Inicio Tags Internacionalização

Tag: internacionalização

Mercadona: Novo Modelo de Loja Eficiente contribui para otimizar o ato de compra dos clientes

Para impulsionar a estratégia apresentada e implementada em 2017 de fazer todo o investimento necessário para transformar a empresa, a companhia levou a cabo diferentes ações ao longo do ano. Na inovação em lojas destaca-se a implementação do Novo Modelo de Loja Eficiente – que contribui para otimizar o ato de compra dos clientes – em 157 supermercados e o esforço realizado para serem mais lojistas e especialistas através do Projeto Frescos Global – introdução de melhorias nas secções de frescos -, já implementado em quase 200 lojas.

Paralelamente, em 2017, a Mercadona continuou a promover o seu modelo de Gama Eficaz para ser cada vez mais Totaler, construída com “O Chefe” e para “O Chefe”. Para isso, e graças ao trabalho realizado nos seus 16 Centros de Coinovação (um deles em Matosinhos, Portugal, para o desenvolvimento e adaptação da gama de produtos ao “Chefe” português) bem como aos esforços dos interfornecedores e fornecedores especialistas, continuou a adaptar a gama através da inovação e da melhoria constante, o que lhe permitiu introduzir mais de 300 novos produtos e melhorias nas suas prateleiras.

O presidente da Mercadona, Juan Roig, afirmou que 2017 foi um ponto de viragem para todos aqueles que formam a Mercadona. “Estamos a trabalhar a longo prazo e comprometidos com a consolidação de um projeto de transformação disruptiva no qual o esforço das pessoas é central. Alcançar isso requer convicção e o grande mérito está no esforço das 84.000 pessoas da Mercadona e dos fornecedores especialistas para garantir todos os dias a satisfação do “Chefe”, nossos clientes. Eles são a razão destes excelentes resultados”.

 

Internacionalização
O projeto da Mercadona em Portugal continuou a avançar e tem sido outro dos notáveis capítulos de investimentos. Além da abertura do Centro de Coinovação de Matosinhos, anunciou-se a construção do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim (Porto), que abrirá em conjunto com os quatro supermercados que a Mercadona planeia abrir no Grande Porto em 2019, alguns dos quais já começaram as suas obras.

No que diz respeito à criação de emprego, destaca-se o recrutamento de mais de 120 diretivos (quadros de direção média) e o início da seleção de equipas para as quatro primeiras lojas.

Outro dado relevante da empresa em Portugal foi a inauguração do Estádio Manuel Marques Gomes, em Canidelo, no município de Vila Nova de Gaia. Esta obra, incluída na política de responsabilidade social da empresa, resulta da colaboração da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, da Junta de Freguesia de Canidelo, do Sport Clube de Canidelo e da Mercadona.

Também é de destacar o aumento no volume de compras a fornecedores portugueses, que, em 2017, atingiu os 63 M€, mais 11 M€ do que no ano anterior.

Comprometidos com o investimento necessário para transformar a Mercadona
Para alcançar esta transformação estratégica de forma sustentável, a empresa, através dos seus recursos próprios, investiu 1.008 milhões de euros, 47% mais do que em 2016. Esse esforço de investimento permitiu abrir 29 novos supermercados, fazendo a cadeia crescer para um total de 1.627, e remodelar outros 126, todos com o Novo Modelo de Loja Eficiente.

Além disso, o investimento também se destinou a impulsionar todas as seções de frescos e à abertura de dois novos Centros de Coinovação, em Paterna (Valência) e na cidade portuguesa de Matosinhos (Porto). A tudo isto de juntam os projetos realizados para automatizar os Blocos Logísticos e eliminar esforços excessivos dos trabalhadores.

Em relação aos avanços na sua transformação digital, a Mercadona assinou um acordo de cinco anos com o líder do mercado em software de aplicações empresariais, SAP, com o objetivo disruptivo de transformar e melhorar os processos da empresa.

Nestes avanços tecnológicos também está o desenvolvimento do projeto Mercadona online, cuja fase de testes em alguns distritos da cidade de Valência está programada para o segundo semestre de 2018 e envolve tanto a construção de um novo website e uma aplicação móvel, como a de um armazém próprio (armazém-satélite) para a distribuição na cidade de Valência, com veículos específicos de três temperaturas especialmente pensados para a Mercadona. É um projeto para “experimentar e aprender”, e estamos convencidos do potencial que tem para satisfazer muito bem “O Chefe” online e o Capital (torná-lo rentável).

Um compromisso firme com o emprego estável e de qualidade: 5.000 novos postos de trabalho
Dentro do seu compromisso com o emprego estável e de qualidade, a Mercadona criou 5.000 novos empregos em 2017, o que implicou fechar o ano com um quadro de 84.000 pessoas (64% mulheres). Às novas incorporações, numa média de 15 por dia, foi garantido um emprego estável de qualidade e as mesmas condições de todas as outras pessoas que trabalham na Mercadona quanto às políticas de conciliação entre a vida pessoal e profissional, assim como as mesmas oportunidades de formação e promoção. Atualmente, 47% dos cargos diretivos são ocupados por mulheres.

Nesse sentido, o esforço que a empresa faz ano após ano em formação aumentou, em 2017, para os 65 milhões de euros e beneficiou 40.560 funcionários.

Partilhar o lucro: um modelo de Responsabilidade Social
A Mercadona reafirmou, uma vez mais, o seu princípio de que “o sucesso partilhado sabe melhor”. Do seu lucro total, 35% foi repartido pelos quadros, num total de 313 milhões de euros em prémios por objetivos; 25% dos lucros, 205 milhões, destinaram-se à sociedade na forma de impostos; 25%, mais de 202 milhões, foram reinvestidos na empresa enquanto recursos próprios, e os restantes 15% foram distribuídos entre os acionistas como dividendos.

Como resultado desse compromisso com o crescimento partilhado, a contribuição global da Mercadona para a criação de riqueza em Espanha representa 3% do emprego total do país, (545 mil empregos), 1,7% do PIB (19.500 milhões de euros).

Novo investimento recorde de mais de 1.500 milhões em 2018
Em 2018, a Mercadona voltará a fazer um investimento histórico de mais de 1.500 milhões de euros, visando a abertura de 27 supermercados, entre os quais se contam as futuras aberturas em Ceuta, Melilha e em La Palma, e a remodelação de mais de 200 lojas com o Novo Modelo de Loja Eficiente. Assim como continuar com a implementação do Projeto Frescos Global, que deverá ser implementado noutras 200 lojas durante este ano.

