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Massa de ar quente sobe temperaturas até perto dos 40 e traz noites tropicais

Philippe Huguen - AFP - Getty Images

Uma massa de ar quente vai chegar a Portugal no fim de semana e fazer subir as temperaturas, que se podem aproximar dos 40 graus no interior do Alentejo, e trazer noites tropicais.

Segundo a meteorologista Maria João Frada, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), no sábado o dia ainda terá temperaturas amenas, mas no domingo os termómetros vão começar a subir, sobretudo por causa de uma massa de ar quente, que vai entrar no território e fazer subir as temperaturas entre três a seis graus.

“Teremos no sábado ainda um dia com temperaturas amenas, em especial no litoral oeste, por causa do vento, que durante a tarde será de noroeste moderado e a soprar por vezes forte, com rajadas que podem chegar aos 65 quilómetros por hora”, disse a meteorologista.

Nas regiões do interior, a partir do final de dia de sábado, vai chegar uma massa de ar quente, com temperaturas a atingirem os 30 a 34 graus em alguns locais, à excepção da Serra da Estrela, que terá valores mais baixos.

“No domingo e segunda-feira há uma mudança de cenário, com o vento a rodar para leste/nordeste (…) a trazer uma massa de ar tropical, ou mesmo equatorial modificada, e o que vai trazer é uma subida generalizada da temperatura a todo o território, mas que se vai fazer sentir essencialmente nas regiões do litoral oeste”, explicou Maria João Frada.

A meteorologista sublinhou que as subidas de temperaturas no domingo “serão na ordem dos três a cinco ou seis graus no litoral oeste, em particular na região da Grande Lisboa” e, na segunda-feira, “a corrente de leste vai ser reforçada e as temperaturas máximas tendem a subir mais”.

“Vamos chegar a segunda-feira e na generalidade do território as temperaturas máximas vão variar entre os 30 e os 35 graus, com excepção da zona da Serra da Estrela, onde serão ligeiramente mais baixas. No interior do Alentejo vão variar entre os 35 e os 39 graus, assim como no Vale do Tejo e Santarém. Serão estas as regiões mais quentes”

Na Grande Lisboa, a temperatura vai subir também de forma significativa na segunda-feira, podendo atingir valores próximos dos 35 graus, acrescentou.

Segundo a especialista do IPMA, também no fim de semana, “sobretudo a partir de domingo, vai subir a temperatura mínima e em alguns locais do território “poderá haver valores compatíveis com noites tropicais, com temperaturas mínimas na casa dos 20 graus, em particular no Algarve, no interior do Alentejo, na Grande Lisboa e Vale do Tejo”.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) alertou hoje para a previsão de temperaturas elevadas nos próximos dias e recorda que o calor pode ter efeitos negativos na saúde e que a população se deve hidratar e manter as casas frescas.

Numa informação colocada no seu site, a DGS sublinha que a exposição ao calor intenso pode ter efeitos negativos na saúde, como a desidratação e outras complicações que podem ser evitadas e que “a reacção de cada pessoa à temperatura e os seus efeitos na saúde podem ser diferentes”.

Para proteger a saúde, a DGS recomenda que, durante os dias mais quentes, a população se mantenha hidratada, se proteja do calor, mantenha a casa fresca e fique em contacto e atento aos outros.

Recomenda ainda especial atenção, entre outros grupos, aos doentes crónicos, crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida e aconselha a população a evitar zonas de poluição elevada, lembrando que “as temperaturas elevadas e a poluição do ar estão muitas vezes associadas”.

Aconselha ainda a que se evite a exposição directa ao sol, especialmente entre as 11h00 e as 17h00, e as actividades físicas no exterior, principalmente nos horários mais quentes.

No exterior, recomenda à população que procure locais à sombra e frescos, use roupas leves, claras e soltas, chapéu e óculos com protecção contra a radiação UVA e UVB.

Aconselha ainda o uso de protector solar com índice de protecção igual ou superior a 30 sempre que se estiver ao ar livre, renovando a aplicação a cada duas horas.

LUSA

Temperaturas chegam aos 25ºC em semana sem chuva

Esta segunda-feira começou com uma melhoria das temperaturas, no que parece ser o mote para uma semana mais quente do que a anterior.

A melhoria das temperaturas sentir-se-á “provavelmente a semana toda”, adiantou fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera ao Notícias ao Minuto, ressalvando que “mais para o final da semana é preciso ir vendo”, uma vez que é difícil “ter-se certeza” do que o tempo nos reserva.

