacto que permitam de forma autêntica e inovadora melhorar continuamente a sua performance, oferecendo aos seus consumidores e compradores uma experiência única.

Atualmente, a TouchPoint Consulting Portugal conta com a equipa de consultores em Portugal com maior experiência e dinamismo nas áreas de Gestão por Categorias e Shopper Marketing, aliada às melhores soluções tecnológicas existentes no mercado, sendo Preferred Partner da Symphony GOLD.

Primeira formação 100% dedicada à legislação de Proteção de Dados em Portugal

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A APDPO promove a primeira formação 100% dedicada à legislação de Proteção de Dados em Portugal e a adaptação do RGPD à legislação Portuguesa, com a especialista Drª. Inês Oliveira.

As inscrições estão abertas até 17 de novembro.

Veja o programa:

  1. Visão global da legislação europeia – continuidades e novidades do Pacote Proteção de Dados
  2. O RGPD – atores, obrigações, direitos e transferências de  dados
  3. As Orientações do GT do Art. 29 (setores que necessitam de DPO; DPO’s; portabilidade de dados; Autoridade de Controlo)
  4. Outros Regulamentos da União Europeia relacionados com a proteção de dados
  5. Diretivas relacionadas com a proteção de dados e privacidade
  6. O impacto da legislação europeia nas funções do DPO – Bases para um futuro Código Profissional

Para mais informações, sobre o programa e inscrições, consulte a página web da APDPO Portugal.

KCS iT inaugura espaço na cidade do Porto

A KCS iT abre um escritório na cidade do Porto, no ano em que cumpre o seu 9º aniversário. A expansão da consultora a Norte passa por aproveitar a consolidação do Porto como centro de competências global – potenciada pela chegada de novos players internacionais à cidade e por uma cultura local de apoio e incentivo à inovação e ao empreendedorismo – e reforçar a sua lógica de consultoria de proximidade. O espaço localiza-se no Edifício Domus Trindade.

O escritório do Porto da KCS iT arranca com uma equipa de 17 consultores, sendo esperados, até ao final do ano, 30 novos consultores na equipa local da consultora. O processo de recrutamento encontra-se já em curso.

Para Tiago Farinha, Diretor Geral da KCS iT, o percurso da KCS iT é de crescimento sustentado, que parte de tendências e necessidades identificadas no mercado para, através da competência técnica dos nossos consultores e dos processos que desenvolvemos, disponibilizar respostas inovadoras. Esta é uma estratégia que nos tem possibilitado alcançar resultados crescentes e que nos permite ser mais ambiciosos no que respeita a metas propostas e abrangência de atuação. O marco de faturação esperado para este ano e a proximidade acrescida aos nossos clientes no Norte do País constituem duas dimensões que colocam esta consolidação e crescimento em evidência”.

A perspetiva de crescimento da consultora para este ano, e na qual a abertura deste escritório se encontra integrada, passa por potenciar tendências como a Internet of Things (loT), Sistemas Cognitivos e Realidade Virtual (RV) & Aumentada (RA) e ferramentas em Chatbot, vertentes tecnológicas inovadoras que conquistaram relevância acrescida em 2016 e que vão marcar o mercado atual e futuro.

Para além do investimento em território nacional e da oferta de projetos diferenciadores como estratégia de afirmação no mercado para 2017, a consultora vai ainda entrar em novos mercados, com um posicionamento europeu dirigido à Bélgica, Luxemburgo e a Holanda.

Sobre a KCS iT:

KCS iT é uma empresa de serviços de consultoria, outsourcing e formação, especialista em Project Management alinhada com as melhores práticas do PMI®.

Totalmente inovadora na sua área de atuação, a KCS iT traz criação de valor aos seus clientes, na execução de consultoria estratégica, na gestão de projetos em TI para as organizações, através da implementação de boas práticas internacionais do PMI® e na gestão dos projetos singulares dos seus clientes.

