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Enviado da ONU responsabiliza Israel e Hamas por “tragédia”

Mladenov interveio na reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre aqueles acontecimentos e frisou que Israel deve “calibrar o uso da força” e só utilizar meios letais como último recurso.

“Deve proteger as suas fronteiras de infiltrações e terrorismo, mas deve fazê-lo de forma proporcionada e investigar, de forma independente e transparente, cada incidente que tenha levado à perda de vidas”, disse.

“O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, não deve usar os protestos como capa para colocar bombas na vala [da fronteira] e criar provocações, os seus operacionais não devem esconder-se entre os manifestantes e pôr em risco vidas civis”, acrescentou.

Mladenov recordou que segunda-feira, em que segundo o Ministério da Saúde palestiniano morreram 60 pessoas e 2.711 ficaram feridas, foi o dia mais sangrento desde a guerra de 2014.

“Este ciclo de violência em Gaza tem de acabar, porque se não, vai explodir e arrastar toda a região para outra confrontação mortífera”, disse.

Mladenov pediu contenção a todas as partes envolvidas e disse que está em contacto com distintos atores para evitar uma escalada da violência.

Os protestos de segunda-feira inserem-se no movimento de contestação designado “marcha de retorno”, iniciado a 30 de março, e ocorreram no mesmo dia em que foi inaugurada a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

LUSA

Apenas cinco países respeitam critérios da ONU relativo a ajuda pública

Segundo os dados do relatório do Comité de Ajuda Pública ao Desenvolvimento da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em 2017, a APD atingiu a soma de 146.600 milhões de dólares (quase 120.000 milhões de euros), valor que 0,6% abaixo do que foi concedido em 2016.

Os dados indicam que Portugal aumentou a APD de 0,17%, em 2016, para 0,18%, em 2017 – um aumento de 343 milhões de dólares (279 milhões de euros) para 378 milhões de dólares (307 milhões de euros) — abaixo da média dos países doadores, que se situa nos 0,31% do RNB.

Em termos absolutos, a APD teve um ligeiro recuo em relação a 2016, mas, se se tiver em conta as despesas de 2017 em favor dos refugiados (14,2 mil milhões de dólares — 11,6 mil milhões de euros), igualmente em baixa de 13,6%, o APD propriamente dito sobre um pouco (1,1%), indica o relatório.

Em 2017, com 26 mil milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros), os países menos avançados (PMA) receberam mais 4% do que no ano anterior, obtendo, porém, uma parte minoritária (30%) do envelope global.

Os fundos destinados ao continente africano, por seu lado, aumentaram 3%, atingindo os 29 mil milhões de dólares (23,6 mil milhões de euros).

Da parte dos doadores, e em volume financeiro, os Estados Unidos são o país que mais dinheiro disponibilizaram, com 35 mil milhões de dólares (28,4 mil milhões de euros), à frente da Alemanha (24 mil milhões de dólares — 19,5 mil milhões de euros), Reino Unido (18 mil milhões de dólares — 14,6 mil milhões de euros), Japão (11,5 mil milhões de dólares — 9,35 mil milhões de euros) e França (11,3 mil milhões de dólares — 9,2 mil milhões de euros).

Em relação ao Rendimento Nacional Bruto (RNB), a generosidade dos países altera totalmente a classificação.

Apenas a Suécia (1,01%), Luxemburgo (1%), Noruega 0,99%), Dinamarca (0,72%) e Reino Unido (0,7%) atingiram os 0,7% do RNB tal como definiram as Nações Unidas para que se concretizem os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODS).

Foi nesse sentido que o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, ao apresentar os resultados, insistiu no facto de a APD “ainda não ser suficiente”.

“Os países doadores devem aproveitar o atual período de crescimento económico para intensificar os esforços e assegurar que a ajuda chegue aos países mais necessitados, uma vez que o APD é a forma mais rápida de se manter a estabilidade e o crescimento inclusivo”, sustentou.

LUSA

Coreia do Norte nega ter ajudado a Síria a produzir armas químicas

Crédito: AFP

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano assegurou que o país se “opõe ao uso de armas químicas” e, “como referiu em várias ocasiões, não há registos de que a RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país] tenha desenvolvido, produzido ou armazenado” este tipo de armamento.

