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Missão da Comissão Europeia vai ajudar Portugal na prevenção de fogos

missão, solicitada por Portugal através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE), vai contar com peritos em meteorologia, técnicos em comportamento do fogo e técnicos em prevenção de incêndios para apoiar as autoridades portuguesas na identificação de medidas preventivas que complementem os esforços nacionais em curso.

De acordo com a nota da Comissão Europeia, os peritos identificarão domínios críticos de intervenção e prestarão formação e aconselhamento às autoridades portuguesas, a fim de se prepararem para o verão, altura em que graves incêndios florestais são suscetíveis de afetar o país.

“É essencial reforçar a capacidade local para a preparação e prevenção de incêndios florestais para minimizar o impacto catastrófico dos incêndios florestais em países que são muitas vezes afetados, como Portugal. No ano passado, Portugal sofreu incêndios florestais mortíferos com dezenas de vítimas. Temos de trabalhar em conjunto para garantir que tal tragédia não se repita. A partilha de conhecimentos, de experiência e de saber-fazer ajudará a prevenção e a reagir melhor a situações semelhantes ao longo do próximo verão”, afirma, citado no comunicado, o comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

Os incêndios de junho e outubro de 2017 em Portugal causaram a morte de mais de uma centena de pessoas.

LUSA

Negligência da EDP pode ter provocado um dos maiores Incêndios de 2017

Segundo um documento que surge no relatório da Comissão Técnica Independente, que tem como fonte o Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a causa do fogo que começou a 15 de outubro na Lousã e se espalhou a nove concelhos é negligente e tem como ponto de origem as linhas elétricas.

“A ignição com origem nas linhas elétricas, neste caso particular em que terá sido provocada por queda de árvore sobre uma linha de média tensão, pode resultar do não cumprimento do regulamento de segurança das linhas elétricas pela entidade gestora, a EDP”, refere o relatório da Comissão Técnica Independente entregue na terça-feira no parlamento.

Os técnicos da comissão dizem que em causa está “a distância mínima de segurança dos condutores [linhas elétricas] às árvores”, que não deverá ter sido cumprida.

“Trata-se, neste caso, de situações devidamente regulamentadas e cujo cumprimento pode só por si evitar situações deste tipo e todas as suas consequências”, acrescentam.

Esta é a segunda vez que a EDP é apontada nos relatórios de análise dos incêndios, sendo que no primeiro caso foi no documento elaborado pelo especialista Xavier Viegas para analisar os incêndios de junho, especificamente o de Pedrógão Grande.

Na altura, o relatório do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais concluiu que o fogo de Pedrógão Grande foi causado por “contactos entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão” da EDP, que “não se encontrava devidamente cuidada”.

“O incêndio mais grave resultou das ignições de Escalos Fundeiros e de Regadas, que, em nosso parecer, terão sido causados por contactos entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão. Esta situação configura, em nossa opinião, uma deficiente gestão de combustíveis na faixa de proteção da linha, por parte da entidade gestora”, refere.

O documento sustenta que “com a diferença de cerca de uma hora e meia, esta linha terá produzido descargas e causado as ignições que deram origem aos dois incêndios”.

Sublinha ainda que “as faixas de proteção da rede elétrica de média tensão gerida pela EDP não se encontram devidamente cuidadas”.

Na altura, a EDP refutou as acusações, dizendo que a linha elétrica estava com a proteção “bem constituída” e o presidente do concelho de administração da empresa mostrou-se surpreendido com os resultados do relatório da equipa de Xavier Viegas.

Os incêndios do ano passado provocaram mais de 100 mortos e mais de 250 feridos.

LUSA

Altice: 99,5% dos clientes tiveram serviços repostos após fogos

De acordo com o comunicado da empresa de telecomunicações, “(…) à data de hoje, cerca de 99,5% dos clientes afetados pelos incêndios tem os seus serviços repostos”.

