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Lectra lança as bases de uma nova era para os fabricantes de mobiliário

A Lectra, a parceira tecnológica de empresas que utilizam tecidos e couros, revela a sua primeira solução de Sala de Corte 4.0 dedicada à produção sob encomenda de mobiliário estofado a tecido.

Sendo a personificação da nova estratégia da Lectra, esta oferta avant-garde impulsiona os princípios da Indústria 4.0 para proporcionar maior agilidade, rendimento, rentabilidade e, especificamente, dimensionamento aos fabricantes de mobiliário a debater-se com a explosão da procura por mobiliário personalizado, com prazos de entrega mais curtos e de elevada qualidade, mas a um baixo custo.

Com o objetivo de capacitar os fabricantes, através de informação industrial, a alcançar a transformação digital das respetivas empresas, a Sala de Corte 4.0 da Lectra adota novas mentalidades, metodologias e tecnologias. Para ambientes de produção onde cada encomenda é diferente e onde a otimização do planeamento e dos recursos parece ser complexa, se não mesmo impossível, a nova solução da Lectra automatiza ao máximo cada etapa – desde as encomendas até à descarga – respeitando, ao mesmo tempo, os objetivos de eficiência e desempenho.

A base da Sala de Corte 4.0 da Lectra para produção sob encomenda é a sua Plataforma de Corte Digital. Este centro de dados baseado na nuvem liga os departamentos de design e de desenvolvimento de produto, a sala de corte e muito mais. Garante também trocas de dados perfeitas entre os sistemas ERP e a sala de corte. Este fluxo de dados digitalizado e livre de erros entre pessoas, processos e tecnologias fornece ideias e informações que permitem a rápida tomada de decisão e a otimização em tempo real.

“Para a indústria do mobiliário, a única forma de avançar para beneficiar de megatendências como, por exemplo, o surgimento da geração millennial, a digitalização de processos empresariais e o crescimento da China como um mercado orientado pelo consumidor e obcecado pela produtividade, é adotar os princípios da Indústria 4.0. Estamos tão convencidos da importância desta nova abordagem ao fabrico que decidimos aumentar o nosso investimento na Pesquisa e Desenvolvimento em 50% durante os próximos três anos”, afirma Daniel Harari, presidente e CEO da Lectra. “A Sala de Corte 4.0 para produção sob encomenda é o primeiro passo que estamos a dar com os nossos clientes da indústria do mobiliário no nosso percurso para a Indústria 4.0.”

A plataforma é acompanhada pela Virga®, uma nova solução de corte de tecido monofolha. Otimiza os tempos dos ciclos disponibilizando uma linha de corte completa para tecidos sólidos e padronizados, possibilitando o carregamento, digitalização, corte e descarga em simultâneo. Uma renovada experiência do utilizador, orientada para o conforto do operador e para a utilização eficiente da linha de corte Virga, proporciona enormes melhorias na produtividade e na qualidade. Para manter o custo por peça cortada baixo, um desafio no corte de monofolha, a tecnologia de corte Virga elimina a necessidade de papel ou plástico ao cortar, possibilita a gestão ágil dos retalhos e utiliza consumíveis de longa duração.

Testada em meados de 2017 em condições de produção real e concebida com o feedback de clientes selecionados, a nova oferta estará disponível a partir do fim de abril de 2018 na Europa e na América do Norte.

Sobre a Lectra
Para as empresas que dão vida ao nosso guarda-roupa, ao interior do nosso automóvel, ao mobiliário e outros, a Lectra está a criar as tecnologias premium que facilitam a transformação digital da sua indústria. A oferta da Lectra aumenta as capacidades das marcas e dos fabricantes, desde o design até à produção, proporcionando-lhes o respeito do mercado e a paz de espírito que merecem.

Fundada em 1973, a Lectra tem atualmente 32 filiais em todo o globo, prestando serviços a clientes em mais de 100 países. Com mais de 1650 funcionários, a Lectra registou uma faturação de 277 milhões de euros em 2017. A Lectra está cotada na Euronext (LSS).

Para obter mais informações, visite www.lectra.com

Aplicações na nuvem da Lectra conquistam o mundo da moda

A Lectra, a parceira tecnológica de empresas que utilizam tecidos e couros, lança a primeira de uma série de aplicações baseadas na nuvem idealizadas para as equipas de desenvolvimento de produto e de produção. As aplicações Quick Estimate e Quick Nest serão lançadas em França e Itália, ficando mais tarde progressivamente disponíveis noutros países.

Como parte da estratégia da Indústria 4.0 da Lectra, a Lectra colaborou com os seus principais clientes do mundo digital para desenvolver aplicações que dão a capacidade aos decisores para reagir num instante.

A Quick Estimate revoluciona a eficiência do desenvolvimento de produto, sendo fundamental na gestão dos custos. A Quick Nest disponibiliza acesso à criação de colocações automáticas e aproveita a tecnologia na nuvem para lidar com enormes volumes de cálculos em paralelo, maximizando a produtividade e a eficiência das colocações.

Impulsionando a Internet das Coisas industriais, os princípios do desenvolvimento lean e a computação baseada na nuvem, a Lectra tem como objetivo disponibilizar acesso a aplicações de melhoria do negócio em qualquer momento e em qualquer local. Longe vai o tempo do espaço de armazenamento limitado e da baixa velocidade de cálculo. Estas aplicações na nuvem, leves e completas, vão redefinir a forma como os clientes da indústria da moda armazenam e processam dados.

O tecido representa frequentemente valores próximos de 60% a 70% do custo de uma peça de vestuário. A Quick Estimate possibilita às equipas de desenvolvimento de produto calcular de forma instantânea as necessidades de tecido a partir do seu ambiente de trabalho Modaris®—a solução de modelagem 2D/3D e de graduação da Lectra—com acesso direto às aplicações na nuvem. Quem desenvolve modelos tem agora a flexibilidade para efetuar ajustes aos modelos de forma mais rápida, para otimizar os custos, protegendo ao mesmo tempo a qualidade da marca e garantindo rapidez de colocação no mercado.

A Quick Nest pode ser acedida através do Diamino®, a solução de criação de colocações da Lectra. Durante as fases desenvolvimento da produção, os utilizadores da Quick Nest poderão processar colocações mais pormenorizadas de forma mais rápida. A Quick Nest pode também ser utilizada pelas equipas de produção para lidar automaticamente com listas de colocações em tempo recorde através da nuvem.

Estas aplicações vão também garantir transparência em toda a empresa, pois as equipas de gestão obtêm uma visibilidade total das necessidades de consumo para todos os produtos em desenvolvimento e em produção graças ao acesso visível a dados consolidados para aprovação e comunicação.

“O objetivo final na nossa nova estratégia é claro: queremos colocar os nossos clientes no centro do nosso negócio. Queremos que eles prosperem nesta nova era digital. As nossas mais recentes aplicações adaptadas à Indústria 4.0 vão funcionar como catalisadores de crescimento para os seus negócios, dando-lhes a possibilidade de tomar boas decisões com base em informação em tempo real,” explica Daniel Harari, presidente e diretor-executivo da Lectra. “E isto é apenas o início. Vão chegar aplicações ainda mais inovadoras.”

Sobre a Lectra
Para as empresas que dão vida ao nosso guarda-roupa, ao interior do nosso automóvel, ao mobiliário e outros, a Lectra está a criar as tecnologias premium que facilitam a transformação digital da sua indústria.

