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Lourinhã: Forte de Paimogo em risco de derrocada

Trata-se de um imóvel do Estado, classificado como de Interesse Público em 1957.

Contactada pela Lusa, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) esclareceu que o forte está afeto à Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), mas que tem vindo a acompanhar o processo, por ter de dar parecer a qualquer intervenção que venha a ser feita.

A DGPC conhece “a gravidade do problema” desde fevereiro de 2011, altura em que ocorreu uma derrocada na arriba da praia de Paimogo, em cima da qual está erguido o forte.

Por considerar “manifestamente insatisfatórias” as intervenções de consolidação da arriba, a DGPC remeteu, em 2011 e em 2017, relatórios a alertar o município da Lourinhã (ao qual a antiga Direção-Geral do Património do Estado entregou o imóvel por um período de 25 anos), a DGTF e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Na mais recente reunião da Assembleia Municipal da Lourinhã, a 28 de dezembro, vários deputados alertaram a Câmara para o “risco de derrocada” do próprio forte, referindo que “já poderia ter ocorrido se este inverno fosse mais rigoroso”.

O presidente da Câmara, João Duarte Carvalho, explicou que o município “não se tem alheado” do problema e “quer ser um parceiro ativo”, mas “a APA não deixa a Câmara intervir” por o local estar dentro do domínio público marítimo.

Contactada pela Lusa, a APA esclareceu que está prevista uma intervenção na arriba “com o objetivo de minimizar o risco associado à instabilidade do talude”, no âmbito do Plano de Ação Litoral XXI, que está em consulta pública no respetivo ‘site’.

De acordo com o documento, a que a Lusa teve acesso, as obras têm “prioridade baixa”, estão orçadas em 800 mil euros, estão programadas para o período entre 2023 e 2030 e têm como entidade líder a DGPC, enquanto a APA e a Câmara da Lourinhã surgem como entidades parceiras.

Na Assembleia Municipal, o vereador do Ambiente e da Gestão do Litoral, João Serra, detalhou que em novembro o município enviou dois ofícios à APA a pedir a antecipação das obras e a comprometer-se com a empreitada destinada a desviar as águas pluviais da arriba.

Segundo o autarca, o município quer reunir-se com a DGPC “para que seja cumprido o orçamento” e sejam investidos os 1,2 milhões de euros previstos, 800 mil dos quais na consolidação da arriba e 400 mil na requalificação do forte.

Foi à APA que a Direção-Geral do Tesouro e Finanças delegou a coordenação da obra, de acordo a Direção-Geral do Património Cultural.

Antes de entregar o forte à Câmara, a antiga Direção Geral do Património do Estado efetuou obras de estabilização da arriba, em 2000.

Em 2006, o município investiu 145 mil euros na requalificação do imóvel.

O Forte de Paimogo (ou Nossa Senhora dos Anjos de Paimogo) foi construído em 1674 para defender a praia com o mesmo nome e impedir o eventual desembarque de tropas inimigas naquele local de fácil acesso, na guerra pela restauração da independência.

De arquitetura militar barroca, é um exemplar quase único de fortificação posterior à Restauração e, com o fim da guerra, perdeu a missão como fortificação marítima.

O município da Lourinhã localiza-se no distrito de Lisboa.

LUSA

Pintura “O Terramoto de 1755” exibida a partir de hoje

De acordo com a programação do museu, a obra será apresentada hoje, às 18:00, na Sala do Teto Pintado, na sequência de uma recente intervenção de restauro, que conduziu a um olhar renovado sobre esta pintura.

Intitulada “Anatomia de uma Pintura – João Glama e o Terramoto de 1755”, a exposição aborda os dramáticos acontecimentos a que o pintor João Glama (c.1708-1792) assistiu, levando-o a pintar a tela conhecida como “O Terramoto de 1755”.

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Encenada como uma grande panorâmica das várias catástrofes que destruíram Lisboa nesse dia de Todos os Santos – tremor de terra, incêndio e maremoto -, a pintura realça algumas das trágicas consequências vividas pela população.

O pintor João Glama trabalhou durante mais de 35 anos nesta obra, mas deixou-a inacabada.

De acordo com o MNAA, os documentos entretanto reunidos permitem compreender melhor o artista e a sua vasta obra, que será abordada nesta exposição comissariada por Alexandra Markl e Celina Bastos.

