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(Re) adaptação é a palavra de ordem na HCCT

Vítor Mota, Manager da HCCT, fala-nos sobre a atuação da empresa no mercado e do seu papel na Indústria 4.0 ou nova Revolução Industrial.

A HCCT assume-se como uma empresa que está no mercado para desenvolver competências; para nós, competências, significa saber fazer coisas, tendo em vista um objetivo pré-definido e que se pretende alcançar”, começa por explicar Vítor Mota. “O saber fazer, na e para a HCCT, é essencial. O que pretendemos é que os nossos clientes saibam rentabilizar as suas competências. Isto pode ser entendido a nível individual ou de uma equipa ou mesmo de uma dada organização”, acrescenta ainda.

A empresa enfatiza a importância da liderança nas empresas. Para Vítor Mota há muito a dizer sobre a liderança, mas existem alguns aspetos fulcrais a enumerar.

O líder tem de ser mentor e catalisador da equipa, o responsável pelo processo e resultado, a pessoa que vai à frente. Liderar é bem-dispor, é motivar. Liderar é direcionar um grupo de pessoas, de forma positiva, para o que se pretende alcançar, transformando o grupo em equipa.

As pessoas devem deslocar-se diariamente para a empresa motivadas; caso contrário, a produtividade e a rentabilidade da empresa vai ressentir-se. “Temos de saber «agarrar» as pessoas e extrair delas o seu melhor, potenciar o seu talento. A empresa e a vida das pessoas não podem estar dissociadas, isso não funciona”, refere Vítor Mota.

A nova revolução industrial

A Indústria 4.0 ou nova Revolução Industrial está aí, está no mercado e no mundo. “Mas em Portugal tem acontecido de forma mais lenta devido à mentalidade da sociedade em geral”, diz-nos.

Para o nosso entrevistado as revoluções não acontecem num dia. Tratam-se sim, de um conjunto de acontecimentos “sucessivos e que vão impulsionando a mudança”. O mesmo aconteceu com a Indústria 4.0 que foi surgindo.

“Hoje, o consumidor não se contenta apenas em comprar um determinado produto; tem de saber mais sobre ele, se está disponível noutros formatos, cores, materiais, se é, efetivamente, o melhor para si e, sobretudo, decidir sobre o aspeto final. Estamos a voltar ao conceito de há cinco séculos atrás, onde tudo era feito à medida do cliente, mas agora com produção à escala global”, acrescenta Vítor Mota.

Na sua ótica, quando se fala de empresas que trabalham para a Europa ou para o mundo, já é possível perceber alguma mudança de mentalidade. No entanto, quando se fala de empresas locais ou de organismos públicos ainda sente haver um caminho a percorrer.

“Não podemos dizer que as empresas não estejam preparadas para a Indústria 4.0; as empresas são as pessoas, são os líderes, são os colaboradores. A preparação parte deles; as mentalidades devem mudar”, adianta o nosso entrevistado. Nos últimos anos muito se tem falado sobre empreendedorismo e empreendedores, o que, genericamente, as pessoas associam apenas aos empresários. “Está errado. Todos nós temos de ser empreendedores nas nossas tarefas do dia-a-dia e assumir a responsabilidade individual no todo”, reforça Vítor Mota.

A revolução industrial está a trazer esta mudança porque “só sobrevive, quem melhor se adapta”, refere o nosso interlocutor, citando Darwin. “Se, enquanto trabalhadores ou empresários, queremos ter efetivamente um lugar no mercado, temos de nos adaptar. Adaptar implica conhecer as nossas próprias competências, os nossos talentos e capacidades e saber o que melhorar”, diz-nos ainda.

A mentalidade deve ser alterada. Porque o próprio mercado assim exige. A HCCT insiste nesta mudança e quer ter um papel ativo nela.

Presença da HCCT no mercado

Os serviços que a HCCT disponibiliza vão sempre ao encontro das necessidades específicas de cada cliente. Seja a melhoria de uma competência de uma pessoa, de uma equipa, departamento ou organização, seja da melhoria do próprio processo na empresa.

A visão que a empresa procura difundir é que, hoje, nada é estático nem definitivo. Irão continuar a nascer e a desaparecer empresas num curto espaço de tempo; outras vão sobreviver outras ainda irão ser pioneiras durante décadas. A diferença está na capacidade de adaptação.

Cada pessoa tem de saber adaptar-se e readaptar-se, aprender e reaprender constantemente. Quando a HCCT se refere a pessoas, refere-se tanto a colaboradores, como a líderes, como a equipas e organizações.

“Nos últimos anos conseguimos perceber, em Portugal, uma maior abertura de mentalidade, quer ao nível da liderança quer de colaboração. Os novos empresários são mais proativos e dinâmicos, entendem que é necessária a capacidade de adaptação constante e por isso inovam, o que é extremamente positivo para a sociedade e para a economia em geral”, conclui Vítor Mota.

“A indústria de vestuário em Portugal recuperou da crise pelo seu próprio mérito”

“Quanto mais longa, melhor”. É desta forma que o nosso entrevistado nos revela a sua paixão pelas corridas, ele que é um corredor e aficionado de endurance, “se o tempo o permitir”, tendo participado em diversas maratonas, pelo menos três já conta no seu currículo, inclusive a maratona de Chicago, realizada a 10-10-10, ou seja, 10 de outubro de 2010. Segundo o CEO da Gerber Technology, serve para compensar o stress, as restrições das responsabilidades acumuladas e das viagens intensas, funcionado, as corridas, quase como uma terapia para fazer face ao trabalho intenso, quase 60 horas semanais. Ao longo da nossa conversa, o nosso entrevistado aponta desafios, mas também estratégias para as indústrias Gerber, onde serve e mapeia um curso para o futuro envolvimento da organização de atuação global.

Olhando para o mercado, a Gerber Technology tem vindo a demonstrar uma liderança forte no fornecimento de soluções integradas de automação para apoiar a transformação e a digitalização no mercado de vestuário, também em Portugal. Sabemos que a posição de liderança tecnológica da Gerber se estende além do vestuário, ou seja, direciona-se para outras indústrias que lidam com materiais flexíveis, incluindo compósitos, móveis estufados, têxteis industriais, automóveis e interiores e muito mais. Qual tem sido o papel da Gerber Technology, em toda a sua globalidade, no sentido de auxiliar o universo empresarial no desafio da digitalização?

