Inicio Tags Mercado do Bolhão

Tag: Mercado do Bolhão

Obra no mercado do Bolhão consignada hoje pela Câmara do Porto

“Foi hoje consignada oficialmente a obra de restauro do Mercado do Bolhão. A partir de hoje contam-se dois anos para que fique pronta a obra que devolverá à cidade um dos seus mais importantes valores patrimoniais, intacto na sua essência e sempre como mercado tradicional e público, de frescos, como nasceu”, escreve o município, no seu portal de notícias.

A autarquia acrescenta que “o ato de assinatura entre a Câmara do Porto e o consórcio responsável pela obra”, de 22 milhões de euros, “foi logo seguido da entrada das primeiras máquinas no edifício”.

De acordo com o portal de notícias da câmara, com a consignação da obra feita hoje, “15 de maio de 2018 é a data histórica que marca, 100 anos após a inauguração do antigo mercado, o resto da sua vida”.

A 02 de maio, a autarquia inaugurou o Mercado Temporário do Bolhão (MTB), situado a cerca de 200 metros do edifício “original”, na rua Fernandes Tomás, onde 5.600 metros quadrados acolhem 82 dos comerciantes do centenário espaço.

O atual projeto de recuperação do Bolhão, classificado como Monumento de Interesse Público em 2013, é a quarta iniciativa da Câmara do Porto para requalificar o espaço centenário ao longo dos últimos 30 anos.

Suportado por andaimes desde 2005, devido a um alegado risco de ruína que só não levou ao seu encerramento porque os comerciantes impediram, o Bolhão teve um primeiro projeto de requalificação em 1998 e dois planos de intervenção durante o mandato do social-democrata Rui Rio, mas nunca nada saiu do papel.

Anunciado a 22 de abril de 2015, durante o primeiro mandato do independente Rui Moreira na Câmara do Porto, o atual restauro do Mercado do Bolhão foi adjudicado em novembro, mas foi preciso esperar por março obter o último visto do Tribunal de Contas.

A primeira parte da modernização, orçada em 800 mil euros, arrancou em agosto de 2016, com o desvio de infraestruturas e de uma linha de água para as ruas Sá da Bandeira e Fernandes Tomás.

A intervenção foi necessária para a posterior estabilização do edifício, a construção da cave logística de um “túnel entre a Rua do Ateneu e a futura cave do Mercado”.

De acordo com o programa da obra geral, “a intervenção compreende a reabilitação e consolidação estrutural das fachadas e das coberturas”, prevendo-se, no interior, a “construção de um piso enterrado e respetivos acessos pedonais”, de “um piso intermédio”, de “todas as infraestruturas necessárias ao funcionamento do edifício”, de “um passadiço com dois tabuleiros” e diversas obras de reabilitação e reforço estrutural”.

Em novembro, a Câmara do Porto revelou ter apresentado uma “segunda candidatura a fundos comunitários” para “o investimento de 7.406.647,06 euros” na reabilitação do Bolhão.

O município pretende juntar este financiamento a uma primeira candidatura, já aprovada, que “resultou na comparticipação comunitária de 1.566.263,27 euros (de um investimento elegível de 1.842.662,67 euros)”.

LUSA

Mercado do Bolhão: Obras deverão começar em janeiro

Em resposta à Lusa sobre a transferência dos comerciantes para uma estrutura temporária, no Centro Comercial La Vie, prevista para este mês, a autarquia afirma que, “devido ao atraso no concurso para empreitada de requalificação do Mercado do Bolhão, de cerca de três meses, é previsível que as obras só se iniciem no início de janeiro de 2018”.

Face ao atraso no arranque da empreitada, “é vontade da maioria dos comerciantes permanecer no mercado até ao início das obras, ou seja, fazer a transferência para o Mercado Temporário apenas quando se iniciarem as obras no Mercado do Bolhão”, acrescenta.

A 10 de julho a Câmara do Porto anunciou não ser previsível que as obras de restauro do Bolhão começassem em setembro, como anunciado, porque as “sucessivas reclamações entre concorrentes” à empreitada “prolongaram os prazos legais do procedimento”.

Oito dias depois, em reunião camarária pública, o presidente Rui Moreira admitiu não poder comprometer-se com um prazo para iniciar as obras no Bolhão, devido à alteração legislativa que deixou as autarquias sem instrumentos legais para resolver “querelas entre concorrentes”.

“O Estado alterou a lei e os municípios deixaram de poder usar a resolução fundamentada [figura legal que permite contornar querelas judiciais alegando o interesse público]. Não me posso comprometer com o início das obras no mercado porque os concorrentes [à empreitada] estão a pedir exclusões mútuas e, enquanto assim for, não temos instrumentos legais para fazer a adjudicação”, afirmou Rui Moreira, numa reunião camarária pública.

