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Volkswagen: Centro de desenvolvimento de software em Lisboa

Segundo uma nota de imprensa da Volkswagen, o novo centro de desenvolvimento dará emprego a cerca de 300 especialistas, entre os quais se incluem engenheiros informáticos, programadores web e designers UX, que irão dedicar-se ao “desenvolvimento de soluções de software baseadas na nuvem (cloud) para uma maior digitalização dos processos corporativos no seio do Grupo e para os veículos conectados”.

Segundo Martin Hofmann, CIO (Chief Information Officer) do Grupo, citado no comunicado da Volkswagen, o novo centro de desenvolvimento de software em Lisboa representa “um passo decisivo para o futuro”.

“Estamos a transferir a história de sucesso dos nossos laboratórios digitais de Berlim para Portugal”, diz Martin Hofmann, adiantando que o objetivo é “aliar tarefas empolgantes aos métodos de trabalho agilizados mais avançados no setor das Tecnologia de Informação”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, também citado no comunicado da Volkswagen, a vinda deste centro de desenvolvimento de software para Lisboa vai ajudar a “captar talentos e a criar emprego especializado nos setores do digital e da mobilidade do futuro”.

“É com grande alegria que fazemos parte da próxima geração de soluções para o Grupo Volkswagen e podem contar com o nosso total apoio no futuro”, acrescenta o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

LUSA

“Pensar a formação: ação e transformação”

O IV Congresso Nacional da Formação Profissional decorreu no Grande Auditório do ISCTE-IUL, a 20 de abril de 2017. Fotografia de Hugo Alexandre Cruz.

Sob o lema “O Conhecimento constrói-se partilhando” foi possível construir uma base de Recursos Formativos Abertos com mais de 20 mil recursos digitais. Com uma vasta comunidade de aprendizagem ávida por projetos inovadores, foram criados dois grandes espaços de reflexão: O Encontro Nacional de Formadores e o Congresso Nacional da Formação Profissional.

Este último, surgiu pela primeira vez em 2014 e pretendia juntar todos aqueles que participam no sistema de formação profissional em Portugal, para desta forma “Pensar a Formação”, o mote desta iniciativa desde a sua criação.

O V Congresso Nacional da Formação Profissional é uma iniciativa conjunta do Forma-te, ISCTE-IUL, TAP Air Portugal e McDonald´s, com o apoio institucional da ANQEP e IEFP. O evento irá decorrer no dia 10 de Maio, no ISCTE-IUL, em Lisboa. Este ano pretendemos “PENSAR A FORMAÇÃO: AÇÃO E TRANSFORMAÇÃO”.

Queremos, neste congresso, passar um pente fino sobre a FORMAÇÃO que temos e arquitetar a (trans) FORMAÇÃO que se impõe para lidar com uma vivência cada vez mais exigente, em termos pessoais e profissionais. Para tal, traçamos os seguintes quadrantes de reflexão e produção:

> De que forma estamos a fazer a definição das apostas formativas, numa linha de perpetuação ou de transformação?

> Estamos apostados em formar para o cumprimento legal ou para a TRANSFORMAÇÃO (nas pessoas e nas organizações)?

> Quais as metodologias e práticas que podem vir a sustentar um modelo de TRANSFORMAÇÃO?

Toda a existência tem como sinal vital…a AÇÃO. Mas o desenvolvimento das pessoas e do mundo não se resume a isto, sob pena de nos ficarmos pela perpetuAÇÃO! É a partir do momento em que concebemos, ensaiamos e partimos para novas FORMAs de AÇÃO que abraçamos o caminho da evolução, do desenvolvimento.

A aposta, consciente e inconsciente, em dar uma nova FORMA à AÇÃO, em qualquer contexto, em qualquer situação, é uma dinâmica única e de contornos invulgares na sua essência uma vez que revela um paradigma, no mínimo, surpreendente:

-Construímos o futuro no presente com o que trazemos do passado!

Não menos surpreendente, para além de admirável, é que o exercício sistemático de tal dialética, em pessoas e organizações, é a génese da TRANS__FORMAÇÃO! De cada um. Do mundo!

