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“Em Portugal, estamos ao nível do melhor que se faz no mundo”

“A Megatrónica é uma das empresas portuguesas mais certificadas para responder às solicitações do exigente mercado residencial e o complexo mercado empresarial”. Que soluções e em que áreas se posicionam no mercado?

A Megatrónica nasceu em fevereiro de 1997, com três pessoas, dedicando-se à montagem de computadores de “linha branca” e o compromisso de entregar em casa do cliente até 24 horas após encomenda. Iniciámos também a comercialização de software de faturação. Em 2000, com 13 colaboradores e delegações em Barcelos e Guimarães, promovemos um plano estratégico a cinco anos e sedimentámos parcerias com a Primavera, Toshiba, Asus, Samsung, Compaq, HP e Microsoft. Em 2005, o negócio empresarial representava 40%, com 25 colaboradores e uma faturação superior a cinco milhões de euros. Com o novo plano estratégico para 2015 e especializámo-nos na prestação de serviços na área das Tecnologias de Informação, fornecendo soluções empresariais ao nível de Software de Gestão, Infraestruturas SI, Comunicações, Consultoria, Renting e Lojas.

Especialistas em diversos setores de atividade, implementamos soluções globais na indústria, em empresas de distribuição e comércio, em unidades de saúde privada e consultórios e em gabinetes de contabilidade. Desenvolvemos e implementamos soluções especializadas para a gestão de armazéns, para gestão de equipas de terreno nas vendas e assistência técnica e para a gestão da manutenção de edifícios e equipamentos.               

Através de que fatores diria que a empresa se destaca dos outros players do setor?

Naturalmente, haverão muitos fatores, alguns de pormenor, outros mais estruturantes, mas diria que no plano estratégico 2015, as parcerias sedimentadas com os mais importantes fabricantes e o programa de gestão de desenvolvimento dos colaboradores, foram os mais importantes e os mais distinguidos.

Somos Parceiro Integrador Primavera desde 2007, e desenvolvemos soluções integradas que resultaram no primeiro produto certificado pela Primavera e ainda existente MMCI (contagens e inventários). As certificações Toshiba Mobility Partner, cinco anos como “Maior Volume de Vendas”, “ASUS Gold”, Premium Partner Primavera, certificação Microsoft SB Specialist e criação da marca mmSolution, comprovam o sucesso da estratégia. Fomos “Melhor Parceiro” da MedicineOne em 2011 e 2012 e mantemos o estatuto Premium Partner. Obtivemos o estatuto de “Parceiro com maior Crescimento” da Eticadata, integramos o grupo TOP parceiros Primavera e fomos o 1º Parceiro Premium Primavera a certificar um produto na nova plataforma OMNIA, tendo obtido uma Menção Honrosa, pelo segundo lugar no concurso internacional.

 Sobre a recente fusão com a inCentea, que análise é possível fazer? 

Em fevereiro de 2017 formaliza-se a fusão da Megatrónica no grupo inCentea, num negócio concretizado por troca de participações. A fusão tem subjacentes duas ordens de razão principais. Por um lado, a inCentea, com um posicionamento nacional “ambiciona ter um reconhecimento mais forte no norte do país”, o que é possível através da MEGATRÓNICA. Por seu lado, a MEGATRÓNICA “procura forma de conseguir que as suas competências e soluções estivessem disponíveis em todo o país, o que consegue atingir com a inCentea”.

As empresas complementam-se, “em conjunto conseguirão ter uma organização mais forte, mais focada no cliente e com mais capacidade de resposta”.

Durante o ano de 2016, a soma do volume de negócio das duas empresas ascendeu a 22 milhões de euros, onde mais de cinco milhões dos quais são provenientes da MEGATRÓNICA. O grupo inCentea emprega cerca de 300 colaboradores em seis países e a MEGATRÓNICA conta com 65 colaboradores em três geografias. No conjunto, a presença das duas empresas abrange agora países como Portugal, Espanha, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Juntos somos o maior parceiro da Primavera, com mais de 2.600 clientes e o único parceiro global. A Megatrónica + inCentea é igual a mais valor!

Em julho deste ano foram reconhecidos como parceiro do ano da Microsoft em Portugal na área SMB (Small and Medium Business – Pequenas e Médias Empresas). O que pode ser dito sobre esta distinção?

É o primeiro “mais valor” resultante da fusão com a inCentea, distinguidos pela Microsoft como parceiro do ano em Portugal na área Small and Medium Business (SMB), fruto do crescimento de mais de 40% no negócio Cloud com produtos da gigante tecnológica. Distinção recebida pela segunda vez pela inCentea, a MEGATRÓNICA foi o Melhor Parceiro Microsoft Office 365, no Norte, em 2015 e 2016.

A distinção realça o papel nacional que a inCentea e a MEGATRÓNICA têm hoje no mercado das Tecnologias de Informação. Este esforço traduz-se na capacidade que ambas tem demonstrado em potenciar e alavancar as empresas clientes para mercados que são cada vez mais globais e virtualizados. O objetivo é sempre o de aumentar a produtividade e competitividade. “Vamos iniciar uma segunda fase, mais profunda, com a virtualização das infraestruturas que permitirá às empresas estarem globalmente com todas as ferramentas disponíveis para crescer os negócios e serem mais eficientes”.

Um dos objetivos da empresa é o foco na inovação. Há novos projetos em curso?

