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António Costa: País não pode esquecer os fogos quando chegar o inverno

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que o país não pode esquecer os incêndios florestais quando chegar o inverno e tem de fazer o que é necessário para os prevenir depois do verão.

Intervindo na sessão de consignação da empreitada de desassoreamento do rio Mondego, em Coimbra – obra que, segundo António Costa, tornará o rio “mais resistente aos riscos de cheia” – o primeiro-ministro considerou-a uma inspiração para a prevenção dos incêndios florestais.

A esse propósito, o governante considerou “muito importante” a aprovação, pelo parlamento, do pacote legislativo da reforma florestal apresentado pelo Governo e que essa reforma florestal tenha sido promulgada pelo Presidente da República “esta semana”.

Dubai: incêndio num dos maiores edifícios residenciais do mundo

O incêndio no Dubai num dos maiores edifícios residenciais do mundo foi dado como controlado pelos bombeiros, sem que tenham sido registados feridos, de acordo com a proteção civil dos Emirados Árabes Unidos.

As autoridades do Dubai conseguiram “evacuar com sucesso” o edifício e um porta-voz terá indicado à Gulf News que o fogo terá começado no 9º andar e propagado para os pisos superiores.

O Departamento de Comunicação do Dubai já tinha adiantado durante a madrugada na sua conta oficial do Twitter que não havia registo de feridos e que a situação se encontrava controlada.

De acordo com testemunhas, o incêndio na Torre Tocha (Torch Tower) uma das torres residenciais mais alta do mundo com 86 andares, começou pouco depois da 01:00 (22:00 em Lisboa).

Mais de 40 andares num dos lados do edifício estavam em chamas, lançando detritos para o solo. Os residentes foram retirados sem problemas.

Este é a segunda vez que a torre, com mais de 335 metros, é palco de um incêndio.

Situada numa zona junto ao mar, o edifício tinha já registado um incêndio em fevereiro de 2015, também sem vítimas.

Falta de limpeza, de manutenção e de tratamento põe Pinhal de Leiria em risco

“O Pinhal de Leiria está sujeito a que aconteça um cataclismo enorme por falta de limpeza e de tratamento, que poderá provocar um incêndio que irá destruir a maior parte do Pinhal de Leiria”, avisa Gabriel Roldão, 81 anos, estudioso do Pinhal de Leiria há mais de quatro décadas.

O também autor do livro “Elucidário do Pinhal do Rei”, lançado em março deste ano, conta que “deixou de existir a ação conservadora do Pinhal de Leiria”, propriedade do Estado, com 11.080 hectares, dividido em 342 talhões e que tem como espécie principal o pinheiro-bravo.

“A manutenção, a limpeza, o tratamento das árvores, a iluminação, nada disso se faz. Os 152 quilómetros de estradas que existem [na mata], não se faz a manutenção. Extinguiram os guardas florestais e agora ninguém faz o policiamento. Quem quer entra de carro, de jipe, destrói e não tem problema rigorosamente nenhum”, critica o investigador.

O escritor pede ao Estado que limpe, preserve e cultive, que é o que exige aos particulares.

Em resposta escrita enviada à Lusa, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural explica que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) “executa anualmente ‘operações de limpeza’ numa área considerável da mata, sendo que, dada a sua extensão, não é tecnicamente adequado executar estas ações em larga escala”.

Gabriel Roldão denuncia ainda que o ordenamento da mata “está a ser pervertido” em termos de exploração, sendo esta mais uma falha que aponta à gestão feita pelo Estado português.

“Também pelo facto de a administração florestal não cuidar da exploração do pinhal, de acordo com as normas que eram antigamente adotadas, acontecerá que, não tardará muito, se houver um incêndio, o Pinhal de Leiria se vá extinguindo pouco a pouco”, sustenta o investigador.

“A exploração não tem hipóteses de ter a continuidade para que foi edificado este pinhal. Em 2003, arderam aqui 2.500 hectares (ha) que não foram semeados. O que tem crescido, cresce ao sabor da natureza e não vai ter os crescimentos nem o ordenamento que se previam”, antevê Gabriel Roldão.

