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Lena d’Água, Sallim, Rafael Toral no ciclo Noites de Verão em Lisboa

© Facebook - Lena D'Água

Esta será a nona edição do ‘Noites de Verão’, programada para todas as sextas-feiras de julho e agosto, primeiro no Jardim dos Coruchéus e depois no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC).

O ciclo abrirá a 06 de julho com Norberto Lobo – repetente de edições anteriores – que atuará acompanhado por Ricardo Jacinto (violoncelo), Marco Franco (bateria) e Yaw Tembe (trompete), com quem gravou o álbum ‘Estrela’, editado nesta primavera.

Em julho, nos Coruchéus, destaque ainda para o concerto de Lena d’Água, no dia 20, e com ela estarão os músicos Primeira Dama, Inês Matos, João Raposo e Martim Brito, do coletivo Xita Records.

Naquele espaço acontecerão também atuações do grupo jamaicano Equiknoxx, com a cantora Shanique Marie, (dia 13), e do músico alemão Mark Ernestus, com música eletrónica contaminada pelas sonoridades do Senegal (dia 27).

Em agosto, o ‘Noites de Verão’ transita para o jardim do MNAC, começando com a folk da cantora irlandesa Brigid Mae Power (dia 03), prosseguindo com Rafael Toral, que revisitará, no dia 10, a música ambiente que compôs para guitarra há cerca de duas décadas, em particular para o álbum ‘Wave Field’.

A 17 de agosto, a proposta segue com “o repertório elegante das canções doces” para voz e guitarra – como descreve a organização – da cantora portuguesa Francisca Salema, que assina como Sallim, e a fechar o ‘Noites de Verão’, no dia 24, atuará o contrabaixista norte-americano Barre Philips.

Esta será uma estreia do músico de 83 anos a solo em Portugal, depois de várias atuações em formato banda, nomeadamente no Jazz em Agosto.

Todos os concertos do ‘Noites de Verão’ têm entrada gratuita.

LUSA

Festival de Sines apresenta cartaz com “maior alinhamento de sempre”

cartaz dos 59 artistas oriundos de 40 países, que vão atuar nos palcos instalados na cidade de Sines e na freguesia vizinha de Porto Covo, foi apresentado no Teatro da Trindade, em Lisboa, no âmbito da parceria entre o Festival e a Fundação Inatel.

O Festival, que celebra 20 edições, apresenta “o maior alinhamento musical de sempre”, visando “erguer pontes entre culturas e promover a igualdade da circulação de artistas”, segundo a organização.

“A procura da diversidade real, não da diversidade cosmética. A celebração da música, das artes, da vida em que todos têm lugar. Venham de Nova Iorque ou de uma aldeia do Gana. De uma casa de fados em Lisboa, ou de uma discoteca de Tunes”, realça a organização

Nesta edição, é dada ao público “a oportunidade de conhecer músicos com origem em geografias ou propostas estéticas que encontram menos espaço no circuito comercial da música ao vivo”.

Os primeiros quatro dias de música (19 a 22 de julho) acontecem no largo Marquês de Pombal, em Porto Covo, e os seis dias restantes (23 a 28 de julho) passam-se no centro histórico de Sines.

Dos 59 concertos programados, 22 são de entrada paga, e os restantes 37 são de entrada livre.

De Portugal estarão presentes, entre outros, Aldina Duarte, Susana Travassos, Fogo Fogo, Sara Tavares, Scúru Fitchádu e os Live Low, quem junta Gonçalo Duarte, na guitarra, Miguel Ramos, no baixo, Pedro Augusto, na eletrónica, e Ece Canli, artista turca radicada no Porto, na voz.