A oferta da Lectra aumenta as capacidades das marcas e dos fabricantes, desde o design até à produção, proporcionando-lhes o respeito do mercado e a paz de espírito que merecem.

Fundada em 1973, a Lectra tem atualmente 32 filiais em todo o globo, prestando serviços a clientes em mais de 100 países. Com mais de 1650 funcionários, a Lectra registou uma faturação de 277 milhões de euros em 2017. A Lectra está cotada na Euronext (LSS).

Gerber Technology: rumo à digitalização

Foi um enorme prazer…

… Para mim e para a organização europeia da Gerber Technology, participar e ter a oportunidade de dar o nosso contributo num evento da dimensão do Citeve’s iTechStyle Summit 2018.

Estiveram presentes 720 delegados de 21 países (impressionante) – números fabulosos. Uma organização perfeita, um local deslumbrante – o Terminal de Cruzeiros do Porto, que funcionou como um farol brilhante na escuridão e na tempestade (e sim, aqueles dias foram tempestuosos!), tudo representativo do profissionalismo e da força inovadora portuguesa.

Tudo continua diferente: Vivemos num mundo digital e vamos transformar o setor do vestuário, da moda e da indústria têxtil – setores chave, de facto, para a economia portuguesa.

As boas notícias: Ao longo de décadas, o que simplesmente tendemos a denominar de indústria da moda, sem qualquer outro tipo de diferenciação, provou por diversas vezes ser extremamente viável, o que requer um enorme talento para se reinventar apesar do lobby extremamente limitado…

No entanto, isso é algo que agora precisa de ser dominado nas próximas semanas, meses e anos – tudo se resume à transformação digital – algo abrangente e, portanto, diferente – este é um enorme desafio para as economias locais e globais, para a educação e para as políticas sociais.  Mais do que nunca, a tecnologia é necessária como parte de uma nova filosofia de negócios, orientada para o cliente e simbolismo da mudança da produção em massa para que existam mais opções para o consumidor. O retalho foi o primeiro a ser atingido – com o comércio eletrónico que alcançou agora um percentual de dois dígitos. Alguns até dizem que o www habitual da internet, poderia representar-se como o (why -porquê), /what – quando) e o (where – onde)”.

“Veja agora, compre já”. Isto define um nível de expectativas completamente novo, e não apenas com os millennials com demandas altas na cadeia de supply chain, onde os desafios continuam a crescer.

E enquanto o perigo de ficar para trás é muito real, o lado positivo da digitalização também é enorme. O setor do vestuário nem sempre teve um papel de vanguarda como sendo um dos primeiros a adotar novas tecnologias, mas empresas que se transformaram digitalmente são em média 26% mais lucrativas do que as suas concorrentes no setor, como descobriu recentemente o prestigioso Massachusetts Institute of Technology.

Na Gerber Technology, o nosso apelo é “Embrace Your Digital Reality ™” – ADIRA À REALIDADE DIGITAL. Hoje, – desde grandes players a pequenas startups – todos podem impulsionar a tecnologia digital e soluções de ponta. Não estamos todos ao mesmo nível quando se trata de tecnologia sofisticada ou mesmo de ponta. Portanto, um parceiro tecnológico capaz é essencial para ajudar as empresas a adotar novas soluções e preparar a sua transformação digital.

Na Gerber Technology, identificamos as três principais megatendências que moldarão o futuro muito próximo:

Software na Cloud aprimora os recursos de colaboração, pois os ficheiros estão acessíveis em qualquer lugar e em tempo real, desde que haja uma ligação à internet. Além disso, grandes implementações de software e hardware e longos atrasos na atualização de tecnologia são agora coisa do passado.

A tecnologia 3D é a chave para reduzir drasticamente o tempo e os valores investidos em amostras físicas, o que desacelera a cadeia de supply chain e afeta negativamente o meio ambiente.

O nosso objetivo é tornar o Software 3D fácil de adquirir e de usar, com o compromisso de que uma peça de roupa sempre é baseada na rentabilidade do 3D e em padrões que possam ser produzidos.

IoT – Industry 4.0 – Apesar de a costura robótica ainda estar no início, a análise certa em termos de uma infraestrutura digital, ágil e preparada para o futuro já possibilita o uso de dados de produção com a mais alta eficiência. Esta opção permite a automação da manutenção preventiva, a reordenação de peças de reposição e consumíveis e o mais importante, permite-nos ver a situação dos pedidos em tempo real – soluções que vemos como próximas etapas para que se tornem aplicações comumente utilizadas.

A digitalização mudou radicalmente, não apenas os processos da indústria da moda mas também o que é moda para cada um de nós. No passado, as divas glamorosas e as estrelas de Hollywood eram os modelos que ditavam as tendências, mas atualmente “estar na moda” é aquilo que é publicado nas redes sociais, Instagram e blogs, sendo que fatores como a idade e a fase da vida em questão já não são o principal critério. Trata-se da democratização da moda e do vestuário, para que qualquer pessoa no mundo, independente de onde quer que esteja, em termos de tecnologia, possa colher os benefícios das soluções digitais.

Assim sendo, na Gerber Technology olhamos para o futuro focando-nos no apoio que podemos prestar nesta jornada rumo à digitalização. Queremos colaborar e apoiar empresas de diversos setores – na moda, no mobiliário, indústria automóvel, sinalização e embalamento – seja em Portugal, ou no sul da Europa, ou em qualquer país dos de 133 onde estamos mundialmente presentes.

Yvonne Heinen-FoudehDiretora de Marketing e Comunicação EMEA na Gerber Technology

iTechStyle Summit 2018…o que eles dizem

A organização esteve a cargo do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal – e reuniu players da indústria, fornecedores de tecnologia, pesquisadores, clusters e outros atores do setor têxtil e de vestuário de toda a Europa.

Joachim Hensch, Managing Director da HUGO BOSS Textile Industries, foi um dos oradores do evento que, sob o tema da digitalização e produção robotizada, apresentou a produção robotizada da Hugo Boss.

“É importante esta ponte que se pretende construir aqui entre o conhecimento científico das universidades e o universo empresarial por dois motivos.

Por um lado, as universidades estão a educar os nossos futuros “dirigentes”. Por isso é relevante que eles tenham contacto com as indústrias durante a sua aprendizagem, para perceberem o que é preciso, em que direção a indústria está a caminhar e quais são os interesses das marcas.

Por outro lado, todas as conferências são importantes pela sua diversidade e pela forma como se concentram num tópico, ajudando a perceber e a encaixar todos os elementos que a ele dizem respeito.

Quanto à Indústria 4.0, ela é agora um princípio, uma mentalidade. Temos de perceber que os consumidores são o centro da revolução industrial e que temos um trabalho árduo pela frente para conseguir corresponder à complexidade das suas necessidades. Por isso mesmo é necessária esta ligação entre o consumidor e a indústria, a qual é possível através da digitalização, robotização, e a automatização da indústria para aumentar a produtividade e a eficiência e fazer face à complexidade do mercado”. Joachim Hensch, Managing Director da HUGO BOSS Textile Industries

iTechStyle Summit: conferência internacional do têxtil e vestuário

Durante três dias, 28 de fevereiro, 1 e 2 de março de 2018, o iTechStyle Summit reuniu inovadores da indústria, provedores de tecnologia, pesquisadores, clusters e outros atores do setor têxtil e do vestuário de toda a Europa.