Na resposta escrita, o ministério esclarece que a “rearborização da área ardida se concretizou através do aproveitamento da regeneração natural, (com intervenções em 2007, 2008, 2010 e 2011 em cerca destes 500 ha) pelo que não foi necessário recorrer à plantação”.

Contudo, a Lusa constatou que, 14 anos após o incêndio que consumiu 22% da área total da mata, em muitos destes hectares são visíveis zonas descampadas, sem árvores, com pinheiros com dois a três metros de altura ou áreas cobertas de vegetação selvagem e rasteira.

Para o ciclo de 2017/2018 estão aprovados investimentos, no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, superiores a 1.600.000 euros para uma área de intervenção de 1.631 ha, revela o ministério.

Quanto às receitas provenientes do pinhal, Gabriel Roldão reconhece que são “muito menores do que há uns anos”, lamentando que não sejam aplicadas na mata, questionando o presidente do ICNF sobre o destino dado ao dinheiro.

“Ele sabe que essas receitas são conduzidas para outras matas nacionais que não produzem receita nenhuma, para garantir o estabelecimento dessas matas e, muito especialmente, esses dinheiros vão para o projeto de proteção do lince ibérico”, refere o investigador.

A Lusa perguntou ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural para onde é canalizado o dinheiro que provém dos rendimentos do Pinhal de Leiria, mas não obteve resposta.

Hoje é Dia Mundial da Conservação da Natureza

Dia Mundial da Conservação da Natureza foi criado pela ONU e celebra-se esta sexta-feira. Em Portugal comemora-se esta dia desde 1998.

Num país com uma costa marítima tão grande e onde parte relevante do território está ocupado por floresta, a conservação da natureza reveste-se de particular importância. Apesar de existir atualmente uma maior preocupação com as questões ambientais, a verdade é que ainda há muito trabalho a fazer em Portugal no que toca à preservação da natureza.

Num ano em que Portugal está a ser novamente devastado pelos incêndios, com particular destaque para o grande incêndio de Pedrógão Grande que vitimou 64 pessoas, a discussão em torno da necessidade da reforma florestal voltou a entrar na ordem do dia, com vários diplomas já aprovados no Parlamento, é caso para questionar se será desta que a tão necessária reforma florestal vai avançar.

Mas num país onde, antes dos grandes incêndios dos últimos meses, a floresta ocupava 3,2 milhões de hectares, ou seja cerca de 35,4% do território nacional, segundo dados do PEFC Portugal, a reforma florestal peca por tardia. Um dos aspetos mais importantes – provavelmente o mais importante nesta altura – onde a preservação da natureza tem sido insuficiente.

Só este ano já arderam mais de 120 mil hectares em Portugal, um número que é ainda mais impressionante se tivermos em conta que representa mais do que a média anual da última década e mais de um terço do que ardeu em toda a União Europeia.

Sem ovos não há omeletes. São cada vez menos meios, menos vigilantes, não há viaturas, não há técnicosO que nós temos é uma floresta pronta para arder. É uma floresta densa e que não está preparada para as alterações climáticas, para períodos de seca tão grandes como o deste ano“, explica Rui Barreira, especialista ambiental da WWF Portugal (World Wide Fund For Nature), ao Notícias Ao Minuto.

O responsável acrescenta que “a floresta que nós temos é resultado de alguma desregulação económica” e lamenta o pouco investimento que tem sido feito “na preservação da natureza”. Uma opinião partilhada por João Branco, presidente da Quercus. “Sem ovos não há omeletes. O corte no Ministério do Ambiente foi um dos maiores cortes“, e são “cada vez menos meios, menos vigilantes, não há viaturas, não há técnicos”.

A floresta portuguesa está na sua grande maioria nas mãos dos privados, o que torna a sua gestão mais difícil. Segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, está atualmente distribuída por mais de 810 proprietários. O que para Rui Barreira é um “problema muito relevante”.