Segundo as informações divulgadas no site do IPMA, em Lisboa a chuva dará tréguas, pelo menos, até sexta-feira, com quarta-feira a ser o dia mais quente da semana, prevendo-se que atinja uma temperatura máxima de 25ºC.

Já no Porto, o dia mais quente será mesmo sexta-feira, onde a máxima também atingirá os 25ºC, sendo que na Invicta a chuva deve apenas regressar no sábado.

Questionada sobre se é desta vez que a primavera [leia-se tempo primaveril] chega, a meteorologista lembra que uma das maiores características desta estação é precisamente a “inconstância”.

“Basta o anticiclope mexer-se um bocadinho para o tempo mudar”, destaca, rematando: “As estações de transição, especialmente a primavera, são sempre muito inconstantes”.

Agitação marítima coloca oito distritos em alerta amarelo

Segundo o IPMA, estão em aviso amarelo, a partir das 23:59 de hoje e até à mesma hora de sábado, os distritos do Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga, com previsão de ondas de oes-noroeste com 4 a 5 metros.

Em Beja, Setúbal e Faro o aviso prolonga-se até às 02:59 de domingo.

Na Costa Norte da ilha da Madeira e em Porto Santo, o aviso amarelo, que está ativo desde as 20:59 de quinta-feira, vai igualmente estender-se até às 02:59 de domingo, com ondas de noroeste com 4 a 5 metros.

De acordo com a Marinha, a agitação marítima obrigou ao encerramento das barras de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende e Cascais e está hoje a condicionar a navegação nas barras de Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Figueira da Foz e Nazaré.

Portugal afetado pela tempestade ‘Gisele’ a partir de hoje

Vamos ter novamente o impacto de uma depressão com precipitação e vento forte e novamente um episódio de agitação marítima a partir de amanhã, dia 14, no continente e na Madeira, mas no caso dos Açores chega já hoje”, disse a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com Ângela Lourenço, no caso dos Açores, está previsto agitação marítima com ondas com uma altura mais significativa de 05 a 08 metros e rajadas de vento da ordem dos 110 quilómetros por hora, em especial nos grupos central (Terceira, S. Jorge, Pico, Faial e Graciosa) e ocidental (Flores e Corvo).

“Nos casos da Madeira e continente será a passagem de uma superfície frontal fria que está associada à depressão “Gisele” e vai fazer-se sentir durante o dia de quarta-feira. Vamos ter precipitação que será por vezes forte, acompanhada por granizo e trovoada, em especial a partir da tarde, altura em que a superfície vai atravessar o território”, adiantou.

No que diz respeito à agitação marítima, Ângela Lourenço destacou que será uma situação mais pacífica do que a que se viveu no fim de semana passado, em que o território esteve sob aviso vermelho.

“Estamos à espera de ondas de oeste com 04 a 05 metros. Quanto ao vento, poderá chegar aos 100 quilómetros por hora nas terras altas e aos 90 no restante território. As zonas do litoral e as terras mais elevadas são os sítios onde a rajada será mais elevada”, disse.

Na Madeira, segundo o IPMA, a situação será mais pacífica, prevendo-se agitação marítima e precipitação intensa, mas não será tanto como no continente.

“O vento também vai ser menos intenso do que no continente. Mesmo no continente, as zonas onde se fará mais sentir o efeito da depressão serão as regiões mais a norte, porque a depressão depois vai para o golfo da Biscaia”, salientou.

Segundo Ângela Lourenço, a depressão nasce a norte dos Açores e vai em direção ao golfo de Biscaia, afetando de forma mais direta a parte norte da península ibérica.

“O dia mais crítico no que diz respeito aos efeitos da depressão é o dia 14 [quarta-feira] e a partir daí desloca-se em direção a nordeste afetando as ilhas britânicas. No entanto, vamos continuar com uma situação de chuva até ao fim de semana, mas já não é o efeito da depressão ‘Gisele'”, disse.

No que diz respeito às temperaturas, a meteorologista adiantou que haverá uma descida da mínima na quinta-feira, mas depois sobe e estabiliza.

“Vamos continuar com estas depressões e superfícies frontais que estão a deslocar-se no Atlântico. Normalmente tem uma trajetória de oeste para leste, tem uma génese aproximadamente na região costa leste dos Estados Unidos e tem tido um deslocamento muito a sul afetando diretamente o território nacional. Vamos continuar com este regime, ou seja, com chuva por vezes mais intensa e períodos em que não chove “, indicou.

