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ONU: Sanções são a via para a desnuclearização da Coreia do Norte

Segundo Guterres, as resoluções do Conselho de Segurança da ONU devem ser “totalmente aplicadas e respeitadas” pelo regime de Pyongyang, mas também por todos os outros países envolvidos na questão, de forma a garantir que as sanções atinjam os objetivos para que foram impostas, ou seja, a desnuclearização da península coreana.

“A unidade do Conselho de Segurança é crucial, mas também é importante permitir que a diplomacia se envolva numa resolução pacífica. É importante que todas as partes percebam a urgência de se encontrar uma solução que evite uma confrontação que trará consequências trágicas para todos”, sublinhou Guterres.

Para o secretário-geral da ONU, não se pode entrar como “sonâmbulos numa guerra” devido à situação desencadeada pela Coreia do Norte, pelo que é necessário dar apoio à diplomacia.

“A pior opção seria a de entrarmos sonâmbulos numa guerra que poderá trazer consequências dramáticas”, sustentou.

Questionado sobre se planeia deslocar-se à Coreia do Norte para se reunir com o presidente Kim Jong Un, o secretário-geral da ONU manifestou-se “disponível, mas que tal terá de fazer sentido.

“As reuniões só fazem sentido se houver um objetivo. Estou pronto para ir a qualquer lado, desde que isso seja útil”, respondeu.

Por seu lado, Shinzo Abe concordou com a ideia de que o diálogo com a Coreia do Norte deve “fazer sentido”, visando sobretudo o fim do programa nuclear norte-coreano.

Na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse que Washington está aberto à possibilidade de negociações com Pyongyang, mas a Casa Branca defendeu que, primeiro, a Coreia do Norte deve “terminar com as provocações” e tomar “ações sinceras e significativas em direção à desnuclearização”.

Erdogan diz que decisão de Trump lança Médio Oriente para “círculo de fogo”

“Fazer isso é lançar a região para um círculo de fogo”, afirmou Erdogan, aos jornalistas, a partir do aeroporto de Ancara.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu na quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, tornando-se no único país do mundo a tomar essa decisão que representa uma rutura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana no âmbito do dossiê israelo-palestiniano.

“Trump, o que é que tu queres fazer? Os líderes políticos não estão lá para agitar as coisas, mas antes para as pacificar. Agora, com estas declarações, Trump cumpre as funções de uma batedeira”, disse Erdogan, aos jornalistas, no aeroporto da capital, perante uma multidão que exibia cartazes com mensagens como “Abaixo Israel” ou “Não te rendas, a nação apoia-te”.

“Os Estados não respeitam de todo as decisões da ONU. Até agora, além dos Estados Unidos e Israel, nenhum país violou a decisão da ONU de 1980”, afirmou o Presidente turco em referência à resolução das Nações Unidas que define Jerusalém como cidade ocupada e apela para que não sejam ali instaladas embaixadas até que o conflito seja resolvido.

“É impossível entender o que é que Trump pretende conseguir ao trazer novamente este assunto para a ordem do dia”, observou Erdogan, sublinhando que Jerusalém é uma cidade santa para judeus, cristãos e muçulmanos.

O Presidente turco recordou a convocatória de uma cimeira extraordinária de líderes da Organização para a Cooperação Islâmica, a ter lugar na quarta-feira na cidade de Istambul, para abordar a questão, indicando que se planeiam também “atividades depois” dessa reunião.

“Estou a chamar vários dirigentes, e não apenas de países islâmicos. Pedi para falar com o papa [e] iremos conversar esta noite ou amanhã, porque [Jerusalém] também é um templo para os cristãos. Falarei com [o Presidente russo, Vladimir] Putin, com a Alemanha, Inglaterra, França, Espanha”, salientou Erdogan.

“Se Trump pensa que é forte e, por isso, tem a razão, engana-se. Os fortes não têm razão, os que têm razão é que são os fortes”, concluiu o Presidente turco antes de partir para uma visita oficial à Grécia, a primeira de um chefe de Estado turco em 65 anos.

LUSA

Pyongyang confirma lançamento de míssil capaz de alcançar todo o território dos EUA

Tal como é hábito, coube à veterana pivô Ri Chung-hee fazer o anúncio, em tom solene, do “bem-sucedido” lançamento que foi “autorizado e presenciado pessoalmente pelo líder” Kim Jong-un, o primeiro que o regime de Pyongyang leva a cabo após dois meses e meio.

