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“As vasectomias são de graça” disse político britânico aos desempregados

Os comentários do político conservador terão sido feitos em janeiro de 2012, quando Ben Bradley tinha apenas 22 anos no blog ‘Consbradders32’, num texto da sua autoria de título ‘Give us the benefits ‘cap’ – before we all drown!’, em português ‘deem-nos um limite para os subsídios – antes que nos afundemos todos!’. Porém só agora vieram a público.

“A quantidade de filhos que se tem é uma escolha de cada um; se não têm dinheiro para os sustentar, parem de os ter! As vasectomias são de graça” dizia a publicação.

Bradley, agora com 28 anos foi nomeado pela primeira-ministra Theresa May para vice-presidente do gabinete da juventude há seis dias e pretende reconectar o partido conservador com os jovens do país.

Membros do partido Trabalhista inglês (Labour party) já se insurgiram e pedem a May que rescinda a nomeação de Ben Bradley. “O partido nojento está vivo e de saúde” declararam em comunicado à publicação Daily Mirror.

Militantes deste partido também mostraram o seu desagrado “estas declarações de Bradley defendem ideias de eugenia”.

Num comunicado emitido entretanto pelo partido Tory, Bradley respondeu às acusações: “Peço desculpa pelo que foi publicado. Entretanto, amadureci desde que comecei a minha carreira política e percebo que a linguagem que usei não é apropriada”.

Exército quer recrutar candidatos de género e sexualidade diferentes

campanha de recrutamento foi lançada há vários meses e neste fim de semana as mensagens serão difundidas novamente na rádio, na televisão e na Internet.

Os vídeos, dos quais foram difundidos alguns excertos, visam garantir às mulheres, às pessoas homossexuais, aos muçulmanos e a outros que não terão problemas de aceitação no seio das forças armadas, colocando perguntas como: “Posso ser gay no exército?”, “E se me tornar emocional no exército?” ou ainda “posso praticar a minha fé no exército?”.

O chefe do Exército britânico, o general Nick Carter, explicou que o exército tinha o hábito de recrutar “jovens homens brancos dos 16 aos 25 anos”.

“[Estes] já não existem tanto à nossa volta como no passado. A nossa sociedade mudou”, disse o general à emissora BBC.

“Esta campanha é uma forma de reconhecer que atualmente já não dispomos de um exército tão grande, que a demografia do nosso país mudou e que devemos chegar a uma comunidade muito maior”, concluiu.

No final do ano passado, o exército britânico contava com pouco mais de 78.000 elementos a tempo inteiro, perto do objetivo governamental de chegar aos 82 mil até 2020.

No entanto, a campanha motivou críticas contra o exército, acusado, sobretudo, de ter cedido ao “politicamente correto”.

“As pessoas mais interessadas no exército não querem saber se vão ser entendidos ou se vão poder exprimir as suas emoções”, disse o coronel Richard Kemp, antigo comandante das tropas britânicas no Afeganistão, também em declarações à BBC.

“O que os inquieta mais é a forma como vão enfrentar o combate. Serão afetados pelas imagens de combate, porque é essa a razão pela qual as pessoas se alistam no exército”, salientou.

O general Nick Carter defendeu a campanha, afirmando-se “muito orgulhoso que o exército respeite verdadeiramente a origem étnica e social e o género de cada um”, sublinhando que nos últimos nove meses, os pedidos de entrada aumentaram entre 30 e 35%.

“Somos o tipo de empregador que não tem escalas de remuneração diferentes, será a mesma seja qual for o vosso género”, disse o general.

LUSA

Reino Unido receia que mísseis norte-coreanos possam atingir Londres

Gavin Williamson considerou que a Coreia do Norte “é uma ameaça real”, por estar atualmente “a caminho de ter mísseis balísticos que poderiam atacar” a capital britânica.

Referindo que o Reino Unido deve “intensificar” a forma de lidar com Pyongyang, porque é “um ator global” que ameaça a paz mundial, o membro do Governo de Theresa May afirmou que “o problema não é só para os Estados Unidos”.

“Nunca hesitaremos em lidar com a agressão ou a ameaça”, acrescentou, acentuando que o Reino Unido trabalha com os seus aliados e notando que dois vasos de guerra da marinha britânica foram direcionados para o Pacífico, para participar em operações conjuntas com os Estados Unidos e outros parceiros na região.

Gavin Williamson afirmou que o Reino Unido está a “trabalhar com os aliados na região, para assegurar que se continue a pressionar a Coreia do Norte”.

