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Médicos ameaçam com três dias de greve

A decisão foi transmitida aos jornalistas no final de uma reunião do Fórum Médico, que decorreu na sede da Ordem dos Médicos, por dirigentes do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

“O ministro da Saúde [Adalberto Campos Fernandes] está a faltar a um compromisso que está a conduzir a uma degradação do Serviço Nacional de Saúde e dos cuidados primários e hospitalares”, declarou o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha.

De acordo com o dirigente, a falta de respostas aos problemas apresentados pelas organizações representantes dos médicos, leva-os a “mostrar o cartão vermelho” ao Ministério da Saúde.

LUSA

Açores: Professores iniciam greve de três dias

A paragem vai durar até sexta-feira, o que motivou o secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, a declarar na semana passada que o sindicato confundiu uma greve com um “prolongamento de férias”, mesmo reconhecendo que a greve é um “direito inalienável de todos os trabalhadores”.

Na resposta, o presidente do SDPA, José Pedro Gaspar acusou o executivo regional de “prolongar a austeridade” para o setor, ao mesmo tempo que “ataca” a imagem dos docentes com declarações “inaceitáveis”.

“Aquilo que foi afirmado (…) é ofensivo para a classe docente, visa denegrir a imagem dos professores e educadores de infância que servem o sistema educativo regional, e isso para nós é absolutamente inaceitável”, considerou José Pedro Gaspar.

O Governo dos Açores sublinhou já que, a partir deste ano, cerca de 2.000 professores serão abrangidos nos Açores pelas progressões na carreira docente.

O Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), outra força sindical da classe na região, não convocou greve para os dias em causa.

LUSA

Trabalhadores dos registos e notariado iniciam hoje greve

Em comunicado, o sindicato criticou o Governo pela não inclusão no projeto de revisão das carreiras de várias exigências, designadamente a licenciatura em Direito para ingresso na carreira dos Oficiais dos Registos.

“Todas as outras carreiras estão a ser valorizadas e nós não podemos ficar de fora. O avanço faz-se com um salto para a frente. Para o ingresso já foi exigido a 4.ª classe, o 6.º ano, o 9.º ano, o 11.º ano e agora tem que ser a licenciatura em Direito!”, defende o STRN.

Outra das reivindicações prende-se com a manutenção da carreira pluricategorial dos oficiais em três categorias. “Informámos que atualmente temos cinco categorias, tendo assim abdicado de duas com todo o sentido de responsabilidade, mas ainda assim o Governo não aceita”, alega o sindicato.

O STRN pretende ainda o reconhecimento que atualmente os oficiais dos Registos desempenham tarefas com “o grau de complexidade funcional 3”, observando, entre outros pontos, que, desde sempre, os oficiais dos registos substituem os conservadores, bem como recebem delegação de competências.

“Acresce ainda dizer que há Conservatórias a serem chefiadas por oficiais dos registos há décadas. Assim, conclui-se que se fizemos e continuamos a fazer o trabalho é porque temos mérito e competência, razão pela qual todos temos de exigir esse reconhecimento”, conclui o sindicato.

O STRN salienta que esta greve também comporta um forte protesto para que sejam resolvidos todos os problemas que constam da agenda sindical, nomeadamente condições de trabalho, abertura de concursos, acabar com as mobilidades, integração dos trabalhadores do notariado e adjuntos nas respetivas carreiras, falta de transparência e equidade.

LUSA

Trabalhadores da Autoeuropa aprovam nova greve em fevereiro

“Durante os plenários, houve um trabalhador que apresentou uma proposta de greve. Em seis plenários houve um que votou contra e cinco votaram a favor”, disse o coordenador da CT.

Segundo Fernando Gonçalves, durante os plenários foi também apresentado um caderno reivindicativo da CT, que será, posteriormente, apresentado à administração da Autoeuropa, mas que “ainda não é um documento fechado” porque vai ser submetido a discussão durante o mês de janeiro.

“É um documento de 24 pontos que incluiu várias matérias, como prémios por objetivos, progressão nas carreiras, seguro de saúde, apoio escolar, bem como uma proposta de aumentos salariais de 6,5% em 2018”, disse.

No que respeita ao diferendo sobre o novo horário imposto pela administração para vigorar de fevereiro a julho de 2018, e que inclui a obrigatoriedade do trabalho ao sábado, para cumprir o objetivo de produzir 240 mil veículos T-Roc na fábrica de Palmela em 2018, Fernando Gonçalves disse tratar-se de uma situação que não se verifica noutras fábricas do grupo alemão.

