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Cada pessoa é uma pessoa e cada casa é uma casa

Cidália Ribeiro começou, verdadeiramente, a traçar o seu caminho nesta atividade quando surgiu a oportunidade de integrar uma imobiliária com uma dimensão e estrutura significativas e com uma forte capacidade de recrutamento e acompanhamento dos comerciais. Aqui, teve a oportunidade de começar a destacar-se pelo seu trabalho.

Depois, surgiram os desafios. Desafios esses que passam pelo relacionamento interpessoal, pela confiança que têm de ganhar dos clientes, pelo fazer acreditar no que é feito neste setor ou, ainda, pelo deslumbramento. “É fácil deslumbrarmo-nos nesta atividade, mas temos que ter noção que é uma profissão de altos e baixos”, começa por referir a nossa entrevistada para quem, este percurso é, em si próprio, um desafio. “À medida que vamos crescendo vamos saindo da nossa zona de conforto e é importante estarmos rodeados de pessoas mais experientes que nos podem a ajudar a percorrer esse caminho. Sozinhos não conseguimos”, explica Cidália Ribeiro.

Outro dos desafios poderia passar pela desigualdade de género, visto tratar-se de um mercado que lida com setores mais orientados para o género masculino. No entanto, Cidália Ribeiro nunca encarou esse aspeto como um obstáculo, antes como um desafio onde encontrou soluções para o ultrapassar. “Não podemos ir contra uma parede até ela cair, mas sim saber contorná-la. Para isso é importante encontrar as pessoas certas para trabalharmos”, afirma.

Explica que, por vezes, as dificuldades que encontramos em ultrapassar alguns desafios prende-se com a falta de experiência ou alguma imaturidade normais quando estamos no início de uma atividade. “Nestes casos, a resiliência e a persistência são fundamentais. Senti que os desafios eram maiores à medida que ia evoluindo no mercado imobiliário, mas com o tempo fui ganhando ferramentas e audácia para os superar”, acrescenta Cidália Ribeiro.

Opinion maker do mercado imobiliário

Com objetivos bem definidos e estruturados, Cidália Ribeiro sabe para onde quer ir e como tem de fazer para lá chegar. Tem paixão pelo que faz e sabe.  procura informar-se e atualizar-se constantemente sobre esta atividade e sobre o que a rodeia. Gostava de ser uma opinion maker do mercado imobiliário e, juntamente com os objetivos que quer alcançar, já começou a redefinir a sua estratégia, bem como o seu plano de comunicação de informação.

Sabemos que, hoje em dia, as tecnologias trabalham a favor das empresas. Sites, redes sociais, vídeos e imagens são mais apelativos e são a porta de entrada para se conhecer uma empresa. “Nem sempre se consegue mostrar o potencial de uma casa através de fotografias, o vídeo vem complementar, dinamizar e ampliar a promoção da sua casa”, pode ler-se no site de Cidália Ribeiro.

“Estes vídeos técnicos do setor imobiliário trazem mais visibilidade o que acarreta, por conseguinte, credibilidade. Isto porque quem dá a cara não tem nada a esconder”, afirma a nossa entrevistada.

Encontra-se, portanto, a reunir ferramentas que se encaixam consigo e que lhe permitirão percorrer o seu caminho até aos resultados que quer alcançar. “De uma forma leve, atrativa e motivadora conseguimos alcançar as metas pretendidas e conseguimos fazer com que as pessoas sintam confiança nos processos de compra e venda e nos seus investimentos”, diz-nos, ainda, a nossa entrevistada.

Cidália Ribeiro promove, igualmente, através de vídeos, o auto-conhecimento para ajudar as pessoas a ultrapassarem os seus próprios desafios, obstáculos e limitações. E para também elas terem sucesso. “Mudar o nosso pensamento vai ajudar a mudar o nosso comportamento e os resultados serão diferentes”, afirma. 

A Keller Williams

Cidália Ribeiro abraçou este projeto da Keller Williams logo no momento em que a marca entrou em Portugal. “O objetivo da Keller Williams para cada um de nós é que sejamos um millionaire real estate agent, por isso toda a formação dentro da Keller Williams está estruturada para isso mesmo. Desde a formação inicial, para que os colaboradores se integrem nos métodos e sistemas de trabalho da empresa, passando pelo apoio durante o processo inicial de angariação de clientes e, desenvolvimento de toda a atividade, passando pelo o apoio nos processos de compra e venda, faz com as pessoas acreditem que é possível alcançarem os seus objetivos”, explica a nossa entrevistada.

