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BNI Europa e Funding Circle acordam parceria estratégica

O Banco BNI Europa, a atuar na Europa através do acordo de livre prestação de serviços, está a investir em empréstimos originados através da Funding Circle, a principal plataforma mundial de empréstimos para pequenas e médias empresas.

Como parte do acordo, e durante os próximos meses, o Banco BNI Europa concederá financiamentos até ao montante de 50 milhões de euros para financiar empréstimos de pequenas e médias empresas na Alemanha. Este é o maior compromisso do Banco BNI Europa para com as pequenas e médias empresas alemãs. O investimento proporcionará acesso ao financiamento a cerca de 600 empresas, ajudando a criar cerca de 1.500 novos postos de trabalho. O objetivo a longo prazo é ampliar a parceria para outros países onde a plataforma Funding Circle se encontra ativa.

O Banco BNI Europa junta-se assim a um grande grupo de investidores no apoio ao crescimento e a inovação das pequenas e médias empresas em todo o mundo através da Funding Circle. Este grupo de 70 mil investidores inclui investidores institucionais como o Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), o Banco Europeu de Investimento, o British Business Bank e a empresa holandesa de serviços financeiros Aegon.

De acordo com Pedro Pinto Coelho, Presidente Executivo do Banco BNI Europa, “O investimento em PME‘s alemãs – o elemento básico da estabilidade económica europeia – é uma classe de ativos altamente atrativa, e a Funding Circle é o parceiro profissional que nos convenceu com sua avaliação de risco e análise de crédito. Uma combinação perfeita: tanto o Banco BNI Europa, como a Funding Circle, comprovaram que são capazes de estimular as economias locais através da inovação tecnológica e financeira”.

Thorsten Seeger, Diretor-Geral da Alemanha da Funding Circle, referiu que “A parceria com o Banco BNI Europa é um sinal importante para as PME‘s alemãs e um passo adicional para estabelecer soluções de financiamento para as empresas. O investimento de um parceiro institucional de renome como o Banco BNI Europa é um selo de aprovação do nosso modelo de plataforma de empréstimos on-line e estimula a nossa missão de facilitar o acesso ao financiamento para pequenas e médias empresas reduzindo a sua dependência de um sistema bancário desatualizado. Além de entregar retornos atraentes aos investidores, também medimos o nosso sucesso através de nossa contribuição imediata para estimular a economia local “.

A deteriozação das condições de financiamento, especialmente para as pequenas e médias empresas, tornou-se um dos principais obstáculos à inovação e ao crescimento nos últimos 10 anos. Quanto mais jovens e mais pequenos os negócios, maiores os obstáculos – apesar da boa solvência. De acordo com um estudo da KfW, mais de uma em cada 4 empresas com um volume de negócios anual de até 1 milhão de euros relatou crescentes dificuldades de acesso ao financiamento na Alemanha (*).

Combinando conhecimentos financeiros e inovação tecnológica, a plataforma Funding Circle preenche esta lacuna, proporcionando às pequenas e médias empresas acesso a financiamento acessível e flexível através do mercado da plataforma de empréstimos on-line.

Até ao momento, a plataforma Funding Circle facilitou empréstimos a mais de 40.000 empresas em todo o mundo com um valor acumulado de mais de 4,7 bilhões de euros, gerando retornos estáveis para seus investidores.

Ao assinar a parceria estratégica com o Banco BNI Europa, a Funding Circle continua a sua história de crescimento bem sucedida na Alemanha. Em dezembro, a empresa atingiu o marco de 100 milhões de empréstimos financiados por meio de sua plataforma na Alemanha. Pouco antes, os volumes de empréstimos globais facilitados pela Funding Circle passaram a marca histórica de US $ 5 bilhões.

(*) Com base no tamanho médio do crédito e no número médio de empregos que foram direta e indiretamente criados por empresas financiadas pelo Funding Circle; Fonte: estudo CEBR, 2016.