No palco do FMM Sines apresenta-se também a pop alternativa libanesa de Yasmine Hamdan, o guitarrista maliano Vieux Farka Touré, a música frafra ganesa de Guy One, a tradição judia do etíope Gili Yalo, ou a música cabo-verdiana de Elida Almeida, que, em fevereiro, esgotou duas vezes a sala principal do Teatro Trindade, além de Bulimundo, banda formada em 1978, em Pedra Badejo, no interior da ilha de Santiago, e os moçambicanos Timbila Muzimba.

A organização sublinha ainda a participação de músicos do Brasil, com “uma das delegações mais fortes que o festival já recebeu”, que inclui BaianaSystem, Cordel do Fogo Encantado, Karina Buhr e Tulipa Ruiz.

Cero39, El Leopardo e Meridian Brothers, da Colômbia e Ethno-Trio Troitsa (Bielorrússia) também estarão em Sines, ao lado de nomes como os Sons of Kemet, do Reino Unido, o acordeonista finlandês Kimmo Pohjone, que regressa ao FMM com Inka, na guitarra, e Saana, na bateria.

Barbez, grupo norte-americano, o trio polaco Krokle, o coletivo cipriota Monsieur Doumani e o C4 Trio, da Venezuela, são outros dos nomes do cartaz hoje apresentedo, que atuam em Porto Covo.

O FMM Sines (www.fmmsines.pt) é organizado pela Câmara Municipal de Sines, desde 1999, e, no ano passado, recebeu o selo “EFFE Award”, atribuído pela Associação Europeia de Festivais.

O cartaz do FMM de Sines foi hoje apresenta, no âmbito do 83.º aniversário da Fundação Inatel, parceria do certame, e contou com a presença de Francisco Madelino, presidente da Fundação, de Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara de Sines, e de Carlos Seixas, diretor artístico e de produção do festival.

LUSA

“Para onde caminham as civilizações que conhecemos?”

A Reunião Anual do IADC 2018 irá realizar-se em Lisboa, de 7 a 12 de Julho. Que balanço é possível fazer destes encontros anuais?

Antes de responder diretamente à sua pergunta, deixe-me dizer o que é o IADC, mais propriamente, de sua denominação completa, International Association of Defense Counsel. É uma prestigiada associação internacional de juristas constituída atualmente por advogados de 40 países do mundo. Foi fundada, em Chicago, no ano de 1920.

A razão próxima da sua constituição teve a ver com os devastadores efeitos económicos e sociais que a aplicação pelos tribunais americanos, daquela altura, que todavia hoje ainda permanecem, em parte, das denominadas punitive damages, isto é, a entidade, em regra empresas, que por ato próprio tivesse causado prejuízos em alguém deveria, não apenas indemnizar em termos usuais a vítima pelos danos diretos causados (danos físicos, psicológicos, etc.), mas também deveria sofrer uma penalidade pelo facto de ter atuado, se tivesse sido o caso, com violência, opressão, fraude ou outras circunstâncias com a intenção de causar à vitima angústia, laceração de sentimentos, vergonha pública, degradação humana ou outras consequências particularmente graves.

As indemnizações atribuídas atingiram, então, e isso continua em parte a suceder, valores extremamente elevados, frequentemente chocantes. São, aliás, do conhecimento generalizado.

Nos países europeus este tipo de indemnização punitiva não é, em regra, reconhecida. A especial gravidade do dano é considerada no cálculo da indemnização atribuída, segundo os termos gerais e não é uma indemnização em cima de outra indemnização.

O IADC surgiu sob a iniciativa de juristas dos EUA com o propósito de debater esta questão e propor uma justa e humanizante contenção no montante das indemnizações.

A Reunião Anual do IADC é a mais importante efetuada em cada ano, entre as muitas conferências e seminários que realiza anualmente. Os temas abordados incluem temas sociais, como a desigualdade de tratamento, em razão do sexo, no emprego, na gestão empresarial, na política, etc. e as medidas tendentes à sua integração; também a inteligência artificial, etc..

O IADC é uma associação de prestígio e não tem quaisquer fins lucrativos.