Paralelamente, a empresa continuará a construção dos blocos logísticos de Vitória (Álava) e de Abrera (Barcelona), o novo armazém online em Valência e o Centro de Processamento de Dados de Villadangos del Páramos (Leão), bem como o início de obras em o Bloco Logístico de Parc Sagunt, na cidade valenciana de Sagunto. A tudo isto se acrescenta o avanço do projeto Mercadona em Portugal, com a construção do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim (Porto) e as obras dos quatro supermercados que abrirão no Grande Porto, em 2019, bem como o desenvolvimento do projeto de transformação digital com a SAP e o início do projeto online.

Este investimento sustentável será feito com os recursos próprios da empresa e é motivado pela decisão já tomada pelos acionistas no ano passado de basear as decisões da Mercadona a longo prazo, porque, segundo Juan Roig, “se se põe o foco no lucro a curto prazo é difícil tomar decisões e, agora, o nosso firme compromisso é investir para transformar a empresa.

De facto, está previsto e aprovado um investimento de mais de 8.500 milhões de euros entre 2018 e 2023, com recursos próprios. E para continuar a construir um modelo de empresa diferente e responsável socialmente, do qual as pessoas se sintam orgulhosas e queiram que exista.

Esse é o caminho pelo qual todos nós que formamos o Projeto Mercadona decidimos avançar, um caminho que, à luz dos resultados obtidos em 2017, está bem traçado”.

Apoio jurídico à internacionalização de empresas

Qual deve ser o papel do advogado e da respetiva sociedade de advogados no apoio dado/prestado às empresas para promover a internacionalização?

Sem dúvida que a internacionalização carece de apoio jurídico às empresas. Trata-se de um passo, simultaneamente, tão importante como arriscado. Nāo me refiro apenas à exportação de produtos. Aparentemente, trata-se, neste caso, de uma simples venda internacional. Porém, mesmo nestas situações é necessário conhecer os mecanismos envolventes do transporte, do seguro, da entrega da mercadoria, etc.

 Muitos procedimentos estão estandardizados por normas publicadas pela Câmara do Comércio Internacional que, em geral, são adotadas, como as cláusulas CIF e FOB. Mas isto não é suficiente. É necessário estabelecer qual a lei aplicável.

A ONU, através de uma instituição por ela criada, a UNCITRAL, que desempenha uma função de relevo no desenvolvimento do enquadramento jurídico do comércio internacional, promoveu a elaboração de uma convenção internacional sobre a venda internacional de bens móveis, a chamada Convenção de Viena de 1980.

Lamentavelmente, o nosso país ainda não aderiu a esta importantíssima convenção internacional que regula outros importantes aspetos da compra e venda internacional de mercadorias para além dos já mencionados. Mais de uma centena de países já o fizeram. Todavia, não já no domínio da venda de bens móveis, mas no investimento internacional e no estabelecimento de empresas fora do território nacional, ou ainda, numa escala menos complexa da contratação de um distribuidor ou de um agente comercial no estrangeiro, é necessário conhecer a lei do país em questão, não apenas em aspetos fiscais, mas outros como as condições de contratação ou cessação de contratos.

Olhando para o mundo atual, acredita que uma dinâmica de internacionalização empresarial bem-sucedida não dispensa uma correta estratégia jurídica?

É absolutamente verdade. quanto maior for o envolvimento internacional, naturalmente mais complexa é a necessidade de conhecimento do modo seguro de proceder.

Qual tem sido o papel da Barrocas & Associados – Sociedade de Advogados, RL no domínio do apoio a esta política de internacionalização?

A sociedade de advogados a que pertenço presta, há décadas, aconselhamento jurídico, quer a empresas nacionais que operam fora de Portugal, quer a empresas nacionais que celebram contratos internacionais com empresas estrangeiras que desejam operar em Portugal.

Ao longo deste período têm-nos surgido as mais diversas situações, que não apenas carecem de previsão dos contratos celebrados, como da forma de resolver os litígios que surgem.

Colaboramos, aliás, com o Banco Mundial há vários anos na preparação de importantíssimas publicações deste banco sobre como fazer negócios em Portugal.

Por outro lado, a firma tem experiência na resolução de litígios, quer judiciais, quer arbitrais, alguns deles de grande complexidade.

Mais do que tudo, acredita que é essencial que os advogados saibam falar a linguagem empresarial, entendê-la e colocá-la ao serviço da área jurídica?

Sem dúvida. A pergunta tem todo o cabimento. O advogado que nada saiba sobre o negócio do seu cliente, que não entenda a atividade do seu cliente, arrisca-se a aconselhar mal, de modo incompleto ou, ainda, de forma desajustada.

Existe um sem número de advogados especialistas nestas matérias, mas, pela sua experiência, acredita que ainda carecemos de profissionais de advocacia com uma visão empresarial?

Não basta ser advogado para aconselhar estas matérias. Apesar do esforço e dedicação que muitos colegas fazem, é preciso ter cuidado com a insuficiência ou a impreparação no domínio do conhecimento.

Dou um exemplo. O transporte marítimo internacional está sujeito a um grande número de convenções internacionais específicas, bem como a normas contratuais pré-estabelecidas para as quais as partes remetem que se não forem do conhecimento prévio podem ocasionar consequências graves para o cliente.

 

Em certas situações é necessário “reeducar” o empresário para as vicissitudes da internacionalização e para as cautelas que deve ter?

Antes de mais, é necessário que o cliente que se posiciona para internacionalizar o seu negócio tenha o conhecimento mínimo das complexidades inerentes.

Em segundo lugar, é importante que o cliente ganhe consciência de que é essencial prevenir situações para as quais não está preparado ou se tem um mínimo de cautela pode não saber o modo como evitá-las ou resolvê-las.

Nos mercados estrangeiros mais desenvolvidos há muito tempo que o aconselhamento jurídico preventivo é mais importante do que a intervenção jurídica posterior.

E-Commerce: dê o passo para a globalização

Tratamos de tudo por si, da envelopagem à armazenagem, do marketing direto ao e-commerce, da sua base de dados aos sistemas de gestão integrada da sua empresa. Cobrimos toda a Europa, podendo colocar à disposição dos nossos parceiros sistemas que falem a sua língua. Falamos, escrevemos e personalizamos nas mais variadas línguas. Planeamos as suas campanhas por correio, SMS, e-mail”. Este é o mote da Ship4you. E sobre o E-Commerce e o Marketing Direto, Cristina Coelho começa por explicar que quem já está na venda à distância há algum tempo com o Marketing Direto, dificilmente muda.

E quem transita para o E-commerce por não ter um investimento, à partida, tão elevado acaba por se aperceber que se trata de um processo muito mais complexo do que parece à primeira vista. Então o que é o E-Commerce e o que é que uma empresa deve fazer e saber de antemão antes de criar uma loja online?

Comércio eletrónico ou e-Commerce é a compra e venda de bens ou serviços através de canais eletrónicos. E é, atualmente, um dos mais importantes fenómenos da Internet em crescimento e o passo que qualquer empresa deve dar para alcançar o mercado global e internacionalizar-se.