Especialistas norte-americanos estimaram que os mísseis do último ensaio da Coreia do Norte, realizado no mês passado, podiam percorrer uma distância até 13 mil quilómetros (Londres encontra-se a 8.600 quilómetros de Pyongyang).

O ministro da Defesa britânico concedeu a entrevista depois do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na apresentação da nova estratégia de segurança nacional, ter referido que China e Rússia estão contra os interesses norte-americanos.

LUSA

É refugiada, entrou no Reino Unido de camião e agora vai para Cambridge

Aos 23 anos, a jovem de origem afegã foi admitida na conceituada Universidade de Cambridge para tirar um doutoramento na área da Sociologia. A licenciatura e mestrado foram tirados na Goldsmiths University of London.

“A viagem foi bastante difícil, o meu irmão tinha apenas seis meses e não era muito comum as famílias viajarem com crianças pequenas. Parte da viagem foi feita por mar, em barcos improvisados onde os contrabandistas transportavam 30 a 40 pessoas”, recorda, em declarações à imprensa britânica.

Foi de camião que a família completou o resto da viagem até ao Reino Unido, um país que, acreditava, oferecia diversidade e igualdade de oportunidades. “Com o modelo de integração adotado, as pessoas podem ter a sua própria identidade e religião e ser simultaneamente cidadãs britânicas”, explica Rabia Nasimi.

Os pais da jovem de 23 anos estudaram em Moscovo, depois da invasão soviética ao Afeganistão. Depois de chegar à Grã-Bretanha, o pai, Nooralhaq Nasimi, fundou uma associação de solidariedade que fornece apoio e educação a imigrantes a residir no país.

O ingresso de Rabia na Universidade de Cambridge é um motivo de orgulho e merece destaque na imprensa britânica. É no âmbito do doutoramento em Sociologia que a estudante pretende melhorar o seu conhecimento sobre a cultura afegã.

Reino Unido anuncia apoio adicional às vítimas do furacão Irma

O apoio soma-se aos 35,3 milhões de euros disponibilizados anteriormente para ajudar as vítimas nos territórios dependentes do Reino Unido nas Caraíbas, onde se encontram cerca de 88 mil britânicos.

Theresa May referiu ainda que estão mais de mil militares na região e outros 200 dirigem-se para lá juntamente com 60 polícias.

“Trabalharemos com os nossos territórios ultramarinos para garantir que a vida seja retomada, que as pessoas tenham uma economia e uma boa vida”, disse a primeira-ministra.

O custo de reparação do arquipélago pode chegar a 1,10 bilhões de euros, segundo disse o chefe de governo de Anguilla, Victor Banks, à PA.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson, visitou ontem as zonas afetadas, como as ilhas Virgens britânicas e Anguilla.

Segundo a AFP, o furacão Irma fez nove mortos nos territórios britânicos ultramarinos, dos quais cinco foram nas ilhas Virgens e quatro em Anguilla.

Britânicos continuam a comprar habitações turísticas em Portugal, apesar do Brexit

De acordo com a Confidencial Imobiliário, que gere o SIR-Turismo Residencial, aquele resultado confirma que “o Brexit não afetou negativamente a procura de habitação turística em Portugal por parte dos investidores do Reino Unido, ao contrário do que seria inicialmente expectável” com a saída do país da União Europeia.

Aquela foi a nacionalidade mais representativa entre os investidores estrangeiros, com 31% do número de transações, seguindo-se França, com 19%, e os países do norte da Europa, com 17%.

No eixo Albufeira-Loulé (Algarve Central), o mercado mais importante do Turismo Residencial em Portugal (44% da oferta imobiliária captada pelo SIR-Turismo Residencial), “os britânicos não só protagonizaram quase metade das transações de origem internacional (46%), como atingiram o ‘ticket médio’ de investimento mais alto”, com cerca de 2,1 milhões de euros por operação, realça uma informação da Confidencial Imobiliário.

Aquele valor quase duplica relativamente aos 1,1 milhões de euros investidos, em média, pelos chineses, o segundo país mais representativo nas aquisições internacionais naquela zona algarvia (com 13%).

A Confidencial Imobiliário destaca ainda os países do norte da Europa, com uma quota de 7% nas compras por não residentes e um investimento médio de 1,5 milhões de euros.

No total do mercado nacional de Turismo Residencial (costa atlântica, Algarve central, barlavento e sotavento), “o ‘ticket’ médio de investimento dos compradores do Reino Unido reduziu-se no período pós-Brexit”, passando de 1,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2016 para 1,1 milhões de euros no segundo.

