Sexta-feira, 23 Junho, 2017
Tags Post com a tag "Incêndios"

Tag: Incêndios

Incêndio em Góis dominado

O incêndio em Góis, no distrito de Coimbra, foi dado como dominado hoje às 07h41, informou aos jornalistas no local o comandante operacional, Carlos Tavares.

O fogo que lavrava desde sábado lavra chegou a ter cinco frentes ativas, mas a diminuição da temperatura e o aumento da humidade registados durante a noite de quarta-feira e a madrugada de hoje ajudaram no combate às chamas.

Ainda assim, os cerca de 1.200 operacionais apoiados por 400 viaturas vão permanecer no terreno.

“Há fortes possibilidades de reacendimentos”, justificou Carlos Tavares. “Não podemos aliviar” a intervenção e “há ainda muito trabalho pela frente”, destacou o comandante, admitindo o surgimento de novos focos de incêndio ao final de manhã, início da tarde, período no qual se prevê temperaturas mais elevadas.

O trabalho no terreno passa agora por “detetar pontos quentes e trabalhar nestes” com máquinas de rasto, de forma a remover a carga térmica para evitar risco de reacendimentos.

O comandante operacional indicou ainda que as pessoas deslocadas das aldeias evacuadas começam hoje a regressar às suas casas.

Foram evacuadas, ao todo, 27 aldeias, dos concelhos de Góis e de Pampilhosa da Serra, envolvendo um total de cerca 200 pessoas, das quais cinco já puderam regressar às suas casas.

Estima-se que haja 30 mil hectares de área afetada, não sendo ainda possível determinar a área ardida. “Esse trabalhos será feito nos próximos dias pela GNR”.

Incêndios: “Nenhum avião ao serviço da Proteção Civil caiu”

Uma fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil tinha informado que um avião Canadair de combate aos incêndios, que operava no fogo de Pedrógão Grande, tinha caído na tarde desta terça-feira, 20 de junho.

No entanto, o comandante operacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, no ‘briefing’ aos jornalistas em Avelar, Ansião, garantiu que “não tinha conhecimento de nenhuma aeronave ao serviço da proteção civil que tivesse caído”.

Durante duas horas surgiram várias informações com confirmação de fonte oficial que davam conta da queda de um avião, mais precisamente de um Canadair.

Às 17h14, a agência Lusa noticiava: “URGENTE: Pedrógão Grande: Avião Canadair despenhou-se no combate às chamas”. A notícia citava uma fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil: “Um avião Canadair de combate aos incêndios, que operava no fogo de Pedrógão Grande, caiu hoje à tarde, disse à agência Lusa fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil. A mesma fonte informou que se encontra a caminho do local um helicóptero do INEM.”

Dezassete minutos mais tarde, a agência Lusa voltava a atualizar a informação e de novo eram citadas fontes oficiais. “O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) indicou à Lusa que foi informado da queda da aeronave na zona de Pedrógão Grande, durante esta tarde, acrescentado que uma equipa deste organismo vai deslocar-se para o local para, em conjunto com a Proteção Civil, proceder às operações. O avião despenhou-se na zona de Ouzenda, Pedrógão Grande, e não é nenhum dos dois Canadair contratados por Portugal, segundo a fonte da ANPC.”

O relato continuou em vários meios, incluindo o SAPO 24 que tentou, sem êxito, contactar o Ministério da Administração Interna, o INEM, a Autoridade Nacional de Proteção Civil, sem que obtivéssemos qualquer resposta, mesmo em casos de contacto directo.

Às 18h16, nova atualização da agência Lusa. Pedrógão Grande: Helicóptero da Força Aérea empenhado nas buscas por Canadair. E a respetiva notícia: “Um helicóptero EH 101 da Força Aérea Portuguesa (FAP) de busca e salvamento foi ativado para participar nas operações para encontrar um avião Canadair que hoje caiu quando combatia o incêndio de Pedrógão Grande, Leiria. Fonte da FAP indicou à agência Lusa que o EH 101 vai descolar da Base Aérea N.º6, no Montijo, e seguir para a zona de Pedrógão Grande para ser empenhado nas operações de busca.

