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Matosinhos: Festival de Jazz com música portuguesa ao longo de julho

De acordo com a programação hoje revelada, o Matosinhos em Jazz decorrerá nos fins de semana de julho, com concertos no coreto, ficando reservados os dias 27 e 28 para atuações na praça Guilhermina Suggia, todos com entrada gratuita.

O Matosinhos em Jazz é um festival antigo na cidade, fundado nos anos de 1990, para divulgar jazz nacional e internacional. Este ano, o evento reparte-se por aqueles dois espaços e contará ainda com uma exposição, do universo das artes visuais, dedicada a discos icónicos do jazz.

No coreto estão previstos concertos ao final da tarde de Mário Laginha Trio, Cristina Branco, Elas e o Jazz, Songbird (de Luís Figueiredo e João Hasselberg), Lokomotiv, o Coreto Porta-Jazz e os Jazzamboka (Canadá/Congo), premiados em 2017 no festival de Montréal.

Para a Praça Guilhermina Suggia ficam reservadas as atuações, à noite, de Sérgio Godinho, com a Orquestra Jazz de Matosinhos (dia 27) e de Pedro Abrunhosa com a Orquestra Sinfónica do Porto (dia 28).

Durante o mês de julho, junto ao coreto, ficarão expostas recriações de capas icónicas do jazz feitas por AKACorleone, Nash Does Work, Oficina Arara e peladupla Francisco Queimadela e Mariana Caló.

Destaque ainda para um debate sobre jazz, marcado para 07 de julho, no coreto, com a participação de, entre outros, Pedro Guedes, mentor da Orquestra Jazz de Matosinhos, Luís Salgado, programador do espaço Maus Hábitos, e Joaquim Mota, da Rádio Nova.

Noutro formato e em anos anteriores, o Matosinhos em Jazz acolheu atuações, entre outros, de Toots Thielemans, Dave Holland, Gregory Porter, Barbara Hendricks, James Carter, Joe Lovano e Rufus Reid.

Este ano, o Matosinhos em Jazz é uma organização da câmara municipal em parceria com a produtora Arruada.

Charles Aznavour atua em Lisboa a 10 de dezembro

O cantor Charles Aznavour, intérprete de êxitos como “La bohème”, e que compôs para Amália Rodrigues “Aïe mourrir pour toi”, atua no dia 10 de dezembro, em Lisboa, foi esta terça-feira divulgado.

Charles Aznavour, de 92 anos, atua na Meo Arena, no sábado, dia 10 de dezembro, no âmbito de uma digressão que este ano já o levou a 11 palcos, de Amesterdão, na Holanda, a Tóquio e Osaka, no Japão, passando por Bucareste, Praga, Dubai ou Barcelona, e que prevê ainda a passagem por cidades como Verona, Marbella e Antuérpia, antes de Lisboa.

O cantor, ator e compositor francês de origem arménia, apontado pela imprensa como uma “lenda viva da ‘chanson française’”, editou, no ano passado, o álbum “Encores”, composto por inéditos de sua autoria, entre os quais uma homenagem a Edith Piaf e uma recriação de Nina Simone, tendo atuado, na altura, em cidades como Paris, Londres, Bruxelas e São Petersburgo, entre outras, num total de 12 concertos.

Todas as canções do álbum, à exceção de “You’ve got to learn”, foram escritas e compostas por Aznavour, que fez os arranjos para a sua voz, sendo a orquestração de Jean-Pascal Beintus.

Charles Aznavour atuou em 2008 em Portugal, ano em que recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2007, gravou com a cabo-verdiana Mayra Andrade a canção “Je danse avec l’amour”.

Com uma carreira com cerca de 70 anos, como cantor, ator e compositor, Aznavour escreveu mais de mil canções em francês, inglês, italiano, espanhol e alemão, vendeu mais de 100 milhões de discos, tendo partilhado o palco com cantores como Edith Piaf, Charles Trenet, Dalida e Yves Montand, entre muitos outros.

“Poucos são os franceses referenciados como influência por artistas tão díspares como Frank Sinatra ou Fred Astaire, Sting ou Elvis Costello, Bob Dylan ou Dr. Dré, o magnata do ‘hip hop’ que ‘samplou’ um tema de Aznavour de 1966, ‘Parce que tu crois’, para um dos maiores sucessos do seu álbum ‘2001’, o tema ‘What’s the difference’, que, em 1999, revelou também duas futuras superestrelas do ‘rap’ norte-americano, Xzibit e Eminem”, afirma a produtora do espetáculo em comunicado enviado à Lusa.

O crítico musical Stephen Holden, da revista norte-americana Rolling Stone, descreveu Aznavour cmo uma “divindade pop francesa”.

O intérprete de “Il faut savoir” gravou mais de 1.200 canções em oito idiomas, e vendeu mais de 180 milhões de discos, segundo a mesma fonte.