Recentemente, foi noticiada a morte de uma mulher em Vale de Ameixoeira (Macieira), freguesia do Troviscal (Sertã), alegadamente por falta de assistência. Uma vez que a localidade se encontra sem telecomunicações desde o incêndio florestal de meados de outubro, o marido da vítima terá tido de percorrer cerca de dois quilómetros para conseguir telefonar para o 112.

“A Altice Portugal lamenta que se utilize a dor familiar no sentido de a relacionar com uma situação de não existência de um serviço fixo (pese embora as várias tentativas de contacto da Altice Portugal com o cliente), quando se pode atestar a existência de rede móvel, voz e dados no local, o que demonstra de forma cabal que há um meio de comunicação completamente disponível e apto para uso da população desta localidade (aliás confirmado pelo próprio utilizador que assume ter um telemóvel)”, sublinhou a nota.

A companhia referiu ainda que “a maioria das ligações que faltam efetuar se devem à incapacidade de chegar ao contacto com vários clientes destas zonas, por questões diversas, nomeadamente: habitações sazonais ou de fim de semana, clientes emigrados ou mesmo clientes que ainda não nos contactaram para aceitação do agendamento proposto com os serviços da Altice Portugal para reposição desse mesmo serviço”.

“(…) A Altice Portugal é a única operadora de comunicações presente em algumas regiões do nosso país e que investe em infraestruturação de fibra ótica de última geração em territórios que até ao momento não tinham qualquer tipo de conectividade”, sublinhou a nota.

A empresa também referiu que comunicaram “por carta e e-mail com 36 municípios e mais de quatro centenas de freguesias para que todo e qualquer cidadão pudesse ser informado dos contactos diretos e mais eficazes para assim poder minimizar qualquer entrave de comunicação”.

“Canais esses que continuam em funcionamento e que são do conhecimento das populações através de esclarecimento público afixado em edital e enviado pela Altice Portugal, colocado ao dispor das juntas de Freguesia, pelo que podemos afirmar que não temos reclamações que não tenham tido a devida e imediata resposta por parte dos serviços da Altice Portugal”, complementou o comunicado.

Segundo a nota, “a Altice Portugal reconstruiu 100% da sua rede de comunicações fixa e móvel afetada pelos incêndios, tendo inclusivamente feito um investimento de expansão de fibra ótica nestes concelhos, com uma cobertura em média de mais de 50% do seu território”.

A empresa saudou ainda a decisão do Governo de solicitar à ANACOM o apuramento das responsabilidades no caso da senhora que morreu na Sertã, num caso que foi “estrategicamente empolado”, considera.

“Contudo, a Altice Portugal lamenta ter sido injustamente envolvida, ao longo dos últimos meses, em casos que não lhe dizem respeito”, declarou a empresa no comunicado.

A empresa também recordou que “não é sua responsabilidade a prestação do Serviço Universal de rede fixa”.

“É com serenidade e com espírito de dever cumprido que a Altice Portugal olha para um trabalho inédito de reposição de comunicações, após uma tragédia ímpar que assolou o território português, e que, em circunstâncias normais, demoraria dezenas de meses até estar concluído pela extensão e gravidade dos impactos que implicaram um investimento de reposição próximo de 20 milhões de euros”, adiantou a empresa de telecomunicações.

De acordo com a nota nunca foi o investimento que levou a atuação da Altice Portugal, “tendo sido antes o bem comum das populações”.

“Por isso mesmo, foram várias as alternativas colocadas ao dispor das populações até à reposição total das comunicações nos vários concelhos afetados, o que já aconteceu”, sublinhou ainda a empresa.

LUSA

50 mil árvores plantadas no Pinhal de Leiria

“Quando se deu o incêndio, todos ficámos extremamente aterrados com o espetáculo dantesco e o clube decidiu que devia fazer qualquer coisa”, afirmou à agência Lusa o presidente do Rotary Club da Marinha Grande, Vítor Grenha, destacando que “era uma questão de dever cívico”.