Neste sentido, a Quercus apresentou uma medida para esta particularidade na floresta em Portugal porque “há uma necessidade absoluta de fazer um emparcelamento florestal“, sublinha João Branco, explicando que o conceito “passa por juntar as terras para que sejam mais facilmente protegidas”.

Agora que parece estar a ter-se uma consciência maior da importância da gestão florestal, Rui Barreira acredita que estamos perante “uma oportunidade para restaurar a floresta. Não só as áreas ardidas, mas restaurar a floresta em toda a sua escala”.

O especialista ambiental da WWF Portugal lamenta, porém, que se continue a faltar numa visão de médio, longo prazo. “Nesta reforma florestal não se está a falar do que se pretende que a floresta venha a ser, está-se a falar em diplomas avulsos” e, acrescenta, “continuamos a pôr remendos, mas não estamos a pensar na floresta a longo prazo. Estamos a pensar em tapar mais um buraco”.

Para Rui Barreira a discussão da reforma florestal tem que envolver todos os intervenientes, para o especialista falta “uma gestão florestal sustentável, algo pelo qual a WWF se tem debatido desde 2006 e pelo qual temos trabalhado ativamente, mas não tem sido possível ainda concretizar isto, na medida em que falta um pouco de vontade política em trazer todas as pessoas para esta discussão”.

Já João Branco salienta a necessidade de “começar já com medidas ativas de diminuição do eucalipto”. O presidente da Quercus fala ainda sobre outra das medidas apresentadas pela associação: “Propusemos que nas novas plantações, 20% fossem de folhosa de baixa combustibilidade”.

O que se tem verificado nos últimos anos, e isto governos há parte, é que tem havido um desinvestimento crescente na política de conservação de naturezaCom uma costa marítima bastante extensa, Rui Barreira diz que uma das principais prioridades em termos de conservação passa por “definir uma área de redes marítimas cada vez mais protegidas“. Outra prioridade está relacionada com uma atividade económica importante, a pesca: “Os stocks de peixe da nossa costa já não estão tão saudáveis quanto eram e surge de forma cada vez mais premente a necessidade de pensar o que está no mar”.

Em suma, quer Rui Barreira como João Branco concordam que houve uma evolução na conservação da natureza em Portugal, mas que ainda está longe do desejável. “Continuamos a estar um pouco aquém. Aliás, o que se tem verificado nos últimos anos, e isto governos há parte já que tem sido uma situação transversal aos últimos governos, é que tem havido um desinvestimento crescente na política de conservação de natureza“, remata João Branco.

Os dois responsáveis mostram-se agradados com a crescente importância que as gerações mais jovens dão à proteção do ambiente e à preservação da natureza. Essa poderá, aliás, ser a chave. Educar ainda mais as crianças, os jovens para a importância da conservação, de proteger o ambiente. Talvez isso se possa traduzir em melhorias nesta área nos próximos anos.

Vila Velha de Ródão pode levar 200 anos a recuperar de incêndio

As consequências do incêndio naquela zona são catastróficas, sobretudo para a flora, pois o zimbro não tem capacidade de regenerar e pode levar mais de 200 anos a recuperar. Ao nível da fauna, trata-se de uma zona que tinha a maior colónia de abutres do país, com 33 casais de grifos”, afirmou à agência Lusa Samuel Infante, da Quercus.

O ambientalista, que classificou esta destruição pelo fogo como uma catástrofe, explicou que na zona estava um casal de abutre preto, outro de abutre do Egito, um casal de águias de Bonelli (espécie em perigo de extinção) e dois casais de cegonhas pretas, além de outras espécies.

Esta destruição, sublinhou, pode provocar uma diminuição da população animal, até porque nesta época do ano “as crias ainda não voam, pelo que ou está tudo morto ou saltaram para o chão antes do fogo”.

“O mais provável é que esteja tudo morto”, frisou.

Os ambientalistas já contactaram o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e ainda hoje vão para o terreno tentar perceber as consequências da destruição provocada pelo incêndio.

“A Quercus irá para o terreno, hoje, com equipas multidisciplinares para fazer o ponto da situação e recolher eventuais animais feridos”, disse.