As compras a partir de casa são uma realidade cada vez mais enraizada e cada vez mais frequente entre os portugueses, os quais, se prevê, deverão gastar 2,665 mil milhões de euros em compras online em 2017. Trata-se de uma nova geração e de uma nova forma de estar. Mas a passagem das organizações para o E-commerce deve ser ponderada e bem estruturada.

Vamos por partes. Existem os dois extremos no E-Commerce, casos excecionais de venda online e casos de insucesso. Vamos perceber porquê.

O marketing digital é imediato enquanto que o marketing direto, com os seus mailings, newsletters, base de dados e redes de contacto, é um marketing que pode ser analisado ao longo do tempo. O marketing digital exige, portanto, que tudo seja feito e analisado “para ontem”. Quando uma determinada empresa lança uma campanha ou um banner publicitário tem de perceber de imediato qual está a ser o seu impacto e o que deve ser feito de diferente para não estar a perder dinheiro. Depois há a questão de saber gerir uma loja online. Um processo mais complexo do que parece.

Para as grandes empresas que têm estrutura suficiente para enveredar pela venda online com alguma segurança e solidez, à partida, será um processo fácil. Já existem, têm armazéns, lojas físicas e distribuidores. A internet será só mais uma loja e apenas terá que se aprender a gerir essa loja online. Se a empresa não souber implementar os novos mecanismos da tecnologia assentes numa boa estratégia, pode estragar a imagem que já tem construída.

Quando falamos da gestão da loja online, falamos de coisas tão simples, mas extremamente importante, como o cuidado com as campanhas de promoção que são lançadas, a gestão de stocks, a rapidez na entrega das encomendas e os transportadores. É preciso ter atenção que nas vendas online os comerciantes estão a trabalhar com clientes globais.

Depois, existe o E-Commerce que surge a partir de pessoas singulares que têm um emprego, mas criam um pequeno negócio caseiro para vender à distância a partir de casa. No início as vendas podem correr bem, mas depois sem uma estrutura, conhecimento suficiente ou investimento para evoluir, o negócio caseiro acaba por não “sair de casa”. Pode acontecer o contrário, as vendas resultarem bem e aumentarem substancialmente, mas depois a estrutura acaba por não aguentar o boom das vendas pela simples falta de espaço físico para a gestão de stock ou a falta de um transportador.

Uma coisa é certa, no E-Commerce tudo tem de ser muito rápido. Os clientes que fazem compras online querem sempre receber a sua encomenda no dia seguinte. Não basta, portanto, abrir apenas uma loja online. E é aqui que entra a Ship4you.

SERVIÇOS DE A A Z

A Ship4you oferece um pacote de serviços completo ao cliente no E-Commerce e no Marketing Direto. No que diz respeito ao Marketing Direto, os serviços vão desde receber a correspondência, fazer o registo de encomendas, armazenagem e expedição das mesmas que, com a maioria dos clientes, tem de ser feita no dia seguinte à receção das encomendas. É um serviço de A a Z que incluí, ainda, serviços pós-venda. Colocam à disposição do cliente uma série de ferramentas informáticas através de um sistema próprio extremamente especializado e dedicado para este tipo de negócio, onde os clientes têm acesso às suas estatísticas e aos seus dados para fazer as suas análises e decidir que campanhas irão fazer posteriormente ao longo de todo o processo.

Com parceiros que se revelam de extrema importância, a Ship4you disponibiliza, ainda, Data Solutions para uma gestão da base de dados eficiente e fidedigna, bem como uma plataforma informática com os sistemas ERP/CRM que permite uma gestão coesa e harmoniosa dos processos e dos dados das empresas, nacionais e internacionais.

CRISTINA COELHOJá no E-Commerce, a Ship4you tem diferentes tipos de clientes. “Temos empresas para quem tratamos do serviço de clientes e tudo o que é online, temos outros clientes onde temos acesso ao backoffice dos seus sites e fazemos todo o acompanhamento desde a gestão de stocks até à expedição das encomendas. Noutros casos fazemos serviços de A a Z, desde a criação do site, a manutenção da base de dados até à integração direta com o nosso sistema, sendo nossa a responsabilidade de todo o processo”, explica Cristina Coelho.

Cristina Coelho salienta a importância do marketing digital para qualquer empresa. É caro, mas é de extrema importância. Dá como exemplo, uma loja situada no Rossio onde facilmente há pessoas a entrar. Mas se essa loja se desloca para uma rua mais escondida tem de se fazer notar. Tem de investir num sistema de publicidade muito bom para encaminhar as pessoas para a sua loja. Nas lojas online acontece exatamente o mesmo. Têm de se fazer notar, têm de conseguir ser aliciantes e levar as pessoas a fazer o clique para o seu site. Têm de saber mostrar que o seu produto é bom e que existem porque quem faz compras online tem um leque de possibilidades para analisar e comparar os produtos. São, normalmente, compras ponderadas.

A par disto, as empresas têm de saber aproveitar o aumento das compras feitas a partir de casa e saber chegar a todos os nichos do mercado, a todas as faixas etárias, dos mais entendidos aos menos entendidos das novas tecnologias, a todas as classes sociais e, sobretudo, a clientes globais. Estamos na era digital e os valores crescem de ano para ano. Hoje em dia podemos comprar praticamente tudo através da internet, até as compras do supermercado.

E-COMMERCE VEIO PARA FICAR

Ship4you – Empresa 100% portuguesa, a Ship4you orienta as empresas no sentido de perceberem que uma boa estrutura online implica uma boa estrutura física e vice-versa para que as organizações tenham um bom desempenho e cresçam de forma consolidada.

E-Commerce – O E-Commerce chegou, veio para ficar e ainda tem muito por onde crescer. Se Portugal ainda está um pouco retraído quando se trata de compras online, noutros países a realidade é completamente diferente e já vivem das vendas à distância há anos. As empresas terão que se readaptar constantemente para fazer face às exigências dos clientes que serão cada vez mais globais. Os portugueses, por exemplo, segundo um estudo, são os que têm mais probabilidade de fazer compras fora do país, sendo que os países de eleição são o Reino Unido (42% do total de compras internacionais), China (41%) e Espanha (38%).

Regras – Há regras de ouro para se estar na internet através do E-Commerce e Cristina Coelho aconselha mesmo os comerciantes a manter todo o processo simples. Quanto mais simples, mais sucesso terão. O cliente que faz compras online é um cliente que procura a comodidade, a rapidez e a eficiência. “Se quer fazer uma compra num site e o próprio processo é demorado e envolve muitos passos, o cliente acaba por desistir da compra”, esclarece a nossa entrevistada.

As empresas têm de ter consciência de que “não basta ter um bom produto”. Têm de estudar o negócio e fazer um bom plano de negócios. Têm de saber exatamente do que é que vão necessitar para ter uma loja online a funcionar. Encontrar os parceiros corretos nas várias áreas e perceber que é necessário um investimento caro. Por fim, tem de ser um processo simples. Simples e transparente”, conclui Cristina Coelho.