Finalmente, e no seguimento do briefing realizado com atraso – e que arrancou com o comandante Vaz Pinto a pedir desculpas por isso mesmo e a referir aos jornalistas “que pensam que sabem qual foi o motivo deste atraso” –  a Lusa publicou às 19h11 nova informação: Pedrógão Grande: “Nenhum avião ao serviço da Proteção Civil caiu” – Comandante operacional. “O Comandante operacional da Proteção Civil, Vaz Pinto, negou que tivesse caído alguma aeronave nas operações de combate aos incêndios que estivesse ao serviço da Autoridade Nacional de Proteção Civil. “Não tenho conhecimento de nenhuma aeronave ao serviço da proteção civil que tenha caído”, disse Vítor Vaz Pinto em Avelar, Ansião.

Aludindo à possibilidade de ter ocorrido outro evento que induzisse em erro, falou na hipótese da explosão de uma ‘roulotte’ e admitiu o envio de equipas de buscas para o local.

“Havia uma ‘roulotte’ abandonada com botijas de gás, e eventualmente isso pode ter explodido», disse.

Foi esta a evolução de uma notícia ao longo de duas horas, com várias fontes oficiais a serem citadas, sem que esteja explicado como isso aconteceu.

Pedrógão Grande: Tudo o que já se sabe de uma das maiores tragédias

O número de vítimas mortais no incêndio que deflagrou na tarde de sábado em Pedrógão Grande não para de subir. São já 62 as vítimas mortais, civis, pelo menos 47 das quais apanhados pelas chamas quando circulavam por estradas.

O “cenário é horrível”, descreve o secretário de Estado da Administração Interna. Famílias inteiras encontradas mortas, carbonizadas, dentro dos carros onde tentaram fugir ao fogo.

Este é o incêndio mais mortífero das últimas décadas em Portugal e o Governo já anunciou que serão decretados três dias de luto nacional. Para além disso, António Costa também já fez saber que as escolas serão encerradas e os exames nacionais dos estudantes locais serão adiados.

Numa mensagem ao país, esta noite, Marcelo Rebelo de Sousa falou na necessidade de o país se manter unido como um só. “Nos instantes mais difíceis da nossa vida como nação, somos como um só, por Portugal”, disse, referindo que esta tragédia lhe deixa com um sentimento de “injustiça”.

Há ainda a registar 62 feridos, incluindo bombeiros, e centenas de desalojados, com muitas casas ardidas. Fonte da GNR descreveu ao Notícias ao Minuto um cenário marcado por aldeias que foram totalmente queimadas.

O incêndio mantém quatro frentes ativas, duas das quais com extrema violência. Um cenário dantesco, filmado por quem fugia do local e fotografado pelos fotojornalistas. A ministra da Administração Interna fez saber também que a frente ativa em Pedrógão Grande já entrou no concelho de Castelo Branco, mais precisamente na Sertã.

A maior parte das aldeias de Figueiró dos Vinhos está cercada pelas chamas e os habitantes estão a ser encaminhados para “zonas seguras” na sede do concelho.

Dezenas de pessoas que fugiram das suas casas sob ameaça das chamas foram acolhidas por populares na freguesia de Avelar, em Ansião, onde está em curso uma operação logística com alimentação e alojamento.

Por outro lado, existem muitos que estão a resistir na tentativa de proteger os seus bens. Relativamente a estes, Constança Urbano de Sousa afirmou que “as populações não podem resistir. Qualquer resistência às ordens das autoridades não é admissível. As pessoas têm de ser colocadas em segurança. A vida humana tem de ser salvaguardada em primeiro lugar”.

O presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes um dos concelhos do distrito de Leiria afetados pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, descreveu a situação que se vive como “caótica” e “catastrófica”.

As operações mobilizam cerca 880 operacionais,  275 veículos e dez meios aéreos. Foram ainda acionados aviões de Espanha e França, que se disponibilizaram a apoiar Portugal.

Está ainda no local uma equipa de desastres de massa do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) e várias equipas da Polícia Judiciária. Caberá a estes operacionais analisar o local identificar as vítimas.