Esse esforço não é de agora, mas tem sido assim ao longo destes 50 anos. A Gerber Technology e todos os que a compõem esforçam-se diariamente para ser um parceiro que colabora com os seus clientes, no sentido de os ajudar e apoiar a atingir níveis de sucesso elevados. Existem dois ingredientes chave na nossa estratégia para ajudar os nossos clientes: o primeiro passa pela abordagem que temos, ou seja, devido ao nosso portefólio de produtos, estamos a analisar os fluxos de trabalho dos nossos clientes de uma forma mais abrangente e global. Examinamos como os dados são transferidos entre processos e identificamos áreas onde a eficiência pode ser alcançada. Temos um conjunto de produtos que suportam fluxos de trabalho de design, planeamento e desenvolvimento, através da produção e rastreamento, sejam eles de fabrico em casa ou através de uma complexa cadeia de suprimentos global.

O segundo ingrediente, e sem dúvida o mais importante, assenta no conhecimento e na paixão do nosso povo. A nossa equipa, a nível global, está empenhada em ajudar os nossos clientes a abraçar a mudança para a digitalização. O conhecimento combinado que temos na nossa equipa é incomparável na nossa indústria. A nossa entende os desafios que os nossos clientes enfrentam com as forças do mercado, tais como redução dos tempos de ciclo na comercialização de novos produtos, aumento das eficiências, otimização dos custos dos produtos para que possam aumentar as suas margens de lucro e gerir a logística, cada vez mais complexa numa cadeia de fornecimento global.

Gostava também de reconhecer que seguimos e estamos muito satisfeitos em testemunhar a recuperação do setor do têxtil, vestuário e calçado em Portugal nos últimos tempos. Esta recuperação notável na superação de inúmeros desafios na política e austeridade da EU tem sido fantástica. É igualmente impressionante ver uma gama de empresas portuguesas que estão prontas a prosperar, desde roupas de pronto a vestir, desde moda rápida até coleções sofisticadas de designers ou fatos masculinos de ponta MTM. É claro que os fabricantes de vestuário portugueses trabalharam no duro e recuperaram da crise através do compromisso e dos próprios méritos. O nosso centro de administração europeu está localizado no Porto, mais concretamente em Vila Nova de Gaia, e estou orgulhoso por afirmar que a equipa da Gerber está pronta para atender os seus clientes sempre que necessitarem.

Quais são os grandes desafios das empresas portuguesas de moda e vestuário para darem o passo rumo à Indústria 4.0? 

A Indústria 4.0 cria o que apelidou de “fábrica inteligente”, aproveitando dados e conectividades entre sistemas físicos para monitorar e automatizar processos, inúmeras vezes reduzindo a necessidade de mão-de-obra qualificada. A maioria desses processos é monitorizada pela denominada internet das coisas (loT), permitindo uma maior colaboração entre as cadeias de suplementos, melhorando o tempo de produção e a eficiência geral.

Isso é muito ambicioso para a indústria, se considerarmos que aproximadamente 70% do tempo de processamento para a confeção de uma peça de vestuário refere-se ao processo de costura e, até à data, 90% da costura é manuseada manualmente ou semi preparada automaticamente. No momento, sistemas de costura automatizados já se encontram disponíveis. Estamos a promover uma associação à Automation Softwear, Inc., uma visionária, de Atlanta, na Geórgia, nos EUA, que já alcançaram resultados notáveis. Para alterar a indústria para a costura robotizada não será barato, mas será um benefício de custo a longo prazo. Acredito que vamos ver essas mudanças nos próximos cinco a dez anos, já que a Hugo Boss e a Adidas estão já a usar costura robótica, sendo que mais empresas estão a considerar a ideia. Quero ainda reconhecer que na Gerber temos uma longa história, ou seja, começámos a adicionar sensores aos nossos Gerbercutters para torna-los preparados, e isto há vários anos. o nosso principal produto, o Paragon multiply Gerbercutter tem mais de 100 sensores que permitem uma monitorização remota e captura de dados. Também possuímos uma plataforma chamada Gerberconnect que permite aos nossos técnicos possuir sistemas de monitoramento remoto para identificar inoportunidades de manutenção para melhorar o tempo de espera e aproveitar o poder dos dados operacionais, permitindo que os nossos clientes criem relatórios do painel para avaliar a eficiência da produção.

Do seu ponto de vista, qual é a melhor estratégia para as empresas de têxtil e de vestuário para transformar as suas próprias organizações para lidar com a digitalização e tudo o que concerne à mesma?

Na Gerber lançamos uma campanha de comunicação com o tema “Embrave Your Digital Reality™”. Sabemos que todos estão em pontos diferentes da sua jornada de adoção de tecnologia e agora é o momento de «abraçar» ou reconhecer que a digitalização é real, ou seja, este é o momento de ativar e acelerar esforços de digitalização. Assim, estamos a encorajar os nossos clientes a enfretar este desafio e a começar a jornada para capturar os benefícios que terão com a digitalização. O primeiro passo assenta no envolvimento de um parceiro confiável, para ajudar no mapeamento de processos, identificando processos manuais que podem ser digitalizados. Em Portudal, Francisco Aguiar e a sua equipa, nas instalações de Vila Nova de Gaia, estão prontos a ajudar os nossos clientes a «abraçar a sua realidade digital», que têm todo o apoio dos nossos especialistas tanto a nível local como na nossa sede corporativa em Connecticut.

Estamos presentes para colaborar, para alavancar o nosso pessoal, com conhecimento da nossa indústria e com o nosso abrangente portfólio de produtos para que os nossos clientes confiem na sua transformação digital. Em suma, as empresas não precisam de uma estratégia digital, mas necessitam de um suporte digital para fortalecer a sua estratégia individual.

Acredita que a Indústria 4.0 e a digitalização aportem um nível superior de produção a Portugal? 

Historicamente, a nossa indústria perseguiu o trabalho de costura de custo mais reduzido, às vezes referido como “perseguindo a agulha”. Quando olhamos para todas as eficiências que podem ser alcançadas através de sistemas de integração digital, acredito que há uma grande promessa e uma oportunidade para a fabricação crescer em muitas partes do mundo. Embora a costura possa limitar a eficiência ideal da Indústria 4.0, a digitalização pode afetar todos os outros aspetos do fluxo de trabalho do vestuário, desde o design e desenvolvimento de produtos, à prototipagem virtual 3D até à produção totalmente integrada.

