Inicio Tags Israel

Tag: Israel

Lei da nacionalidade judaica preocupa UE

” A democracia e a igualdade, incluindo relativamente às minorias, continuam a ser a base da nossa associação com Israel”, começou por referir a porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa da União Europeia conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de a UE “condenar ou reprovar” que o árabe deixe de ser considerado língua oficial ou que se promovam as comunidades exclusivamente judias, Maja Kocijancic limitou-se a manifestar a sua preocupação e a assegurar que esta foi comunicada ao Governo de Israel.

“Fomos muito claros na nossa defesa de uma solução para o conflito israelo-palestiniano com dois Estados, com Jerusalém como capital, e acreditamos que esta decisão torna mais difícil que esta se torne realidade”, sublinhou.

O parlamento israelita aprovou hoje uma controversa lei que consagra Israel como nação judaica, “lar nacional” do povo judaico e o hebraico como única língua oficial.

O objetivo “é garantir o caráter de Israel como o Estado nacional dos judeus, para definir na Lei Básica os valores de Israel como um Estado democrático judaico, no espírito dos princípios da Declaração de Independência”, de acordo com um comunicado publicado na página da Internet do Knesset, parlamento de Israel.

Após um intenso debate que se prolongou até esta madrugada, a lei foi aprovada com 62 votos a favor e 55 contra, envolta em grande controvérsia, já que para alguns setores políticos foi considerada discriminatória. Muitos dos deputados árabes israelitas não participaram na votação.

Até aqui, a menção direta à identidade judaica tinha sido sempre evitada devido à existência de outras culturas e religiões no país, que vivem em Israel desde a sua criação, em 1948, e que representam cerca de 20% da população.

De acordo com a nova legislação, “os árabes terão uma categoria especial, todos os judeus terão o direito de migrar para Israel e obter a cidadania de acordo com as disposições da lei, o Estado agirá para reunir os judeus no exílio”.

Enviado da ONU responsabiliza Israel e Hamas por “tragédia”

Mladenov interveio na reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre aqueles acontecimentos e frisou que Israel deve “calibrar o uso da força” e só utilizar meios letais como último recurso.

“Deve proteger as suas fronteiras de infiltrações e terrorismo, mas deve fazê-lo de forma proporcionada e investigar, de forma independente e transparente, cada incidente que tenha levado à perda de vidas”, disse.

“O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, não deve usar os protestos como capa para colocar bombas na vala [da fronteira] e criar provocações, os seus operacionais não devem esconder-se entre os manifestantes e pôr em risco vidas civis”, acrescentou.

Mladenov recordou que segunda-feira, em que segundo o Ministério da Saúde palestiniano morreram 60 pessoas e 2.711 ficaram feridas, foi o dia mais sangrento desde a guerra de 2014.

“Este ciclo de violência em Gaza tem de acabar, porque se não, vai explodir e arrastar toda a região para outra confrontação mortífera”, disse.

Mladenov pediu contenção a todas as partes envolvidas e disse que está em contacto com distintos atores para evitar uma escalada da violência.

Os protestos de segunda-feira inserem-se no movimento de contestação designado “marcha de retorno”, iniciado a 30 de março, e ocorreram no mesmo dia em que foi inaugurada a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

LUSA

Ataque de Israel a alvos iranianos na Síria matou 23 pessoas

Reuters

Pelo menos 23 pessoas morreram na sequência do ataque das forças armadas de Israel a infraestruturas iranianas na Síria, noticia o jornal israelita Haaretz.

O ataque de Israel surgiu como resposta a disparos de projéteis iranianos, a partir da Síria, contra os Montes Golã, território sírio ocupado por Israel desde 1967.

“Bombardeamos quase todas as infraestruturas iranianas na Síria. Eles devem ter presente o ditado que diz que ‘se nos molham com chuva nós fazemos cair uma tempestade por cima deles'”, afirmou Lieberman.

“Espero que este episódio esteja fechado e que eles tenham compreendido”, acrescentou o ministro da Defesa de Israel.

