Inicio Tags PME’s

Tag: PME’s

Internacionalizar, que estratégias adotar?

O que é certo é que Portugal necessita que o tecido Empresarial Nacional, e particularmente as PME’s que são a “espinha dorsal” da Economia Nacional, aposte mais na exportação dos seus bens, bem como na criação de relações com organizações Internacionais, beneficiando os Empresários de conhecimento e oportunidades.

Portugal tem um universo empresarial com cerca de 300 mil Empresas. Destas apenas 52 mil apostam na Internacionalização e só 23 mil têm um volume de exportação igual ou superior a 20% da sua faturação. Isto revela que por um lado são ainda poucas as empresas exportadoras, e por outro, destas, mais de metade não entrega muita importância à sua Internacionalização ou apenas o faz esporadicamente.

Importa, por isso, entender que estratégias as Empresas Portuguesas podem usar para iniciar os seus processos de Internacionalização, que impactos poderão ter e qual a estratégia mais indicada para a realidade de cada Empresa. Passaremos ao seu escrutínio:

Exportação: É o mecanismo mais usual e conhecido. Uma Empresa limita-se a levar um produto/Serviço para um determinado local, podendo haver ou não intermediários Nacionais ou Internacionais durante o processo. É, ainda, o mais direto e mais limitado no sentido em que apenas existe uma só transação comercial, podendo a mesma não se registar no futuro.

É um processo de menor risco e comprometimento com o mercado externo, comparativamente com os demais.

Para as PME’s esta é uma ótima forma de iniciarem o seu Processo de Internacionalização. Começam a conhecer, em termos práticos, os mercados Internacionais. É um processo com um menor risco associado e devido ao tamanho das mesmas, existe uma maior flexibilização e rapidez de reação em relação a possíveis problemas.

Por outro lado, a provável escassez de RH, menor poder negocial e a falta de contatos bem trabalhados são as principais dificuldades que as PME’s Nacionais encontrarão neste Processo.

Investimento Direto: O Investimento Estrangeiro pode ocorrer sobre três formas. Abertura de filial, através da constituição de lojas ou escritórios comerciais à imagem da Empresa Nacional. Deslocalização de produção, que diz respeito à alocação de recursos de produção no estrangeiro através da criação de armazéns de fabrico. Ou a aquisição de empresas no País do mercado alvo.

Esta tipologia de Internacionalização comporta mais riscos a curto e médio prazo, no entanto, a longo prazo poderá representar maior sucesso.

O investimento direto acarreta, numa fase inicial, um grande investimento ao nível de subterfúgios financeiros, de financiamento e recursos humanos. Sendo que numa fase intermédia do processo, a maior complexidade organizacional e a necessidade de haver constante comunicação entre os departamentos de países diferentes terá de se ter em conta.

Por outro lado, as empresas que apostem neste processo de internacionalização terão um maior controlo sobre a sua rede de distribuição (caso se aplique à atividade da empresa), maior proximidade com contatos e parcerias estratégicas, maior facilidade em obter informação sobre o mercado visado bem como as suas particularidades e funcionamento e maior simplicidade em promover o serviço/produto comercializado no mercado explorado.

É um processo que pelas suas características, se deve aplicar a empresas com um suporte de recursos mais estável e em mercados que demonstrem potencialidades a médio/longo prazo, passíveis de serem exploradas.

Projetos/parcerias: Dentro desta tipologia de Internacionalização, as empresas podem explorar várias vias, tais como a criação de Franchisings, de Joint-Ventures, a subcontratação, os consórcios, através de licenças de exploração ou até mesmo a cooperação informal. Todas estas têm particularidades e funções diferentes, pelo que as irei analisar de uma maneira individual.

O Franchising, geralmente, traduz-se num acordo onde uma parte dos intervenientes recebe o direito de exploração, sob certas condições, de uma marca ou tecnologia numa determinada área, da “empresa mãe”. Existe, portanto, uma transferência de Know-how, marca e valores e por vezes do modelo de gestão do negócio. Esta prática traduz-se num baixo custo financeiro para a empresa e é uma forma de penetração de mercado rápida. No entanto, o risco de deterioração da imagem e dos valores da organização deverá ser tida em conta, bem como possíveis restrições legais locais para este tipo de contratos e produtos que podem não se adaptar ao mercado visado. A rentabilidade de todo o processo é menor quando comparada com outros mecanismos de internacionalização.