“Temos de nos reinventar e desafiar todos os dias”

João Faria participou naquela que foi a primeira edição da Feira & Fórum Internacional de Negócios – China e Países de Língua Portuguesa e Espanhola, e que se realizou entre os dias 21 e 23 de junho na Exponor. O nosso interlocutor esteve, durante 11 anos, na linha da frente da Internacionalização do Grupo Proef – um grupo constituído por mais de 25 empresas presente em 11 países e com um total de 1500 colaboradores. O grupo apresenta-se no mercado com soluções globais nas áreas das telecomunicações e eletricidade, TI, energias renováveis e eficiência energética, assim como seguros ou aluguer de equipamentos. No entanto, e com o passar do tempo, decidiu regressar a Portugal e para colocar em prática toda a sua experiência em prol das empresas portuguesas.

“Após ter estado no arranque da atividade em Angola, Moçambique, África do Sul e Reino Unido descobri que estava na altura de agarrar a minha experiência e partilhá-la com empresas portuguesas”.

O tema internacionalização é algo que de que se fala correntemente, mas há questões a perceber, nomeadamente, se os interessados têm o que é necessário ou não para se aventurarem fora do país. A par da internacionalização ouve-se uma outra expressão – Diáspora Lusa – e João Faria afirma que o conceito pode ser uma excelente ferramenta para as organizações que optaram avançar para a internacionalização.

“Na minha opinião a Internacionalização tem três estágios, Awareness, Estratégia e Implementação. É junto de quem, no seio das organizações, tem a capacidade de tomar as decisões que pretendo continuar a intervir. Considero importante e essencial que cada organização faça uma introspecção para saber se a internacionalização é o caminho a seguir. Existem muitos desafios, e é necessário contar com toda a ajuda possível. É um processo de que carece da devida ponderação e estudo”, alerta.

A Internacionalização pode ser uma ilusão, segundo João Faria, a robustez financeira e a resiliência emocional dos shareholders são essenciais. Há que ter presente que tudo tem um ritmo e demora o seu tempo, um processo bem sucedido demora em média quatro anos a dar resultados.

Existe ainda a vertente do expatriado que vem sempre associado à internacionalização: “Não é fácil, pois temos de nos reinventar e desafiar todos os dias. Vale a pena culturalmente, financeiramente… o que temos de avaliar melhor é se vale a pena familiarmente”, a família, segundo o consultor é aquilo que é na maior parte das vezes é esquecido pelas empresas, no entanto, é um fator com um enorme peso no desenvolvimento do trabalho de quem vai para fora do país trabalhar.

“A maior parte dos expatriados que conheci volta para casa no primeiro mês por causa da família. As pessoas têm hábitos que se perdem obrigatoriamente no dia-a-dia de quem trabalha fora do país e longe da família. Os novos hábitos vão deteriorando o entusiasmo inicial”, revela.

“Temos de ter constantemente em mente que, seja em que país for, somos meras visitas” “Há algo que fica esquecido e que está intimamente ligado a uma questão de educação: somos visitas.

“Para que haja sucesso há que ter flexibilidade para mudar. Uma mudança requer conhecimento sobre a própria empresa. E este poderá ser o maior desafio das organizações e dos seus expatriados”, explica o nosso entrevistado.

FIN 2017 – “DIÁSPORA LUSA”

“A ‘Diáspora Lusa’ é talvez o maior recurso que Portugal tem mas em «casa de ferreiro, espeto de pau». Quando se exclui a Casa do Benfica ou a Academia do Bacalhau – que são das associações com mais visibilidade dentro das comunidades portuguesas no estrangeiro – é difícil trabalhar com portugueses. Isto porque todos os processos de emigração, expatriamento ou internacionalização são processos pessoais e sofridos, e como somos excessivamente competitivos ainda não conseguimos “profissionalizar” a Diáspora Lusa que é a nossa melhor arma. Temos qualidades extraordinárias como a flexibilidade ou a amabilidade e que nos tornam únicos, mas caímos regularmente no erro de misturar a parte social e pessoal com a empresarial”. O nosso interlocutor prossegue com as lacunas que o projeto ‘Diáspora Lusa’ ainda apresenta: “Falta-nos talvez uma gestão melhorada. O Estado Português por seu turno não potencia a coesão e cooperação empresarial. Quando olho para a diáspora vejo que nos focamos nos feriados nacionais… Não sabemos transformar a diáspora numa ferramenta de sucesso coletivo. Esta é uma missão que acredito ser possível concretizar, mas para isso há uma coisa que terá que mudar: a mentalidade”.

“Este tipo de eventos, FIN2017, têm sempre mais-valias associadas uma vez que não existe peso político e os empresários tratam apenas de negócios. Eventos como a FIN têm de ser repetidos. Penso que aquilo que mais importa retirar destes dias é que existem oportunidades e pontes iniciadas, mas que têm de ser aproveitadas”, conclui João Faria.

“O ADVOGADO TEM DE SER UM INSTRUMENTO PARA A SUSTENTABILIDADE”

A CRISE ECONÓMICA E O SEU REFLEXO NA ADVOCACIA

A crise económica teve obviamente impacto no setor da sdvocacia, para além de ter tido o efeito de retracção do próprio mercado dos advogados, penso que tal, como nos mais variados sectores da actividade económica, levou à redução dos preços dos serviços prestados e exigiu, a nosso ver, destes profissionais atitudes, técnicas e formas diferenciadoras de abordar os problemas das empresas. É nos momentos difíceis que surgem as grandes oportunidades”, começa por referir Teresa Mendes

Em 2011, os bancos fecharam o crédito à tesouraria das empresas, o dinheiro deixou de chegar para fazer face aos compromissos dos empresários, o que teve desde logo dois efeitos imediatos: um, aumentou de forma acentuada o crédito vencido e, outro, disparou o desemprego.

CRÉDITO VENCIDO E MOROSIDADE DOS TRIBUNAIS

gra 1Os processos em tribunal continuam a registar uma morosidade de mais de três anos no que diz respeito às ações executivas.

“A reforma do processo civil de 2013 terá melhorado um pouco esta média, mas ainda se deve situar em mais de dois anos”, afirma Teresa Mendes. Comentando as diversas fases processuais, Andreia Almeida, uma das responsáveis da área das cobranças, explica que “atuamos muito e de forma muito incisiva na fase de pré-contencioso e nunca deixamos que uma penhora no local ocorra sem a nossa presença, faz toda a diferença estarmos lá e a fazer o máximo para que o cliente receba, pois esta é, muitas vezes, a última hipótese para que tal aconteça”. “Estamos muito contentes com os resultados das cobranças em 2015, tivemos vários clientes que em menos de um ano, recuperaram cerca de 70% da sua carteira de crédito vencido”, avança Teresa Mendes.