Bryan Ferry, Elton John, Carole King, Paul Anka, Frank Sinatra, Dean Martin, Sting, Marc Almond, Herbert Gronemeyer, Simone de Oliveira e Laura Pausini são alguns dos artistas não-franceses que gravaram temas de Aznavour.

A versão em inglês da canção “Tous les visages du monde” (1974), “She”, por Elvis Costello, alcançou o 1.º lugar do top do Reino Unido “três vezes mais depressa do que a gravada por Costello para a banda-sonora do filme ‘Notting Hill’”, realça a mesma fonte.

Em 1998, Aznavour foi eleito “Entertainer of the century” pelos consumidores de marcas globais de media como a CNN e a Time Online, somando 18% das preferências mundiais e superando Bob Dylan e Elvis Presley, refere a produtora do espetáculo.

De origem arménia, o músico fundou a organização não-governamental Aznavour For Arménia, como resposta ao terramoto naquele país, em 1988.

Tanto em França, onde apoiou Jacques Chirac contra Jean-Marie le Pen, nas presidencias de 2002, como no Parlamento Europeu, Aznavour “participou em várias iniciativas em defesa dos direitos dos artistas e da lei dos direitos de autor”.

Em abril último, com o ator George Clooney, o Presidente da Arménia e o papa, Charles Aznavour, batizado Shahnour Varinag Aznavourian, esteve presente numa cerimónia no Memorial do Genocídio Arménio, na colina de Tsitsernakaberd, em Erevan.

Em 1997, a França reconheceu o papel do músico na história da canção francesa, distinguindo-o com o grau de Oficial da Legião de Honra.

Aznavour é embaixador permanente da UNESCO, e o Estado da Arménia concedeu-lhe, em 2008, a nacionalidade arménia. Anteriormente o cantor tinha recebido a Ordem da Pátria, a mais alta condecoração da antiga república soviética e uma das praças da capital, Yerevan, tem o seu nome.

Bússola da música alternativa “made in” Portugal aponta para nordeste

A agulha da bússola de todos os amantes do rock e da música alternativa “made in” Portugal volta a apontar numa direção obrigatória: nordeste. Esta sexta-feira e sábado, chegam a Vila Real algumas das bandas e artistas nacionais mais aclamados, vários deles com trabalhos recentes para apresentar.

Na terceira edição do Rock Nordeste, sobem ao palco referências já bem conhecidas dos festivaleiros como Linda Martini, Orelha Negra e PAUS, entre outras formações. A solo, haverá lugar para o carrossel musical e onírico de David Santos, o “homem-orquestra” com o seu projeto Noiserv, assim como para as canções sempre interventivas e desconcertantes de B Fachada. E tudo isto de forma inteiramente gratuita.

Na sexta-feira, 1 de julho, as atenções centram-se no concerto de Linda Martini. A banda de André Henriques, Cláudia Guerreiro, Pedro Geraldes e Hélio Morais é comummente considerada a mais relevante da sua geração. Conhecida por espetáculos ao vivo bastante viscerais e por êxitos como “Amor Combate” ou “Cem Metros Sereia”, o quarteto lançou este ano o álbum “Sirumba”, do qual foi extraído o single “Unicórnio de Sta. Engrácia”.

Ainda no dia de arranque do evento, destaque também para a atuação da formação Sean Riley & The Slowriders. Passados cinco anos desde o último registo discográfico, “It’s Been a Long Night”, e depois de um interregno de três, a banda formada em 2007 – que conjuga elementos do rock n’ roll, dofolk e do country – regressa agora aos palcos com um álbum homónimo. No novo trabalho do grupo, constam faixas como“Dili” e “Greetings”.

Também no primeiro dia, a banda Can Cun, formada em Vila Real pelo trio Bruno André Azevedo, Bruno Coelho e Jorge Simões, joga em casa para tocar músicas do seu primeiro EP intitulado “Thin Ice Dance Floor”, que se caracteriza por uma sonoridade que vagueia entre o “dream pop” e o rock dos anos 90. Ainda na sexta-feira atua também o português DJ Ride.

EMBARCAR NO CARROSSEL DE NOISERV E FUMAR COM B FACHADA NO SEGUNDO DIA

No dia seguinte, sábado, 2 de julho, o cartaz está igualmente recheado de focos de interesse, onde sobressai o concerto do “supergrupo”, como é muitas vezes denominado, Orelha Negra. O grupo cruza influências do “hip hop”, da eletrónica, do “soul” e do “funk”, e levará até ao Rock Nordeste, entre sucessos já conhecidos, algumas músicas do seu terceiro e mais recente álbum, como é disso exemplo a faixa “22:14”.

No mesmo dia, o público que se deslocar até à margem do Rio Corgo será contagiado pelo ritmo frenético da bateria siamesa d0 c0letivo PAUS. A banda tem um novo trabalho discográfico, editado em fevereiro deste ano e que se intitula “Mitra”, onde o protagonismo da percussão e os vocais gritados continuam a definir a identidade artística do quarteto.