O independente sugeriu que esta limitação legal das autarquias seja “tratada” depois das eleições autárquicas de outubro, no âmbito do debate do Orçamento do Estado.

Na resposta à Lusa, a autarquia adianta que “a empreitada do Mercado Temporário, no que respeita às obras de adaptação, está concluída”, e que “o mobiliário adequado será colocado nos próximos 15 dias”.

“Em meados de setembro o Mercado Temporário estará em condições para receber os comerciantes”, conclui.

O concurso para transformar uma loja do Centro Comercial La Vie, no Porto, no espaço que vai acolher temporariamente os comerciantes do Bolhão durante as obras do mercado foi lançado a 31 de março, com o valor base de 920 mil euros.

Já o concurso público internacional para requalificar o emblemático Bolhão, por um valor máximo de 25 milhões de euros, foi lançado a 19 de dezembro de 2016, através da publicação em Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia.

Naquele dia, a câmara indicou, na sua página da internet, que a obra deveria “arrancar em meados de 2017”, acrescentando que o vencedor do concurso fica obrigado a concluir, “no prazo máximo de 480 dias”, todos os trabalhos referentes às lojas exteriores e aos espaços de restauração, para “permitir a entrega dos espaços”.

Relativamente aos trabalhos no interior, foi fixado o “prazo máximo de 600 dias”, de modo a “permitir a instalação de todo o equipamento”.

Segundo o município, no exterior do Bolhão, “a intervenção compreende a reabilitação e consolidação estrutural das fachadas e das coberturas do edifício”.

Uma parte das obras subterrâneas do mercado do Bolhão, orçadas em cerca de 800 mil euros, arrancaram em agosto do ano passado para desvio “de várias infraestruturas” e, “sobretudo, de uma linha de água” que atravessa todo o imóvel para as ruas Sá da Bandeira e Fernandes Tomás.

Comerciantes do Bolhão terão otimas condições no espaço comercial que será preparado no CC La Vie.

Pelo contrário, o local que albergará o mercado temporário ficará com acesso direto a partir do exterior, como é já do conhecimento público, situando-se em zonas do edifício sempre usadas e licenciadas para a instalação de comércio.

O Gabinete do Mercado do Bolhão, encarregue dos procedimentos referentes à histórica recuperação do edifício, esclareceu já todos os comerciantes atualmente a operar no interior do edifício das condições da mudança, tendo ficado “muito satisfeito” com o acolhimento dos vendedores. Segue-se uma ronda de reuniões com os comerciantes do exterior do mercado.

Apesar das tentativas de desinformação que tem vindo a ser feitas acerca da mudança temporária e até da utilização de factos e número falsos nas redes sociais e em notícias postas a circular sobre o mercado temporário e definitivo, a verdade é que, após as reuniões agora realizadas, o Gabinete do Mercado do Bolhão classifica como “muito positiva” a recetividade geral dos comerciantes e está confiante no sucesso da solução.

Recorde-se que a Câmara do Porto iniciou dia 1 de agosto as obras no subsolo da Rua de Sá da Bandeira que permitirão a realização, em 2017 e até 2019, de obras profundas de restauro e modernização do mercado, ansiadas pela cidade há mais de 30 anos. Esta intervenção permitirá aos comerciantes atuais regressarem ao mercado, que será, como sempre foi afirmado, um mercado de frescos tradicional com gestão municipal, que não irá descaracterizar nem o edifício do ponto de vista arquitetónico nem a sua função de sempre.

A mudança temporária para um espaço comercial do Centro Comercial La Vie, com uma área aproximada de 5.700 metros quadrados, com estacionamento próprio e acesso a partir da mesma estação de Metro que servirá, no futuro, o Mercado do Bolhão reabilitado foi considerada a melhor opção. Das soluções alternativas (parques de estacionamento do Silo-Auto e Trindade ou quarteirão do Casa Forte, abandonada por não haver coincidência de datas de reabilitação e por não conseguir albergar em boas condições todos os comerciantes) o Centro Comercial La Vie foi, de longe, considerada a melhor, quer do ponto de vista comercial quer do ponto de vista do conforto para os comerciantes e clientes.

No espaço comercial, repete-se, acessível diretamente do exterior e interior do Centro Comercial, serão montadas bancas modernas e em condições de operação adequadas a qualquer das atividades licenciadas para comércio no atual Mercado do Bolhão, estando ainda garantida a devida promoção e comunicação para captar clientela que possibilite a subsistência dos comerciantes. A sua permanência no mercado durante a reabilitação foi considerada impossível, por acarretar riscos impossíveis de assumir, por prejudicar gravemente os prazos da obra e por colocar em causa a própria atividade comercial do mercado e a subsistência dos comerciantes.

EMPRESAS