Portugal tem a honra de acolher, em Lisboa, a Reunião Anual, que apenas se realiza fora dos EUA desde data recente e tão-somente em cada quatro anos. Irá trazer a Lisboa cerca de 700 participantes.

O balanço feito às reuniões desta natureza têm contribuído para o debate público dos temas tratados, em cada um dos 40 países representados, e particularmente nos EUA, quer pela sua divulgação pública, quer nas instâncias políticas.

Tenho, pessoalmente, a honra de ter sido nomeado, recentemente, presidente do seu Comité Internacional, que tem por missão representar a organização no âmbito internacional.

Pretende-se que esta reunião seja uma experiência gratificante para todos. Quais serão os pontos fortes ou os temas-chave desta reunião?

Entre outros, os pontos principais a tratar em Lisboa são: a Educação Inclusiva e o Emprego – o Sistema Europeu (tratará de questões de diferenciação de sexos); a Droga e a Biotécnologia – a Responsabilidade do Produtor (tratará da explosão do número de ações, sobretudo nos EUA, de cidadãos e instituições públicas contra laboratórios farmacêuticos e distribuidores de medicamentos opióides); Questões Ambientais (desastres ambientais); Comparação dos Regimes Legais da Proteção de Dados na UE e nos EUA; Certas Questões de Arbitragem Internacional; Whistleblowers (empregados ou colaboradores de uma empresa que discordam de atividades ilegais dela e denunciam os factos); Tecnologia Blockchain (uma nova plataforma digital que visa assegurar, pela sua inviabilidade, eficiência e confiança na atividade empresarial via internet, mediante o uso de bitcoins, proteção de dados e outros instrumentos). É considerada por muitos a maior inovação desde o aparecimento da internet e, possivelmente, constituirá para alguns e em breve, uma nova internet, mais fiável e segura.

A par dos programas, o encontro oferecerá aos seus participantes eventos sociais, atividades para crianças ou, ainda, tours pela cidade de Lisboa. Quais são as expectativas para o encontro deste ano?

As expectativas são muitas. Sintetizando, reuniões sociais, tours, visitas aos muitos locais que a cidade e o país oferecem.

José Manuel Barroso será orador no Fórum Aberto. É o momento alto do encontro? Porquê a presença de José Manuel Barroso no encontro?

O IADC gostaria de conhecer múltiplos aspetos da situação atual da UE, das suas dificuldades e do seu futuro. O Dr. Durão Barroso foi, durante dez anos, presidente da Comissão Europeia e tem sido professor numa importante universidade americana. Está por isso em excelente posição para falar de temas que interessam aos dois blocos.

Estarão em cima da mesa temas como a Inteligência Artificial e a Profissão Jurídica, Blockchain, Diversidade e Inclusão. Que principais desafios preocupa o setor atualmente?

Os desafios e as preocupações que esses temas produzem atualmente têm a ver com as dúvidas sobre a questão de saber para onde caminham as civilizações que conhecemos? Como será o mundo dentro de poucos anos em consequência da vertigem de inovações e dos desafios que fenómenos como a inteligência artificial e outros provocam? Qual o impacto de tudo isso na atual estrutura social e cultural? Em que medida é possível neutralizar os riscos da violação de direitos e interesses mediante a utilização da internet tal como está hoje concebida e é utilizada?

O que é que o encontro anual de 2018 pretende transmitir a todos os participantes?

A reunião anual pretende despertar para esses fenómenos e para outros que se avizinham e consciencializar as pessoas para as mutações que estão à vista e como reagir? Como nos organizarmos e nos precavermos, se existe remédio possível para isso?

Primeiro teatro municipal para crianças e jovens abre hoje em Lisboa

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Um programa à medida de uma “festa popular em grande” e intensa, como referiu a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, numa visita guiada à imprensa juntamente com a atual diretora artística do teatro, Susana Menezes.