Esta formação contínua durante todo o desenvolvimento e crescimento dos colaboradores dentro da empresa permite-lhes mudar a forma de pensar. “Muitas vezes não conseguimos chegar mais longe exatamente porque os nossos pensamentos nos limitam. Como Osho diz no título do seu livro: “Saia da sua frente”. Se conseguirmos mudar a forma como pensamos, automaticamente mudamos o que sentimos, o que resulta na mudança do nosso comportamento”, elucida-nos Cidália Ribeiro.

A Keller Williams é, para Cidália Ribeiro, uma excelente ferramenta de motivação e uma escola de aprendizagem que “nos ajuda a construir a nossa bagagem e a solidificá-la. Dá-nos asas para crescer e para nos identificarmos com um negócio que sentimos como sendo nosso”, acrescenta. 

“Não vendemos casas” 

Para Cidália Ribeiro o processo de venda de um imóvel não se trata apenas de vender uma casa. “Não vendemos casas. Isto é uma atividade de pessoas para pessoas e de relacionamentos. Quando falamos em “vender” implica estar a forçar alguém para comprar algo que pode não ser o que quer. Não é isso o que fazemos”, começa por referir.

Com o mercado imobiliário português ao rubro e bastante atrativo é necessário perceber muito bem o que é o cliente quer, o que não gostaria, de todo, de ter na sua casa e aquilo que é prioritário para ele numa casa. “Temos de traçar um perfil, qualificar as pessoas e, no momento em que está a ver o imóvel, perceber se há alguma empatia entre a pessoa e a casa. Temos de saber ler bem a sua expressão corporal e a sua comunicação não-verbal”, adianta a nossa entrevistada.

Cada pessoa é uma pessoa e cada casa é uma casa.” Não podemos ter o mesmo tratamento e fazer as mesmas perguntas a todos os nossos clientes. A compra de uma casa é uma compra bastante emocional. É, muitas vezes, a decisão mais importante da vida de muitas pessoas”, afirma Cidália Ribeiro.

Gestão de pessoas 

Para uma boa gestão de pessoas é importante, acima de tudo, conhecê-las muito bem e perceber onde é que elas podem brilhar, diz-nos Cidália Ribeiro. “Recrutar uma pessoa para um determinado cargo quando, na realidade, ela brilha noutro, é estar a apagar essa pessoa. Isso vai refletir-se na sua rentabilidade”.

Portanto, ler as pessoas e perceber onde é que se integram melhor, nas atividades, de acordo com a sua maneira de ser é um bom caminho. “Temos de ouvi-las e ouvir as suas necessidades e tentar perceber quais são as suas ambições. Porque quando temos uma equipa essa equipa tem de caminhar lado a lado como se fôssemos todos um só para alcançar resultados”, explica Cidália Ribeiro.

Ainda, sobre a igualdade de género, a nossa entrevistada defende que esta é uma atividade que se adequa perfeitamente tanto a homens como a mulheres. “Ela precisa do lado masculino, pragmático e com uma visão mais lúcida e clara.

Por sua vez, é necessária a sensibilidade da mulher com o seu lado acolhedor para compreender e ser empática em determinadas situações”, conclui.

O mercado imobiliário tem uma nova marca

A Savills plc, uma das grandes consultoras imobiliárias com sede em Londres, concluiu o processo de aquisição da consultora imobiliária Aguirre Newman em Portugal e Espanha.

A Aguirre Newman opera há mais de 15 anos no mercado português, tendo progredido nos últimos dez anos sob a gestão dos seus sócios locais, Paulo Silva e Patrícia de Melo e Liz.

Sendo líder ibérica em serviços imobiliários há mais de dez anos e numa altura em que o mercado está favorável e em alta, a aquisição da Aguirre Newman pela Savills plc foi um passo muito importante. “Passaremos a fazer parte de uma rede global, o que nos irá possibilitar estar a par com as demais consultoras mundiais presentes no mercado. Sentíamos que na esfera ibérica tínhamos uma posição confortável, mas na esfera mundial, embora já tivéssemos um leque de investidores e clientes internacionais, tínhamos uma forte concorrência”, começa por explicar Patrícia de Melo e Liz.

Com o processo de integração concluído a 2 de janeiro, Patrícia de Melo e Liz vê também nesta fusão um desafio aliciante pelo facto de se tratar do lançamento de uma marca que não existia em Portugal e da entrada efetiva deste grupo imobiliário no país.