O míssil foi disparado em direção a leste a partir da província de Pyongan do Sul, a cerca de 25 quilómetros da capital norte-coreana, Pyongyang, por volta das 03:17 (18:17 de terça-feira em Lisboa).

O projétil percorreu cerca de 960 quilómetros, atingindo uma altitude de mais de 4.000 quilómetros, antes de se despenhar no Mar do Japão (denominado de Mar do Leste nas Coreias).

Tal representa a máxima altitude alcançada até à data por um míssil norte-coreano e sinaliza um novo e perigoso avanço do programa norte-coreano.

O Pentágono tinha já adiantado a possibilidade de se ter tratado de um míssil balístico intercontinental (ICBM), pelo que este é o terceiro deste tipo disparado pela Coreia do Norte depois dos dois lançados no passado mês de julho.

Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão já reagiram ao mais recente lançamento, acordando impulsionar mais sanções internacionais contra Pyongyang.

Washington, Seul e Tóquio pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que pode realizar-se hoje mesmo em Nova Iorque.

LUSA

ONU apela a acordo mundial sobre poluição

O PNUMA argumenta que se pode fomentar a inovação e contribuir para travar a poluição “se se mobilizarem fundos e se investir na promoção de um desenvolvimento com baixas emissões de CO2”, bem como com “uma produção e um consumo menos poluentes”.

Também defende que “há que destinar mais fundos à investigação e à vigilância sistemática, gestão e controlo da poluição e às infraestruturas necessárias para essas tarefas”.

Na perspetiva da agência das Nações Unidas, considerou-se “durante demasiado tempo” que “o combate contra a poluição representa custos para a indústria e um obstáculo ao crescimento económico”, o que classifica de errado.

“As tendências mundiais desmentem essa ideia”, diz o relatório, citado pela agência de notícias espanhola Efe, destacando que “o desenvolvimento sustentável é a única forma sensata de desenvolvimento a partir de todos os pontos de vista, incluindo o financeiro e o económico”.

“O investimento em tecnologia verde é uma estratégia para alcançar a rentabilidade a longo prazo e a prosperidade universal”, afirma o PNUMA, que realça o “rápido embaratecimento” das energias renováveis e assegura que os primeiros países que substituam os combustíveis fósseis pelas energias solar e eólica irão granjear uma vantagem competitiva relativamente ao resto.

A seu ver, é preciso “uma nova abordagem de gestão” do sistema económico como um todo e do estilo de vida ocidental moderno: “Há que promover o consumo e a produção sustentáveis fomentando o uso eficiente dos recursos” que dê prioridade à “redução e gestão dos resíduos”.

Neste âmbito, o PNUMA acredita que “liderança política e alianças” são necessários para que se avance com um acordo mundial contra a poluição que garanta “a colaboração das mais altas instâncias”.

A prevenção “converter-se-ia numa prioridade para todos e encorajar-se-ia” a classe política e empresarial “a integrar a prevenção no planeamento nacional e local”, bem como “nos processos de desenvolvimento” e nas “estratégias empresariais e financeiras”, realça o texto.

O PNUMA sublinha ainda a importância de se fortalecer o governo multilateral no campo ambiental e de adotarem medidas “direcionadas especificamente aos poluidores mais agressivos”, mediante a avaliação de riscos e uma aplicação mais rigorosa da legislação relativa ao meio-ambiente.

Além disso, o PNUMA destaca ser necessário informar os cidadãos, motivando-os a fazer a sua parte, e “promover o compromisso dos setores público e privado com as estratégias mais ousadas de combate à poluição”.

Neste contexto, a agência da ONU mostra-se otimista e pede mais ambição, aproveitando a coincidência de quatro fatores que, combinados, podem dinamizar a transformação que exige.

Esses fatores são uma crescente consciencialização pública, um conhecimento científico mais preciso sobre os efeitos da poluição, um desenvolvimento tecnológico avançado e a existência de agentes financeiros mais sensibilizados para a questão do ambiente.

Birmânia: Relatório da ONU conclui que há uma campanha “sistemática” contra os Rohingyas

O relatório baseia-se em 65 entrevistas com testemunhos de dezenas de refugiados que estão no Bangladesh realizadas em meados de setembro.

“Os ataques brutais contra os Rohingyas na parte norte do Estado de Rakhine foram bem organizados, coordenados e sistemáticos, com a intenção não apenas de empurrar a população para fora da Birmânia, mas também de impedi-los de voltar para casa”, é concluído no relatório.