“Nos contactos que tive com outras fábricas do grupo Volkswagen], na Alemanha, na Argentina, no México, no Brasil, vi outros horários, outras formas de trabalhar, de segunda a sexta-feira, em que se fazem acordos para o trabalho ao sábado e ao domingo. E as pessoas são remuneradas nesses dias”, disse Fernando Gonçalves, relembrando que, além das divergências sobre questões pecuniárias, os trabalhadores da Autoeuropa também não concordam com a obrigatoriedade de trabalharem ao sábado.

“Nos acordos de outras fábricas da Volkswagen, o que está previsto é que, quando é preciso trabalhar aos sábados, paga-se. Parece que aqui pretendem implementar um horário que sirva de exemplo para o resto do grupo, parece que temos de ser a cobaia para algo diferente. E nós não queremos”, reforçou Fernando Gonçalves.

O coordenador da CT da Autoeuropa adiantou que a próxima reunião sobre o novo horário com a administração da Autoeuropa está prevista para o dia 05 de janeiro, mas lembrou que, na reunião da passada segunda-feira, a administração lhes transmitiu que não havia nada para negociar.

“Depois da reunião da passada sexta-feira com o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, o que ficou combinado foi que retomaríamos as negociações na segunda-feira, o que aconteceu. Mas quando chegámos a essa reunião, o que nos foi comunicado pela administração foi que não havia nada para decidir, que iam impor o horário anunciado”, disse.

“Eles [a administração da Autoeuropa] assistiram a todos os plenários, perceberam bem qual foi o `feedback dos trabalhadores. É bom que reflitam sobre aquilo que se está a passar e é bom que tomem uma posição diferente da que estão a tomar agora”, acrescentou Fernando Gonçalves, convicto de que há um “sentimento de revolta” dos trabalhadores, “devido a um acumular de situações ao longo dos últimos anos”.

Depois da rejeição de dois pré-acordos sobre os novos horários negociados previamente com os representantes dos trabalhadores, a administração da Autoeuropa anunciou a imposição de um novo horário transitório, para vigorar no primeiro semestre de 2018, e a intenção de dialogar com a CT no que respeita ao horário de laboração contínua, que deverá ser implementado em agosto, depois do período de férias.

O novo horário transitório, que entra em vigor nos últimos dias do mês de janeiro, com 17 turnos semanais, prevê o pagamento dos sábados a 100%, equivalente ao pagamento como trabalho extraordinário, acrescidos de mais 25%, caso sejam cumpridos os objetivos de produção trimestrais.

No passado mês de julho, 74% dos trabalhadores da Autoeuropa rejeitaram um primeiro pré-acordo sobre os novos horários e fizeram um dia de greve (30 de agosto), a primeira por razões laborais na fábrica de automóveis de Palmela. Um segundo pré-acordo negociado com a nova Comissão de Trabalhadores liderada por Fernando Gonçalves também foi rejeitado pela maioria dos trabalhadores.

LUSA

Adesão à greve dos trabalhadores dos CTT nos turnos da noite foi de 80%

Em declarações à agência Lusa às 08:15, Vítor Narciso adiantou que a adesão à greve de dois dias, por melhores condições de trabalho e pela salvaguarda dos postos de trabalho, atingiu já de forma significativa os turnos que tiveram início às 21:00 e às 22:00 de quarta-feira e às 00:00 de hoje.

“Quando se iniciou o turno da noite a adesão estava em 80% nas três centrais de correio: Lisboa, Porto e Coimbra. As perspetivas para os turnos da manhã são boas. Só vamos ter dados mais tarde, porque temos de verificar cerca de 900 locais de trabalho”, disse.

Contactada pela Lusa, a empresa remeteu dados para mais tarde.

Na terça-feira os CTT, que empregam 12 mil trabalhadores, dos quais cerca de sete mil são da área operacional (rede de transportes, distribuição e carteiros), divulgaram um plano de reestruturação que prevê a redução de cerca de 800 postos de trabalho nas operações da empresa ao longo de três anos, devido à queda do tráfego do correio.

De acordo com o SNTCT, a Comissão Executiva dos CTT informou os representantes dos trabalhadores de que pretende reduzir o número de trabalhadores, entre 600 e 700, durante os próximos três anos, com especial incidência em 2019 e 2020.

O SNTCT lembrou que o pessoal foi sendo reduzido de tal forma que a qualidade do serviço está posta em causa.