Levando tudo isso em consideração, acredito que veremos uma mudança nas tendências de abastecimento global. A localização aumentará, especialmente porque a necessidade de manter a tendência e a necessidade de acelerar gerarão sucesso. Isso combinado com o custo e benefícios ambientais associados à produção mais próxima do P.O.S. (Ponto de Venda), que se tornará esmagadora. Então, sim, a produção vai retornar para países altamente industrializados e, em particular, Portugal, o que parece ser lógico.
Como é que a Indústria 4.0 e a Transformação Digital mudarão a forma como funcionam as empresas portuguesas de têxteis e vestuário? 

A Transformação Digital é o passo inicial e natural rumo à Indústria 4.0 e exigirá uma grande mudança de mentalidade por parte das empresas. O desafio das empresas portuguesas é agir, como já salientei anteriormente, ou seja, para abraçar a realidade individual, trabalhar com parceiros de tecnologia certos. Será importante desafiar esses parceiros a fornecer consultoria e suporte personalizados, sendo que é importante entendermos que necessitamos de parceiros com conhecimento e experiência.

Dito isto, as empresas devem analisar como construir uma estratégia individual, ou seja, estarem preparadas para se reposicionar ou mesmo reinventar-se. Sugiro que comecem por perceber e avaliar o seu propósito principal, porque eles existem e são o que os torna diferentes. Então, interessa reimprimir as viagens dos clientes, percebendo como eles devem evoluir. Por último, devem formar uma equipa com foco na digitalização. É importante começar agora, e mesmo que seja numa dimensão pequena, depois expanda. Não deixe esta oportunidade para trás.

Acerca da Gerber Technology

A Gerber Technology fornece soluções líderes de mercado, em software e automação, a clientes na confeção de vestuário e noutras aplicações industriais que melhoram os processos de fabricação e design, e permitem gerir e conectar de forma mais eficaz a cadeia de fornecimento. Estas soluções intervêm desde a fase de desenvolvimento de produto e fabrico, até ao retalhista e cliente final. A Gerber serve mais de 78.000 clientes em 130 países, incluindo mais de 100 empresas que constam da lista Fortune 500 nos setores do vestuário e acessórios, lar e lazer, transportes, embalagem e sinalética e artes gráficas. A empresa desenvolve e fabrica os seus produtos em várias localizações nos Estados Unidos e Canadá, possuindo capacidades de produção adicionais na China. Com sede em Connecticut nos Estados Unidos, a Gerber Technology é propriedade da AIP, uma empresa de investimentos privados, especializada no setor de tecnologia, com mais de três mil milhões de dólares em ativos sob a sua gestão. A AIP está sediada em Nova Iorque. www.gerbertechnology.com 

A reter

Desafie os seus fornecedores e outros participantes da cadeia de valor sobre como pode usar dados colaborativos

Reflita sobre seus próprios processos e sobre como os dados podem capacitar novos níveis de automação

Agora é o momento de alinhar a sua infraestrutura para aproveitar as possibilidades remotas de hoje e de amanhã.

GERBER QUADRO 01

“A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”

Jomro é uma empresa direcionada para o comércio de máquinas para a Indústria Têxtil e Confeção e tem como premissa apostar na escolha de produtos e marcas com qualidade de excelência. Veit, Logopak, Polypack, Human Solutions, Trecolan, Kuris e Schoen + Sandt são as representações da Jomro em Portugal. Tratam-se de marcas alemãs e, como tal, não poderiam corresponder mais à filosofia de Hans-Martin Heidenreich para quem a qualidade, sustentabilidade e confiança justificam o preço dos produtos. “A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”, afirma o nosso interlocutor.

JOMRO 02Questionado sobre qual tem sido a estratégia da Jomro e o seu posicionamento no mercado, o nosso entrevistado segue a mesma linha de pensamento: é alemão, por isso é exigente, rigoroso e trabalha afincadamente. Sobre a solidez da empresa no mercado português, Hans-Martin Heidenreich também não hesitou na resposta: “somos alemães”, disse entre risos. “Conheço só duas maneiras de trabalhar: trabalhar bem ou não trabalhar. Esta é a nossa mentalidade e reflete-se na influência que a Alemanha tem atualmente na Europa e no mundo. Sabemos que o produto alemão é bom e que garante estabilidade e sustentabilidade”, diz-nos o nosso interlocutor.

No entanto, sabe perfeitamente os fatores que o motivaram a mudar-se para Portugal e sabe que a qualidade e evolução da indústria têxtil portuguesa estão a marcar pontos. “Foi uma boa aposta. Portugal está a aproximar-se cada vez da mentalidade alemã. Está a tornar-se bastante rigoroso e disciplinado”, refere.

Enquanto empresa de representações, a Jomro trabalha hoje para empresas alemãs, fabricantes de máquinas de confeção, de renome. “Temos máquinas para a transformação (corte) da matéria-prima têxtil, máquinas para o acabamento, prensagem e de embalar. Este é o nosso forte”, explica-nos o nosso entrevistado.

A verdade é que, ao longo destes 30 anos de presença no mercado português, Hans-Martin Heidenreich assistiu aos altos e baixos da indústria têxtil portuguesa. Quando se mudou para Portugal, na altura, existiam cerca de cinco mil empresas e a indústria têxtil representava 35% do PIB português. O setor definhou, mas hoje, volta a ter uma visibilidade forte no panorama internacional, depois de se assistir à valorização do produto nacional e à aposta na modernização das fábricas. E é aqui que entra a Indústria 4.0.

A Revolução Industrial

A Indústria 4.0 está aí e está a mudar o mercado. É preciso saber o que mudou, que desafios acarreta e qual é o seu impacto na indústria têxtil.

A revolução industrial é uma evolução dos sistemas produtivos industriais que garante benefícios como a redução de custos, de energia, o aumento da segurança e da qualidade, e a melhoria da eficiência dos processos.

Para Hans-Martin Heidenreich, a mudança na indústria têxtil e o ponto de viragem deu-se com a nova máquina de fusão da VEIT, a FX Diamond, onde o “design encontra a tecnologia”. Com esta máquina verificam-se excelentes resultados de fusão graças a um controlo extremamente preciso dos dois importantes parâmetros de fusão – temperatura e pressão. As entrelinhas modernas de alta tecnologia geralmente têm apenas uma faixa de temperatura bastante pequena para uma melhor ligação com a cola. Consequentemente, o controlo exato de temperatura hoje é muito mais importante do que nunca. Para atender a esses requisitos a VEIT desenvolveu um novo e inovador sistema de controlo de aquecimento. “Trata-se de uma máquina-chave com bastante influência e importante para o processo da revolução industrial neste setor”, explica o nosso entrevistado.