Samuel Infante espera que a situação ao nível da fauna se possa reverter, nem que se recorra à reintrodução, mas sublinhou que ao nível da vegetação vai levar muito mais tempo.

“Infelizmente continuamos com a política da monocultura e o resultado está à vista. O resultado é este, com a conjugação de uma seca extrema, ventos fortes e monocultura. Com estes cenários, vamos continuar a ter incêndios”, sustentou.

O fogo florestal deflagrou no domingo no concelho de Castelo Branco, mas chegou ao município vizinho de Vila Velha de Ródão, mantendo-se ainda ativo.

As chamas passaram também para Nisa, no concelho de Portalegre, mas neste caso estavam hoje de manhã dominadas em cerca de 90%.

FIREHUB 2017: Sistemas de Informação Geográfica ao serviço da comunidade

Portugal é constituído por 39% de floresta. Esta dimensão, associada ao facto de quase nove décimas do terreno florestal serem de propriedade privada, traduz-se num verdadeiro desafio para as entidades gestoras que têm nos Sistemas de Informação Geográfica uma poderosa ferramenta de gestão e manutenção da Floresta. Segundo João Verde, Especialista em Modelação de Risco, a investigação que hoje se faz beneficia muito do contributo que os Sistemas de Informação Geográfica dão, porque reduzem o tempo necessário para obter resultados. No domínio dos modelos de risco de incêndio rural, a utilização do ArcGIS, permite canalizar o tempo investido da execução manual de tarefas para a interpretação e estudo dos resultados.

Mas, e quando tudo “arde”? Em Portugal, os incêndios florestais são cada vez maiores não só em dimensão e recorrência, como também na gravidade dos danos causados. O incêndio de Pedrógão Grande no passado mês de junho foi um dos mais marcantes de sempre na história do nosso país, trazendo consequências devastadoras tanto a nível humano como material. Pode a tecnologia ajudar em alturas de devastação e catástrofe? A resposta é: Sim. Na verdade, no cenário de pós-catástrofe, a rapidez de recolha e análise de dados é crucial e os Sistemas de Informação Geográfica afiguram-se aqui, uma vez mais, como essenciais.

Informação Geográfica 

Rui Almeida, Diretor da Divisão da Floresta e Valorização de Áreas Públicas – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, sublinha a importância dos SIG em todo o processo de defesa da Floresta: A Informação Geográfica é hoje usada em todas as fases dos incêndios florestais. Na fase de planeamento o processo de elaboração de cartografia em formato digital é a base do plano e as diversas análises permitem identificar locais de maior perigosidade e alocação de recursos. Na fase de combate o primeiro momento é o processo de localização dos incêndios rurais que é feito com recurso a informação geográfica. O segundo é a leitura da envolvente e a integração da informação meteorológica do local do incêndio, que se faz recorrendo a múltiplas fontes e onde se usam os Sistemas de Informação Geográfica para a sua representação. Em alguns incêndios recorremos também a modelos de simulação de incêndios que geram eles próprios, Informação Geográfica.

A última fase é a avaliação do dano, que na maior parte das situações se restringe ao levantamento perimetral da área ardida, mas nas situações de maior dano geralmente quando a área é superior a 500 ha, implica um vasto conjunto de ações todas elas relacionadas com o espaço e com recolha de informação que caracteriza a situação. Por exemplo nestes casos são feitas análises fazendo recurso a imagens de satélite, nas quais se identificam áreas onde os incêndios foram mais severos e locais onde teremos maior probabilidade de risco de erosão, são feito levantamento dos locais onde os edifícios e as infraestruturas foram mais afetadas  o que nos permite contabilizar o esforço de reabilitação e permite estabelecer o plano de recuperação, é feito um apuramento com algum detalhe das espécies afetadas e em função desses locais são elaborados os planos de ações de recuperação dos caminhos florestais.