Esta descida é explicada pela Confidencial Imobiliário com o direcionamento da procura britânica para casas de menor dimensão e não tanto para uma gama de produto inferior, já que, apesar da descida do ‘ticket’ médio, o preço médio unitário de compra nos dois semestres manteve-se em torno dos 3.800 euros por metro quadrado.

Segundo o diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães, citado na informação, “estes dados mostram que o investimento do Reino Unido não só não sofreu com o Brexit, como até aumentou a sua quota entre os compradores internacionais, no segundo semestre do ano”.

A consequência mais evidente do Brexit relaciona-se com a desvalorização da libra, refletindo-se na contração do valor médio de investimento pelos britânicos, que desceu entre o primeiro e o segundo semestres, embora nos ‘resorts’ entre Loulé e Albufeira o valor médio se tenha mantido, acrescenta.

O SIR-Turismo Residencial é um sistema estatístico que abrange a atividade de compra e venda de imóveis de turismo residencial, desenvolvido pela Confidencial Imobiliário em parceria com a Associação Portuguesa de Resorts (APR), com o apoio do Turismo de Portugal.

A oferta inclui ativos em primeira venda ou em revenda, enquadrados em aldeamentos turísticos, apartamentos turísticos, conjuntos turísticos/resorts, hotéis-apartamentos e outros fogos que sejam adquiridos por turistas para seu usufruto sazonal ou rentabilização.

“Dona de casa” banida de anúncios publicitários

A decisão foi tomada pela Autoridade dos Padrões Publicitários naquele território, reporta o Daily Mail.

Segundo esta publicação, as mulheres deixarão de ser representadas nos anúncios como as responsáveis por cozinhar, fazer limpezas e cuidar das crianças. Por outro lado, passará a ser errado também transmitir a ideia de que os homens não são capazes de fazer essas tarefas.

Adicionalmente, a autoridade quer acabar também com os anúncios que transmitam uma imagem demasiado sexual das mulheres, bem como os que usam modelos demasiado magras.

“É necessário criar uma linha mais exigente nos anúncios que caracterizam papéis ou características de género de forma estereotipada e que podem potencialmente causar danos”, afirma fonte daquela autoridade.

“Now, let’s get to work”, diz Theresa May

Theresa May, líder dos conservadores e primeira-ministra britânica, venceu as eleições mas perdendo a maioria absoluta. O acordo com os unionistas da Irlanda do Norte abriu caminho à formação de um novo Governo.

Ao final desta manhã Theresa May teve um encontro de cerca de 20 minutos com a rainha Isabel II no Palácio de Buckingham sobre a formação do novo executivo. À saída, a líder britânica falou ao país, com boa parte do mundo a escutá-la.

“Este governo vai liderar o país durante as cruciais negociações do Brexit, que começam dentro de dez dias, e cumprindo o desejo dos britânicos, ao retirar o Reino Unido da União Europeia”.

Este governo irá igualmente trabalhar “para manter o país seguro ao levar a cabo as mudanças que implementei após” os recentes ataques em Manchester e em Londres, afirmou.

May assegurou ainda que irá dar às autoridades “o poder de que necessitam” para combater “ideologia extremista islâmica”.

A líder dos conservadores comprometeu-se também a, “nos próximos cinco anos, construir um país onde ninguém nem nenhuma comunidade são deixados para trás”.

“Aquilo de que o país precisa agora mais do que nunca é de certezas. Tendo conseguido o maior número de votos e de assentos parlamentares nas eleições, torna-se claro que os conservadores e os unionistas têm legitimidade para providenciar isso mesmo”.

Sobre a relação entre os dois partidos que sustentarão o governo, referiu Theresa May que há uma relação positiva já “ao longo de muitos anos” e que tal lhe dá “confiança para acreditar” que vão “trabalhar juntos” pelos interesses do Reino Unido e pela “prosperidade”.

“Foi para isso que as pessoas votaram”, realçou, terminando a declaração de uma forma sucinta: “Now let’s get to work”. A hora agora é de trabalho.

Theresa May, recorde-se, convocou eleições numa altura em que as sondagens se apresentavam como favoráveis, podendo permitir fortalecer a sua posição de primeira-ministra numa altura em que o Reino Unido tem de dar seguimento às negociações para sair da União Europeia. A vitória implicou a perda de maioria absoluta, o que obrigou a um acordo que lhe permite agora formar novo governo.