Criado em 1884, o MNAA acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, de pintura, escultura, artes decorativas portuguesas, europeias e da Expansão Marítima Portuguesa, desde a Idade Média até ao século XIX, e é um dos museus com maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

LUSA

Festival Cool Jazz 2018 muda-se para Cascais

Para a 15.ª edição, a organização tinha já anunciado os concertos de David Byrne, a 11 de julho, e Van Morrison, no dia 28, ambos no Parque dos Poetas, e de Gregory Porter, no dia 20, no Jardim Marquês de Pombal, sendo que todos eles são agora transferidos para o Hipódromo de Cascais.

O festival aconteceu pela primeira vez em 2004, repartido por palcos nos concelhos de Mafra, Sintra, Oeiras e Cascais, onde agora se fixa para a edição de 2018.

Na primeira edição estiveram os músicos Buddy Guy, Ravi Coltrane, Roy Ayers, Barbara Hendricks, Camané, Jacinta, Ed Motta e Adriana Calcanhotto. Desde então já acolheu mais de 130 concertos e 300 mil espectadores.

Segundo o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz (PSD), o “bom filho à casa torna” e o festival CoolJazz volta ao concelho onde nasceu há 15 anos.

“Fechámos um acordo de quatro anos, mas queremos que seja um casamento muito, muito mais longo”, afirmou o autarca.

Karla Campos, da organização do EDP CoolJazz, explicou que “o festival foi pensado para Cascais há 15 anos”, e mostrou-se satisfeita por “voltar a casa” e poder ficar “em Cascais por muitos e bons anos”.

O regresso do EDP CoolJazz foi um dos diversos eventos anunciados hoje pela autarquia num encontro com jornalistas, instalado num espaço do novo ‘campus’ da Nova SBE (School of Business & Economics), que será inaugurada em setembro, em Carcavelos.

LUSA

MAAT recebeu 375 mil visitantes em 2017

Localizado em Belém, o MAAT reúne os espaços expositivos do antigo edifício da Central Tejo, e o novo edifício, projetado pelo ateliê AL_A, da arquiteta Amanda Levete, inaugurado em outubro de 2016.

De acordo com fonte da comunicação da Fundação EDP, o MAAT tinha recebido 364 mil visitantes em 2016, sendo, desses, 150 mil no novo edifício – entre outubro e dezembro -, e os restantes na Central Tejo, entre janeiro e dezembro.

As entradas nos vários espaços expositivos do MAAT foram gratuitas até março de 2017.

Relativamente às cinco exposições mais visitadas em 2017, “Utopia/Distopia Parte II”, com vários artistas, liderou, seguindo-se “Yo nunca he sido surrealista hasta el día de hoy”, de Carlos Garaicoa, “Tensão & Conflito. Arte em vídeo após 2008”, de vários artistas, “Shadow Soundings”, de Bill Fontana, e “Untitled (Orchestral)”, de João Onofre.

Em 2017, o MAAT foi um dos quatro projetos finalistas portugueses selecionados pelo Prémio Mies van der Rohe de arquitetura, promovido pela Comissão Europeia.

Os outros projetos finalistas construídos em Portugal eram a Casa em Oeiras, do ateliê Pedro Domingos Arquitetos, a Sede da EDP em Lisboa, pelo ateliê Aires Mateus, e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, por Álvaro Siza Vieira.

O novo edifício do MAAT – com sete mil metros quadrados – está inserido numa área total de 38 mil metros quadrados, que a Fundação EDP ocupa na margem norte do rio Tejo.

A Central Tejo – central termoelétrica que foi propriedade das antigas Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade (CRGE), na base da atual EDP -, abasteceu de eletricidade toda a cidade e região de Lisboa, de 1909 a 1951, tendo continuado a funcionar, como central de reserva, até 1972.

LUSA

Arquivo digital do “Livro do Desassossego” de Fernando Pessoa apresentado esta semana

O Arquivo Digital Colaborativo do Livro do Desassossego (LdoD) demorou seis anos a ser preparado — de 2012 a 2017 — por investigadores do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra (CLP) e do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores em Lisboa (INESC-ID Lisboa).

Agora, pronta e disponível, esta plataforma interativa, financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pela União Europeia, vai ser oficialmente apresentada, no Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), pelos seus principais responsáveis, Manuel Portela, do CLP, e António Rito Silva, do INESC-ID Lisboa, anunciou a BNP.

A biblioteca é também uma das colaboradoras neste projeto, nomeadamente através da disponibilização dos manuscritos referentes à obra de Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa, autor do “Livro do Desassossego”.

O LdoD contém imagens dos documentos autógrafos, novas transcrições desses documentos e ainda transcrições de quatro edições da obra – de Jacinto Prado Coelho, de Teresa Sobral Cunha, de Richard Zenith e de Jerónimo Pizarro –, que é possível consultar separadamente e comparar.