A segunda conferência internacional de têxteis e vestuário, organizada pelo CITEVE – Centro Tecnológico para a Indústria Têxtil e Vestuário de Portugal em colaboração com a Associação Selectiva Moda e coordenação científica da Universidade do Minho – Centro de Ciências e Tecnologia Têxteis, foi dirigida por vozes líderes da indústria e da academia. Trata-se de um evento cheio de oportunidades para explorar, aprender, compartilhar e de networking.

Aqui, partilharam-se conhecimentos especializados sobre as últimas tendências, estratégias, oportunidades e desafios da Indústria 4.0.

A conferência teve como principais tópicos a funcionalização; materiais responsivos; estruturas 3D; desmaterialização de protótipos; compósitos baseados em têxteis; biomateriais; e métodos de medição de desempenho.

Na sessão em que se falou da digitalização e robotização de produção estiverem presentes oradores representantes de marcas de renome, cuja presença no mercado tem acompanhado toda esta revolução industrial:

Joachim Hensch, Managing Director Hugo Boss Textile Industries, para nos falar sobre a robotização;

Edouard Macquin, Chief Sales Officer da Lectra abordou a ascensão da Indústria 4.0 na moda;

Marc Van Parys, Presidente da UNITEX (BE), falou sobre as Tecnologias digitais para a fábrica do futuro;

Jürgen Thoms R&D Manager da PLEVA, refletiu sobre as últimas soluções para acabamento têxtil: alisamento de alta tecnologia e sensores para secadores;

E, ainda, Tatjana Spahiu, Conferencista da Universidade Politécnica de Tirana, que apresentou o protótipo virtual 3D na indústria da moda.

O QUE ELES DIZEM…

Rodrigo Siza Vieira – Managing Director da Lectra Portugal e Espanha

“Tentámos trazer a este evento a nossa visão para o futuro próximo e que passa por um roadmap estratégico que a Lectra apresentou há um ano e que se pretende cumprido até 2020.

Os desafios atuais dizem respeito aos desafios dos nossos clientes e aos quais temos de responder através da integração de soluções, desde o conceito de produto até à produção, passando pelo desenvolvimento de produto, pelos processos de industrialização, de planeamento e de corte, nos quais estamos tradicionalmente há muitos anos, mas integrando esses processos e automatizando os mesmos.

Tomemos como exemplo a Lectra Cutting Room 4.0 que pretende automatizar e integrar os processos intermédios nos seus recursos e os dados que são gerados por esses processos, desde o pedido do cliente até a saída de peças cortadas para a costura.

Juntar num evento deste tipo a comunidade científica e o universo empresarial é gratificante, não só por tematizar os três dias da conferência, mas também pelo número significativo de visitantes que atrai”. 

Edouard Macquin – Chief Sales Officer da Lectra

“Quando se fala de Indústria 4.0 as pessoas remetem automaticamente para a produção. No entanto, a Indústria 4.0 é uma revolução industrial que diz respeito não só às fábricas, mas sim à cadeia inteira, desde o ponto de venda até à produção, ou seja, toda a cadeia logística. É importante perceber que a Indústria 4.0 começa nos consumidores e esta é a grande mudança. É o consumidor que está no centro de todas as operações. Esta revolução está a aproximar a indústria do consumidor. A Indústria 4.0 é uma necessidade para atingir as necessidades dos consumidores e as novas formas de consumo. Hoje, mais do que nunca, tudo está voltado para o consumidor.

Podemos mesmo afirmar que não é a revolução industrial que vai mudar o mundo da moda, mas sim o mercado que está a contribuir para a mudança de paradigma”.

Joachim Hensch – Managing Director da Hugo Boss Textile Industries

“É importante esta ponte que se pretende construir aqui entre o conhecimento científico das universidades e o universo empresarial por dois motivos. Por um lado, as universidades estão a educar os nossos futuros “dirigentes”. Por isso é relevante que eles tenham contacto com as indústrias durante a sua aprendizagem, para perceberem o que é preciso, em que direção a indústria está a caminhar e quais são os interesses das marcas. Por outro lado, todas as conferências são importantes pela sua diversidade e pela forma como se concentram num tópico, ajudando a perceber e a encaixar todos os elementos que a ele dizem respeito. Quanto à Indústria 4.0, ela é agora um princípio, uma mentalidade. Temos de perceber que os consumidores são o centro da revolução industrial e que temos um trabalho árduo pela frente para conseguir corresponder à complexidade das suas necessidades. Por isso mesmo é necessária esta ligação entre o consumidor e a indústria, a qual é possível através da digitalização, robotização, e a automatização da indústria para aumentar a produtividade e a eficiência e fazer face à complexidade do mercado”. 

LECTRA

Como é que a Indústria 4.0 está a moldar e transformar o mercado global da moda? Para alguns a Indústria 4.0 não só está a revolucionar a forma como os fabricantes operam, mas também como as marcas e os comerciantes precisam de funcionar.

Recentemente, a Lectra apresentou a sua solução PLM modular, a Lectra Fashion PLM 4.0, que atua como um centro conectado e inteligente para a cadeia de fornecimento digital de hoje. A solução permite aos utilizadores de toda a cadeia de logística, desde o desenvolvimento até a produção, passando pelo design, trabalhar juntos através de um sistema que pode ser adaptado a diferentes modelos de negócios e que permite às empresas responder rapidamente às «tendências».

O objetivo da Lectra é fornecer aos seus clientes a tecnologia e o suporte de que precisam para prosperar e ter sucesso neste novo mercado digital.

LECTRA CUTTING ROOM: UMA VANTAGEM COMPETITIVA

No ambiente de moda acelerado de hoje, a produção deve ser rápida e flexível o suficiente para obter um maior volume de pedidos em prazos apertados, mantendo os custos baixos e mantendo os padrões de qualidade. O que acontece na sala de corte pode inclinar o equilíbrio entre lucros e perdas.

A Lectra entende esses desafios, por isso mesmo procura combinar a sua experiência na indústria têxtil com metodologia lean e a tecnologia mais recente para ajudar as empresas a transformar a sala de corte numa vantagem competitiva.

Grupo Sousa oferece soluções de vanguarda aos clientes

Com sede na ilha da Madeira, o Grupo Sousa tornou-se um dos três principais grupos portugueses do setor marítimo-portuário. Que fatores contribuíram para esta posição e solidez?

O Grupo Sousa iniciou a sua atividade há mais de 30 anos com o transporte marítimo de carga entre o Continente e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e na operação portuária. Consolidou as operações que progressivamente foi integrando na sua estrutura, alargando as suas atividades aos setores da logística, energia e turismo. Correspondemos à dinâmica dos mercados onde operamos com grande flexibilidade na ótica da prestação de serviços de excelência, para garantir um elevado nível de satisfação e fidelização dos nossos clientes, parceiros e colaboradores. A nossa solidez advém, sobretudo, do “saber fazer” dos cerca de 700 colaboradores que integram os nossos quadros, que atualmente se repartem entre o Continente Português, Madeira, Açores, Cabo Verde, Guiné-Bissau, mas também entre os quatro navios que constituem a nossa frota.

É considerado pela Alphaliner o maior armador nacional. Como definiria a estratégia do Grupo?