No arranque da greve, na quarta-feira à noite, estiveram junto à central de distribuição em Cabo Ruivo, em Lisboa, a prestar solidariedade aos trabalhadores, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, e o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, bem como o deputado do Bloco de Esquerda, José Soeiro.

A paralisação foi também convocada pelo Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços (SINDETELCO), filiado na UGT.

LUSA

Ryanair: Já não há greve quarta-feira

O sindicato maioritário irlandês Impact, ao qual está filiada a Ialpa, comunicou à Ryanair que se vai reunir com a sua direção na terça-feira e que suspende a greve programada para o dia seguinte, que afetaria um número significativo de voos com partidas de aeroportos da Irlanda.

A companhia aérea irlandesa de baixo custo anunciou na sexta-feira uma “mudança radical” da política laboral, depois de reconhecer, pela primeira vez nos seus 32 anos de história, os sindicatos independentes dos seus trabalhadores.

Os pilotos da Ialpa, que estão contratados diretamente pela transportadora, decidiram na passada terça-feira marcar uma greve para pedir à Ryanair para aceitar o seu sindicato e negociar de forma coletiva as suas condições laborais, à margem dos orgãos representativos internos que, até agora, só estavam reconhecidos pela direção.

“O sindicato apoia a posição de princípios adotada pelos pilotos da Ryanair, que tornou possível este avanço, e sublinha que estão dispostos a estabelecer uma relação positiva com a direção da Ryanair”, sublinha num comunicado.

Perante a pressão dos pilotos, o presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary, viu-se obrigado na passada sexta-feira a anunciar uma viragem histórica na gestão laboral da empresa para evitar, segundo afirmou, greves noutras bases europeias durante a época do Natal.

O’Leary explicou que enviou cartas para explicar a decisão de reconhecer os sindicatos independentes a grupos de pilotos, em Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Reino Unido e Irlanda para os convidar a sentarem-se e dialogar com a empresa.

Num comunicado divulgado no domingo, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) anunciou que os pilotos da companhia aérea Ryanair decidiram suspender a greve em Portugal agendada para o dia 20 de dezembro.

“O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) informa que a greve dos pilotos da Ryanair em Portugal prevista para o dia 20 de dezembro foi suspensa, A decisão da Ryanair em reconhecer o SPAC como a organização representativa dos seus pilotos em Portugal e o seu compromisso em iniciar negociações com o objetivo de estabelecer um acordo de empresa levaram à tomada desta decisão”, lê-se no comunicado.

Pilotos da Ryanair com base em Portugal anunciam greve

“Face ao fracasso da administração da Ryanair em dialogar com os representantes escolhidos pelos pilotos, foi convocada uma greve de 24 horas para os pilotos com base em Portugal, no dia 20 de dezembro, a partir das 00:00”, avançou o SPAC, em comunicado.

Para o sindicato, “a decisão de greve nunca é fácil, mas a recusa contínua da Ryanair em negociar com os pilotos de forma justa e transparente” não deixou outra opção.

No entanto, o SPAC admite que a greve pode ser cancelada, caso a administração da companhia aérea mostre abertura para o diálogo com vista à negociação coletiva e reconhecimento da Comissão de Empresa do sindicato dos pilotos.

“São os pilotos que mantêm a chave para abrir a porta ao crescimento e expansão que irão maximizar os retornos aos acionistas. Consideramos que é especialmente preocupante que a gestão prefira cancelar aviões durante o período de pico do verão de 2018, do que comunicar com os seus pilotos de forma a arranjar soluções para os problemas dos aviões”, lê-se no documento.

O SPAC disse ainda que se reserva “no direito de adotar novas medidas, caso a Ryanair continue a recursar-se a negociar de forma construtiva”.

No dia 12 de dezembro, os pilotos da Ryanair que têm base na Irlanda anunciaram que vão estar em greve no dia 20 de dezembro.

Os pilotos da Ryanair em Itália anunciaram também uma paralisação de quatro horas para a próxima sexta-feira, dia 15, e os pilotos da companhia com base na Alemanha afirmaram que podem igualmente aderir ao movimento grevista.

A companhia aérea irlandesa ameaçou os seus funcionários que façam greve em Itália com retaliações, suscitando hoje a cólera do Governo italiano e dos sindicatos, que mantêm a paralisação para 15 de dezembro.

“É indigno. Não é o meu domínio de competência, mas penso que é preciso intervir. Não podemos estar no mercado e beneficiar apenas das vantagens sem respeitar as regras”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Económico, Carlo Calenda, aos jornalistas.

