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U2 estão de volta a Lisboa este fim de semana

Esta será a sexta vez que os U2 atuam em Portugal, oito anos depois de terem feito dois concertos lotados no Estádio Cidade de Coimbra, em outubro de 2010: Em 1982, tocaram no festival de Vilar de Mouros e em 1993, 1997 e 2005 atuaram no Estádio José de Alvalade, em Lisboa.

A atual digressão começou em maio nos Estados Unidos, mas a etapa europeia só arrancou no início deste mês, num concerto atribulado em Berlim, interrompido por problemas vocais de Bono.

Apesar de ser um regresso a Portugal – onde até já foram condecorados pelo Presidente da República -, para os U2 será uma estreia em recinto fechado perante os portugueses.

Se se mantiver o plano das datas mais recentes, os U2 deverão tocar em Lisboa mais de 20 músicas, com o alinhamento cenicamente dividido entre dois palcos, um com mais destaque visual e outro mais intimista.

Embora os dois registos mais recentes, ‘Songs of Innocence’ (2014) e ‘Songs of Experience’ (2017), sejam a razão de ser da digressão, deverá haver muito espaço para pegar no retrovisor e olhar para a carreira, que começou em 1976 em Dublin.

Os U2 chegam a Lisboa depois de quatro datas em Paris, onde tocaram temas como ‘Beautiful Day’, ‘Elevation’, ‘Sunday Bloody Sunday’, ‘I will follow’ e ‘City of blinding lights’. Abriram com ‘The blackout’ e fecharam com ’13 (There is a light)’, ambos de ‘Songs of Experience’.

Os U2 integram Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr.

LUSA

Lisboa: concertos gratuitos e mais de 500 músicos do jazz reunidos

Entre músicos, promotores, agentes, programadores, responsáveis dos principais festivais de jazz e editoras, os participantes serão mais de 500 – “um recorde de inscrições” – naquela que é, de acordo com a organização, a “edição mais concorrida de sempre”.

Os profissionais irão reunir-se entre quinta-feira e sábado, no Centro Cultural de Belém (CCB), “para trocar conhecimento e experiência numa ‘summit’ [cimeira] sem precedentes”.

Em janeiro, quando anunciou a realização do evento, o programador e saxofonista Carlos Martins explicava à Lusa que este encontro em Lisboa poderia ajudar à internacionalização do jazz português.

“No caso do jazz português, é preciso romper o muro geográfico e promovê-lo fora de Portugal, porque o país não tem dimensão para a qualidade extraordinária do jazz português. É preciso que se expanda e tenha uma estratégica organizada”, disse.

A programação da conferência, a decorrer de manhã à noite, inclui palestras da cantora portuguesa Maria João, que falará sobre o percurso no jazz, e do francês François Pachet, diretor da área de pesquisa da plataforma de música Spotify, e vários ‘showcases’ de música portuguesa: Impermanence, Bode Wilson Trio, Axes, Pedro Melo Alves’ Omniae Ensemble, Quarteto Beatriz Nunes e TGB.

Aproveitando a celebração do Ano Europeu do Património Cultural, os participantes serão convidados a visitar um espaço cultural ou museu da zona de Belém. A visita será feita por um narrador ou um músico de jazz, que atuará no local.

Ainda durante a conferência, a associação Europe Jazz Network fará uma assembleia geral, terá grupos de discussão sobre temas como educação pelo jazz, inclusão social e igualdade de género. Serão ainda atribuídos prémios entre os membros associados – festivais, promotoras, produtoras – e apresentado um livro sobre a história do jazz europeu.

Além disso, haverá vários concertos abertos ao público, “que visam mostrar o melhor jazz que se faz atualmente na Europa”.

O Grande Auditório do CCB será palco, na quinta-feira, de um espetáculo da Orquestra de Jazz de Matosinhos, com a participação especial de Maria João, do pianista João Paulo Esteves da Silva, do acordeonista João Barradas e do saxofonista João Mortágua.

Na sexta-feira, juntam-se em palco o trio norueguês Espen Eriksen e o saxofonista britânico Andy Sheppard e, no sábado, atua o projeto New Conception of Jazz, do pianista e compositor norueguês Bugge Wesseltoft.

A conferência é organizada pela Europe Jazz Network, em parceria com a associação Sons da Lusofonia e com o CCB.

No ano passado, a Conferência Europeia de Jazz aconteceu em Liubliana, na Eslovénia.