O LU.CA localiza-se na antiga sede do Belém Clube, na Calçada da Ajuda, em Belém, onde no século XVIII (1737) foi a Casa da Ópera do Rei D. João V, e é a partir de agora a sala de espetáculos municipal vocacionada para o público infantojuvenil, que era assegurada pelo Teatro Municipal Maria Matos, cuja gestão a autarquia decidiu entregar a privados.

Do programa de abertura, a decorrer das 15:00 às 20:00 até domingo, constam um concerto pela Orquestra Juvenil Metropolitana com As Fábulas de La Fontaine e outras atividades como uma seleção de Livros Espetaculares relacionados com as fábulas, um ateliê intitulado “Fotografismos” e uma visita aos camarotes com binóculos como no tempo de D. João V.

Tudo em pequena escala, o novo espaço conta, nomeadamente, com uma plateia amovível de 81 lugares, 23 camarotes incluindo o real, apoio técnico e camarins.

Com uma programação destinada a crianças dos três aos 16 anos, o LU.CA tem um orçamento anual na ordem dos 300 mil euros, quase o triplo dos cerca de cem mil euros de que Susana Menezes dispunha para programar no Maria Matos, como disse a diretora artística à imprensa.

Nas obras de reabilitação, iniciadas em 2016 segundo um projeto dos arquitetos Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, a Câmara de Lisboa despendeu 1,2 milhões de euros.

LUSA

Festas de Lisboa terão copos reutilizáveis

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“Não teremos mais esses copos de plástico nos grandes eventos, uma medida importante para a vida da nossa cidade”, anunciou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa durante a apresentação das festividades, que decorreu no Mercado de Arroios.

Segundo Fernando Medina (PS), este foi “um dos requisitos que se colocou e que resulta da edição deste ano”, que “nos eventos de grande dimensão os copos [utilizados] sejam copos reutilizáveis e não copos de plástico”.

“Não será possível ainda em toda a cidade, porque os arraiais são imensos e espalham-se por toda a cidade, mas em todas as organizações de concertos em espaços organizados, será esse o método utilizado”, explicou aos jornalistas no final da apresentação.

Para o líder do executivo municipal da capital, este “será um grande sinal do ponto de vista da marca ecológica, que estas festas também querem representar”.

Em declarações à agência Lusa, o diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Sociedade Central de Cervejas, patrocinadora das festas nos próximos três anos, explicou que “não se reduzem só os copos, reduzem-se todos os materiais utilizados”.

Nuno Pinto de Magalhães precisou que “os copos reutilizáveis serão adotados conforme o espaço e o evento”, sendo que os modelos a adotar “ainda estão a ser ajustados para poderem ser implementados” em cada situação.

“Obviamente que em eventos fechados será mais fácil fazer a gestão, em eventos abertos é mais difícil”, apontou o responsável.

Paralelamente, estão a ser desenvolvidas campanhas de sensibilização em conjunto com as juntas de freguesia da zona histórica da cidade, para que “nos momentos em que não possam ser utilizados copos reutilizáveis, haja uma recolha de copos através de movimentos associativos, com um incentivo” e prémios associados.

O objetivo é ter “pessoas que recolham copos tradicionais e que consigam, pelo menos, minimizar o impacto no chão, e [que os copos] tenham depois o destino correto em termos de reciclagem”, afirmou.

A organização pretende então, “este ano, ganhar experiência e aprendizagem” para, nos próximos três anos, implementar apenas copos reutilizáveis, precisou o diretor.

LUSA

Casa Fernando Pessoa celebra 130 anos do poeta

Os festejos do nascimento de Fernando Pessoa estender-se-ão por 2019, mas a Casa Fernando Pessoa anuncia hoje as primeiras iniciativas, entre as quais “Dias da Poesia – Lisbon Revisited” que, de 14 a 16 de junho, juntará em Lisboa os poetas Adam Jagajewski (Polónia), Ana Luís Amaral, Margarida Vale de Gato, Jorge Sousa Braga, Luís Quintais, Amalia Bautista (Espanha) e Harryette Mullen (Estados Unidos).