Também no mesmo dia, destaque para o concerto da dupla “Best Youth”, composta por Catarina Salinas e Ed Rocha, que levará na bagagem o seu primeiro álbum de originais “Highway Moon”, considerado o melhor disco de música portuguesa pelos leitores da Blitz.

Sozinho em palco estará David Santos, mais conhecido por Noiserv, nome do seu projeto musical. Dono de uma sonoridade única, com melodias que remetem para um universo onírico, cristalino e quase infantil, acompanhadas de letras bem trabalhadas e com um registo melancólico. Nas atuações de Noiserv, tudo pode servir de instrumento musical, desde um brinquedo até uma máquina fotográfica. Em 2014, editou o seu último álbum intitulado “Almost Visible Orchestra”, de qual saíram êxitos como “I was trying to sleep when everyone woke up” ou “Don’t say hi if you don’t have time for a nice goodbye”.

Também a solo, no dia 2, apresenta-se o cantautor B Fachada, que se notabiliza pelo uso de letras com uma pungente e mordaz crítica social, acompanhadas de batidas dançáveis. O seu estilo relembra, nos dias correntes, que a cantiga e a palavra ainda são duas importantes armas.

No mesmo dia, junto ao Rio Corgo ecoará também o som de Branko, produtor natural de Lisboa e cofundador dos aclamados Buraka Som Sistema. O reconhecido e multifacetado artista partiu numa viagem à volta do mundo para se conectar com algumas das mais entusiasmantes cenas musicais da atualidade e, pelo meio, colaborou com uma nova geração de artistas para criar o álbum de estreia a solo “Atlas”.

A NORDESTE É DOS OITO AOS OITENTA

O festival Rock Nordeste tomou em 2014 um novo espaço no coração de Vila Real e moveu-se do Complexo de Codessais para o Parque do Corgo, um dos ex-libris da cidade. Na edição de 2016, a aposta recai novamente na distribuição dois palcos – Palco Parque e Palco Teatro, no Auditório Exterior do Teatro de Vila Real, situado também junto ao rio.

Em declarações ao Expresso, o programador Ilídio Marques destaca o objetivo de trazer para o festival público “dos oito aos oitenta anos”, algo que, na sua perspetiva, “já tem acontecido nas duas anteriores edições e que se mostra ainda mais acentuado nesta terceira.”

Na opinião do responsável, exemplos como o Rock Nordeste são “a prova viva de que se pode ter um excelente cartaz apenas com artistas portugueses. Os três anos de festival, marcados por uma aposta na melhor música portuguesa, provam-no”.

Nas edições de 2014 e 2015, passaram pelo festival mais de vinte e duas mil pessoas, que puderam desfrutar da música de alguns dos mais proeminentes nomes da música alternativa portuguesa.

O Rock Nordeste é uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Vila Real e nesta terceira edição contou com um orçamento de 60 mil euros.

Levante o dedo quem não ouve Música!

Podemos hoje dizer, e com uma larga margem de segurança na afirmação, que música (ou formas de música) estão presentes desde sempre nas sociedades humanas. É a arte mais consumida e que está presente nas mais diversas facetas do nosso quotidiano de vida e rituais: no carro, nos centros comerciais, nas festas, nos palcos de espetáculos, nos funerais, no casamento, no jantar romântico, durante o exercício fisico, no trabalho, e em tantos outros momentos.

Numa abordagem simplista e breve, podemos lembrar que a música cruza sociedades, gerações, contextos políticos variados, faz parte de muitos dos movimentos sociais, hierarquias, crenças, religiões, culturas, situações de paz ou de guerra ao longo da nossa história.

A música pode dizer aquilo que as palavras não conseguem expressar. Tem o potencial de ajudar a expressar a alegria, a tristeza, a dor, a identidade de quem a compõe, de quem a ouve ou executa. Usamo-la como veículo de expressão pessoal, de comunicação, como recurso de bem-estar, de criatividade, de terapia, de conexão com os outros, de coesão social, reforço de laços inter pessoais e de tantas outras formas que este breve artigo de opinião não permite esmiuçar.

Então, se a música tem esta importância que não só as ciências sociais e humanas estudam, mas também que as ciências exactas, como as neurociências, cada vez mais fundamentam, faz todo o sentido que a música esteja onde as pessoas estão e os contextos de cuidados de saúde, são um deles. E é neste agregado de características que o projeto “Musica nos Hospitais” (www.musicanoshospitais.pt), da Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade (APMHIS), existe, e é na visão holística da Saúde que este projeto se enquadra e desenvolve.346695-970x600-1Músicos com formação especifica para intervirem nestes contextos, circulam pelos espaços das Pediatrias hospitalares, de Geriatria, de Oncologia, de Cuidados Paliativos, onde todos são convidados a receber e/ou participar na viagem musical.