LUSA

LIsboa: Moradores queixam-se do lixo e pedem coimas para os infratores

freguesia da Misericórdia, que integra a Baixa lisboeta, é uma das que mais sofrem com o problema, não fossem o Bairro Alto e o Cais do Sodré, pontos de diversão noturna, parte do seu território.

A tradicional canção diz “cheira bem, cheira a Lisboa”, mas por estes dias o cenário aqui não é bem esse. Um passeio matinal pelas ruas do Bairro Alto é suficiente para sentir mau cheiro, ver copos nos rodapés das portas, caixas de pizza e outros objetos no meio do chão, assim como uma calçada portuguesa pintada de negro que é lavada somente com água.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Moradores da Misericórdia afirmou que o rápido crescimento do turismo e da diversão noturna não tem permitido “aos serviços de limpeza encararem esta realidade de 32 toneladas [de lixo] por dia de uma forma eficaz”.

O lixo no chão, sublinhou, “atrai ratos, baratas e pombos”, que são “uma fonte de problemas para a saúde pública”.

“Apesar dos esforços da Câmara e da Junta, a quantidade é tão grande e os hábitos de comerciantes e alojamentos locais são de tal maneira irracionais que é muito difícil manter esta zona limpa”, referiu Luís Paisana.

O morador defendeu ainda que deveria haver mais sensibilização, mas também responsabilização, através de “coimas fortes para as pessoas entenderem de forma clara que há regras”.

Um pouco mais abaixo, no Cais do Sodré, o cenário repete-se. A presidente da associação Aqui Mora Gente, Isabel Sá Bandeira, contou que a situação é “caótica”, com pragas de ratos e baratas, acusando também os alojamentos locais e o comércio de não cumprirem regras.

Os problemas não estão circunscritos ao centro de Lisboa – a cerca de 10 quilómetros, na freguesia de Benfica, encontram-se com frequência sacos do lixo espalhados pelo chão em redor dos ecopontos, bem como jardins e ruas a requererem trato.

“Um ecoponto é uma zona de lixo”, disse à Lusa a presidente da Associação de Moradores do Bairro de Santa Cruz de Benfica e Zonas Contíguas, Maria Gertrudes, acrescentando que por vezes é difícil chegar até ao vidrão.

Reformada há um ano, a moradora tem reportado quase diariamente casos de lixo acumulado à volta dos ecopontos à Câmara Municipal de Lisboa, através do portal “A minha Rua”, divulgando de seguida essas mesmas queixas na página de Facebook da associação, para que os outros moradores tomem conhecimento.

“Existem muitas situações em que isto demora 10 dias, 15 dias, três semanas [a ser resolvido]. Há zonas piores que outras”, destacou, sublinhando que por vezes é necessário fazer uma nova queixa.

A dimensão do problema de higiene urbana não é igual em todas as freguesias. No Parque das Nações, por exemplo, a situação é menos grave, mas tem vindo a piorar ao longo dos anos, segundo Carlos Ardisson, da associação de moradores A Cidade Imaginada — Parque das Nações (ACIPN).

“Era uma zona imaculada em termos de qualidade de espaço público, de limpeza, de higiene, que serviu de exemplo para grande parte do país para se elevar os padrões de qualidade, e infelizmente nos últimos anos tem vindo a descer muito acentuadamente a qualidade da limpeza, a lavagem de ruas, a deservagem, a desbaratização, a desratização”, lamentou.

Uma parte da freguesia é abrangida por um sistema de sucção dos lixos enterrado, uma particularidade desta zona. No entanto, em relação a “tudo o que são caixas ou embalagens maiores”, há pessoas que “não sabem o que lhes fazer e recorrem ao espaço mais próximo da sua casa, colocam lá e esperam que alguém leve”.

Por seu turno, o presidente da Associação de Moradores das Avenidas Novas, José Soares, destacou duas causas para o aumento do lixo nesta área: o aumento de turistas e os “quadros insuficientes” dos serviços autárquicos, que não acompanharam o crescimento do número de visitantes.

“Nós experienciamos todos os dias avistamentos de ratazanas, junto dos caixotes espalhados por toda a freguesia. É comum vermos baratas em abundância. Damos um passo na rua e a hipótese de nos cruzarmos com baratas é bastante elevada, e tudo isto causa uma sensação de desconforto, uma sensação de alguma insegurança nos moradores, que se queixam”, descreveu.