Também a BITCOIN, uma moeda totalmente virtual, na opinião de Hans-Martin Heidenreich, faz parte deste processo da revolução industrial e é um elemento importante para a Indústria 4.0, isto porque as máquinas podem faturar e contabilizar, ou seja, a máquina possui uma conta virtual BITCOIN que credita/debita, “ao vivo”, prestações de serviço.

É de senso comum que a revolução industrial terá um grande impacto em todos os setores, no entanto, para Hans-Martin Heidenreich na indústria têxtil, será um processo mais difícil de ser implementado por se tratar de um setor menos automatizável. “Por exemplo, temos representadas nossas com produtos que oferecem todas as possibilidades de serem máquinas integradas na filosofia da Indústria 4.0. São máquinas que trabalham com software e que podem ser controlada remotamente. Mas penso que esta revolução industrial não é transversal a todos os processos intrínsecos à indústria têxtil. Não se trata de um setor que possa ser totalmente automatizado”, realça o sócio-gerente da Jomro.

O E-Commerce

Contudo, no setor têxtil, a digitalização e o comércio eletrónico têm revolucionado modelos de negócio, conferindo muito mais poder de customização e de escolha aos clientes. É o caso do e-commerce, por exemplo. As novas formas de consumo estão a conduzir ao aumento das compras online em Portugal. Mas esta nova forma de comércio tem ainda um grande potencial de crescimento no nosso país, tendo em conta que o comércio eletrónico é responsável neste momento por apenas 8,6% do total de todas as compras efetuadas pelos portugueses, muito abaixo dos 11,3% da média europeia. Mas Hans-Martin Heidenreich considera que o e-commerce não veio para substituir ou fazer concorrência ao comércio tradicional. Trata-se de um processo complementar e que depende do produto. No caso da Jomro o e-commerce é apenas uma alavanca para se vender o produto, é o ponto para iniciar o contacto. “O nosso produto exige formação, exige explicação e exige acompanhamento que não se pode fazer numa loja online. A venda final tem de ser feita pessoalmente”, conclui Hans-Martin Heidenreich.

Lectra premiada como “Showcase para a Indústria do Futuro”

O sentimento é comum, a indústria da moda e vestuário está viva e prepara-se para abraçar a Indústria 4.0 com a Lectra, cuja estratégia foi concebida para capacitar as empresas nas áreas da moda e vestuário, automóvel e mobiliário a serem bem-sucedidas à medida que entram na era da Indústria 4.0.

Ancorada na digitalização dos processos industriais, desde a criação à produção, a Indústria 4.0 está a criar uma nova organização dos ecossistemas das fábricas. Cada vez mais flexíveis com recursos otimizados, as fábricas estão a impulsionar um novo ciclo de vida digitalizado, para produtos que irão beneficiar os consumidores.

Além disso, a produção em massa está a aumentar a capacidade para a produção personalizada em grande escala, disponibilizando também produtos de qualidade, de rápido lançamento no mercado, aguardados por consumidores cada vez mais impacientes e exigentes.

Para fazer face a estas mudanças, é essencial uma cadeia de valor digital para fornecer ligações em tempo real entre as equipas criativas e as equipas de desenvolvimento do produto, fábricas inteligentes, fornecedores e consumidores.

“Para satisfazer estes novos desafios, os nossos clientes podem confiar na nossa oferta de software e equipamentos, já compatíveis com os princípios da Indústria 4.0, no nosso profundo conhecimento da Internet das Coisas industriais, desde 2007, e na experiência das nossas equipas em indústrias específicas,” declarou Daniel Harari, CEO de Lectra. “Graças a estes fortes fundamentos, estamos a enriquecer de forma massiva a nossa oferta, aproveitando as mais recentes tecnologias e integrando as melhores práticas, para assim consolidar a posição da Lectra como uma visionária da Indústria 4.0.”

O lançamento de uma oferta de Software como um Serviço (SaaS) reflete a nova estratégia da Lectra, reforçada pela nuvem e desenvolvida desde 2015. Esta oferta, tirando partido da análise e exploração de dados, irá traduzir-se em equipamentos ainda mais inteligentes e interligados e numa excelente integração entre equipamentos, software e serviços. Novos serviços específicos da indústria irão reforçar a oferta, permitindo à Lectra melhorar continuamente os processos do cliente. Inicialmente testada em 2017 com clientes selecionados, alguns dos quais têm estado envolvidos com a oferta desde o início da conceção, a nova oferta será comercializada a partir de 2018.

“Ao proporcionar um aumento de valor aos nossos clientes, a Lectra irá aumentar a quota de receitas dedicada à pesquisa e desenvolvimento para 10% para o período entre 2017 e 2019, representando um aumento de cerca de 50% entre 2016 e 2019. Desta forma, podemos apoiar os nossos clientes no seu percurso para a excelência operacional, indispensável para ter sucesso no contexto da quarta revolução industrial,” conclui Daniel Harari.

“Maior flexibilidade, maior conetividade e maior velocidade de resposta”

 

O Governo criou um programa específico para ajudar as empresas portuguesas a abraçarem da melhor forma a indústria 4.0, em que, segundo a PwC, o nível médio de digitalização das empresas do setor industrial crescerá de 33% para 72% dentro de 5 anos. Qual é a sua opinião sobre esta iniciativa?

Acredito nos números, embora ainda esteja muito por fazer em alguns setores «distraídos», logo é hoje um grande desafio. A “desmaterialização” da economia, como lhe gosto de lhe chamar, envolve um compromisso muito grande na mudança de processos – empresas, pessoas e liderança. Tenho dúvidas sobre uma revolução tão rápida de digitalização, e isto porque não se limita a isso, ou seja, vai envolver uma série de inovações revolucionárias na produção e nos processos produtivos, em toda a cadeia de valor de alguns setores, com foco no aumento da produtividade. Há termos/conceitos como “the internet of things, the internet of services, the industral internet, advanced manufacturing, cyber-physical systems, smart factory, big data, cloud computing”, entre outros, que ainda não fazem parte do vocabulário da gestão atual. E que já deveriam ser uma obrigação e um compromisso para quem quer conhecer e jogar segundo as novas regras de jogo.

O Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, referiu que esta “é a primeira revolução industrial em que a localização geográfica de Portugal não nos prejudica e os investimentos em infraestruturas tecnológicas, em ciência e na qualificação realizados neste país na última década nos permitem ambicionar liderar esta mudança”. Concorda?

Embora, hoje, já afastado da Secretaria de Estado, reconheço um dinamismo ímpar do João Vasconcelos em todas as questões relacionadas com o tema. Principalmente muitos programas criados esse sentido que alimentam e facilitam a adoção de novos modelos por todo o ecossistema empresarial português. Há um trabalho que vem de trás e que efetivamente se materializou em ações concretas da parte governativa. Não concordo com a “liderança da mudança” do lado português, mas sim como ator e protagonista com peso no processo – e nem tanto pelo dinamismo governativo nesta matéria, mas sim pelas empresas, empresários e pessoas que todos os dias marcam a diferença e se ajustam para serem mais produtivos amanhã, de forma a “não perder o comboio”. O ficar de fora, ou atrasado, para algumas indústrias e fileiras pode mesmo, na minha opinião, ser fatal.

Quais diria que são as grandes tendências que afetam o desenvolvimento do capital humano?           

Maior flexibilidade, maior conetividade e maior velocidade de resposta. Estes serão três vetores como “pedra de toque” para o capital humano 4.0, tudo relacionado com mudança e capacidade de adaptação. A cadeia de valor num determinado setor vai ficar ainda mais dinâmica, otimizada em tempo real (e que se organize só por si), em que o custo, a disponibilidade e o consumo de recursos passam a ser dos principais drivers do negócio. Os métodos colaborativos, se os souberem maximizar, vão fazer toda a diferença em termos de inovação e competitividade num setor.

Falando apenas de Portugal, de que forma pode ser explicado o conceito de reindustrialização, indústria 4.0 e de política industrial?

Eu chamava-lhe apenas desmaterialização da economia, com tudo o que isso vai implicar na modificação dos processos e dos relacionamentos “das coisas”.

Existe uma clara ligação entre produção industrial, desenvolvimento tecnológico, inovação e emprego qualificado? Porquê?

Claro que sim. É todo um ecossistema colaborativo que potencia resultados. Como já referi, a conetividade é a chave, entre empresas, processos, pessoas e a academia. O caminho vai obrigar ao seguinte: meios produtivos mais eficientes, flexíveis e que incorporem inteligência e interconetividade; séries e tempos de produção cada vez mais curtos (personalização massiva dos produtos); uma gestão logística integrada e inteligente; uma digitalização dos canais e gestão omnicanal; análise preditiva das necessidades dos clientes; informação exaustiva e com valor; rastreabilidade de todo o processo produtivo; especialização em ecossistemas de valor; e evolução digital dos produtos.

Na sua opinião, do que precisam as empresas portuguesas para se incluírem em pleno naquela que é a Quarta Revolução Industrial?

Em primeiro lugar precisam de liderança e visão, antecipando tendências – uma liderança inclusiva e participativa. Em segundo, uma capacidade de adaptação rápida, pois a velocidade passou a ser uma obrigação. Em terceiro, uma capacidade única de ler dados, e os saber analisar/medir em benefício do seu negócio.

“O sucesso da agap2IT deve-se à qualidade dos seus colaboradores”

Que aspetos contribuíram para o crescimento e a consolidação que a marca agap2IT  apresenta hoje no mercado?

PEDRO MOTA PEREIRAA agap2IT nasceu em 2005 no sentido de colmatar necessidades identificadas no tecido empresarial. Foi nosso desígnio levar aos negócios, o melhor know-how em tecnologias da TIR (Third Industrial Revolution).

A nossa atuação de sucesso em clientes de vários setores de mercado, tornou possível a criação de um grupo de raiz de ação global, do qual fazem já parte mais de 40 empresas de inovação e tecnologia.

A necessidade de acrescentar valor aos negócios e empresas, com o melhor conhecimento de Transformação Digital, manteve-se sempre como parte fundamental do ADN da agap2IT. Por um lado, a coexistência de operações múltiplas a nível internacional num clima de autonomia operacional e, por outro, o potenciar de sinergias estratégicas no desenvolvimento de projetos complexos e inovadores, acelerou ainda mais o nosso crescimento a nível nacional e global.

No início da atividade, o nosso core business era prestação de serviços de consultoria em Engenharia e em Tecnologias de informação, a par de execuções de desenvolvimento aplicacional in house em regime de Turn Key. Crescemos e, no presente, somos uma consultora com sete unidades técnicas especializadas e detentoras das competências necessárias para assumir as diferentes fases de um projeto, desde o levantamento de requisitos até à implementação, entrega e manutenção, aplicando as metodologias adequadas a cada fase e ao objetivo do projeto.

Atualmente, a agap2IT é também uma plataforma de nearshore, aproveitando o potencial e qualidade dos engenheiros portugueses e a sua capacidade de construir soluções técnicas. Temos um foco não só no mercado nacional, mas também a nível europeu através da deslocalização de projetos.

Empenhada na inovação, a agap2IT procura desenvolver e potenciar a tecnologia como parte integrante de qualquer organização. Que desafios enfrentam quando se fala de modernização de empresas numa economia cada vez mais global?

A situação económica desafiante na última década constituiu para as empresas de qualquer setor uma oportunidade. A agap2IT transformou os desafios dos seus clientes, em projetos diferenciadores. Este processo de acrescimento de valor tornou possível o desenvolvimento sustentado da nossa organização desde a sua génese.

O tecido empresarial mostra, à medida que a conjuntura económica se desanuvia, uma maior abertura para investimento tecnológico. O nosso conhecimento em Transformação Digital é global, dada a atuação direta e indireta em vários países europeus, e do nearshore para projetos de atuação mundial.

Uma verdadeira revolução digital da economia é o que se pretende com a Indústria 4.0. As empresas estão preparadas para esta transformação?

As empresas estão atentas às necessidades dos seus clientes. Sabem que o presente e futuro passa pela disponibilização de produtos e serviços cada vez mais assentes em tecnologia de Big Data, IoT, Machine Learning, Sistemas Cognitivos e Robótica.

Estudos recentes apontam que em 2020, 50% da despesa das empresas nacionais em tecnologias de informação incidirá sobre a terceira plataforma, assim as empresas entendem que é um requisito modernizarem-se e há um esforço conjunto de diversas instituições para o fazerem. Tanto em Portugal como na União Europeia existem linhas de ação para o fomento da Indústria 4.0 e Digitalização.