Tudo aponta que as chamas tenham começado devido às trovoadas secas registadas na zona no início da tarde de sábado, fenómeno que promete voltar a repetir-se este domimgo.

O diretor nacional da Polícia Judiciária confirma esta tese e afasta qualquer indício de origem criminosa. Diz que foi encontrada a árvore onde tudo terá começou, atingida por um raio.

Abraços de Marcelo, perguntas por responder

Marcelo Rebelo de Sousa esteve na noite passada em Pedrógão Grande e abraçou todos aqueles que encontrou. Deixou as condolências às famílias das vítimas e uma palavra de “gratidão e conforto” a todos os que estão envolvidos no combate ao incêndio.

“Penso que nada falhou”, disse o presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, sublinhando que foi possível encontrar no posto de comando em Pedrógão Grande uma “grande capacidade de organização e de estratégia”.

O comandante operacional da Proteção Civil nacional, Rui Esteves, disse hoje que os meios de combate a incêndios enviados para Pedrógão Grande no sábado foram “claramente” os adequados.

Para garantir a segurança das populações, há várias estradas nacionais e municipais cortadas. Porque não estava cortada a via onde tantas pessoas perderam a vida, na estrada nacional que liga Figueiró a Castanheira de Pera?

“O trânsito estava cortado”, garantiu este domingo o secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes, “mas nós enquanto condutores nem sempre cumprimos as regras de trânsito”. Além disso, as vítimas podem ter usado vias secundárias para chegar à estrada em questão.

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, defendeu que “o momento é de dor e de pesar” pelas vítimas, assegurando que depois será feita uma avaliação do que aconteceu.

O PS, o PSD e o CDS cancelaram as suas agendas políticas para hoje e o vice-presidente da Assembleia da República, Jorge Lacão, manifestou em nome de todo o parlamento condolências às famílias das vítimas.

A nível internacional, Portugal faz notícia. O Papa Francisco reza pelas vítimas, a Casa Real de Espanha, Macron e Tsipras expressaram solidariedade por Portugal e Juncker sublinhou “bravura” dos bombeiros portugueses.

O comissário europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianides, anunciou  que a União Europeia está pronta ajudar Portugal, tendo já sido enviados aviões de combate a incêndios pelo Mecanismo de Proteção Civil europeu.

Também a população está ser desafiada a ajudar. Entre campanhas online, angariação de fundos e pedidos de transferências bancárias são várias as formas disponíveis para dar o contributo e ajudar os que foram afetados por esta tragédia.

Personalidades bem conhecidas do público, como André Villas-Boas ou Salvador Sobral, também já anunciaram o seu apoio à causa, através da doação de valores monetários. Já a Uber vai disponibilizar esta segunda-feira veículos à borla para reunir bens que serão posteriormente entregues aos bombeiros de Lisboa e do Porto.

A onda de solidariedade foi tão grande, que a ministra da Administração Interna veio, à noite, apelar para que se suspenda a doação de bens alimentares, uma vez que o excesso de bens doados está a criar problemas de logística.

Risco de exposição à radiação ultra violeta “muito elevado” no continente e na Madeira

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera  prevê para hoje no continente céu pouco nublado, apresentando temporariamente períodos de maior nebulosidade por nuvens altas.

Segundo o Instituto, no litoral das regiões Norte e Centro, o céu apresentar-se-á geralmente muito nublado até ao final da manhã, com possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca ou chuvisco a norte do Cabo Mondego até ao meio da manhã.

A previsão aponta ainda para vento em geral fraco do quadrante oeste, soprando moderado de noroeste no litoral oeste a sul do Cabo Carvoeiro, em especial durante a tarde, e nas terras altas, neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais, descida da temperatura mínima no interior, em especial da região Centro e pequena descida da máxima, em especial no interior.

Na Madeira prevê-se céu geralmente pouco nublado, apresentando períodos de maior nebulosidade nas vertentes norte e na ilha de Porto Santo e vento fraco a moderado de nordeste.

