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Reino Unido anuncia apoio adicional às vítimas do furacão Irma

O apoio soma-se aos 35,3 milhões de euros disponibilizados anteriormente para ajudar as vítimas nos territórios dependentes do Reino Unido nas Caraíbas, onde se encontram cerca de 88 mil britânicos.

Theresa May referiu ainda que estão mais de mil militares na região e outros 200 dirigem-se para lá juntamente com 60 polícias.

“Trabalharemos com os nossos territórios ultramarinos para garantir que a vida seja retomada, que as pessoas tenham uma economia e uma boa vida”, disse a primeira-ministra.

O custo de reparação do arquipélago pode chegar a 1,10 bilhões de euros, segundo disse o chefe de governo de Anguilla, Victor Banks, à PA.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson, visitou ontem as zonas afetadas, como as ilhas Virgens britânicas e Anguilla.

Segundo a AFP, o furacão Irma fez nove mortos nos territórios britânicos ultramarinos, dos quais cinco foram nas ilhas Virgens e quatro em Anguilla.

Britânicos continuam a comprar habitações turísticas em Portugal, apesar do Brexit

De acordo com a Confidencial Imobiliário, que gere o SIR-Turismo Residencial, aquele resultado confirma que “o Brexit não afetou negativamente a procura de habitação turística em Portugal por parte dos investidores do Reino Unido, ao contrário do que seria inicialmente expectável” com a saída do país da União Europeia.

Aquela foi a nacionalidade mais representativa entre os investidores estrangeiros, com 31% do número de transações, seguindo-se França, com 19%, e os países do norte da Europa, com 17%.

No eixo Albufeira-Loulé (Algarve Central), o mercado mais importante do Turismo Residencial em Portugal (44% da oferta imobiliária captada pelo SIR-Turismo Residencial), “os britânicos não só protagonizaram quase metade das transações de origem internacional (46%), como atingiram o ‘ticket médio’ de investimento mais alto”, com cerca de 2,1 milhões de euros por operação, realça uma informação da Confidencial Imobiliário.

Aquele valor quase duplica relativamente aos 1,1 milhões de euros investidos, em média, pelos chineses, o segundo país mais representativo nas aquisições internacionais naquela zona algarvia (com 13%).

A Confidencial Imobiliário destaca ainda os países do norte da Europa, com uma quota de 7% nas compras por não residentes e um investimento médio de 1,5 milhões de euros.

No total do mercado nacional de Turismo Residencial (costa atlântica, Algarve central, barlavento e sotavento), “o ‘ticket’ médio de investimento dos compradores do Reino Unido reduziu-se no período pós-Brexit”, passando de 1,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2016 para 1,1 milhões de euros no segundo.

Esta descida é explicada pela Confidencial Imobiliário com o direcionamento da procura britânica para casas de menor dimensão e não tanto para uma gama de produto inferior, já que, apesar da descida do ‘ticket’ médio, o preço médio unitário de compra nos dois semestres manteve-se em torno dos 3.800 euros por metro quadrado.

Segundo o diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães, citado na informação, “estes dados mostram que o investimento do Reino Unido não só não sofreu com o Brexit, como até aumentou a sua quota entre os compradores internacionais, no segundo semestre do ano”.

A consequência mais evidente do Brexit relaciona-se com a desvalorização da libra, refletindo-se na contração do valor médio de investimento pelos britânicos, que desceu entre o primeiro e o segundo semestres, embora nos ‘resorts’ entre Loulé e Albufeira o valor médio se tenha mantido, acrescenta.

O SIR-Turismo Residencial é um sistema estatístico que abrange a atividade de compra e venda de imóveis de turismo residencial, desenvolvido pela Confidencial Imobiliário em parceria com a Associação Portuguesa de Resorts (APR), com o apoio do Turismo de Portugal.

A oferta inclui ativos em primeira venda ou em revenda, enquadrados em aldeamentos turísticos, apartamentos turísticos, conjuntos turísticos/resorts, hotéis-apartamentos e outros fogos que sejam adquiridos por turistas para seu usufruto sazonal ou rentabilização.