Os incêndios de Pedrógão Grande constituem um dos exemplos em que a tecnologia foi utilizada em todas estas fases. Nos dias seguintes aos acontecimentos, a Esri Portugal, de forma voluntária e suportada pelo Esri Disaster Programme, esteve no terreno e ajudou a colocar a tecnologia ao serviço da população e do Município. Recorrendo ao ArcGIS Online, criámos com algumas entidades parceiras um “hub” de Informação Geográfica, que permitiu não só às entidades no terreno, mas também ao público em geral, ter acesso a um portal com informação atualizada sobre os acontecimentos.

Em paralelo, criámos um geoformulário, para que os habitantes e os Serviços Municipais pudessem identificar e georreferenciar os edifícios danificados pelos incêndios. Segundo Bruno Gomes, Vereador da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, “com a utilização deste formulário no gabinete de atendimento do Município, e com a divulgação do mesmo através das redes sociais, rapidamente começámos a receber informação por parte da população, tendo sido efetuados no total mais de 450 registos. Desta forma, e com o grande contributo da população, foi possível percecionar em tempo recorde não só quais as habitações afetadas (distinguindo desde logo se é habitação primária ou secundária), mas também o nível de danos em pequenas garagens ou arrumos agrícolas.” Conciliando esta informação com as áreas ardidas e os limites administrativos, conseguimos cruzar e validar os dados obtidos, obter uma perspetiva completa e suportar os decisores durante a ocorrência, bem como nesta fase de recuperação.

“Nos dias pós-incêndio, estiveram no terreno diferentes entidades competentes, a realizar o levantamento de informação relativa aos danos. Com a conclusão destes trabalhos de levantamento, a Plataforma ArcGIS possibilitou a realização de análises geográficas comparando os dados obtidos no levantamento de terreno com os dados reportados pela população”, afirma o autarca que acrescenta: “Esta ferramenta possibilitou ainda a comunicação ao município, dos edifícios danificados ou destruídos, pelos proprietários que se encontravam em diversos pontos do país ou estrangeiro e permitiu-nos atuar em perfeita transparência transmitindo segurança e tranquilidade à população”.

 Assim a tecnologia ArcGIS foi fundamental para centralizar a informação fornecida pelos habitantes e recolhida pelo Município, como também pelas entidades oficiais que estiveram no terreno.

Esta centralização é fundamental para que se possam cruzar e validar os dados obtidos. O facto de o registo ser feito em mapa e de forma digital, permite poupar tempo, diminuir o esforço administrativo e tornar a tomada de decisão – sobre quais as prioridades de intervenção – mais eficaz e eficiente. Como afirma João Verde, “os Sistemas de Informação Geográfica ajudam-nos a comunicar, a explicar o território aos cidadãos, e a mostrar-lhes que os problemas são apenas dificuldades ultrapassáveis. Num país com significativo despovoamento rural, pode parecer impossível gerir paisagens combustíveis, dada a sua dimensão, mas quando utilizamos um mapa surgem oportunidades que sem a Geografia e sem os SIG poderiam não ser evidentes”.

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Esri Disaster Programme

Disaster Programme – O Disaster Programme existe para ajudar as organizações a ultrapassar situações de catástrofe. Quer seja ou não cliente da Esri, em caso de desastre provocado por Terramotos, Furacões, Incêndios, Cheias, Crises Humanitárias ou situações Meteorológicas extremas, pode accionar o programa e ter acesso a dados, software e ajuda especializada para utilizar a informação geográfica nas suas análises e com ela responder de forma mais rápida e eficaz. Durante o incêndio de Pedrógão Grande a Abastena – Sociedade Abastecedora de Madeiras, solicitou esta ajuda internacional com o objetivo de apoiar os Bombeiros de Castanheira de Pêra disponibilizando-lhes assim tecnologia de suporte para:

  1. a) Levantamento de áreas de ardidas;
  2. b) Identificação de infraestruturas afetadas;
  3. c) Atualização de informações sobre caminhos florestais que necessitem de intervenção;
  4. d) Atualização de mapa com ocorrências na região em tempo real;

Acesso – O acesso ao Disaster Programme da Esri por parte da Abastena, e por sua vez dos Bombeiros de Castanheira de Pêra, vai continuar durante cerca de três meses, o que irá permitir um melhor levantamento da informação geográfica e por consequência um maior e melhor entendimento sobre a importância dos SIG na prevenção e defesa da Floresta.