O Alto-Comissário para os Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, destaca no relatório que a “negação de direitos pelo governo de Myanmar, incluindo a cidadania, aos Rohingyas” parece ser “uma estratégia cínica para transferir um grande número de pessoas sem possibilidade de retorno”.

No documento é referido que os esforços foram feitos para “efetivamente apagar sinais de marcos memoráveis na geografia da paisagem Rohingya” e os professores, líderes religiosos e culturais foram tornados alvos.

A violência no oeste da Birmânia escalou a 25 de agosto, após uma ofensiva militar lançada na sequência do ataque, nesse dia, contra três dezenas de postos da polícia efetuado pela rebelião, o Exército de Salvação do Estado Rohingya (Arakan Rohingya Salvation Army, ARSA), que defende os direitos daquela minoria muçulmana.

O ARSA declarou, no sábado, um cessar-fogo com a duração de um mês para permitir a entrada de ajuda humanitária, algo que foi rejeitado pelo Governo birmanês.

Segundo uma estimativa das Nações Unidas, divulgada anteriormente, mais de mil de pessoas da minoria muçulmana podem ter morrido nessa vaga de violência no estado de Rakhine, um número que é duas vezes superior ao das estimativas birmanesas.

O Conselho de Segurança da ONU pediu na quarta-feira “medidas imediatas” para acabar com a violência contra os ‘rohingya’, expressando “profunda preocupação com a situação atual” na Birmânia.

A Birmânia, onde mais de 90% da população é budista, não reconhece cidadania aos rohingya, uma minoria apátrida considerada pelas Nações Unidas como uma das mais perseguidas do planeta.

Mais de um milhão de rohingya vive em Rakhine, onde sofrem crescente discriminação desde o início da violência sectária em 2012, que causou pelo menos 160 mortos e deixou aproximadamente 120 mil pessoas confinadas a 67 campos de deslocados.

Guterres: “Pena de morte não tem lugar no século XXI”

“Eu faço este pedido a todos os Estados que continuam a recorrer a essa prática bárbara: por favor, parem com as execuções”, disse Guterres no âmbito do dia internacional contra a pena de morte, hoje assinalado.

Para o secretário-geral da ONU, a pena de morte “faz muito pouco para (aliviar o sofrimento) das vitimas ou para dissuadir que se cometam crimes”, avançou a France-Presse.

António Guterres considerou ainda que “há sempre um risco de erros de justiça”, mesmo que os processos decorram de forma justa, considerando “inaceitável”.

O chefe da Organização das Nações Unidas felicitou o facto de 170 dos 193 Estados membros terem abolido ou impedido a pena de morte, sublinhando: “Em 2016, as execuções em todo o mundo diminuíram 37% em relação a 2015”.

“Hoje, quatro países são responsáveis por 87% das execuções registadas”, prosseguiu Guterres. De acordo com a AFP, um funcionário das Nações Unidas indicou que esses países são a China, o Irão, a Arábia Saudita o Iraque.

O secretário-geral pediu também transparência aos Estados que utilizam a prática. “Os governos escondem as execuções e cercam-nas com segredos para esconder quem está no corredor da morte e porquê”.

“Essa falta de transparência representa uma falta de respeito pelos direitos humanos para os condenados à morte e suas famílias”, concluiu o responsável.


Seguradoras vão deixar de cobrir navios envolvidos em pesca ilegal

A Allianz Global Corporate & Specialty, AXA, Generali, Hanseatic Underwriters e a The Shipowners’ Club lideraram a que é a primeira declaração do setor dos seguros dirigida à utilização sustentável dos recursos marinhos, anunciada durante a conferência Our Ocean 2017, que decorre em Malta, organizada pela União Europeia.

A declaração, que já foi assinada por 20 empresas, enuncia o compromisso das seguradoras de “não fazer seguros de navios sobre os quais haja conhecimento de envolvimento sistemático em ‘pesca pirata’, também conhecida como Pesca Ilegal, Não-declarada e Não-regulada” (Pesca IUU, na sigla em inglês).

“Hoje dá-se um grande passo com o compromisso das principais seguradoras em recusarem suporte financeiro à pesca pirata. Apelamos para que outras seguradoras afirmem a sua responsabilidade social e liderança na sustentabilidade juntando-se à luta contra a pesca IUU”, disse o diretor executivo da organização ambientalista dedicada ao ambiente marinho Oceana Europe, Lasse Gustavsson. A Oceana foi uma das organizações que liderou campanhas que levaram à tomada de posição das seguradoras.

