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Indústria quer novo acordo sobre despesa com medicamentos

© Getty Images

presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João Almeida Lopes, reconheceu o esforço que o Ministério da Saúde tem feito na aprovação de novos medicamentos em Portugal, mas entendeu que é preciso “fazer mais” e recusou “raciocínios frios e impessoais que resultam em cortes” na saúde e barram o acesso a cuidados.

“Em Portugal temos até agora conseguido encontrar os diferentes equilíbrios necessários, mesmo durante o período de assistência financeira [‘troika’]”, disse João Almeida Lopes na abertura da conferência “Um Compromisso Com as Pessoas”, que decorre hoje em Lisboa.

O representante da indústria farmacêutica lembrou a importância do acordo assinado com o Estado português para o triénio 2016-2018, sublinhando que “é fundamental que o acordo seja confirmado em 2018”.

Nesse acordo, a indústria farmacêutica compromete-se a colaborar para atingir os objetivos orçamentais para a despesa pública com medicamentos em meio hospitalar e em ambulatório, tendo como objetivo “garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

O acordo fixa para cada ano um referencial de despesa pública com medicamentos.

O presidente da Apifarma rejeita “visões puramente economicistas” que agravem a qualidade dos tratamentos dos doentes portugueses e reconhece que é necessário “evoluir para uma metodologia que permita otimizar os resultados em saúde”, colocando o doente no centro do sistema.

Na conferência de hoje está a participar o presidente da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica, Stefan Oschmann, e é também esperada a presença do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

LUSA

10 dicas para que neste verão a bexiga hiperativa não o pare

Viver com bexiga hiperativa é um desafio, uma vez que os sintomas podem levar ao isolamento, mas não está sozinho. Os profissionais de saúde podem ajudá-lo no diagnóstico e tratamento deste problema – sim, há tratamentos! Outras pessoas que sofrem deste problema e até os seus amigos e familiares também podem ajudá-lo a controlar os sintomas desta patologia.

Agora que o Verão se aproxima a bexiga hiperativa pode ter um impacto ainda maior na vida social das pessoas que sofrem desta patologia, uma vez que as roupas são finas e claras, não ajudando a esconder uma possível perda de urina, e os eventos sociais são muitos e muitas vezes não têm uma casa de banho por perto. Idas à praia, ‘sunsets’, concertos no jardim ou caminhadas à beira mar podem ser imediatamente riscados da lista de planos para este verão.

“Quem sofre de bexiga hiperativa dificilmente consegue esperar para urinar, já que tem urgência em esvaziar a bexiga e, quando não consegue encontrar uma casa de banho, pode mesmo ter perdas de urina. Isto pode fazer com que as pessoas se isolem”, destaca o Dr. Paulo Temido, presidente da Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia (APNUG).

Felizmente é possível tomar certas precauções para controlar os sintomas de bexiga hiperativa. O blogue Na Bexiga Mando Eu – plataforma criada pela Astellas Farma que partilha conselhos para ter uma bexiga mais saudável – destaca 10 dicas práticas para não deixar que a bexiga o impeça de aproveitar este verão:

  1. Limite a ingestão de líquidos e o consumo de estimulantes (comida picante, café, chocolate, etc) umas horas antes de sair de casa e assim que chegar ao local verifique onde se localizam as casas de banho;
  2. Se vai a um evento público, vá à casa de banho assim que chegar, para evitar filas, e tente ficar numa zona próxima da casa de banho.
  3. Quando for comer fora, corte no consumo de bebidas alcoólicas, pois o álcool é um estimulante e pode agravar os sintomas de bexiga hiperativa;
  4. Se vai viajar de carro, verifique onde ficam as estações de serviço e planeie as paragens de forma a poder ir esvaziando a bexiga.
  5. Se vai viajar de transportes públicos ou avião, ao comprar os bilhetes reserve os lugares junto à casa de banho e faça check-in online;
  6. Em viagens longas, leve absorventes e uma muda de roupa;
  7. Se está a tomar medicação para tratar a bexiga hiperativa e vai de férias, certifique-se de que leva medicação suficiente para o período em que vai estar fora e continue a seguir os horários da sua toma;
  8. Para as férias, quando reservar hotel/hostel, certifique-se de que o quarto tem casa de banho privativa, para poder estar mais à vontade, especialmente durante a noite;
  9. Especialmente se sofre de noctúria (vontade de urinar durante a noite) certifique-se que não tem obstáculos no trajeto para a casa de banho.
  10. Não deixe de beber água para tentar conter os sintomas de bexiga hiperativa, pois pode ser contraproducente. A falta de ingestão de líquidos deixa a urina concentrada, o que irrita a bexiga e pode provocar espasmos e levar a perdas de urina;

“Se sofre de algum dos sintomas anteriormente descritos procure o seu médico assistente pois é possível tratar a bexiga hiperativa e ter mais qualidade de vida”, conclui o médico urologista, Dr. Paulo Temido. 

Mais sobre a Bexiga Hiperativa

A bexiga hiperativa consiste numa contração ou aperto involuntário e repentino do músculo da parede da bexiga, mesmo quando esta contém um volume reduzido de urina.

As contrações involuntárias criam uma necessidade urgente de urinar, diminuindo o controlo que a pessoa tem sobre a sua bexiga.

Estas contrações dão origem a sintomas associados à bexiga hiperativa, tais como necessidade urgente de urinar, necessidade frequente de ir à casa de banho (oito ou mais vezes por dia, ou uma ou mais vezes por noite) e, em alguns casos, perdas acidentais de urina, por não se conseguir chegar a tempo à casa de banho. 

“Na bexiga mando eu” 

Uma plataforma online que conta com o apoio da Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia  (http://www.nabexigamandoeu.pt/) que vem colmatar a falta de informação que existe sobre esta doença e o seu impacto na qualidade de vida dos doentes, bem como alertar a população para os sintomas com o intuito de reduzir o subdiagnóstico da doença. O portal dedicado a esta patologia é dirigido a doentes, familiares e todas as pessoas que sejam afetadas direta ou indiretamente por esta doença que é um dos problemas de saúde mais comuns por todo o mundo! 

Sobre a Astellas Farma 

A Astellas Farma é uma companhia farmacêutica comprometida com a melhoria do estado de saúde, a nível mundial, fornecendo as mais recentes e inovadoras terapêuticas. O foco da organização está na disponibilização de terapêuticas, ao nível de Investigação e Desenvolvimento (I&D) e da comercialização de tratamentos eficazes, que melhorem a vida dos doentes, continuando a crescer de forma sustentada no seu setor. É uma das 20 maiores empresas farmacêuticas, que emprega cerca de 15 mil colaboradores em todo o mundo.