LUSA

Mais de 200 mil utentes foram já afetados pela greve dos técnicos de diagnóstico

Luís Dupont, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, explicou à agência Lusa que os principais efeitos desta greve se sentem no adiamento de exames de rotina, mas também nas consultas externas.

Também a cirurgia programada, assim como as efetuadas no âmbito da recuperação das listas de espera, está a ser afetada por esta paralisação por tempo indeterminado.

Segundo Luís Dupont, o protesto vai continuar até existir pelo menos uma calendarização do processo negocial firmado entre o Ministério da Saúde e os representantes sindicais.

O dirigente sindical lembrou que o ministro da Saúde, ouvido há uma semana no parlamento sobre o Orçamento de Estado, disse aos deputados que iria em breve apresentar uma proposta aos sindicatos, o que ainda não aconteceu.

Luís Dupondt acrescentou que na semana passada existiram contactos informais entre os sindicatos e a tutela, sem que tivesse resultado a apresentação de qualquer protocolo com vista ao início das negociações.

Frente ao hospital Santa Maria, em Lisboa, estão hoje de manhã concentradas várias dezenas de técnicos de diagnóstico e terapêutica, com alguns dos profissionais a exibirem cartazes a reclamar “Justiça e Equidade”.

Os sindicatos do setor pretendem o cumprimento dos acordos assinados, a apresentação concreta de proposta de deem expressão prática às novas carreiras e lutam contra o bloqueio das negociações.

Segundo os sindicatos do setor, tinha sido acordado com o Governo uma quota de 30% de lugares de topo de carreira para estes profissionais. Contudo, em Conselho de Ministros, essa quota foi diminuída para 15%, uma situação que indigna os trabalhadores.

Os profissionais exigem “a reposição do acordo firmado e violado pelo Governo em Conselho de Ministros, reduzindo a quota dos técnicos de diagnóstico e terapêutica do topo da carreira em 50%, impedindo a progressão normal dos profissionais das categorias inferiores”.

LUSA

Greve: Fenprof vai fazer exigências ao Governo

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Fenprof antecipa que uma hora vai ser pouco para a ronda negocial de quinta-feira, dado o “distanciamento que existe entre as posições do Governo e a dos Professores e Educadores”.

Uma delas tem a ver com a recuperação integral dos mais de nove anos em que as carreiras estiveram congeladas, que a Fenprof quer que seja consagrada já no Orçamento de Estado para 2018, que está em discussão no parlamento, mas que o Governo não está disposto a aceitar.

“Vai haver uma forma de a contagem da carreira docente ser, de alguma forma, recuperada. Veremos com os sindicatos com que faseamento”, confirmou hoje a secretária de Estado Alexandra Leitão durante a audição no parlamento, no âmbito do debate orçamental na especialidade, referindo porém que a reposição não será contemplada na próxima proposta.

Saudando os professores que com a greve deram “um excelente contributo” para que as posições dos sindicatos vinguem, a Fenprof salienta que a adesão coloca a paralisação “no patamar mais elevado” dos protestos que os professores já fizeram.

Caso o resultado da reunião de hoje “não seja positivo”, a federação pretende “desencadear novas formas de luta tão ou mais fortes do que a que hoje teve lugar”.

A Fenprof também se vai reunir com os deputados do PSD na Assembleia da República.

Médicos de todo o país estão hoje em greve

A greve é marcada pelos dois sindicatos médicos, que se dizem “empurrados para o mais forte grito de protesto”, depois de um ano de “reuniões infrutíferas no Ministério da Saúde”.

Num comunicado divulgado pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM), os sindicalistas consideram que o ministro da saúde “não foi sensível aos problemas” dos profissionais nem aos problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os sindicatos pretendem uma redução das listas de utentes por médicos de família e uma redução de 18 para 12 horas semanais no serviço de urgência.

É ainda reclamada uma reformulação dos incentivos à fixação em zonas carenciadas, uma revisão da carreira médica e respetivas grelhas salariais e a diminuição da idade da reforma para os médicos, entre outras medidas.

A greve nacional de médicos, decretada pelo SIM e pela Federação Nacional de Médicos (FNAM) deve afetar consultas e cirurgias programadas, mas estão assegurados os serviços mínimos, como urgências, quimioterapia, radioterapia, transplante, diálise, imuno-hemoterapia ou cuidados paliativos em internamento.

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