Um relatório de peritos das Nações Unidas, divulgado esta semana pelo jornal norte-americano The New York Times, indicava que Pyongyang forneceu à Síria, ao longo de anos, materiais que podem ser utilizados no fabrico de armas públicas.

O documento, que não foi divulgado publicamente e cujo conteúdo a ONU não quis confirmar, estuda possíveis violações da Coreia do Norte às sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em declarações à agência estatal de notícias KNCA, o porta-voz norte-coreano acusou os EUA de terem “incitado” o comité de sanções da ONU para que “cozinhasse a teoria de cooperação entre Pyongyang e Damasco”.

“Trata-se de um subterfúgio para avivar o ambiente de sanções contra a RPDC por posse e proliferação de armas químicas (…) e justificar uma invasão militar da Síria”, acrescentou.

O Governo de Bashar al-Assad comprometeu-se em 2013 a destruir todo o seu arsenal químico sob supervisão internacional, mas desde então foi acusado em várias ocasiões de voltar a utilizar substâncias proibidas com fins militares.

Sobre a Coreia do Norte foram impostas pesadas sanções, por parte do Conselho de Segurança da ONU, como represália pelo desenvolvimento do seu programa militar e de mísseis.

LUSA

ONU exige implementação imediata do período de tréguas na Síria

“Espero que a resolução seja imediatamente aplicada (…) para que os serviços humanitários possam atuar de imediato”, disse António Guterres, em Genebra.

Pelo menos dez civis morreram hoje nos bombardeamentos de Damasco contra Ghouta Oriental, apesar das tréguas pedidas pelas Nações Unidos, indica o Observatório Sírio dos Direitos do Homem.

Entre as dez vítimas mortais encontram-se nove membros de uma mesma família, entre os quais três crianças.

Os ataques aéreos e de artilharia das forças do regime de Damasco contra Ghouta (arredores da capital da Síria) foram particularmente intensos durante as últimas horas, de acordo com as informações da organização não-governamental com sede em Londres.

Desde o início dos ataques de Damasco contra Ghouta Oriental, a 18 de fevereiro, morreram 521 civis, segundo os números divulgados pelo observatório.

LUSA

Os últimos três anos foram os mais quentes alguma vez registados

“Está agora confirmado que os anos 2015, 2016 e 2017 (…) são os três anos mais quentes alguma vez registados”, anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência especializada da ONU.

Segundo a OMM, estes trinta e seis meses “inscrevem-se claramente na tendência de aquecimento global no longo prazo, causado pelo aumento da concentração atmosférica dos gases com efeito de estufa”.

Todas as análises mostram também que os cinco anos mais quentes de que há registo são posteriores a 2010, especificou, por outro lado, a NASA, a agência espacial norte-americana.

Sob o efeito da corrente equatorial El Nino, que foi particularmente intensa, 2016 lidera com mais 1,2 graus centígrados (ºC) do que a média da época pré-industrial. A ONU utiliza o intervalo temporal 1880-1900 como referência para as condições prevalecentes neste período.

Já o ano 2017 fica com o recorde do ano mais quente desde que há registo sem o El Nino, que reaparece com um intervalo de tempo entre os três e os sete anos, pressionando em alta a média das temperaturas e alterando os padrões de precipitação mundiais.

“Estes novos dados de temperatura mostram que o mundo está a aquecer rapidamente”, concluiu Dave Reay, professor da Universidade de Edimburgo, em reação ao documento.

“Apesar das temperaturas mais frias que a média em algumas partes do mundo, o termómetro continua a subir rapidamente no conjunto do planeta a um ritmo sem precedentes nos últimos 40 anos”, destacou o diretor do Instituto Goddard para os Estudos Espaciais da NASA, Gavin Schmidt.

A OMM informou que a temperatura média na superfície do globo em 2015 e 2017 ultrapassou em 1,1ºC a da era pré-industrial.

E a temperatura média em 2017 foi de cerca de 0,46ºC superior à media calculada para o intervalo entre 1981 e 2010.

“Dezassete dos 18 anos mais quentes pertencem ao século XXI e o ritmo de aquecimento constatado nos últimos três anos é excecional. Este último foi particularmente acentuado no Ártico”, com a fusão acelerada do gelo, declarou, com tom alarmista, o secretário-geral da OMM, o finlandês Petteri Taalas.