A Astellas está em Portugal desde 1967, conta com cerca de 50 colaboradores e focaliza-se nas seguintes áreas terapêuticas: Oncologia, Urologia, Transplantação e Anti-infeciosos.

Para mais informações sobre a Astellas visite www.astellas.com.pt/pt

2ª edição do Prémio Janssen Inovação recebe mais de 90 candidaturas

Entrega de premios de investigacao cientifica - Janssen. Lisboa.

O Prémio Janssen Inovação conta com o Dr. Jorge Sampaio como presidente da Comissão de Avaliação e é atribuído de dois em dois anos. A Comissão de Avaliação do Prémio Janssen Inovação é constituída por cinco individualidades com mérito reconhecido na investigação em saúde em Portugal e dois representantes das instituições promotoras desta iniciativa. O Prémio foi lançado em 2016 e este ano, na sua segunda edição, recebeu mais de 90 candidaturas de todo o País.

Entrega de premios de investigacao cientifica – Janssen.
Lisboa.

“O Prémio Janssen Inovação é o resultado da vontade de incentivar e distinguir o que de melhor se faz em investigação no nosso país em diferentes áreas da saúde”, afirma Filipa Mota e Costa, Diretora Geral da Janssen Portugal. “A atribuição deste prémio, que se realiza de dois em dois anos, pretende distinguir investigação desenvolvida em áreas consideradas prioritárias pela Organização Mundial de Saúde”, acrescenta a responsável. “Com este Prémio estamos a dar visibilidade à investigação de ponta que se faz no país, atraindo jovens cientistas, dando-lhes condições para irem ainda mais além, prestigiando o nome de Portugal”, assegura Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP.

No dia 9 de maio, a cidade do Porto acolhe a cerimónia de entrega dos prémios da 2ª edição do Prémio Janssen Inovação, sendo nesse dia revelados os vencedores dos prémios que totalizam 60 mil euros.

 

Comissão de Avaliação da 2.ª edição do Prémio Janssen Inovação

Prof. Doutor António Araújo, médico oncologista, diretor do Serviço de Oncologia Médica no Centro Hospitalar do Porto

Prof. Doutora Catarina Resende de Oliveira, médica neurologista, coordenadora do Consórcio CNC.IBILI

Prof. Doutor João Eurico da Fonseca, médico reumatologista, diretor da Unidade de Investigação em Reumatologia do IMM

Prof. Doutor José Azevedo Pereira, professor auxiliar com agregação, FFUL, Departamento de Microbiologia e Imunologia

Prof. Doutor Rui Baptista, Assistente Convidado de Patologia Torácica e Vascular da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Prof. Doutor Alexandre Castro Caldas, diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa

Dr. José Antunes, diretor médico da Janssen Portugal.

Entrega de premios de investigacao cientifica – Janssen.
Lisboa.

A liderança de uma mulher numa das melhores empresas em portugal

A Grünenthal já está presente em Portugal há inúmeros anos, no entanto, a Grünenthal Financial Services é uma empresa recente. Como é que teve início este projeto?

O Grupo Grünenthal é uma empresa com espírito empreendedor, comprometida com a inovação, através de um investimento sustentado em R&D. A ambição do grupo é lançar quatro a cinco novos produtos para doentes com necessidades médicas não satisfeitas até 2022.

Presente em 32 países, com filiais na Europa, América Latina e Estados Unidos da América, bem como presença comercial em mais de 155 países, o Grupo emprega neste momento aproximadamente 5.500 pessoas a nível global.

Em 2016, o grupo Grünenthal decidiu centralizar as suas operações contabilísticas e financeiras. Tendo em conta o peso relativo do negócio do grupo tanto, na Europa como na América Latina, para além da Alemanha, Portugal foi o destino escolhido, visto que cumpria na perfeição o papel de ponte, ligando as operações na Europa ao outro lado do Atlântico, tanto em termos culturais como linguísticos – assim nasceu a Grünenthal Financial Services.

Juntei-me a este projeto no início. Neste momento tenho uma equipa de especialistas financeiros que trabalha e pensa diariamente de uma forma global. A grande maioria vem das áreas de economia, contabilidade, gestão, e fala pelos menos três línguas estrangeiras.

Falemos da gestão de equipas. O que é que mais a inspira na gestão diária das suas equipas?

A diversidade. Acredito no sucesso de equipas diversificadas, onde o conhecimento dos mais velhos e a energia dos mais novos se complementam.  Onde as opiniões de homens e mulheres são ouvidas. E onde as minorias e as maiorias convivem em harmonia.

Na Grünenthal  Financial Services tenho uma equipa totalmente diversificada, não só na vertente operacional, como também na equipa de gestão. 50% da minha equipa de gestão é constituída por mulheres fortes, dinâmicas e com muita experiência acumulada.

E isto não é exceção. A outra empresa do grupo presente em Portugal, responsável pela parte comercial, também é liderada por uma mulher.

A construção de equipas de trabalho tem que ter em conta inúmeros aspetos. Sem querer simplificar em demasia, qual é que considera o elemento fulcral na construção de uma equipa?

Acho que a cultura da empresa tem um papel fundamental. A meu ver, a cultura da empresa tem um valor intangível semelhante ao de uma marca. E constitui uma espécie de  “remuneração emotiva” que tem  um peso cada vez maior na atração de talento.

Culturas empresariais que promovem o  reconhecimento, a aprendizagem constante, o sentido de pertença, o espírito de equipa e o sentimento de que está a contribuir para algo relevante, são mais procuradas pelo talento.

Na Grünenthal acreditamos que esta cultura de empresa facilita o desenvolvimento do potencial de cada colaborador, e ao mesmo tempo permite-lhe sentir-se feliz no seu ambiente de trabalho, ou como nós gostamos de dizer conseguimos a  “workiness”.

A Grünenthal Financial Services tem menos de 2 anos, no entanto, foi recentemente distinguida, em conjunto com a sua empresa irmã, como uma das Best Workplaces 2018. Qual o impacto deste reconhecimento para si?

Adoramos ver o nosso trabalho reconhecido. No entanto, tenho bem presente a responsabilidade acrescida que este reconhecimento significa. Por um lado, tenho uma responsabilidade para com a minha equipa, de garantir que este ambiente de trabalho se mantém num contexto em que a mudança é cada vez mais rápida.