Sobre Banco BNI Europa

O Banco BNI Europa é hoje o banco digital em Portugal com maior taxa de crescimento, tendo como missão oferecer aos seus clientes uma plataforma digital moderna e de baixo custo com produtos inovadores ajustados às suas necessidades.

O Banco BNI Europa tem como objetivo desafiar o ecossistema bancário tradicional colaborando com fintech’s para lançar novos produtos permitindo utilizar a tecnologia mais avançada em termos de análise de risco, experiência do consumidor e entrada rápida no mercado. Esta orientação estratégica permite que o Banco BNI Europa se afirme como um “Challenger Bank”, assente na lógica de arquitetura aberta e na diferenciação. Este posicionamento permite ainda ao Banco BNI Europa destacar-se como uma referência na nova geração “Fintech” de bancos Europeus e continuar com taxas de crescimento significativas.

Sobre Funding Circle

Funding Circle (www.fundingcircle.de) é a plataforma líder mundial de empréstimos para pequenas empresas. Desde o seu lançamento em 2010, os investidores da Funding Circle já emprestaram mais de 4,7 bilhões de euros a mais de 40 mil pequenas e médias empresas em todo o mundo. Mais de 70.000 investidores de retalho, bem como instituições financeiras (como a KfW, o Banco Europeu de Investimento e o Banco Britânico de Negócios) apoiaram essas empresas ao fornecer recursos através da plataforma Funding Circle, contribuindo assim para a criação de cerca de 100 mil postos de trabalho.

A Funding Circle liderada por Thorsten Seeger (anteriormente Barclays e Lloyds Banking Group) tem uma equipa de gestão que combina profundos conhecimentos financeiros e tecnológicos. A Funding Circle está sediada em Londres (Grã-Bretanha) e também tem operações nos EUA e nos Países Baixos.

Sobre os mercados de empréstimos on-line

As pequenas e médias empresas alemãs têm revelado grandes dificuldades no acesso ao crédito através de bancos tradicionais, apresentando-se as plataformas de crédito on-line, nomeadamente a Funding Circle, como uma alternativa confiável para ultrapassar os atuais constrangimentos.

Através de sua plataforma, a Funding Circle concede empréstimos de 5.000€ a 250.000€ para o financiamento do crescimento e a inovação das PME‘s alemãs, dando uma resposta rápida e flexível: as empresas recebem a proposta em 48 horas sendo que a disponibilização do crédito acontece no prazo de sete dias. O reembolso pode acontecer antecipadamente sem qualquer encargo adicional. Para os investidores, os investimentos em empréstimos para pequenas e médias empresas fornece acesso a uma classe de ativos estáveis com retornos atraentes.

Lisboa: El Corte Inglés cria 250 empregos

espaço abriu na semana passada e disponibiliza 17 novos espaços, sobretudo espaços de restauração de chefes de cozinha portugueses e estrangeiros, vários deles galardoados com estrelas Michelin.

O El Corte Inglés diz que o Gourmet Experience nasce do “compromisso de melhorar permanentemente a sua oferta e os seus espaços num espírito de inovação permanente e de constante adaptação às novas tendências, procurando, ao mesmo tempo, surpreender os visitantes”.

LUSA

Angola gasta 100 milhões de euros para garantir eletricidade em locais isolados

De acordo com uma autorização presidencial para o contrato de aquisição, que será feito à empresa angolana Aenergia, constituída em 2012 e parceira da norte-americana General Electric, o negócio envolve o fornecimento, instalação, comissionamento e assistência técnica de geradores industriais, geradores domésticos, bem como de “kits de geração fotovoltaica”.

Será ainda assegurado o fornecimento de equipamentos para montagem de redes de alimentação, envolvendo sistemas elétricos isolados da cobertura nacional, num contrato global, autorizado por despacho presidencial, a rubricar entre o Ministério da Energia e Águas e a Aenergia, por 114,2 milhões de dólares (98,7 milhões de euros).