Segundo Vítor Grenha, “todos os anos o Rotary Internacional tem um programa que depende dos respetivos presidentes e o atual, um australiano, queria que os clubes se preocupassem com questões de ordem ambiental”.

“Pediu que cada clube plantasse pelo menos uma árvore”, adiantou o responsável, explicando que se aproveitou a circunstância de a plantação de árvores no Pinhal de Leiria “ir ao encontro do programa do Rotary Internacional e foi decidido fazer uma iniciativa maior”.

Vítor Grenha salientou a importância desta ação na mata nacional, referindo que “significa para os marinhenses o mesmo que o Castelo [de Leiria] para os leirienses”.

“Há um sentimento de pertença muito grande”, frisou, apontando a “necessidade imperiosa da sua reflorestação, até para impedir a erosão”, assim como a importância de se deixar “um legado para as gerações futuras”.

A plantação de 50 mil pinheiros bravos é uma iniciativa conjunta dos clubes rotários da Marinha Grande, Leiria, Oliveira de Azeméis (geminado com Marinha Grande), Alcobaça e Pombal, estes dois últimos concelhos também atingidos pelos fogos de outubro de 2017.

“Trata-se de uma ação feita em colaboração com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que permite que esta ação se concretize no talhão 258 e que tem feito o acompanhamento”, informou Vítor Grenha.

Apelando a todos os clubes rotários, aos alunos, a associações ambientalistas e à população que se associe à plantação, com início às 09:00 de dia 03 de março, o presidente do Rotary Club da Marinha Grande esclareceu que “há muitos grupos que se têm vindo a oferecer para colaborar, desde amigos a familiares, para este dia de festa”.

“O apelo é que venham colaborar para um bem coletivo”, acrescentou Vítor Grenha.

A Mata Nacional de Leiria, também conhecida por Pinhal de Leiria e Pinhal do Rei, é propriedade do Estado. Tem 11.062 hectares e ocupa dois terços do concelho da Marinha Grande. A principal espécie é o pinheiro bravo.

De acordo com informação no sítio na Internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a primeira arborização data do século XIII, tendo sido feitas as grandes sementeiras no reinado de D. Dinis.

O incêndio de 15 de outubro de 2017 destruiu cerca de 80 por cento da mata.

LUSA

ASAE vai fiscalizar produtos regionais nas áreas afetadas pelos fogos

“Temos de dar um sinal de que estamos atentos aos fenómenos e dar algum acompanhamento. (…) Confesso que ainda não defini o nome da operação. Vamos ter uma operação demorada, que deverá começar em março e que se prolongará por seis a sete meses”, disse o inspetor-geral da ASAE em entrevista à Lusa.

De acordo com Pedro Portugal Gaspar, os incêndios afetaram a produção de muitos produtos típicos daquelas regiões, o que justifica a atuação da ASAE.

“Houve aqui uma tragédia nacional como é público e notório e, na área económica, há aqui um conjunto de produtos típicos das regiões em causa, seja de queijos, vinho, azeite, fruta e mel que de facto tiveram a sua produção fortemente abalada. (…) Temos de perceber se as quantidades que vão ser colocadas no mercado são as mesmas de antes dos fogos”, disse.

Segundo o responsável, em cima da mesa vão estar os problemas da autenticidade alimentar, da falta de genuinidade, e da quantidade de produtos que depois da tragédia poderá ser menor.

“Temos de saber ler certos fenómenos e orientar a organização [ASAE] para eles, tendo presente o elemento da autenticidade e da fraude alimentar”, sublinhou.

Pedro Gaspar Portugal adiantou também que este ano, à semelhança de 2017, a ASAE vai dar uma maior atenção à fiscalização do setor digital, desde a recolha de informação até à ação inspetiva no terreno.

Em 2017 e no que diz respeito ao e-commerce foram fiscalizados pela ASAE cerca de 3.600 operadores económicos, tendo sido instaurados cerca de 750 processo de contraordenação e 64 processos-crime.