A inovação tem de estar na estratégia de todas as empresas. A diferença, na minha opinião, é que não basta termos produtos ou soluções inovadoras para os clientes, temos de ser inovadores dentro da nossa organização, com os nossos colaboradores e “inovadores omnicanais”.

Neste sentido, lançámos o ano passado as primeiras soluções na plataforma OMNIA para clientes. Soluções capazes de executar em todas as plataformas do mercado e em todos os dispositivos, desde o mais simples smartphone, ao tablet ou computador. São um grande contributo para a transformação digital nas empresas.

Estamos atentos às tecnologias AR (Augmented Reality) e a novas soluções para a Indústria 4.0, distribuição e serviços.

O Azure e os sistemas computacionais híbridos, serão drivers de grande inovação, e pela experiência que temos, seremos um parceiro sempre a considerar pelo tecido empresarial.

E vamos surpreender o mercado (e os nossos colaboradores!) com o WALL, um projeto disruptivo, uma inovadora plataforma de serviço…

“Num mercado cada vez mais digital, os sistemas de informação são o principal suporte dos grandes negócios”. Os empresários portugueses estão bem preparados para trabalhar globalmente?

Eu acompanho os empresários portugueses há 20 anos e não há dúvida que são os melhores do mundo, a sua capacidade de adaptação e resiliência é única. O problema é que estamos ainda numa grande crise e os sistemas de informação exigem investimento em sistemas e em pessoas. Sentimos uma grande abertura e vontade, mas há incapacidade de investimento e por esse motivo, há poucas empresas bem preparadas para trabalhar globalmente.

No último ano em particular, e muito motivado pela sensibilização para a Indústria 4.0, temos recebido mais pedidos de propostas para sistemas de informação e soluções inovadoras de transformação digital das empresas.

Como qualificaria o segmento de supply chain em Portugal?

O supply chain, depois da banca nos anos 80 e das biotecnologias em finais do século anterior, é o grande desafio para as empesas em todo o mundo. De tal forma importante, que se discute em determinados setores, o supply chain vs. demand chain, e nas correntes mais inovadoras, o Digital Supply Chain.

Os hábitos e processos de consumo mudaram e o “last mile” incrementou complexidade, a par dos “omnicanais” e da necessidade de satisfazer com novas experiências o consumidor final. Na visão da Indústria 4.0 os processos empresariais são digitalizados, é crítico a evolução das cadeias de fornecimento tradicionais em direção a um ecossistema conectado, inteligente e altamente eficiente.

Por esses motivos, e por sermos um país periférico, é ainda mais desafiante o segmento de negócio, mas, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade para empresas e consumidores experienciarem algo de novo, ligado entre si.

Como parceiros tecnológicos estamos a fazer o nosso papel, tal como fizemos na transformação digital e com sucesso, sensibilizar os decisores e apresentar soluções chave-na-mão, que sejam inovadoras e competitivas. Implementámos soluções Supply Chain 360°, suportadas nas soluções do nosso parceiro em software, a Primavera BSS, e soluções ADC de vários fabricantes, os serviços são assegurados pela recente e especializada equipa, inCentea Mobility Solutions.

O que era impossível de concretizar há 20 anos que, agora com os avanços tecnológicos, se tornou possível no mundo empresarial?

Esta é uma pergunta difícil de responder, não diria impossível, mas que acarretava custos e tempos que hoje não seriam comportáveis.

Quais foram os fatores que influenciaram esta evolução?

A Indústria 4.0, não tem fonteiras, é a revolução mais rápida da história. A maior oportunidade de revitalização pela inovação tecnológica. Por um lado, as novas tecnologias como o Big Data, a Cloud, e a IoT (Internet das Coisas), são “empurradas” para o mercado e totalmente democratizadas. Por outro lado, expectativas mais exigentes por parte dos consumidores, funcionários e parceiros de negócios, “puxam” as empresas para que desenvolvam cadeias de fornecimento mais confiáveis e mais ágeis.

A digitalização e a impressão 3D são gerador de novas oportunidades e crescimento.

A digitalização eliminará grande parte da ineficiência, erros potenciais e integrará o processo em toda a cadeia de fornecimento. E a impressão 3D será decisiva na transformação do fornecimento de peças sobresselentes, além do que já é na área dos protótipos e testes funcionais.

Com delegações em Portugal, Angola e Moçambique, que diferenças são mais visíveis entre os diferentes mercados relativamente ao progresso tecnológico empresarial?

Ainda hoje, e após quase dez anos de África, fico maravilhado com as ideias que existem em Angola e Moçambique, resultam da experiência importadora, de modelos americanos e da África do Sul, muito avançados. Infelizmente as infraestruturas ainda não permitem implementar as avançadas ideias dos empresários e, normalmente, os projetos mais arrojados param.

Em Portugal, e pelos vários exemplos que falei, estamos ao nível do melhor que se faz no mundo, comprovado pela crescente procura de engenheiros portugueses pelas tecnológicas internacionais, e mais recentemente, a instalação de grandes centros de investigação, desenvolvimento, suporte e decisão em várias cidades portuguesas. Os setores dos serviços, no geral, estão num nível de sofisticação elevada, na indústria temos excelentes exemplos do uso intensivo de tecnologia. No meu entender, o setor primário, a indústria transformadora e a agricultura, será o que mais evoluirá na próxima década.

 

 

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