A tomada de posição pelas seguradoras é também enquadrada pela iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Ambiente Princípios para Seguros Sustentáveis (PSI, na sigla em inglês).

A PSI foi lançada em 2012 durante a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável Rio+20 no Rio de Janeiro e é a principal iniciativa de colaboração entre as Nações Unidas e o setor dos seguros.

O coordenador da PSI, Butch Bacani, disse hoje na conferência Our Ocean 2017 que “ao assumirem este compromisso as seguradoras estão a demonstrar visão e liderança. Estão a deixar claro que práticas responsáveis e sustentáveis na indústria marinha e oceanos sustentáveis são inseparáveis de práticas sustentáveis assumidas pelas empresas”.

Números divulgados pela Oceana Europa indicam que a pesca IUU representa a captura não-sustentável de entre 11 milhões e 26 milhões de toneladas de peixe por ano, uma atividade económica ilegal com um valor anual estimado em entre 8,5 mil milhões de euros e 20 mil milhões de euros.

A eliminação da pesca IUU até 2020 faz parte do 14.º objetivo de desenvolvimento sustentável da ONU, sobre “oceanos saudáveis”.

A conferência Our Ocean 2017 reúne em Malta cerca de mil participantes, entre ministros, instituições, organizações não-governamentais, empresas e cientistas, em representação de 61 países que são chamados a anunciar compromissos efetivos, desde financiamentos a medidas legislativas, sobre proteção e utilização sustentável dos oceanos.

“A mulher é o mecanismo acelerador para o crescimento económico de um país”

“Não sou feminista”, afirma Luìza Palma. Luto pela paridade, luto pela igualdade de género. É inadmissível que hoje as mulheres ainda tenham de se esforçar mais para verem o seu trabalho reconhecido e que ganhem menos do que os seus pares pelo facto de serem mulheres. “Não posso permitir isto”, ressalta.

Luìza Palma é líder em Portugal da All Ladies League (ALL), uma organização internacional criada em 2011 e com presença em 150 países que promove e luta pela igualdade de género. É um movimento que pretende dar voz às mulheres.

COMO TUDO COMEÇOU

Em janeiro, dia 31, dia Mundial do Leproso, Luìza Palma foi convidada como oradora para uma conferência em Londres. “Levei o tema das ciências comigo intitulado de “Forgotten People”, isto porque há um novo surto da lepra, mas poucos sabem. Esta doença continua a ter um estigma enorme na nossa sociedade. Em pleno século XXI não podemos permitir que tenhamos, de novo, sobretudo crianças e mulheres a morrerem por causa da lepra. Neste momento, temos 250 mil casos a surgir, por ano”, lamenta a nossa entrevistada.

Foi nesta conferência que começou a sua jornada na All Ladies League (ALL) e a sua missão de divulgar o Women Economic Forum, uma ferramenta regional que a ALL All Ladies League utiliza para prover localmente o debate sobre o tema equidade e paridade do género.

Devido ao seu discurso em Londres sobre a lepra, a fundadora da ALL, presente na conferência, convidou Luìza Palma para assumir o cargo de Chairperson da All Ladies League e divulgar o Women Economic Forum em Portugal.

O WOMEN ECONOMIC FORUM EM PORTUGAL

Women Economic Forum terá lugar já nos próximos dias 15, 16 e 17 de outubro, Hotel Estoril Palace.

Sob o tema “A mulher na Ciência, Inovação e Criatividade Intelectual”, o Women Economic Forum pretende ser um encontro global sobre liderança, proporcionando às mulheres capacidades para expandir as suas oportunidades de negócios e aumentar a sua influência global.

O evento traz a Portugal a presença de oradores influentes dos quatro cantos do mundo, desde o Médio Oriente passando pela Europa de Leste, Filipinas, Índia e Espanha. 

UM MODELO REVOLUCIONÁRIO

Foi num ambiente descontraídIMG_0217o e acolhedor, ao qual Luìza Palma apelida de lar, o Grémio Literário em Lisboa, que a nossa entrevistada nos falou sobre o modelo económico que irá apresentar ao Banco Mundial, ainda este mês. Um modelo que, se for aplicado pelas empresas, poderá fazer crescer a economia e travar as disparidades, preenchendo a defesa dos direitos das mulheres.