LUSA

Chuva vai manter-se, pelo menos, até ao final da próxima semana

Nos próximos dias vamos continuar sob a influência de uma depressão, já não é a Emma porque se dirige para as ilhas britânicas, mas temos outro núcleo depressionário que está no Atlântico e vai permanecer pelo menos até dia 05 [segunda-feira], havendo uma probabilidade de que até dia 09 ou 10 haja ainda continuação de um cenário depressionário”, adiantou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com Maria João Frada, este cenário implica que Portugal continental vai continuar com uma corrente de sudoeste com sistemas frontais associados e que vão passar a tropicais, mais quentes e vindas de sul e que vão dar origem a períodos de chuva.

“Por outro lado, temos massas de ar mais frio e portanto vamos ter regime de aguaceiros. Estas duas situações vão dar-nos alternância de períodos de chuva e aguaceiros”, disse.

Segundo a meteorologista, hoje estão previstos períodos de chuvas nas regiões do Centro e Sul, que gradualmente a partir da manhã vão estender-se à região Norte, passando a partir da tarde a regime de aguaceiros.

“Ainda durante a manhã poderá haver queda de neve temporariamente nas regiões Norte e Centro nos 1.000 metros, mas com a entrada do ar quente, a queda de neve passa para os pontos mais altos da Serra da Estrela. A situação de neve no Nordeste Transmontano e na Beira Alta está completamente ultrapassada”, explicou.

Para sábado, destacou, Maria João Frada, prevê-se aguaceiros que podem ser localmente intensos, eventualmente acompanhados de trovoada e no Norte e Centro de granizo e que poderão ser de neve acima dos 1.400 metros.

“No domingo teremos nas regiões Norte e Centro até ao final da manhã boas abertas e eventualmente alguns aguaceiros. Durante a tarde vamos ter períodos de chuva que começam de manhã no Sul e deslocam-se para as regiões do Norte e Centro, onde a partir da tarde vai ocorrer precipitação contínua”, disse.

Quanto às temperaturas, salientou que as mínimas vão variar entre os 0 e os 02 graus Celsius no nordeste transmontano e Beira Alta, entre os 05 e os 08 nas regiões Norte e Centro e Alto Alentejo e no Sul entre os 12 e os 14 graus.

As máximas vão oscilar entre os 12 e os 15 graus, com exceção do interior onde vão ser inferiores a 10.

“Relativamente ao vento, vamos continuar com ventos de sudoeste moderados a fortes nos próximos dias. Hoje vamos ter vento forte no litoral a partir da manhã com rajadas de 90 quilómetros por hora e nas terras altas de 110 quilómetros por hora e no final do dia tende a enfraquecer. No sábado começamos com vento forte, mas com rajadas da ordem dos 70 quilómetros por hora”, disse.

Relativamente à agitação marítima, Maria João Frada adiantou que vai continuar forte no litoral a sul do Cabo Mondego com ondas de sudoeste com 04 a 05 metros, com tendência para diminuir gradualmente para os 03/04 metros e no Algarve para 2,5 e 3,5 metros.

“O Algarve ainda está com ondas elevadas que vão manter-se pelo menos até ao final da manhã de sábado e depois tende a diminuir”, disse.

O IPMA colocou sob aviso amarelo os distritos de Aveiro, Leiria, Coimbra, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro até às 09:00 de sábado.

LUSA

Neve provoca constrangimentos no IP4 e A24 na zona de Vila Real

Durante a tarde começou a nevar com muita intensidade em vários pontos do distrito de Vila Real, provocando algumas dificuldades na circulação rodoviária.

Fonte da GNR disse que o IP4 está cortado ao trânsito, entre os nós da Campeã (Vila Real) e o de Amarante, na zona da serra do Marão, estando todo o trânsito a ser desviado para a Autoestrada 4 (A4) Túnel do Marão.

Segundo a fonte, a A24, na zona de Fortunho, entre Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, também está cortada temporariamente, devido à queda de neve, e condicionada aos trabalhos de limpeza dos limpa-neves que já estão no terreno.

O trânsito desta autoestrada está a ser desviado para a Estrada nacional 2 (EN2).

Outras estradas secundárias do distrito estão com a circulação dificultada devido à neve, havendo alguns pontos considerados “mais críticos” e que exigem mais precauções por parte dos automobilistas.

A neve caiu também na cidade de Vila Real e como medida de precaução as escolas fecharam para o transporte dos alunos mais cedo para casa.

Também as escolas de Alijó, Sabrosa e Vila Pouca de Aguiar fecharam mais cedo devido à queda de neve e à formação de gelo e os alunos foram recolhidos mais cedo.