“Dona de casa” banida de anúncios publicitários

A decisão foi tomada pela Autoridade dos Padrões Publicitários naquele território, reporta o Daily Mail.

Segundo esta publicação, as mulheres deixarão de ser representadas nos anúncios como as responsáveis por cozinhar, fazer limpezas e cuidar das crianças. Por outro lado, passará a ser errado também transmitir a ideia de que os homens não são capazes de fazer essas tarefas.

Adicionalmente, a autoridade quer acabar também com os anúncios que transmitam uma imagem demasiado sexual das mulheres, bem como os que usam modelos demasiado magras.

“É necessário criar uma linha mais exigente nos anúncios que caracterizam papéis ou características de género de forma estereotipada e que podem potencialmente causar danos”, afirma fonte daquela autoridade.

“Now, let’s get to work”, diz Theresa May

Theresa May, líder dos conservadores e primeira-ministra britânica, venceu as eleições mas perdendo a maioria absoluta. O acordo com os unionistas da Irlanda do Norte abriu caminho à formação de um novo Governo.

Ao final desta manhã Theresa May teve um encontro de cerca de 20 minutos com a rainha Isabel II no Palácio de Buckingham sobre a formação do novo executivo. À saída, a líder britânica falou ao país, com boa parte do mundo a escutá-la.

“Este governo vai liderar o país durante as cruciais negociações do Brexit, que começam dentro de dez dias, e cumprindo o desejo dos britânicos, ao retirar o Reino Unido da União Europeia”.

Este governo irá igualmente trabalhar “para manter o país seguro ao levar a cabo as mudanças que implementei após” os recentes ataques em Manchester e em Londres, afirmou.

May assegurou ainda que irá dar às autoridades “o poder de que necessitam” para combater “ideologia extremista islâmica”.

A líder dos conservadores comprometeu-se também a, “nos próximos cinco anos, construir um país onde ninguém nem nenhuma comunidade são deixados para trás”.

“Aquilo de que o país precisa agora mais do que nunca é de certezas. Tendo conseguido o maior número de votos e de assentos parlamentares nas eleições, torna-se claro que os conservadores e os unionistas têm legitimidade para providenciar isso mesmo”.

Sobre a relação entre os dois partidos que sustentarão o governo, referiu Theresa May que há uma relação positiva já “ao longo de muitos anos” e que tal lhe dá “confiança para acreditar” que vão “trabalhar juntos” pelos interesses do Reino Unido e pela “prosperidade”.

“Foi para isso que as pessoas votaram”, realçou, terminando a declaração de uma forma sucinta: “Now let’s get to work”. A hora agora é de trabalho.

Theresa May, recorde-se, convocou eleições numa altura em que as sondagens se apresentavam como favoráveis, podendo permitir fortalecer a sua posição de primeira-ministra numa altura em que o Reino Unido tem de dar seguimento às negociações para sair da União Europeia. A vitória implicou a perda de maioria absoluta, o que obrigou a um acordo que lhe permite agora formar novo governo.

Reino Unido vai a votos

Na manhã de 18 abril, Theresa May surpreendeu o Reino Unido e a Europa, em frente ao número 10 de Downing Street, ao convocar eleições gerais antecipadas. Confortável com as sondagens que davam uma esmagadora vitória ao seu Partido Conservador (Tory), a primeira-ministra britânica, que sucedeu a David Cameron, tomou a decisão com o objetivo de reforçar, nas urnas, a sua posição para o difícil processo negocial com a União Europeia relativamente ao Brexit.

No entanto, muita coisa mudou desde então e a vitória dada como adquirida está longe de o ser, muito devido à ascensão do Partido Trabalhista (Labour), liderado por Jeremy Corbyn. Se em abril a diferença nas sondagens entre os dois maiores partidos do Reino Unido era de mais de 20 pontos percentuais, hoje estão lado a lado, sendo prematuro atribuir a vitória a qualquer um dos dois.