Falar-se de uma revolução da economia e do mundo do trabalho é falar, também, de uma revolução na forma de gerir pessoas nas organizações?
A mudança será gradual. Os departamentos de RH das empresas têm de estar atentos aos seus quadros e têm de antever as necessidades de novos perfis de colaboradores, conjuntamente com as faculdades e escolas técnicas.

As gerações que chegam ao mercado de trabalho são cada vez mais qualificadas, seletivas e estão imersas no contexto digital. Estas vão conviver com outros profissionais qualificados e preparados para uma constante mudança de carreiras. Soma-se a estes perfis, a já perspetivada automação da economia, a que cada organização terá de atuar, planeando antecipadamente.

De que forma a valorização humana está presente na agap2IT e como procuram incutir essa ideologia nas organizações com as quais trabalham?

O sucesso da agap2IT deve-se à qualidade dos seus colaboradores. Desta forma, a sua valorização é constante. Faz-se através de um plano de carreira e acompanhamento de proximidade e pela passagem do espírito “agapiano”. Entre as regalias que estão disponíveis para todos, salientamos a disponibilização de formação certificada dada in house.

A valorização humana, o empreendedorismo, a responsabilidade social são pilares da agap2IT, que procuramos fomentar na ação diária que temos com empresas dos mais variados setores.

A agap2IT consolidou em 2016 a sua posição no setor da inovação e tecnologia. A estratégia seguida está a potenciar e a diversificar a oferta, com um foco claro nas necessidades e oportunidades apresentadas pelo mercado. E como se prevê o ano de 2017?

FISMO desafio atual da agap2IT passa por acompanhar as necessidades de Transformação Digital de clientes e futuros clientes. Em abril lançámos o FootballISM, a mais completa plataforma de gestão de informação para Futebol, criada a partir da experiência em formação do Sporting Clube de Portugal que permite gerir a evolução desportiva, escolar, social e pessoal do principal ativo do Futebol: os jogadores. A plataforma analisa de forma detalhada e transversal o “scouting”, o recrutamento, a avaliação de treino e a competição, a gestão de instalações e equipamentos e a componente médica e jurídica. A plataforma permite uma avaliação quantitativa e qualitativa ilimitada de dados, fornecendo aos responsáveis dos clubes a melhor informação para o controlo e tomada de decisões. Esta plataforma tem suscitado o interesse de diversos clubes a nível mundial, destacando estes como pontos positivos, o leque de funcionalidades que a plataforma disponibiliza, a flexibilidade de utilização e a facilidade e celeridade em obter a informação necessária para a gestão de um clube de futebol.

Em Portugal, estamos a expandir os nossos Centros de Competências de Transformação Digital. No Porto, temos um novo escritório (na Trindade Domus) e expandimos o espaço de Lisboa (de 500 m2 para 1000 m2). Desta forma vamos servir um número maior de clientes em nearshore. Paralelamente, a expansão internacional está a decorrer e o nosso desafio é consolidar as operações em cada novo país em que entramos. Holanda, Alemanha e Inglaterra são a aposta deste ano.

Preparar as empresas portuguesas para a Indústria 4.0

A Indústria 4.0 é já uma realidade um pouco por todo o mundo e uma oportunidade para as empresas portuguesas se modernizarem numa economia cada vez mais global. Falar da Indústria 4.0 é falar da transformação digital da economia.

Em Portugal, a estratégia Indústria 4.0 está já a ser implementada, sendo que os objetivos passam pela modernização do tecido empresarial, a digitalização, a formação, a reconversão dos trabalhadores e a criação de novos empregos que visam a capacitação dos recursos humanos. No que diz respeito ao financiamento, serão mobilizados Fundos Europeus Estruturais e de Investimento até 2,26 mil milhões de euros de incentivos, através do Portugal 2020. E será, ainda, implementado o Vale Indústria 4.0, um instrumento de apoio à transformação digital através da adoção de tecnologias que permitem mudanças disruptivas nos modelos de negócio de micro e PME. Pretende-se investir em recursos relevantes para a transformação digital da economia. Filipe Oliveira, CEO da Screen In, afirma que a nova revolução industrial está aí, e que é preciso preparar os recursos humanos para uma melhor adaptação à digitalização da economia. A Screen In desenvolve Software de Rastreabilidade e Controlo de Produção “transformando assim as suas complicadas necessidades, num gesto simples do dia-a-dia”. Para a Screen In cada cliente torna-se num amigo, porque a relação humana e a valorização do capital humano é uma das suas prioridades. “Para qualquer negócio a relação entre as pessoas é o ponto fulcral. Podemos ter a melhor solução do mundo mas, sem a confiança e o bom relacionamento dos colaboradores, a melhor tecnologia não é suficiente. O trabalho em equipa é importante tanto entre os elementos da nossa equipa como na relação da nossa equipa com os clientes”, adianta o nosso entrevistado.

Fundada em 2001, a Screen In começou por apostar em sistemas de faturação. No entanto, a empresa rapidamente cresceu na área do desenvolvimento de software para o ramo alimentar.

A empresa aposta no Desenvolvimento de Software de Produção e Rastreabilidade, Assistência Técnica Hardware e Software, Instalação e configuração de Servidores e Server Cluster. A par desta aposta a Sreen In responde ainda às necessidades de Design e WebDesign, Fotografia e Marketing dos seus clientes. Desde 2015 que o foco do negócio da empresa tem sido o desenvolvimento de softwares de rastreabilidade direcionado para as particularidades dos diferentes setores. Começou no setor alimentar e hoje já trabalha na indústria têxtil, metalúrgica, no setor primário e de armazenagem. O RST2 é uma das linhas de software do seu serviço BE-TRACE, constituído por um conjunto de mecanismos de controlo de produção que, agregados à rastreabilidade, permitem uma redução de custos e um aumento substancial da informação para rastreio do produto. Possibilita um acompanhamento detalhado desde o controlo de tempos até ao controlo de lotes. “Queremos criar soluções que sejam sustentáveis, geradoras de riqueza para as empresas, práticas e que possibilitem a prevenção de riscos. Desenvolvemos soluções personalizadas para cada cliente e um cenário adaptado à sua realidade”, explica-nos Filipe Oliveira. Este é o fator-chave que contribui para a diferenciação da Screen In no mercado, “as nossas soluções tornam-se vitais para as empresas porque são desenvolvidas e melhoradas com a cooperação e relação de confiança que são criadas em cada empresa”.Os seus clientes testemunham exatamente neste sentido como refere Carlos Gonçalves – Administrador da Mendes Gonçalves S.A. – empresa detentora da marca PALADIN – ”Conseguimos, com a Screen in, ter um parceiro de topo a nível das tecnologias de informação…simultaneamente ter uma empresa e, principalmente, pessoas com um relacionamento familiar e muito próximo”.