Como refere João Leite (Psicólogo) estamos a atravessar uma nova ÉPOCA NOVA! Época em que FORMAÇÃO nivelou com ”respiração”, fazendo cair a adjetivação de ”contínua” pelo lado do pleonasmo.

Uma nova época em que a FORMAÇÃO e a educação formal nunca estiveram tão próximas e, como tal, tão cúmplices, momento adequado e ajustado para se encontrarem no que as distingue e se livrarem do que as confunde, tudo isto em nome de uma complementaridade que se quer mais produtiva, mais clara e mais eficaz.

Estamos numa nova época em que a FORMAÇÃO, de forma definitiva e corajosa, precisa de se assumir como real dinâmica de desenvolvimento dos contextos onde ganha forma, deixando para trás os contornos de formatação já desenhados, com base em medidas que não traduzem o corpo que pretende vestir, para modificar e desenvolver.

É tempo, pois, de encararmos a formação como um recurso ao serviço dos contextos que dele vão beneficiar, com orientação para resultados visíveis. E que, partindo de uma avaliação séria e objetiva dos resultados até agora conseguidos, seja ela própria, a FORMAÇÃO, um exemplo de transformação, a começar na sua forma de estar, de acontecer, de fazer acontecer.

Não são as épocas que criam as mudanças! São as mudanças que criam as épocas! É tempo de trabalhar a marca distintiva da FORMAÇÃO! Sobretudo ao nível das práticas! Desde o desenho das intervenções formativas até ao apuramento dos resultados produzidos. E que este trabalho de reconstrução tenha a coragem de assumir o caminho do fim para o princípio, ou seja, da avaliação desempoeirada para a conceção séria, única via para a mudança efetiva e consistente como a que a FORMAÇÃO, há já tanto tempo, ambiciona, reivindica e procura.

É neste quadro que reunimos este congresso para apurar, em concreto, o que andamos a ”respirar”, de que forma, com que efeitos e como poderemos aspirar a respirar melhor. E foi com este propósito que procuramos aqueles que nos possam trazer os “ares” para uma respiração de TRANS_FORMAÇÃO!

https://www.forma-te.com/cnfp.php

OPINIÃO DE Mário Martins, Diretor Executivo do Forma-te, Portal da Formação e dos Formadores

Lisboetas mais afetados pela depressão e diabetes

Os dados foram divulgados esta manhã durante a apresentação do Plano Local de Saúde do agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Norte, que decorreu no auditório do Centro de Saúde Sete Rios, em Lisboa.

A construção do Plano Local de Saúde do agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Norte baseou-se na identificação dos principais problemas de saúde que afetam a população.

De acordo com a informação disponibilizada no Plano, a percentagem de doentes hipertensos e com alterações dos lípidos aumentou relativamente aos últimos dados, de outubro de 2014, pelo que se “reforça a necessidade de intervir sobre estes problemas”.

“É importante contarmos com o apoio de parceiros nestas questões da saúde. Dos 12 problemas identificados na área dos Centros de Saúde Lisboa Norte priorizámos cinco e é sobre esses que trabalharemos”, disse Guilherme Quinaz Romana, um dos responsáveis pela realização do Plano.

Os cinco problemas de saúde priorizados são as doenças do cérebro e cardiovasculares, a diabetes, a saúde mental, as doenças musculoesqueléticas e as doenças infecciosas sobre as quais se constituirão cinco grupos de trabalho prioritários para definir estratégias para combater a incidência destes problemas na população.

“Nas doenças provocadas por infeções sexualmente transmissíveis não podemos negligenciar o VIH/SIDA que ainda tem uma grande prevalência na sociedade”, afirmou Rui Portugal, coordenador do internato médico de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo.

Os parceiros ouvidos pelos autores do Plano deixaram ainda um alerta para a saúde mental, afirmando que “as estruturas de saúde mental não estão a acompanhar as necessidades da comunidade”.

“As perturbações psiquiátricas e os problemas de saúde mental constituem atualmente uma das principais causas de incapacidade (…) O facto de o rácio de doentes por médico de família ser muito elevado leva ao espaçamento das consultas e a diminuição da comparticipação dos medicamentos”, pode ler-se no Plano, relativamente às “necessidades de saúde sentidas e respetiva justificação”.