O Esri Disaster Programme está disponível em http://www.esri.com/services/disaster-response

Firehub 2017 

O FireHub 2017 é uma Plataforma colaborativa com um conjunto de informação geográfica não só sobre os incêndios que assolaram o centro do país como também de toda a informação que permite melhor compreender, analisar e tomar decisões sobre este tipo de catástrofes.

O FireHub 2017, que conta até à data com quase quatro mil visualizações, está disponível através do link http://arcg.is/2rMwc0B e estará em constante atualização com informação produzida por toda a comunidade, incluindo parceiros nacionais e internacionais.

Esta é uma Plataforma colaborativa de dados abertos, que tem como objetivo principal ajudar as organizações públicas e privadas e a população em geral a ter uma visão geográfica sobre o fenómeno destes fogos florestais.

Com o FireHub 2017, a Esri Portugal coloca a tecnologia ArcGIS ao serviço da comunidade.

FIREHUB 2017

A Importância dos Sistemas de Informação Geográfica (Sig) para o Setor Florestal

No entanto, nos últimos anos os incêndios florestais foram os principais responsáveis pela destruição anual de uma área considerável dos espaços florestais, constituindo deste modo uma grave ameaça ao desenvolvimento sustentável da floresta portuguesa. Perante este cenário foram colocadas na agenda da atualidade as questões relacionadas com o ordenamento florestal.

Uma gestão florestal sustentável implica o conhecimento do território e dos seus recursos, calculando as suas potencialidades assim como as suas debilidades e efetuando um correto planeamento das operações. Neste campo os SIG vieram revolucionar a forma como os gestores florestais passaram a gerir as suas propriedades e a atividade florestal. O conceito dos SIG não se restringe à mera representação cartográfica, apesar da sua importância, mas sim faz uso dessa componente aliando esta a um amplo conceito de análise espacial, proporcionando por esta via um suporte mais robusto e sustentado à tomada de decisão.

Os SIG vieram acrescentar uma maior eficiência ao ordenamento florestal, onde podemos verificar a aplicação desta tecnologia na definição de políticas e estratégias de gestão florestal, nomeadamente no zonamento do território de acordo com as suas características, na confrontação e articulação com outros instrumentos de planeamento como os PDM e os PROF, na análise da vulnerabilidade contra agentes bióticos e abióticos, na instalação de infraestruturas florestais, e no desenvolvimento de programas de gestão estratégica dos combustíveis florestais.

Esta tecnologia encontra-se presente nas diversas etapas da gestão florestal, desde o planeamento, passando pela operacionalização e avaliação dos resultados. De facto podemos verificar a sua presença em trabalhos de análise e diagnóstico, inventário florestal, cadastro da propriedade, planeamento das arborizações, silvicultura preventiva, projetos de recuperação e na exploração florestal.

Numa abordagem geral podemos afirmar que os SIG podem contribuir para um correto ordenamento florestal, proporcionando uma análise abrangente dos espaços florestais e permitindo aos gestores florestais uma tomada de decisão mais consciente e direcionada para a obtenção de melhores resultados.

Foi assente nesta visão e conscientes da importância que os SIG desempenham no setor florestal que a Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega, com o apoio da ESRI Portugal, lançou em março deste ano o projeto GeoForest. A proposta passa pela elaboração conjunta de uma plataforma colaborativa para o setor florestal. Este projeto pretende criar verdadeiras Comunidades Florestais Inteligentes, promovendo a partilha de informação e a colaboração no setor florestal. A ideia consiste na criação de uma estrutura que englobe as questões relacionadas com a defesa da floresta contra incêndios e sensibilização da população em geral, possibilitando um conjunto de ferramentas de apoio à decisão.