Joint-Ventures são alianças entre duas ou mais empresas, podendo existir colaboração para fins comerciais e/ou tecnológicos ou a fusão de sociedades numa única empresa. Este processo dará origem à partilha do respetivo património, lucros e riscos inerentes ao negócio bem como à independência jurídica da nova empresa em relação às que a originaram.

Este processo é indicado para as PME’s, uma vez que através do mesmo estas poderão reduzir o investimento e riscos associados à sua expansão internacional, combater o crescente nível de concorrência nos mercados externos, reduzir custos devido à eventual sinergia criada e aceder a novas formas organizativas e métodos de gestão.

Subcontratação diz respeito à solicitação por parte de uma empresa de produtos ou serviços a outra, com base em condições pré-estabelecidas entre as partes. Poderá existir cedência de know-how tecnológico ou maquinaria e equipamentos por parte da empresa principal.

Neste sistema as PME’s poderão assumir dois papeis, o de ativo (subcontratante) ou passivo (subcontratada). No papel ativo a empresa decompõe a sua cadeia de valor e entrega-a às entidades do mercado alvo, atividades de produção ou comercialização, atenuando riscos, controlando redes de distribuição e diminuindo a complexidade organizacional. Desta forma as principais preocupações residem na promoção da marca e prospeção do mercado.

Na forma passiva, a empresa poderá ganhar contatos estratégicos demonstrando a qualidade do seu trabalho junto dos mesmos e entrar em contato com novas formas de organização e gestão, tecnologias ou modos de comercialização.

Os Consórcios consistem em associar várias empresas, criando uma nova organização composta por todas as entidades fundadoras. É um processo muito semelhante a uma Joint-Venture, no entanto é geralmente reservado para ações de ordem comercial.

Geralmente estes acordos convertem-se em economias de custos (as entidades não necessitam ter, desta forma, a sua própria estrutura de representação) e numa melhor eficácia na gestão de contatos e parcerias internacionais.

Licenças de exploração comporta a cedência de direitos de produção e comercialização de um produto ou serviço numa determinada área a troco de royalties. Pode existir, desta forma, uma exploração de marcas e patentes, de direitos de autor, ou ainda, de informação tecnológica sensível que se encontra devidamente protegida.

Do ponto de vista das PME’s, esta estratégia alberga vantagens ao nível do baixo (ou mesmo nulo) investimento necessário, do baixo nível de prospeção de mercado necessária (deverá ser uma responsabilidade de quem explora a licença) e é uma forma de levar o produto/serviço a mercados que de outra maneira seriam inacessíveis. Do lado de quem explora, o acesso a tecnologias, produtos ou serviços que já foram positivamente testados noutros países, é uma vantagem de valor.

A cooperação informal, e tendo em conta que as empresas não são organizações isoladas e independentes (interagem com clientes, concorrentes, fornecedores, entre outras entidades), pretende dar origem a redes de relacionamentos (vulgo network).

A partir destes relacionamentos desenvolve-se a confiança entre as partes, transpondo-se numa maior estabilidade e segurança no avanço de negócios ou atividades conjuntas.

Após esta reflexão sobre as diversas estratégias que as PME’s Nacionais podem eleger para se internacionalizar, fica clara a ideia de que as formas são muitas e com diferentes níveis de risco, pelo que acarreta a realização de um estudo e plano prévio sobre a situação da empresa de forma a acolher o melhor processo.

Importa também planear todo o desenvolvimento do processo de internacionalização com vista a antecipar problemas e prepara soluções. É neste campo que os empresários devem ter em conta as entidades de apoio à internacionalização (câmaras de comércio ou associações que trabalhem esse fim) uma vez que estas têm o know-how e a experiência necessária para acompanhar projetos deste nível.

Luís Filipe Rodrigues, Analista em Internacionalização e Gestão

As vantagens do Business Process Outsourcing

Para contextualizar o nosso leitor, o que é Business Process Outsourcing (BPO)?

Vale a pena tomar um momento para definir o que queremos dizer com BPO ou externalização de processos de modo a desmistificar alguns pontos que podem gerar alguns equívocos.

O BPO consiste na separação de funções especializadas numa empresa e o recurso a fornecedores especializados para executar essas funções, já que estas empresas as podem executar com recurso a especialistas de modo mais eficiente e com menor custo. Os principais drivers para o recurso ao BPO continuam a ser as necessidades de redução de custos e o aumento da eficiência.