Prestamos serviços em toda a cadeia de valor: transporte marítimo, operação portuária, agenciamento de navios, terminais de logística, transporte rodoviário de mercadorias e serviços de manutenção. O nosso objetivo é fornecer soluções de transporte integradas, privilegiando a utilização de meios próprios nos setores marítimo-portuário, transporte marítimo de carga e passageiros, terminais e operações de logística, gás natural (Small Scale LNG) e energias renováveis. Temos vindo a fomentar parcerias estratégicas com operadores de referência e a antecipar as tendências do mercado, oferecendo soluções de vanguarda aos nossos clientes.

Ao longo dos últimos 20 anos o Grupo Sousa tem atuado em diferentes áreas de negócios. Que principais marcos ou etapas enumeraria como fundamentais para a história do Grupo?

Foram dados três passos importantes nos últimos dez anos. (1) Transporte marítimo: aquisição da Boxlines (2010) e da Port Line Containers International (2015) que conferiram profundidade estratégica e dimensão internacional às linhas marítimas operadas pelo Grupo Sousa, por agora entre Portugal, Marrocos, Canárias, Cabo Verde e Guiné-Bissau. (2) Energia: a operação logística de GNL, iniciada em 2014, entre o Terminal de GNL de Sines e a ilha da Madeira, através da qual mantemos o maior “gasoduto virtual de GNL” do Atlântico para a produção de energia elétrica. É uma operação pioneira em Portugal, uma referência internacional com mais de 5.200 contentores de GNL consumidos, que pode representar 25% da matriz energética da Madeira. Realizámos, também, o 1º abastecimento de GNL a um navio em Portugal no porto do Funchal, ao navio de cruzeiros Aidaprima, operação que mantemos até abril deste ano. (3) Indústria de Cruzeiros: O Grupo Sousa é o único grupo empresarial português do consórcio multinacional que, desde 2014, detém a concessão para a construção, operação, financiamento e transferência do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa por um período de 35 anos, representando 30% do capital, do qual fazem parte a Global Ports Holding (Turquia), a Royal Caribbean (EUA) e a Creuers Ports (Barcelona).

Com uma vasta experiência em diferentes áreas de intervenção, qual é o caminho a seguir pelo Grupo Sousa?

Esse caminho já está a ser percorrido. Trabalhar, todos os dias, para continuarmos a ser o melhor operador marítimo-portuário de Portugal, especialista logístico de excelência que, privilegiando a utilização de meios próprios, está apto a proporcionar soluções inovadoras com reconhecida credibilidade, e que procura fazer sempre melhor.

A Indústria 4.0 ou a quarta revolução industrial está aí. Já se fizeram sentir os seus efeitos no setor marítimo-portuário?

Ao longo dos últimos anos têm vindo a ser dados passos importantes no âmbito do shipping 4.0. Hoje é comum utilizar sensores para supervisionar o que se passa a bordo de um navio em tempo real, sendo disso exemplo a monitorização dos parâmetros de contentores frigoríficos 24h/dia. Trata-se de informação crucial para que possamos atuar, sem demora, na reposição das condições de operação desses equipamentos, preservando a qualidade da carga e, portanto, do seu valor. Na atividade portuária existem hoje alguns terminais de contentores com elevado grau de automatização, dotados de máquinas e tratores com sensores e câmaras, controlados por operadores que atuam a partir de uma torre de controlo. Apesar destes exemplos, o setor marítimo-portuário tem ainda, no plano nacional, que recuperar o atraso tecnológico de que padece, pelo que a evolução proporcionada pela Janela Única Portuária e, recentemente, com a Janela Única Logística, constituem iniciativas importantes para a simplificação e digitalização do sector. No plano mundial estão a dar-se passos no sentido de criar um conhecimento de embarque eletrónico inteligente (Bill of Lading), utilizando a tecnologia Blockchain. Trata-se de um instrumento fundamental para a circulação marítima de mercadorias que há muito deveria estar a funcionar em formato eletrónico, reconhecido e validado universalmente.

Quais considera ser os fatores críticos para que se alcance o sucesso pretendido neste desafio que é a Indústria 4.0?

Em primeiro lugar, é indispensável desburocratizar os processos inerentes à circulação das mercadorias por via marítima, aproveitando as tecnologias de informação que estão disponíveis, num esforço conjunto de todas as entidades, públicas e privadas. Em paralelo, a questão da capacitação dos recursos humanos é determinante para que o processo de digitalização e interação com as máquinas, e com os navios em especial, se faça de forma eficaz. Por último, não menos importante, a liderança, já que estamos num processo de mudança que, apesar de tecnológico, comporta uma transformação que resultará em novas formas de trabalhar que permitirão obter ganhos de eficiência, cujo propósito é alavancar o negócio por forma a que as empresas sejam cada vez mais competitivas. Quem não acompanhar estas evoluções e implementar as que são viáveis, corre sério risco de ficar fora de mercado.

É uma realidade que começa a ter efeitos nos indicadores operacionais das empresas. Que ferramentas nos traz que permitem alterar beneficamente os setores de atividade?

Em termos de hardware, a produção e instalação dos sensores para recolha e transmissão da informação sobre a condição dos sistemas e equipamentos. Por outro lado, o software potente, inteligente e interoperável que possibilita filtrar, gerir e partilhar a informação pertinente. Estas capacidades, a par de comunicações fiáveis e seguras que permitam a transmissão em tempo real (real time), ou quase real (near real time), a baixo custo para o decisor, constituem ferramentas indispensáveis para o sucesso desta revolução.

Hoje, produtos, máquinas e pessoas estão ligados em rede, cada vez em maior número, através de plataformas digitais que disponibilizam informação em tempo real. Para si, o que acarreta esta revolução industrial?

No shipping já existem casos muito concretos da utilização de sensores nos navios. A exemplo dos contentores frigoríficos, a monitorização pode ser estendida a outros contentores, entre outros, os de transporte de GNL. A IOT (Internet of Things) tem permitido otimizar o consumo de combustível e as rotas em função das condições atmosféricas e oceanográficas prevalecentes. Sobre a manutenção dos navios certamente que também se verificará uma evolução, centrada na recolha, tratamento e transmissão de dados a navegar, relativos à condição dos seus sistemas e equipamentos, monitorizada pelas equipas de manutenção em terra em tempo real. São capacidades em permanente evolução, de aplicação transversal em muitas áreas de atuação do Grupo Sousa, designadamente nas operações portuárias e na logística.

A Quarta Revolução Industrial é considerada “a revolução da digitalização massiva, da Internet of Things, da aprendizagem automática (machine learning) e da robotização, mas também da nanotecnologia e dos novos materiais, e da biotecnologia”. Está o setor marítimo-portuário preparado para esta revolução?

Está a acompanhar e a preparar-se. No setor portuário assiste-se já, nalguns terminais, à automatização da estiva de contentores, controlada a partir de uma central e, a seu tempo, perspetiva-se que as operações portuárias sejam feitas numa base M2M (Machine to Machine), em resultado do machine learning, dispensando a intervenção humana. De igual modo, tem-se assistido a resultados promissores de investigação e desenvolvimento para os navios, que se traduzem na sua autonomia progressiva podendo, em última instância, ser integralmente dirigidos a partir de uma “ponte de comando” em terra. também neste caso, com o M2M, perspetiva-se, em última análise, a não intervenção humana neste processo. Importa, ainda, sublinhar que esta revolução tecnológica deverá ser acompanhada da revisão da moldura legal aplicável aos navios, à navegação e aos tripulantes, com impacto em Convenções e Regulamentos à escala global e em diplomas legais dos Estados, em matérias como a segurança da navegação, poluição do meio marinho, trabalho dos inscritos marítimos, seguros, mas também da defesa e proteção dos interesses dos Estados nos espaços marítimos sob sua jurisdição e soberania, um enorme desafio que é indissociável da revolução do shipping 4.0.