“O facto é que estes alertas são dados, temos a boa vontade da Câmara. Mas a boa vontade não chega. É preciso vir para a rua, é preciso que as pessoas identifiquem que está a ser feito alguma coisa e que vejam efetivamente resultados dessa urgência no controlo das pragas da cidade”, insistiu.

Para a associação, deveria haver recolha de lixo com maior frequência. Em Lisboa, a recolha é feita de forma seletiva, porta a porta, havendo dias específicos para cada tipo de resíduo.

“Não faz sentido que as pessoas fiquem com os resíduos indiferenciados nas suas casas sábado, domingo, segunda, à espera de serem recolhidos”, disse José Soares.

A Lusa contactou a Câmara de Lisboa por várias vezes nas últimas semanas, mas não conseguiu obter qualquer esclarecimento.

LUSA

Fim de semana à porta: O que fazer no Porto e em Lisboa?

Depois de um fim de semana abrasador, os próximos dias não serão de ‘esturricar’. Há, portanto, ainda menos razões de queixa para ficar em casa.

Como já é habitual, o Notícias ao Minuto escolheu alguns eventos para gostos bem diferentes. Há música e exposições, há feiras e filmes e muito mais para aproveitar (e muitos ao ar livre).

Antes de vermos com mais pormenor o que podemos esperar na Grande Lisboa e no Grande Porto, aproveitamos para destacar que o Dino Parque da Lourinhã mudou-se de ‘malas e bagagens’ até dia 15 de agosto para o Arena Shopping, em Torres Vedras, onde há uma agenda recheada.

É chegada a hora de ver o que nos reservam estes dias 10, 11 e 12 de agosto.

Grande Porto

Laúndos em Movimento

Esta sexta-feira, sábado e domingo há Laúndos em Movimento na Póvoa do Varzim. O cartaz é variado, com atividades várias e espectáculos de stand-up comedy. Mas o destaque irá para ‘a mais louca corrida do país’, com carros artesanais a ocupar as ruas.

Verão na Casa da Música

A Casa da Música, espaço privilegiado não apenas na Invicta mas em todo o país, também não esquece o verão. Até 11 de setembro há um programa variado que incluiu algumas oportunidades que não são de desaproveitar. 

Dominguinhos no MAR Shopping

O MAR Shopping continua a dar-nos domingos para toda a família, a pensar nos mais pequenos. Os Dominguinhos continuam a ‘todo o gás’. Este domingo, 12 de agosto, pelas 11h da manhã, há Atelier de Artes Plásticas – Mensagem numa Garrafa. É gratuito mas é necessária a inscrição.

Portobello… Porto Belo

Todos os sábados,o histórico e mundialmente conhecido mercado londrino de Portobello tem uma versão a pensar no ‘relax’ na Invicta. Eis o Porto Bello, que conta com bancas variadas. As compras terão de ser pagas com o esforço da carteira, o passeio nem por isso.

Onde Praça Carlos Alberto
Quando Todos os sábados, entre as 10h e as 19h

School Affairs na Fnac de Santa Catarina

A Fnac de Santa Catarina, bem localizada no centro da Invicta, recebe por estes dias o projeto School Affairs, de João Henriques, vencedor do prémio Novo Talento Fnac, em 2015.  A exposição está patente até dia 20 de setembro.

Bom fim de semana e boas ofertas culturais!

Grande Lisboa

Somersby Out Jazz continua

Já foi novidade mas, a cada ano que passa, é cada vez mais tradição. E uma que vale muito bem a pena manter. O Out Jazz junta música ao vivo em fins de tarde nos espaços verdes mais nobres de Lisboa. No mês de julho foi no Parque Eduardo VII que se fez a festa. Em agosto é o Jardim da Estrela que está a ser palco dos concertos do Somersby Out Jazz.

Quando e Onde Domingo, 12 de agosto, a partir das 17h – Jardim da Estrela
Quem Zeñel | Helder Russo

Inimigo Público no Passevite

Os trabalhos de ilustração originais de Nuno Saraiva para o Inimigo Público estão agora em exposição no Passevite, em Lisboa. Podem ser vistos de terça-feira a sábado, das 15h às 21h. A exposição é gratuita (excepto se quiser comprar um dos 15 trabalhos que estão à venda).

Conversas da Rua na Amadora

A 4.ª edição do projeto Conversas na Rua já chegou à cidade da Amadora. Até 20 de agosto, seis artistas portugueses vão criar propostas visuais para diferentes locais da cidade.