LIQUI MOLY é agora parceira da ATEC. “Estamos a apostar nos profissionais de amanhã”

A LIQUI MOLY e a ATEC – Academia de Formação nascida de uma joint-venture entre a Volkswagen Autoeuropa, a Siemens, a Bosch e a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, são agora parceiras numa estratégia comum nos produtos químicos. Esta ligação permite aos mais de 1000 formandos que todos os dias passam pelos vários pólos da academia de formação conhecer, usar e testar os mais de 4000 produtos do catálogo da LIQUI MOLY.

O arranque da parceria decorreu no dia 20 de julho, na sede da Academia, em Palmela, com uma formação para cerca de 150 formandos e formadores da ATEC. Desde o primeiro dia da parceria que a marca alemã disponibiliza todo o seu apoio ao nível de produto e formação, o que vai acontecer ao longo dos próximos anos.  

“Para a LIQUI MOLY este é um passo muito importante porque estamos a associar-nos a uma academia de formação de excelência em Portugal, que segue não só o rigor alemão como possibilita ainda a certificação alemã aos seus formandos de especialização tecnológica. Estamos, acima de tudo, a apostar nos profissionais de amanhã e também na sua formação, um fator fundamental para que o setor evolua e trabalhe cada vez melhor”, explica Matthias Bleicher, diretor-geral da LIQUI MOLY Iberia.

“É um forte investimento que a LIQUI MOLY faz, com total apoio da sede na Alemanha, e que vai permitir que os alunos tenham acesso a produtos da mais alta qualidade para as suas aulas, mas também que conheçam produtos inovadores e tecnologicamente muito desenvolvidos, que garantem soluções comprovadamente eficazes para quem vai entrar no mercado de trabalho nesta área e se quer diferenciar”, acrescenta o responsável da LIQUI MOLY.

Eugénio Bastos, diretor de formação da ATEC, explica que “esta parceria irá ser uma mais valia para o desenvolvimento dos nossos formandos. Encaramos a aposta nesta parceria por parte da LIQUI MOLY como um reconhecimento da qualidade da ATEC. Sendo a LIQUI MOLY uma referência no mercado, esta parceria é também uma questão de notoriedade e reconhecimento.” Além disso, acrescenta, “até agora, esta componente química tinha pouca expressão na nossa formação. Estamos certos que, com esta parceria, será dado um passo significativo no desenvolvimento destas matérias durante a formação dos jovens, o que vai representar posteriormente uma mais-valia em termos de conhecimentos para as empresas que os acolherem.”

Para o responsável pela formação da ATEC “a LIQUI MOLY está a prestar um trabalho pioneiro com muito profissionalismo. A utilização da grande diversidade de produtos que existem e as suas diversas aplicações só serão potenciadas através da formação e/ou informação sólida bem-sucedida. Estamos confiantes que existe um conjunto de iniciativas que podem ser desenvolvidas em comum.” Isto porque, sublinha Eugénio Bastos, “a ATEC procura constantemente qualificar os formandos o melhor possível. Se forem para as oficinas com este conhecimento bem sustentado, de certo que será uma mais valia para todos intervenientes.”

Sadhna Monteiro, diretora de marketing e desenvolvimento de negócio da LIQUI MOLY Iberia acrescenta: “Entre a LIQUI MOLY e a ATEC existe uma clara partilha de valores, nomeadamente ao nível da formação e também da visão Lean Management, que seguimos há muitos anos. Trabalhamos de perto com os nossos parceiros sempre com uma premissa: identificar problemas e apresentar as soluções, sem desperdício”. Este é mais um passo no crescimento da LIQUI MOLY em Portugal mas, sobretudo, “mostra a nossa estratégia de longo prazo e a diferenciação da LIQUI MOLY no mercado. Isto demonstra também uma clara confiança da ATEC na qualidade dos produtos da nossa marca e na estratégia desenvolvida, nomeadamente ao nível da formação, com a LIQUI MOLY Academy”, sublinha.