Reino Unido vai a votos

Na manhã de 18 abril, Theresa May surpreendeu o Reino Unido e a Europa, em frente ao número 10 de Downing Street, ao convocar eleições gerais antecipadas. Confortável com as sondagens que davam uma esmagadora vitória ao seu Partido Conservador (Tory), a primeira-ministra britânica, que sucedeu a David Cameron, tomou a decisão com o objetivo de reforçar, nas urnas, a sua posição para o difícil processo negocial com a União Europeia relativamente ao Brexit.

No entanto, muita coisa mudou desde então e a vitória dada como adquirida está longe de o ser, muito devido à ascensão do Partido Trabalhista (Labour), liderado por Jeremy Corbyn. Se em abril a diferença nas sondagens entre os dois maiores partidos do Reino Unido era de mais de 20 pontos percentuais, hoje estão lado a lado, sendo prematuro atribuir a vitória a qualquer um dos dois.

Theresa May partiu para a campanha em clara vantagem, uma vez que, em abril, se pensava que o Brexit iria dominar todo o período eleitoral. A primeira-ministra britânica procurava unir o Reino Unido em torno desta temática, o que parecia beneficiá-la relativamente a Jeremy Corbyn, que durante a campanha do Brexit não conseguiu assumir uma posição consistente. Hoje, ambos parecem decididos relativamente à saída do Reino Unido do projeto europeu.

Contudo, o programa eleitoral dos dois partidos é completamente oposto. Theresa May aposta num ‘hard Brexit’, em limitar o mercado único e a entrada de imigrantes no país, ao mesmo tempo que promete um aumento do ordenado mínimo. Por seu lado, Corbyn prefere um Brexit mais ‘soft’ e um maior peso do Estado na economia britânica – defende a nacionalização de setores como a água, eletricidade e correios, bem como um reforço do serviço nacional de saúde.

Mas, nas últimas duas semanas, muita coisa mudou. A campanha eleitoral foi suspensa por duas vezes e a reta final do processo está a ser marcada pela segurança.

Terrorismo no centro da campanha

O Reino Unido ficou em choque na noite de 22 de maio, quando Salman Abedi se fez explodir à entrada da Manchester Arena, onde acabava de terminar o concerto de Ariana Grande, com um público maioritariamente juvenil. Morreram 22 pessoas e 59 ficaram feridas.

Duas semanas depois, o terror regressou, desta vez a Londres. Khuram Buut, Rachid Redouane e Youssef Zaghba atropelaram a multidão que passava na London Bridge e dirigiram-se depois para o Borough Market, onde esfaquearam várias pessoas antes de serem abatidos pela polícia. Oito pessoas morreram e 48 ficaram feridas.

Estes dois ataques relegaram o Brexit e a situação económica e social do país para segundo plano, acentuando-se o tom de acusação entre os Tories e o Labour. Jeremy Corbyn chegou mesmo a exigir a demissão de Theresa May, responsabilizando-a por ter cortado 20 mil polícias dos quadros. Já a primeira-ministra, que sempre acusou o seu principal rival de radicalismo, endureceu o discurso e afirmou que estaria disposta a mudar a lei para combater o terrorismo, mesmo que isso implicasse passar por cima dos Direitos Humanos.

Entre as propostas da primeira-ministra está o aumento das sentenças de prisão para pessoas condenadas por terrorismo, a deportação de presumíveis terroristas ou a restrição nos seus movimentos. “Se os Direitos Humanos nos impedirem de o fazer, vamos mudar as leis para o que possamos fazer”, reiterou Theresa May, citada pelo The Guardian.

A grande questão que se coloca é perceber qual dos dois discursos vai conseguir obter a confiança do eleitorado, confuso com algumas contradições. Se por um lado Jeremy Corbyn critica May por esta ter feito cortes nas forças policiais, por outro o seu discurso está longe de estar centrado num endurecimento da retórica do aumento do policiamento nas ruas como forma de resolver a questão do terrorismo. Já Theresa May estabelece como prioridade o aumento da segurança, o que não a impediu de baixar o nível de ameaça terrorista no Reino Unido.

No início da campanha eleitoral, era expectável que os Tories reforçassem a sua maioria na Câmara dos Comuns, onde estão em jogo 650 assentos. Apesar de não ser impossível, parece pouco provável que consigam ultrapassar os 330 lugares que têm atualmente.

A última sondagem divulgada pelo The Telegraph dá a vitória aos Tories, com 42,9%. O Labour teria 37,2%. Contudo, as sondagens têm variado bastante, com algumas a atribuírem a vitória aos conservadores com uma diferença de 12 pontos percentuais relativamente aos trabalhistas, enquanto outras situam a distância entre os dois partidos em apenas 1 ponto percentual.