Para os Açores, o IPMA prevê céu muito nublado, com abertas a partir da tarde, períodos de chuva, que poderá ser pontualmente forte durante a madrugada, passando a aguaceiros e vento sudoeste forte com rajadas até 80 quilómetros por hora e tornando-se fresco a muito fresco.

No que diz respeito às temperaturas, em Lisboa vão variar entre 16 e 27 graus Celsius, no Porto entre 14 e 22, em Vila Real entre 14 e 26, em Bragança entre 12 e 28, em Viseu entre 11 e 25, na Guarda entre 12 e 24, em Castelo Branco entre 16 e 32, em Coimbra entre 15 e 26, em Portalegre entre 15 e 30, em Santarém entre 15 e 29, em Évora e Beja entre 14 e 32, em Faro entre 18 e 31, no Funchal entre 18 e 24, em Ponta Delgada entre 17 e 21, na Horta entre 16 e 20 e em Santa Cruz das Flores entre 15 e 20.

Todas as regiões do continente e Madeira em risco ‘muito elevado’ de exposição aos UV

De acordo com o Instituto, as regiões de Beja, Viana do Castelo, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Penhas Douradas, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Sines, Vila Real, Viseu, Aveiro, Porto, Funchal e Porto Santo (Madeira) estão hoje em risco ‘muito elevado’ de exposição à radiação UV.

No arquipélago dos Açores, Ponta Delgada (ilha de São Miguel), Angra do Heroísmo (Terceira) e Horta (Faial) estão com risco ‘moderado’ e Santa Cruz das Flores está com níveis ‘elevados’.

Para as regiões com risco ‘muito elevado’ e ‘elevado’, o Instituto recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é ‘Baixo’, 3 a 5 (‘moderado’), 6 a 7 (‘elevado’), 8 a 10 (‘muito elevado’) e superior a 11 (‘extremo’).

Incêndios: Dez concelhos de quatro distritos do continente em risco ‘máximo’

Segundo o IPMA, em risco ‘máximo’ de incêndio estão os concelhos de São Brás de Alportel, Alcoutim, Tavira e Castro Marim (Faro), Mação (Santarém), Gavião e Nisa (Portalegre), Vila de Rei, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão (Castelo Branco).

O IPMA colocou também em risco ‘muito elevado’ de incêndio vários concelhos Faro, Beja, Santarém, Portalegre, Coimbra, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Bragança e Vila Real.

Os restantes distritos do país apresentam risco ‘elevado’, ‘moderado’ e ‘reduzido’ de incêndio.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre ‘Reduzido’ e ‘Máximo’.

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Funchal recebe 3 milhões para obras através do Turismo de Portugal

“Este protocolo é assinado na sequência dos incêndios que ocorreram e do compromisso assumido pelo Governo central no sentido de tudo fazer para ajudar a olhar para o futuro na Madeira”, disse a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, que marcou presença na assinatura do acordo.

A governante declarou que o objetivo do executivo nacional é “ajudar o município do Funchal a seguir em frente” e explicou que o montante, “a atribuir nos próximos três anos [meio milhão em 2016 e duas tranches de 1.250 nos dois anos seguintes), será aplicado em obras e ações de interesse turístico”.

Ana Mendes Godinho destacou que esta é uma “oportunidade para implementar projetos inovadores”, constituindo um desafio para o concelho conseguir que “este capítulo mau da história se transforme num princípio de novas zonas e centralidades turísticas no Funchal”.

Segundo a responsável, está é “a lógica ambiciosa de aproveitar estes momentos difíceis e torná-los numa oportunidade para transformar o Funchal e algumas áreas da cidade em zonas até mais atrativas”.

O presidente do município, Paulo Cafôfo, corroborou que o protocolo – denominado “Acordo de colaboração técnico-financeiro para reabilitação do centro histórico do Funchal no âmbito do regime geral de financiamentos do Turismo de Portugal” – é de “extrema importância no passo em frente que a câmara quer dar no apagar da memória o agosto de 2016”.

O autarca realçou “a articulação muito próxima” que tem mantido com o Governo da República, “nomeadamente com o primeiro-ministro”, o que demonstra, no seu entender, o “interesse na recuperação do Funchal e daquilo que foram os compromissos assumidos não estão esquecidos”.