Por outro lado, esta integração irá permitir o alargamento e a especialização de algumas áreas de negócio, nomeadamente o Facility Management, Hospitality ou, ainda, consolidar áreas como, a Consultoria e o Investimento – Capital Markets e Development que a empresa tem vindo já a trabalhar.

Quanto à estratégia da consultora imobiliária, essa não terá uma alteração significativa “uma vez que há valores, uma forma de estar e uma visão que prevalecem desde o início. Contudo alargará, sem dúvida, os nossos horizontes, o nosso target e os nossos mercados de atuação”, começa por referir a CEO da Savills Aguirre Newman.

Note-se que a Savills Aguirre Newman é uma consultora imobiliária que oferece soluções globais, individualizadas ou integradas, nas mais importantes áreas do sector B2B: Investimento; Arquitetura; Agência; Gestão de Imóveis; Research/Avaliações; Hospitality e Asset Management. O seu principal objetivo é criar soluções e oferecer um aconselhamento integral de acordo com as necessidades imobiliárias de cada cliente. “Somos uma empresa já consolidada no mercado, com uma equipa também ela consolidada e experiente, equipa esta que foi excecional durante todo o processo de venda, no decorrer de 2017”. 

“Portugal está na moda” 

“O mercado imobiliário sofreu uma explosão que não se esperava. Teve o seu ponto de viragem em 2014 e há um conjunto de fatores que contribuíram para este boom”, explica Patrícia de Melo e Liz.

Comecemos pelo interesse dos investidores estrangeiros em Portugal devido aos Golden Visa que contribuiu para despoletar toda a conjuntura que agora se verifica. Ou ainda os preços apelativos que nessa altura, despertaram a atenção dos investidores estrangeiros.

A necessidade de reabilitar as cidades e a capacidade dos grandes municípios para o fomentar, também dinamizaram bastante o setor.

E ainda, a reabilitação no setor hoteleiro com o aumento e diversificação da oferta turística/ lazer e, consequentemente, o aumento do turismo. “Portugal está, finalmente, a saber vender-se. Porque já há muto o vimos dizendo, Portugal não é só praia e boa gastronomia, temos muito mais para oferecer”, elucida-nos a nossa entrevistada e para quem a crise severa que o país enfrentou trouxe algo de bom. “Deu um abanão nos portugueses que sentiram a necessidade de revelar a sua criatividade e de se reinventarem”, acrescenta Patrícia de Melo e Liz. Diz-se que o português trabalha muito bem sob pressão e em condições adversas, é bem verdade.

Vimos surgir projetos, como o alojamento local, hostels, startups e vimos empresas a reinventaram-se.

Portugal despertou, finalmente, para a capacidade do que tem para oferecer. Temos bons serviços turísticos, hotéis excelentes, temos uma noção de qualidade muito apurada, boas infraestruturas, manutenção e limpeza dos espaços, em suma, a “arte de bem fazer e bem-receber”. 

Reabilitação vs construção nova

Como players nos projetos de reabilitação, a Savills Aguirre Newman tem sentido um forte crescimento em setores emergentes como é o caso a arquitetura em escritórios e empresas e mercados emergentes como seja o mercado para estudantes devido ao número elevado de estudantes inseridos no programa Erasmus que o país está a receber. “As grandes cidades precisam de projetos de reabilitação e estão ser criados mecanismos interessantes nessa matéria, tanto a nível da legislação como de benefícios”, refere Patrícia de Melo e Liz.

No entanto, há lugar para a construção nova. Os indicadores apontam positivamente para a construção nova a nível residencial devido à rentabilidade que esta área oferece, mas faltam escritórios em Lisboa e no Porto, pelo que serão os “senhores que se seguem”. 

Uma empresa é feita de pessoas

“Somos feitos daquilo com o que nascemos e do que recebemos durante a nossa educação e processos de aprendizagem”, diz-nos Patrícia de Melo e Liz quando questionada sobre as características de um líder.

“Acredito que toda a vida devemos ser uma «esponja de informação» para nos inspirar e conduzir a fazer melhor todos os dias”, diz-nos ainda. O que faz todo o sentido quando explica que acredita que um líder revela características de liderança desde muito cedo, mas que estas têm de ser exploradas e enriquecidas com aprendizagens externas e experiência. Há características como a sensibilidade e a perspicácia que são inatas, as chamadas soft skills, mas estas têm de se fazer acompanhar de hard skills e de ser trabalhadas em conjunto.