“Vamos manter a nossa intervenção forte na área alimentar e económica em colaboração estreita com os parceiros principalmente no quadro europeu”, disse.

A ASAE vai também continuar este ano a centrar atenções relativamente à fiscalização da atividade de alojamento local, que já possui brigadas especializadas direcionadas para os empreendimentos turísticos e alojamento local.

Segundo a ASAE, durante o ano de 2017 foram realizadas diversas ações de fiscalização, quer através da pesquisa de oferta ‘online’, quer diretamente aos espaços físicos de forma proactiva e reativa, tendo sido fiscalizados mais de 1.100 unidades de alojamento local, resultando na instauração de 240 processos de contraordenação.

A maioria das infrações diziam respeito a ofertas, disponibilização, publicidade e intermediação de estabelecimentos de Alojamento Local não registados ou registado desatualizados, a falta de comunicação às autarquias dos dados atualizados relativos aos estabelecimentos, oferta de serviços de alojamento turístico sem título válido de abertura, entre outros.

Em entrevista à Lusa, o inspetor-geral adiantou também que outra das apostas em 2018 vai ser a área do vegetal.

“Vamos reforçar a parte alimentar no que diz respeito ao vegetal. Na parte animal já tínhamos brigadas especializadas. No vegetal vamos aprofundar esse campo, porque têm acontecido algumas crises na área alimentar que vêm da área do vegetal e não a animal, que é o mais comum”, salientou.

Por fim, e no que diz respeito à parte económica, o inspetor-geral adiantou que a ASAE vai continuar a ter uma atuação forte no setor do turismo.

LUSA

Incêndio no Pinhal de Leiria teve mão criminosa, confirmou a PJ

Em declarações à Lusa, a fonte da PJ de Leiria não adiantou detalhes sobre o método usado para atear os incêndios que destruíram a grande maioria daquela mancha florestal, frisando que a investigação se mantém e que o inquérito “ainda não terminou”.

No sábado, o jornal Expresso afirmava que num dos incêndios do pinhal de Leiria “foi usado um engenho artesanal para atear o fogo”, embora os investigadores não tenham ainda conseguido identificar os autores.

Estes incêndios destruíram mais de 80% do Pinhal do Leiria, naquele que foi considerado o pior dia do ano de 2017 em fogos.

Neste dia e no seguinte morreram 45 pessoas vítimas dos incêndios florestais que atingiram sobretudo a região Centro.

O Expresso afirmava igualmente que os fogos que nesses dias deflagraram no distrito da Guarda foram resultados de queimadas iniciadas por dois pastores locais.

Por outro lado, na quinta-feira, o investigador Paulo Fernandes disse que o fogo que no mesmo dia deflagrou na Lousã, no distrito de Coimbra, teve origem num “acidente elétrico”.

Incêndios: Governo admite urgência e assume como prioridade limpeza das matas até maio

“Não deixaremos de fazer tudo para que, no domínio da prevenção, no domínio da preparação para um melhor combate, se faça este ano – como tem dito o senhor primeiro-ministro — tudo aquilo para que nada seja como antes nesta matéria”, declarou Eduardo Cabrita.

Na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministro, o governante disse que estão identificadas 19 áreas de maior risco de incêndios florestais, numa lista “que será subsequentemente divulgada a todos”, assim como os municípios, as freguesias e as aldeias em que se verifica um maior risco.

“Para todos os cidadãos, a maior prioridade agora é a sensibilização para a prevenção”, defendeu o tutelar da pasta da Administração Interna, indicando que deve existir um “esforço nacional” neste domínio para que, “com meios reforçados, previstos no Orçamento do Estado, se programe o combate e se prepare a transição para um modelo diferente, um modelo que permitirá sobretudo uma intervenção acrescida na área florestal”.