Theresa May partiu para a campanha em clara vantagem, uma vez que, em abril, se pensava que o Brexit iria dominar todo o período eleitoral. A primeira-ministra britânica procurava unir o Reino Unido em torno desta temática, o que parecia beneficiá-la relativamente a Jeremy Corbyn, que durante a campanha do Brexit não conseguiu assumir uma posição consistente. Hoje, ambos parecem decididos relativamente à saída do Reino Unido do projeto europeu.

Contudo, o programa eleitoral dos dois partidos é completamente oposto. Theresa May aposta num ‘hard Brexit’, em limitar o mercado único e a entrada de imigrantes no país, ao mesmo tempo que promete um aumento do ordenado mínimo. Por seu lado, Corbyn prefere um Brexit mais ‘soft’ e um maior peso do Estado na economia britânica – defende a nacionalização de setores como a água, eletricidade e correios, bem como um reforço do serviço nacional de saúde.

Mas, nas últimas duas semanas, muita coisa mudou. A campanha eleitoral foi suspensa por duas vezes e a reta final do processo está a ser marcada pela segurança.

Terrorismo no centro da campanha

O Reino Unido ficou em choque na noite de 22 de maio, quando Salman Abedi se fez explodir à entrada da Manchester Arena, onde acabava de terminar o concerto de Ariana Grande, com um público maioritariamente juvenil. Morreram 22 pessoas e 59 ficaram feridas.

Duas semanas depois, o terror regressou, desta vez a Londres. Khuram Buut, Rachid Redouane e Youssef Zaghba atropelaram a multidão que passava na London Bridge e dirigiram-se depois para o Borough Market, onde esfaquearam várias pessoas antes de serem abatidos pela polícia. Oito pessoas morreram e 48 ficaram feridas.

Estes dois ataques relegaram o Brexit e a situação económica e social do país para segundo plano, acentuando-se o tom de acusação entre os Tories e o Labour. Jeremy Corbyn chegou mesmo a exigir a demissão de Theresa May, responsabilizando-a por ter cortado 20 mil polícias dos quadros. Já a primeira-ministra, que sempre acusou o seu principal rival de radicalismo, endureceu o discurso e afirmou que estaria disposta a mudar a lei para combater o terrorismo, mesmo que isso implicasse passar por cima dos Direitos Humanos.

Entre as propostas da primeira-ministra está o aumento das sentenças de prisão para pessoas condenadas por terrorismo, a deportação de presumíveis terroristas ou a restrição nos seus movimentos. “Se os Direitos Humanos nos impedirem de o fazer, vamos mudar as leis para o que possamos fazer”, reiterou Theresa May, citada pelo The Guardian.

A grande questão que se coloca é perceber qual dos dois discursos vai conseguir obter a confiança do eleitorado, confuso com algumas contradições. Se por um lado Jeremy Corbyn critica May por esta ter feito cortes nas forças policiais, por outro o seu discurso está longe de estar centrado num endurecimento da retórica do aumento do policiamento nas ruas como forma de resolver a questão do terrorismo. Já Theresa May estabelece como prioridade o aumento da segurança, o que não a impediu de baixar o nível de ameaça terrorista no Reino Unido.

No início da campanha eleitoral, era expectável que os Tories reforçassem a sua maioria na Câmara dos Comuns, onde estão em jogo 650 assentos. Apesar de não ser impossível, parece pouco provável que consigam ultrapassar os 330 lugares que têm atualmente.

A última sondagem divulgada pelo The Telegraph dá a vitória aos Tories, com 42,9%. O Labour teria 37,2%. Contudo, as sondagens têm variado bastante, com algumas a atribuírem a vitória aos conservadores com uma diferença de 12 pontos percentuais relativamente aos trabalhistas, enquanto outras situam a distância entre os dois partidos em apenas 1 ponto percentual.

Neste cenário de incerteza, a campanha eleitoral não segue um “caminho definido”. Anne Perkins, colunista no The Guardian, escreve que a campanha de 2017 é “certamente a mais desconcertante de sempre”.

Se recuarmos até às últimas eleições, em 2015, ou ao referendo sobre o Brexit, em 2016, esta imprevisibilidade é acentuada pelo facto de em ambas as situações as sondagens terem falhado. Além disso, o cenário político britânico mudou bastante e são ainda incertos os lugares que os restantes partidos vão conseguir obter na Câmara dos Comuns.

