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Olhe pelos seus pés

calor, a transpiração, o tipo de calçado e a exposição dos pés durante o verão fazem com que estes precisem de cuidados especiais.

Em comunicado enviado às redações a Associação Portuguesa de Podologia alertou para algumas das doenças típicas de verão que podem afetar os seus pés.

“A xerose cutânea (pele seca) é uma das principais complicações de verão, devido à exposição dos pés ao ar e ao calor, às areias, ao excesso de transpiração e à permanência excessiva dentro de água, nas praias ou piscinas. Esta patologia provoca uma pele seca, por vezes áspera e com fissuras nas zonas da planta dos pés e nos calcanhares”, explica associação.

Também são muito frequentes as infeções dermatológicas, “pela vulnerabilidade da pele seca e fissurada e pelo contato com zonas contaminadas, como espaços de acesso a piscinas, bares de praia e casas de banho ou chuveiros.” Dermatomicoses, panarícios, verrugas plantares e outras patologias nos pés devem ser vistas pelo podologista para que esta possa fazer um diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

Entre os cuidados essenciais, a Associação Portuguesa de Podologia sublinha que é “indispensável” aplicar protetor solar no dorso dos pés quando se está exposto ao sol, uma vez que evita queimaduras e previne o cancro de pele. Aconselha a “lavar os pés diariamente com um sabão de pH neutro” e a aplicação de creme hidratante – quem sofre de hiperidrose (transpiração excessiva) deve ainda aplicar um antitranspirante.

Refere que não se deve andar descalço em locais públicos, aconselhando a “usar chinelos em instalações como piscinas, balneários e saunas” para prevenir e evitar o contacto com fungos e bactérias, que podem provocar infeções nos pés.

Referem ainda que é importante cuidar das unhas, cortando-as de forma correta e procurando um podologista em caso de lesões dermatológicas, infeções fúngicas ou processos de onicocriptoses (unhas encravadas). Desaconselham a remoção das cutículas, pois estas são “uma proteção e barreira para as infeções”. Quanto a pintar as unhas, referem que não deve manter as unhas pintadas por mais de sete dias, sob pena de ocultar alterações relevantes que precisem de ser tratadas.

O calçado utilizado deve ser “estável e protetor”, de “material natural e com caraterísticas de respirabilidade e sem compromissos de traumatismo” e recomenda-se o uso de meias ou peúgas “para um melhor controlo da humidade nos pés e para evitar as forças de atrito e fricço entre a pele e o calçado, como bolhas, queimaduras ou feridas.”

‘Formigueiro’ nos pés ou nas mãos? Eis sete causas possíveis

É normal sentir as mãos ou os pés dormente depois de ter dormido numa má posição ou de ter passado muito tempo com as pernas suspensas ou cruzadas. Mas se as suas sensações de dormência são muito frequentes e duradouras, é tempo de ir ao médico.

A revista Prevention falou com especialistas e listou as sete causas de dormência mais comuns. Confirme:

1. Um nervo comprimido no pescoço ou nas costas. Teve uma dor e sente um formigueiro a surgir desde o pescoço até aos braços ou das costas aos pés? Pode ter um nervo comprimido por causa de uma lesão, má postura ou uma condição subjacente como a artrite. Fazer fisioterapia ou tomar um fármaco pode ajudar, destaca o especialista Stanley Iyadurai.

2. Défice vitamínico. Se tem formigueiro em ambas as mãos, a falta de vitamina B12 pode ser a culpada. Provavelmente também se sente cansado e letárgico, e pode ter anemia. Se um teste de sangue confirmar este problema, suplementos de vitamina B12 ou injeções devem resolvê-lo.

3. Síndrome do túnel carpal. Escreve muito no computador ou no telemóvel? Os movimentos repetitivos ou vibrações podem acabar por comprimir um nervo no pulso e, por sua vez, provocar formigueiro nas suas mãos, diz Iyadurai. Um eletrocardiograma e ultra-som são normalmente utilizados para diagnosticar a síndrome do túnel carpal. Se é o seu caso, pode ter de alterar a sua forma de realizar as atividades diárias. Fisioterapia, anti-inflamatórios, e até mesmo cirurgia também podem ajudar.

4. Diabetes. Se sofre de diabetes ou de resistência à insulina (um percursor comum), os altos níveis de açúcar no sangue atuam como uma toxina nos nervos, podendo provocar a dormência nos pés e nas mãos. Mudanças no estilo de vida e fazer medicação podem ajdar a controlar o problema.

5. Estenose cervical ou raquidiana. Um estreitamento dos espaços no canal espinhal no pescoço ou na coluna vertebral pode exercer pressão sobre a medula e / ou raízes nervosas, provocando sensações de formigueiro, explica a neurologista Esther Young. Pode ser tratada com fisioterapia, injeções epidurais, ou cirurgia, dependendo da extensão do problema.

6. Hipotiroidismo. Uma tiróide subativa (com uma produção insuficiente ou mesmo inexistente de hormonas tiroideias) pode provocar formigueiro, bem como fadiga, sensibilidade ao frio, aumento de peso sem motivo aparente e perda de cabelo,

7. Esclerose múltipla. Se fica com fraqueza com as sensações de dormência ou formigueiro, além de sintomas como visão dupla, se é desajeitado ou tem problemas de controlo da bexiga ou do intestino, pode sofrer de esclerose múltipla, destaca Young. Uma ressonância magnética pode revelar as placas indicadoras ou cicatrizes no cérebro ou na medula que ocorrem com a esclerose múltipla. Há vários medicamentos para tratar os sintomas e retardar a progressão da doença.

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