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Tailândia: Equipas mostram confiança antes de recomeçar resgate

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Sem autorização para falarem, junto ao ‘acampamento’ que dá apoio logístico às equipas, limitaram-se a mostrar os polegares para cima, antes de partirem para a gruta localizada a cerca de dois quilómetros e cujo acesso está agora bloqueado aos meios de comunicação social.

No horizonte, a neblina, mas sobretudo a chuva que as autoridades tailandesas tanto temem, ‘escondem’ a gruta da qual, no domingo, as equipas de resgate conseguiram retirar quatro dos 13 elementos da equipa de futebol Wild Boars que ficaram presos na gruta Tham Luang, situada na província de Chiang Rai, no norte da Tailândia, junto à fronteira com Myanmar (antiga Birmânia) e o Laos.

Mas uma manhã sem chuvas fortes, depois de uma noite que fez justiça ao tempo das monções que se vive neste período no Sudeste Asiático, está hoje e para já a afastar os piores receios das autoridades tailandesas.

“A segunda operação começou pelas 11h00 locais [05h00 em Lisboa]”, confirmou, entretanto, à imprensa o chefe da unidade de crise.

Narongsak Osottanakorn, líder da equipa de resgate que tenta hoje retirar o grupo (oito rapazes e o treinador) preso na gruta inundada assegurou que anunciaria “boas notícias em poucas horas”.

“Em poucas horas teremos boas notícias” para anunciar, garantiu.

Os quatro primeiros rapazes a sair da gruta no domingo, numa operação urgente e perigosa, tiveram de mergulhar e atravessar diversas passagens apertadas e tortuosas da caverna.

Os jovens estão ainda a ser submetidos a diversos exames médicos no hospital e ainda não estão autorizados a entrar em contacto direto com a família. Devido ao perigo de infeções, só puderam ver os familiares através de uma divisória de vidro.

Não obstante, as autoridades dão conta de que estão bem de saúde.

O grupo encurralado, recorde-se, é composto por jogadores com idades entre os 11 e os 16 anos, e o treinador, de 25 anos.

Os 12 rapazes e o treinador foram explorar a gruta depois de um jogo de futebol no dia 23 de junho.

Na altura, as inundações resultantes das monções bloquearam-lhes a saída e impediram que as equipas de resgate os encontrassem durante nove dias, uma vez que o acesso ao local só é possível via mergulho através de túneis escuros e estreitos, cheios de água turva e correntes fortes.

Nas operações de socorro participam 90 mergulhadores, 40 tailandeses e 50 estrangeiros.

O local onde os jovens ficaram presos situa-se a cerca de quatro quilómetros da entrada da gruta, num complexo de túneis com zonas muito estreitas e alagadas pelas chuvas da monção que afetam a zona, o que obriga a que parte do percurso tenha de ser feito debaixo de água e sem visibilidade.

LUSA

Equipas de resgate lutam contra o tempo e falta de oxigénio na caverna

“Não podemos continuar à espera de ter condições porque as circunstâncias estão a pressionar-nos”, disse o comandante dos fuzileiros tailandeses Arpakorn Yookongkaew numa conferência de imprensa.

“Pensávamos que os rapazes ficariam seguros dentro da caverna por algum tempo, mas as circunstâncias mudaram. Temos um tempo limitado”, acrescentou.

A operação que estava a ser levada a cabo na gruta de Tham Luang Nang Non, no norte da Tailândia sofreu a primeira baixa quando um antigo fuzileiro tailandês desmaiou debaixo de água sem que fosse possível reanimá-lo.

Os níveis de oxigénio estão a diminuir por causa dos trabalhadores que estão dentro da caverna e que estão a tentar levar mais oxigénio para as câmaras, além das botijas de oxigénio usadas pelos mergulhadores, segundo o governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osatanakorn.

Um comandante do Exército, o major-general Chalongchai Chaiyakam, disse que a missão mais urgente é a instalação de uma linha de oxigénio, ligada a uma linha telefónica que sirva de canal de comunicação com as crianças, que estão presas no complexo, mas estão a ser acompanhadas por quatro fuzileiros, incluindo um médico.

Os rapazes, com idades entre 11 e 16 anos, e o seu treinador de 25 anos foram explorar a caverna depois de um jogo de futebol no dia 23 de junho.

As inundações resultantes das monções bloquearam-lhes a saída e impediram que as equipas de resgate os encontrassem durante nove dias, já que a única maneira de chegar até ao local onde se encontram é mergulhando através de túneis escuros e estreitos, cheios de água turva e correntes fortes.

As autoridades têm bombeado a água da caverna antes que as tempestades previstas para os próximos dias aumentem os níveis novamente.

Neste momento, porém, o mergulho é o único método possível de fuga, apesar dos especialistas avisarem que é extremamente perigoso, mesmo para mergulhadores experientes.

A morte do antigo fuzileiro evidencia os riscos. O mergulhador, que estava a trabalhar como voluntário, morreu quando tentava colocar botijas de oxigénio ao longo do percurso que os mergulhadores usam para chegar às crianças, disse Arpakorn.

As botijas estrategicamente posicionadas permitem que os mergulhadores fiquem submersos por mais tempo durante o caminho de cinco horas que levam para chegar até à equipa encurralada.

O governador adiantou que os 13 jovens poderão não ser retirados ao mesmo tempo, dependendo da sua condição física. Estão fracos, mas na maioria são fisicamente saudáveis. Estão a praticar o uso de máscaras de mergulho e respiração, preparando-se para a possibilidade de mergulho.