O “Livro do Desassossego”, uma das maiores obras de Fernando Pessoa, é um livro fragmentário (com mais de 500 textos distribuídos por diversos documentos), permanentemente em estudo por investigadores pessoanos, que têm interpretações díspares sobre o modo de organizar o livro, já que este ficou inacabado e os fragmentos não têm ligação entre si, embora funcionem como um todo.

Para alguns estudiosos, o livro é um trabalho de autor, para outros, é uma composição de mais de um autor, como é o caso de Teresa Sobral Cunha, que organizou, em conjunto com Jacinto do Prado Coelho e Maria Aliete Galhoz, a primeira edição do livro, publicada apenas em 1982.

Para esta estudiosa, existem dois “Livros do Desassossego”, um de Vicente Guedes, dos anos 1910 e 1920, e outro de Bernardo Soares, do final dos anos 1920 e 1930.

Além da leitura e comparação das transcrições, o Arquivo LdoD permite que os utilizadores colaborem na criação de edições virtuais do “Livro do Desassossego”.

A página digital está, assim, dividida em cinco grandes capítulos: “Leitura”, que permite ler a obra de acordo com diferentes sequências, “Documentos”, que contém a listagem de todos os fragmentos e informação acerca das fontes, “Edições”, que permite a visualização dos originais e comparação das transcrições, “Pesquisa”, para selecionar fragmentos de acordo com múltiplos critérios, e “Virtual”, que permite criar edições virtuais e suas taxonomias.

Através da integração de ferramentas computacionais num espaço simulatório, o Arquivo LdoD oferece um ambiente textual dinâmico, no qual os utilizadores podem desempenhar diferentes papéis literários, como se pode ler num texto introdutório ao Arquivo LdoD.

“Trata-se de um recurso multiplataforma e multidispositivo (smartphone, tablet, computador portátil) em acesso aberto, cujas funcionalidades servem para múltiplas atividades, incluindo leitura de lazer, estudo, análise, investigação avançada e criação literária”, acrescenta.

LUSA

Pintura “O Terramoto de 1755” exibida após restauro no Museu de Arte Antiga

De acordo com a programação do museu, a obra será apresentada nesse dia, às 18:00, na Sala do Teto Pintado, na sequência de uma recente intervenção de restauro, que conduziu a um olhar renovado sobre esta pintura.

Intitulada “Anatomia de uma Pintura – João Glama e o Terramoto de 1755”, a exposição aborda os dramáticos acontecimentos a que o pintor João Glama (c. 1708-1792) assistiu, levando-o a pintar a tela conhecida como “O Terramoto de 1755”.

Encenada como uma grande panorâmica das várias catástrofes que destruíram Lisboa nesse dia de Todos os Santos – tremor de terra, incêndio e maremoto -, a pintura realça algumas das trágicas consequências vividas pela população.

O pintor João Glama trabalhou durante mais de 35 anos nesta obra, mas deixou-a inacabada.

De acordo com o MNAA, os documentos entretanto reunidos permitem compreender melhor o artista e a sua vasta obra, que será abordada nesta exposição comissariada por Alexandra Markl e Celina Bastos.

Criado em 1884, o MNAA acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, de pintura, escultura, artes decorativas portuguesas, europeias e da Expansão Marítima Portuguesa, desde a Idade Média até ao século XIX, e é um dos museus com maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

Além dos Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, o acervo integra ainda, entre outros tesouros, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, mandada lavrar por D. Manuel I, datada de 1506, e Biombos Namban, do final do século XVI, que registam a presença dos portugueses no Japão.

Hieronymous Bosch, Albrecht Dürer, Piero della Francesa, Hans Holbein, o Velho, Pieter Bruegel, o jovem, Pieter de Hooch, Lucas Cranach, Hans Memling, Jan Steen, van Dyck, Giordano, Zurbarán, Murillo, Ribera, Poussin, Tiepolo, Fragonard apenas são alguns dos mestres europeus representados na coleção do MNAA.

A meio do mês de dezembro de 2017, o MNAA ultrapassou o total de visitantes de 2016, ao receber o visitante número 175.577, mais um do que naquele ano.

LUSA

Lisboa vai reforçar medidas de apoio a sem-abrigo devido ao frio

“O plano de contingência que temos para as pessoas em situação de sem-abrigo é ativo com três graus centígrados ou menos, num período de 48 horas”, começou por explicar o vereador bloquista Ricardo Robles, acrescentando que a Câmara pretende fazer uma revisão ao plano “para garantir que há algum reforço de meios antes de chegar a esta temperatura limite”.