Um pouco por todo o distrito, os meios da proteção civil e das operadoras das autoestradas estão mobilizados para a limpeza da neve e para o espalhamento de sal nas estradas

Bragança, Guarda e Vila Real, estão sob aviso laranja (o segundo mais grave) devido à queda de neve.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a queda de neve acima dos 400 ou 600 metros deixa os distritos de Bragança e Vila Real sob aviso laranja entre as 18:00 de hoje e as 06:00 de quarta-feira.

LUSA

Alerta para cheias e quedas de árvores devido à chuva, neve e vento

Num aviso à população, após contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Proteção Civil dá conta, para os próximos dias, de “um quadro meteorológico persistente marcado por forte instabilidade atmosférica”, que vai afetar Portugal Continental.

Segundo a ANPC, que cita as previsões do IPMA, a chuva vai ser pontualmente forte e localizada, persistente ao longo dos próximos dias, intensificando-se a partir do final do dia de hoje, embora de forma mais expressiva nas regiões do litoral Norte e Centro, podendo ocorrer associada a trovoada e queda de granizo.

A neve vai cair acima dos 400/600 metros, sendo mais significativa durante a próxima madrugada nas regiões do interior Norte e Centro, com a cota a subir gradualmente na quinta-feira para os 1000/1200 metros, estando também prevista agitação marítima com forte rebentação na costa a partir de quarta-feira.

A ANPC adianta que o vento vai ser mais intenso a partir da tarde de hoje, prevendo-se um agravamento, com rajadas a poderem atingir os 100 quilómetros por hora nas terras altas, entre quarta-feira e sexta-feira, além das previsões não excluírem a possibilidade de ocorrerem fenómenos localizados extremos.

Face às previsões meteorológicas, a Proteção Civil alerta para piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo, possibilidade de cheias rápidas em meio urbano e inundação por transbordo de linhas de água nas zonas mais vulneráveis, bem como inundações de estruturas urbanas subterrâneas devido a condições de drenagem deficientes, danos em estruturas montadas ou suspensas e queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte.

A ANPC aponta igualmente para dificuldades de drenagem em sistema urbanos, nomeadamente durante períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais mais vulneráveis, acidentes na orla costeira e fenómenos geomorfológicos de instabilidade de vertentes devido à saturação dos solos e perda de consistência dos terrenos.

A ANPC recomenda à população que adote uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias, evitar atravessar zonas inundadas, colocação de correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve e ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas mais vulneráveis.

Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas, especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas e evitar praticar atividades relacionadas com o mar são outras das recomendações da ANPC.

LUSA

A que se deve esta crise sísmica nos Açores?

Os Açores são alvo de crises sísmicas com alguma regularidade e que são semelhantes às que estão a ocorrer hoje. Na origem desta crise sísmica está a interação entre os sistemas vulcânicos e os sistemas tectónicos da ilha.

De acordo com o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as ilhas dos Açores estão localizadas numa zona particularmente ativas.

“É uma fronteira de placa reconhecida e tem uma velocidade de extensão entre os 4 e os 5 milímetros por ano. Todos os anos existe um bocadinho mais de extensão, o que leva a uma interação entre os sistemas vulcânicos e tectónicos que dão origem a uma libertação de energia sobre a forma de pequenos sismos, que podem não ser pequenos”, disse.

Miguel Miranda explicou que a região do Congro é das regiões mais ativas dos Açores e a mais ativa de São Miguel.

“Existem condições do ponto de vista geológico que conduzem a este tipo de situações. No IPMA fazemos a vigilância sismológica e os nossos colegas da Universidade dos Açores fazem a vigilância geoquímica e cronológica. Só quando pudermos juntar todos os dados de um lado e do outro é que vamos ter uma avaliação mais realista do que se está a passar. Estamos todos em contacto e a trabalhar”, sublinhou.

O geofísico destacou também que ainda é difícil dizer com certeza quantos abalos foram sentidos e as magnitudes, sendo previsível dados mais concretos dentro de dias.

Miguel Miranda disse também à Lusa que a crise sísmica “ainda agora começou, salientando que para já não é possível prever se vai haver abalos com maior intensidade nos Açores.

“Para já não é previsível saber se vamos ter sismos mais importantes ou não. É preciso que estejamos preparados para todos os acontecimentos que possam ocorrer. A proteção civil regional tem sido bastante clara sobre os aconselhamentos que dá a população e é muito importante que as pessoas sigam estritamente o que os serviços estão a emitir”, disse à Lusa Miguel Miranda.

O responsável recomendou ainda às populações que estejam informados e sigam os conselhos do Serviço Regional de Proteção Civil.

“Volto a sublinhar que nunca é demais dizer às populações para seguirem as indicações da proteção civil regional (…). É preciso atuar como se o risco fosse sempre muito importante”, destacou.

