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Chaves: abastecimento de água suspendido a partir do rio Tâmega

A população das aldeias de Vilarelho da Raia, Vilarinho da Raia e Vila Meã queixa-se da má qualidade da água desde 2011.

O presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, disse à agência Lusa que foi alertado para este problema semanas após a sua tomada de posse, em outubro, e salientou que o município está a trabalhar numa solução.

Solução que, explicou, vai passar pela suspensão do abastecimento de água através do rio Tâmega, substituindo pela barragem do Alto Rabagão (Pisões), que já fornece, inclusive, parte deste concelho do distrito de Vila Real.

Segundo o autarca, tem sido feita uma monitorização e verificou-se que a água captada no Tâmega apresenta, em determinados períodos, uma cor acastanhada e ficando imprópria para consumo e utilização doméstica, como cozinhar ou lavar roupa.

“Em determinados dias tem-se verificado que a água, efetivamente, está imprópria para consumo porque apresenta elevado teor de ferro e manganês, em quantidade superior aos parâmetros normais”, concretizou.

Acrescentou ainda que, devido à seca, o volume do caudal do rio diminuiu o que faz com que a “concentração férrea esteja mais elevada e que o sistema de filtragem seja incapaz, em determinados períodos, de conseguir garantir que os parâmetros de qualidade sejam cumpridos”.

Para resolver o problema, o abastecimento a estas aldeias, as únicas do concelho que ainda são fornecidas pelo Tâmega, passará a ser feito através da água transportada e tratada pela empresa Águas do Norte, a partir da barragem de Pisões, localizada no concelho vizinho de Montalegre.

Nuno Vaz salientou que esta solução deverá ser implementada “dentro de um mês a mês e meio” e referiu que, ainda esta semana, vão ser feitas validações técnicas para o efeito.

A autarquia está também a proceder à limpeza dos depósitos e, segundo o autarca, se for preciso serão feitos abastecimentos através dos camiões cisterna dos bombeiros.

Entretanto, frisou, vai ser feito um apelo à população com vista à poupança nos consumos de água, evitando, por exemplo, regas ou lavagens de automóveis desnecessárias.

LUSA

Amarante: População aconselhada a evitar manto de algas que cobre rio Tâmega

O presidente do município, José Luís Gaspar, disse hoje à Lusa que a recomendação é uma “medida preventiva” e estende-se às atividades balneares, de pesca e de embarcações de recreio utilizadas diariamente, nomeadamente por muitos turistas que visitam a cidade.

A decisão foi tomada na sequência de uma reunião convocada pela autarquia para análise da situação, em que participaram representantes da autoridade local de saúde, dos bombeiros e da GNR.

As análises mandadas realizar pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vão esclarecer o tipo de alga que cobre, na zona de Amarante, a quase na totalidade o leito do rio. Pretende-se aferir, frisou o presidente, se a camada é formada por algas verdes, que não são tóxicas, ou pelas designadas algas azuis, também designadas por cianobactérias, cuja toxicidade pode ser prejudicial para a saúde humana.

Se for o segundo caso, insistiu José Luís Gaspar, há que redobrar os cuidados.

O presidente da autarquia disse à Lusa não se lembrar de ver o rio que atravessa a cidade coberto por uma camada tão extensa e espessa de algas, um manto que, precisou, também se verifica em Mondim de Basto.

Além disso, sublinhou, é a primeira vez que se observa este fenómeno, de montante para jusante, recordando que, desde o início de setembro, se começou a observar uma camada de algas na zona de Chaves.

Em anos mais secos, ocorre com frequência o aparecimento de uma camada verde a cobrir o rio, mas que evolui a partir da barragem do Torrão, a jusante de Amarante, em direção à proximidade daquela cidade.

Questionado sobre o que provoca a situação atual no Tâmega, na sua cidade, José Luís Gaspar respondeu que se deve à presença excessiva na água de material orgânico, um problema que afirmou não ser novo e transversal a vários municípios, associada ao reduzido caudal do rio, que disse estar a um nível nunca visto na cidade devido à seca que assola a região.

Referiu, a propósito, que dois dos mais importantes afluentes do Tâmega, a jusante da barragem de Daivões, que está a ser construída na zona de Ribeira de Pena, estão praticamente secos, o que também é novo na região.

O presidente de Amarante disse à Lusa não estabelecer relação entre as obras em curso na barragem e a situação que se observa no rio, mas admitiu estar preocupado com o nível do caudal e a aparente estagnação que se observa na água, o que já foi comunicado à APA.

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