Ricardo Robles avançou que “sempre que a temperatura baixar para patamares de desconforto, ou até de algum risco de saúde”, o município irá fazer um reforço “seja ao nível dos centros de abrigo, seja das equipas de rua, reforçando a sua presença junto da população em situação de sem-abrigo, ou mesmo por exemplo, abrindo as portas do metro para que as pessoas possam pernoitar nestes espaços com algum conforto térmico, pelo menos”.

Relativamente a prazos, o responsável pelos Direitos Sociais apontou que “as medidas podem ser postas em prática já”.

“Não precisamos de ativar o plano de contingência, mas podemos tomar estas medidas já”, salientou o vereador do BE, acrescentando que também não será necessário “esperar pela revisão do plano para poder acionar isto”.

“O que nós queríamos era que o plano refletisse estas medidas. E, portanto, estamos já a tomar essas medidas de reforço das equipas, de articular com o metro a abertura [das estações] antes de chegar aqueles patamares de temperaturas baixas, mas queremos rever e verter no próprio plano estas novas medidas”, elencou.

Robles considerou também que o município já está preparado para acionar estas medidas.

“Nós, aliás, estávamos preparados para que hoje fosse assim, porque no final da semana passada já se previa que hoje tivéssemos temperaturas de cerca de cinco graus, e tínhamos uma contingência prévia ao plano de contingência para podermos acionar estas medidas de caráter temporário”, afirmou.

LUSA

Início de instrução do caso dos Comandos marcado para 23 de janeiro

primeira sessão da fase instrutória está marcada para as 10:30 no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, no Campus da Justiça, durante a qual serão inquiridas testemunhas indicadas pelos vários arguidos que requereram a abertura de instrução.

A juíza de instrução criminal agendou ainda sessões para 24, 25,29 e 30 de janeiro, e o debate instrutório para 31 de janeiro, 01 e 02 de fevereiro, segundo as mesmas fontes. A instrução é uma fase processual facultativa que visa a comprovação ou o arquivamento da acusação, cabendo ao juiz decidir se leva ou não os arguidos a julgamento.

Em junho do ano passado, o MP acusou 19 militares no processo relativo à morte de dois recrutas dos Comandos e internamento de outros, considerando que os arguidos atuaram com “manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocaram nos ofendidos”.

“Os princípios e valores pelos quais se regem os arguidos revelam desrespeito pela vida, dignidade e liberdade da pessoa humana, tratando os ofendidos como pessoas descartáveis”, indica a acusação assinada pela procuradora Cândida Vilar.

A acusação refere que, ao sujeitarem os ofendidos a essa “penosidade física e psicológica” durante a recruta efetuada em setembro de 2016, todos os arguidos sabiam que “excediam os limites” permitidos pela Constituição e pelo Estatuto dos Militares da Forças Armadas e “colocaram em risco a vida e a saúde dos ofendidos, o que aconteceu logo no primeiro dia de formação.

“Agiram todos os arguidos deliberada, livre e conscientemente. Sabiam que as suas condutas eram contrárias aos deveres do militar e disciplina militar e que eram proibidas pela lei penal”, conclui a procuradora do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Da lista dos 19 acusados por abuso de autoridade por ofensa à integridade física no processo desencadeado pela morte dos recrutas Hugo Abreu e Dylan Silva e pelo internamento de outros constam oito oficiais do Exército, oito sargentos e três praças, todos do Regimento de Comandos.

Entre os acusados está o tenente-coronel Mário Maia, diretor da primeira prova (Prova Zero) do 127.º curso de Comandos, o capitão Rui Monteiro, comandante da Companhia de Formação do mesmo curso, Miguel Domingues, capitão e médico responsável pela equipa sanitária, e o sargento enfermeiro João Coelho.

A acusação relata o racionamento de água e pormenoriza a atuação dos instrutores durante os exercícios, que provocaram lesões nos instruendos, concluindo que os arguidos praticaram tais factos sabendo que “provocavam graves lesões corporais nos ofendidos, de que resultou, em dois deles, a morte e criaram um ambiente de medo e de intimidação, sofrimento físico e psicológico nos ofendidos”.

Dois recrutas morreram e vários outros receberam assistência hospitalar durante o treino do 127.º Curso de Comandos, na região de Alcochete, distrito de Setúbal, a 04 de setembro de 2016.