Isto “vai ter repercussões duradouras e de grande amplitude no nível dos oceanos e na meteorologia de outras regiões do mundo”, acrescentou.

“A temperatura recorde deveria atrair a atenção dos dirigentes mundiais sobre a amplitude e a urgência dos riscos que as alterações climáticas representam para as populações, ricas e pobres, no mundo”, estimou Bob Ward, do Instituto de Investigação Grantham sobre Alterações Climáticas, em Londres.

Donald Trump anunciou a retirada dos EUA do Acordo de Paris, assinado no final de 2015, no qual a comunidade internacional se comprometeu a conter o aquecimento global “bem abaixo” dos 2ºC.

Mas “com a tendência atual do aquecimento global, já se pode prever que até 2060 ou 2070, pode-se atingir este valor”, declarou à comunicação social, em Genebra, o coordenador científico da OMM, Omar Baddour.

E “se o aquecimento global continuar a ser acelerado pelas emissões de gases com efeito de estufa, este patamar pode ser alcançado bem antes daquelas datas”, preveniu.

A subida das temperaturas representa apenas uma parte das alterações climáticas, notou a ONU, sublinhando que o calor de 2017 foi acompanhado de condições meteorológicas extremas um pouco por todo o mundo, que provocaram “uma redução e inclusive uma regressão económica”, observou Taalas.

Para este levantamento estatístico, a ONU utilizou informação da agência norte-americana opara os Oceanos e a Atmosfera (NOAA, na sigla em Inglês), do Centro Hadley do serviço meteorológico britânico, do Centro Europeu para as Previsões Meteorológicas de Curto Prazo (CEPMMT) e do serviço meteorológico japonês.

LUSA

Países árabes levam projeto de resolução sobre Jerusalém à ONU

O objetivo é que a Assembleia Geral aprove a resolução, que pede aos Estados Unidos para voltar atrás no reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, como uma mensagem de “união pela paz”.

Em declarações aos jornalistas, Abulgueit expressou a sua “extrema indignação” com o veto dos Estados Unidos face a 14 votos favoráveis (o Conselho de Segurança conta com 15 membros), o que considerou um “desafio flagrante” perante “um caso raro de consenso” internacional.

O presidente norte-americano, Donald Trump, reconheceu no passado dia 6 Jerusalém como capital israelita, rompendo décadas de consenso internacional de acordo com o qual o estatuto final de Jerusalém deve ser acordado em negociações de paz entre israelitas e palestinianos.

A decisão de Trump causou agitação em todo o mundo e manifestações nos territórios palestinianos e em vários países árabes e muçulmanos. Os palestinianos aspiram a fazer de Jerusalém Oriental a capital do seu futuro Estado.

No passado dia 13, os países da Organização para a Cooperação Islâmica acordaram, numa cimeira em Istambul, reconhecer Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado palestiniano e convidaram o resto do mundo a fazer o mesmo.

Israel ocupa Jerusalém Oriental desde 1967 e, em 1980, anexou e proclamou a cidade como sua capital indivisa. A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da parte oriental da cidade.

LUSA

Número de migrantes já atingiu os 258 milhões

No documento especifica-se que a percentagem de pessoas que são migrantes aumentou de 2,8% em 2000, para 3,4% este ano.

Porém, estas mesmas percentagens relativas aos migrantes que vivem em países de alto rendimento sobem para 9,6% em 2000 e 14,0% em 2017.

O sub secretário-geral para os Assuntos Económicos e Sociais, Liu Zhenmin, afirmou que “a informação de confiança é crítica para combater visões erradas sobre as migrações e basear as políticas de migração”.

Nações muçulmanas pedem a anulação da decisão dos EUA à ONU sobre Jerusalém

“Se for votada, nós trabalharemos com a Assembleia Geral das Nações Unidas, para a anulação desta injusta e ilegal decisão”, acentuou o Presidente da Turquia.

O anúncio de Erdogan vem na sequência da cimeira de quarta-feira da Organização Islâmica de Cooperação) que declarou Jerusalém Oriental como a capital da Palestina ocupada e instou o mundo a reconhecer o Estado da Palestina.

A Turquia tem sido uma das vozes mais críticas da decisão do Presidente do Estados Unidos, Donald Trump, que no passado dia 06 de dezembro proclamou o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

A questão de Jerusalém é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano, um dos mais antigos do mundo.