Sob o ponto de vista social, as empresas só têm a lucrar com a aplicação deste modelo. É como que um “selo de qualidade” que tornará a empresa mais atrativa por cumprir os critérios da igualdade de género. “Apresentarei um cenário do antes e do depois da aplicação deste modelo económico por parte das empresas portuguesas. No fundo, trata-se de aplicar boas práticas de governação e de transparência, sobretudo, no que diz respeito aos direitos das mulheres e à igualdade de género. Tenho três filhas e quero que elas saibam que a mãe delas está a lutar para que tenham as mesmas condições de trabalho, as mesmas oportunidades de trabalho e a mesma oportunidade de ascensão profissional”, conclui a nossa entrevistada.

Fome aumentou novamente no mundo após mais de dez anos a diminuir

A child awaits for the distribution of meals by WFP (United Nations World Food Programme) in a make-shift camp in Jacmel January 28, 2010. An earthquake on January 12 killed some 200,000 people and devastated the impoverished country. REUTERS/Marco Dormino/UN/MINUSTAH/Handout (HAITI - Tags: DISASTER SOCIETY) FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS

O estudo sobre a segurança alimentar mundial refere que o aumento de 38 milhões de pessoas com fome o ano passado se deve “em grande parte à proliferação dos conflitos violentos e aos desastres climáticos”.

O relatório é publicado por três agências da ONU, a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Alimentar Mundial (PAM), a que se juntaram pela primeira vez o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No total, cerca de 155 milhões de crianças menores de cinco anos registam atrasos de crescimento devido à fome, segundo o relatório.

A maior proporção de crianças com fome ou desnutridas concentra-se em zonas de conflito.

O relatório considera preocupante, por outro lado, o facto de 41 milhões de crianças menores de cinco anos ter excesso de peso, o que aumenta o risco de obesidade e de doenças na idade adulta.

“Estas tendências são uma consequência não apenas dos conflitos e das alterações climáticas, mas também das mudanças profundas dos hábitos alimentares” e da pobreza ligada à “desaceleração económica”, refere um comunicado com uma síntese do relatório.

Segundo as agências da ONU, 520 milhões de pessoas com fome encontram-se na Ásia, 243 milhões em África e 42 milhões na América Latina e Caraíbas.

De acordo com aqueles números, 11,7% da população asiática passa fome, assim como 20% da africana e 6,6% da da América Latina e Caraíbas.

Dos 815 milhões de pessoas com fome no mundo em 2016, 489 milhões viviam em países afetados por conflitos.

Coreia do Norte dispara novo míssil

A Coreia do Norte disparou um míssil a partir do distrito de Sunan, em Pyongyang.

O projétil foi lançado às 06h57 (hora local), sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido e caiu pelas 07h06 (hora local), segundo as autoridades japonesas, que acionaram o sistema de emergência J-Alert em várias regiões do norte do arquipélago. O míssil caiu a cerca de 2 mil quilómetros do Cabo Erimo, nas águas do Pacífico.

O Japão já condenou o disparo do míssil norte-coreano, que considerou ser uma “provocação intolerável”.

O projétil atingiu uma altitude de 770 quilómetros e voou por 3.700 quilómetros, de acordo com as autoridades sul-coreanas, distância suficiente para chegar a Guam, território norte-americano no Pacífico.

No mês passado, a Coreia do Norte disparou um míssil que sobrevoou o Japão, algo que foi considerado por Tóquio como uma “ameaça sem precedentes” ao país.

As autoridades sul-coreanas e norte-americanas estão a investigar os detalhes do lançamento.

O míssil ainda não foi identificado.

A ONU aprovou na segunda-feira o oitavo pacote de sanções contra a Coreia do Norte, destinadas a isolar economicamente o país em resposta ao sexto ensaio nuclear, realizado a 3 de setembro.

Pyongyang afirmou ter testado com sucesso uma bomba de hidrogénio, conhecida como ‘bomba H’, miniaturizada o suficiente para poder ser colocada num míssil.

A explosão teve uma potência de 250 quilotoneladas, 16 vezes superior à da bomba lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, segundo as mais recentes estimativas divulgadas pelo portal especializado na Coreia do Norte, 38 North, com base na revisão em alta da magnitude do abalo gerado feita pela Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares.

As estimativas oficiais da potência da explosão ocorrida em 03 de setembro variam significativamente: Seul fala em 50 quilotoneladas, enquanto o Japão em 160.

Em resposta, Pyongyang prometeu esta quarta-feira acelerar os seus programas militares em resposta às sanções “maléficas” das Nações Unidas.

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