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Escritor israelita Aharon Appelfeld e sobrevivente do Holocausto morreu

sua obra, consagrada em grande parte à vida dos judeus na Europa, antes e durante o Holocausto, foi traduzida para várias línguas.

Nascido em 1932, numa vila perto de Czernowitz, cidade romena atualmente pertencente à Ucrânia, no seio de uma família judia, foi deportado com o pai para um campo, enquanto a sua mãe foi assassinada pelos nazis.

Aharon Appelfeld escapou sozinho, em 1942, e sobreviveu nas florestas, “adotado por um gangue de criminosos ucranianos”.

Recolhido depois pelos soviéticos, tornou-se “empregado de cozinha”, durante nove meses, para o Exército Vermelho, que abandonou em 1945. Um ano depois, emigrou para a Palestina.

“Ninguém queria órfãos na Europa, o único lugar para onde poderíamos ir era a Palestina”, disse o escritor à AFP, numa entrevista, em 2010.

Em 1957, Aharon Appelfeld encontrou o seu pai, também sobrevivente do nazismo, em Israel.

O seu primeiro livro foi publicado em 1962 e foi seguido por mais de 40 títulos, entre romances e coleções de poemas.

Na sua autobiografia, “Story of a Life” (1999), conta como sobreviveu ao Holocausto.

A obra, com o título “Fragmentos de Uma Vida”, foi publicada em Portugal pela Civilização, em 2005.

Galardoado com prémios em todo o mundo, o escritor recebeu nomeadamente o prestigiante Prémio Israel, em 1983, o Prémio Nelly Sachs das letras alemãs, em 2005, e o Prémio Médicis Estrangeiro, em 2004, pela sua autobiografia.

Aharon Appelfeld recusou-se a ser classificado como um escritor do Holocausto, mesmo tendo dado voz aos que não sobreviveram.

“Não se pode ser um escritor de morte. A escrita pressupõe que se está vivo”, disse à AFP.

Professor de literatura da Universidade Ben Gurion em Beersheva, no sul de Israel, desde 1979 até à reforma, publicou o seu último romance há alguns meses.

Amigo do escritor judeu americano Philip Roth, Aharon Appelfeld foi transformado numa personagem de ficção do romance “Operação Shylock”.

O ministro da Cultura israelita, Miri Regev, lamentou o desaparecimento do romancista, afirmando que “deixa histórias de vida que permanecerão na nossa memória coletiva e pessoal”.

Morreu o escritor Jean d’Ormesson

Jean d’Ormesson morreu esta terça-feira aos 92 anos. Autor de dezenas de obras, era membro da Academia Francesa e presidiu do Conselho International de Filosofia e Ciências Humanas da UNESCO. Para o Presidente francês, Emmanuel Macron, “era o melhor do espírito francês, uma mistura única de inteligência, elegância e malícia, um príncipe das letras sabendo nunca se levar a sério”.

A notícia foi confirmada pela família à agência de notícias France Presse (AFP), que detalha que o escritor morreu em Neuilly, nos subúrbios de Paris, na sequência de um enfarte. Nascido em 1925, era considerado um nome maior das letras francesas, sendo autor de dezenas de obras – três das quais editadas em Portugal. São elas os romances O Porteiro de Pilatos ou o Segredo do Judeu Errante (Publicações Europa-América, 2004),  A Criação do Mundo (Quetzal, 2007) e O Mundo É Uma Coisa Estranha (Guerra & Paz, 2015).

A sua filha, Héloïse d’Ormesson, citada pelo diário Le Monde, partilhou: “Ele sempre disse que partiria sem ter dito tudo e foi hoje. Deixa-nos livros maravilhosos.” Entre eles estão La Gloire de l’Empire (1971), a obra que lhe deu a consagração e o Grande Prémio da Academia Francesa, mas também Au plaisir de Dieu (1974), Dieu, sa vie, son oeuvre (1981), La Douane de mer (1994, o mesmo ano em que recebeu o prémio carreira Chateaubriand), Et toi mon coeur, pourquoi bats-tu, Mon dernier rêve sera pour vous ou Voyez comme on danse. A sua estreia foi L’Amour est un plaisir (1956); há dois anos, foi integrado na respeitada colecção La Pléiade, da editora Gallimard

Filho de um embaixador e de uma herdeira, viveu parte da infância num castelo, e outras partes da juventude em itinerância à boleia da carreira do pai – Roménia ou Brasil, como detalha o Le Monde, foram alguns dos seus lares. Era um homem de direita, “o rosto mais radioso da direita burguesa e culta”, escreve o diário Libération. A sua morte está a ser lamentada por todos os partidos políticos. “Independentemente da sua obra literária, é um exemplo para todos. Tinha a capacidade de amar a vida com gula”, lembra o ex-ministro da Cultura socialista Jack Lang.

Moçambicano Mia Couto finalista do Prémio São Paulo de Literatura

O autor moçambicano Mia Couto está ente os 20 finalistas do Prémio São Paulo de Literatura, promovido pelo Estado de São Paulo, do Brasil.