Por outro lado, sinto que tenho uma responsabilidade para com a sociedade. Como mulher à frente de uma empresa, que é reconhecida como uma das melhores empresas para trabalhar em Portugal, tenha a responsabilidade e a honra de servir de farol a outras mulheres que irão ver reconhecida a sua capacidade de liderança.

“Só somos verdadeiramente felizes se gostarmos do que fazemos”

A Cognipharma surge no mercado com uma proposta de valor altamente competitiva, no sentido em que traz um conjunto de soluções no âmbito do digital e tecnologia, consultadoria e recolha de dados, que são uma mais-valia para laboratórios, pacientes e profissionais de saúde, olhando para este setor como um todo.

Atualmente já trabalham com grande parte das maiores empresas da Indústria Farmacêutica, com soluções integradas do ponto de vista digital e com uma performance que se mede em resultados.

A empresa, ainda recente, é o resultado daquilo que Flôr e Ana observam no setor e cuja missão também passa por tentar mudar a visão de como as coisas são encaradas no universo farmacêutico.

Descreve-se como alguém que é apaixonada por tudo o que faz, “em todos os projetos por onde tive o prazer de passar, procurei sempre dar o meu melhor e tudo o que faço, faço-o com empenho, dedicação e prazer, porque só assim somos verdadeiramente felizes e conseguimos chegar aos resultados pretendidos”.

Formada em marketing, com um curso em restauro e pintura, ingressou no setor farmacêutico com a Jaba Farmacêutica e foi aí que começou a perceber que esta era, de facto, uma área apaixonante. E nunca mais parou.

Flôr sempre teve um bichinho de empreendedora e um desejo de mudar o mundo. Com uma carreia de sucesso e uma vida pessoal muito preenchida, com familia, amigos, marido e três filhos, começou a sentir que “gostava de fazer algo diferente, algo que fizesse a diferença”. Este era um sonho antigo. E quando decidiu sair da Bial foi trabalhar para uma empresa onde contactou com diversos laboratórios. começou a perceber que “quando estamos muito focados em resultados não temos muito tempo para refletir no que de facto tem impacto e no que traz valor acrescentado para os vários stakeholders”. Foi aqui que viu um potencial negócio: “procurar soluções diferenciadoras para os vários stakeholders que tragam resultados para os nossos clientes”.

“A sorte é dos audazes”

Em 2016 decidiu aceitar o desafio de fundar a Cognipharma e, com a paixão e determinação que a caracterizam, abraçou este desafio com a missão de contribuir para o desenvolvimento e crescimento dos clientes da Cognipharma. “Quando conheci a Ana Oliveira, tivemos muitas conversas sobre lacunas que víamos no mercado, e decidimos fundar uma empresa para a corrigir essas mesmas lacunas”.

Cognipharma e o crescimento exponencial

De forma a trazerem uma proposta de valor arrebatadora para o mercado, a Cognipharma aliou-se a uma empresa de renome na área do digital e da tecnologia, a Performance Sales, que faz parte do Wygroup. “Foi o casamento perfeito entre empresas. temos uma enorme experiência na área farmacêutica e a Performance Sales na área digital. A primeira coisa que nos falaram quando nos reunimos pela primeira vez foi em resultados, e de imediato percebemos que também eram pessoas muito apaixonadas pelo que faziam. nesse momento descobrimos que tínhamos encontrado os parceiros certos para trazer esta mudança de paradigma para a Indústria Farmacêutica.

A Cognipharma em conjunto com a Performance Sales trazem para o mercado um conjunto de soluções no âmbito da consultadoria, digital e tecnologia, que são uma mais-valia para laboratórios, pacientes e profissionais de saúde, olhando para este setor como um todo. Por isso mesmo a empresa foi fundada por duas mulheres com uma enorme experiência no setor farmacêutico.

“Trabalho há mais de quinze anos na indústria farmacêutica, como gestora de produto e de marketing. Tive a oportunidade de trabalhar em algumas das maiores empresas do setor, Pfizer, Sanofi e Bial. Tais experiências foram muito enriquecedoras, deram-me uma visão muito completa da Indústria Farmacêutica”.

A empresa, apesar de recente, já provou merecer a atenção do mercado. Inclusivé tiveram no ano passado a 1ª edição de um evento Farma, em parceria  com a Performance Sales, a convite da Google, de modo a promover a digitalização do setor farmacêutico. E o primeiro correu tão bem que estão previstos outros eventos com parceiros de renome.

A indústria farmacêutica é encarada muitas vezes como um setor que apenas tem como objetivo vender medicamentos. “A minha experiência diz-me que não é bem assim. A indústria tem sim uma preocupação constante com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Exemplo disso é um projeto sobre pessoas com uma determinada doença, em que o objetivo é sensibilizar para o facto de que quem tem esta condição tem grandes desafios no seu dia a dia e tem um ritmo diferente, que tem que ser respeitado. há aqui um grande sentimento de missão junto dos doentes, dos médicos e de todos os envolvidos”, explica a fundadora da Cognipharma. E destaca um outro projeto de que muito se orgulha e que passa pela integração de uma plataforma em hospitais que vai acelerar  um processo de um diagnóstico. Entre muito outros projetos.

Conta-nos que o segredo do sucesso é ser resiliente e que, de facto, a sorte dá muito trabalho. “É preciso acreditar muito no projeto, ter a capacidade de ultrapassar todas as dificuldades e ir sempre à luta com muita garra”, afirma com um sorriso constante, que a caracteriza. E a prova de que a “fórmula” é eficaz é que, atualmente, já trabalham com os maiores laboratórios a nível mundial, com vários projetos em Portugal e na Europa.

Farmacêutica BIAL vai comercializar medicamento para doença de Parkinson na China

“A BIAL e a Wanbang Biopharmaceutical (…) assinaram um acordo de licenciamento exclusivo para a importação, embalagem e comercialização de Ongentys (opicapona) na China, excluindo Hong Kong, Macau e Taiwan”, lê-se em nota enviada à Lusa.

A BIAL, empresa portuguesa sediada na Trofa (distrito do Porto), “está empenhada em dar resposta às necessidades dos doentes e profissionais de saúde em todo o mundo e o acordo de licenciamento é um “marco na estratégia de expansão” da empresa, porque assinala a entrada dos seus produtos num mercado “importante como a China”, explicou António Portela, diretor-executivo da BIAL, dizendo estar “satisfeito” por ir trabalhar com a Wanbang” e por ir disponibilizar o “novo tratamento às pessoas com Parkinson na China”.