A equipa técnica da LIQUI MOLY tem contacto direto com os responsáveis de formação da ATEC, por forma a que todos os conteúdos sejam ajustados e trabalhados de forma específica para cada objetivo e grau de qualificação. Estão também previstas ações de formação por parte dos responsáveis de desenvolvimento de produtos da LIQUI MOLY na Alemanha, que se deslocarão a Portugal para apoiar esta parceria. Em Portugal serão ainda ministradas formações aos clientes da LIQUI MOLY num ambiente único como é o da ATEC.

Além de uma zona permanente de exposição do portfólio da LIQUI MOLY, os produtos serão também usados durante a formação prática, integrando o programa de aprendizagem de todas as turmas da área automóvel e também de clientes empresariais. A LIQUI MOLY coloca ao dispor dos formandos também alguns equipamentos, como a máquina Gear Tronic (limpeza e mudança de óleo das caixas de velocidades) ou a Jet Clean, para limpeza dos injetores. Irão decorrer também ações de formação específicas sobre lubrificantes e soluções práticas que a LIQUI MOLY disponibiliza ao mercado, inclusive nos programas de formação de ativos, para quem já está no mercado de trabalho.

Todos os anos passam pela ATEC mais de 1000 formandos, com diferentes graus de conhecimento e todos os conteúdos serão adaptados a cada grupo, desde os jovens que entram com o 9º ano (aprendizagem) até aos que se inserem na Educação e Formação para Adultos (EFA) e os que apostam nos Cursos de Especialização Tecnológica (CET). Na ATEC são ministrados cursos de Nível 4 e Nível 5, financiados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) destinados a desempregados ou a estudantes que querem seguir uma das áreas de aprendizagem da ATEC.

Os formandos da ATEC que iniciam o percurso formativo na modalidade de aprendizagem recebem dupla certificação (12º ano e nível 4 de qualificação). Já os formandos que continuam o percurso formativo enveredando pelos cursos de especialização tecnológica recebem o nível 5 de qualificação e a possibilidade de fazer o exame alemão disponibilizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-alemã o qual, em caso de sucesso, lhes reconhece a certificação abrindo assim mais facilmente as portas das empresas alemãs. Numa outra vertente a ATEC tem também uma vasta oferta para formação para ativos, profissionais já inseridos no mercado de trabalho e programas à medida para formação de colaboradores de empresas do setor.

Uma das mais-valias da ATEC é a formação essencialmente prática que inclui períodos de estágio em empresas parceiras, preparando assim os formandos mais preparados para o mercado de trabalho. A taxa de empregabilidade dos formandos ronda os 86% e a procura por estes profissionais é elevada em todo o país.

Eugénio Bastos, responsável de formação da Academia, explica que “a ATEC tem vindo a ser cada vez mais procurada por jovens que pretendem frequentar os cursos de Mecatrónica Automóvel, mas também por empresas do setor pós-venda que confiam à ATEC a formação contínua dos seus colaboradores”.

A ATEC – Academia de Formação é um projeto idealizado e promovido pela Volkswagen Autoeuropa, Siemens, Bosch e Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, que se materializou em dezembro de 2003 como uma Associação de Formação para a Indústria. Os grandes objetivos da ATEC, desde a sua criação, passaram sempre pela expansão da formação orientada para a prática, pela formação de acordo com standards Alemães (Sistema Dual), transferência e partilha de conhecimento, qualificar os formandos para o mercado, nomeadamente para a indústria em geral e fortalecer a indústria, especialmente os clusters automóvel e eletrónico.

“É urgente intervir nestes contextos de prática clínica”

Qual é o futuro do enfermeiro em Portugal?