Pretende-se que a música levada por estes músicos profissionais Toque no Melhor que há nas Pessoas – independentemente do seu gênero, etnia, crença, hierarquia social, cultura, situação de saúde ou o que seja – utentes, famílias, acompanhantes, equipas de saúde participam nesta terra de ninguém (onde todos são bem vindos) que é a música.

Na velocidade dos quotidianos preenchidos, a experiência de ficar doente (ou de alguém que nos é querido adoecer) a ideia de ter de parar é algo que com que muitos de nós, felizmente, não tem de lidar.

O desempowerment de estar doente (física ou psicologicamente), a experiência da hospitalização (mesmo que temporária), da entrada num Lar ou numa unidade de Cuidados Paliativos é algo que tem impacto social, psicológico, emocional e espiritual, e até na recuperação da saúde.

Muita coisa já se consegue fazer para aliviar a dor física, para cuidar do físico, de dar conforto físico. E o espiritual? O que fazemos para cuidar deste lado tão importante de todos nós?

O que, na Música nos Hospitais, verificamos com 12 anos de experiência no terreno que se coaduna com muitos dos estudos publicados sobre projetos como o nosso e queremos continuar a fazer, é:

  • Melhorar a qualidade de vida dos utentes e famílias nos tempos em que estão na instituição e fomentando o replicar das aprendizagens/experiências fora dela;
  • Dotar de conhecimento, experiências integradoras e práticas musicais positivas, que sejam potenciadoras do desenvolvimento global da criança-motor, auditivo, sensorial, emotivo, afetivo, visual, social-comunitário e familiar;
  • Contribuir para a ampliação das redes sociais das crianças, jovens, idosos e famílias, fortalecendo o suporte psicossocial das mesmas;
  • Melhorar a qualidade de vida e o bem-estar psicossocial, assim como humanizar os cuidados de saúde e as relações interpessoais das equipas de profissionais de saúde;
  • Capacitar os cuidadores e familiares de conhecimentos de repertórios e práticas musicais, de forma a poderem replicar as experiências vividas fora das instituições
  • Estimular competências sensoriais, cognitivas, afetivas, psicossociais, artísticas e criativas, integradoras e inclusivas;
  • Fomentar as relações positivas entre utentes e equipas de saúde;
  • Contribuir para a redução do isolamento e discriminação social, fomentando formas de convivência interpessoal mais positivas e solidárias, seja no ambiente institucional, seja no exterior.;
  • Melhorar o ambiente sonoro;
  • Usar a música como mediadora das relações humanas;
  • Possibilitar rupturas na rotina desumanizante;
  • Criar tempos e espaços de criatividade e interação artística em que haja uma comunicação harmônica e partilha construtiva de emoções;
  • E, finalmente, que a música possibilite o encontro interpessoal para além dos espaços institucionais fortalecendo redes de convivência solidária no quotidiano das pessoas.transferir

Os elogios (verbais e escritos) das equipas médicas, equipas de enfermagem, das pessoas de que recebem os cuidados e as suas familias/acompanhantes, os convites incessantes para ter o projeto na sua instituição, são a melhor avaliação qualitativa que pode ser dada à Musica nos Hospitais.

E para que estes momentos artísticos e humanos continuem, é preciso apoiar este projeto de forma que a sua sustentabilidade financeira seja possível a longo prazo e consigamos chegar a mais pessoas, estejam onde estiverem!

Precisamos de empresas socialmente responsáveis que acreditem e queiram apoiar este projecto, pela tão nobre causa que nele reside.

Ana Paula Góis
Violoncelista
Professora de Violoncelo na EMNSC, Linda a Velha
Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e
Instituições de Solidariedade
Mestre em Psicologia Comunitária

Sinead O’Connor desaparecida desde domingo

A cantora irlandesa Sinead O’Connor saiu de bicicleta ao início da tarde de domingo e não foi vista desde então, avança o TMZ. As autoridades de Chicago já iniciaram as buscas e estão alertados para o historial da cantora, que recebeu tratamento depois de ter deixado uma nota de suicídio à família.

Caetano e Gilberto: homens tropicalmente sós

Peçamos de empréstimo a Rui Reininho a inspiração para começar a crónica. Caetano e Gilberto sozinhos em palco, só eles e os violões, uma mesinha ao meio com qualquer coisa que se beba e o público diante deles. “Dois Amigos, um Século de Música” é o nome da digressão que os tem levado pelo mundo desde 2015, com cinco paragens entre nós: uma no verão passado, a fechar o EDP Cool Jazz, duas no início da semana, no Porto, e estas duas, ontem e hoje, em Lisboa. Não é só a parte do século de música que interessa; é a parte dos dois amigos. É ela que está em todos os silêncios e entrelinhas do concerto de ontem, no Coliseu. É ela, certamente, em todos os silêncios e entrelinhas desde há muito tempo.