O recenseamento da população realizado em Angola no mês de maio de 2014 concluiu que o acesso à rede de eletricidade é apenas garantido a 1,7 milhões de casas (31,9% do total), quase exclusivamente em zonas urbanas, já que na área rural apenas 48.173 agregados familiares são servidos.

O estudo identifica que as lanternas são a segunda principal fonte de iluminação e servem mais de 1,752 milhões de famílias (31,6%) em Angola.

Seguem-se em alternativa os candeeiros (14,3%) e os geradores (9,3%).

Até final deste ano, o Governo prevê praticamente duplicar a eletricidade produzida e injetada na rede pública nacional, com a construção de novas barragens e uma central de ciclo combinado, a gás, chegando aos 5.000 MegaWatts de potência instalada, ainda insuficiente para cobrir o défice nacional de produção elétrica.

Lusa

Açores: 15 milhões de euros para construção de lares para idosos

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, fala num valor superior a 15 milhões de euros destinado ao investimento em infraestruturas de requalificação ou de construção de equipamentos, exclusivamente para idosos, e mais de uma dezena de investimentos em curso, por todas as ilhas da região.

Vasco Cordeiro falava hoje na inauguração das obras de requalificação e ampliação das instalações do Lar do Recolhimento de Jesus Maria José, em Angra do Heroísmo, também conhecido como “As Mónicas”.

O presidente da instituição, José Bendito, destacou as “condições ímpares” do novo edifício, mas alertou para a necessidade de reforço dos meios humanos.

“As grandes lacunas aqui são de pessoal. Precisávamos de mais auxiliares de apoio a idosos, precisávamos de ter enfermagem 24 horas por dia e não temos, precisávamos de mais pessoal na cozinha. Temos essa carência enorme”, salientou, em declarações aos jornalistas, alegando que será “muito difícil” conseguir aumentar o número de funcionários.

Apesar de ter uma “lista de espera enorme”, o lar mantém a lotação para 54 utentes femininas, mas melhorou as infraestruturas, passando a ter menos utentes por quarto, num investimento superior a 2,2 milhões de euros.

O presidente do Governo Regional destacou a importância das parcerias com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), alegando que são “a grande força” das políticas de solidariedade nos Açores.

“São mais de duas centenas e meia na nossa região, que nesta parceria asseguram mais de 700 valências não apenas aos idosos, mas a todas as áreas de intervenção social”, frisou.

Vasco Cordeiro realçou, por outro lado, as medidas implementadas para atrasar a institucionalização dos idosos nos Açores, como a remodelação da rede de cuidados domiciliários e a definição de um estatuto de apoio ao cuidador informal.

“Se é certo que este tipo de infraestruturas é e continuará a ser necessário na nossa região, é importante também referir aquele que é o trabalho que tem sido feito no sentido de explorar novas abordagens em termos de apoio aos nossos idosos, nomeadamente garantindo que até ao limite do possível eles continuam a estar no conforto, no meio que conhecem, na sua residência”, salientou.

Um milhão de euros para atendimento a vítimas de violência doméstica

“A nossa estratégia é criar mais respostas ao nível do atendimento. Já existem respostas de emergência, mas estamos a alargar a rede. Com o dinheiro do Portugal 2020, vamos alavancar esta rede. Pensamos que até 2020 poderemos ter mais de 100 respostas em todo o país”, disse a governante.

“Tínhamos de começar onde há menos respostas”, acrescentou Catarina Marcelino, esclarecendo que o Governo pretende privilegiar o interior, ressalvando, no entanto, que se trata de uma estratégia que deverá ser alargada a todo o território nacional.

A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade falava na cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação com o Instituto de Segurança Social para abertura da primeira casa-abrigo para mulheres em risco do concelho de Palmela, um investimento do Centro de Ocupação Infantil (COI), instituição particular de solidariedade social do concelho de Palmela com múltiplas respostas na área social.

“Estive ao lado da Fundação COI na luta para que esta casa abrisse. Estive cá na inauguração, a 08 de março de 2013. Foram três anos em que a Segurança Social não inscreveu o financiamento desta casa em orçamento de programa”, disse Catarina Marcelino.