Para a nossa entrevistada a comunicação estreita com as pessoas, a transparência, a atenção ao próximo e o espírito de serviço são valores essenciais quando se fala de gestão de pessoas. “Seja em que posição estejamos temos de estar para nos servir uns aos outros, mesmo quando estamos numa posição de liderança, estamos a servir as pessoas que nos rodeiam com o nosso exemplo, inspiração, orientação e com conhecimento. Temos de nos manter sempre atualizados para fazê-lo com mestria”, afirma Patrícia de Melo e Liz.

Defende que é importante que as empresas percebam que as equipas trabalham bem com a heterogeneidade e que as pessoas não têm de ser todas iguais. “É na complementaridade de formas de trabalhar e de estar que uma empresa enriquece”, realça.

Na Savills Aguirre Newman as equipas são motivadas a trabalhar e a comunicar abertamente entre si, para que haja interação consistente e transparência entre departamentos. “O sentido crítico permanente enriquece o trabalho e permite-nos evoluir”, explica a nossa entrevistada. 

A mulher no setor imobiliário

Com um percurso profissional vasto e enriquecedor, Patrícia de Melo e Liz sente que a mulher precisa de se esforçar mais para conseguir sobressair, sobretudo nos momentos de decisão.

Defende que não é feminista, mas que é necessário desmistificar a maternidade e mudar o paradigma que a mulher tem de cuidar dos filhos e da casa, não conseguindo conciliar a sua vida profissional com a vida pessoal. “O homem tem a sua forma de estar e a mulher outra, mas complementam-se. É nessa complementaridade que se ganha na abordagem aos desafios e nas metodologias, o que favorece o sucesso das empresas”, elucida-nos. É a única mulher num cargo de topo de uma consultora imobiliária e lamenta que assim seja. Até que ponto as empresas dão a oportunidade às mulheres de fazerem as suas escolhas em termos de carreira? Pergunta. “Sou mãe de três filhos e acredito plenamente que a mulher consegue conciliar a vida pessoal com a vida profissional. Consegue ter a mesma produtividade. O travão sobre o que a mulher pode ou não fazer, é uma questão de mentalidade que tem de mudar”, alerta.

Felizmente, hoje em dia o homem também já está integrado no processo da licença da maternidade, equilibrando melhor os papéis da mulher e do homem. Por sua vez, também já se veem empresas que impulsionam uma nova forma de estar, mostrando que a mulher tem as mesmas capacidades que o homem para abraçar funções de topo. 

Quem é Patrícia de Melo e Liz

Em 2007 funde as duas empresas de que era sócia (Melo e Liz Design e Cosmopolita) com a multinacional espanhola AGUIRRE NEWMAN, assumindo o papel de sócia-executiva da empresa com os pelouros de Arquitetura, Gestão de Imóveis, Marketing e Recursos Humanos.

Em 2014, paralelamente às suas funções, abraça um projeto na área da educação, adquirindo o Colégio Grow Up, em Caxias. E aceita fazer parte do Corpo Diretivo da Oeiras International School.

Em 2017 a Aguirre Newman é adquirida pela multinacional Savills e Patrícia de Melo e Liz assume o cargo de CEO.

JPS Group, especialista no mercado imobiliário

Como em todas histórias, que precisam de um princípio, meio e fim, vamos começar pelo início. Quem é João Sousa? Durante o seu percurso, o que ditou a sua chegada à fundação da JPS Group?

Formei-me em Direito, mas iniciei o meu percurso com o contacto na área empresarial e dos negócios. Tinha 23 anos quando fiz o meu estágio e rapidamente percebi que estava mais vocacionado para os negócios do que propriamente para exercer direito. Sabia que não era essa a área que iria abraçar. Decidi dedicar-me à consultadoria de investimento financeiro e imobiliário e a partir daí tenho vindo a construir o meu percurso ligado a esta área. Tenho 39 anos e já tenho alguns anos de experiência nesta área. Passei um período da minha vida fora do país em negócios em África, na América do Sul e na Ásia. Fiz consultadoria de investimento da Europa para a América do Sul, mas de há quatro anos para cá comecei a montar uma estratégia para implementar no meu país. Portugal vivia uma crise financeira muito grande, em especial no mercado imobiliário, um dos setores mais devastado pela crise financeira. Comecei, portanto, a olhar para o meu regresso a Portugal e a estruturar um negócio pensado, com base no acumular das experiências lá fora que queria trazer para o nosso país. E assim nasce a JPS Group, desenvolvido e implementado em conjunto com um grupo de investidores que acreditavam neste projeto.