DESEMPREGO

A crise teve e continua a ter um grande impacto na taxa de desemprego continuando-se a falar constantemente em despedimentos em massa, exigindo uma forte intervenção dos advogados na condução de processos de despedimentos.

graf 2

Teresa Mendes e Pedro Santos destacam o seguinte do quadro acima:

PEDRO SANTOS“É interessante atender que do total de efetivos despedidos em 2012, somente 1% tenham cessado o seu contrato por revogação, ou seja por acordo, e em 2015 esse número não vai além de 1,7%”, refere Pedro Santos.

Em 2015, 5.236 pessoas foram despedidas, sendo que, para além do peso que este número de desempregados tem para o Estado, no que se refere ao subsídio de desemprego, as empresas tiveram que pagar a totalidade das indemnizações legais devidas pelo despedimento.

Teresa Mendes recorda que “precisamente em 2011, vimo-nos confrontados com diversas empresas que, para se salvarem e ainda salvar alguns postos de trabalho, não tinham dinheiro para pagar a totalidade das indemnizações legais, mas tinham viabilidade comercial. No meio de tal limitação, desenvolvemos um método próprio que, numa média que se situa em cinco dias e não em 75 dias, como pode acontecer nos despedimentos colectivos ou por extinção de posto de trabalho, conseguimos através do método da revogação, acordar a cessação do contrato de trabalho, num ambiente, que apesar da envolvência, podemos considerar bom, e com ganhos imediatos para a tesouraria das empresa, conseguindo uma poupança para as empresas que, em 2015, foi de 48,21%, o que tem também uma outra vantagem: os casos que terminam por acordo não são impugnados em Tribunal e, como tal, não engrossam a coluna volumosa e lenta de processos pendentes nos Tribunais de Trabalho”, regista.

A DINÂMICA DA TM LEGAL

Uma das preocupações da TM LEGAL aquando da sua fundação foi distinguir-se pelo valor do seu trabalho e não tanto pelo nome de quem constituía a empresa.

“Sete anos volvidos, vamos alterar a marca de TML, sendo que  a nova marca pretende expressar o que se refere acima  de forma inequívoca, o L converte-se em legal, forma abrangente de designar a actividade jurídica, que vai além da advocacia e da consultoria, pretendendo abranger todas as envolvências legais que às empresas e clientes em geral digam respeito; e o TM na forma do símbolo de TRADE MARK, para que a nossa intervenção seja sentida com um cunho muito particular de profissionalismo especializado, sendo que pretendemos deixar com o nosso trabalho uma marca indelével de quem sabe o que as empresas e os clientes precisam e que acredita firmemente que o conhecimento jurídico é factor de eficiência e sustentabilidade, afirma Teresa Mendes.

Para a TM LEGAL, as empresas devem ter fácil acesso ao aconselhamento jurídico especializado. E este acompanhamento jurídico deve ser feito de uma forma plena e integrada, pelo que, para a TM LEGAL não é o cliente que tem de se dirigir ao escritório, mas sim os advogados às instalações do cliente no sentido de compreender a cultura da empresa e as suas necessidades para poder dar uma resposta mais célere e eficiente.

Quando, em 2009, Teresa Mendes decidiu fundar a TM LEGAL, o fito era ser uma sociedade vocacionada para o universo empresarial.

“Penso que conseguimos o nosso objetivo, de sermos reconhecidos pela capacidade de entender os problemas dos empresários, muitos vêm ter connosco para os ajudar a pensar e avaliar aspetos que vão muito para além do estritamente jurídico”.

Com uma sociedade de advogados direcionada para as PME´s de forma especializada nas diferentes áreas, a TM LEGAL tem uma visão empresarial, procurando pensar de uma forma semelhante aos empresários. “Não quero alguém que complique o negócio, mas sim alguém que fomente e promova resultados”, afirmam muitos dos clientes. A TM LEGAL procura, assim, trabalhar sempre com uma linguagem simples e objetiva junto dos seus clientes, num contexto de proximidade e de envolvência total. “Quando acompanhamos juridicamente um cliente se percebermos que uma tomada de decisão terá repercussões a outros níveis para além da área do direito que estamos a trabalhar, propomos imediatamente procedimentos e alternativas para que esses aspectos não sejam descurados”, refere a fundadora da TM LEGAL.

Por outro lado, a sociedadeANDREIA ALMEIDA de advogados procura também consciencializar as empresas e particulares para a importância de recorrer a um advogado sem ser “em ultima instância ou quando há um problema ou algo para resolver”. “Queremos que as empresas e organizações tenham a noção da importância do acompanhamento jurídico em tomadas de decisões e no desenvolvimento de processos”, explica Andreia Almeida.

Pedro Santos vem reforçar a ideia da “utilidade de um advogado para o cliente”. “É isso que procuramos ser para cada cliente e em todos os trabalhos a que nos propomos”, afirma o nosso entrevistado.

A INTERNACIONALIZAÇÃO E O MERCADO GLOBAL

Uma das áreas de atuação da TM LEGAL assenta na vertente da internacionalização. “Já trabalhei em muitos continentes e culturas: África do Sul; Irlanda; Tanzânia; Grécia; Índia; Tunísia; Egipto; Itália; Cabo Verde; Suécia; Reino Unido; Holanda; Brasil; Estados Unidos da América; Turquia; Brasil; Espanha; Argélia e Nigéria. A verdade é que a extensão das operações a mercados estrangeiros, facilitada pelos processos de “regionalização dos mercados” e de globalização, é uma opção estratégica à qual as empresas recorrem cada vez mais”, observa Teresa Mendes.

Aqui, também a experiência de Teresa Mendes em internacionalização é fulcral. Tendo sido responsável dessa área durante oito anos no Grupo CIMPOR verificou que, inúmeras vezes, os advogados especialistas e excelentes profissionais tecnicamente, não tinham uma visão empresarial, nem se preocupavam com o que os administradores pretendiam ou com as consequências das decisões das empresas em diversos aspetos.

Assim, a fundadora da TM LEGAL rápido percebeu que um advogado tem de estar sempre ao lado de quem está a decidir e conhecer toda a dinâmica e os assuntos relacionados com determinada empresa para conseguir responder de uma forma eficaz aos serviços que são solicitados. A disponibilidade tem de ser total, principalmente quando se trata de empresas que se estão a internacionalizar ou pretendem preparar-se para o mercado global.

“Temos de saber falar a linguagem empresarial, entendê-la e colocá-la ao serviço da área jurídica. Foi esta visão que pretendi trazer para esta sociedade de advogados”, refere Teresa Mendes que a par do cargo exercido no Grupo CIMPOR, foi responsável pelo apoio jurídico à área da expansão, património e licenciamento do Grupo Jerónimo Martins, tendo sido responsável pela aquisição e arrendamento de setenta lojas daquele Grupo.