A necessidade de redução de custos leva a que muitas empresas procurem externalizar funções inteiras, utilizando um fornecedor de serviços global com presença nos países onde a função é executada. É bastante comum ver empresas com operações em vários países com fornecedores diferentes em muitos desses países. Uma forma de reduzir os custos e ganhar eficiência é contratar fornecedores com presença nas diversas áreas do globo. A utilização de sistemas e de reporting harmonizados é uma mais valia para os gestores e um factor de diminuição de riscos e aumento da eficiência.

As firmas membro da Grant Thornon International Ltd (“GTIL”) estão presentes em mais de 130 países e contam com mais de 47 mil profissionais. As equipas em todo o mundo, trabalham em colaboração, partilhando a sua experiência e conhecimento técnico nos diversos setores de atividade, assumindo um compromisso de excelência. Seja qual for a localização geográfica, encontra equipas que seguem a mesma metodologia, flexibilidade e experiência relevante.

Que oportunidades vem trazer ao universo empresarial?

Os benefícios que o recurso a serviços de BPO pode oferecer às empresas são amplamente reconhecidos, sendo a procura de eficiência (57%) e a redução de custos (55%) as principais motivações. As áreas onde o recurso a estes serviços é mais recorrente são as contabilisticas e fiscais (49%) e as TIs (46%).

De acordo com um estudo levado a cabo pela Grant Thornton, 2 em 5 PMEs em todo o mundo, recorrem ou planeiam recorrer num futuro próximo ao outsourcing de algum processo de back-office. Essa é a principal conclusão do relatório “Outsourcing: driving efficiency and growth” que procura compreender melhor os comportamentos no que se refere ao outsourcing: porquê e quais funções a externalizar? O que impede as empresas de recorrer ao outsourcing? Como esses obstáculos podem ser superados?

Em termos gerais, o recurso ao BPO oferece como principais benefícios:

Redução de custos – A externalização de serviços de contabilidade, recursos humanos e fiscais permite reduzir os custos da empresa.

Serviço personalizado – A empresa fica com a possibilidade de obter um serviço adaptado às necessidades reais da empresa, com acesso a relatórios personalizados capazes de ajudar o gestor na tomada de decisões de forma rápida e eficiente.

Prioritização de esforços – A externalização de serviços de back-office permite o foco no desenvolvimento do negócio e uma otimização da produtividade.

Vantagens competitivas – Ter informação financeira precisa e ágil permite a antecipação na tomada de decisões.

Acesso a tecnologias críticas – A externalização de serviços permite o acesso a ferramentas que a empresa normalmente não contemplaria para a realização de tarefas acessórias.

Segurança e confidencialidade – A Grant Thornton garante o tratamento da informação de forma profissional e confidencial.

Imagem corporativa – O recurso a uma firma de reputação internacional ajuda na melhoria da imagem corporativa da empresa.

Pessoal especializado – Permite o acesso a profissionais qualificados e com experiência nas suas áreas (contabilidade, fiscalidade, laboral,…).

Redução de riscos – As equipas de especialistas da Grant Thornton, têm atualização constante nas suas áreas de atuação.

Apoio internacional – A presença de 47.000 profissionais em mais de 130 países permite acompanhar os processos de internacionalização dos clientes.

O que é importante saber sobre a Grant Thornton Consultores?

A Grant Thornton Consultores está presente em Portugal desde 1998, sendo uma firma membro de uma das principais organizações mundiais de firmas independentes de auditoria, fiscalidade, consultoria e outsourcing.

Tendo uma estrutura muito ágil e próxima do cliente, temos a capacidade de encontrar as soluções que melhor se adequam a cada cliente. A senioriedade da equipa que acompanha o cliente é um dos factores que nos distingue da concorrência.

E sobre o seu percurso em Portugal? Que papel tem assumido no mercado português? 

A Grant Thornton Consultores tem apresentado ao longo dos anos um crescimento estável e sustentado, muito assente na nossa capacidade de lidar com clientes internacionais que procuram a nossa experiência local mas com uma forte vocação internacional para dinamizar a sua actividade.

Temo-nos assumido como uma firma de referência no apoio às PME’s de cariz internacional no desenvolvimento das suas actividades em Portugal bem como no procura de soluções nos seus mercados alvo.