A profissão debate-se ainda com algumas questões – velhas questões – que importa resolver para que se possam dar passos seguros rumo ao futuro. Em primeiro lugar, e à parte do reconhecimento que cada cidadão tem pelos enfermeiros, fruto das suas experiências pessoais ou do seu entendimento do papel dos enfermeiros nos serviços de saúde, este profissional continua a não ser considerado no processo de tomada de decisão, seja ele ao nível local (instituições de saúde), ou ao nível estrutural (definição da política de saúde), da forma, ou com o peso que deveria ser, fruto da posição de charneira – e alicerçante – que detém no Serviço Nacional/Regional de Saúde. Outra questão fundamental reside em definir, com clareza, e de forma indiscutível – por parte do Regulador – um modelo para aquilo que se deseja ser o desenvolvimento profissional dos enfermeiros; um modelo que consiga um equilíbrio entre a visão do Regulador, as aspirações pessoais e individuais dos enfermeiros e as necessidades em cuidados de saúde por parte dos cidadãos portugueses. Naturalmente que esta tríade terá de encontrar equivalência numa carreira estruturada, capaz de refletir a elevada diferenciação dos enfermeiros, seja ao nível da especialização, como das competências específicas; isto é um imperativo, mais não seja pelo reconhecimento formal que o corpo de conhecimento, atualmente detido pelos enfermeiros portugueses, necessita ter por parte do Estado e de todas as instituições que atualmente empregam enfermeiros. À parte do que referi, é necessário envidar todos os esforços para que se extermine, em definitivo, as desigualdades entre enfermeiros. Não é aceitável que se continue a empalear esta situação de discriminação entre enfermeiros, detentores de um mesmo corpo de competências, preparados para o mesmo tipo de respostas, e empregados por um mesmo patrão, mas que detêm um vínculo profissional distinto. 

A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros estima que o Serviço Regional de Saúde necessite de mais 291 profissionais. Que principais carências foram identificadas nos centros de saúde? 

Como já tive oportunidade de referir, a acentuada carência de enfermeiros ao nível dos cuidados de saúde primários radica, fundamentalmente, na lógica imediatista, centrada nos cuidados hospitalares, e na ausência completa de estratégia para os cuidados de saúde primários, setor onde se somaram reformas atrás de reformas, que outra coisa não fizeram a não ser empalear os cuidados de saúde primários; a Região Autónoma dos Açores não foi exceção.

Dito isto, as maiores carências estão ao nível das ilhas de Santa Maria, São Jorge, Graciosa e Flores. É urgente intervir nestes contextos de prática clínica, acudindo às situações mais críticas, sendo certo que a entrada imediata de alguns efetivos, ainda que não na proporção da real necessidade, já traria um alívio imediato que muito necessário é. O trabalho que foi levado a cabo foi sério e rigoroso e constitui uma ferramenta fundamental para a Secção Regional e o Governos Regional dos Açores monitorizarem o défice estrutural de enfermeiros na Região.

O que seria necessário ou urgente para melhorar o Serviço Regional de Saúde? 

Antes mesmo de falar daquilo que é necessário no Serviço Regional de Saúde dos Açores, é importante não perder de vista o feito que é a sua existência. Tomemos nota, por um instante, de que estamos a falar numa realidade com nove ilhas, todas habitadas, com idiossincrasias muito próprias, não esqueçamos que a opção por medidas anti-desertificação, como seja a disponibilização, em todas as ilhas, de uma infraestrutura de saúde capaz de dar resposta às necessidades imediatas das populações e, uma vez esgotada esta capacidade, transferir os cidadãos açorianos para um dos três centros com maior diferenciação, tem um custo, um custo que é também o custo da autonomia, e que é, simultaneamente, um valor intrínseco ao ser-se ilhéu. Neste momento o maior desafio do Serviço Regional de Saúde reside na determinação ou aproximação à razão ótima de titulação entre a sua sustentabilidade e a definição clara de que serviços, ou valências, serão de disponibilizar em todas as ilhas e quais, necessariamente, terão de ser centralizadas, mais do que por uma lógica economicista, por uma lógica de segurança e qualidade assistencial. Contudo, e para que este trabalho possa ser empreendido, há que trabalhar a população, e trabalhar a população implica prepara-la e esclarecê-la.