Roy Liechtenstein no Colombo

Uma exposição com 41 obras do pintor norte-americano Roy Lichtenstein, desde pop art, paisagens e cartazes, está a dar cor e vida ao Centro Comercial Colombo.  Uma oportunidade tão simples quanto imperdível, para ver até dia 23 de setembro.

Rafael Toral revisita Wave Field

O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado recebe esta sexta-feira, pelas 19h30, um espectáculo de Rafael Toral. O concerto vai decorrer no Jardim das Esculturas e é de entrada livre, numa iniciativa que promete dar música por agosto fora ao Museu do Chiado, todas as sextas-feiras.

Odeon Hotel na Fnac Chiado

Odeon Hotel é um projeto de fotografia de Daniel Costa Neves que está em exposição na Fnac do Chiado, no coração da capital. Trata-se de um trabalho artístico para conhecer até 2 de setembro. Clique aqui para conhecer melhor este projeto.

 

EMEL inaugura 145 lugares de estacionamento em São Domingos de Benfica

© iStock

Num comunicado hoje divulgado pela Câmara de Lisboa, pode ler-se que o novo parque está localizado na Rua João de Freitas Branco e será mais uma alternativa de estacionamento para quem reside ou trabalha na freguesia, sendo que os moradores que tenham o dístico de residente podem estacionar de forma gratuita, enquanto os visitantes têm uma tarifa máxima de dois euros.

De acordo com a Câmara Municipal de Lisboa, além da gestão dos lugares existentes na via pública, a EMEL – Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa criou um total de 370 novos lugares de estacionamento naquela freguesia, que envolveram um investimento de 450.000 euros.

Entre os novos espaços encontram-se o parque das Torres de Lisboa (80 lugares), o reordenamento da Rua Padre Francisco Alvares (72 lugares) e o do Impasse da Rua Sousa Freire (73 lugares), que antecederam a intervenção da Rua João de Freitas Branco.

Segundo a autarquia, todas as intervenções na freguesia de São Domingos de Benfica enquadram-se no objetivo da EMEL de aumentar a oferta de estacionamento na cidade de Lisboa para os residentes.

Ainda de acordo com Câmara lisboeta, está também em curso um outro projeto de construção de parques dissuasores, prevendo a disponibilização de mais cinco mil lugares para quem entra em Lisboa vindo dos concelhos limítrofes, destinando a incentivar a utilização dos transportes coletivos no interior da cidade.

LUSA

Lena d’Água, Sallim, Rafael Toral no ciclo Noites de Verão em Lisboa

© Facebook - Lena D'Água

Esta será a nona edição do ‘Noites de Verão’, programada para todas as sextas-feiras de julho e agosto, primeiro no Jardim dos Coruchéus e depois no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC).

O ciclo abrirá a 06 de julho com Norberto Lobo – repetente de edições anteriores – que atuará acompanhado por Ricardo Jacinto (violoncelo), Marco Franco (bateria) e Yaw Tembe (trompete), com quem gravou o álbum ‘Estrela’, editado nesta primavera.

Em julho, nos Coruchéus, destaque ainda para o concerto de Lena d’Água, no dia 20, e com ela estarão os músicos Primeira Dama, Inês Matos, João Raposo e Martim Brito, do coletivo Xita Records.

Naquele espaço acontecerão também atuações do grupo jamaicano Equiknoxx, com a cantora Shanique Marie, (dia 13), e do músico alemão Mark Ernestus, com música eletrónica contaminada pelas sonoridades do Senegal (dia 27).

Em agosto, o ‘Noites de Verão’ transita para o jardim do MNAC, começando com a folk da cantora irlandesa Brigid Mae Power (dia 03), prosseguindo com Rafael Toral, que revisitará, no dia 10, a música ambiente que compôs para guitarra há cerca de duas décadas, em particular para o álbum ‘Wave Field’.

A 17 de agosto, a proposta segue com “o repertório elegante das canções doces” para voz e guitarra – como descreve a organização – da cantora portuguesa Francisca Salema, que assina como Sallim, e a fechar o ‘Noites de Verão’, no dia 24, atuará o contrabaixista norte-americano Barre Philips.

Esta será uma estreia do músico de 83 anos a solo em Portugal, depois de várias atuações em formato banda, nomeadamente no Jazz em Agosto.