O Ongentys é um fármaco de investigação BIAL, de toma única diária, aprovado em junho de 2016 pela Comissão Europeia e indicado como terapêutica adjuvante da levodopa em pacientes adultos com doença de Parkinson e flutuações motoras que não estão controlados com outras terapêuticas.

Com este acordo, a BIAL que comercializa medicamentos em mais de 50 países e tem cerca de mil colaboradores, vai receber da Wanbang, subsidiária da Fosun Pharma, um pagamento inicial pela licença de “2,5 milhões de euros, acrescidos de 12,5 milhões, de acordo com o cumprimento de determinados objetivos ao longo da parceria”, esclarece a BIAL.

“Estamos bastante satisfeitos por estabelecer este acordo com a BIAL, e lançar a opicapona na China”, disse, por seu turno, Yifang Wu, editor executivo e presidente da Fosun Pharma e Chairman da Wanbang, citado no mesmo comunicado.

Segundo Yifang Wu, a Wanbang está impressionada com a “eficácia”, “segurança” e com o “regime de toma única diária da opicapona”.

“Esta parceria vem trazer uma opção terapêutica alternativa, que dá resposta a uma necessidade médica na China, e enriquece o nosso portefólio de produtos na área do Sistema Nervoso Central, uma das nossas áreas terapêuticas estratégicas. Estamos muito motivados e esperamos começar em breve a importar e comercializar a opicapona na China”, acrescentou.

O Ongentys é o segundo medicamento de patente portuguesa e da BIAL a chegar ao mercado chinês, depois da comercialização de Zebinix, para o tratamento da epilepsia, e é comercializado na Europa, em países como a Alemanha, Reino Unido e Espanha, perspetivando-se o seu lançamento em outros países europeus, incluindo Portugal, ao longo deste ano de 2018.

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum em todo o mundo, estimando-se que existam entre 7 a 10 milhões de pacientes. Na China, a taxa de incidência da doença de Parkinson na população com mais de 65 anos é de 1700/100.000, com um total de 100 mil novos casos por ano na população total.

A chinesa Wanbang, uma subsidiária da Fosun Pharma, possui um centro de investigação e produção de soluções terapêuticas desenvolvidas através de engenharia genética e descreve-se como estando focada no “desenvolvimento, produção e distribuição de produtos farmacêuticos em diversas áreas, tais como hipoglicemia, hipertensão, dislipidemia, ácido úrico e cancro”.

LUSA

“Considero que a liderança existe em cada um de nós”

Pertence a uma das principais marcas a atuar em Portugal desempenhando o cargo de Diretora Comercial Ibérica at ACAIL GÁS, S.A. Que análise perpetua do seu trajeto profissional e quais têm sido as suas principais vitórias e conquistas? 

Sempre fui uma pessoa determinada, concentrada em fazer e melhorar processos e não em “politicagem” e disputas de promoção. Considero-me uma autodidata dando asas à minha curiosidade e gosto por desafios. Isto tem talhado o meu percurso profissional, desde farmácia hospitalar, comunitária, parafarmácia e agora indústria, onde assumi funções de direção técnica do medicamento, dispositivo médico, cuidados respiratórios domiciliários e agora gestão comercial. As minhas vitórias são as amizades que construo com as pessoas com quem me cruzo, nomeadamente com os meus Clientes, ultrapassando anualmente diversas dificuldades com um sorriso no rosto. As minhas conquistas são o desenvolvimento de habilidades como a tomada rápida de decisões, gestão e liderança, bem como um autoconhecimento melhorado que me permite dizer que sou resiliente, criativa, flexível e altamente adaptada.

Que desafios, no âmbito da sua função, é que enfrenta no seu quotidiano? 

Honradamente enfrento os meus maiores desafios, que são: dar visibilidade e voz a esta empresa da indústria farmacêutica com menor dimensão face aos seus concorrentes, todos de âmbito multinacional. Diariamente confrontamo-nos com a máquina pesada e altamente burocrática da administração pública, que para além de não permitir que os processos sejam rápidos e eficientes ainda carregamos a difícil tarefa de pressionar essa mesma máquina a cumprir os compromissos assumidos. Quero com isto dizer, que todas as empresas criam ou fornecem algo de valor tendo como contrapartida justa e necessária o pagamento de um preço acordado que lhes permita obter a receita suficiente para que possam continuar a manter as operações e os postos de trabalho criados. É deste ciclo que dependem as empresas e parte do PIB de um país. A dívida dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde aos fornecedores de medicamentos, como é público, tem vindo continuamente aumentar desde Dezembro do ano passado. Olhando para o tempo que os hospitais demoram, em média, a pagar aos fornecedores, constata-se que as unidades de saúde demoram mais do quadruplo do tempo definido na legislação vigente (CCP), o que se traduz numa redução forçada da rotação de capital das empresas, somada à redução forçada das suas margens via pressão das centrais de compras e ainda de contribuições extraordinárias que são aplicadas de forma indiscriminada, obrigando ao financiamento externo. Que exemplo dá o Estado às pessoas e às empresas quando é o primeiro a não cumprir ao que se propõe?

O Ministério da Saúde reúne com representantes da Apifarma e de grandes empresas da indústria farmacêutica, negociando acordos de liquidação de dívida, possibilitando a sua aplicação a outras empresas, de menor dimensão, que não veem qualquer efeito prático, já que são preteridas na hora dos pagamentos. Convido-o a reunir com a APEQ, associação que representa 100% das empresas do setor, constatar as dificuldades e debater as especificidades do setor. A ACAIL não pretende ser beneficiada em nenhum processo, apenas quer o mesmo tratamento que é aplicado às multinacionais. Nem sequer pretendemos descriminação positiva por termos menor dimensão ou sermos a única empresa de capitais 100% portugueses produtora de gases medicinais, que fornece oxigénio aos nossos Hospitais. Sabemos que apresentamos serviços de qualidade e que os nossos preços são competitivos.

Liderança no Feminino ou Liderança no Masculino? Existem de facto diferenças entre elas? 

Há uma variedade de pontos de vista conflituantes sobre as diferenças entre os estilos de liderança masculino e feminino em todo o mundo. Uma questão pendente é se isso reflete a influência de uma cultura em componentes automáticas ou controladas de atribuição causal. Eu acredito que os insights emergentes da pesquisa de neurociência cognitiva social podem informar este debate, sendo a minha resposta, com base nestas premissas: Depende! 

Para si, o que faz um bom líder? É legítimo afirmar que as Mulheres são melhores líderes que os Homens? Como analisa os gestores em Portugal? 