LIDERANÇA PARTILHADA

Devido ao seu vasto percurso profissional e à experiência adquirida, Teresa Mendes percebeu que a partilha e o espírito de equipa eram cruciais em qualquer atividade.

O início da carreira da nossa entrevistada foi marcado pela “especialização, polivalência, espírito da equipa, responsabilidade e acompanhamento constante com os conselhos de administração”. “Estávamos sempre disponíveis e estudávamos diariamente em horário pós-laboral para nos especializarmos nas áreas que o crescimento do Grupo exigia”, explica Teresa Mendes.

Atualmente a TM LEGAL é constituída maioritariamente por mulheres, todavia para Teresa Mendes neste momento isso é uma mera circunstância histórica, não fazendo nenhuma questão que assim seja, “amanhã pode ser o contrário”, afirma. Refere mesmo que está muito habituada a trabalhar em ambientes em que é a única mulher, foi o que aconteceu quando esteve oito anos envolvida no processo de internacionalização da CIMPOR, onde, especialmente nos países árabes, era muitas vezes a única mulher na sala de trabalho ou de negociações.

Questionada sobre as diferenças entre a liderança no feminino e a liderança no masculino, afirma: “talvez possamos dizer que a Liderança no masculino é triangular e a Liderança no feminino é circular, quer com isto dizer que o homem prefere marcar a sua posição hierarquicamente, situando-se no topo e a mulher prefere estar no meio da sua equipa”.

Reconhece que se sente bem em partilhar constantemente objectivos, visão, planos e ideias e que da interacção de todos nasce sempre algo muito melhor do que da estratificação de posições. É acérrima defensora do princípio “o todo é maior que a soma das partes”, por isso cultiva, desde que se conhece profissionalmente, o espírito de equipa e a partilha constante de conhecimento e de ideias.

«A este respeito um membro da sua equipa, Patrícia Pereira, que a acompanha desde o início da TM LEGAL afirma: “a Teresa é muito profissional e atenta a todos os pormenores; é uma pessoa muito humana, gosta e importa-se com a opinião de todos e que todos se sintam confortáveis”.

«É com esta visão que gere a TM LEGAL e que está agora a reforçar a equipa com gente jovem, mas de muito valor, não tendo qualquer receio de partilhar com eles a própria estrutura de capital.

«A TM LEGAL está também envolvida em projetos novos, de formação e de empreendedorismo, estando a sua equipa fortemente envolvida e motivada para abraçar novos desafios!

Apoios à Internacionalização das empresas: vende-se gato por lebre?

 

Diria até que não têm (quase) nada a ver uma com a outra, exceção feita ao facto de ambas nos remeterem para algo… no estrangeiro.
Estas jovens empresas são incentivadas, desde muito cedo, a alargar horizontes com o fim de se conseguirem expandir para os mercados (maduros) europeus. Comecemos por pegar no exemplo das Startups, tema tão em voga nos nossos dias, que não têm qualquer viabilidade se estiverem a contar única e exclusivamente com o mercado nacional. Precisam, portanto, de se internacionalizar, de estar presentes noutros mercados.

Mas não só, há também a tendência de se tentar a sorte no mercado norte-americano, tão prolífero no apoio a estas empresas/negócios.

Quando as empresas conseguem (finalmente) obter investimentos de fundos estrangeiros, são, regra geral, obrigadas a mudar a sua sede para o exterior.

Isto obriga a que deixem em Portugal – por razões que se prendem quase na totalidade com custos operacionais – as suas estruturas de desenvolvimento. Não esquecendo que passam a pagar impostos… lá fora (mas a isso já lá vamos).

Por muito que nos custe, é a única forma que estas empresas têm de conseguir assegurar algum crescimento. Como bem sabem, é a própria dimensão do nosso mercado que assim o exige, sobretudo para quem quer apostar na especialização numa determinada área.

O Portugal 2020 prevê um forte investimento na Internacionalização das empresas portuguesas, na ordem de muitos milhões de euros. No entanto, é preciso perceber que quando uma empresa se internacionaliza, o mínimo que precisa é de um local para trabalhar e de contratar, localmente, profissionais que conheçam o mercado de destino.
São precisamente esses tipos de apoios que não são financiados.

Porquê? Simples. Então vejamos:

Se uma empresa portuguesa apostasse em entrar na Alemanha e, por esse simples facto, fosse apoiada para contratar um trabalhador alemão, iria ficar em situação de clara vantagem face à concorrência das empresas locais. Essa é a explicação dada pela Comissão Europeia, que se recusa a financiar e estimular a concorrência desleal.

Mas proponho que façamos ainda outro exercício: então e se a mesma empresa portuguesa apostasse, por exemplo, no Perú ou nos Estados Unidos?

Nesse caso, parece-lhe razoável que se mantivessem as restrições e os apoios à contratação de trabalhadores locais ou para, simplesmente, arrendar um escritório?

Eis que chegamos então ao verdadeiro problema: o apoio é dado à Exportação e não à Internacionalização.

É por isso que as ações de prospeção, os estudos e as participações em feiras são financiados.

O espaço para melhorias é imenso, deixo alguns exemplos concretos de medidas que poderiam ser tomadas a fim de apoiar de facto a Internacionalização de empresas portuguesas:

Apoiar a instalação e o estabelecimento das empresas portuguesas no estrangeiro (escritório e contratação de um ou dois recursos locais);

Reforçar os apoios às ações de marketing e de promoção no mercado-alvo.

Para além de incentivar e subsidiar a participação em feiras, deve existir um apoio a eventos organizados pela própria empresa no país de destino;

Apoiar a instalação de sucursais e de joint-ventures noutros mercados, desde que detidas maioritariamente por empresas nacionais e que, eventualmente, consolidem contas em Portugal;

Dividendos de sucursais no estrangeiro que sejam canalizados para Portugal, assim como as mais valias obtidas com a venda de participações em startups, devem ter regimes fiscais favoráveis (capazes de competir com os regimes especiais praticados no Luxemburgo e na Holanda, por exemplo).

Estas são as preocupações naturais e sugestões de um empresário que não se identifica com um modelo que parece estar unicamente preocupado nos ganhos do Estado a curto prazo, seja com impostos, taxas ou obrigações, que fazem com que as empresas sintam necessidade de mudar de ares e de levar as ideias, e a sua possível rentabilidade, para outras paragens.

No modelo em que acredito e proponho, as empresas e o país têm muito a ganhar com uma legislação que se centre nas empresas e nas suas reais necessidades.

Ou agimos ou ficamos todos a perder. E muito.