Todos os concertos do ‘Noites de Verão’ têm entrada gratuita.

LUSA

Festival de Sines apresenta cartaz com “maior alinhamento de sempre”

cartaz dos 59 artistas oriundos de 40 países, que vão atuar nos palcos instalados na cidade de Sines e na freguesia vizinha de Porto Covo, foi apresentado no Teatro da Trindade, em Lisboa, no âmbito da parceria entre o Festival e a Fundação Inatel.

O Festival, que celebra 20 edições, apresenta “o maior alinhamento musical de sempre”, visando “erguer pontes entre culturas e promover a igualdade da circulação de artistas”, segundo a organização.

“A procura da diversidade real, não da diversidade cosmética. A celebração da música, das artes, da vida em que todos têm lugar. Venham de Nova Iorque ou de uma aldeia do Gana. De uma casa de fados em Lisboa, ou de uma discoteca de Tunes”, realça a organização

Nesta edição, é dada ao público “a oportunidade de conhecer músicos com origem em geografias ou propostas estéticas que encontram menos espaço no circuito comercial da música ao vivo”.

Os primeiros quatro dias de música (19 a 22 de julho) acontecem no largo Marquês de Pombal, em Porto Covo, e os seis dias restantes (23 a 28 de julho) passam-se no centro histórico de Sines.

Dos 59 concertos programados, 22 são de entrada paga, e os restantes 37 são de entrada livre.

De Portugal estarão presentes, entre outros, Aldina Duarte, Susana Travassos, Fogo Fogo, Sara Tavares, Scúru Fitchádu e os Live Low, quem junta Gonçalo Duarte, na guitarra, Miguel Ramos, no baixo, Pedro Augusto, na eletrónica, e Ece Canli, artista turca radicada no Porto, na voz.

No palco do FMM Sines apresenta-se também a pop alternativa libanesa de Yasmine Hamdan, o guitarrista maliano Vieux Farka Touré, a música frafra ganesa de Guy One, a tradição judia do etíope Gili Yalo, ou a música cabo-verdiana de Elida Almeida, que, em fevereiro, esgotou duas vezes a sala principal do Teatro Trindade, além de Bulimundo, banda formada em 1978, em Pedra Badejo, no interior da ilha de Santiago, e os moçambicanos Timbila Muzimba.

A organização sublinha ainda a participação de músicos do Brasil, com “uma das delegações mais fortes que o festival já recebeu”, que inclui BaianaSystem, Cordel do Fogo Encantado, Karina Buhr e Tulipa Ruiz.

Cero39, El Leopardo e Meridian Brothers, da Colômbia e Ethno-Trio Troitsa (Bielorrússia) também estarão em Sines, ao lado de nomes como os Sons of Kemet, do Reino Unido, o acordeonista finlandês Kimmo Pohjone, que regressa ao FMM com Inka, na guitarra, e Saana, na bateria.

Barbez, grupo norte-americano, o trio polaco Krokle, o coletivo cipriota Monsieur Doumani e o C4 Trio, da Venezuela, são outros dos nomes do cartaz hoje apresentedo, que atuam em Porto Covo.

O FMM Sines (www.fmmsines.pt) é organizado pela Câmara Municipal de Sines, desde 1999, e, no ano passado, recebeu o selo “EFFE Award”, atribuído pela Associação Europeia de Festivais.

O cartaz do FMM de Sines foi hoje apresenta, no âmbito do 83.º aniversário da Fundação Inatel, parceria do certame, e contou com a presença de Francisco Madelino, presidente da Fundação, de Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara de Sines, e de Carlos Seixas, diretor artístico e de produção do festival.

LUSA

“Para onde caminham as civilizações que conhecemos?”

A Reunião Anual do IADC 2018 irá realizar-se em Lisboa, de 7 a 12 de Julho. Que balanço é possível fazer destes encontros anuais?

Antes de responder diretamente à sua pergunta, deixe-me dizer o que é o IADC, mais propriamente, de sua denominação completa, International Association of Defense Counsel, é uma prestigiada associação internacional de juristas constituída atualmente por advogados de 40 países do mundo. Foi fundada, em Chicago, no ano de 1920.