Ao discutir a liderança empresarial, muitas vezes confunde-se uma boa administração de uma boa liderança. Considero que a liderança existe em cada um de nós assumindo contornos individuais e únicos e, o melhor líder será aquele que tem a capacidade da pessoa ética que consegue iluminar a liderança individual de cada um e ajustá-la às necessidades emergentes da empresa. Esta competência é em parte inata, em parte aprendida. A necessidade de conjugação destes dois fatores, sendo um deles não controlável e que não se consubstanciam em diferenças de género, é que torna excecionais algumas pessoas, que por vezes nem são conhecidas.

O que observo é que em Portugal, em especial nos cargos de relevo da Administração Pública, as pessoas acreditam que precisam manter uma aura de controlo e conhecimento para parecerem superiores. Os gestores estão muito focados em distinções de status, concorrência e hierarquia em geral. Esta abordagem impacta negativamente sobre as necessidades conscientes e neurais que motivam as pessoas a trabalhar de forma produtiva. Os seres humanos são movidos a prestar atenção à comunicação atenciosa. Tememos a ambiguidade e buscamos certeza através da compreensão dos factos, o que só se alcança pelo diálogo. Esta necessidade foi demonstrada em experiências simples de escolha com base no chamado “Eladsberg Paradox”.

Uma sociedade equilibrada contempla a integração de homens e mulheres com igualdade de oportunidades. O que falta, na sua opinião, para que a igualdade de oportunidades seja cada vez mais uma realidade? 

Falta visão, conhecimento e coragem! A igualdade de oportunidades contribui para o enriquecimento do Know how. Sou licenciada em Farmácia, em Gestão e gostaria de ser também em Direito porque o conhecimento permite a análise de diversas perspetivas, que no seu conjunto nos aproximam do ponto de equilíbrio. Se o nosso tempo de vida útil não é suficiente para adquirirmos o conhecimento e experiência suficientes à tomada de decisões inteligentes, temos de trabalhar em equipa, envolver pessoas diferentes e incentivá-las a contribuir livremente com as suas visões. Construir novos horizontes a partir daí e ter a coragem de reconhecer quando estamos errados, ter a coragem de sair da zona de conforto, e ter a coragem de arriscar em terrenos desconhecidos, com a segurança de que não vamos sozinhos. 

O que podemos continuar a esperar de si de futuro? 

Uma mulher profissional, honesta e sincera, com elevada orientação para a gestão de pessoas, nomeadamente na vertente do relacionamento interpessoal e da comunicação, que pretende manter o seu estilo de liderança “participativa” envolvendo as pessoas ao meu redor (que assim o queiram) na minha visão e planos, procurando capacitá-las a serem líderes no seu trabalho e a perseguirem a excelência.

Que conselho lhe aprazaria deixar a todas as Mulheres? 

As mulheres, com o papel que desempenham no futuro da sociedade e nas famílias têm em geral uma maior limitação num recurso fundamental no sucesso profissional – o tempo, pelo que têm de criar mecanismos para serem substancialmente mais eficientes. O meu conselho é que se partilhem outras tarefas como as domésticas e não deleguem a educação e o carinho com os filhos, nem subestimem a família e os amigos. Sejam felizes, cultivem a instrução, mas também a intuição feminina.

MELHORAMOS A SUA QUALIDADE DE VIDA

A Omega Pharma surgiu com o objetivo de se direcionar para o mercado dos medicamentos não sujeitos a receita médica, OTC’s – over the counter -, pelas mãos de um jovem farmacêutico belga, Marc Coucke, em 1987. Marc Coucke verificou que havia uma oportunidade de negócio na disponibilização de produtos de qualidade a preços acessíveis à população geral. Depois do sucesso da empresa na Bélgica, começam a ser adquiridas pequenas empresas na Europa. Em 2002, em Portugal, são compradas duas empresas, uma no norte do país, a Prisfar, e em Lisboa a Chefaro, sendo feita a sua fusão numa só, a Omega Pharma Portugal, em 2011.

Em menos de 25 anos, a Omega Pharma passou de uma pequena empresa belga para um grupo multinacional relevante a operar em 35 países, essencialmente no mercado Europeu. Se até aqui, até 2011, todas as empresas funcionavam de forma independente, não havendo uma estratégia e cultura comum a todas estas filiais da Omega Pharma, a partir deste momento, com o boom do grupo, foi criada uma cultura comum a todas as empresas, baseada nas pessoas. “A Omega Pharma não tem muitos colaboradores, tem os certos”, começa por referir Carlos Cunha. Há um misto de pessoas que vêm do grande consumo e da indústria farmacêutica, nomeadamente da área de OTC’s, que se complementam. Esta é a estratégia e a linha orientadora da empresa, a especialização e a diversidade dos colaboradores, a par da constante aposta na investigação e desenvolvimento, o que coloca a Omega Pharma na vanguarda do desenvolvimento farmacêutico.

Em 2012 dá-se um novo momento na história da empresa com a aquisição do portefólio não estratégico da GSK. A GSK é uma das maiores empresas mundiais farmacêuticas com um grande portefólio na área de OTC´s. Com esta aquisição, a Omega Pharma duplicou a sua dimensão, assumindo-se a nível europeu como uma das maiores empresas de OTC´s.

Em 2013, aquando da mudança da direção da empresa, é iniciada uma nova cultura da Omega Pharma Portugal, a cultura Wellbeing, onde é promovido o bem-estar, com uma diversidade de pessoas, de diferentes faixas etárias e diferentes áreas, conciliando a maturidade com a criatividade das pessoas mais jovens. Pelo que hoje, a filial, com cerca de 63 colaboradores, é a quarta maior empresa, a nível nacional, na área de OTC´s.

Em 2014 a empresa norte-americana de produção de medicamentos, a Perrigo, adquiriu a Omega Pharma, permitindo, deste modo, à empresa ter melhor preço de custo dos seus produtos, ter acesso a novos produtos ao mesmo tempo que surge uma oportunidade para se abrir uma porta nos EUA para as suas marcas. É por aqui que passa o futuro da Omega Pharma: a expansão para o mercado americano.

Com um vasto portefólio de produtos que inclui medicamentos, dispositivos médicos, suplementos alimentares e cosméticos de cinco áreas principais – derma, constipações e alergias, anti-parasitários, vitaminas e emagrecimento –, a Omega Pharma é uma referência na indústria farmacêutica no mercado de Consumer Healthcare, distinguindo-se pela sua dinâmica e constante inovação.