Os Liberais Democratas, que fizeram parte do governo de David Cameron e chegaram a ser o terceiro maior partido do país, tiveram uma enorme derrota em 2015, passando de 57 lugares para oito. Procuram agora recuperar da desastrosa derrota. Por seu lado, o UKIP parece estar a tornar-se cada vez mais irrelevante. Depois da vitória do Brexit, Nigel Farage abandonou o partido por considerar que a “missão estava cumprida”. O atual líder, Paul Nuttall, parece um pouco à deriva, sem discurso, incapaz de mobilizar eleitorado.

É também importante ter em conta o papel que Escócia, País de Gales, Irlanda e Irlanda do Norte assumem no processo eleitoral. Particularmente relevante é o caso do Partido Nacional Escocês, liderado pela primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, que tem sido uma forte opositora de Mayna forma de conduziu o processo do Brexit. Atualmente, tem 56 assentos.

Já no caso irlandês, convém realçar o Sinn Féin, atualmente com quatro lugares na Câmara, que defende uma Irlanda unida e pede um referendo sobre a fronteira da Irlanda do Norte.

O Reino Unido, assustado com o terrorismo e indeciso sobre o futuro das negociações com a Europa e a economia nacional, decide hoje o seu futuro. Ao que tudo indica, os Tories deverão conseguir a vitória. Resta saber se vão conseguir uma maioria ou se, por outro lado, uma vitória surpresa do Labour vai agitar (ainda mais) a política britânica. Até porque, nos últimos tempos, as surpresas têm sido muitas.

Brexit: Adeus Reino Unido

Primeira-ministra britânica vai entregar a Donald Tusk o documento em que invoca o artigo 50.º do Tratado de Lisboa para avançar com o divórcio da União Europeia

A primeira-ministra britânica, Theresa May, inicia o processo do “Brexit” esta quarta-feira,  fazendo chegar a Bruxelas a carta em que formaliza a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, activando o artigo 50.º do Tratado de Lisboa. Será o início do processo de negociações para a primeira saída de um Estado-membro da UE.

A carta histórica coloca fim a 44 anos de relação.

Depois de ler a carta, o presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, informará os governos dos restantes 27 Estados membros da UE sobre as propostas britânicas. Estes analisarão e, durante semanas, debaterão as propostas através dos seus sherpas e ministros dos Negócios Estrangeiros.

A partir desse momento inicia-se o prazo de dois anos para a saída de um país da União Europeia, no qual será negociado os termos de  como as duas partes ser irão relacionar no futuro.

O prazo deverá ser difícil de cumprir e só pode ser alargado por acordo unânime. A dificuldade centra-se nas variadas áreas que liga o país à EU: comércio, segurança, controlo de fronteiras, migração e os direitos dos cidadãos europeus a viver no país são as questões mais prementes.

Na quinta-feira, dia 30 de Março, será distribuído um esboço das directrizes de negociação entre os 27 membros da União. Mas estas só serão adoptadas formalmente na cimeira extraordinária marcada para 29 de Abril, em Bruxelas.

Mas a negociação com o Reino Unidos só se irá começar depois de Maio, quando a Comissão Europeia emitir directrizes mais detalhadas.

Se, até 29 de Março de 2019, não se chegar a acordo, o Reino Unido sai sem qualquer acordo comercial com a União Europeia. A primeira-ministra, Theresa May, está preparada para essa hipótese.

Theresa May sublinhou esta segunda-feira: “Estamos no limiar de um momento fulcral para a Grã-Bretanha, agora que damos início a negociações que nos conduzirão a uma nova parceria com a Europa” e “ vamos aproveitar esta oportunidade para forjar uma Grã-Bretanha mais global”.

O pedido de saída da União Europeia surge na sequência do resultado do referendo de 23 de junho de 2016, no qual a maioria dos eleitores britânicos, 52%, votaram pelo brexit.