A 13 de junho – dia em que Fernando Pessoa nasceu, em 1888 – aquele espaço cultural acolherá Nuno Moura e Joana Bagulho com “Micropoemas para cantar em Júpiter”, destinado a crianças, e o lançamento do álbum “Piano em Pessoa”, de Nascimento Rosa e António Neves da Silva.

A Andante Associação Artística, com Cristina Paiva, apresentará a 16 de junho o espetáculo para os mais novos “Afinal…o gato!”, a partir da poesia de Pessoa, e nesse dia o ciclo “Sem casas não haveria ruas”, feito em parceria com a Fundação José Saramago e a editora Boca, revisitará “textos condenados dos contemporâneos de Pessoa”, nomeadamente de Judith Teixeira, António Botto e Raul Leal.

O dia 16 encerrará com a cantora Sofia Vitória a interpretar poemas de Fernando Pessoa em inglês, acompanhada de músicos como José Peixoto e Luís Figueiredo.

LUSA

Volkswagen: Centro de desenvolvimento de software em Lisboa

Segundo uma nota de imprensa da Volkswagen, o novo centro de desenvolvimento dará emprego a cerca de 300 especialistas, entre os quais se incluem engenheiros informáticos, programadores web e designers UX, que irão dedicar-se ao “desenvolvimento de soluções de software baseadas na nuvem (cloud) para uma maior digitalização dos processos corporativos no seio do Grupo e para os veículos conectados”.

Segundo Martin Hofmann, CIO (Chief Information Officer) do Grupo, citado no comunicado da Volkswagen, o novo centro de desenvolvimento de software em Lisboa representa “um passo decisivo para o futuro”.

“Estamos a transferir a história de sucesso dos nossos laboratórios digitais de Berlim para Portugal”, diz Martin Hofmann, adiantando que o objetivo é “aliar tarefas empolgantes aos métodos de trabalho agilizados mais avançados no setor das Tecnologia de Informação”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, também citado no comunicado da Volkswagen, a vinda deste centro de desenvolvimento de software para Lisboa vai ajudar a “captar talentos e a criar emprego especializado nos setores do digital e da mobilidade do futuro”.

“É com grande alegria que fazemos parte da próxima geração de soluções para o Grupo Volkswagen e podem contar com o nosso total apoio no futuro”, acrescenta o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

LUSA

“Pensar a formação: ação e transformação”

O IV Congresso Nacional da Formação Profissional decorreu no Grande Auditório do ISCTE-IUL, a 20 de abril de 2017. Fotografia de Hugo Alexandre Cruz.

Sob o lema “O Conhecimento constrói-se partilhando” foi possível construir uma base de Recursos Formativos Abertos com mais de 20 mil recursos digitais. Com uma vasta comunidade de aprendizagem ávida por projetos inovadores, foram criados dois grandes espaços de reflexão: O Encontro Nacional de Formadores e o Congresso Nacional da Formação Profissional.

Este último, surgiu pela primeira vez em 2014 e pretendia juntar todos aqueles que participam no sistema de formação profissional em Portugal, para desta forma “Pensar a Formação”, o mote desta iniciativa desde a sua criação.

O V Congresso Nacional da Formação Profissional é uma iniciativa conjunta do Forma-te, ISCTE-IUL, TAP Air Portugal e McDonald´s, com o apoio institucional da ANQEP e IEFP. O evento irá decorrer no dia 10 de Maio, no ISCTE-IUL, em Lisboa. Este ano pretendemos “PENSAR A FORMAÇÃO: AÇÃO E TRANSFORMAÇÃO”.