A CULTURA WELLBEING

DQ_01800Com o lema “work hard, play hard”, na Omega Pharma Portugal “trabalhamos muito, mas temos de nos divertir e ser felizes”, afirma o diretor geral.

Com novas instalações, a própria disposição dos diferentes departamentos da empresa em forma de um open space, que facilita a comunicação, a proximidade e o trabalho de equipa, transmite a nova cultura que aqui se vive. Hoje está feliz? Todos os dias são medidos os níveis de felicidade dos colaboradores, através do Wellbeing Indicator que pergunta aos colaboradores se hoje estão felizes, tristes ou razoáveis O objetivo é saber como estão os colaboradores da empresa e, depois de recolhidos os dados, atuar e promover o bem-estar. “O nosso trabalho é um trabalho muito rigoroso, que envolve muita pressão, onde temos de cumprir com a nossa ética e o código deontológico, pois estamos a falar de medicamentos, de saúde”, explica Carlos Cunha. Assim, a par da promoção do exercício físico com a oferta de ginásio, na condição de os colaboradores irem ao ginásio pelo menos oito vezes por mês, são feitas aulas de dança, modalidades desportivas e ações de solidariedade. “As pessoas aqui sabem que podem crescer a nível pessoal e profissionalmente, refere o nosso entrevistado.

PROMOVER A SAÚDE

“Os nossos produtos estão virados para a saúde e não para a doença. Melhoramos a sua qualidade de vida”, destaca Carlos Cunha. Desde um antigripal, a um multivitamínico, passando por produtos dermocosméticos, a Omega Pharma conta com um vasto portefólio de produtos de diversas áreas.

Quando entrámos neste mercado, éramos o vigésimo laboratório em Portugal de OTCs, atualmente somos o quarto e, no próximo ano, seremos o terceiro”, afiança Carlos Cunha para quem não há dúvidas de que a empresa chegará rapidamente à segunda posição. “Para sermos a número um a nível mundial terá de ser feita uma grande aquisição ou ser lançado um produto inovador”, no entanto, Carlos Cunha não descarta essa possibilidade.

Quando questionado sobre os principais desafios que se impõem à indústria farmacêutica no que concerne a produtos de venda livre, para o diretor geral da Omega Pharma Portugal, as áreas terapêuticas vão continuar a crescer, outras irão surgir e outras, ainda, vão intensificar-se. O maior crescimento irá incidir na área dos suplementos alimentares, bem como multivitamínicos genéricos ou direcionados para sintomas específicos. A indústria farmacêutica tem que se adaptar às necessidades do mercado, onde o crescimento de produtos de venda livre passará também pelo que diz respeito às doenças do século XXI, como a ansiedade, depressão, distúrbio do sono ou cansaço físico e mental. Os produtos naturais irão ter uma maior procura e, de momento, a Omega Pharma Portugal está já a preparar a viabilidade e o lançamento de um novo produto feito à base de açafrão – o açafrão tem componentes bioativos com poderosas propriedades medicinais – que atuará nos estados de humor sem efeitos secundários.

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

“Para a nossa estratégia focada na distribuição e na recomendação, não queremos que os farmacêuticos comprem os nossos produtos, mas antes queremos ajudá-los a vender os nossos produtos”, realça Carlos Cunha. Para tal, é fundamental fazer formação para ajudar na forma como deve ser feita a prescrição dos produtos da empresa, quais os pontos fortes e qual a melhor maneira de os recomendar aos utentes. “Sentimos que para massificar a formação sem perder qualidade tínhamos de evoluir na forma de o fazer”, diz-nos o nosso entrevistado. Assim, surgiu a plataforma Academia Omega Pharma, uma identidade de formação global e gratuita para os Profissionais de Saúde de Farmácia, que surgiu da necessidade de chegar até mais pessoas e poder levar-lhes mais conhecimento e de uma forma diferenciada, em qualquer momento, em qualquer lugar. O farmacêutico continua a preferir a formação presencial em “sala”, mas esta é uma forma de conseguir chegar às quase três mil farmácias portuguesas, abordando diferentes pontos. “Desenvolvemos esta ferramenta que conta já com cerca de dez mil pessoas inscritas, permitindo-lhes aceder facilmente a vários conteúdos de diferentes áreas terapêuticas”, explica-nos Carlos Cunha. Uma característica desta ferramenta é a possibilidade de o formando, no final da formação, responder a um questionário sobre o nível de compreensão dos conteúdos. Vão sendo atribuídos pontos aos formandos à medida que vão avançado e, no final, têm a possibilidade de trocar esses pontos por produtos da Omega Pharma, à exceção de medicamentos. “É uma ferramenta que iremos continuar a desenvolver e investir. Já foi exportada para Espanha e queremos, de futuro, que chegue a Angola com conteúdos mais direcionados para o seu mercado”, adianta o nosso entrevistado.

RIGOR E QUALIDADE

Os medicamentos de venda livre e produtos farmacêuticos são regulamentados rigorosamente e controlados na sua segurança, eficácia e qualidade, influenciando diretamente a confiança dos consumidores. Essa segurança e relação de confiança com os consumidores são asseguradas pela Omega Pharma.

“Só lançamos um produto se sentirmos que é uma inovação face aos produtos existentes, tem um preço razoável e acessível face às suas indicações e tem ingredientes de grande qualidade”, afirma Carlos Cunha.

Com uma estratégia de comunicação junto dos consumidores simples e clara, passando sempre a mensagem com foco nos benefícios dos produtos ao invés da fórmula farmacêutica, esta posição da Omega Pharma está a contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

O MERCADO LUSÓFONO

Quando o território lusitano começou a mostrar que a Omega Pharma Portugal seria um laboratório em franca expansão e após esta ter duplicado o volume de negócio entre 2013 e 2015, Angola e Moçambique começaram a ser uma realidade cada vez maior, sendo a Omega Pharma Portugal responsável pelos PALOP. Apesar da crise económica angolana que teve repercussões no seu volume de importações de produtos europeus, Angola é um mercado forte sob o ponto de vista de implementação e de sucesso comercial. Através de uma rede de parceiros e de responsáveis presentes no país, é estudada a viabilidade do mercado, a visibilidades dos produtos da empresa nas prateleiras das farmácias angolanas e a formação profissional dos farmacêuticos, um fator muito valorizado no mercado angolano devido à sua carência na formação e desenvolvimento de profissionais.