Este Plano Local de Saúde será aplicado nas freguesias de Alvalade, Avenidas Novas, Benfica, Campolide, Carnide, Lumiar, Santa Clara e São Domingos de Benfica, e terá impacto em mais de 220.000 habitantes da cidade de Lisboa.

Em Portugal foram criados 54 Planos Locais de Saúde, pela Direção-Geral da Saúde, através do Plano Nacional de Saúde, em conjunto com as Administrações Regionais de Saúde e os Agrupamentos de Centros de Saúde.

Lusa

Centro Cultural de Belém festeja hoje 25 anos com Dia Aberto

“CCB 25 Anos”, que é inaugurada às 19:00, vai ficar aberta ao público até 27 de maio, mas a programação começa logo às 10:00 com uma feira do livro, onde estarão várias edições publicadas pelo CCB, estando também previstas visitas aos bastidores.

A exposição vai relembrar os momentos da génese e formação do CCB, cujo projeto foi decidido em 1988 e entregue por concurso ao consórcio de arquitetos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado.

Concluído em 1992 para acolher a primeira presidência portuguesa da então Comunidade Económica Europeia, o CCB abriu ao público em 21 de março de 1993, há 25 anos, e tem vindo a apresentar milhares de espetáculos de várias áreas e eventos de organismos públicos e privados.

A programação de hoje inclui ainda oficinas de música para os mais novos, que vão culminar num miniconcerto, e uma associação com a RTP, o primeiro parceiro do CCB, que vai envolver os diferentes canais de rádio e TV, e a consulta dos Arquivos RTP sobre o CCB, na Sala de Leitura.

O 25.º aniversário da abertura do CCB vai contar ainda com a apresentação, às 17:00, das propostas finalistas de uma possível extensão dos edifícios, desenvolvidas no âmbito do projeto “Relâmpago NucleAR”, que mobiliza 140 estudantes do Instituto Superior Técnico, através do mestrado integrado e do núcleo de arquitetura (NucleAR).

A programação das celebrações prolonga-se até ao fim do ano, com várias iniciativas, desde concertos até à estreia de um espetáculo encomendado à companhia Mala Voadora.

LUSA

Na MAGG: “Esta rapariga destruiu a minha vida”

Podia ser a cena de um filme, mas não é. Aconteceu esta segunda-feira, 26 de fevereiro, em Lisboa. Os cartazes apareceram de manhã, eram chocantes e expunham parte da vida privada de uma mulher. O título: “Puta do Bairro”, em letras maiúsculas, a vermelho. Depois, a fotografia e vários dados pessoais: nome, email, telemóvel, morada e código postal. No final, esta mensagem: “Esta rapariga destruiu a minha vida. Teve um caso com o meu marido durante meses, sabendo que ele era casado, chegando até a engravidar. Mas Deus castigou-a e ela perdeu o bebé. Menina do papá que não passa de uma grande puta.”

A história lembra “Três Cartazes à Beira da Estrada”, um dos filmes na corrida aos Óscares, realizado por Martin McDonagh. Conta a história de Mildred Hayes (interpretada por Frances McDormand, vencedora do Globo de Ouro de Melhor Actriz Dramática) e dos três grandes outdoors onde, numa estrada de Ebbing, no Missouri, deixa uma mensagem de vingança contra um polícia local, que gera polémica nesta pequena cidade do sul dos Estados Unidos.

Não sabemos se esta foi a inspiração, mas esta segunda-feira as zonas de Campolide, Estrela e Campo de Ourique acordaram com dezenas de cartazes colados em postes e paredes de várias ruas. Em causa estará um alegado caso extra-conjugal entre a vítima da mensagem — ligada à esfera política local portuguesa — e o marido de quem os colocou (ou mandou colocar) em diversos locais destes bairros.

Pouco depois das 14 horas já não havia vestígios do sucedido. Os cartazes, segundo o que apurou a MAGG, haviam sido retirados. Os que escaparam podem ter sido levados pela chuva que foi caindo. Nos cafés próximos ninguém deu conta de nada. Mas na internet foi diferente: as fotografias do ocorrido espalharam-se em redes sociais como o Twitter, onde várias pessoas se mostraram indignadas, referindo que se tratava de um caso de “devassa da vida privada”. As fotos dos cartazes foram ainda partilhadas em grupos de WhatsApp ou Facebook. O caso tornou-se viral.