Os incêndios que deflagraram na zona de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e Góis, distrito de Coimbra, a 17 de junho, provocaram 66 mortos: a contabilização oficial assinalou 64 vítimas mortais, mas houve ainda registo de uma mulher que morreu atropelada ao fugir das chamas e uma outra que estava internada desde então, em Coimbra, acabou também por morrer.

Do incêndio resultaram ainda mais de 250 feridos.

Já as centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de outubro, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e dezenas de feridos. Esta foi a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande.

Tendo em conta outros incêndios no ano passado, registaram-se pelo menos 116 vítimas mortais em fogos de origem florestal.

A palavra do ano 2017 é “incêndios”

A Palavra do Ano 2017 é “incêndios”, anunciou hoje a Porto Editora, que promoveu esta escolha durante o passado mês de Dezembro, e na qual participaram 30 mil internautas.

“Incêndios” alcançou 37% dos votos, impondo-se às restantes nove candidatas, foi hoje anunciado na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, em Sacavém, no concelho de Loures, nos arredores de Lisboa.

A palavra “incêndios” foi escolhida por causa dos “sucessivos incêndios” que se fizeram sentir durante o ano passado em todo o país. O ano de 2017 “foi um dos mais trágicos de sempre, pela enorme quantidade de vítimas e pela dimensão da área atingida”, justificou a Porto Editora, quando no início de Dezembro último apresentou as dez palavras candidatas.

No 2.º lugar, com 20% dos votos, ficou o vocábulo “afecto” e, no 3.º, “floresta”, com 14% das escolhas.

O 4.º lugar é ocupado pela palavra “vencedor”, com 08% dos votos, um termo escolhido por, em Maio do ano passado, “pela primeira vez, e de forma surpreendente”, Portugal ter sido o país vencedor do Festival Eurovisão da Canção, “sendo de sublinhar o entusiasmo e o carinho que o cantor Salvador Sobral despertou junto dos portugueses”, escreveu a Porto Editora.

No 5.º posto, ex-aequo – com 05% cada –, ficaram os termos “crescimento”, uma palavra que “há bastante tempo não era usada para definir o comportamento da economia portuguesa, facto que foi notório ao longo do ano”, e “cativação”, palavra que se tornou muito visível e “algo controversa, na estratégia orçamental do Governo”, no âmbito do “objectivo de manter o défice abaixo dos valores definidos com a União Europeia”.

No 7.º lugar, ficou “desertificação”, que arrecadou 04% das intenções, e, no 8.º, ex-aequo, com 03% das intenções de voto, cada, ficaram os termos “gentrificação” e “peregrino”.

No último lugar ficou “independentista” com apenas 01%.

Esta foi a nona edição da iniciativa, tendo as palavras sido escolhidas através do ‘site’ Palavra do Ano.

Na primeira edição, em 2009, a Palavra do Ano foi “esmiuçar” e, em 2010, “vuvuzela”, à qual se sucederam “austeridade” (2011), “entroikado” (2012), “bombeiro” (2013), “corrupção” (2014), “refugiado” (2015) e “geringonça” (2016).

LUSA

EUA: declarado estado de desastre na Califórnia devido aos incêndios

“O Presidente Donald Trump declarou que há um grande desastre no estado da Califórnia e ordenou ao governo federal que preste assistência à região num esforço para recuperar as zonas afetadas pelos incêndios, que começaram a 4 de dezembro de 2017 e que ainda estão ativos”, indicou a Casa Branca em comunicado.

Perante a gravidade dos incêndios, agravados por ventos fortes, Donald Trump já havia declarado o estado de emergência na Califórnia em meados do mês passado com o objetivo de aliviar o sofrimento da povoação local e prestar assistência às autoridades estatais, locais e tribais.

De acordo com dados do Departamento Florestal e de Proteção Contra Incêndios da Califórnia, o incêndio batizado de “Thomas” superou o recorde do “Cedar”, fogo que, em outubro de 2003, queimou 110.579 hectares no condado de San Diego.