TERAPÊUTICAS EFICAZES E INOVADORAS

AMGENA Amgen iniciou atividade a sua Portugal em 1993, com a aspiração de vir a conquistar o primeiro lugar no setor farmacêutico nacional. Como perpetua o percurso da farmacêutica no nosso país?

O primeiro lugar entre as companhias dedicadas à comercialização de “medicamentos obtidos por biotecnologia”, no entanto, e bastante mais importante é o impacto e a diferença que a Amgen e os seus medicamentos fazem na vida de milhares de portugueses. A razão da existência da Amgen reside num único intuito, garantir o acesso a todos os doentes que possam beneficiar do uso dos nossos medicamentos. É esta a missão que prosseguimos diariamente e para a qual trabalhamos com empenho e grande convicção. Acreditamos que temos a obrigação de ultrapassar todas as barreiras necessárias para que a inovação que desenvolvemos chegue a quem mais dela necessita, os doentes. Em Portugal concretizamos a visão e missão da Amgen através de uma equipa eclética e multidisciplinar, desde o departamento médico, às áreas de acesso ao mercado, marketing e comercial, sem esquecer as restantes áreas que suportam o nosso trabalho diário. O percurso da Amgen em Portugal conta com um histórico de 23 anos a tratar os doentes portugueses e a cuidar da comunidade que nos rodeia. Gosto de pensar nestes anos como os primeiros 23 anos da Amgen em Portugal. Quando olhamos para o nosso pipeline, juntamente com os medicamentos que estão em avaliação no Infarmed, tenho a forte convicção de que, nos próximos 23 anos, a Amgen será ainda mais impactante na vida dos doentes e ocupará, certamente, um espaço importante no mercado e na sociedade portuguesa.

No nosso país, a farmacêutica atua, essencialmente, nas áreas de oncologia e insuficiência renal crónica. Qual tem sido, objetivamente, o contributo da Amgen em cada uma destas áreas?

São apenas duas das áreas onde atuamos, das quais temos um enorme orgulho do caminho que percorremos e dos resultados em saúde que ajudámos a conquistar. Temos a consciência de que os tratamentos hoje existentes, tanto para a oncologia como para a insuficiência renal crónica, não seriam tão efetivos sem os nossos medicamentos. O processo de crescimento e desenvolvimento da Amgen passará pela investigação e investimento em outras áreas terapêuticas, como é o caso da área cardiovascular e área inflamatória. Somos uma Companhia de inovação que trabalha diariamente para aumentar as respostas terapêuticas a necessidades médicas não satisfeitas.

Pensar que a inovação existente é já suficiente, é ignorar que existem atualmente lacunas terapêuticas que necessitam de ser respondidas, que nos permitam continuar a melhorar os indicadores de saúde, nomeadamente as taxas de mortalidade e morbilidade, para alcançar níveis elevados de resultados em saúde. Por essas mesmas razões, a Amgen investe continuamente em investigação e desenvolvimento de novas moléculas. Este investimento representa o ciclo de vida de uma verdadeira empresa de inovação, que tem por missão tratar e curar doentes. A sustentabilidade dos ciclos de inovação de Companhias como a Amgen dependem da sua própria estabilidade económica e capacidade financeira para investir em investigação e desenvolvimento (I&D) de novos medicamentos. Os doentes necessitam de respostas terapêuticas eficazes e os profissionais de saúde necessitam de ter acesso a novas tecnologias de saúde para enfrentarem novos desafios de saúde, nomeadamente no domínio da Saúde Pública onde, por exemplo, a falta de investimento em I&D compromete atualmente os indicadores de saúde no que diz respeito ao controlo de infeções e resistências a antibióticos. Também na esfera dos medicamentos órfãos, para o tratamento de doenças raras, é necessário garantir que a Indústria farmacêutica tem capacidade de investimento para a I&D de novos medicamentos. Também aqui, na abordagem e resposta a estas questões, deverá a sociedade num futuro próximo ter uma palavra a dizer.

 

A inovação em Biotecnologia aos serviço dos doentes

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FÁTIMA BRAGANÇA, Diretora de Assuntos Corporativos & Economia da Saúde da Amgen Biofarmacêutica

As novas tecnologias e a biotecnologia estão em ascensão e a revolucionar o mundo da ciência. Em que patamar se encontra o nosso país no que diz respeito à inovação farmacêutica?

Portugal está a tentar acompanhar a investigação & desenvolvimento de novos medicamentos de biotecnologia, num ambiente extremamente competitivo, quer em termos europeus quer em relação ao resto do mundo. Temos óptimos profissionais de saúde e/ou investigadores, em investigação básica e clínica, e ótimos centros, reconhecidos internacionalmente. O que se faz em Portugal faz-se com os padrões de excelência em que é feito nos países em que as normas de qualidade são mais rígidas. Todavia temos ainda bastantes constrangimentos ao nível burocrático e legal, de processos e procedimentos, que nos impedem de competir mais eficientemente com os outros e de atrair mais investimento nestas áreas, nomeadamente quando a exigência para seleção de países se relaciona com rapidez de análise, de aprovação procedimental e contratual e de implementação de estudos clínicos, pré-clínicos ou observacionais. Existe aqui uma oportunidade de melhoria, na qual estamos empenhados em colaborar ativamente, para bem dos nossos doentes e profissionais, do desenvolvimento científico do nosso país e para a sustentabilidade financeira do nosso Sistema Nacional de Saúde. Podemos falar agora de acesso à inovação terapêutica, ou seja, de efetivamente o fruto de todo o investimento no desenvolvimento de novos fármacos ficar disponível para o tratamento dos doentes. Sobre este tópico, existem os mesmos e outros constrangimentos. Continuamos a ser um país em que os tempos de aprovação de financiamento são dos mais longos e mais afastados da legislação em vigor. Os processos de avaliação são complexos e ainda com espaço de melhoria de eficiência e simplificação. A aposta num modelo de avaliação conjunta de base europeia poderia ser uma das soluções, mas há que repensar o próprio modelo de avaliação em si mesmo, a par das discussões supranacionais. A inovação farmacêutica é cada vez mais radical e requer inovação de avaliação, quer em técnicas, quer em metodologias, quer em procedimentos.

Em Portugal, estamos a assistir a um momento de renovação de avaliação pelo INFARMED, que desejamos que seja um marco crucial para uma mudança estruturalmente e profundamente positiva para todos os agentes da saúde, mas principalmente para os doentes.


A Amgen é líder mundial na produção biotecnológica com amplas capacidades para apoiar o desenvolvimento clínico e a produção comercial de novos potenciais produtos, em múltiplas áreas terapêuticas. Que desafios se impõem, a médio prazo, à farmacêutica?