 

CSI – CONSUMO SOB INVESTIGAÇÃO

À criatividade das fraudes, vamos respondendo com critérios mais apertados, com buscas mais alargadas. Não hesitamos, por exemplo, em recorrer a legislação aplicada por outros países, se apontarem novos caminhos, que possam ser o pilar futuro de novos direitos ou do aprofundamento dos existentes em Portugal.

E publicamos as nossas descobertas. Elogiamos quando é possível, denunciamos sempre que é necessário. E não nos limitamos a sussurrar responsabilidades, sejam públicas ou privadas. Fazemos como no poema Pastelaria, de Cesariny:

“Que afinal o que importa é não ter medo de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:

Gerente! Este leite está azedo!”

Este assombro, esta frontalidade, e esta enorme responsabilidade que carregamos desde os anos 70 do século XX, têm um parceiro imprescindível – os laboratórios certificados que trabalham connosco e que representam a vanguarda técnica e tecnológica nas suas áreas de intervenção.

Sem o profissionalismo que reconhecemos e em que confiamos, o esforço permanente para estar em linha com o estado da arte, e a disponibilidade para corrermos riscos  juntos, o nosso caminho até aqui teria sido muito diferente.

Uma parte da nossa credibilidade assenta totalmente nesta interatividade com os laboratórios nacionais e estrangeiros que connosco trabalham. A sua credibilidade e o seu rigor são a nossa credibilidade e o nosso rigor.

A defesa dos direitos dos consumidores seria, ainda e só, um palco de proclamações. Faríamos, certamente, belos powerpoints, mas sem profundidade, sem alcance… em duas palavras: sem resultados.

E se intervimos publicamente da forma convicta fazemo-lo sabendo que contamos com o profissionalismo dos laboratórios que são nossos parceiros neste percurso de quatro décadas.

É a diferença entre “achar” e “provar”. É o salto entre a intransmissibilidade da experiência pessoal e a identificação de problemas que nos afetam coletivamente. É o abismo entre o boato e a apresentação de resultados robustos, obtidos cientificamente.

A nossa ação seria apenas – diferente – se não pudéssemos contar com as dezenas de profissionais qualificados que nos apoiam? A resposta é inequivocamente negativa. Estaríamos numa fase muito mais rudimentar e menos extensa.

Em qualquer sociedade, a proteção dos consumidores é indissociável e diretamente proporcional ao avanço, à qualidade e à seriedade científica dos laboratórios que a compõem.

E se caminhámos juntos até aqui, é também lado a lado que seguiremos em frente, porque os avanços dos nossos parceiros são a melhor garantia do nosso sucesso. E a solidez do trabalho de cada laboratório que participa nos nossos testes é também o nosso compromisso de credibilidade para com todos os consumidores. Porque é para eles que trabalhamos. Todos os dias.

“Gosto de desafios!”

Ana Paula Aguiar

A Revista Pontos de Vista foi conhecer uma das maiores empresas nacionais de engenharia e conversou com Ana Paula Aguiar, Diretora de Projeto da FASE – Estudos e Projetos S.A, que nos deu a conhecer um pouco mais sobre as prioridades e os desafios da empresa e como é ser mulher num universo, engenharia, bastante masculinizado, ela que lidera projetos da FASE há mais de uma década e se tem relacionado com alguns dos maiores clientes da empresa, tais como: EMBRAER, FC Porto, Santuário de Fátima, Universidade do Porto, UNICER, Associação Comercial do Porto, entre outros.
Com mais de duas centenas de colaboradores, a FASE marca também a distinção pelo corpo de recursos humanos que apresenta, pois todos eles são qualificados e especializados nas várias áreas em que atua, assegurando ainda o acompanhamento da evolução tecnológica através de uma atualização permanente e de metodologias recentes e fundamentais. Munida de um Sistema Integrado de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança de acordo com as normas NP EN ISO 9001:2008, NP EN ISO 14001:2004, OHSAS 18001:2007/ NP 4397:2008, a FASE mantém-se na primeira linha do mercado de engenharia desde a sua criação.
Se a nível nacional, a empresa consegue uma cobertura e intervenção em todo o território luso, a nível internacional já é possível vermos a chancela da FASE– Estudos e projetos S.A. em mercados tao distintos como competitivos. Assim, a FASE encontra-se já implantada em territórios como o Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Macau entre outros, estando agora a entrar em “Timor e na Colômbia”, revela a nossa entrevistada. Mas porquê estes mercados? “Estão em crescimento e têm bastante potencial sendo que esta também foi uma forma de combater e ultrapassar a retração do mercado nacional, que no segmento da construção, que é onde operamos, conheceu momentos complicados com a crise económica”, afirma Ana Paula Aguiar, reconhecendo que atualmente o mercado está a recuperar. “E nós também. Quer queiramos, quer não, também sentimos essas dificuldades, mas, felizmente voltamos a estar em crescimento”.
Presente em diversas áreas como Projeto, Consultoria, Fiscalização e Gestão de Empreendimentos, a FASE procura estar sempre na vanguarda, “porque pretendemos que os nossos clientes se sintam completamente satisfeitos. Só assim sabemos estar no mercado”, salienta, reconhecendo que atualmente a empresa se encontra bastante direcionada para projetos na área da indústria, energia, água e ambiente e infraestruturas.
Se o mercado luso é bastante competitivo, o internacional não fica nada atrás e é necessário, para fazer face à concorrência, apostar ainda mais na qualidade e na diferenciação. A adaptação e o conhecimento são, na opinião da nossa interlocutora, fundamentais. “Existem naturalmente diferenças, não só ao nível de legislação mas também em termos culturais, e, naturalmente, isso obriga-nos a estar mais atentos e a promover um serviço de melhor qualidade para fazer face ao mercado e às suas diferenças a nível internacional”.
Mas quais são as principais prioridades da FASE para um futuro próximo? “Acima de tudo continuar nesta linha evolutiva e que nos tem mantido, desde o começo, numa posição de liderança. Pretendemos continuar a apoiar e a satisfazer os nossos clientes a nível nacional e internacional”, salienta Ana Paula Aguiar.
Há mais de dez anos nesta função, a nossa entrevistada fala com conhecimento de causa sobre a questão da liderança no feminino, principalmente num universo composto por um elevado número de homens, o da engenharia. É uma luta? “Não. É um desafio como qualquer outro. Não é por ser mulher ou homem que as coisas são diferentes. Eu gosto de desafios”, afirma convicta.
Assegurando que nunca sentiu qualquer ceticismo ou impedimento por ser mulher numa área destas, para Ana Paula Aguiar o primeiro passo tem de ser dado pelas próprias mulheres. “As oportunidades existem e basta que as pessoas saibam agarrar as mesmas e sejam melhores naquilo em que se comprometem. Naturalmente que as pessoas inicialmente estranham a presença de uma mulher numa obra, mas depois encaram com naturalidade. Não há impedimentos nenhuns, desde que sejamos competentes e eficazes no que fazemos. Não pode existir distinções apenas por sermos homens ou mulheres”, revela a gestora, que tem um background de projetos com clientes de renome que falam e revelam bem a sua competência, ela que é também Diretora de Projeto em Portugal e no Brasil para a terceira maior empresa a nível mundial de Aeronáutica, a EMBRAER.