“Quando assumi a pasta, uma das minhas prioridades foi garantir que esta e outras duas casas que estavam em condições semelhantes iam abrir e iam ter financiamento”, acrescentou, lamentando que a nova infraestrutura, concluída há três anos, só agora esteja em condições de iniciar a atividade.

Durante a cerimónia, a secretária de Estado anunciou, também, a intenção do Governo em apostar em novas respostas contra a vi8olência doméstica, “numa lógica de inovação social, de experimentação e de entrar em novos campos que podem ser necessários, mas que nunca foram experimentados”.

Uma dessas respostas, com um projeto-piloto que deverá arrancar já no próximo mês de setembro, no Algarve, é a criação de casas-abrigo para homens.

“No algarve, com uma IPSS que tinha um apartamento disponível, onde já tinha funcionado uma casa-abrigo – e isto significa que não é preciso criar a estrutura, o que baixa os custos -, vamos, durante um ano, testar uma resposta para homens. É uma casa com capacidade para receber dez homens e crianças -, as regras são as mesmas. Ao fim de um ano avaliamos. Se fizer sentido, pensaremos em manter e alargar essa resposta”, esclareceu.

Catarina Marcelino referiu, também, uma terceira área de intervenção, que passa pela criação de uma resposta para mulheres portadoras de deficiência intelectual, uma área para a qual disse não haver ainda uma resposta especializada.

“Muitas vezes surgem mulheres que são vítimas de violência doméstica e que têm deficiência intelectual, para as quais as casas-abrigo, como esta que hoje inauguramos, não têm as condições adequadas para as receber e que ficam sem respostas”, disse, adiantando que já está a preparar uma nova resposta para este tipo de situações.

“Estamos a trabalhar com a Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci) e com a Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades de Águeda (Cerciag), que foi a entidade que se mostrou mais disponível, mas a ideia não é concentrar na CERCIAG, é ter mais do que uma resposta”, sublinhou.

A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade destacou, ainda, um projeto de educação para a cidadania para todas as escolas públicas a nível nacional, com um trabalho continuado do 1.º ciclo ao 12.º ano, “na área dos direitos humanos, da cidadania, da não-violência e da igualdade de género”.

Segundo Catarina Marcelino, o objetivo do projeto, que já está a ser trabalhado com o Ministério da Educação, é “contribuir para que os cidadãos portugueses não sejam tão violentos e para que a violência doméstica comece a desaparecer da sociedade portuguesa”.

Sonae comunica à Autoridade da Concorrência compra de 50% da Salsa

“Com a concretização da presente operação, a Wonder Investments reduz, por conseguinte, a sua participação na IVN, passando a Sonae Investimentos e a Wonder Investments a exercer controlo conjunto sobre a IVN”, lê-se no comunicado da AdC, hoje publicado.

A Wonder Investments detinha até agora o controlo da IVN, através de um dos três Irmãos Vila Nova (IVN) que fundaram a IVN e criaram a marca de vestuário Salsa.

Em meados deste mês, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae anunciou que o atual presidente executivo da Salsa, Filipe Vila Nova, vai continuar “a liderar os destinos da empresa” de Vila Nova de Famalicão.

“Esta operação enquadra-se na estratégia da Sonae, que prevê o reforço da sua presença global, a diversificação de estilos de investimento e a potenciação dos seus ativos e competências”, disse a Sonae, naquele comunicado, mas sem avançar o montante pago pelo negócio.

Criada em 1994, a Salsa é uma marca internacional de ‘jeanswear’ comercializada em 32 países, representando um volume de negócios de 106 milhões de euros, dos quais 56% faturados em mercados internacionais.

Os interessados na operação de concentração hoje notificada à concorrência têm agora duas semanas (10 dias úteis a contar de hoje) para se pronunciarem sobre a operação de concentração.