(Re) adaptação é a palavra de ordem na HCCT

Vítor Mota, Manager da HCCT, fala-nos sobre a atuação da empresa no mercado e do seu papel na Indústria 4.0 ou nova Revolução Industrial.

A HCCT assume-se como uma empresa que está no mercado para desenvolver competências; para nós, competências, significa saber fazer coisas, tendo em vista um objetivo pré-definido e que se pretende alcançar”, começa por explicar Vítor Mota. “O saber fazer, na e para a HCCT, é essencial. O que pretendemos é que os nossos clientes saibam rentabilizar as suas competências. Isto pode ser entendido a nível individual ou de uma equipa ou mesmo de uma dada organização”, acrescenta ainda.

A empresa enfatiza a importância da liderança nas empresas. Para Vítor Mota há muito a dizer sobre a liderança, mas existem alguns aspetos fulcrais a enumerar.

O líder tem de ser mentor e catalisador da equipa, o responsável pelo processo e resultado, a pessoa que vai à frente. Liderar é bem-dispor, é motivar. Liderar é direcionar um grupo de pessoas, de forma positiva, para o que se pretende alcançar, transformando o grupo em equipa.

As pessoas devem deslocar-se diariamente para a empresa motivadas; caso contrário, a produtividade e a rentabilidade da empresa vai ressentir-se. “Temos de saber «agarrar» as pessoas e extrair delas o seu melhor, potenciar o seu talento. A empresa e a vida das pessoas não podem estar dissociadas, isso não funciona”, refere Vítor Mota.

A nova revolução industrial

A Indústria 4.0 ou nova Revolução Industrial está aí, está no mercado e no mundo. “Mas em Portugal tem acontecido de forma mais lenta devido à mentalidade da sociedade em geral”, diz-nos.

Para o nosso entrevistado as revoluções não acontecem num dia. Tratam-se sim, de um conjunto de acontecimentos “sucessivos e que vão impulsionando a mudança”. O mesmo aconteceu com a Indústria 4.0 que foi surgindo.

“Hoje, o consumidor não se contenta apenas em comprar um determinado produto; tem de saber mais sobre ele, se está disponível noutros formatos, cores, materiais, se é, efetivamente, o melhor para si e, sobretudo, decidir sobre o aspeto final. Estamos a voltar ao conceito de há cinco séculos atrás, onde tudo era feito à medida do cliente, mas agora com produção à escala global”, acrescenta Vítor Mota.

Na sua ótica, quando se fala de empresas que trabalham para a Europa ou para o mundo, já é possível perceber alguma mudança de mentalidade. No entanto, quando se fala de empresas locais ou de organismos públicos ainda sente haver um caminho a percorrer.

“Não podemos dizer que as empresas não estejam preparadas para a Indústria 4.0; as empresas são as pessoas, são os líderes, são os colaboradores. A preparação parte deles; as mentalidades devem mudar”, adianta o nosso entrevistado. Nos últimos anos muito se tem falado sobre empreendedorismo e empreendedores, o que, genericamente, as pessoas associam apenas aos empresários. “Está errado. Todos nós temos de ser empreendedores nas nossas tarefas do dia-a-dia e assumir a responsabilidade individual no todo”, reforça Vítor Mota.

A revolução industrial está a trazer esta mudança porque “só sobrevive, quem melhor se adapta”, refere o nosso interlocutor, citando Darwin. “Se, enquanto trabalhadores ou empresários, queremos ter efetivamente um lugar no mercado, temos de nos adaptar. Adaptar implica conhecer as nossas próprias competências, os nossos talentos e capacidades e saber o que melhorar”, diz-nos ainda.

A mentalidade deve ser alterada. Porque o próprio mercado assim exige. A HCCT insiste nesta mudança e quer ter um papel ativo nela.

Presença da HCCT no mercado

Os serviços que a HCCT disponibiliza vão sempre ao encontro das necessidades específicas de cada cliente. Seja a melhoria de uma competência de uma pessoa, de uma equipa, departamento ou organização, seja da melhoria do próprio processo na empresa.

A visão que a empresa procura difundir é que, hoje, nada é estático nem definitivo. Irão continuar a nascer e a desaparecer empresas num curto espaço de tempo; outras vão sobreviver outras ainda irão ser pioneiras durante décadas. A diferença está na capacidade de adaptação.

Cada pessoa tem de saber adaptar-se e readaptar-se, aprender e reaprender constantemente. Quando a HCCT se refere a pessoas, refere-se tanto a colaboradores, como a líderes, como a equipas e organizações.

“Nos últimos anos conseguimos perceber, em Portugal, uma maior abertura de mentalidade, quer ao nível da liderança quer de colaboração. Os novos empresários são mais proativos e dinâmicos, entendem que é necessária a capacidade de adaptação constante e por isso inovam, o que é extremamente positivo para a sociedade e para a economia em geral”, conclui Vítor Mota.

“A indústria de vestuário em Portugal recuperou da crise pelo seu próprio mérito”

“Quanto mais longa, melhor”. É desta forma que o nosso entrevistado nos revela a sua paixão pelas corridas, ele que é um corredor e aficionado de endurance, “se o tempo o permitir”, tendo participado em diversas maratonas, pelo menos três já conta no seu currículo, inclusive a maratona de Chicago, realizada a 10-10-10, ou seja, 10 de outubro de 2010. Segundo o CEO da Gerber Technology, serve para compensar o stress, as restrições das responsabilidades acumuladas e das viagens intensas, funcionado, as corridas, quase como uma terapia para fazer face ao trabalho intenso, quase 60 horas semanais. Ao longo da nossa conversa, o nosso entrevistado aponta desafios, mas também estratégias para as indústrias Gerber, onde serve e mapeia um curso para o futuro envolvimento da organização de atuação global.

Olhando para o mercado, a Gerber Technology tem vindo a demonstrar uma liderança forte no fornecimento de soluções integradas de automação para apoiar a transformação e a digitalização no mercado de vestuário, também em Portugal. Sabemos que a posição de liderança tecnológica da Gerber se estende além do vestuário, ou seja, direciona-se para outras indústrias que lidam com materiais flexíveis, incluindo compósitos, móveis estufados, têxteis industriais, automóveis e interiores e muito mais. Qual tem sido o papel da Gerber Technology, em toda a sua globalidade, no sentido de auxiliar o universo empresarial no desafio da digitalização?