No decurso do inquérito, o advogado Alexandre Lafayette, defensor de dois dos arguidos, apresentou queixa contra a procuradora do processo, Cândida Vilar, e contra a diretora do DIAP de Lisboa, Lucília Gago, não havendo ainda decisões.

LUSA

Alunos da Escola Superior de Dança em greve contra degradação

“Há dias em que os professores têm de tirar a água das salas com baldes. Temos fungos e humidade. Temos ratos e baratas. Os últimos espetáculos dos alunos foram cancelados por motivos de segurança”, contou à Lusa, na semana passada, Beatriz Dias, da Associação de Estudantes da ESD, descrevendo vários problemas da escola pertencente ao Instituto Politécnico de Lisboa (IPL).

Beatriz Dias está a terminar o curso de dança e diz que os problemas existem desde o primeiro dia em que entrou na escola situada no Bairro Alto, há três anos.

Segundo a finalista, há fitas amarelas e vermelhas que delimitam a zona da sala de convívio, onde caiu um pedaço de teto, há cortinas onde deviam estar portas a esconder as sanitas das casas de banho há aulas em estúdios construídos na garagem do edifício.

“As condições foram sempre as mesmas, porque este é um espaço que não foi criado de raiz e, por isso, está tudo a rebentar. Vão fazendo remendos, mas não é suficiente. Os alunos já não estão a conseguir trabalhar”, lamentou.

Nos estúdios não há regulação da temperatura ambiente, as janelas não fecham e o sistema de aquecimento está avariado, segundo a aluna.

A Lusa contactou, na semana passada, direção da escola para confirmar as situações relatadas pela direção da associação de estudantes, mas ninguém esteve disponível.

Criada há 30 anos, a ESD desenvolve a sua ação nos domínios da formação superior em dança e tem sido um polo criativo por onde passaram muitos profissionais de dança em Portugal.

LUSA

Aumento do preço nos transportes públicos em Lisboa e no Porto está “absolutamente em linha com a inflação”

Segundo João Matos Fernandes, “o aumento médio dos transportes do país é de 2%” e este ano há “um limite que nunca tinha acontecido nos anos anteriores”, que impede aumentos de 4% ou 5%.

“O aumento médio é de 2%, o máximo que pode existir [por cada título] é de 2,5%. E no Andante e no Viva o aumento é de 1,4%”, frisou.

O ministro salientou também que, além do desconto de 25% nos passes Sub23, este ano há um desconto de 25% nos passes Sub18, o que quer dizer que “os títulos de transporte que são mais utilizados não só não aumentaram como até tiveram uma baixa no seu valor”.

Matos Fernandes, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de tomada de posse do novo conselho de administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), destacou também que a diminuição dos custos de transporte “para aqueles que são os clientes mais habituais” permite conquistar mais passageiros.

Além deste fator, disse, as empresas de transporte público estão também a conquistar passageiros pelo “aumento da qualidade e da fiabilidade”.

O ministro sublinhou, ao nível de impostos, que os clientes “podem reduzir todo o IVA da compra dos passes” em sede de IRS.

De acordo com um despacho recente do Governo, o preço dos bilhetes dos transportes públicos sofre este ano um aumento de até 2,5%, e todas as crianças e jovens vão beneficiar de um desconto de 25% nos passes mensais.

O documento refere que a atualização a aplicar na tarifa de cada título de transporte não pode ser superior a 2,5% sobre a tarifa atual, prevendo-se que os cartões Lisboa Viva, Viva Viagem/7 Colinas e Andante não sofram aumentos.

Já para os transportes coletivos rodoviários interurbanos de passageiros em percursos inferiores a 50 quilómetros (Rodoviária) e para os transportes coletivos nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto – Carris e STCP, transportes fluviais, e comboios urbanos e suburbanos em percursos inferiores a 50 quilómetros – foi fixada em 2% a percentagem máxima de aumento médio.

Desde segunda-feira que também todas as crianças e jovens, dos 04 aos 18 anos, beneficiam de um desconto de 25% nos passes mensais, “sem prejuízo dos descontos superiores já previstos para os estudantes beneficiários de ação social”.

Também o passe Sub23 @superior.tp, dirigido a todos os estudantes do ensino superior até aos 23 anos, foi alargado aos serviços de transporte coletivo de passageiros autorizados ou concessionados pelos organismos da administração central e regional, bem como aos serviços de transporte de iniciativa dos municípios, com um benefício igualmente de 23%.

Além disso, foi alargada a idade até à qual os estudantes de Medicina e de Arquitetura podem beneficiar deste título de transporte – até aos 24 anos.

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