O governo de Damasco conta com o apoio do Irão na luta contra os grupos armados da oposição e as organizações extremistas islâmicas.

As forças iranianas na Síria dispararam na noite de quarta-feira duas dezenas de projéteis, como foguetes, contra as forças israelitas na parte dos montes Golã ocupada por Israel, declarou o exército israelita.

Os projéteis, alguns dos quais foram intercetados pelo sistema de defesa antimíssil israelita, não causaram vítimas e o exército israelita retaliou, indicou aos jornalistas o porta-voz do exército israelita.

LUSA

Líder iraniano apela a luta contra Israel e diz que conversações com aquela país são um “erro irreversível”

De acordo com uma carta de Khamenei ao líder político do movimento palestiniano Hamas, Ismail Haniyeh, publicada nas últimas horas na internet, a única solução é “reforçar a resistência dentro do mundo muçulmano, a intensificação da luta contra o regime sionista usurpador e dos seus aliados”.

“As nações (muçulmanas e árabes) devem considerar seriamente isso como o seu dever: repelir o inimigo até o ponto de aniquilação, por meio de ação estratégica e forte”, enfatizou.

Neste sentido, o líder iraniano insistiu que “a resistência é a única maneira de libertar a Palestina oprimida” e reiterou o apoio do Irão à causa como “um dever religioso”.

Assim, repudiou qualquer negociação com Israel, referindo-se à suposta reaproximação entre Riade e Telavive, impulsionada pela estreita relação entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos.

“Avançar para negociações com o regime de usurpadores e mentirosos é um erro irreversível que atrasaria a vitória da nação palestina”, afirmou o líder iraniano.

Esta é uma “conspiração e hipocrisia de alguns países árabes que seguem o Grande Satã (Estados Unidos)”, referindo-se às citadas negociações, também foi denunciada por Haniyeh numa carta anterior, de acordo com a nota oficial iraniana.

As autoridades iranianas redobraram as suas críticas a Israel desde a passada sexta-feira, quando os confrontos entre manifestantes e soldados israelitas na fronteira de Gaza resultaram na morte de 18 palestinianos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif, anunciou na quarta-feira que o Irão levará perante as Nações Unidas e ao Movimento dos Países Não-Alinhados (MNA) os “recentes crimes” cometidos por Israel na fronteira com Gaza.

Países árabes levam projeto de resolução sobre Jerusalém à ONU

O objetivo é que a Assembleia Geral aprove a resolução, que pede aos Estados Unidos para voltar atrás no reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, como uma mensagem de “união pela paz”.

Em declarações aos jornalistas, Abulgueit expressou a sua “extrema indignação” com o veto dos Estados Unidos face a 14 votos favoráveis (o Conselho de Segurança conta com 15 membros), o que considerou um “desafio flagrante” perante “um caso raro de consenso” internacional.

O presidente norte-americano, Donald Trump, reconheceu no passado dia 6 Jerusalém como capital israelita, rompendo décadas de consenso internacional de acordo com o qual o estatuto final de Jerusalém deve ser acordado em negociações de paz entre israelitas e palestinianos.

A decisão de Trump causou agitação em todo o mundo e manifestações nos territórios palestinianos e em vários países árabes e muçulmanos. Os palestinianos aspiram a fazer de Jerusalém Oriental a capital do seu futuro Estado.

No passado dia 13, os países da Organização para a Cooperação Islâmica acordaram, numa cimeira em Istambul, reconhecer Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado palestiniano e convidaram o resto do mundo a fazer o mesmo.

Israel ocupa Jerusalém Oriental desde 1967 e, em 1980, anexou e proclamou a cidade como sua capital indivisa. A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da parte oriental da cidade.

LUSA

Irão apoia a nova intifada palestiniana contra Israel

“Estamos orgulhosos do grande povo da Palestina pela sua resistência e sacrifício contra o inimigo sionista (Israel), e estamos certos de que a nova ‘intifada’ continuará o seu caminho correto”, disse Hassan Rohani numa conversa telefónica durante a noite com o líder político do Hamas, Ismail Haniye.