A razão próxima da sua constituição teve a ver com os devastadores efeitos económicos e sociais que a aplicação pelos tribunais americanos, daquela altura, que todavia hoje ainda permanecem, em parte, das denominadas punitive damages, isto é, a entidade, em regra empresas, que por ato próprio tivesse causado prejuízos em alguém deveria, não apenas indemnizar em termos usuais a vítima pelos danos diretos causados (danos físicos, psicológicos, etc.), mas também deveria sofrer uma penalidade pelo facto de ter atuado, se tivesse sido o caso, com violência, opressão, fraude ou outras circunstâncias com a intenção de causar à vitima angústia, laceração de sentimentos, vergonha pública, degradação humana ou outras consequências particularmente graves.

As indemnizações atribuídas atingiram, então, e isso continua em parte a suceder, valores extremamente elevados, frequentemente chocantes. São, aliás, do conhecimento generalizado.

Nos países europeus este tipo de indemnização punitiva não é, em regra, reconhecida. A especial gravidade do dano é considerada no cálculo da indemnização atribuída, segundo os termos gerais e não é uma indemnização em cima de outra indemnização.

O IADC surgiu sob a iniciativa de juristas dos EUA com o propósito de debater esta questão e propor uma justa e humanizante contenção no montante das indemnizações.

A Reunião Anual do IADC é a mais importante efetuada em cada ano, entre as muitas conferências e seminários que realiza anualmente. Os temas abordados incluem temas sociais, como a desigualdade de tratamento, em razão do sexo, no emprego, na gestão empresarial, na política, etc. e as medidas tendentes à sua integração; também a inteligência artificial, etc..

O IADC é uma associação de prestígio e não tem quaisquer fins lucrativos.

Portugal tem a honra de acolher, em Lisboa, a Reunião Anual, que apenas se realiza fora dos EUA desde data recente e tão-somente em cada quatro anos. Irá trazer a Lisboa cerca de 700 participantes.

O balanço feito às reuniões desta natureza têm contribuído para o debate público dos temas tratados, em cada um dos 40 países representados, e particularmente nos EUA, quer pela sua divulgação pública, quer nas instâncias políticas.

Tenho, pessoalmente, a honra de ter sido nomeado, recentemente, presidente do seu Comité Internacional, que tem por missão representar a organização no âmbito internacional.

Pretende-se que esta reunião seja uma experiência gratificante para todos. Quais serão os pontos fortes ou os temas-chave desta reunião?

Entre outros, os pontos principais a tratar em Lisboa são: a Educação Inclusiva e o Emprego – o Sistema Europeu (tratará de questões de diferenciação de sexos); a Droga e a Biotécnologia – a Responsabilidade do Produtor (tratará da explosão do número de ações, sobretudo nos EUA, de cidadãos e instituições públicas contra laboratórios farmacêuticos e distribuidores de medicamentos opióides); Questões Ambientais (desastres ambientais); Comparação dos Regimes Legais da Proteção de Dados na UE e nos EUA; Certas Questões de Arbitragem Internacional; Whistleblowers (empregados ou colaboradores de uma empresa que discordam de atividades ilegais dela e denunciam os factos); Tecnologia Blockchain (uma nova plataforma digital que visa assegurar, pela sua inviabilidade, eficiência e confiança na atividade empresarial via internet, mediante o uso de bitcoins, proteção de dados e outros instrumentos). É considerada por muitos a maior inovação desde o aparecimento da internet e, possivelmente, constituirá para alguns e em breve, uma nova internet, mais fiável e segura.

A par dos programas, o encontro oferecerá aos seus participantes eventos sociais, atividades para crianças ou, ainda, tours pela cidade de Lisboa. Quais são as expectativas para o encontro deste ano?

As expectativas são muitas. Sintetizando, reuniões sociais, tours, visitas aos muitos locais que a cidade e o país oferecem.

José Manuel Barroso será orador no Fórum Aberto. É o momento alto do encontro? Porquê a presença de José Manuel Barroso no encontro?

O IADC gostaria de conhecer múltiplos aspetos da situação atual da UE, das suas dificuldades e do seu futuro. O Dr. Durão Barroso foi, durante dez anos, presidente da Comissão Europeia e tem sido professor numa importante universidade americana. Está por isso em excelente posição para falar de temas que interessam aos dois blocos.

Estarão em cima da mesa temas como a Inteligência Artificial e a Profissão Jurídica, Blockchain, Diversidade e Inclusão. Que principais desafios preocupa o setor atualmente?