Os principais destinatários são as autarquias e as comissões municipais de defesa da floresta. Este projeto tem como objetivo o envolvimento das entidades, proporcionando a criação de hubs de conhecimento e inovação capazes de melhorar a partilha de informação, a comunicação, a análise e a colaboração em redor de um problema comum: os incêndios florestais. A capacidade de compreensão e de previsão do comportamento dos incêndios florestais constitui uma ferramenta imprescindível de apoio à decisão no que diz respeito às ações de prevenção e combate dos incêndios florestais, contribuindo para otimização dos recursos e infraestruturas de DFCI disponíveis.

O GeoForest vai promover a criação de aplicações específicas de visualização de dados geográficos referente aos espaços florestais e que se irão focar em cinco temas base: Colaboração, Compromisso, Consciência, Análise Espacial e Mobilidade.

Numa primeira fase, a AFEDT conta já com a colaboração da Esri Portugal e dos municípios de Amarante, Cinfães e Marco de Canaveses enquanto entidades que contribuem com dados para o projeto. Contudo o objetivo passa pelo envolvimento das restantes autarquias da região, assim como o desenvolvimento de ligações de cooperação com outras entidades que possam conceder uma mais valia para o projeto.

Para mais informações sobre o GeoForest, visite geoforest.maisfloresta.com

Opinião de Pedro Alves , Técnico DFCI – Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega

Pedrógão Grande: Aviso para candidaturas de empresas afetadas deve abrir na sexta-feira

Este aviso destina-se às empresas afetadas pelos incêndios que deflagraram em Pedrógão Grande e Góis, a 17 de junho, e vai permitir dar um apoio de 85% a fundo perdido que pode ser usado “para comprar máquinas, equipamentos, reconstrução, grandes reparações e equipamentos informáticos”, disse à agência Lusa a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa.

Deste apoio ficam excluídas “empresas que exploram a floresta e a agricultura”, com exceção dos casos da indústria transformadora da madeira, que também ficam incluídos neste aviso.

Segundo Ana Abrunhosa, haverá um adiantamento de 25% após a aprovação da candidatura na CCDRC, para que as empresas tenham mais capacidade para fazerem encomendas de material que ficou destruído.

“É um regime muito simples, com um formulário simples”, sublinhou.

De empresa a empresa, será apurada a cobertura por parte do seguro, sendo que o prejuízo será determinado pela avaliação dos peritos das seguradoras e, nos casos em que não há esta avaliação, a própria CCDRC disponibiliza um técnico para fazer esse levantamento, aclarou.

Segundo Ana Abrunhosa, o pedido de reprogramação do programa comunitário deve ser enviado ainda hoje ou na sexta-feira para Bruxelas, sendo que, a partir do momento em que é registado o pedido formal de reprogramação, deverá ser aberto o aviso para a submissão de candidaturas.

A reprogramação só deverá estar aprovada por Bruxelas em setembro, mas tal não impede a CCDRC de lançar o aviso, “aprovar candidaturas, fazer adiantamentos e pedidos de pagamento”.

Se a candidatura “estiver bem instruída” e já tiver a avaliação dos prejuízos feita por um perito, a aprovação deverá demorar apenas alguns dias.

“Daremos a maior prioridade” a estas candidaturas, cujo aviso vai ser aberto sem prazo para fechar, realçou.

Ana Abrunhosa falava à agência Lusa antes de uma ação de sensibilização junto de empresas, na Câmara de Pedrógão Grande.

Também na sexta-feira, a CCDRC vai dinamizar uma ação semelhante na Câmara de Figueiró dos Vinhos, às 10:00, estando ainda a ser agendada a ação na Castanheira de Pera.

Ao mesmo tempo que são promovidas estas sessões, a CCDRC está “simultaneamente a realizar reuniões individuais com empresas” da zona afetada, acrescentou.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 desegunda e 117 já devolutas. Quase 50 empresas foram também afetadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

Portalegre, Faro e Santarém em risco máximo de incêndio

De acordo com o Instituto, estão hoje em risco ‘máximo’ de incêndio os concelhos de Loulé, São Brás de Alportel, Tavira, Alcoutim e Castro Marim (Faro), Gavião (Portalegre) e Mação (Santarém).