Está dado o primeiro passo para o Brexit… pela Rainha

A rainha Isabel II já assinou a lei que permitirá a Theresa May ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa e assim dar início ao Brexit.

Segundo a agência EFE, Isabel II deu assim o seu aval à saída do Reino Unido da União Europeia, depois de o parlamento britânico ter aprovado na segunda-feira a chamada ‘Lei da União Europeia’.

Ainda não foi revelada a data da notificação de saída do Governo britânico, mas May já manifestou intenção de dar início ao processo até ao final do mês de março.

Governo português averigua processos que resultaram no retiro de filhos aos pais no Reino Unido

A representante da plataforma de advogados que está a apoiar as mães portuguesas confirma que cada caso será avaliado em particular.

Ao contrário do que se passa em Portugal, no Reino Unido é possível  que se retire os filhos do seio familiar pelo receio do que possa vir a acontecer no futuro.

Britânico opera o próprio abdómen

Desesperado por causa das dores que o atormentavam e farto das longas listas de espera, o britânico Graham Smith decidiu realizar a cirurgia para a remoção de um fio de nylon do seu abdómen, que os médicos se esqueceram de retirar numa operação anterior.

Smith admite que foi um gesto imprudente, mas confessa que se sente um homem novo, visto ter sido obrigado a “andar curvado e inclinado para a esquerda” durante 15 anos. “Sou engenheiro especialista, faço trabalhos que as outras pessoas não conseguem fazer. Mas não sou nenhum cirurgião, por isso não tentem fazer isto em casa”, alerta, citado pela BBC.

O britânico diz ter refletido na decisão que tomou e que “não estava preparado para morrer numa lista de espera”, confessa. Acrescentou também que por duas vezes teve as suas cirurgias canceladas.

Apesar de a primeira operação ter sida efetuada há 15 anos, apenas em 2011 é que o britânico se dirigiu pela primeira vez ao hospital, por ter reparado que os pontos estavam salientes na sua pele.

Smith conta que o fio de nylon, com 8 milímetros de comprimento, tinha 12 nós e por essa razão não podia limitar-se apenas a cortá-lo. Teve então de desfazer os nós um por um, tendo criado ferramentas (a partir de instrumentos de titânio, cedidos por um amigo dentista) para o ajudarem a realizar esta tarefa.

Em relação ao caso de Smith, o hospital Aintree, de Liverpool, refere que vai estar em contacto com o britânico para acompanhar o pós-operatório.

Um porta-voz do “Royal College of Surgeons” desaconselhou que se faça cirurgias a si mesmo ou a outra pessoa, devido ao enorme risco de que a operação possa correr mal e que danifique outra parte do corpo. “Há também a possibilidade de infeção”, lembra o porta-voz.

Parque britânico oferece nova casa ao “urso mais triste do mundo”

A vida no centro comercial de Guangzhou, na China, não é fácil para Pizza. Conhecido como o urso polar mais triste do mundo, o animal vive com más condições de vida no aquário onde é obrigado a permanecer. Por essa razão, o parque britânico de Yorkshire ofereceu a Pizza uma nova casa.

“Graças a esta incrível oferta é possível um final feliz para o animal”, afirma Dave Neale ao “The Guardian”, diretor da “Animals Asia”, uma organização de caridade asiática que procura acabar com a crueldade contra os animais e que angariou mais de meio milhão de assinaturas com o objetivo de encerrar o aquário.

Para sensibilizar as pessoas, a organização publicou várias fotografias de Pizza no início deste ano e o caso correu o mundo.

“As boas notícias é que agora os responsáveis pelo aquário têm a oportunidade de corrigir o seu erro, dado que admitiram ter noção de que não proporcionaram boas condições de vida nem cuidados continuados ao animal”, revela Neale.

O diretor sublinha ainda as “condições incríveis” que Pizza vai encontrar na sua nova casa e que vai poder fazer parte de “uma comunidade com outros ursos”.

Contudo, o parque de Yorkshire disse que apenas aceita receber o animal com a condição de os responsáveis pelo aquário não colocarem outro urso no seu lugar e de não pagarem nada por Pizza.

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