Queremos, neste congresso, passar um pente fino sobre a FORMAÇÃO que temos e arquitetar a (trans) FORMAÇÃO que se impõe para lidar com uma vivência cada vez mais exigente, em termos pessoais e profissionais. Para tal, traçamos os seguintes quadrantes de reflexão e produção:

> De que forma estamos a fazer a definição das apostas formativas, numa linha de perpetuação ou de transformação?

> Estamos apostados em formar para o cumprimento legal ou para a TRANSFORMAÇÃO (nas pessoas e nas organizações)?

> Quais as metodologias e práticas que podem vir a sustentar um modelo de TRANSFORMAÇÃO?

Toda a existência tem como sinal vital…a AÇÃO. Mas o desenvolvimento das pessoas e do mundo não se resume a isto, sob pena de nos ficarmos pela perpetuAÇÃO! É a partir do momento em que concebemos, ensaiamos e partimos para novas FORMAs de AÇÃO que abraçamos o caminho da evolução, do desenvolvimento.

A aposta, consciente e inconsciente, em dar uma nova FORMA à AÇÃO, em qualquer contexto, em qualquer situação, é uma dinâmica única e de contornos invulgares na sua essência uma vez que revela um paradigma, no mínimo, surpreendente:

-Construímos o futuro no presente com o que trazemos do passado!

Não menos surpreendente, para além de admirável, é que o exercício sistemático de tal dialética, em pessoas e organizações, é a génese da TRANS__FORMAÇÃO! De cada um. Do mundo!

Como refere João Leite (Psicólogo) estamos a atravessar uma nova ÉPOCA NOVA! Época em que FORMAÇÃO nivelou com ”respiração”, fazendo cair a adjetivação de ”contínua” pelo lado do pleonasmo.

Uma nova época em que a FORMAÇÃO e a educação formal nunca estiveram tão próximas e, como tal, tão cúmplices, momento adequado e ajustado para se encontrarem no que as distingue e se livrarem do que as confunde, tudo isto em nome de uma complementaridade que se quer mais produtiva, mais clara e mais eficaz.

Estamos numa nova época em que a FORMAÇÃO, de forma definitiva e corajosa, precisa de se assumir como real dinâmica de desenvolvimento dos contextos onde ganha forma, deixando para trás os contornos de formatação já desenhados, com base em medidas que não traduzem o corpo que pretende vestir, para modificar e desenvolver.

É tempo, pois, de encararmos a formação como um recurso ao serviço dos contextos que dele vão beneficiar, com orientação para resultados visíveis. E que, partindo de uma avaliação séria e objetiva dos resultados até agora conseguidos, seja ela própria, a FORMAÇÃO, um exemplo de transformação, a começar na sua forma de estar, de acontecer, de fazer acontecer.

Não são as épocas que criam as mudanças! São as mudanças que criam as épocas! É tempo de trabalhar a marca distintiva da FORMAÇÃO! Sobretudo ao nível das práticas! Desde o desenho das intervenções formativas até ao apuramento dos resultados produzidos. E que este trabalho de reconstrução tenha a coragem de assumir o caminho do fim para o princípio, ou seja, da avaliação desempoeirada para a conceção séria, única via para a mudança efetiva e consistente como a que a FORMAÇÃO, há já tanto tempo, ambiciona, reivindica e procura.

É neste quadro que reunimos este congresso para apurar, em concreto, o que andamos a ”respirar”, de que forma, com que efeitos e como poderemos aspirar a respirar melhor. E foi com este propósito que procuramos aqueles que nos possam trazer os “ares” para uma respiração de TRANS_FORMAÇÃO!

https://www.forma-te.com/cnfp.php

OPINIÃO DE Mário Martins, Diretor Executivo do Forma-te, Portal da Formação e dos Formadores

Lisboetas mais afetados pela depressão e diabetes

Os dados foram divulgados esta manhã durante a apresentação do Plano Local de Saúde do agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Norte, que decorreu no auditório do Centro de Saúde Sete Rios, em Lisboa.

