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E o primeiro país a ilegalizar a diferença salarial é… a Islândia!

Desde 1 de Janeiro que a Islândia se tornou o primeiro país do mundo onde é ilegal pagar mais aos homens que às mulheres. Segundo a legislação que entrou em vigor, as empresas privadas e do governo que tenham mais de 25 funcionários terão de obter certificação oficial em como seguem as políticas de salários iguais entre homens e mulheres. Os organismos que não as seguirem, terão de pagar multas.

“É um mecanismo para assegurar que os homens e mulheres são pagos igualmente”, afirmou à Al Jazeera Dagny Osk Aradottir Pind, da Associação Islandesa pelos Direitos da Mulher. “Já temos legislação que defende que as mulheres devem ser tão bem pagas como os homens mas ainda temos uma grande diferença salarial.”

A lei foi anunciada a 8 de Março de 2016, o Dia da Mulher. Foi votada a favor pela coligação centro-direita e pela oposição. Quase 50% dos membros do parlamento islandês são mulheres.

“As mulheres falam disto há décadas e eu acho mesmo que conseguimos chamar a atenção, e chegar ao ponto em que as pessoas percebem que a legislação que tínhamos em vigor não funcionava e que precisávamos de fazer algo mais”, sublinhou Pind.

Segundo o Fórum Económico Mundial, a Islândia é o país mais bem cotado quanto à igualdade salarial entre géneros. Até 2022, a Islândia comprometeu-se a erradicar a diferença salarial entre homens e mulheres.

Em Portugal, as mulheres ganham em média menos 16,7% do que os homens, de acordo com a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

Islândia: aprovada lei que prevê igualdade salarial entre homens e mulheres

A partir de 2018 (ou de 2022 no caso de empresas maiores), as empresas da Islândia vão ter de provar que promovem, efectivamente, a igualdade salarial entre géneros. A lei que regula esta situação foi aprovada esta terça-feira, 28 de Março.

É a primeira vez que é implementada uma lei nacional que obriga entidades patronais a demonstrar que não fazem discriminação entre trabalhadores com base no género a que pertencem.

A legislação islandesa já prevê a igualdade de salários há cerca de 50 anos, mas o governo considerou que, desta forma, não será possível escapar à sua implementação. “A história provou que se queremos progresso, temos de forçá-lo”, disse o ministro dos Assuntos Sociais e de Igualdade, Thorsteinn Viglundsson, ao The New York Times.

Todas as empresas islandesas, sejam elas privadas ou públicas, ficarão sujeitas a auditorias. Até 2018, no caso das empresas com menos de 25 trabalhadores, ou 2022, nas restantes, o governo espera que a lei seja cumprida e que se atinja a igualdade plena.
Apesar da Islândia estar entre os primeiros países em termos de equidade, actualmente, segundo dados governamentais, as mulheres islandesas ainda ganham, em média, entre 14 e 20% menos do que os homens e não ocupam cargos de topo.

Carta com mapa desenhado e sem endereço chega ao destino

Por baixo do destino, a pessoa explicou ainda que a carta era “para a mulher dinamarquesa que trabalha no supermercado em Búðardalur” e desenhou um mapa rudimentar, mostrando onde é que a casa podia ser encontrada.

Para o caso de ainda haver dúvidas, a pessoa até colocou uma bola a vermelho no local da “quinta de cavalos”, a dizer “aqui”.

E assim, de forma tão rudimentar, o carteiro conseguiu encontrar a casa e entregar a carta. A história já aconteceu em março, mas só esta semana é que a fotografia da carta foi publicada.

Assim se recebem os heróis do Euro na Islândia

Milhares de islandeses receberam na segunda-feira, em Reiquejavique, os membros da seleção nacional, um dia depois de ter sido afastada do Campeonato da Europa nos quartos-de-final da competição. Depois de chegar à capital islandesa, a seleção fez um périplo num autocarro turístico pela cidade, repleta de adeptos que aplaudiam e vitoriavam a equipa, que teve uma prestação surpreendente na sua primeira participação numa fase final de um campeonato da Europa de futebol.

O percurso terminou no popular parque Arnarhóll, junto ao porto, onde a seleção era esperada pelo presidente, Ólafur Ragnar Grímsson, e pelo primeiro-ministro, Sigurdur Ingi Jóhannsson. Dezenas de milhares de pessoas receberam a equipa e todos juntos cantaram o famoso cânticoviking do qual só se percebe a sílaba “Huh!”. Vale a pena ver o vídeo e a forma como os jogadores foram recebidos: como verdadeiros heróis nacionais.

A Islândia, que empatou com Portugal na fase de grupos da competição, foi afastada do Euro-2016 no domingo, depois de sofrer uma goleada frente à anfitriã França por 5-2, em jogo dos quartos-de-final.