O responsável considerou que estes três milhões de euros “serão fundamentais naquilo que é a estratégica do Funchal, na recuperação da cidade”.

A lógica é partir da zona histórica afetada pelos incêndios, São Pedro, que tem “uma forte componente de interesse turístico” e estender o plano de requalificação e reconversão a outras áreas da cidade, algumas das quais “estão ainda por descobrir”, explicou.

O autarca indicou que o plano traçado passa por “três áreas: construção e reconstrução do património edificado; melhoramento das acessibilidades; e a intervenção na qualificação do espaço público”.

“É isso que se quer: uma nova cidade que está a renascer”, argumentou, sublinhando que esta “é uma oportunidade de reconversão e requalificação da cidade de uma forma organizada e planeada”.

Paulo Cafôfo admitiu que requalificar a cidade e reabilitar as zonas com interesse turístico “é um trabalho árduo, difícil, mas também estimulante”.

Os incêndios ocorridos na segunda semana de agosto na ilha da Madeira provocaram três vítimas mortais e danificaram cerca de 300 imóveis, provocando prejuízos materiais avaliados pelo Governo Regional em 157 milhões de euros. Ao fim de um mês, o executivo realojou temporariamente cerca de uma centena de famílias.

O concelho do Funchal foi o mais afetado, tendo o município estimado os prejuízos em 66 milhões de euros.

O fogo começou na serra, em área florestal, mas acabou por chegar à cidade.

Meios aéreos reforçam combate a fogo em Monchique

O incêndio que lavra em Monchique, com duas frentes ativas, vai contar a partir das 8h30 com meios aéreos, avançou à Lusa o presidente da autarquia, Rui André, garantindo que a salvaguarda de “bens e pessoas” é a prioridade das autoridades.

“É a nossa prioridade em termos de defesa quando os meios não são suficientes e quando muitas vezes as condições no terreno não permitem o ataque à frente de fogo, que é o caso. A nossa prioridade é obviamente salvaguardar pessoas e bens. Haverá sempre [habitações e pessoas em perigo] mas estão sempre defendidas”, explicou à Lusa.

De acordo com o autarca que passou a noite junto do posto de comando instalado na Fóia, o cenário podia ser “muito mais complicado” uma vez que durante a noite teve início um incêndio em Silves “que chegou a ameaçar também a zona norte de Monchique”, mas que já está dominado.

“Temos duas frentes ativas em Monchique. Vamos fazer agora um raide aéreo para ver como está a progredir o fogo para tentar, com a intervenção dos meios aéreos, consolidar no terreno com bombeiros e meios terrestres, nomeadamente, máquinas de arrasto, e criar condições para que o fogo seja dominado o mais depressa possível “, frisou.

Quanto ao incêndio que lavra no concelho vizinho, Rui André explicou que também existem “zonas preocupantes em Portimão, na zona do Resmalho e Casas Velhas”.

Esta madrugada uma das três frentes do incêndio que lavra em Monchique foi dominada e outra estava controlada em 60%, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro.

A terceira frente ativa na localidade de Fóia lavrava a oeste e “não tem acesso a veículos de combate”, indicou fonte do posto de comando de operações.

Pelas 08h30 e segundo os dados do ‘site’ da Autoridade Nacional de Proteção Civil estavam no local 603 operacionais, apoiados por 195 veículos.

Mais de 600 operacionais combatem chamas em Monchique

De acordo com o site da Protecção Civil, o distrito de Faro concentra as duas maiores ocorrências em termos nacionais.

Em Silves, um incêndio numa zona de mato com uma frente ativa está a ser combatido por mais de 100 operacionais.

O fogo alcança uma dimensão cada vez maior e prova disso é uma imagem captada por um satélite na NASA onde é bem visível uma coluna de fumo provocada pelo incêndio na Serra de Monchique.

Os incêndios mais perigosos neste momento

Às 15h30, o site da Proteção Civil dava conta de 500 ocorrências em aberto. No entanto, os incêndios considerados “ocorrências importantes” são o de Monchique, no Algarve, e um outro no concelho da Guarda. A Proteção Civil considera como “ocorrências importantes” os fogos florestais com mais de três horas e mais de 15 meios.