Esta classificação dos maiores fogos da Califórnia só tem em conta os incêndios registados a partir de 1932.

O incêndio “Thomas” destruiu ainda pelo menos 1.063 edifícios – contra 2.820 do “Cedar” em 2003 – e fez duas mortes, enquanto o “Cedar” causou 15 vítimas mortais.

2017 foi o pior ano em termos de incêndios florestais desde que há registos na Califórnia, devido sobretudo aos grandes fogos de outubro, que atingiram vários condados daquele estado e consumiram grande parte das famosas regiões vinícolas de Napa e Sonoma.

Estes incêndios custaram a vida a 44 pessoas e destruíram cerca de 8.900 edifícios, segundo o balanço final facultado pelas autoridades.

LUSA

Programa Nacional de Fogo Controlado arranca hoje para limpar 10 mil hectares florestais

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado das Florestas, Miguel Freitas, disse que esta é a primeira fase de candidaturas ao programa PNFC, em que se prevê a limpeza de 10 mil hectares de floresta, com técnicos credenciados para fazer fogo controlado, num investimento de 1,2 milhões de euros.

De acordo com o governante, a abertura de candidaturas ao PNFC representa “a implementação da primeira grande medida com impacto em espaço florestal da Reforma da Floresta”.

“Do ponto de vista simbólico, é muito importante, porque esta é uma daquelas medidas absolutamente inovadoras, é a primeira vez que o país tem um plano nacional de fogo controlado”, declarou Miguel Freitas, advogando que esta prática de gestão de combustíveis florestais é “boa” e “económica”.

O PNFC tem “como objetivo direto o desenvolvimento de ações de prevenção estrutural duráveis e sustentáveis, promovendo a compartimentação dos espaços e, como objetivo indireto, o reforço do quadro de técnicos credenciados, contribuindo para o uso da técnica de fogo controlado na gestão silvícola e da paisagem”, de acordo com o diploma publicado em Diário da República.

O programa tem definida uma área prioritária de “cerca de 50 mil hectares” para fazer fogo controlado nos próximos dois anos e meio, referiu o secretário de Estado das Florestas, acrescentando que os cerca de 100 técnicos credenciados existentes hoje para fazer fogo controlado é um número “insuficiente para as necessidades”, pelo que o Governo tem “a intenção de qualificar mais técnicos no futuro”.

“Neste momento, fazíamos uma média de 1.500 hectares por ano de fogo controlado”, indicou o governante, pelo que o PNFC vai reforçar o uso desta técnica de limpeza das florestas nacionais para a prevenção dos fogos.

A primeira fase de candidaturas ao programa PNFC destina-se às zonas não ardidas, já que “o objetivo é, essencialmente, abrir ou manter rede primária de defesa da floresta contra incêndios”, explicou Miguel Freitas.

“No próximo ano, abriremos um outro anúncio para ser executado ainda no ano de 2018, portanto, a nossa ideia é acima de tudo consolidar uma prática em Portugal, que é a prática do fogo controlado, que é um instrumento muito económico de gestão de combustíveis”, avançou o tutelar da pasta das Florestas, referindo que, em termos de janela meteorológica de oportunidades, existem dois períodos em que se pode fazer o fogo controlado: a primavera e o outono.

Neste sentido, a primeira fase de candidaturas ao PNFC prevê-se que seja executada até maio de 2018 e a segunda fase entre setembro e novembro de 2018.

“Admitimos com esta prática, se continuarmos a dar sinais de que isto é uma prática para ficar, que no ano de 2019 poderemos ter a área prioritária [cerca de 50 mil hectares] praticamente toda tratada”, perspetivou o secretário de Estado das Florestas.

O governante reforçou ainda que a prática de fogo controlado só pode ser realizada por técnicos credenciados, que usam o fogo para fazer limpeza de matos “em zonas devidamente condicionadas e em ambiente absolutamente controlado”.

LUSA

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