As autoridades querem retirar as crianças o mais rapidamente possível pois esperam-se chuvas fortes no sábado.

Esperam conseguir baixar o nível de água, para conseguir algum espaço para que os rapazes não dependam do aparelho de mergulho durante muito tempo e possam manter as cabeças acima da água.

Especialistas em resgate de cavernas disseram que poderia ser mais seguro fornecer mantimentos aos rapazes no local e esperar que as inundações diminuam.

No entanto, isto pode levar meses, dado que a estação das chuvas na Tailândia geralmente dura até outubro e sem níveis adequados de oxigénio, ficar parado também pode ser fatal.

LUSA

Centeno diz estar a fazer tudo para evitar novo resgate

Os compromissos assumidos pelo Governo a nível orçamental e as reformas planeadas ao nível das qualificações foram as acções destacadas por Mário Centeno numa entrevista ao canal televisivo norte-americano CNBC como garantia de que Portugal não irá ter de recorrer a um segundo resgate financeiro.

Quando questionado sobre se estava disposto a fazer tudo o que fosse necessário para evitar um segundo resgate, o ministro das Finanças afirmou que essa “é a sua principal tarefa”, salientando o facto de o executivo “ter em curso um compromisso na frente orçamental e uma redução na despesa pública que vai nesse sentido”.

Ao longo da entrevista – a um canal que tem como audiência intervenientes nos mercados financeiros internacionais–, Mário Centeno procurou destacar ainda os esforços de reforma que diz estarem a ser feitos pelo Governo, recusando a “percepção errada” de que existe um recuo ao nível das reformas. O ministro diz que a aposta está a ser feita ao nível da qualificação dos portugueses “para conseguir reter a população mais qualificada e atrair o investimento”.

Além disso, Centeno defendeu que o Governo tem “um muito ambicioso programa que tem como objectivo ajudar as empresas a capitalizarem-se” e que está a fazer “um grande esforço para estabilizar o sistema financeiro, que é crucial para o investimento e para o crescimento da economia”.

O ministro, que deu a entrevista durante a sua estadia em Bratislava no final da semana passada quando participou no Eurogrupo e no Ecofin, salientou que na Caixa Geral de Depósitos “foi nomeada uma equipa de gestão muito profissional” que irá tranquilizar os mercados. “Penso que os mercados vão facilmente ficar com a percepção de que esta é uma operação muito ambiciosa e orientada pelo mercado e por isso estamos confiantes em conseguir colocar os 500 milhões de dívida subordinada que precisamos de obter”, afirmou.

Nepaleses resgatados de propriedade agrícola podem ficar em Portugal

Os 23 nepaleses resgatados na terça-feira perto de Almeirim podem ficar em Portugal e, se optarem por fazê-lo, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras poderá assegurar-lhes autorização de residência, disse esta quarta-feira à Lusa fonte do SEF.

Caso pretendam regressar ao país de origem, as vítimas “serão apoiadas no âmbito do programa de apoio ao retorno voluntário e à reintegração, coordenado pela Organização Internacional para as Migrações”, referiu a fonte do SEF, acrescentando, porém, que se optarem por ficar em Portugal o “SEF poderá, nos termos da lei em vigor, assegurar-lhes a emissão de Autorização de Residência atendendo à sua condição de vítimas do crime de tráfico de pessoas”.

Os cidadãos nepaleses foram resgatados numa propriedade agrícola durante uma operação realizada pelo SEF em Lisboa e Almeirim, relacionada com o tráfico de pessoas e na qual foram detidos três homens por suspeitas dos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal e angariação de mão-de-obra ilegal.

Os detidos – um cidadão português, de 40 anos, e dois estrangeiros, de 32 e 29 anos – foram presentes, quarta-feira de manhã, ao juiz de instrução criminal, mas ainda se desconhecem as medidas de coação aplicadas.

Na terça-feira, o SEF informou ter realizado uma operação, intitulada “Pokhara”, na qual apreendeu material probatório da atividade ilícita realizada pelos arguidos, designadamente documentos, computadores, dinheiro e uma arma de fogo.

Os dois detidos estrangeiros preparavam-se para abandonar o país (já tinham bilhetes de avião para o efeito), acrescentava um comunicado do SEF.

Na sequência da operação, o grupo de 23 indivíduos foi levado para local seguro, devidamente acompanhado por elementos da Associação para o Planeamento da Família, que apoiaram a ação do SEF.

A investigação resultou do trabalho de fiscalização efetuado pelo SEF em articulação com Autoridade para as Condições de Trabalho, para verificação da legalidade da relação laboral dos trabalhadores envolvidos na apanha de morangos, nas estufas da região de Almeirim.

Tendo sido detetados “fortes indícios” de prática dos crimes de tráfico de pessoas para efeitos de exploração laboral, auxílio à imigração ilegal e angariação de mão-de-obra ilegal, os factos foram participados ao Ministério Público, que abriu um inquérito.

Em causa – refere o SEF – está a atuação do patrão dos trabalhadores e do seu ajudante, que, através de uma empresa unipessoal sediada em Lisboa, contratavam e forneciam trabalhadores estrangeiros a explorações agrícolas.

Durante a investigação constatou-se que os trabalhadores assinaram contratos de trabalho redigidos em português, língua que desconhecem, cujas cláusulas não eram cumpridas, nomeadamente no que respeita a remunerações.

“De facto, a alimentação que cada trabalhador recebia era-lhe fornecida mediante desconto no vencimento, consistindo apenas em produtos: massa, batata, cebola e arroz”, acrescentava.

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