Esse esforço não é de agora, mas tem sido assim ao longo destes 50 anos. A Gerber Technology e todos os que a compõem esforçam-se diariamente para ser um parceiro que colabora com os seus clientes, no sentido de os ajudar e apoiar a atingir níveis de sucesso elevados. Existem dois ingredientes chave na nossa estratégia para ajudar os nossos clientes: o primeiro passa pela abordagem que temos, ou seja, devido ao nosso portefólio de produtos, estamos a analisar os fluxos de trabalho dos nossos clientes de uma forma mais abrangente e global. Examinamos como os dados são transferidos entre processos e identificamos áreas onde a eficiência pode ser alcançada. Temos um conjunto de produtos que suportam fluxos de trabalho de design, planeamento e desenvolvimento, através da produção e rastreamento, sejam eles de fabrico em casa ou através de uma complexa cadeia de suprimentos global.

O segundo ingrediente, e sem dúvida o mais importante, assenta no conhecimento e na paixão do nosso povo. A nossa equipa, a nível global, está empenhada em ajudar os nossos clientes a abraçar a mudança para a digitalização. O conhecimento combinado que temos na nossa equipa é incomparável na nossa indústria. A nossa entende os desafios que os nossos clientes enfrentam com as forças do mercado, tais como redução dos tempos de ciclo na comercialização de novos produtos, aumento das eficiências, otimização dos custos dos produtos para que possam aumentar as suas margens de lucro e gerir a logística, cada vez mais complexa numa cadeia de fornecimento global.

Gostava também de reconhecer que seguimos e estamos muito satisfeitos em testemunhar a recuperação do setor do têxtil, vestuário e calçado em Portugal nos últimos tempos. Esta recuperação notável na superação de inúmeros desafios na política e austeridade da EU tem sido fantástica. É igualmente impressionante ver uma gama de empresas portuguesas que estão prontas a prosperar, desde roupas de pronto a vestir, desde moda rápida até coleções sofisticadas de designers ou fatos masculinos de ponta MTM. É claro que os fabricantes de vestuário portugueses trabalharam no duro e recuperaram da crise através do compromisso e dos próprios méritos. O nosso centro de administração europeu está localizado no Porto, mais concretamente em Vila Nova de Gaia, e estou orgulhoso por afirmar que a equipa da Gerber está pronta para atender os seus clientes sempre que necessitarem.

Quais são os grandes desafios das empresas portuguesas de moda e vestuário para darem o passo rumo à Indústria 4.0? 

A Indústria 4.0 cria o que apelidou de “fábrica inteligente”, aproveitando dados e conectividades entre sistemas físicos para monitorar e automatizar processos, inúmeras vezes reduzindo a necessidade de mão-de-obra qualificada. A maioria desses processos é monitorizada pela denominada internet das coisas (loT), permitindo uma maior colaboração entre as cadeias de suplementos, melhorando o tempo de produção e a eficiência geral.

Isso é muito ambicioso para a indústria, se considerarmos que aproximadamente 70% do tempo de processamento para a confeção de uma peça de vestuário refere-se ao processo de costura e, até à data, 90% da costura é manuseada manualmente ou semi preparada automaticamente. No momento, sistemas de costura automatizados já se encontram disponíveis. Estamos a promover uma associação à Automation Softwear, Inc., uma visionária, de Atlanta, na Geórgia, nos EUA, que já alcançaram resultados notáveis. Para alterar a indústria para a costura robotizada não será barato, mas será um benefício de custo a longo prazo. Acredito que vamos ver essas mudanças nos próximos cinco a dez anos, já que a Hugo Boss e a Adidas estão já a usar costura robótica, sendo que mais empresas estão a considerar a ideia. Quero ainda reconhecer que na Gerber temos uma longa história, ou seja, começámos a adicionar sensores aos nossos Gerbercutters para torna-los preparados, e isto há vários anos. o nosso principal produto, o Paragon multiply Gerbercutter tem mais de 100 sensores que permitem uma monitorização remota e captura de dados. Também possuímos uma plataforma chamada Gerberconnect que permite aos nossos técnicos possuir sistemas de monitoramento remoto para identificar inoportunidades de manutenção para melhorar o tempo de espera e aproveitar o poder dos dados operacionais, permitindo que os nossos clientes criem relatórios do painel para avaliar a eficiência da produção.

Do seu ponto de vista, qual é a melhor estratégia para as empresas de têxtil e de vestuário para transformar as suas próprias organizações para lidar com a digitalização e tudo o que concerne à mesma?

Na Gerber lançamos uma campanha de comunicação com o tema “Embrave Your Digital Reality™”. Sabemos que todos estão em pontos diferentes da sua jornada de adoção de tecnologia e agora é o momento de «abraçar» ou reconhecer que a digitalização é real, ou seja, este é o momento de ativar e acelerar esforços de digitalização. Assim, estamos a encorajar os nossos clientes a enfretar este desafio e a começar a jornada para capturar os benefícios que terão com a digitalização. O primeiro passo assenta no envolvimento de um parceiro confiável, para ajudar no mapeamento de processos, identificando processos manuais que podem ser digitalizados. Em Portudal, Francisco Aguiar e a sua equipa, nas instalações de Vila Nova de Gaia, estão prontos a ajudar os nossos clientes a «abraçar a sua realidade digital», que têm todo o apoio dos nossos especialistas tanto a nível local como na nossa sede corporativa em Connecticut.

Estamos presentes para colaborar, para alavancar o nosso pessoal, com conhecimento da nossa indústria e com o nosso abrangente portfólio de produtos para que os nossos clientes confiem na sua transformação digital. Em suma, as empresas não precisam de uma estratégia digital, mas necessitam de um suporte digital para fortalecer a sua estratégia individual.

Acredita que a Indústria 4.0 e a digitalização aportem um nível superior de produção a Portugal? 

Historicamente, a nossa indústria perseguiu o trabalho de costura de custo mais reduzido, às vezes referido como “perseguindo a agulha”. Quando olhamos para todas as eficiências que podem ser alcançadas através de sistemas de integração digital, acredito que há uma grande promessa e uma oportunidade para a fabricação crescer em muitas partes do mundo. Embora a costura possa limitar a eficiência ideal da Indústria 4.0, a digitalização pode afetar todos os outros aspetos do fluxo de trabalho do vestuário, desde o design e desenvolvimento de produtos, à prototipagem virtual 3D até à produção totalmente integrada.

Levando tudo isso em consideração, acredito que veremos uma mudança nas tendências de abastecimento global. A localização aumentará, especialmente porque a necessidade de manter a tendência e a necessidade de acelerar gerarão sucesso. Isso combinado com o custo e benefícios ambientais associados à produção mais próxima do P.O.S. (Ponto de Venda), que se tornará esmagadora. Então, sim, a produção vai retornar para países altamente industrializados e, em particular, Portugal, o que parece ser lógico.
Como é que a Indústria 4.0 e a Transformação Digital mudarão a forma como funcionam as empresas portuguesas de têxteis e vestuário? 

A Transformação Digital é o passo inicial e natural rumo à Indústria 4.0 e exigirá uma grande mudança de mentalidade por parte das empresas. O desafio das empresas portuguesas é agir, como já salientei anteriormente, ou seja, para abraçar a realidade individual, trabalhar com parceiros de tecnologia certos. Será importante desafiar esses parceiros a fornecer consultoria e suporte personalizados, sendo que é importante entendermos que necessitamos de parceiros com conhecimento e experiência.

Dito isto, as empresas devem analisar como construir uma estratégia individual, ou seja, estarem preparadas para se reposicionar ou mesmo reinventar-se. Sugiro que comecem por perceber e avaliar o seu propósito principal, porque eles existem e são o que os torna diferentes. Então, interessa reimprimir as viagens dos clientes, percebendo como eles devem evoluir. Por último, devem formar uma equipa com foco na digitalização. É importante começar agora, e mesmo que seja numa dimensão pequena, depois expanda. Não deixe esta oportunidade para trás.