Neste cenário de incerteza, a campanha eleitoral não segue um “caminho definido”. Anne Perkins, colunista no The Guardian, escreve que a campanha de 2017 é “certamente a mais desconcertante de sempre”.

Se recuarmos até às últimas eleições, em 2015, ou ao referendo sobre o Brexit, em 2016, esta imprevisibilidade é acentuada pelo facto de em ambas as situações as sondagens terem falhado. Além disso, o cenário político britânico mudou bastante e são ainda incertos os lugares que os restantes partidos vão conseguir obter na Câmara dos Comuns.

Os Liberais Democratas, que fizeram parte do governo de David Cameron e chegaram a ser o terceiro maior partido do país, tiveram uma enorme derrota em 2015, passando de 57 lugares para oito. Procuram agora recuperar da desastrosa derrota. Por seu lado, o UKIP parece estar a tornar-se cada vez mais irrelevante. Depois da vitória do Brexit, Nigel Farage abandonou o partido por considerar que a “missão estava cumprida”. O atual líder, Paul Nuttall, parece um pouco à deriva, sem discurso, incapaz de mobilizar eleitorado.

É também importante ter em conta o papel que Escócia, País de Gales, Irlanda e Irlanda do Norte assumem no processo eleitoral. Particularmente relevante é o caso do Partido Nacional Escocês, liderado pela primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, que tem sido uma forte opositora de Mayna forma de conduziu o processo do Brexit. Atualmente, tem 56 assentos.

Já no caso irlandês, convém realçar o Sinn Féin, atualmente com quatro lugares na Câmara, que defende uma Irlanda unida e pede um referendo sobre a fronteira da Irlanda do Norte.

O Reino Unido, assustado com o terrorismo e indeciso sobre o futuro das negociações com a Europa e a economia nacional, decide hoje o seu futuro. Ao que tudo indica, os Tories deverão conseguir a vitória. Resta saber se vão conseguir uma maioria ou se, por outro lado, uma vitória surpresa do Labour vai agitar (ainda mais) a política britânica. Até porque, nos últimos tempos, as surpresas têm sido muitas.

Brexit: Adeus Reino Unido

Primeira-ministra britânica vai entregar a Donald Tusk o documento em que invoca o artigo 50.º do Tratado de Lisboa para avançar com o divórcio da União Europeia

A primeira-ministra britânica, Theresa May, inicia o processo do “Brexit” esta quarta-feira,  fazendo chegar a Bruxelas a carta em que formaliza a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, activando o artigo 50.º do Tratado de Lisboa. Será o início do processo de negociações para a primeira saída de um Estado-membro da UE.

A carta histórica coloca fim a 44 anos de relação.

Depois de ler a carta, o presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, informará os governos dos restantes 27 Estados membros da UE sobre as propostas britânicas. Estes analisarão e, durante semanas, debaterão as propostas através dos seus sherpas e ministros dos Negócios Estrangeiros.

A partir desse momento inicia-se o prazo de dois anos para a saída de um país da União Europeia, no qual será negociado os termos de  como as duas partes ser irão relacionar no futuro.

O prazo deverá ser difícil de cumprir e só pode ser alargado por acordo unânime. A dificuldade centra-se nas variadas áreas que liga o país à EU: comércio, segurança, controlo de fronteiras, migração e os direitos dos cidadãos europeus a viver no país são as questões mais prementes.

Na quinta-feira, dia 30 de Março, será distribuído um esboço das directrizes de negociação entre os 27 membros da União. Mas estas só serão adoptadas formalmente na cimeira extraordinária marcada para 29 de Abril, em Bruxelas.

Mas a negociação com o Reino Unidos só se irá começar depois de Maio, quando a Comissão Europeia emitir directrizes mais detalhadas.

Se, até 29 de Março de 2019, não se chegar a acordo, o Reino Unido sai sem qualquer acordo comercial com a União Europeia. A primeira-ministra, Theresa May, está preparada para essa hipótese.

Theresa May sublinhou esta segunda-feira: “Estamos no limiar de um momento fulcral para a Grã-Bretanha, agora que damos início a negociações que nos conduzirão a uma nova parceria com a Europa” e “ vamos aproveitar esta oportunidade para forjar uma Grã-Bretanha mais global”.

O pedido de saída da União Europeia surge na sequência do resultado do referendo de 23 de junho de 2016, no qual a maioria dos eleitores britânicos, 52%, votaram pelo brexit.

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