Para Filipe Oliveira esta nova revolução industrial avança a um ritmo acelerado e as empresas sabem disso e  sentem a necessidade de apostar em softwares de rastreabilidade porque medir, calcular e prever traduz-se em ganhos.

Os seus softwares ajudam a ter uma visão mais detalhada e real dos processos produtivos da empresa para prevenir ou criar medidas que solucionem os seus problemas.

A maior dificuldade com que nos deparamos na implementação de softwares não se prende com a adaptação e formação dos recursos humanos para as novas tecnologias, mas sim com a necessidade de rigor e disciplina para a execução dos processos” conclui o CEO da Screen In “uma postura profissional que não se adquire com a chegada da era indústria 4.0, mas que se conquista de uma forma muito tradicional: relações profissionais de respeito e confiança”.

Olhar o passado como forma de olhar para o futuro. A revolução industrial pela 4ª vez!

Não se preocupe demasiado com a questão do emprego na Indústria 4.0, o Capital Humano será sempre crucial para o sucesso da implementação e manutenção do que é a Indústria 4.0!

Um breve resumo do que é a evolução e porque a chamamos de Indústria 4.0:

1.0 – Nos primeiros estágios de industrialização poderemos verificar o uso de Mecanização e energia natural (Água ou vapor) para criar e fabricar.

2.0 – Com a introdução do uso da eletricidade vê-se crescer o desenvolvimento de produções em massa e linhas de montagem.

3.0 – Uso de computadores, bem como tecnologias de informação e automação que mudaram lentamente a dependência de recursos humanos para o uso de tecnologias para impulsionar e revolucionar a indústria.

4.0 – A tendência agora é criar fábricas inteligentes que os sistemas em rede ajudam a implementar. Mas não se trata só disto. Apesar do nome “Indústria” poder converter-se numa imagem de uma fábrica automática e autónoma, nos nossos cérebros, a realidade é que a Indústria 4.0 é muito mais:

O IoT (Internet Of Things), pode ver-se como a convergência de TI e TO, em que o desenvolvimento de aplicações rápidas (Rapid Application Development – RAD), utilização de sistemas ciberfísicos, robótica avançada, fabricação de aditivos, produção autónoma, engenharia consistente ao longo de toda a cadeia de valor, agregação e provisionamento completa de todos os dados, integração horizontal e vertical, utilização em massa da Cloud, Big Data, AR / VR e informatização de última geração são alguns dos componentes essenciais da quarta revolução industrial.

No entanto, Indústria 4.0 é uma visão muito mais vasta e que, cada vez se mais transforma, ela mesma, numa vasta realidade e evolução de conceitos.

Tal como referido pela Boston Consulting Group: “O valor criado pela Indústria 4.0 supera amplamente a redução de custos de um dígito que muitos fabricantes ainda seguem hoje”.

O que a torna ainda mais fascinante (e à primeira vista complexo) é que passa pela convergência de dois mundos que eram algo distantes até há bem pouco tempo atrás: As Tecnologias de Informação (TI) e a Tecnologia Operacional (OT), que com a indústria digital hiperconetada e fazendo a ponte entre o digital e o físico, resulta que os sistemas de produção ciberfísicos e o IoT industrial são então as peças (e nomes) que podem descrever esta quarta revolução industrial.
Apesar da vastidão de terminologias e de muitos conceitos, no final, a Indústria 4.0 trata da transformação digital dentro dos mercados industriais, no início, apenas a fabricação e com um grande papel do IoT Industrial. Mas, assim como a transformação digital, requer uma visão integrada estratégica e com uma abordagem que só pode ser faseada.

Explorar as ideias sobre como podemos prever a mudança será crucial para reformular a ideia de como gerimos e lideramos a força laboral. Por enquanto, ainda assistimos a análise de fatores de sucesso que moldam a forma como avançamos, mas que apenas estão focados em minimizar o desperdício e maximizar o crescimento.

A introdução da inteligência artificial para ajudar a melhorar o retorno de investimento sobre o desperdício e o potencial de crescimento tem e terá cada vez mais natural impacto sobre a forma de como a nossa força de trabalho opera numa fase industrializada desenvolvida.

Ao longo deste novo período de industrialização, essa tendência continuará a moldar empresas para prosperar ou desaparecer. Haverão novas empresas a ser criadas, outras a ser aglutinadas e outras a morrer por não terem know-how ou até agilidade para se adaptar à nova realidade do mercado. Mas a isto já assistimos desde sempre. Ou seja, a base da Indústria e do mercado estão sempre subjacentes de forma consistente.

A introdução de tecnologias disruptivas só faz continuar a aceleração vertiginosa da velocidade na mudança, e esta onda continua a desenvolver em movimento, é uma bola de neve que já ninguém pode, ou quer, travar.

Assim, temos de ser capazes de o prever, criar novas estratégias para harmonizar e evoluir o nosso Capital Humano de forma a gerar mais valor do que aquela que são as funções que são e irão ser cada vez mais efetuadas pelas máquinas, que cujo resultado, de certa forma, temos de admitir, supera já hoje o do resultado do trabalho efetuado por um humano per si.

Na realidade, e num futuro geracional, veremos a adaptação do capital humano para desenvolver muito mais funções associadas à criação (e não só à gestão) de fábricas inteligentes, desenvolvimento de modelos e abordagem para resolução de problemas específicos mais macro, desenvolvimento de mais e melhores equipamentos e máquinas inteligentes, bem como o seu software. Todo o mercado será muito mais personalizado e necessitará de um batalhão de todas as profissões que possamos imaginar, que existem nos dias de hoje, bem como bastantes outras profissões que irão certamente ser criadas para responder às novas necessidades criadas.

É importante olhar para o futuro de forma crítica, perceber que as mudanças vão acontecer, e que a resistência à mudança já não é uma opção. Este é o momento em que pensar na forma como lideramos as nossas pessoas e as guiamos no sentido do sucesso só se faz com estratégia, antecipação, persistência, muita formação e aposta no capital humano.