Caetano e Gil. Os irmãos de pais diferentes e cores diferentes que nasceram no mesmo verão, na mesma Bahia. Que estudaram juntos, compuseram juntos, tocaram juntos, foram presos e exilados juntos e regressaram juntos a um Brasil que, sem eles, seria outra coisa qualquer. Não é o século de música que interessa – a soma dos 50 anos de carreira de cada um; são os quase 150 anos que, somados, já levam desta vida.

caetano veloso, gilberto gil,

Caetano abre a noite cantando “Back in Bahia” de Gil; Gil devolve com o “Coração Vagabundo” de Caetano. Seguem-se “Tropicália”, com uma falha técnica no micro ao longo de toda a canção que Caetano não comenta (e que os ouvidos de alguém devem ter pagado caro no fim da noite) e a “tropical melancolia” de que falam “Marginália 2”, as rugas e cabelos brancos dos cantores. Gil dá então as boas noites à Lisboa que, a seguir, se derrete na primeira ovação a propósito de “É Luxo Só”, evocação desse outro notável bahiano: João Gilberto. Caetano pousa a guitarra e concentra-se na voz para se entregar àquele extraordinário casamento da sua doçura aguda com a quente rouquidão de Gil.

Quem chega a esta tournée, são estes dois homens que não precisam de falar, que se entendem de olhos fechados. E embora qualquer um deles já tenha subido ao palco suportado pela maior parafernália musical, desta vez será assim, só um e outro, mais nada. Mas desengane-se quem pense que a circunstância poderia convidar ao sentimentalismo. É tudo imaculadamente profissional, a perfeição escrita em roteiro. 30 músicas para duas horas de concerto, quase sem pausas, quase sem uma palavra entre canções, geometricamente divididas entre a obra de um e outro. Aquele espetador mais sentimental podia estar a precisar de uma coisa um nadinha mais calorosa? Podia. Mas Caetano e Gil já têm muitas vidas e muitas voltas ao mundo. A contenção recorta-lhes a aura da história e deixa falar o que se impõe à evidência: que estes septuagenários permanecem dois assombrosos virtuosos da voz e do violão.

Os tropicalistas embalam-nos então para a melhor fase da noite: “Sampa”, “Terra”, “Eu Vim da Bahia”, “Super-Homem, A Canção” e, antes disso tudo, “É de Manhã” e “As Camélias do Quilombo do Leblon” – respetivamente, o primeiro e o último tema que escreveram para cantarem juntos: “É de Manhã” e o seu galo que “cocorocô” em 1963, “máximo, início de 64”, e “As Camélias…”, “capoeiras das ruas do Rio”, já durante esta tour. É o próprio Caetano quem no-lo explica, na primeira e única vez em que conversa com a plateia durante todo o serão.

Gil, que, numa primeira fase do concerto, serve mais de suporte a Caetano, assume, então, protagonismo destacado. Faz do doce “Come Prima”, que até é de Caetano, coisa mais pungente e um dos momentos mais belos da noite. Leva, com os primeiros versos de “Esotérico”, a sala de regresso a 76 e à digressão de “Doces Bárbaros”, mesmo que não fosse viva, mesmo que não estivesse lá (“Não adianta nem me abandonar / Porque mistério sempre há de pintar por aí”). Surpreende com “El Triunfo del Amor”, tema do meloso Luis Miguel, e segue, com Caetano literalmente na sombra puxando aplausos para o amigo, por “Drão”, “Não Tenho Medo da Morte”, “Expresso 2222” e “Toda a Menina Baiana”. Pelo meio, um momento sintomático: pára, sem uma palavra e durante largos instantes, para afinar serenamente a guitarra – e o público, depois de aguardar de forma não menos serena, aplaude educadamente. Terá o Coliseu achado que se tratava duma interessante composição experimental de uma nova fase da carreira de Gil? Ou quis simplesmente saudar o à-vontade com que o artista, decerto sentindo-se em casa, deixou três mil pessoas a vê-lo rodar cravelhas durante um minuto sem uma explicação? Sabe-se lá. Nem importa. Às vezes, parece que não são só Gil e Caetano que se conhecem há mais de 50 anos; somos nós todos.

caetano veloso, gilberto gil,

Caetano regressa – embora nunca tenha deixado o palco – para meia dúzia de temas mais festivos, incluindo “Nossa Gente” (Agora todos aí em casa: “Avisa lá, avisa lá, avisa lá, ô-ô, Avisa lá que eu vou”), que fecha a parte “regular” do concerto. Depois, saindo e voltando em elegante passo de dança e com todo o Coliseu de pé, os irmãos fecham a noite com dois encores exemplares. O primeiro faz-se de “Desde que o Samba é Samba”, “Domingo no Parque” e “A Luz de Tieta” (nota para a sala afinadinha e subtil, que só cantou – e em voz baixa – quando explicitamente convocada pelos artistas); o segundo, de “Leãozinho” e “Three Little Birds”.