ISLÂNDIA: UMA VIAGEM DE SONHO NOUTRO PLANETA

O país mais novo do planeta, geologicamente falando, uma terra “viva” – a sua massa terrestre cresce todos os anos cerca de cinco centímetros – em que os cinco elementos vivem em luta permanente. Estão aqui alguns dos maiores e mais ativos vulcões do planeta, o maior glaciar da Europa, a maior cascata, geysers, praias de areia preta, campos de lava, lagoas glaciares, piscinas geotermais, icebergs e até elfos, dizem alguns, criaturas mitológicas que povoam o imaginário local.

Cerca de um milhão de pessoas visita anualmente a Islândia. Os turistas chegam em busca da natureza inóspita e são surpreendidos a cada curva.

Observar uma aurora boreal é outro dos fenómenos mágicos que pode ser observado aqui como em nenhuma outra parte. Um território dez por cento maior do que Portugal, com apenas 300 mil habitantes – a grande maioria concentrada na moderna mas serena Reiquejavique – que só agora começa a ter um verdadeiro boom em termos turísticos. O número de visitantes duplicou desde o início da década, recebendo atualmente uma média de um milhão de pessoas por ano. Sobretudo durante o verão, até porque no inverno as condições são extremas e chega a haver pouco mais de três a quatro horas de luz por dia. Preservar a natureza e a essência do país é uma das preocupações maiores dos islandeses. Uma viagem inesquecível para fazer ao som de Björk ou dos Sigur Rós.

A não perder

Lagoa Azul:
Spa termal e um dos locais mais visitados do país. Fica na cidade de Grindavik, a 40 quilómetros de Reiquejavique. As águas quentes têm propriedades medicinais.

Lago Mývatn:
Situado numa área vulcânica ativa, no Norte da Islândia, nas imediações do vulcão Krafla. Foi criado por uma erupção há 2300 anos e é casa para uma rica fauna de aves aquáticas. Desde o ano 2000 recebe a organização de uma maratona à sua volta.

Parque Nacional Skaftafell:
Existe desde 1967, tem cerca de 4800 quilómetros quadrados, não possui estradas asfaltadas, apenas trilhos. Grande parte das maravilhas naturais do país estão aqui representadas.

Evento
O festival de música Secret Solstice, em Reiquejavique. Decorre de 17 a 19 de junho e junta artistas de renome a novos talentos sob o sol da meia-noite. O ambiente é de constante festa.
secretsolstice.is

Praias de areia preta, lagoas glaciares, géiseres, icebergues, campos de lava, cascatas, vulcões, nada falta a este país. Só florestas.

Pedida dissolução do parlamento islandês, presidente recusa

No âmbito do escândalo Panama Papers, o primeiro-ministro islandês, Sigmundur David Gunnlaugsson, está a ser alvo de muitas críticas e a oposição pediu que o parlamento fosse dissolvido.

No entanto, o presidente da Islândia recusou.

Previamente, o chefe do Executivo tinha ameaçado dissolver o parlamento caso o seu aliado Partido da Independência optasse por abandonar a coligação governamental.

Na segunda-feira, Gunnlaugsson tinha excluído demitir-se após a revelação de que possui bens dissimulados num paraíso fiscal, no âmbito da publicação dos chamados “Papéis do Panamá” (Panama Papers).

A oposição de esquerda exigiu o seu afastamento logo após a divulgação dos documentos, onde se refere que terá criado em 2007 uma sociedade com a sua mulher nas ilhas Virgens britânicas para gerir a sua fortuna.

Se acordo com os documentos publicados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), Gunnlaugsson, 41 anos, deteria 50 por cento da sociedade envolvida até ao final de 2009. Quando foi eleito pela primeira vez deputado em abril de 2009, na qualidade de líder do Partido Progressista, omitiu essa participação na sua declaração de património.

Na noite de segunda-feira a oposição convocou uma manifestação frente ao parlamento para exigir a demissão do primeiro-ministro.

Após um governo social-democrata, que subiu ao poder na sequência do colapso económico da Islândia em 2008, Gunnlaugsson garantiu o cargo de primeiro-ministro em 2013 com o apoio do Partido da Independência, cujo líder, Bjarni Benediktsson, atual ministro das Finanças, também surge nos “Documentos do Panamá”.

Uma lista de mais de 70 nomes de chefes ou ex-chefes de Estado alegadamente envolvidos em esquemas de corrupção com sociedades ‘offshore’ foi divulgada no domingo pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

Os documentos revelam que milhares de empresas foram criadas em paraísos fiscais para que políticos e personalidades administrassem o seu património.

 

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