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Monchique: Energia elétrica reposta em todas as localidades afetadas

© FILIPE FARINHA /LUSA

De acordo com a diretora de comunicação da EDP Distribuição, Fernanda Bonifácio, “cerca das 20:00 de domingo” todas as habitações afetadas tinham as redes de baixa tensão repostas.

A diretora de comunicação da empresa admitiu ainda que é possível haver casas sem energia elétrica, neste momento, uma vez que podem existir as “normais avarias”, mas sublinhou que a rede está “reposta a 100%”.

Na quarta-feira passada, a EDP Distribuição reforçou o dispositivo operacional com equipas de outros locais do Algarve para os trabalhos de recuperação da rede de distribuição de energia nas localidades afetadas pelo incêndio.

O incêndio rural que deflagrou no dia 03 em Monchique (distrito de Faro, Algarve), combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado na sexta-feira (dia 10) de manhã, atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja).

Quarenta e uma pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

Segundo o município de Monchique, arderam cerca de 16.700 hectares no concelho.

LUSA

Proteção civil assegura que incêndio de Monchique está”dominado”

Um bombeiro observa um incêndio florestal na zona da Ribeira da Perna da Negra, na Serra de Monchique, no distrito de Faro, 4 de agosto de 2018. Estão envolvidos no combate ao incêndio mais de 735 bombeiros, 196 meios terrestres, e 9 meios aéreos. FILIPE FARINHA/LUSA

A página da Protecção Civil indicava esta sexta-feira, às 8h30, que estavam 1.371 operacionais no terreno, ajudados por 442 meios terrestres dois meios aéreos, um helicóptero e um avião.

Pode ler-se ainda no site que a legenda apresentada ‘em resolução’ significa que é um “incêndio sem perigo de propagação para além do perímetro já atingido”.

Na conferência de imprensa de balanço, feita ontem à noite, refira-se, a segunda comandante operacional nacional da Protecção Civil, Patrícia Gaspar, referia que o incêndio estava “globalmente estabilizado”.

Segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), este incêndio já era considerado o maior este ano em Portugal, tendo destruído à sua passagem cerca de 27 mil hectares.

As chamas que deflagraram na localidade de Perna Negra já provocaram 39 feridos, um deles em estado grave, obrigaram a evacuar diversos aglomerados populacionais e uma unidade hoteleira.

O incêndio começou na passada sexta-feira, dia 3, à tarde, em Monchique, no distrito de Faro, e chegou aos concelhos vizinhos de Silves, de Portimão no mesmo distrito, bem como a Odemira.

[Notícia atualizada às 08h45]

Proteção Civil: “Reativações são expectáveis, mas iremos responder de forma musculada”

Tal como anunciou esta terça-feira Eduardo Cabrita, o incêndio que lavra em Monchique há seis dias passou para ‘as mãos’ do Comando Nacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC). Por isso, é Patrícia Gaspar, segunda Comandante Operacional Nacional da ANPC, que dá voz ao balanço desta manhã.

Confirmando que o Comando Nacional acompanhou, “desde o primeiro minuto”, a situação em Monchique, Patrícia Gaspar adiantou que há hoje, no teatro de operações, “uma situação mais estável”. Porém, “reativações são expectáveis, mas iremos responder de forma musculada”.

Na zona Sul do país, esta quarta-feira é esperado, em termos meteorológicos, “um dia muito semelhante ao de ontem, com temperaturas a rondar os 24/25º”, com uma humidade relativa que poderá chegar aos 50% e vento desfavorável.

O desafio, no entendimento de Patrícia Gaspar, passa agora por “consolidar o trabalho que desde o início tem vindo a ser feito”. As zonas mais críticas de momento, conforme acrescentou, são a da Aldeia da Fóia, onde estão já diferentes meios, tais como máquinas de rasto, meios aéreos e terrestres, e a de Silves, onde “está também uma bateria reforçada”.

Produtores florestais algarvios esperam há meses por plano de prevenção

© Global Imagens

Segundo escreve hoje o jornal Público, o projeto para a Zona de Intervenção Florestal da Perna da Negra, onde na sexta-feira começou o incêndio que hoje de manhã ainda lavra em Monchique prevê a criação de pontos de água, aceiros e caminhos de acesso para combate ao fogo na serra.

A falta destas acessibilidades foi um dos problemas enfrentados pelos bombeiros na luta contra os mais recentes incêndios na região.

“Há mais de um ano que todos sabem que Monchique estava no topo da lista das zonas com maior risco de incêndios florestais. Há mais de um ano que todos sabem que a serra de Monchique era a próxima a arder” disse ao Público Emílio Vidigal, presidente da Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio (Aspaflobal).

O responsável lembra ainda que há cerca de sete meses os produtores enviaram para o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) um plano estruturante para a Zona de Intervenção Florestal de Perna da Negra [gerida pela Aspaflobal] e nada foi feito.

“Está tudo embrulhado na burocracia, só nos fazem perguntas de lana caprina e nada avança”, afirmou o presidente da associação que representa cerca de 500 produtores florestais do Barlavento algarvio.

“Cada vez que ouvia alguém dizer que um dos problemas nestes incêndios era a impossibilidade de acesso a viaturas à zona que ardia na serra, ficava fora de mim. Toda a gente sabe que esse era um dos problemas que era preciso resolver”, acrescentou.

Emílio Vidigal diz não encontrar explicações para o atraso do ICNF para o projeto da ZIF da Perna da Negra: “O ICNF conhece-nos, sabe que há muitos anos fazemos um trabalho sénior de prevenção e combate a incêndios, mas nada faz. Só nos fazem perguntas sobre dados que já têm e que nós vamos repetindo nas respostas”, critica.