Sim. O “Three Little Birds” de Bob Marley. Uma cançãozinha em território neutro para fechar. E na voz de Gil – também na de Caetano, mas sobretudo na de Gil, enfim, na voz destes dois homens e velhos amigos que já viram muita coisa – numa noite sem salamaleques, aquela promessa tão simples e rodada soou subitamente a ternura maior, com certificado de garantia: “Don’t worry about a thing / Every little thing gonna be all right”.

Vai correr tudo bem, espetador tropicalmente só. Vai correr tudo bem.

Primavera na cidade: Lisboa vai ter música em palcos improváveis

A iniciativa “Primavera na Cidade” chama as pessoas a espaços muitas vezes desconhecidos por serem locais de culto. O programa desta primeira edição começa no sábado 26 com o Festival das Cores no Templo Radha Krishna, da Comunidade Hindu, que estará aberto a todos. Haverá a oportunidade de conhecer o templo, de assistir a danças e experimentar a gastronomia indiana. Às 17h há um DJ e a celebração do Holi com as cores.

E como se pretende ter um programa musical variado dia 29, o Centro Ismaili recebe o pianista João Paulo Esteves da Silva e o fadista Ricardo Ribeiro, num concerto intimista.

A Primavera na Cidade passará por algumas das mais belas igrejas, entre as quais está um prémio Valmor, terminando com um concerto ao ar livre no Jardim do Arco do Cego. Dia 31 de março, e para fechar o mês em beleza as vozes do Grupo Vocal Olisipo enchem a Igreja de Santa Catarina.

A EGEAC deseja, assim, promover o convívio dentro da cidade através da música. E o mês de abril começa na Igreja da Graça ao som das vozes do Coro de Câmara Lisboa Cantat.

No dia 2 de abril, o palco é uma igreja com um prémio Valmor, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, onde se ouvirão o Coro de Câmara e a Orquestra Académica da Universidade de Lisboa.

A 3 de abril dá-se o encerramento desta iniciativa, ao ar livre e com um concerto no Jardim do Arco do Cego. Estarão em palco três cantores com diferentes estilos musicais, do fado ao pop, passando pelas mornas cabo-verdianas: Carolina Deslandes, Dino D’Santiago e Maria Emília Reis.

Programa:

26 março
Comunidade Hindu – Jardim Mahatma Gandhi
Feliz Holi – 15h, 16h e 17h

29 março
Centro Ismaili de Lisboa
A Sombra e a Luz nas Canções
21h30

31 março
Igreja de Santa Catarina
Tenebrae
21h30

1 abril
Igreja da Graça
A “Idade de Ouro” da Polifonia Portuguesa
21h30

2 abril
Igreja do Sagrado Coração de Jesus
Magnificat em talha Dourada
21h30

3 abril
Jardim do Arco do Cego
Primavera no Jardim
16h30

Apple Watch tem nova aplicação para ouvir música

Deezer lançou uma aplicação para o Apple Watch de forma a competir com o Spotify e a Apple Music no mercado de serviços de streaming.

A aplicação tem algumas funcionalidades chave, como o ‘Flow’, que descobre que tipo de música o utilizador quer ouvir. Depois, é possível ‘gostar’ ou passar as faixas, explica o Engadget.

A aplicação pode aceder a todas as músicas guardadas no iPhone em modo offline. Aproveitando o Force Touch, é possível que músicas estão em espera.

 

Música – Uma das missões de Vida

Maria da Assunção

Maria da Assunção Mendes da Silva nasceu em Tomar, em 1971. Empreendedora e jovem trabalhadora desde adolescente, escolheu como percurso académico a área financeira, fazendo Bacharelato em Contabilidade e Administração, prosseguindo posteriormente a Licenciatura em Gestão de Empresas e Pós-Graduações em Fiscalidade e Avançada em Direito Fiscal.