Israel ocupa Jerusalém Oriental desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa.

Os palestinianos querem fazer de Jerusalém Oriental a capital de um desejado Estado palestiniano, coexistente em paz com Israel.

ONU: Sanções são a via para a desnuclearização da Coreia do Norte

Segundo Guterres, as resoluções do Conselho de Segurança da ONU devem ser “totalmente aplicadas e respeitadas” pelo regime de Pyongyang, mas também por todos os outros países envolvidos na questão, de forma a garantir que as sanções atinjam os objetivos para que foram impostas, ou seja, a desnuclearização da península coreana.

“A unidade do Conselho de Segurança é crucial, mas também é importante permitir que a diplomacia se envolva numa resolução pacífica. É importante que todas as partes percebam a urgência de se encontrar uma solução que evite uma confrontação que trará consequências trágicas para todos”, sublinhou Guterres.

Para o secretário-geral da ONU, não se pode entrar como “sonâmbulos numa guerra” devido à situação desencadeada pela Coreia do Norte, pelo que é necessário dar apoio à diplomacia.

“A pior opção seria a de entrarmos sonâmbulos numa guerra que poderá trazer consequências dramáticas”, sustentou.

Questionado sobre se planeia deslocar-se à Coreia do Norte para se reunir com o presidente Kim Jong Un, o secretário-geral da ONU manifestou-se “disponível, mas que tal terá de fazer sentido.

“As reuniões só fazem sentido se houver um objetivo. Estou pronto para ir a qualquer lado, desde que isso seja útil”, respondeu.

Por seu lado, Shinzo Abe concordou com a ideia de que o diálogo com a Coreia do Norte deve “fazer sentido”, visando sobretudo o fim do programa nuclear norte-coreano.

Na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse que Washington está aberto à possibilidade de negociações com Pyongyang, mas a Casa Branca defendeu que, primeiro, a Coreia do Norte deve “terminar com as provocações” e tomar “ações sinceras e significativas em direção à desnuclearização”.

Erdogan diz que decisão de Trump lança Médio Oriente para “círculo de fogo”

“Fazer isso é lançar a região para um círculo de fogo”, afirmou Erdogan, aos jornalistas, a partir do aeroporto de Ancara.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu na quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, tornando-se no único país do mundo a tomar essa decisão que representa uma rutura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana no âmbito do dossiê israelo-palestiniano.

“Trump, o que é que tu queres fazer? Os líderes políticos não estão lá para agitar as coisas, mas antes para as pacificar. Agora, com estas declarações, Trump cumpre as funções de uma batedeira”, disse Erdogan, aos jornalistas, no aeroporto da capital, perante uma multidão que exibia cartazes com mensagens como “Abaixo Israel” ou “Não te rendas, a nação apoia-te”.

“Os Estados não respeitam de todo as decisões da ONU. Até agora, além dos Estados Unidos e Israel, nenhum país violou a decisão da ONU de 1980”, afirmou o Presidente turco em referência à resolução das Nações Unidas que define Jerusalém como cidade ocupada e apela para que não sejam ali instaladas embaixadas até que o conflito seja resolvido.

“É impossível entender o que é que Trump pretende conseguir ao trazer novamente este assunto para a ordem do dia”, observou Erdogan, sublinhando que Jerusalém é uma cidade santa para judeus, cristãos e muçulmanos.

O Presidente turco recordou a convocatória de uma cimeira extraordinária de líderes da Organização para a Cooperação Islâmica, a ter lugar na quarta-feira na cidade de Istambul, para abordar a questão, indicando que se planeiam também “atividades depois” dessa reunião.

“Estou a chamar vários dirigentes, e não apenas de países islâmicos. Pedi para falar com o papa [e] iremos conversar esta noite ou amanhã, porque [Jerusalém] também é um templo para os cristãos. Falarei com [o Presidente russo, Vladimir] Putin, com a Alemanha, Inglaterra, França, Espanha”, salientou Erdogan.

“Se Trump pensa que é forte e, por isso, tem a razão, engana-se. Os fortes não têm razão, os que têm razão é que são os fortes”, concluiu o Presidente turco antes de partir para uma visita oficial à Grécia, a primeira de um chefe de Estado turco em 65 anos.

LUSA

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