O responsável insiste: “Dois dias antes destes incêndios enviaram-nos um conjunto de 30 perguntas, como, por exemplo, sobre os estatutos da associação ou pediam garantias que não temos dívidas à Segurança Social. O comprovativo de que não temos dívidas caduca de três em três meses, mas como o processo não avança no ICNF, de três em três meses este pede novo comprovativo”.

“É um processo burocrático estúpido e sem fim. Parece que fazem de propósito para não avançarem”, sublinha.

O responsável diz-se revoltado com toda a situação e garante que já deu conta “a toda a gente” da necessidade de este projeto avançar: “Até já falei com o secretário de Estado [da Administração Interna], que se manifestou indignado com a não aprovação do projeto, mas a verdade é que está tudo parado no ICNF”.

O incêndio de Monchique, distrito de Faro, deflagrou na passada sexta-feira, já provocou pelo menos 29 feridos e obrigou à evacuação de diversos aglomerados populacionais e uma unidade hoteleira.

LUSA

EDP cortou eletricidade nalgumas zonas de Monchique por segurança

© Reuters

De acordo com a diretora de comunicação da EDP Distribuição, Fernanda Bonifácio, houve zonas em que o abastecimento de eletricidade foi cortado por questões de segurança “e a pedido da Proteção Civil”, nomeadamente Fóia e Caldas de Monchique, distrito de Faro.

A mesma responsável adiantou ainda à agência Lusa que há zonas sem abastecimento porque houve estruturas que ficaram destruídas pelo fogo, tendo a EDP colocado geradores nalgumas vilas durante a madrugada.

A EDP conta ter um balanço mais pormenorizado da situação ainda durante a manhã de hoje.

O incêndio que lavra desde sexta-feira em Monchique estava hoje pelas 09:15 a ser combatido por mais de 1.200 operacionais, apoiados por 14 meios aéreos e 374 viaturas.

LUSA

Incendiário apanhado em flagrante delito pela GNR

O caso aconteceu esta terça-feira e o fogo foi detectado através de uma torre de vigia. Instantes depois, a GNR localizou o suspeito.

O homem confirmou ter usado um isqueiro para atear o fogo e confessou ter sido o autor de outro incêndio, há duas semanas na Portela do Vale, também em Monchique. Nesse incêndio, uma viatura dos bombeiros de Portimão ficou destruída.

Meios aéreos reforçam combate a fogo em Monchique

O incêndio que lavra em Monchique, com duas frentes ativas, vai contar a partir das 8h30 com meios aéreos, avançou à Lusa o presidente da autarquia, Rui André, garantindo que a salvaguarda de “bens e pessoas” é a prioridade das autoridades.

“É a nossa prioridade em termos de defesa quando os meios não são suficientes e quando muitas vezes as condições no terreno não permitem o ataque à frente de fogo, que é o caso. A nossa prioridade é obviamente salvaguardar pessoas e bens. Haverá sempre [habitações e pessoas em perigo] mas estão sempre defendidas”, explicou à Lusa.

De acordo com o autarca que passou a noite junto do posto de comando instalado na Fóia, o cenário podia ser “muito mais complicado” uma vez que durante a noite teve início um incêndio em Silves “que chegou a ameaçar também a zona norte de Monchique”, mas que já está dominado.

“Temos duas frentes ativas em Monchique. Vamos fazer agora um raide aéreo para ver como está a progredir o fogo para tentar, com a intervenção dos meios aéreos, consolidar no terreno com bombeiros e meios terrestres, nomeadamente, máquinas de arrasto, e criar condições para que o fogo seja dominado o mais depressa possível “, frisou.

Quanto ao incêndio que lavra no concelho vizinho, Rui André explicou que também existem “zonas preocupantes em Portimão, na zona do Resmalho e Casas Velhas”.

Esta madrugada uma das três frentes do incêndio que lavra em Monchique foi dominada e outra estava controlada em 60%, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro.

A terceira frente ativa na localidade de Fóia lavrava a oeste e “não tem acesso a veículos de combate”, indicou fonte do posto de comando de operações.

Pelas 08h30 e segundo os dados do ‘site’ da Autoridade Nacional de Proteção Civil estavam no local 603 operacionais, apoiados por 195 veículos.

Mais de 600 operacionais combatem chamas em Monchique

De acordo com o site da Protecção Civil, o distrito de Faro concentra as duas maiores ocorrências em termos nacionais.

Em Silves, um incêndio numa zona de mato com uma frente ativa está a ser combatido por mais de 100 operacionais.

O fogo alcança uma dimensão cada vez maior e prova disso é uma imagem captada por um satélite na NASA onde é bem visível uma coluna de fumo provocada pelo incêndio na Serra de Monchique.

Incêndios. Fogo de Monchique alastrou a Portimão e mantém frente de grande extensão

O incêndio que se reacendeu durante a noite em Monchique tem uma frente ativa que, ao início da tarde desta quinta-feira, se estendeu para o concelho de Portimão, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

De acordo com a fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro, o fogo tem uma frente ativa de grande extensão e está a ser combatido por 401 operacionais de corporações de vários pontos do país, apoiados por 125 veículos, nove meios aéreos e 12 máquinas de rasto.

Segundo a mesma fonte, foram atendidas sete pessoas com ferimentos ligeiros, por inalação de fumos ou entorses.

Por precaução, foram deslocadas 16 pessoas – idosas e com mobilidade reduzida -, encaminhadas depois para casa de familiares, centros de dia e para um pavilhão desportivo de apoio à Proteção Civil.

A estrada entre os Casais, no concelho de Monchique, e a Senhora do Verde, no concelho de Portimão, está fechada ao trânsito.

O incêndio florestal deflagrou no sábado às 17h08 e foi dado como extinto no domingo, mas sofreu um reacendimento na quarta-feira ao início da noite.

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