Hotel em Portimão foi parcialmente evacuado

O incêndio de Monchique alastrou-se a Portimão, obrigando à evacuação parcial de um hotel. Esta noticia é avançada pela TVI24. A mesma fonte esclarece que foram atendidas sete pessoas com feridos ligeiros, por inalação de fumos ou entorses.

O incêndio, com uma frente ativa de grande extensão, está a ser combatido por 408 operacionais de vários pontos do país, apoiados por 141 veículos, nove meios aéreos e 12 máquinas de rasto. Por precaução, foram deslocadas das suas casas 16 pessoas idosas e com mobilidade reduzida. Estas foram encaminhadas para casas de familiares, centros de dia e para um pavilhão desportivo.

A estrada entre os Casais, no concelho de Monchique, e a Senhora do Verde, no concelho de Portimão, está fechada ao trânsito.

O fogo deflagrou durante a tarde de sábado, por volta das 17h, e foi dado como extinto no dia seguinte. Foi novamente dado como ativo na quarta-feira tendo entretanto alastrado para Portimão

Corujeira (distrito da Guarda)

Outro incêndio que está a preocupar as autoridades é o de Corujeira, na Guarda. Este fogo lavra em mato desde o princípio da tarde de quarta-feira, agora com uma frente ativa. Este incêndio, está a ser combatido por 155 operacionais, 45 meios terrestres e quatro aéreos. Este é, juntamente com o de Monchique, o mais perigoso, de acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

O incêndio está a consumir uma zona de mato e tem neste momentouma frente ativa. Apesar de se ter aproximado de algumas habitações, não provocou danos. “Na Corujeira chegou mesmo às casas. Esteve dentro do povo, mas não causou danos em habitações”, disse à Lusa José Morgado, secretário da Junta de Freguesia de Corujeira e Trinta. “O que vale são os meios aéreos e o facto de a barragem [do Caldeirão] estar a dois passos”, acrescentou José Morgado.

Incêndios. Fogo de Monchique alastrou a Portimão e mantém frente de grande extensão

O incêndio que se reacendeu durante a noite em Monchique tem uma frente ativa que, ao início da tarde desta quinta-feira, se estendeu para o concelho de Portimão, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

De acordo com a fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro, o fogo tem uma frente ativa de grande extensão e está a ser combatido por 401 operacionais de corporações de vários pontos do país, apoiados por 125 veículos, nove meios aéreos e 12 máquinas de rasto.

Segundo a mesma fonte, foram atendidas sete pessoas com ferimentos ligeiros, por inalação de fumos ou entorses.

Por precaução, foram deslocadas 16 pessoas – idosas e com mobilidade reduzida -, encaminhadas depois para casa de familiares, centros de dia e para um pavilhão desportivo de apoio à Proteção Civil.

A estrada entre os Casais, no concelho de Monchique, e a Senhora do Verde, no concelho de Portimão, está fechada ao trânsito.

O incêndio florestal deflagrou no sábado às 17h08 e foi dado como extinto no domingo, mas sofreu um reacendimento na quarta-feira ao início da noite.

Inferno de chamas desceu a terras no norte e centro Leia mais: Inferno de chamas desceu a terras no norte e centro http://www.jn.pt/nacional/interior/inferno-de-chamas-desceu-a-terras-no-norte-e-centro-5376154.html#ixzz4JYrXAcqs Follow us: jornalnoticias on Facebook

Foi uma terça-feira negra em Portugal. Cerca de 300 incêndios mobilizaram mais de 4700 bombeiros no continente. As altas temperaturas dos últimos dois dias foram um rastilho para as chamas que varreram de novo o país, principalmente nas regiões Norte e Centro.

Um dos casos mais complicados viveu-se no concelho de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo. Em Paradela, a GNR teve de obrigar 15 pessoas a deixar a aldeia, ameaçada pelas chamas. Muitos homens, e algumas mulheres, como é o caso de Maria Soares, ficaram para dar luta ao fogo e proteger o que tanto custou a ganhar. Defenderam casas, alfaias agrícolas e animais. Alguns morreram.