Ao longo da sua vida juvenil e adulta os seus caminhos sempre a levaram à Música, que a título pessoal praticou pela via do canto e da guitarra. Por esse motivo, a Música, considerada “a Mãe das artes”, passou a ser uma das suas grandes missões de vida. Desse modo, e ao arrepio daquilo que os artistas profissionais tendencialmente fazem, aplicou os seus conhecimentos adquiridos na área da gestão e pôs-se ao serviço da Música, implementando junto dos talentosos artistas as práticas de gestão empresarial e financeira em que é experiente por forma a tornar a atividade proveitosa e sustentável. Nessa senda, tornou-se Manager, agenciando os profissionais e mentorando-os no sentido de se tornarem “empresários dos seus talentos” e prosseguindo o business development como forma de gerar e multiplicar negócio. Os seus primeiros e mais estimados agenciados, com sucesso demonstrado foram o maestro José Orlando Pereira e a cantora Raquel Jorge, formam a base de vários projetos que por sua vez englobam formações com músicos convidados a trio, quarteto, quinteto ou outras, em função da natureza do evento, por iniciativa e indicação de Assunção, sob os formatos intitulados de LisBossaJazz, LisCelebration e LisFado – Intemporalidade, improviso, recriação, fusão, espontaneidade, leveza, bossa-nova, jazz, pop, rock, fado… a Música ao Vivo a abrilhantar momentos nos mais variados eventos (congressos, inaugurações, exposições, casamentos, cerimónias, aniversários e outros), sendo cada espetáculo criado com especial carinho e profissionalismo por toda a equipa. Desse modo, Assunção conseguiu aliar a parte criativa e artística à sua vida profissional, enriquecendo-se pessoalmente, permitindo aos seus artistas que se foquem naquilo que fazem realmente bem!
A Música ao Vivo é para si o elemento diferenciador, veiculo para expressar sentimentos que atua na sensação de bem estar, de satisfação e de felicidade.
Tem também o seu papel na economia social enquanto parte da direção da Associação Sensato Tributo – Associação de Artistas, cujo fim é a educação e formação artística na diversidade e multiplicidade das artes; produção e promoção de eventos culturais e sua divulgação, promoção e produção de espetáculos para apresentação pública, promoção de eventos e de artistas, em particular músicos singulares, ou em grupo em função da sua área exibicional.

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UPBEAT: qual é o ritmo do sucesso?

Carla Rocha sempre esteve profissionalmente ligada à área das telecomunicações mas o “bichinho” da música nunca a largou. Não se considerando uma artista, em conversa com familiares e amigos, foi-se apercebendo da existência de uma lacuna no mercado da música pela inexistência de um espaço com “qualidade e requinte” para que as bandas pudessem produzir as suas músicas. “Criar música é um momento de criatividade muito próprio e o ambiente é importante. Quis, por isso, criar um espaço com qualidade, com um elevado nível acústico, uma boa sonorização, com excelentes equipamentos e com um sistema de renovação de ar e climatização”, explicou a Manager e Fundadora. Estes eram os primeiros parâmetros que começaram a dar forma ao seu projeto. Assim, tratados com a melhor sonoridade possível, surgiram os primeiros quatro estúdios de ensaios, que no ano seguinte foram alargados para cinco, com um conceito totalmente inovador. Do jazz, ao rock, pop, funk e metal, a UPBEAT proporciona cinco espaços para todos os gostos musicais. Além de toda a qualidade assegurada, o número de salas é também um elemento diferenciador uma vez que os cinco estúdios permitiram apostar nos detalhes e o pormenor passa por colocar naquele estúdio aquele determinado instrumento que faz toda a diferença.
A missão da empresa era apenas uma: “dar aos artistas todos os serviços que permitam que eles cresçam”, referenciou Carla Rocha. Mas esta era, desde logo, uma missão muito abrangente. O que inicialmente consistia em proporcionar um espaço para que as bandas pudessem ensaiar, hoje é muito mais do que isso. Na UPBEAT, as bandas encontram “todo o apoio de que precisam para se lançarem”, desde sessões fotográficas, produções em vídeo e multimédia, design de capas de CD, entre outros. “Não queremos que eles desistam e, para isso, damos as ferramentas necessárias para que consigam ultrapassar os obstáculos, desde a qualidade para criar à formação necessária para terem essa mesma qualidade e para se manterem coesos e direcionados para o objetivo que querem atingir”, acrescentou Carla Rocha.
Os Estúdios UPBEAT são também o palco predileto dos eternos amantes da música. No final de um extenuante dia de trabalho, profissionais bem conceituados, que Carla Rocha apelidou de “engenheiros e doutores”, transformam-se e deixam a música entrar. Localizada bem no centro de Lisboa, a UPBEAT conseguiu assim entrar noutro nicho de mercado, captando a atenção de pessoas que seguiram as suas carreiras mas que continuam a ver a música como um hobby.
Por outro lado, Carla Rocha não escondeu a surpresa quando se deparou com o momento em que os Estúdios UPBEAT começaram também a despertar a atenção de músicos profissionais nacionais e internacionais, perfeitamente reconhecidos no mercado. Falamos de um Rui Veloso ou de uma Mariza que, mesmo tendo os seus próprios estúdios, recorrem à UPBEAT. Porquê? Carla Rocha acredita, acima de tudo, que o seu espaço permite-lhes ter mais disciplina. “Não acredito que os músicos profissionais recorram aos Estúdios UPBEAT por terem mais qualidade do que os estúdios deles. Mas nós acabamos por oferecer a qualidade a que eles estão habituados e alguma disciplina que muitas vezes é difícil ter quando se tem um estúdio por sua conta. Eles gostam dos espaços e sentem-se em casa”, referiu. Aqui, além da tal disciplina e da qualidade garantida, os artistas trocam impressões e o número 26 B da Travessa de Cima dos Quartéis, no Bairro de Campo de Ourique, acaba por ser também um outro palco onde convivem, falam dos concertos e partilham conhecimento musical. Além disso, a localização é outro fator determinante na escolha deste espaço. Carla Rocha acredita que, mesmo não tendo um jardim onde eles possam ter os seus momentos de pausa, “tem todo um bairro” por sua conta. “Com esplanadas, cafés no jardim e toda a envolvência, Campo de Ourique é uma zona inspiradora” e, para qualquer trabalho, sobretudo no mundo das artes, a inspiração é vital. Portanto, pela sua centralidade e pela ótima relação entre a qualidade e o preço, os estúdios UPBEAT têm sido a primeira escolha de agentes e promotores.