O que diz a lei?

A MAGG tentou contactar a vítima, mas sem sucesso. O advogado Francisco Teixeira da Mota confirmou que aqui “poderão estar em causa três crimes, todos puníveis com prisão entre os 6 meses e um ano: o de difamação, de divulgação de facto da vida privada e de divulgação de imagem sem consentimento”, previstos nos artigos 180.º, 192.º e 199.º, respetivamente, do Código Penal.

A pena do crime de difamação poderá ainda ser agravada nos termos do artigo 183.º. Este sustenta que se a “ofensa for praticada através de meios ou em circunstâncias que facilitem a sua divulgação” os limites mínimos e máximos da pena são elevados um terço.

A vítima deste ato terá de apresentar queixa, já que estes crimes são semi-públicos, e a investigação será feita contra desconhecidos.

Que consequências para vítimas de exposição deste género?

Que efeitos poderá ter uma exposição destas na vítima? A psicóloga Isabel Prata explica que, atualmente, a “tolerância social” é muito maior face há alguns anos. Considera que com a internet e as redes sociais as pessoas têm um grau de exposição tal que esta situação “não irá destruir-lhe a vida”. Poderá apenas complicá-la: “Pode envergonhá-la, retraí-la e gerar uma sensação de desconfiança face a futuras relações”, diz.

O psicólogo Nuno Mendes Duarte explica que estes acontecimentos podem levar, na pior das hipóteses, a uma “perturbação de stresse pós-traumático”, quadro que surge “após a exposição a um acontecimento terrível, neste caso desencadeado pela vergonha”.  Isso reflete-se “numa emoção suficientemente intensa que faz com que a pessoa evite situações relacionadas com o trauma”, diz o especialista da Oficina da Psicologia. Poderá levar a uma tentativa de fuga tão intensa daquilo que a possa lembrar, que leva ao efeito contrário: quando mais se evita, mais se recorda.

Este é o pior cenário. O resultado poderá ser menos grave e traduzir-se num stresse agudo: “Os sintomas são semelhantes ao quadro anterior, mas com uma intensidade e duração menores: há mais ruminação e pensamentos sobre o tema, que levam a alterações comportamentais e do sono [há maior ansiedade, pode haver um período com noites menos bem dormidas e maior tensão, diminuição do apetite], mas com o tempo desaparece e fica resolvido.”

Há três mecanismos cruciais que determinam o cenário a que uma destas situações pode levar. São os que permitem, ou não, gerir e esquecer o sentimento da vergonha causada por determinado acontecimento.

  • O suporte social afetivo: está relacionado com as pessoas que estão à nossa volta, que “sabem quem somos”, contrariamente a quem vê de fora, que cria “histórias e narrativas”. Quanto mais forte for esta rede, menos dura será a gestão da vergonha. De acordo com Nuno Mendes Duarte, “se estiver mais protegida por um suporte social afetivo forte poderá apoiar-se nessas pessoas e ir buscar a noção da realidade sobre quem, de facto, é.”
  • O da própria existência: “Um dos temas da vergonha é a própria existência”, refere o psicólogo. Os afetos que temos por nós próprios são determinantes na gestão emocional de casos como este. É preciso dar sentido lógico às coisas e, como explica o especialista, “vermo-nos em contexto”: ter clareza para perceber porque o que é que tudo aconteceu, em que conjuntura é que sucederam. Uma pessoa que não consiga ativar este mecanismos, irá colocar-se em causa, achar que não é suficientemente boa e culpabilizar-se.
  • A amplificação mediática: este fator relaciona-se com “a quantidade de tempo, frequência e intensidade” da exposição. Se a vítima for confrontada com o acontecimento durante muito tempo, o “prognóstico poderá ser mau e poderá contribuir para o desenvolvimento de uma situação traumática.”

Perante um cenários destes, o psicólogo aconselha a que haja “procura de apoio para perceber em que medida é que estes mecanismos estão presentes”. Depois, é importante “rodear-se de pessoas próximas” e queridas e “cuidar de si”, prestando atenção à alimentação e ao sono, dois fatores essenciais para impedir que se chegue ao cenário da perturbação do stresse pós-traumático.