Haniye apelou no passado dia 7 aos palestinianos para começarem uma terceira ‘intifada’ ou levantamento popular, embora os protestos até à data não tenham sido de grande dimensão.

“Sem dúvida, o povo oprimido da Palestina e a comunidade islâmica vão resistir unidos contra esta conspiração sionista-norte-americana e vão frustrá-la”, sublinhou Rohani em comunicado.

O Presidente iraniano considerou que, perante esta situação, “o primeiro passo é que todos os movimentos palestinianos se mantenham unidos, e deem uma resposta decisiva ao regime sionista e aos Estados Unidos”.

Haniye valorizou o apoio da República Islâmica à causa palestiniana e advertiu que a nova ‘intifada’ “vai continuar com força para frustrar o complô dos norte-americanos e sionistas”, segundo o comunicado da presidência iraniana.

Por sua vez, o comandante dos Guardas da Revolução, Qasem Soleimani,, falou com comandantes das brigadas “Azedin al Qasam”, braço militar do Hamas, e do grupo Jihad Islâmica.

Soleimani anunciou a disposição da República Islâmica de proporcionar “todo o apoio necessário” às forças de resistência palestinianas.

Também disse que outros grupos de resistência, que não especificou, podem ajudar a proteger a mesquita de Al Aqsa em Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado do islão, a seguir a Meca e Medina.

O Irão lidera o chamado “eixo da resistência” contra Israel e apoia tanto o movimento palestiniano Hamas como o libanês xiita Hezbollah.

LUSA

Liga Árabe reúne-se hoje para debater decisão dos EUA sobre Jerusalém

Em causa está uma reunião solicitada pela Jordânia, após um pedido da Palestina, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter comunicado a vários líderes árabes a intenção de mudar a sua embaixada de Telavive para Jerusalém.

De acordo com a agência noticiosa Efe, o chefe da diplomacia palestina, Riad al Malki, pretende encontrar-se antes da reunião com os seus homólogos da Jordânia e do Egito (únicos países do Médio Oriente que mantêm relações diplomáticas) para abordar a situação em Jerusalém, visando encontrar formas de inverter a decisão do Presidente norte-americano.

Fontes da Liga Árabe citadas pela Efe indicaram que Riad al Malki também querem encontrar-se antes da reunião com o secretário desta instituição, Ahmed Abulgueit e com o ministro saudita dos Assuntos Internacionais, Adel al Yubeir, para tentar chegar a um consenso que se reflita num documento oficial.

A Liga Árabe manifestou nos últimos dias preocupação com a decisão dos Estados Unidos, considerando que pode “destruir por completo o processo de paz” e representar uma ameaça para a segurança e a estabilidade na Palestina e na região.

A decisão mereceu ainda uma série de críticas internacionais e vários países, como França, Reino Unido, China ou Portugal, manifestaram receios pelas consequências, nomeadamente uma escalada da violência.

Pelo menos dois palestinianos morreram nos bombeamentos do exército israelita hoje de madrugada contra as forças militares do movimento islâmico Hamas na Faixa de Gaza, num total já de quatro vítimas mortais nos confrontos, revelaram autoridades palestinas.

LUSA

Confrontos e manifestações na Cisjordânia e na Faixa de Gaza

Os incidentes registaram-se em protestos contra a decisão, anunciada na quarta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e de transferir a embaixada norte-americana de Telavive para a cidade considerada santa por cristãos, judeus e muçulmanos.

O líder do movimento radical Hamas, que controla a Faixa de Gaza, apelou hoje a uma nova Intifada, depois de logo na quarta-feira dirigentes do movimento terem declarado três “dias de ira”, entre hoje e sábado.

Na Cisjordânia, grupos de centenas de manifestantes incendiaram pneus e lançaram pedras contra tropas antimotim.

Na cidade bíblica de Belém, as tropas dispararam canhões de água e lançaram granadas de gás lacrimogéneo para dispersar uma manifestação e em Ramallah, sede do governo palestiniano, manifestantes incendiaram dezenas de pneus, provocando uma espessa nuvem de fumo negro sobre a cidade.