A par do BPO, em que outras incide a atividade da Grant Thornton Consultores?

A Grant Thornton Consultores presta um vasto leque de serviços de fiscalidade, consultoria e outsourcing. A nossa equipa tem uma vasta experiência e conhecimento dos mercados interno e externo, através da nossa integração numa organização internacional, conjugados com uma elevada competência técnica de modo a oferecer aos clientes os níveis de serviço necessários para o sucesso no actual mercado internacional globalizado e competitivo.

Num mercado extremamente competitivo, onde as empresas precisam de otimizar os seus recursos para aumentar a produtividade e reduzir custos, qual continuará a ser o papel e a estratégia da Grant Thornton Consultores junto do tecido empresarial? 

A par da estratégia de apoio às PME’s internacionais no desenvolvimento da sua actividade em Portugal, a Grant Thornton Consultores é o parceiro ideal para acompanhar as PME’s nacionais no seu processo de internacionalização, sem descurar o apoio ao desenvolvimento das actividades locais dos seus clientes.

Santander Jovem – Programa de Estágios nas PME’s

São cerca de 150 as bolsas de estágios que ainda se encontram por atribuir ao abrigo do Programa de Estágios nas PME’s, promovido pela Fundação da Juventude em parceria com o Banco Santander Totta. Lançado em abril, o programa já criou oportunidades em cerca de 50 empresas que se encontram em processo de seleção dos candidatos para as mais variadas áreas que vão desde economia à saúde passando pela informática, marketing ou comunicação.

O programa de estágios enquadra-se num dos vetores estratégicos de atuação da Fundação da Juventude – Emprego e Empreendedorismo – sendo um forte contributo facilitar o acesso ao primeiro emprego de diplomados do Ensino Superior e também por dotar as PME´s de novos talentos recém-formados. Desta forma os recém-diplomados complementam a sua formação, colocando em prática, em ambiente empresarial, os conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação académica.

Os estágios Santander Jovem têm a duração de 3 meses, e para além da experiência proporcionada aos estagiários, estes recebem ainda uma bolsa mensal no valor de 550€ e beneficiam de um Seguro de Acidentes Pessoais.

Cada estágio decorre sob a supervisão de um orientador a designar pela empresa, o qual deverá acompanhar o desenvolvimento do jovem e o cumprimento do respetivo plano de formação. As candidaturas das empresas e dos próprios jovens são efetuadas diretamente através da plataforma www.fjuventude.pt/pmejovem .

Segundo Ricardo Carvalho, Presidente Executivo da Fundação da Juventude, «o Programa de Estágios nas PME’s Santander Jovem surge como um importante complemento à formação académica dos recém-diplomados, ao mesmo tempo que promove a integração dos jovens no mundo do trabalho, permitindo às PME’s conhecerem e formarem estagiários com formação superior e com experiência na sua área de atividade».

Sobre a Fundação da Juventude:

A Fundação da Juventude é uma instituição privada, de interesse público, sem fins lucrativos, focada na Formação, Empreendedorismo e apoio ao Emprego Jovem. Foi criada por escritura notarial a 25 de setembro de 1989, pela mão de 21 instituições públicas e privadas e declarada instituição de utilidade pública, em março de 1990. De âmbito nacional, a Fundação da Juventude tem Sede na cidade do Porto e uma Delegação na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Sobre o Programa “Santander Jovem – Programa de Estágios nas PME’s”

O Banco Santander é a empresa que mais investe no apoio à educação a nível mundial (Relatório Varkey/UNESCO-Fortune 500). Esta iniciativa é desenvolvida pelo Santander Universidades que, a nível internacional, colabora com mais de 1.200 Universidades e instituições académicas em todo o mundo. Para mais informações consulte www.santander.com/universidades.

  • Programa de estágios foi lançado e abril mas ainda tem cerca de 150 bolsas para atribuir a PME’s e jovens recém-licenciados.
  • Estágios destinam-se a jovens licenciados ou mestres há menos de 2 anos e até aos 28 anos
  • Com duração de 3 meses, os estágios decorrem em PME’s nacionais
  • Os estagiários recebem uma bolsa mensal no valor de 550€ e beneficiam de um Seguro de Acidentes Pessoais.
  • Candidaturas disponíveis através da plataforma fjuventude.pt/pmejovem .

EMPRESAS