O IPMA colocou ainda vários concelhos em risco ‘elevado’ e ‘muito elevado’ nos distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre, Santarém, Castelo Branco, Guarda, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra, Viseu, Vila Real e Bragança.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre “reduzido” e “máximo”.

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

ÀS 06:30, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) dava conta de oito incêndios em fase de conclusão, que mobilizavam 817 operacionais, com o apoio de 267 veículos.

O IPMA prevê para hoje céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral oeste até meio da manhã e vento fraco a moderado de noroeste, tornando-se moderado a partir do final manhã, e moderado a forte no litoral e nas terras altas, por vezes com rajadas até 65 quilómetros por hora.

A previsão aponta ainda para possibilidade de ocorrência de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do interior, pequena descida da temperatura mínima e da máxima no litoral oeste.

No que diz respeito às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 17 e 23 graus celsius, no Porto entre 14 e 22, em Vila Real entre 12 e 25, em Bragança entre 12 e 28, em Viseu entre 11 e 25, na Guarda entre 10 e 24, em Castelo Branco entre 14 e 30, em Santarém entre 16 e 26, em Portalegre entre 12 e 28, em Évora entre 14 e 30, em Beja entre 14 e 29 e em Faro entre 17 e 30.

Bombeiros proibidos de dar informações sobre os incêndios

Abordado já duas vezes pelos jornalistas, o primeiro-ministro remeteu-se ao silêncio sem uma palavra sobre a ordem para silenciamento dos comandantes de bombeiros. Passos Coelho diz que o Governo só se preocupa com a política de comunicação, para que não haja notícias desagradáveis.

Após uma cerimónia militar a bordo da fragata Bartolomeu Dias, que partiu de Alcântara com destino a Cascais, António Costa não respondeu aos jornalistas quando questionado sobre a decisão da ANPC, deixando de seguida o navio, a bordo de um helicóptero da Marinha.

A ANPC anunciou na terça-feira que vai fazer a partir de hoje dois ‘briefings’ diários, incluindo aos fins de semana, sobre os incêndios no país. A Autoridade justificou a medida com a necessidade de divulgação de informação completa e atualizada em matéria de incêndios rurais, e com a necessidade de libertar “os comandantes das operações de socorro” dessa função.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou na terça-feira o Governo de impor a “lei da rolha” aos serviços de proteção civil, por ter como “política primeira a da comunicação”.

O primeiro-ministro presidiu hoje de manhã à cerimónia de homenagem ao afundamento do caça-minas Roberto Ivens que colidiu com uma mina alemã no dia 26 de julho de 1917 a cerca de 4 milhas náuticas a sul do forte do Bugio, na Barra do rio Tejo, Lisboa.

“Podemos finalmente prestar a homenagem devida aos tripulantes”, disse o chefe de Governo na cerimónia militar em que estiveram presentes alguns familiares dos 15 tripulantes que desapareceram quando a explosão da minha fez afundar o navio, durante a I Guerra Mundial.

“Cumprem-se cem anos deste momento trágico, é nosso dever e obrigação não permitir que sobre eles desça um manto de esquecimento”, acrescentou António Costa durante o discurso.

O primeiro-ministro disse também que cem anos volvidos após a Grande Guerra, Portugal já não está em guerra, “mas em paz” e que Alemanha não é um inimigo mas sim um aliado enquadrado numa Europa prosperidade tendo sublinhado, na ocasião, o papel dos militares portugueses.

“Como há cem anos, como desde a fundação da nacionalidade, as nossas Forças Amadas aqui continuam e como sempre assegurando a independência e a integridade do território nacional. Ao honrar as memórias daqueles que pereceram ao serviço da pátria, elogiamos aqueles que continuam a servir a nossa nação”, afirmou.

Na cerimónia militar que decorreu na zona onde o caça-minas desapareceu, e contou com a presença corveta João Roby, além da fragata Bartolomeu Dias, foi lançada uma coroa de flores e foram disparados três tiros de salva.

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