A construção do Plano Local de Saúde do agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Norte baseou-se na identificação dos principais problemas de saúde que afetam a população.

De acordo com a informação disponibilizada no Plano, a percentagem de doentes hipertensos e com alterações dos lípidos aumentou relativamente aos últimos dados, de outubro de 2014, pelo que se “reforça a necessidade de intervir sobre estes problemas”.

“É importante contarmos com o apoio de parceiros nestas questões da saúde. Dos 12 problemas identificados na área dos Centros de Saúde Lisboa Norte priorizámos cinco e é sobre esses que trabalharemos”, disse Guilherme Quinaz Romana, um dos responsáveis pela realização do Plano.

Os cinco problemas de saúde priorizados são as doenças do cérebro e cardiovasculares, a diabetes, a saúde mental, as doenças musculoesqueléticas e as doenças infecciosas sobre as quais se constituirão cinco grupos de trabalho prioritários para definir estratégias para combater a incidência destes problemas na população.

“Nas doenças provocadas por infeções sexualmente transmissíveis não podemos negligenciar o VIH/SIDA que ainda tem uma grande prevalência na sociedade”, afirmou Rui Portugal, coordenador do internato médico de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo.

Os parceiros ouvidos pelos autores do Plano deixaram ainda um alerta para a saúde mental, afirmando que “as estruturas de saúde mental não estão a acompanhar as necessidades da comunidade”.

“As perturbações psiquiátricas e os problemas de saúde mental constituem atualmente uma das principais causas de incapacidade (…) O facto de o rácio de doentes por médico de família ser muito elevado leva ao espaçamento das consultas e a diminuição da comparticipação dos medicamentos”, pode ler-se no Plano, relativamente às “necessidades de saúde sentidas e respetiva justificação”.

Este Plano Local de Saúde será aplicado nas freguesias de Alvalade, Avenidas Novas, Benfica, Campolide, Carnide, Lumiar, Santa Clara e São Domingos de Benfica, e terá impacto em mais de 220.000 habitantes da cidade de Lisboa.

Em Portugal foram criados 54 Planos Locais de Saúde, pela Direção-Geral da Saúde, através do Plano Nacional de Saúde, em conjunto com as Administrações Regionais de Saúde e os Agrupamentos de Centros de Saúde.

Lusa

Centro Cultural de Belém festeja hoje 25 anos com Dia Aberto

“CCB 25 Anos”, que é inaugurada às 19:00, vai ficar aberta ao público até 27 de maio, mas a programação começa logo às 10:00 com uma feira do livro, onde estarão várias edições publicadas pelo CCB, estando também previstas visitas aos bastidores.

A exposição vai relembrar os momentos da génese e formação do CCB, cujo projeto foi decidido em 1988 e entregue por concurso ao consórcio de arquitetos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado.

Concluído em 1992 para acolher a primeira presidência portuguesa da então Comunidade Económica Europeia, o CCB abriu ao público em 21 de março de 1993, há 25 anos, e tem vindo a apresentar milhares de espetáculos de várias áreas e eventos de organismos públicos e privados.

A programação de hoje inclui ainda oficinas de música para os mais novos, que vão culminar num miniconcerto, e uma associação com a RTP, o primeiro parceiro do CCB, que vai envolver os diferentes canais de rádio e TV, e a consulta dos Arquivos RTP sobre o CCB, na Sala de Leitura.

O 25.º aniversário da abertura do CCB vai contar ainda com a apresentação, às 17:00, das propostas finalistas de uma possível extensão dos edifícios, desenvolvidas no âmbito do projeto “Relâmpago NucleAR”, que mobiliza 140 estudantes do Instituto Superior Técnico, através do mestrado integrado e do núcleo de arquitetura (NucleAR).

A programação das celebrações prolonga-se até ao fim do ano, com várias iniciativas, desde concertos até à estreia de um espetáculo encomendado à companhia Mala Voadora.

LUSA

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