Quanto à pessoa que colou (ou mandou colar) os cartazes, Isabel Prata diz que se trata de uma “atitude perversa, de alguém que tenta prejudicar a outra” e não de uma mulher histérica, “essa iria dar uma sova à amante do marido e pronto”.

PAN: hospital veterinário em Lisboa para donos com baixos rendimentos

No documento, que será apreciado e votado pelos deputados municipais, o partido Pessoas-Animais-Natureza pede a “criação de um hospital veterinário solidário municipal para os detentores de animais que comprovadamente aufiram baixos rendimentos”.

A ser criada, a estrutura deverá também apoiar “as associações de proteção animal com sede na área do município, que não tenham por atribuições a prestação de cuidados médico-veterinários”.

O PAN classifica como “imperioso criar um hospital veterinário municipal para animais errantes, abandonados ou detidos por pessoas em situação de especial vulnerabilidade socioeconómica”, que não tenham capacidade para dar aos seus animais de companhia os “cuidados básicos de saúde ou de socorrê-los em situação de emergência”.

O partido aponta que “não são raros os casos de animais perdidos ou abandonados na via pública que são recolhidos por residentes no município de Lisboa, antes de qualquer intervenção por parte da Casa dos Animais de Lisboa”, e lembra que a incapacidade financeira dos detentores pode mesmo levar ao abandono dos animais.

Na mesma reunião, os deputados vão apreciar também uma outra recomendação apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE), que pede um apelo “à Assembleia da República e ao Governo, através do Ministério da Administração Interna”, para a “suspensão imediata e urgente das ações de despejo” relativas ao bairro da GNR, em Alcântara.

Os eleitos do BE almejam também que “a Câmara Municipal de Lisboa, em articulação com as freguesias de Alcântara e da Ajuda, sirva de interlocutor para a procura de soluções equitativas e que garantam o direito à habitação condigna, com o envolvimento, também, do Ministério da Administração Interna, da GNR e dos moradores e moradoras”.

Na semana passada foi anunciado que o Governo suspendeu os “processos administrativos em curso” enquanto estiverem em análise os “relatórios sociais” de reformados da GNR do bairro de Alcântara que estavam sujeitos a ações de despejo.

Os deputados da AML vão apreciar ainda uma recomendação, também apresentada pelo BE, no sentido de “manter o Teatro Maria Matos no mesmo modelo de gestão até agora em vigor”.

Para tal, os bloquistas querem que seja lançado “um concurso público para nomeação de nova direção artística e manutenção da equipa técnica residente, garantindo o reforço dos meios técnicos e orçamentais necessários para o efeito”.

As “linhas orientadoras relativas à programação” do Teatro Maria Matos, que preveem a sua concessão a uma entidade privada, foram aprovadas pela Câmara de Lisboa em meados do mês.

No encontro, será ainda apreciada uma moção do Partido Popular Monárquico para que a AML obtenha “uma resposta por parte dos serviços da IP – Infraestruturas de Portugal no sentido de se apurar para quando será reposta a estátua do Rei D. Sebastião na Estação Ferroviária do Rossio”.

Desde maio de 2016 que a estátua está em falta no edifício, depois de ter sido destruída por um jovem que queria tirar fotografias.

LUSA

Ministro diz que Metro vai ter composições que necessita em maio

“Temos um problema [no Metro de Lisboa] e estamos a solicitar a [disponibilidade] de eletromecânicos para depressa podermos recuperar as UT’s [unidades triplas] que temos”, afirmou João Matos Fernandes.

As UT’s são composições com três carruagens, estando cerca de 20 avariadas nas oficinas do Metro à espera de arranjo.

O governante foi ouvido na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, com os transportes tutelados pelo seu ministério a dominarem as questões colocadas pelos deputados.

O ministro admitiu a existência de trabalhadores subcontratados na área da manutenção do Metropolitano de Lisboa, indicando que tal “não acontece de maneira dissimulada, acontece de maneira assumida”.

“Gostaríamos de criar um segundo turno na manutenção, mas a procura foi muito frágil por parte dos trabalhadores”, acrescentou.

O governante respondia a perguntas do deputado Bruno Dias, do PCP, que falou da existência de subcontratação no Metro de Lisboa, dizendo que, “pelos vistos, é uma inevitabilidade”.

