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Mais de 850 voluntários juntam-se para reflorestar áreas ardidas

Mais de 850 voluntários, de 63 entidades, juntam-se amanhã por todo o país para reflorestar o território em áreas ardidas e degradadas e para limpar e reabilitar áreas residenciais e espaços públicos que necessitam de intervenção. Toda esta atividade será desenvolvida no âmbito da iniciativa GIRO – GRACE, Intervir, Recuperar e Organizar – a maior iniciativa de voluntariado corporativo existente no nosso país. Refira-se que o GIRO já contou com a participação de mais de 7.000 voluntários nas suas já 11 edições.

Na sequência do flagelo dos incêndios que atingiram proporções catastróficas em 2017, e em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, o GRACE considerou estratégico dedicar esta 12ª edição do GIRO a ações de prevenção de incêndios em territórios ardidos ou degradados e à recuperação de áreas públicas comuns.

Mais uma vez, centenas de profissionais de 63 organizações, 57 das quais empresas associadas do GRACE, trocam os seus locais de trabalho para recuperar voluntariamente oito zonas do país: Valongo, Penela, Sintra, Lisboa, Barreiro, Funchal, na Madeira e S. Miguel, nos Açores.

Em cada uma das oito zonas de intervenção, o GRACE conta ainda com o apoio de entidades dedicadas ao ambiente, à natureza ou ao património: Futuro–Projeto das 100 mil árvores, Associação de Produtores e Proprietários Florestais do Concelho de Penela (FLOPEN), Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A., Gebalis, E.M., S.A., Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio Coina, Departamento de Conservação de Natureza e Florestas (DCNF) do Algarve e Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves (SPEA).

Empresas associadas do GRACE participantes: A. Silva Matos, Auchan; Biorumo, BSD Consulting, CORE, Delta Cafés, DHL, Esposende Ambiente, Essilor, Europcar, everis, Fundação BP, Fundação EDP, Fundação Manuel António da Mota, Fundação Montepio, Fundação PT, Gebalis, Groundforce, Grupo CH, Inspira Santa Marta Hotel, J Walter Thompson, Klepierre, Laranja Mecânica, Lift Consulting, Lipor, Makro, McDonald’s, Michael Page, Miranda & Associados, MLGTS, Moneris, MSD, Neya Lisboa Hotel, Pfizer, Portugália, Prio, Prosegur, Quasar, Resiquímica, Ritz Four Seasons Hotel, RTP, Sair da Casca, Santander Totta, SDL, Servilusa, Sérvulo & Associados, Trivalor, TurnAround Social, Unicer, Universidade Europeia, Vale de Lobo, ViaDireta, VdA, wDMI, Widex e Xerox.

Entidades convidadas: CECD Mira Sintra, Universidade Portucalense, ISCAL, ISCSP, Instituto Superior Técnico e Universidade de Aveiro.

Sobre o GIRO:

Iniciativa de voluntariado corporativo com maior dimensão nacional que já contou, nas suas onze anteriores edições, com cerca de 7.000 voluntários de empresas associadas do GRACE. No âmbito do GIRO são realizadas várias intervenções de um dia a nível nacional, tendo como objetivo trabalhar, por exemplo, a inclusão social, a defesa dos animais ou a recuperação de espaços naturais.

Sobre o GRACE:

O GRACE é uma associação empresarial pioneira, exclusivamente dedicada à promoção da Responsabilidade Social Corporativa. O GRACE reúne 158 empresas, das mais variadas dimensões e setores de atividade, empenhadas em aprofundar o seu papel no desenvolvimento social das pessoas e das organizações, partilhando a missão há muito assumida: refletir, promover e desenvolver a responsabilidade social corporativa em Portugal.

“A boa liderança não tem género”

Paula Guimarães é Presidente do GRACE – Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial desde 2013. Como recebeu este desafio?

Com muita satisfação, mas com sentido de responsabilidade. O GRACE é a maior associação de empresas na área da responsabilidade social, reunindo 150 entidades de todos os setores de atividade, dimensões e percursos e é um enorme desafio corresponder às múltiplas expectativas.

Quando assumiu a liderança do GRACE afirmou que era cada vez mais importante e imperativo sensibilizar as empresas para as práticas de responsabilidade social e para o compromisso que devem assumir para com o país. E hoje? Por onde passam os objetivos do GRACE?

Continua a ser preciso fazer esse trabalho. As empresas portuguesas estão no bom caminho e todos os dias encontramos bons exemplos, mas é preciso estimular as parcerias, a ligação ao território e à comunidade envolvente, a coerência entre responsabilidade interna e externa, a transparência e a convergência da cadeia de valor. Ainda faltam muitas frentes de atuação.

Diz que “vivemos hoje um tempo de descredibilização e dessacralização generalizada das formas de exercício do poder, que põe à prova os líderes e a sua estratégia”. O que é preciso nos dias de hoje para uma boa liderança?

É preciso ser autêntico! As pessoas são cada vez mais exigentes relativamente aos decisores e aos detentores do poder. É importante liderar pelo exemplo, exercer as funções com a noção da sua transitoriedade, com espírito de serviço e em colaboração. Investir  o máximo no mínimo que se faz. O GRACE tem trabalhado intensamente este tema, procurando refletir sobre as dificuldades de liderar neste tempo de profunda e rápida mudança.

E quanto a si o que a caracteriza enquanto líder?

Não somos nós que nos qualificamos como líderes, mas o que procuro fazer é inspirar e motivar os que trabalham comigo.

Fazê-los acreditar que vale a pena e que temos todos uma missão. O mais difícil é garantir a auto motivação permanente. Temos que ser, antes de mais, líderes de nós próprios.

A desigualdade de género que a sociedade ainda enfrenta é uma realidade para si? Em algum momento, durante o seu percurso profissional, o facto de ser mulher significou um obstáculo para a sua ascensão?

Continua a verificar-se desigualdade de género e há um caminho árduo a percorrer. Não vivi diretamente nenhuma discriminação mas pertenço a uma minoria e é preciso ter a noção da realidade vivida por muitas pessoas.

Por outro lado, importa desconstruir a ideia de que desempenhar funções de coordenação é uma “ascensão”. A liderança deve ser entendida como um exercício de aperfeiçoamento e uma das coisas de que discordo é com o facto de muitas vezes se encarar a chegada a um cargo de chefia como um processo irreversível de escalada.

Fala em liderar para a diversidade. Em que sentido?

Creio que é importante dizer que o combate às desigualdades, que é, aliás, um dos objetivos de desenvolvimento sustentável, abrange muito mais do que o género.  Diz respeito à idade, à condição económica, à orientação sexual, etc.

Liderar para a diversidade significa valorizar as diferenças, rentabilizá-las a favor da organização, tirando partido da multiplicidade de vivências e perspetivas. A promoção da diversidade é uma alavanca de inclusão.

Que mensagem gostaria de deixar aos novos líderes e, em especial, às mulheres líderes?

A boa liderança não tem género. É fundamental ser verdadeiro, próximo, empenhado. Acreditar em si próprio, nos outros, saber olhar à volta e antecipar o futuro. Há mulheres e homens capazes de serem bons líderes e precisamos de todos a construir em conjunto.

 

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