Mia Couto concorre com o romance “Mulheres de Cinzas – As Areias do Imperador”, na categoria Melhor Livro do Ano e é o primeiro autor estrangeiro a ser destacado na final do certame, segundo anunciou esta quarta-feira a organização.

Além de Mia Couto, outros nove escritores disputam o prémio de 200 mil reais (54,6 mil euros): Beatriz Bracher, João Almino, Julián Fúks, Marcelo Rubens Paiva, Nei Lopes, Noemi Jaffe, Paula Fábrio, Raimundo Carrero e Santana Filho.

O prémio também selecionou três obras que concorrem na categoria Melhor Livro de Romance do Ano – autor estreante com mais de 40 anos, e outros sete na categoria Melhor Livro de Romance do Ano – autor estreante com menos de 40 anos.

Todos os livros selecionados foram publicados pela primeira vez em 2015, com primeira edição em língua portuguesa.

Criado em 2008, o Prémio São Paulo de Literatura tem como principal objetivo incentivar a produção literária e nele já participaram de mais de 1.200 livros, tendo premiado 19 romances.

Os vencedores da edição de 2016 serão anunciados em outubro, em data a ser divulgada pela organização.

De Nova Iorque a Singapura, fãs de Harry Potter correram para comprar novo livro

Kate D’Auria, 24 anos, foi a primeira a ter um exemplar na mão. Contou que esperou mais de seis horas para ter o livro e que iria ficar o resto da noite a lê-lo.

O mesmo entusiasmo aconteceu em Singapura, onde quase 300 fãs de Harry Potter fizeram fila à porta da livraria Kinokuniy, que abriu às 07:01 locais (00:01 de domingo em Lisboa), para estar entre os primeiros no mundo a comprar o oitavo livro da saga.

Samantha Chua, uma estudante de 24 anos, estava desde as 05:00 locais à porta da livraria, situada no quarto andar de um centro comercial, sendo a primeira da fila, onde estava acompanhada do namorado.

“Eu cresci a ler livros e eles têm um lugar especial na minha biblioteca, mas esta é á a minha maior realização”, disse Samantha Chua, que tinha vestida uma ‘t-shirt’ com a imagem de Harry Potter.

O dia do lançamento não foi escolhido ao acaso, visto que 31 de julho é a data de aniversário da autora J. K. Rowling e da personagem Harry Potter.

O livro, desenvolvido por J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany, é oficialmente a oitava história da série e retrata os 19 anos que se seguiram após o final de Harry Potter e os Talismãs da Morte – Parte 2.

Um dos protagonistas da história é Albus Severus Potter, filho do Harry Potter e de Ginny Weasley.

Peça sobre Harry Potter pode chegar em breve a outros países

Com a estreia de Harry Potter and the Cursed Child no Palace Theatre, em Londres, são muitos os fãs que sonham em poder ver a peça de Jack Thorne num teatro mais perto de si. O que poderá vir a acontecer muito em breve, de acordo com J.K. Rowling.

À entrada do Palace Theatre, onde estreou, este sábado, a primeira parte do espetáculo, a autora disse que a peça pode estar destinada à Broadway. “Gostava de a ver ir mais longe do que isso”, disse aos jornalistas. “Gostava que o maior número possível de fãs a visse.”

Ao jornal The Guardian, Sonia Friedman, produtora do teatro, disse que “muitos países” iriam ter a oportunidade de ver a peça no futuro. “Espero que muitos países, para além dos Estados Unidos da Américo, tenham a determinada altura a oportunidade de vê-la. Mas é uma grande peça de teatro, é um grande esforço.”

LONDON, ENGLAND - JULY 30: Sonia Friedman, Jack Thorne, J. K. Rowling, John Tiffany and Colin Callender attend the press preview of "Harry Potter & The Cursed Child" at Palace Theatre on July 30, 2016 in London, England. Harry Potter and the Cursed Child, a two-part West End stage play written by Jack Thorne based on an original new story by Thorne, J.K. Rowling and John Tiffany. (Photo by Rob Stothard/Getty Images)

Sonia Friedman, Jack Thorne, J.K. Rowling, o diretor e co-autor da história John Tiffany e o produtor da peça Collin Calandre na estreia do espetáculo em Londres (Rob Stothard/Getty Images)

Frisando que não é possível montar um espetáculo do género do dia para a noite, Friedman admitiu que “se tudo correr bem”, nos próximos anos muitos teatros irão ter a oportunidade de levar ao palco o espetáculo, que retoma a história encerrada por Rowling em 2007.

Harry Potter and the Cursed Child passa-se 19 anos depois da Batalha de Hogwarts. Harry, já adulto, é pai de três filhos e empregado no Ministério da Magia. O enredo desenrola-se, sobretudo, em torno do filho mais novo do feiticeiro, Albus Severus, e do seu primeiro ano na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts.

A Parte I da peça, dividida em duas partes, estreou no sábado no Palace Theatre, no mesmo dia em que chegou às livrarias o livro com o guião original. Na apresentação em Londres estiveram presentes os responsáveis pelo espetáculo e J.K. Rowling, que co-escreveu a história que deu origem ao guião. A Parte II será apresentada este domingo à noite.

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