“Precisamos de mais horas de trabalho para chegarmos onde queremos”, admitiu o ministro.

Para complementar as respostas do ministro sobre este tema, o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, disse que já há autorização para a contratação de 10 trabalhadores só para a manutenção.

“Não há qualquer escassez de maquinistas no Metro de Lisboa”, reforçou José Mendes.

Ao contrário do que acontece na manutenção das composições, foram contratados 20 novos maquinistas, disse o ministro, apontando que outros 10 estão em formação e, nesta área específica, “não há problemas de mão de obra”.

Quanto ao material circulante, “sabemos quantas [unidades] precisamos e vamos atingir esse número em maio”, realçou, concretizando que são necessárias 29 UT’s.

“Reconhecemos dificuldades nas operações, mas meia hora [de espera] é exagero”, apontou João Matos Fernandes em resposta a críticas do deputado do PSD Carlos Silva.

O ministro referiu outro problema relacionado com o funcionamento das escadas rolantes de acesso às plataformas do Metro, apontando como “pontos fracos” as estações do Cais do Sodré, Rato e Baixa-Chiado.

Questionado acerca da necessidade de ter transportes públicos mais baratos, nomeadamente para cumprir o objetivo de reduzir as emissões de dióxido de carbono, o ministro disse que este ano, as subidas de preços foram 1,6% nas áreas metropolitanos e a média no país foi 2%.

“É a primeira vez que um valor máximo foi fixado em 2,5%”, acrescentou.

O secretário de Estado referiu ainda ser “premente” simplificar o sistema de tarifário da região de Lisboa, já que existem centenas de títulos, mas essa tarefa é competência da área metropolitana de Lisboa.

LUSA

Lisboa acolhe primeiro Solo Fest dedicado a atuações sem artifícios

Criado por Alcides Nascimento, músico e promotor há vários anos ligado à divulgação da música africana em Lisboa, o Solo Fest decorrerá de 27 de fevereiro a 02 de março com atuações a solo repartidas entre o B’leza e a Casa Independente.

No dia 27, o palco do B’leza será do pianista Mário Laginha e no dia seguinte dará lugar a Tatanka, guitarrista e vocalista dos The Black Mamba.

A cantora angolana Aline Frazão, que prepara novo álbum, a editar em setembro, atuará no B’leza a 01 de março.

O Solo Fest terminará a 02 de março na Casa Independente numa sessão de “despique com os pratos e a mesa de mistura”, com Wilson Vilares, um das metades da dupla Celeste/Mariposa.

Em comunicado, Alcides Nascimento explica que esta primeira edição é dedicada a atuações solo na música, e que nas próximas edição serão “incluídas outras disciplinas artísticas”.

LUSA

Alunos concentrados à porta do liceu Camões exigem obras urgentes

Os alunos da associação de estudantes exigem o início das obras que estavam previstas para agosto de 2011.

“O ginásio está degradado, as caves também e o teto da sala 25 está a cair”, disse à agência Lusa um aluno do 11.º ano, acrescentando que já intercederam junto da direção da escola.

As dezenas de alunos que estão concentrados junto ao portão da Escola Secundária Camões colocaram faixas de protesto, mas a escola mantém-se aberta.

Os estudantes protestam sob o mote “Fartos de Blá Blá! Obras Já!”.

LUSA

Câmara de Oeiras estuda desnivelamento da Marginal em Santo Amaro

Em comunicado, o presidente da autarquia, Isaltino Morais, referiu que esta “vai ser a única ligação direta pedonal” do jardim à praia em toda a linha do Estoril, salientando estar já a ser realizado um estudo que prevê o desnivelamento da Marginal, por túnel ou viaduto.

“Já pedimos uma reunião com as Infraestruturas de Portugal [entidade que gere a Marginal] para autorizar o nosso projeto ou, se acharem mais apropriado, passarem a gestão da Marginal para o Município de Oeiras”, afirmou o autarca.

De acordo com o comunicado, o estudo está a ser elaborado sob duas formas: desnivelamento inferior da Marginal, com circulação automóvel a passar a ser feita por túnel ou através de passagem superior, em viaduto.

LUSA

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