Como já referi anteriormente, manter os nossos doentes com acesso à inovação terapêutica que pode fazer a diferença na sua sobrevivência, morbilidade e qualidade de vida, é e será sempre o mote da Amgen em Portugal e no mundo. Por outro lado, estamos conscientes dos desafios económicos e financeiros com que se debate o nosso país e o nosso SNS, em particular. Por isso, a Amgen quer ser um parceiro na procura de soluções. A par da inovação radical que desenvolvemos, pretendemos comercializar em Portugal nos próximos anos vários medicamentos biossimilares, os quais vão contribuir certamente para reduzir os custos em algumas áreas terapêuticas e assim libertar alguns fundos adicionais para o investimento/financiamento em inovação. Assim se promove o ciclo do medicamento de forma equilibrada e sustentada no tempo, com o estímulo correto à inovação e ao investimento nacional e internacional.

A Amgen está na vanguarda da investigação e desenvolvimento de produtos. Qual tem sido a prioridade e a linha orientadora da Amgen?

Uma grande aposta em inovação radical através de biotecnologia (e recentemente através da imuno-oncologia) em áreas de verdadeira necessidade terapêutica, “auscultando” criteriosamente as necessidades em saúde das populações. Apostar em nova tecnologia e medir os resultados vai continuar a ser o nosso ADN. Estamos convictos que trazemos aos doentes valor terapêutico acrescentado através de medicamentos inovadores, e que aquele tem que ser medido de forma consciente, criteriosa, sistemática e precisa na forma de resultados específicos em saúde. Estamos certos que a sociedade como um todo, e todos os agentes da saúde, em particular, esperam por isso, para poderem participar na decisão em saúde de forma informada com base em medição de resultados. A capacitação dos doentes e da sociedade em geral é uma área de potencial desenvolvimento neste sentido.

Termino apenas desejando que Portugal continue a manter o espírito dos nossos grandes descobridores, mantendo a palavra “descobrimentos” como sinónimo de “inovação e desenvolvimento” dos dias atuais, em que o SNS possa ser um marco desse triunfo.

Cursos, palestras e escolas de verão: os patrocínios na saúde estão a aumentar

Os patrocínios da indústria farmacêutica aos profissionais de saúde em Portugal, principalmente aos médicos, estão a aumentar. De acordo com o Infarmed, no primeiro semestre deste ano foram declarados mais de 36 milhões de euros, um valor superior ao registado durante o mesmo período no ano passado.

Por outro lado, o número de entidades e profissionais que receberam patrocínios registados pelo Infarmed diminuiu — este ano houve menos 569 do que em 2015. À semelhança do ano passado, foram os médicos que efetuaram o maior número de registos (397) durante o primeiro semestre de 2016, seguidos dos farmacêuticos (52).

Segundo a informação divulgada esta quarta-feira pelo Infarmed, este decréscimo justifica-se “com o facto dos novos registos tenderem adiminuir à medida que se vai enraizando a necessidade de cumprimento das obrigações em matérias de transparência“.

O registo dos patrocínios concedidos e recebidos é obrigatório e pode ser consultado por qualquer pessoa através do Portal da Transparência, uma plataforma online do Infarmed. Porém, os valores declarados por quem financia e por quem recebe não coincidem, o que significa que ficaram por registar vários milhões de euros por parte dos profissionais de saúde portugueses.

Segundo a informação divulgada pelo Infarmed, no que diz respeito aos patrocínios concedidos pela indústria farmacêutica, este ano foram registados durante o primeiro semestre 36.228.092 euros. No mesmo período do ano passado, foram declarados um total de 29.281.274 euros.

Já nos patrocínios recebidos, o montante declarado é muitoinferior, o que significa que existe uma discrepância entre os valores registados. Nos primeiros seis meses de 2016, os profissionais da saúde portugueses declararam ter recebido 11.540.466, cerca de mais dois mil euros do registado em 2015.

Isto significa que, no que diz respeito a 2016, ficaram por declarar cerca de 25 milhões de euros. Em 2015, foram cerca de 20 milhões.

Conferências, cursos e escolas de verão

De escolas de verão a palestras grátis (em Portugal e não só), passando por apoios vários e cursos, o Portal da Transparência reúne patrocínios para todos os gostos, atribuídos a profissionais de saúde e a organismos ligados à área. Trata-se sobretudo de empresas com Autorização de Introdução no Mercado (AIM) de medicamentos ou de distribuidores.

Nos primeiros seis meses deste ano, uma das empresas que mais dinheiro gastou foi a VitalAir SA, que trabalha na área dos cuidados de saúde ao domicílio. Criada em 1995, a VitalAir faz parte do grupo multinacional Air Liquide, líder mundial em gases industriais e medicinais. Este ano, a empresa já gastou vários milhares de euros em congressos, palestras e escolas de verão, como o XXII Congresso de Medicina Interna, que decorreu em Viana do Castelo entre 27 e 29 de maio, e o Lufada 2016, organizado pela Associação Portuguesa do Sono em março.

Outra empresa que também abriu os cordões à bolsa em 2016 foi a farmacêutica ViiV Healthcare, que se dedica ao desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento do VIH. No primeiro semestre deste ano, a ViiV Healthcare pagou, entre muitas outras coisas, umadvisory board sobre o Dolutegravir, um medicamento usado no tratamento do vírus, a vários profissionais. De acordo com o Portal da Transparência, a empresa gastou mais de 32 mil euros só nesseadvisory board.

À Associação Ser — Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida, a ViiV Helthcare ofereceu um workshop sobre o diagnóstico de infeções VIH, no valor de cinco mil euros, e à Associação de Infecciologistas do Norte um curso de pós-graduação de Medicina de Viagem e de Populações Móveis que custou 9.840 euros.

Mas nem só de cursos e congressos se fazem os patrocínios em Portugal. A farmacêutica Roche, por exemplo, escolheu dar à Sociedade Portuguesa de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética (SPCPRE) um apoio à educação e formação no valor de 12.500 euros. A Gilead Sciences, que tem por hábito oferecer apoios a várias instituições, deu à Sociedade Portuguesa de Gastrentrologia (SPG) 13.200 euros para o Jornal Português de Gastrenterologia.

No primeiro semestre, aquele organismo recebeu ainda das mãos da Giled outros 11.900 euros, um apoio destinado ao 4º Serão de Gastrenterologia, à newsletter SPG News e ao site da SPG.

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