Vamos falar de liderança. Queremos destacar os líderes portugueses e deixar o seu testemunho aos nossos leitores. Portugal precisa de mais líderes ou de uma melhor liderança?

Precisamos de melhores líderes. Precisamos de líderes que compreendam que, por vezes, é preciso ir buscar e perceber o que se está a passar noutros países, ir buscar bons exemplos de liderança, modelos de negócios e soluções para levantar projetos. Esses é que são os bons líderes.

Enquanto havia uma maré de sucesso no setor imobiliário, quando tudo corria bem, era fácil as coisas acontecerem e deixarem-se ir na corrente. Quando chegou a crise ao país, nem todas as empresas tiveram capacidade para resistir e manter o negócio de pé. Faltava uma estrutura sólida e capacidade de se reinventarem.

O que é para si ser um bom líder? 

Acima de tudo é preciso capacidade de resistência e de proatividade. É preciso tentar antecipar aquilo que aí vem.

Às vezes não é fácil, como é óbvio, mas é preciso tentar fazer com que as dificuldades façam parte do aprendizado da pessoa, que façam para do seu crescimento e estar atento aos erros cometidos. Mas acima de tudo perceber que isto tudo é feito de relações humanas. As empresas são feitas de números, é verdade, mas quem faz esses números são as pessoas. A boa capacidade de liderança passa por conseguir retirar o melhor de cada pessoa e fazê-las sentir que fazem parte do projeto. É sempre isso que tento transmitir, por onde passei e em todos os projetos onde estive envolvido, tento fazer com que as pessoas sintam que fazem parte do puzzle. As instituições ficam, as pessoas passam, mas se tivermos a capacidade de trazer as pessoas e envolve-las no projeto e dinamizar o que há de melhor nelas isso vai refletir-se na empresa e no seu sucesso.

Estão presentes no mercado apenas há dois anos e querem marcar a diferença no mercado imobiliário português. Que balanço já é possível fazer?

Estamos presentes há quase três anos no mercado e o balanço já é bastante positivo. Todos os projetos que lançamos têm sido bem aceites. É um projeto que ainda está no início, mas que já tem uma carteira de clientes e uma carteira de investimento elevadas. Tem sido um processo árduo, mas estamos a caminhar para que se torne num projeto de grande dimensão.

Lançámos, recentemente, um empreendimento novo e, em termos de estratégia, temos já um caminho bem delineado para os próximos cinco anos que passa pelo que já foi construído até então. Somos um promotor com uma capacidade singular no mercado imobiliário em Portugal. Temos um conjunto de serviços que permitem levantar, internamente, um projeto no seu todo sem a subcontratação de serviços. Desde a arquitetura e engenharia até ao marketing e publicidade ou ainda do jurídico ao financeiro, disponibilizamos serviços que nos dão a capacidade de erguer um projeto imobiliário. Trata-se do projeto empresarial JPS Real Estate Investments que será o nosso foco nos próximos anos. Neste momento existem muitas aquisições feitas por investidores e com o JPS Real Estate Investments vamos posicionar-nos ao lado do investidor para desenvolver os seus projetos imobiliários, oferecendo as nossas valências. Seremos um parceiro para desenvolver projetos e disponibilizar todos os meios para alcançar o sucesso dos investidores.

Iniciaram atividade com a reabilitação, no centro de Lisboa, agora o foco é a construção nova, dirigida às famílias portuguesas. Porque é que o grupo sentiu esta necessidade de apostar na construção nova?

Lisboa é uma cidade que tem um potencial muito forte. Há a sensação de que só nos últimos dois anos é que se descobriu Lisboa, principalmente porque hoje é um destino Europeu bastante procurado, mas também muito falado e procurado a nível mundial. Lisboa tem potencial para continuar a crescer, os serviços estão melhores, há mais procura face a alguns focos de instabilidade existentes na Europa, é uma cidade segura e o nosso país ainda é um dos países com o custo de vida mais baixo. São fatores que fizeram evidenciar Lisboa no mapa.