PME Excelência como sinónimo de visibilidade e credibilidade

Miguel Cruz

Que importância tem a atribuição deste estatuto para as PME’s nacionais?
O Estatuto PME Excelência é um estatuto de reconhecimento importante para qualquer empresa. É importante por se tratar de um reconhecimento realizado pelo IAPMEI, pelo Turismo de Portugal e por todos os bancos associados, valorizado por todos os stakeholders. Costuma-se dizer que nenhum homem é uma ilha. O mesmo acontece com as empresas, em particular as mais pequenas. O reconhecimento da sua excelência, solidez financeira e, em muitos casos, das suas estratégias de sucesso é essencial para o seu posicionamento e crescimento.

Que vantagens há para as empresas que ganham este estatuto?
Trata-se de um selo de reconhecimento. A grande vantagem é a visibilidade e a credibilidade que se associa a uma empresa que recebe o estatuto. É preciso não esquecer que as empresas PME Excelência são escolhidas do conjunto de empresas PME Líder, como sendo as melhores. Fruto deste reconhecimento, e do nível de exigência associado a este estatuto, há algumas vantagens adicionais, quer no acesso a alguns produtos ou serviços de entidades nossas parceiras, quer no acesso a instrumentos de financiamento como sejam as linhas de crédito.

Qual o peso destas empresas na economia nacional?
Quase 8 mil milhões de euros de volume de negócios, mais de 6 mil milhões de euros de ativo, mais de 2 mil milhões de euros de exportações, mais de 57 mil postos de trabalho. Valores importantes para um número restrito de empresas.

Castelo Branco e Guarda estão entre os distritos que menos empresas ganharam este estatuto. Até neste campo o fosso entre o litoral e o Interior é grande. O que é preciso fazer para inverter esta tendência?
Castelo Branco teve 18 empresas e Guarda 16. Representam um pouco menos de 2,5% do total dos 18 Distritos e das duas Regiões Autónomas. O número de empresas no estatuto não pode deixar de estar relacionado com a densidade empresarial de cada região. É preciso continuar a criar as condições para incrementar o investimento, aprofundar o relacionamento das empresas com entidades do sistema de inovação e investigação e estimular o funcionamento em rede.

Comparando com os anos anteriores houve alguma evolução nos setores que ganharam este estatuto?
Há uma redução do número global de empresas PME Excelência, quando comparado com o ano anterior. Tal deve-se a uma postura de maior exigência no cumprimento dos indicadores associados. No entanto, as alterações de comportamento entre diferentes setores entre um ano e o anterior foram perfeitamente marginais.
O que há a assinalar, isso sim, é que apesar de uma redução no número total de empresas, os valores médios de volume de negócios, de exportações e de autonomia financeira cresceram. As exportações médias cresceram mais de 19%, e o resultado líquido quase 50%. Os níveis médios de Autonomia Financeira continuam bem acima dos 50%.

Numa altura em que o país está a sair de uma crise profunda que levou ao encerramento de centenas de pequenas e médias empresas, premiar estas empresas é um incentivo à economia e ao investimento?
Conceder o estatuto PME Excelência a estas empresas é um reconhecimento merecido do esforço que desenvolveram, da sua resiliência e da sua estratégia. É com certeza um bom exemplo para a economia e mais uma iniciativa de estímulo ao investimento. Felizmente o ano de 2015 registou o maior número de nascimentos de empresas desde 2007, com mais de 37 mil empresas criadas. Foram criadas cerca de 2,4 empresas por cada empresa encerrada. O investimento, e o aumento do investimento em percentagem do PIB, é essencial para a capacidade concorrencial das nossas empresas, e para o crescimento da economia portuguesa, razão pela qual todas as medidas que ajudem a estimular o investimento, a competitividade e a internacionalização das nossas empresas são importantes.

Considera que Portugal é um país de empreendedores?
Penso que há cada vez mais atividade empreendedora em Portugal. Cada vez mais competência e conhecimento. Cada vez maior funcionamento em rede. Os empresários portugueses têm vindo a melhorar os seus níveis de flexibilidade, a sua capacidade de competir em contexto de elevada incerteza. São, por isso, crescentemente empreendedores. Também na fase de arranque, os últimos dados mostram que em Portugal a propensão empreendedora está ligeiramente acima da média europeia. Temos, por isso, de continuar a densificar o ecossistema empreendedor, e continuar a apostar na promoção da competitividade empresarial, alargando o número de empresas de excelência.