A evolução deverá ditar que a tendência será a inteligência humana desenvolver as suas capacidades e adaptar-se à nova realidade, encarando o futuro da indústria, seja esta a versão 4.0 ou a versão X.0, como mais uma oportunidade para revolucionar o mundo e melhorar a vida das pessoas.

No fundo, aceitar a mudança quando se veem as coisas por esta perspetiva não é assim tão difícil, pois não?

GS1 Portugal promove 5º Seminário de Boas Práticas Colaborativas

Estratégias “out of the box” para operações “inside the box”, logística moderna em contexto omnicanal, mas também eficiência, boas práticas e exportação no contexto da Economia Digital. São estes alguns dos temas em foco na quinta edição do Seminário Internacional de Boas Práticas Colaborativas da GS1 Portugal, a Entidade que gere o Sistema de Standards GS1 e que introduziu os códigos de barras em Portugal, sessão com o apoio da Delta Cafés que decorre na quinta-feira, 16 de Março, das 09h30 às 17h00, no Centro de Ciência do Café, Herdade das Argamassas, Campo Maior (a GS1 disponibiliza um transfer a partir de Lisboa).

Consulte o programa: PROGRAMA_Nota de Imprensa_24fev (2)

Destinada a todos os agentes ao longo das diferentes Redes de Valor, de líderes e quadros de topo a gestores de Marketing, Sistemas de Informação, Logística, Compras e Aprovisionamento ou Gestão de Qualidade, a sessão colaborativa conta com as participações de NADIM HABIB, Visiting Professor NOVA SCHOOL OF BUSINESS, PAUL RYAN, Vice Presidente Customer4Life DHL, ALBA RUIZ LAIGLE, Business Development Portugal&Spain ALIBABA GROUP, e uma presença especial: o Secretário de Estado da Indústria, que falará sobre o programa Indústria 4.0: Digitalização da Indústria Portuguesa.

Vamos falar sobre a Indústria 4.0 ?

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A Indústria 4.0 descreve um futuro estado da indústria caracterizado por uma completa digitalização dos fluxos económicos e produção. Requer uma integração horizontal em cada fase do processo de produção, em interação com máquinas. No mundo globalmente interligado da Indústria 4.0, as máquinas também interagem umas com as outras.

Digital marketing consultant doing business on internet and social networks

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O Boston Consulting Group[1] identificou os nove pilares tecnológicos da Indústria 4.0:
[1] www.bcg.com

  • Robôs autónomos. Desde há muito tempo utilizados para enfrentar as tarefas complexas, os robôs oferecem uma gama cada vez maior de serviços e estão cada vez mais autónomos, flexíveis e cooperativos. Eles vão interagir uns com os outros e trabalhar em segurança com humanos (o termo “cobotics” é utilizado para descrever robôs que ajudam operadores na realização das suas tarefas). Eventualmente, vão ser capazes de aprender com os humanos.
  • Simulação. A simulação 3D do desenvolvimento do produto, desenvolvimento do material e processos de produção vai generalizar-se. Usará dados em tempo real para espelhar o mundo físico no mundo virtual que vai incluir máquinas, produtos e humanos. Operadores vão ser capazes de, por exemplo, testar e otimizar as definições da máquina para o próximo produto mesmo antes de começar a produção, reduzindo assim os tempos de preparação da máquina e aumentando a qualidade.
  • Integração de sistemas horizontais e verticais. Atualmente, os sistemas de informação não estão totalmente integrados. As empresas raramente estão conectadas com os seus fornecedores e clientes. Os departamentos de engenharia de projeto raramente são ligados à produção dentro da sua própria organização. Mas com a Indústria 4.0 toda a organização estará interligada e as empresas vão estar ligadas umas com as outras.
  • Internet Industrial das Coisas. Atualmente poucas máquinas estão equipadas com sensores e interligadas. Com a Internet Industrial das Coisas, um número cada vez maior de produtos vai incorporar inteligência e ser ligado utilizando protocolos standard. Isso vai descentralizar a análise e a tomada de decisão, permitindo respostas em tempo real.
  • Segurança cibernética. Os dias de sistemas de gestão operacional fechados e desconectados terminaram. Os protocolos de comunicação e conectividade estão a tornar-se norma. Proteger os sistemas de informação e as linhas de produção de ameaças de crime cibernético está a tornar-se uma questão crítica. Sistemas sofisticados de gestão de identidade e acesso à maquinaria vão ser utilizados para proporcionar comunicações seguras e fiáveis.
  • CloudOs processos operativos da Indústria 4.0 requerem mais partilha de dados entre locais e empresas. O desempenho da tecnologia na cloud vai melhorar, conseguindo um tempo de resposta de algumas milésimas de segundo. Isto vai promover o desenvolvimento de um cada vez maior número de MESs (Manufacturing Execution Systems) baseados em dados de máquinas armazenados na cloud.
  • Additive manufacturing. As empresas estão agora a adotar a impressão 3D para protótipos e produção unitária. Com a Indústria 4.0, estas tecnologias vão ser escolhidas pelo seu elevado desempenho na produção de pequenas quantidades de produtos customizados. Sistemas descentralizados vão reduzir custos de gestão de transporte e inventário.
  • Realidade aumentada. As ferramentas de realidade aumentada estão ainda na fase de infância, mas estão a abrir caminho para novos serviços. Por exemplo, darão informações aos operadores em tempo real para que possam tomar decisões rapidamente e melhorar os processos de trabalho.
  • Big data e análises. Existem ainda enormes conjuntos de dados inexplorados no mundo industrial. A sua análise vai otimizar a qualidade da produção, poupar energia e melhorar serviços. Aqui também, o objetivo é permitir tomadas de decisão em tempo real.

Chamada de “Industry 4.0” na Alemanha, esta revolução industrial é refletida em todo o lado em expressões como “Made in China 2025” e “Manufacturing Renaissance”(EUA). Este conceito é objeto de discussão generalizada, mas o seu impacto na indústria atual continua relativamente modesto.

Especialistas alemães acreditam que estamos agora a 3.8, e que levará cerca de uma década até chegarmos a uma produção 100% Indústria 4.0. Nenhuma empresa passará de 3.0 para 4.0 num passo único. Apesar da sua velocidade, esta migração ocorrerá por etapas.

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