Este processo não é compatível com o jogo do toca e foge da governação e das oposições, não é compatível com o discurso demagógico que se profere nas cadeiras dos hemiciclos, em que toda e qualquer tentativa de reforma é cilindrada e destruída antes mesmo de ter tido uma oportunidade de ver a luz do dia, mas não é, sobretudo, compatível, na ausência de um compromisso sério, forte e equilibrado, entre todas as forças políticas, que procure um horizonte mais alargado do que o horizonte ditado pelos calendários eleitorais, compromisso este que deve tangenciar o sentido de serviço público a que todos aqueles que foram eleitos ou nomeados para os cargos que ocupam estão obrigados. 

A SRRAAOE e a Universidade dos Açores (UAç) assinaram um Acordo de Cooperação que levará à criação de uma nova Pós-Graduação em Enfermagem do Trabalho, a iniciar no próximo ano letivo 2017/2018. Que importância assume esta parceria? 

Quando se está inserido num contexto geopolítico e social como é aquele que subjaz à Região Autónoma dos Açores é natural procurar-se parceiros que, de certa forma, e numa lógica de complementaridade podem contribuir, permitam que trilhemos o caminho que escolhemos trilhar materializando os nossos objetivos e suportando os compromissos que assumimos com aqueles que nos elegeram.

Dito isto, e em primeiro lugar, esta pós-graduação, ou melhor, a criação de condições para que esta pós-graduação pudesse ocorrer, havia sido uma promessa eleitoral, vertida no plano de ação sufragado pelos enfermeiros açorianos em dezembro de 2015, pelo que tinha de ser cumprida. Paralelamente, a inexistência desta oferta formativa nos Açores representava uma lacuna muito considerável para todos aqueles que exercem Enfermagem do Trabalho na Região e que, pela penosidade (pessoal, profissional e financeira) estavam impossibilitados de a frequentar no continente português. Esta condição de inacessibilidade poderia condicionar, em última instância, a própria autorização para o exercício da Enfermagem do Trabalho por parte destes enfermeiros, pelo que era fundamental intervir. O processo foi trabalhoso, obrigou a diversas reuniões preparatórias, a negociações, mas culminou com a assinatura do acordo projeto, ele próprio sob a vigência de um acordo mais amplo, um convénio estratégico, que, de forma indiscutível, aproxima estas duas entidades, parceiras naturais. 

ENSINO SUPERIOR 

Olhando para o panorama geral do ensino superior em Portugal, estamos a formar bons profissionais da saúde? 

Num tempo em que tanto falamos em mercados e em que tanto olhamos para o comportamento do mercado para aferir sobre a nossa condição, olhemos, pois, para o mercado de trabalho internacional para aferir se estamos a formar bons profissionais de saúde. A resposta é clara, de uma forma geral, e muito particularmente no que aos enfermeiros diz respeito, estamos a formar muito bons profissionais, não fossemos nós tão requisitados por tantos países. Os profissionais são tão bem formados que continuam a sair sem que consigamos estancar esta sangria de capital humano; investimos milhões euros todos os anos – o contributo de cada um de nós em sede do esforço fiscal a que estamos sujeitos e obrigados – para que outros logrem com o que de melhor nós temos. Nada disto estaria errado se tivéssemos excesso de profissionais de saúde, se os quadros dos serviços públicos evidenciassem excesso de pessoal, mas não é o caso, e todos os dias nos chegam notícias do custo efetivo, para profissionais e utentes, que este flagelo acarreta: sobrecarga, fadiga, exaustão, maior potencial para erro humano, dificuldade no atendimento, comorbilidades acrescidas, morte… Até quando iremos alimentar este estado de coisas? Até quando vai o cidadão aceitar isto?

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