Apostámos, assim, na JPS Group que optou por dois caminhos: inicialmente a reabilitação urbana, com foco no investimento estrangeiro, e, posteriormente, a construção nova com foco nas famílias da classe média que estão a sair de Lisboa para os arredores e precisam de habitação. Percebemos que havia uma necessidade de construção nova que não existe. O mercado começa a ter uma procura maior e não há oferta para corresponder às necessidades das famílias portuguesas. Este será o nosso caminho.

Quanto à reabilitação urbana, temos procurado projetos diferentes. Não vamos fazer reabilitar edifícios que não acrescente algo mais. A nossa reabilitação pauta-se pela sua maneira diferente de estar no mercado. Tem de ter uma marca diferenciadora e acrescentar valor.

E assim surge o SkyCity. Em que consiste este projeto?

O SkyCity é um projeto que pode ser considerado emblemático pelo facto de termos conseguido colocá-lo na rota do mercado imobiliário com uma presença muito forte. É acreditar que irá existir uma construção nova com todas as potencialidades de ter um baixo custo, qualidade e proximidade do centro de Lisboa a um preço competitivo e acessível. É um projeto único que vai trazer qualidade de vida às famílias portuguesas.

Já começámos a construção e, neste momento, o projeto SkyCity já está a ser comercializado em planta. Queremos criar uma mais-valia na construção, queremos envolver as pessoas na construção e que sintam que estão a construir a sua casa de sonho. Queremos que as pessoas possam escolher e personalizar cada divisão da casa.

Trata-se de um empreendimento, desenvolvido sobre um conceito de excelência, com 49 moradias isoladas, 66 moradias em banda e 255 apartamentos. 

Como analisa o mercado imobiliário português atualmente? Portugal está na moda? Quais são as perspetivas, a médio/longo prazo, para o mercado imobiliário?

Não é uma moda. Estamos a falar de uma conjuntura propícia e que irá revelar o seu potencial. Estão a ser investidos muitos milhões em infraestruturas e serviços e Lisboa tem todas as condições para continuar a ser dinamizada e oferecer boas condições. A par destes fatores temos ainda outros com as viagens low cost que cada vez trazem mais turistas às nossas cidades ou ainda fatores como qualidade de vida, segurança, estabilidade, bom tempo e boa comida que o nosso país oferece. 

Este setor tem sido devidamente apoiado?

Foram criados e bem, no setor da reabilitação urbana, alguns mecanismos legais para dinamizar a reabilitação. Estes mecanismos funcionaram bastante bem. Se olharmos para Lisboa há quatro anos atrás, a baixa estava completamente deserta. Hoje há vida na baixa de Lisboa, há prédios reconstruídos, turismo e movimentação. Podemos dizer que o apoio na reabilitação urbana foi eficaz. No que diz respeito à promoção imobiliária temos de ter atenção que o Estado não pode substituir os particulares. Pode criar mecanismos que permitem dinamizar o setor, mas há aspetos que não dizem respeito ao Estado e que têm de ser melhorados, como é o caso das questões burocráticas. 

Que maiores desafios enfrenta?

Com a saída de Portugal da crise e com o boom no mercado imobiliário verificou-se uma falta de capacidade de resposta por parte das empresas de construção que não têm mão-de-obra qualificada suficiente. A par das questões burocráticas relacionadas com os processos, como já referi, também há dificuldade em lidar com as próprias entidades licenciadoras.

Portugal quer atrair investimento estrangeiro, quer captar investidores, mas é preciso coordenar o sistema burocrático, que se pauta pela morosidade, para fazer jus à entrada de investimento e de investidores no país.

A JPS Group procura assumir um papel que permita coordenar e agilizar todos estes fatores, inclusive com as entidades, e procura encontrar soluções para ultrapassar obstáculos que possam surgir.

Com o Real Real Estate Investments o nosso foco será associar-nos a mais parceiros, investidores e projetos imobiliários, oferecendo os nossos serviços para desenvolver os seus projetos, sempre assentes no sucesso da operação. Queremos abrir o nosso leque de valências e oferecê-las ao mercado. Enquanto empresa conseguimos fazer o acompanhamento total de um projeto, desde o seu planeamento à concretização, através de uma equipa multidisciplinar e qualificada que irá garantir a taxa de sucesso da operação, Success Fee, a custo zero.

Na reabilitação urbana, no Real Estate Investments, a JPS Group reconstrói e co-investe em projetos de requalificação urbana através de serviços 100% integrados para os seus investidores.

A JPS Group pretende, portanto, assumir-se como um parceiro especialista no desenvolvimento de projetos imobiliários.

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