Ao início da madrugada, 66 operacionais, apoiados por 28 meios terrestres, estavam ainda envolvidos no combate ao incêndio com uma frente ativa no Soajo. Mas na manhã desta quarta-feira os dois meios aéreos acionados “foram desmobilizados por falta de condições para operar”.

Ainda no distrito de Viana do Castelo, a Proteção Civil também destacava um fogo no concelho de Ponte de Lima, em Boalhosa. Com duas frentes ativas, estava a ser combatido por 69 operacionais, apoiados por 23 meios terrestres.

Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil, à meia-noite estavam ainda ativos em Portugal continental 92 incêndios, combatidos por 3602 operacionais, apoiados por 1121 meios terrestres.

Os incêndios de Boticas e de Vila Pouca de Aguiar são os dois no distrito de Vila Real que merecem destaque na página da Proteção Civil e que permanecem ativos há várias horas.

Em Vila Pouca de Aguiar, o combate ao fogo na localidade de Soutelinho do Mezio, que também começou segunda-feira, participam 91 operacionais, apoiados por 27 meios terrestres. O incêndio permanece com duas frentes ativas. Durante o dia e ao princípio da noite, as chamas rondaram as aldeias de Tourencinho e Outeiro, obrigando à retirada de algumas pessoas mais idosas desta última localidade. A evacuação das localidades chegou a ser ponderada, mas o rápido avançar das chamas não o permitiu.

No concelho de Boticas, “arderam cerca de dois mil hectares, 90% da área é pinhal. Muito, muito prejuízo, é desolador olhar para o meu concelho agora”, afirmou Fernando Queiroga. O presidente da autarquia referiu, ainda, que “50% da mancha florestal do município desapareceu nas últimas 24 horas”.

No distrito de Viseu, um incêndio em Castro de Aire, na localidade de Granja, mobiliza 187 operacionais, apoiados por 53 meios terrestres.

No distrito do Porto, continuavam ativos dois incêndios nos concelhos de Paredes e de Gondomar. Em Paredes, 74 operacionais, apoiados por 21 meios terrestres, combatem um fogo com quatro frentes ativas na localidade de Baltar. Durante o dia, o sol praticamente desapareceu em Paredes, tapado por uma cortina de fumo, alimentada por seis fogos no concelho.

Em Gondomar, na localidade de Lomba, 152 operacionais, apoiados por 42 meios terrestres, tentam apagar o incêndio que permanece com três frentes ativas.

Soure, o mais complicado do dia… e da noite

Ao início da madrugada desta quarta-feira, o incêndio que mobilizava mais meios continuava a ser o de Soure, distrito de Coimbra, com 549 operacionais empenhados no combate ao fogo na localidade de Carpinteiros.

No combate ao incêndio, que teve início na segunda-feira e permanecia com duas frentes ativas, estavam também envolvidos 176 meios terrestres.

Além do incêndio em Soure, a Proteção Civil destaca, na sua página na Internet, mais 13 incêndios, três dos quais em resolução.

Estão em fase de resolução, os incêndios no concelho de Vila Verde, no distrito de Braga, em Freixo de Espada à Cinta, Bragança, e em Paredes, na localidade de Rebordosa, no Porto.

Dois incêndios em Cabeceiras de Basto e Vieira de Minho, distrito de Braga, estão ser combatidos por 185 operacionais.

Em Cabeceiras de Basto, 115 operacionais, apoiados por 43 meios terrestres, tentam controlar o incêndio na localidade de Juguelhe, que permanece com duas frentes ativas.

Em Vieira do Minho, o incêndio na localidade de Rossas está a ser combatido por 70 operacionais, apoiados por 25 meios terrestres. O fogo permanece com duas frentes ativas.

No distrito de Aveiro, no concelho de Vale de Cambra, 62 operacionais, apoiados por 18 meios terrestres, combatem um fogo com duas frentes ativas na Junqueira.

Social Media

2,312FãsGosto
103SeguidoresSeguir