“É provável que tenhamos novos sismos sentidos pela população”

Centenas de sismos com magnitude entre 1,9 e 3,6 na escala de Richter foram registados desde as 00h47 de hoje na ilha de São Miguel, Açores, mantendo-se uma atividade sísmica acima dos valores de referência.

Em comunicado, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) adianta que desde as 23h47 de domingo (00h47 de hoje em Lisboa) foram registadas várias centenas de microssismos com epicentro entre as lagoas do Fogo e das Furnas, na sua maioria de magnitude inferior a 3 na escala de Richter.

“Na generalidade, os eventos têm sido sentidos numa faixa entre Água de Pau e Povoação, a sul, e Rabo de Peixe e Fenais da Ajuda, a norte”, revela o CIVISA, acrescentando estar a acompanhar o evoluir da atividade.

O responsável pelo CIVISA, João Luís Gaspar, alterou também para o facto de que “é provável que tenhamos novos sismos sentidos pela população“.

Refira-se, contudo, que de acordo com o responsável pela Proteção Civil da região, o Tenente Coronel Carlos Neves, a frequência da atividade sísmica baixou discretamente ao início da tarde desta segunda-feira.

LUSA

Situação de seca mantém-se preocupante no sul do país

“Não há, neste momento, nenhuma bacia hidrográfica com territórios em seca extrema, reduziu-se a zero, mas há ainda bacias hidrográficas com uma situação de seca severa”, afirmou João Matos Fernandes, no final da reunião da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca, que decorreu em Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, o governante adiantou que “a situação da seca regrediu bastante quando comparada com o final do ano hidrológico e até mesmo com o mês de novembro”.

O início do ano hidrológico acontece a 01 de outubro, por um período de 12 meses compreendido entre o início de duas estações de chuva consecutivas — outono e inverno.

De acordo com o ministro do Ambiente, o fenómeno da seca “é muito heterogéneo no país”.

“Existe uma única bacia hidrográfica, neste momento, que, por exemplo, tem mais água do que a média. É a bacia hidrográfica do Mondego, onde exatamente houve os maiores problemas do lado do consumo humano no último verão, porque Fagilde – a barragem que serve Viseu – está nessa mesma bacia hidrográfica”, avançou o governante.

Sobre o plano de contingência contra a seca, João Matos Fernandes assegurou que “todo o calendário das medidas assumidas está a ser cumprido”, desde a limpeza dos fundos das barragens às ligações a partir do Alqueva para outras albufeiras.

Em 31 de janeiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que o mês de dezembro de 2017 em Portugal continental classificou-se como seco, sendo o nono mês consecutivo com valores de precipitação abaixo do normal.

“Nos últimos sete anos, o valor médio da quantidade de precipitação em dezembro tem sido sempre inferior ao valor normal, e nos últimos 17 anos apenas nos dezembros de 2002, 2009 e 2010 ocorreram valores de precipitação acima da normal”, referiu o IPMA, em comunicado.

No entanto, segundo o IPMA, em dezembro verificou-se um desagravamento da situação de seca meteorológica em todo o território e em particular na Região Norte.

“No final do mês de dezembro, 6% do território estava em seca extrema, 58% em seca severa, 29% em seca moderada e 6% em seca fraca”, adianta o IPMA.

LUSA

Neve: Há cinco distritos sob aviso amarelo

De acordo com o IPMA, estão até às 05:59 de quinta-feira sob aviso amarelo os distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Viseu e Castelo Branco.

Para hoje, o IPMA prevê precipitação, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro e vento forte no litoral e terras altas.

O céu vai estar muito nublado, com períodos de chuva que passarão a aguaceiros a partir do meio da tarde.

Está prevista igualmente uma pequena subida da temperatura mínima no litoral oeste e uma pequena subida da temperatura máxima na região Sul.

As temperaturas máximas vão chegar aos 17º Celsius em Faro, 15º em Sines, 14º em Lisboa e 12º em Beja, Santarém, leiria e Porto, 11º em Viana do Castelo , Braga e Coimbra.

Em Vila Real os termómetros não vão subir além dos 7º, em Viseu e Castelo Branco vão ficar-se pelos 6º de máxima, em Bragança 4º e na Guarda 3º.

Nos Açores o IPMA prevê céu muito nublado na madrugada, com abertas a partir da manhã e aguaceiros fracos e, na Madeira, céu geralmente muito nublado e períodos de chuva em geral fraca, em especial nas vertentes norte e terras altas.

As temperaturas máximas vão chegar aos 23º no Funchal e aos 18º em Ponta Delgada.

LUSA

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