A decisão de Donald Trump contraria a política seguida há décadas pelos Estados Unidos em relação a Jerusalém e a posição aceite pela comunidade internacional de que o estatuto da cidade deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

Nos territórios palestinianos, as escolas e lojas não abriram hoje, primeiro de três “dias de ira” em protesto pela decisão do presidente norte-americano.

Protestos foram realizados em várias localidades e também em Jerusalém, junto à Porta de Damasco, na cidade velha.

Até ao momento não há informações de vítimas graves dos confrontos.

LUSA

Parlamento condena decisão de Trump com votos a favor de todos os partidos

O documento foi aprovado por PSD, PS, PCP, BE, PEV, PAN e teve também votos a favor do CDS-PP, incluindo da sua presidente, Assunção Cristas, mas a bancada centrista dividiu-se nesta matéria, com cinco deputados a absterem-se e dois a votarem contra. Também o socialista João Soares se absteve.

Sobre o mesmo tema, foi igualmente aprovado um voto apresentado por PSD e CDS-PP que exprime “preocupação pela decisão do presidente dos Estados Unidos”, com votos favoráveis de todas as bancadas menos PCP e PEV, que se abstiveram, assim como o deputado do PS João Soares.

O PCP apresentou também um voto a condenar a decisão da administração norte-americana, e ainda a expressar “solidariedade com o povo palestiniano” e a defender “o direito do povo palestiniano ao reconhecimento do seu próprio Estado, nas fronteiras anteriores a 1967”, que foi rejeitado.

O voto de condenação dos comunistas obteve votos favoráveis de PCP, BE, PEV e de seis deputados socialistas e a abstenção de PS e PAN, mas acabou chumbado com os votos contra de PSD e CDS-PP e de quatro deputados socialistas.

LUSA

Erdogan diz que decisão de Trump lança Médio Oriente para “círculo de fogo”

“Fazer isso é lançar a região para um círculo de fogo”, afirmou Erdogan, aos jornalistas, a partir do aeroporto de Ancara.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu na quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, tornando-se no único país do mundo a tomar essa decisão que representa uma rutura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana no âmbito do dossiê israelo-palestiniano.

“Trump, o que é que tu queres fazer? Os líderes políticos não estão lá para agitar as coisas, mas antes para as pacificar. Agora, com estas declarações, Trump cumpre as funções de uma batedeira”, disse Erdogan, aos jornalistas, no aeroporto da capital, perante uma multidão que exibia cartazes com mensagens como “Abaixo Israel” ou “Não te rendas, a nação apoia-te”.

“Os Estados não respeitam de todo as decisões da ONU. Até agora, além dos Estados Unidos e Israel, nenhum país violou a decisão da ONU de 1980”, afirmou o Presidente turco em referência à resolução das Nações Unidas que define Jerusalém como cidade ocupada e apela para que não sejam ali instaladas embaixadas até que o conflito seja resolvido.

“É impossível entender o que é que Trump pretende conseguir ao trazer novamente este assunto para a ordem do dia”, observou Erdogan, sublinhando que Jerusalém é uma cidade santa para judeus, cristãos e muçulmanos.

O Presidente turco recordou a convocatória de uma cimeira extraordinária de líderes da Organização para a Cooperação Islâmica, a ter lugar na quarta-feira na cidade de Istambul, para abordar a questão, indicando que se planeiam também “atividades depois” dessa reunião.

“Estou a chamar vários dirigentes, e não apenas de países islâmicos. Pedi para falar com o papa [e] iremos conversar esta noite ou amanhã, porque [Jerusalém] também é um templo para os cristãos. Falarei com [o Presidente russo, Vladimir] Putin, com a Alemanha, Inglaterra, França, Espanha”, salientou Erdogan.

“Se Trump pensa que é forte e, por isso, tem a razão, engana-se. Os fortes não têm razão, os que têm razão é que são os fortes”, concluiu o Presidente turco antes de partir para uma visita oficial à Grécia, a primeira de um chefe de Estado turco em 65 anos.

LUSA

EMPRESAS