Carla Rocha
Carla Rocha

UPBEAT Academia e o papel da música no desenvolvimento cognitivo
Está cientificamente provado que a música contribui para o desenvolvimento integral de uma criança nas suas dimensões afetiva, motora, social e cognitiva. Sabendo isso, surgiu a ideia de criar a UPBEAT Academia, promotora de um método de ensino certificado pelo centro de examinação de música rock, a Rock School. No final do percurso, os alunos são submetidos a exames por júris internacionais, com diplomas reconhecidos a nível mundial e que possibilitam a continuidade no ensino superior internacional.
A academia disponibiliza ainda uma formação direcionada para a primeira infância e para o público sénior. Por um lado, mesmo que a criança não siga a carreira musical no futuro, a música é uma arte e tem uma linguagem muito particular. Carla Rocha não esconde a surpresa sempre que vê uma criança a ler uma partitura como se estivesse a ler um livro. A naturalidade é tão surpreendente que é difícil não perceber que há pessoas que nasceram realmente para a música. Por outro lado, quando falamos de um público mais velho, a música surge quase como uma brincadeira. Com o grupo de serões e serenatas, há apenas uma regra que deve ser cumprida: divertir-se. Nunca é tarde para aprender a tocar um instrumento musical. O objetivo deste grupo é apenas um, tal como explicou Carla Rocha: “tragam um instrumento que tenham em casa e caso não tenham nenhum, não há problema. Juntem-se a este convívio e aprendam a tocar”.
É por estes motivos que a UPBEAT tem caminhado ao ritmo do sucesso. Tem sido um ritmo muito próprio, acautelado e ponderado mas a verdade é que com poucos anos de existência as conquistas têm sido muitas. Para o futuro fica a vontade de ser uma entidade formadora acredita pela DGERT, algo que poderá estar para breve. “Aos músicos faltam competências muito técnicas que são necessárias numa banda tal como são em qualquer outra profissão. Relacionamento entre a equipa, comunicação da marca, criação de um site, planeamento de concertos ou a componente comercial são questões que devem ser mais desenvolvidas. Quero, por isso, criar uma entidade formadora dentro destas áreas para lhes dar as ferramentas para trabalharem melhor”, explicou Carla Rocha. Embora fuja ao core business da empresa, este objetivo acaba por estar intimamente associado à missão da UPBEAT: “ajudar o artista a crescer”, não permitindo que músicos com qualidade fiquem pelo caminho.
Não sendo uma agência de bandas nem uma promotora de eventos, a UPBEAT assenta o seu trabalho na criação da arte, assumindo-se cada vez mais como um espaço de referência “no apoio ao desenvolvimento dos músicos e da arte musical nacional”.

Uma mulher no mundo da música
“A minha forma de liderança é muito inclusiva e assenta, essencialmente, na relação com as pessoas. Para mim, é muito importante envolver a equipa nos projetos da empresa, ouvir opiniões e propostas. Quero que voluntariamente vistam a camisola e façam acontecer. É importante que todos se envolvam no desenvolvimento da empresa e que reconheçam como o seu trabalho está na base do crescimento do negócio. Adoro uma equipa com pro-atividade.
Sou bastante flexível no que respeita à revisão de procedimentos, assim como à apresentação de propostas inovadoras de prestação de serviços. Todos são ouvidos e dedico especial atenção à análise destas propostas junto dos colaboradores para em conjunto percebamos por que é que uma proposta é boa, má ou terá que ser adaptada.
No entanto, sou também bastante rigorosa no controlo da atividade diária, não só para acompanhar de perto toda a atividade dos colaboradores e detetar a possível carência de formação ou procedimentos em determinadas áreas, mas porque é essencialmente no “terreno” e junto do público que surgem necessidades de mercado a serem satisfeitas e se detetam melhorias a introduzir nos serviços prestados.
Um dos meus maiores desafios enquanto empresária foi encontrar uma equipa “à altura”, não só em termos técnicos como de valores profissionais que acredito serem imprescindíveis. Considero importante manter a equipa em formação constante nos mais diversificados temas, dando os recursos necessários ao seu melhor desempenho, e fico contente por ter uma equipa sedenta de formação, que procura melhorar a sua performance todos os dias. Hoje sei que tenho “a equipa maravilha” capaz de levar a UPBEAT ainda mais longe”.

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