FASE sempre na frente
Qualificação da FASE – Estudos e Projetos como Gestor Geral da Qualidade de Empreendimentos, ao abrigo do Decreto-Lei nº 310/90, atribuída pela LNEC para a 1ª categoria “Edifícios e Monumentos” – Classe 8 (classe máxima), para a 2ª categoria “Vias de Comunicação e Obras de Urbanização” – Classe 8 (classe máxima) e para a 3ª categoria “Obras Hidráulicas” – classe 8 (classe máxima)

KCS IT TEM NOVA EQUIPA PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO

A KCS iT iniciou uma nova fase na sua aposta de internacionalização com a nomeação de Pedro Caetano como Unit Manager da Unidade Internacional da consultora. Preparado de forma intensa ao longo dos últimos 2 anos, este processo é o desenvolvimento lógico do trabalho realizado por Consultores da KCS iT em equipas de base local em projetos internacionais, centrando-se neste primeiro momento na Bélgica e Luxemburgo e com um retorno esperado de 4M€ até 2020.

A aposta acrescida noutras geografias tem por objetivo levar os serviços e equipa da consultora a países e clientes numa visão de fronteira e de negócio mais estruturada, possibilitada pela identificação de oportunidades e pelo trabalho já desenvolvido pela KCS iT com parceiros internacionais.

Para Tiago Farinha, Diretor-geral da KCS iT, “o processo de internacionalização é um passo muito importante na estratégia da KCS iT. Não se trata unicamente da nomeação do Pedro Caetano como responsável deste plano, existe também um grande envolvimento da Administração e Direção Geral da consultora neste processo. Acreditamos que através do grupo de trabalho implementado e com o plano de negócios elaborado esta orientação de negócio vai permitir à KCS iT cumprir e ultrapassar as metas estabelecidas, bem como responder aos desafios que alguns clientes já começam a encetar. Naturalmente que a dimensão do nosso mercado foi crucial para constatarmos que necessitaríamos de ir mais além para levar a nossa Marca à medida do desejado”.

Segundo Pedro Caetano, Unit Manager da Unidade Internacional da KCS iT, este processo “foi um desafio desenhado desde há algum tempo e em articulação com a Direção. Depois da sustentação do crescimento da KCS iT em Portugal, iniciámos um processo ainda em 2014 tendo em vista o ponto onde estamos hoje, ou seja, dando origem a uma unidade de âmbito exclusivamente internacional. Nesse sentido é entusiasmante aceitar este desafio, ajudando a construir aquilo que acreditamos poder ser o próximo passo de sucesso da KCS iT. É uma motivação natural e que surge como culminar de um trabalho planeado, testado e no qual acreditamos”.

Aos desafios identificados nesta fase, que passam sobretudo pelo processo de conquista de novos clientes e a possibilidade de estruturação de uma equipa para trabalhar fora do País em caso de necessidade, a consultora responde com um historial consolidado de referências, uma equipa de excelência e uma marca diferenciadora associada à oferta em Gestão de Projetos.

Ao mesmo tempo, a consultora perspetiva a sua atuação no acompanhamento das tendências identificadas no mercado, através do desenvolvimento de soluções nas vertentes Web, Aplicacional e Mobile; Big Data/Business Inteligence; Infraestruturas e Integração.

Os projetos desenvolvidos pela consultora permitiram já consolidar experiências com equipas a trabalhar junto de clientes de base local em projetos internacionais, sendo hoje possível encontrar Consultores KCS iT em latitudes tão distintas como a Malásia, Tailândia, Irlanda, Turquia, Dubai, Suíça ou França.

Metade das vendas da Zippy já são feitas fora de Portugal

“Acredito que os mercados externos vão assumir um protagonismo maior”, disse, nesta quinta-feira, Joana Ribeiro da Silva, administradora da Zippy e da Sonae SR, a empresa de retalho especializado do grupo. “Só podemos imaginar que, apesar de expandirmos em Portugal, os mercados internacionais assumirão um dinamismo maior”, acrescentou. Com mais de 100 lojas, a Zippy está em 20 países e quer, este ano, entrar em novos mercados. Na calha estão 16 novas unidades fora de Portugal, quer em países onde já está presente, quer em novos destinos, como o Dubai. Estão a correr negociações e, por isso, a empresa não divulgou os mercados onde se irá estrear este ano.

A expansão é feita com a marca Zippy (ZY impresso na roupa) mas nos países do Médio Oriente a insígnia chama-se Ziddy por uma questão de adaptação ao mercado local. Para já, além de Portugal e Espanha, está presente na Turquia, Arábia Saudita, Azerbaijão, Cazaquistão, Egipto ou Qatar.

Em Espanha, a Zippy tem 24 lojas próprias e, com o objectivo de conquistar notoriedade junto dos consumidores, prepara-se para abrir 15 espaços (corners) no El Corte Inglés e continuar a apostar em lojas que vendem várias marcas. “Em Espanha não temos a mesma notoriedade do que em Portugal mas estamos a perseguir esse objectivo”, diz Joana Ribeiro da Silva. Em 2016, está para já assegurada a inauguração de uma loja em Espanha.

Todas as novas unidades vão abrir com um novo conceito, muito focado na experiência de compra dos clientes. Na Zippy do Colombo, em Lisboa, a segunda do país a abrir com nova decoração, há jogos interativos para as crianças e túneis junto aos expositores de roupa onde podem brincar. “A ideia é facilitar a vida aos pais e divertir os filhos. Há uma divisão segmentada dos produtos”, diz a gestora, adiantando que o investimento por lojas de 300 metros quadrados ronda os 600 mil euros. Em Espanha há três estabelecimentos já com o novo conceito, que também chegou às Filipinas e à Tunísia.

“O parque atual de lojas é bastante moderno e não temos como objectivo remodelar tudo. Será um processo normal”, afirmou Joana Ribeiro da Silva.

Os planos para o mercado nacional passam por abrir entre três a cinco novas unidades este ano e reforçar a presença em Lisboa. O investimento previsto é de, pelo menos, três milhões de euros. “Estamos à procura de localizações”, continua. Em Portugal e em Espanha a Sonae SR detém todas as lojas; nos restantes mercados entra com parceiros locais em regime de franchising. Questionada pelo PÚBLICO, Joana Ribeiro da Silva, adiantou que para já não há intenções de alargar o formato de franchising ao mercado nacional e espanhol, mas nada está fechado.

Quanto às vendas online, estão a registar “volumes interessantes”, sobretudo, em época de saldos.

EMPRESAS