Acerca da Gerber Technology

A Gerber Technology fornece soluções líderes de mercado, em software e automação, a clientes na confeção de vestuário e noutras aplicações industriais que melhoram os processos de fabricação e design, e permitem gerir e conectar de forma mais eficaz a cadeia de fornecimento. Estas soluções intervêm desde a fase de desenvolvimento de produto e fabrico, até ao retalhista e cliente final. A Gerber serve mais de 78.000 clientes em 130 países, incluindo mais de 100 empresas que constam da lista Fortune 500 nos setores do vestuário e acessórios, lar e lazer, transportes, embalagem e sinalética e artes gráficas. A empresa desenvolve e fabrica os seus produtos em várias localizações nos Estados Unidos e Canadá, possuindo capacidades de produção adicionais na China. Com sede em Connecticut nos Estados Unidos, a Gerber Technology é propriedade da AIP, uma empresa de investimentos privados, especializada no setor de tecnologia, com mais de três mil milhões de dólares em ativos sob a sua gestão. A AIP está sediada em Nova Iorque. www.gerbertechnology.com 

A reter

Desafie os seus fornecedores e outros participantes da cadeia de valor sobre como pode usar dados colaborativos

Reflita sobre seus próprios processos e sobre como os dados podem capacitar novos níveis de automação

Agora é o momento de alinhar a sua infraestrutura para aproveitar as possibilidades remotas de hoje e de amanhã.

GERBER QUADRO 01

“A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”

Jomro é uma empresa direcionada para o comércio de máquinas para a Indústria Têxtil e Confeção e tem como premissa apostar na escolha de produtos e marcas com qualidade de excelência. Veit, Logopak, Polypack, Human Solutions, Trecolan, Kuris e Schoen + Sandt são as representações da Jomro em Portugal. Tratam-se de marcas alemãs e, como tal, não poderiam corresponder mais à filosofia de Hans-Martin Heidenreich para quem a qualidade, sustentabilidade e confiança justificam o preço dos produtos. “A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”, afirma o nosso interlocutor.

JOMRO 02Questionado sobre qual tem sido a estratégia da Jomro e o seu posicionamento no mercado, o nosso entrevistado segue a mesma linha de pensamento: é alemão, por isso é exigente, rigoroso e trabalha afincadamente. Sobre a solidez da empresa no mercado português, Hans-Martin Heidenreich também não hesitou na resposta: “somos alemães”, disse entre risos. “Conheço só duas maneiras de trabalhar: trabalhar bem ou não trabalhar. Esta é a nossa mentalidade e reflete-se na influência que a Alemanha tem atualmente na Europa e no mundo. Sabemos que o produto alemão é bom e que garante estabilidade e sustentabilidade”, diz-nos o nosso interlocutor.

No entanto, sabe perfeitamente os fatores que o motivaram a mudar-se para Portugal e sabe que a qualidade e evolução da indústria têxtil portuguesa estão a marcar pontos. “Foi uma boa aposta. Portugal está a aproximar-se cada vez da mentalidade alemã. Está a tornar-se bastante rigoroso e disciplinado”, refere.

Enquanto empresa de representações, a Jomro trabalha hoje para empresas alemãs, fabricantes de máquinas de confeção, de renome. “Temos máquinas para a transformação (corte) da matéria-prima têxtil, máquinas para o acabamento, prensagem e de embalar. Este é o nosso forte”, explica-nos o nosso entrevistado.

A verdade é que, ao longo destes 30 anos de presença no mercado português, Hans-Martin Heidenreich assistiu aos altos e baixos da indústria têxtil portuguesa. Quando se mudou para Portugal, na altura, existiam cerca de cinco mil empresas e a indústria têxtil representava 35% do PIB português. O setor definhou, mas hoje, volta a ter uma visibilidade forte no panorama internacional, depois de se assistir à valorização do produto nacional e à aposta na modernização das fábricas. E é aqui que entra a Indústria 4.0.

A Revolução Industrial

A Indústria 4.0 está aí e está a mudar o mercado. É preciso saber o que mudou, que desafios acarreta e qual é o seu impacto na indústria têxtil.

A revolução industrial é uma evolução dos sistemas produtivos industriais que garante benefícios como a redução de custos, de energia, o aumento da segurança e da qualidade, e a melhoria da eficiência dos processos.

Para Hans-Martin Heidenreich, a mudança na indústria têxtil e o ponto de viragem deu-se com a nova máquina de fusão da VEIT, a FX Diamond, onde o “design encontra a tecnologia”. Com esta máquina verificam-se excelentes resultados de fusão graças a um controlo extremamente preciso dos dois importantes parâmetros de fusão – temperatura e pressão. As entrelinhas modernas de alta tecnologia geralmente têm apenas uma faixa de temperatura bastante pequena para uma melhor ligação com a cola. Consequentemente, o controlo exato de temperatura hoje é muito mais importante do que nunca. Para atender a esses requisitos a VEIT desenvolveu um novo e inovador sistema de controlo de aquecimento. “Trata-se de uma máquina-chave com bastante influência e importante para o processo da revolução industrial neste setor”, explica o nosso entrevistado.

Também a BITCOIN, uma moeda totalmente virtual, na opinião de Hans-Martin Heidenreich, faz parte deste processo da revolução industrial e é um elemento importante para a Indústria 4.0, isto porque as máquinas podem faturar e contabilizar, ou seja, a máquina possui uma conta virtual BITCOIN que credita/debita, “ao vivo”, prestações de serviço.

É de senso comum que a revolução industrial terá um grande impacto em todos os setores, no entanto, para Hans-Martin Heidenreich na indústria têxtil, será um processo mais difícil de ser implementado por se tratar de um setor menos automatizável. “Por exemplo, temos representadas nossas com produtos que oferecem todas as possibilidades de serem máquinas integradas na filosofia da Indústria 4.0. São máquinas que trabalham com software e que podem ser controlada remotamente. Mas penso que esta revolução industrial não é transversal a todos os processos intrínsecos à indústria têxtil. Não se trata de um setor que possa ser totalmente automatizado”, realça o sócio-gerente da Jomro.

O E-Commerce

Contudo, no setor têxtil, a digitalização e o comércio eletrónico têm revolucionado modelos de negócio, conferindo muito mais poder de customização e de escolha aos clientes. É o caso do e-commerce, por exemplo. As novas formas de consumo estão a conduzir ao aumento das compras online em Portugal. Mas esta nova forma de comércio tem ainda um grande potencial de crescimento no nosso país, tendo em conta que o comércio eletrónico é responsável neste momento por apenas 8,6% do total de todas as compras efetuadas pelos portugueses, muito abaixo dos 11,3% da média europeia. Mas Hans-Martin Heidenreich considera que o e-commerce não veio para substituir ou fazer concorrência ao comércio tradicional. Trata-se de um processo complementar e que depende do produto. No caso da Jomro o e-commerce é apenas uma alavanca para se vender o produto, é o ponto para iniciar o contacto. “O nosso produto exige formação, exige explicação e exige acompanhamento que não se pode fazer numa loja online. A venda final tem de ser feita pessoalmente”, conclui Hans-Martin Heidenreich.