Os desafios e as preocupações que esses temas produzem atualmente têm a ver com as dúvidas sobre a questão de saber para onde caminham as civilizações que conhecemos? Como será o mundo dentro de poucos anos em consequência da vertigem de inovações e dos desafios que fenómenos como a inteligência artificial e outros provocam? Qual o impacto de tudo isso na atual estrutura social e cultural? Em que medida é possível neutralizar os riscos da violação de direitos e interesses mediante a utilização da internet tal como está hoje concebida e é utilizada?

O que é que o encontro anual de 2018 pretende transmitir a todos os participantes?

A reunião anual pretende despertar para esses fenómenos e para outros que se avizinham e consciencializar as pessoas para as mutações que estão à vista e como reagir? Como nos organizarmos e nos precavermos, se existe remédio possível para isso?

Primeiro teatro municipal para crianças e jovens abre hoje em Lisboa

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Um programa à medida de uma “festa popular em grande” e intensa, como referiu a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, numa visita guiada à imprensa juntamente com a atual diretora artística do teatro, Susana Menezes.

O LU.CA localiza-se na antiga sede do Belém Clube, na Calçada da Ajuda, em Belém, onde no século XVIII (1737) foi a Casa da Ópera do Rei D. João V, e é a partir de agora a sala de espetáculos municipal vocacionada para o público infantojuvenil, que era assegurada pelo Teatro Municipal Maria Matos, cuja gestão a autarquia decidiu entregar a privados.

Do programa de abertura, a decorrer das 15:00 às 20:00 até domingo, constam um concerto pela Orquestra Juvenil Metropolitana com As Fábulas de La Fontaine e outras atividades como uma seleção de Livros Espetaculares relacionados com as fábulas, um ateliê intitulado “Fotografismos” e uma visita aos camarotes com binóculos como no tempo de D. João V.

Tudo em pequena escala, o novo espaço conta, nomeadamente, com uma plateia amovível de 81 lugares, 23 camarotes incluindo o real, apoio técnico e camarins.

Com uma programação destinada a crianças dos três aos 16 anos, o LU.CA tem um orçamento anual na ordem dos 300 mil euros, quase o triplo dos cerca de cem mil euros de que Susana Menezes dispunha para programar no Maria Matos, como disse a diretora artística à imprensa.

Nas obras de reabilitação, iniciadas em 2016 segundo um projeto dos arquitetos Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, a Câmara de Lisboa despendeu 1,2 milhões de euros.

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Festas de Lisboa terão copos reutilizáveis

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“Não teremos mais esses copos de plástico nos grandes eventos, uma medida importante para a vida da nossa cidade”, anunciou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa durante a apresentação das festividades, que decorreu no Mercado de Arroios.

Segundo Fernando Medina (PS), este foi “um dos requisitos que se colocou e que resulta da edição deste ano”, que “nos eventos de grande dimensão os copos [utilizados] sejam copos reutilizáveis e não copos de plástico”.

“Não será possível ainda em toda a cidade, porque os arraiais são imensos e espalham-se por toda a cidade, mas em todas as organizações de concertos em espaços organizados, será esse o método utilizado”, explicou aos jornalistas no final da apresentação.

Para o líder do executivo municipal da capital, este “será um grande sinal do ponto de vista da marca ecológica, que estas festas também querem representar”.

Em declarações à agência Lusa, o diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Sociedade Central de Cervejas, patrocinadora das festas nos próximos três anos, explicou que “não se reduzem só os copos, reduzem-se todos os materiais utilizados”.

Nuno Pinto de Magalhães precisou que “os copos reutilizáveis serão adotados conforme o espaço e o evento”, sendo que os modelos a adotar “ainda estão a ser ajustados para poderem ser implementados” em cada situação.

“Obviamente que em eventos fechados será mais fácil fazer a gestão, em eventos abertos é mais difícil”, apontou o responsável.

Paralelamente, estão a ser desenvolvidas campanhas de sensibilização em conjunto com as juntas de freguesia da zona histórica da cidade, para que “nos momentos em que não possam ser utilizados copos reutilizáveis, haja uma recolha de copos através de movimentos associativos, com um incentivo” e prémios associados.

O objetivo é ter “pessoas que recolham copos tradicionais e que consigam, pelo menos, minimizar o impacto no chão, e [que os copos] tenham depois o destino correto em termos de reciclagem”, afirmou.

A organização pretende então, “este ano, ganhar experiência e aprendizagem” para, nos próximos três anos, implementar apenas copos reutilizáveis, precisou o diretor.

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