O IAPMEI tem recebido muitos pedidos de apoio de empresários que querem apostar numa atividade comercial/industrial?
Sim, muitos. Basta referir que, se compararmos o Portugal 2020 com o QREN, a procura mais do que duplicou, isto é, recebemos mais do dobro das candidaturas do que no período comparável do QREN. O aumento da procura regista-se em todas as tipologias – Qualificação e Internacionalização de PME, Investigação e Desenvolvimento e particularmente Inovação Produtiva e Empreendedorismo. A média de candidaturas em fases simultâneas no Portugal 2020, dirigida ao IAPMEI aproxima-se das 800. Mas vamos tendo também muita procura para instrumentos de diagnóstico e acompanhamento, empreendedorismo, entre outros.

Quais são as áreas que estão a evoluir mais?
A evolução das empresas portuguesas é sentida nas diferentes áreas de atividade com subida na cadeia de valor, e crescente internacionalização. Os desafios da competitividade empresarial são transversais, sendo que diferentes setores têm necessidade de tipos de soluções distintas. Nesta matéria importa aproveitar a oportunidade para destacar a importância da economia digital como uma emergente área com potencial de crescimento económico, e de diversificação crescente de mercados.

PME excelência 2015

No dia 10 de fevereiro, decorreu, no Europarque, em Santa Maria da Feira a cerimónia PME excelência 2015, onde foram distinguidas as empresas que mais se destacaram no ano transato.

O estatuto PME Excelência tem como objetivo sinalizar o mérito de pequenas e médias empresas com perfis de desempenho superiores e conta com a parceria do Turismo de Portugal, I.P. e dos principais bancos a operar no mercado, designadamente o Banco BIC, o Banco BPI, o Banco Popular, o Barclays, a Caixa Geral de Depósitos, o Crédito Agrícola, o Millennium BCP, o Montepio, o Novo Banco, o Novo Banco Açores, o Santander Totta.
A cerimónia PME Excelência 2015, onde esteve também presente o atual Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, integrou dois painéis debate sobre competitividade e crescimento empresarial e os desafios futuros para a gestão das empresas de excelência, moderados, respetivamente, pela Secretária de Estado do Turismo e pelo Secretário de Estado da Indústria.
Selecionadas pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal, o estatuto das melhores das melhores tem como objetivo conferir notoriedade às PME, num justo reconhecimento do seu mérito e do seu contributo para os resultados da economia. É de saudar as empresas que obtiveram os melhores desempenhos económico-financeiros e de gestão e que conseguiram manter-se competitivas num contexto económico exigente, com crescimento e consolidação de resultados

Queijos Santiago planeia investir 10,5 milhões de euros este ano

O investimento resulta da «necessidade de aumentar a produção, de modernizar as unidades e de adaptá-las às novas exigências do mercado», disse à agência Lusa o administrador do grupo, João Santiago, à margem de uma visita do ministro da Agricultura, Capoulas Santos à fábrica de Mafra.
Em Mafra, a empresa tem em curso obras de ampliação no valor de 5,5 milhões de euros, com financiamento comunitário hoje aprovado de cerca de 800 mil euros, anunciado pelo governante.

Nestlé prevê dar trabalho a mais de 500 jovens em três anos

“Estamos muito orgulhosos desta iniciativa Emprego Jovem. Foi um compromisso que assumimos para três anos e criámos já 478 oportunidades de trabalho, pelo que acho que vamos superar esse objetivo”, disse.

Em declarações à Lusa, prestadas à margem da comemoração dos 150 anos do grupo e de 93 anos de presença em Portugal, Jordi Llach disse que a criação de estágios e postos de trabalho no país está em linha com o compromisso assumido a nível europeu de criar 20 mil oportunidades de trabalho, que “também está a ir muito bem”.