Lectra premiada como “Showcase para a Indústria do Futuro”

O sentimento é comum, a indústria da moda e vestuário está viva e prepara-se para abraçar a Indústria 4.0 com a Lectra, cuja estratégia foi concebida para capacitar as empresas nas áreas da moda e vestuário, automóvel e mobiliário a serem bem-sucedidas à medida que entram na era da Indústria 4.0.

Ancorada na digitalização dos processos industriais, desde a criação à produção, a Indústria 4.0 está a criar uma nova organização dos ecossistemas das fábricas. Cada vez mais flexíveis com recursos otimizados, as fábricas estão a impulsionar um novo ciclo de vida digitalizado, para produtos que irão beneficiar os consumidores.

Além disso, a produção em massa está a aumentar a capacidade para a produção personalizada em grande escala, disponibilizando também produtos de qualidade, de rápido lançamento no mercado, aguardados por consumidores cada vez mais impacientes e exigentes.

Para fazer face a estas mudanças, é essencial uma cadeia de valor digital para fornecer ligações em tempo real entre as equipas criativas e as equipas de desenvolvimento do produto, fábricas inteligentes, fornecedores e consumidores.

“Para satisfazer estes novos desafios, os nossos clientes podem confiar na nossa oferta de software e equipamentos, já compatíveis com os princípios da Indústria 4.0, no nosso profundo conhecimento da Internet das Coisas industriais, desde 2007, e na experiência das nossas equipas em indústrias específicas,” declarou Daniel Harari, CEO de Lectra. “Graças a estes fortes fundamentos, estamos a enriquecer de forma massiva a nossa oferta, aproveitando as mais recentes tecnologias e integrando as melhores práticas, para assim consolidar a posição da Lectra como uma visionária da Indústria 4.0.”

O lançamento de uma oferta de Software como um Serviço (SaaS) reflete a nova estratégia da Lectra, reforçada pela nuvem e desenvolvida desde 2015. Esta oferta, tirando partido da análise e exploração de dados, irá traduzir-se em equipamentos ainda mais inteligentes e interligados e numa excelente integração entre equipamentos, software e serviços. Novos serviços específicos da indústria irão reforçar a oferta, permitindo à Lectra melhorar continuamente os processos do cliente. Inicialmente testada em 2017 com clientes selecionados, alguns dos quais têm estado envolvidos com a oferta desde o início da conceção, a nova oferta será comercializada a partir de 2018.

“Ao proporcionar um aumento de valor aos nossos clientes, a Lectra irá aumentar a quota de receitas dedicada à pesquisa e desenvolvimento para 10% para o período entre 2017 e 2019, representando um aumento de cerca de 50% entre 2016 e 2019. Desta forma, podemos apoiar os nossos clientes no seu percurso para a excelência operacional, indispensável para ter sucesso no contexto da quarta revolução industrial,” conclui Daniel Harari.

“Maior flexibilidade, maior conetividade e maior velocidade de resposta”

 

O Governo criou um programa específico para ajudar as empresas portuguesas a abraçarem da melhor forma a indústria 4.0, em que, segundo a PwC, o nível médio de digitalização das empresas do setor industrial crescerá de 33% para 72% dentro de 5 anos. Qual é a sua opinião sobre esta iniciativa?

Acredito nos números, embora ainda esteja muito por fazer em alguns setores «distraídos», logo é hoje um grande desafio. A “desmaterialização” da economia, como lhe gosto de lhe chamar, envolve um compromisso muito grande na mudança de processos – empresas, pessoas e liderança. Tenho dúvidas sobre uma revolução tão rápida de digitalização, e isto porque não se limita a isso, ou seja, vai envolver uma série de inovações revolucionárias na produção e nos processos produtivos, em toda a cadeia de valor de alguns setores, com foco no aumento da produtividade. Há termos/conceitos como “the internet of things, the internet of services, the industral internet, advanced manufacturing, cyber-physical systems, smart factory, big data, cloud computing”, entre outros, que ainda não fazem parte do vocabulário da gestão atual. E que já deveriam ser uma obrigação e um compromisso para quem quer conhecer e jogar segundo as novas regras de jogo.

O Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, referiu que esta “é a primeira revolução industrial em que a localização geográfica de Portugal não nos prejudica e os investimentos em infraestruturas tecnológicas, em ciência e na qualificação realizados neste país na última década nos permitem ambicionar liderar esta mudança”. Concorda?

Embora, hoje, já afastado da Secretaria de Estado, reconheço um dinamismo ímpar do João Vasconcelos em todas as questões relacionadas com o tema. Principalmente muitos programas criados esse sentido que alimentam e facilitam a adoção de novos modelos por todo o ecossistema empresarial português. Há um trabalho que vem de trás e que efetivamente se materializou em ações concretas da parte governativa. Não concordo com a “liderança da mudança” do lado português, mas sim como ator e protagonista com peso no processo – e nem tanto pelo dinamismo governativo nesta matéria, mas sim pelas empresas, empresários e pessoas que todos os dias marcam a diferença e se ajustam para serem mais produtivos amanhã, de forma a “não perder o comboio”. O ficar de fora, ou atrasado, para algumas indústrias e fileiras pode mesmo, na minha opinião, ser fatal.

Quais diria que são as grandes tendências que afetam o desenvolvimento do capital humano?           

Maior flexibilidade, maior conetividade e maior velocidade de resposta. Estes serão três vetores como “pedra de toque” para o capital humano 4.0, tudo relacionado com mudança e capacidade de adaptação. A cadeia de valor num determinado setor vai ficar ainda mais dinâmica, otimizada em tempo real (e que se organize só por si), em que o custo, a disponibilidade e o consumo de recursos passam a ser dos principais drivers do negócio. Os métodos colaborativos, se os souberem maximizar, vão fazer toda a diferença em termos de inovação e competitividade num setor.

Falando apenas de Portugal, de que forma pode ser explicado o conceito de reindustrialização, indústria 4.0 e de política industrial?

Eu chamava-lhe apenas desmaterialização da economia, com tudo o que isso vai implicar na modificação dos processos e dos relacionamentos “das coisas”.

Existe uma clara ligação entre produção industrial, desenvolvimento tecnológico, inovação e emprego qualificado? Porquê?

Claro que sim. É todo um ecossistema colaborativo que potencia resultados. Como já referi, a conetividade é a chave, entre empresas, processos, pessoas e a academia. O caminho vai obrigar ao seguinte: meios produtivos mais eficientes, flexíveis e que incorporem inteligência e interconetividade; séries e tempos de produção cada vez mais curtos (personalização massiva dos produtos); uma gestão logística integrada e inteligente; uma digitalização dos canais e gestão omnicanal; análise preditiva das necessidades dos clientes; informação exaustiva e com valor; rastreabilidade de todo o processo produtivo; especialização em ecossistemas de valor; e evolução digital dos produtos.

Na sua opinião, do que precisam as empresas portuguesas para se incluírem em pleno naquela que é a Quarta Revolução Industrial?

Em primeiro lugar precisam de liderança e visão, antecipando tendências – uma liderança inclusiva e participativa. Em segundo, uma capacidade de adaptação rápida, pois a velocidade passou a ser uma obrigação. Em terceiro, uma capacidade única de ler dados, e os saber analisar/medir em benefício do seu negócio.

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