Em novembro de 2013, a Nestlé Portugal anunciava o seu compromisso em criar, até finais de 2016, 500 novas oportunidades de trabalho para jovens com idade até aos 30 anos, na sua sede, nas quatro fábricas portuguesas e no centro de distribuição.

Uma das unidades fabris que tem sido beneficiada pelo programa é a fábrica de Avanca, no lugar do Pensal, que dá nome a uma das marcas mais conhecidas com que a multinacional exporta para 12 países, em três continentes, dois produtos: uma bebida solúvel de cereais e uma farinha de pequeno-almoço.

“Foi no Pensal, Avanca, que tudo começou”, disse Jordi Llach para justificar a sua presença hoje na fábrica local, criada sob o impulso de Egas Moniz, Nobel da Medicina português, que foi o mentor da entrada da Nestlé em Portugal, com a primeira fábrica na sua terra natal.

Em relação à fábrica de Avanca, que tem integrado o programa Emprego Jovem e onde está a ser praticada formação dual com a Escola Profissional de Aveiro, a Nestlé investiu em 2015 cerca de quatro milhões de euros, na renovação de equipamentos, e prevê este ano um investimento superior.

“Estamos ainda a definir os detalhes, mas vamos investir este ano ainda mais do que em 2015, olhando um pouco mais para a inovação”, disse.

O ano de 2015 correu bem à Nestlé Portugal, aumentando as exportações, que correspondem a cerca de um terço da produção, mas também a quota no mercado nacional, o que motiva o investimento nas fábricas portuguesas.

“Somos competitivos em Portugal a nível europeu e estamos a produzir com qualidade: o mundo está a olhar mais para Portugal e isso é muito positivo”, concluiu o diretor geral da Nestlé.

 

Portugueses interessados em investir no ramo agro-industrial em São Tomé

A delegação da CAL está em São Tome a explorar áreas de investimentos, estreitar relações e procurar parcerias com empresas são-tomenses.

“Apesar de ser um mercado pequeno, é um mercado que hoje, em termos de negócios com Portugal são 57 milhões de euros anual, dos quais 30% é o setor agroalimentar e outros 20% é do setor ligado ao serviço agrícola”, disse Jorge Santos, presidente da CAL, à saída de um encontro com o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural são-tomense.

“Estamos a falar de máquinas, sementes, adubos, fertilizantes, enfim estamos a falar que 50% tem a ver com o setor de agronegócio que é manifestamente importante nesta relação comercial com São Tomé e Príncipe”, acrescentou.

Nos últimos dois dias a delegação portuguesa visitou várias empresas, empreendimentos e locais turísticos e teve encontros com o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Manuel Salvador dos Ramos, com a embaixadora de Portugal em São Tomé, Paula da Silva, e reuniu-se com a Câmara são-tomense do Comercio, Industrias, Agricultura e Serviços (CCIAS).

A intensificação das relações comerciais com as empresas nacionais é outro objetivo da visita deste grupo empresarial português ao arquipélago.

“Nós temos um projeto que é o de criar uma linha de comércio entre os países de língua oficial portuguesa e criarmos uma marca com os produtos não perecíveis, em que se inclui o café, a pimenta o açafrão. É importante desenvolver e intensificar esse comércio”, disse.

A pesca é outro setor em que os empresários portugueses ambicionam desenvolver comércio com São Tomé.

“São Tomé tem uma costa formosa e tem um pescado de qualidade, é nossa intenção reforçar o comércio bilateral com São Tomé e que as empresas portuguesas possam intensificar essa presença”, disse o responsável.

Neste sentido, em declarações aos jornalistas, Leonel Vasco, da empresa Gelpeixe, manifestou a expetativa de poder vir a realizar negócios em São Tomé, de forma a “satisfazer parte das necessidades” de fornecimento de peixe.

A delegação da CAL termina a visita a São Tomé e Príncipe no próximo dia 20.

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