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PSD: Passos deseja “transição com naturalidade”

Pedro Passos Coelho e Rui Rio estiveram hoje reunidos durante mais de hora e meia na sede nacional do PSD, em Lisboa, e no final fizeram breves declarações aos jornalistas no pátio lado a lado mas escusaram-se a detalhar os temas discutidos no encontro.

Sobre a liderança parlamentar, Rui Rio afirmou que a conversa com Hugo Soares ainda não está marcada mas disse acreditar que decorrerá “com frontalidade, sem hipocrisia e com sinceridade de parte a parte”.

Questionado se tem sentido unidade, desde que foi eleito no sábado com 54,1% dos votos, Rui Rio respondeu: “Alguma turbulência mas a gente vai resolver essa pequena turbulência, não sei se a turbulência é real ou é mais na comunicação social”, afirmou.

Depois de prestarem breves declarações aos jornalistas, Passos Coelho deixou a sede do partido para ir à Assembleia da República, enquanto Rui Rio voltou a entrar no edifício, acompanhado do deputado Feliciano Barreiras Duarte — antigo chefe de gabinete do ainda presidente do PSD — e da assessora e imprensa.

LUSA

Com Passos de saída, mais de 70 mil militantes escolhem amanhã sucessor

Mais de 70 mil militantes do PSD vão poder escolher no sábado o próximo presidente social-democrata e sucessor de Pedro Passos Coelho nas eleições diretas disputadas entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio.

De acordo com a secretaria-geral do PSD, os militantes com quotas pagas até ao fecho dos cadernos eleitorais (15 de dezembro) e que poderão votar nas próximas eleições são 70.385, universo eleitoral semelhante ao de outras directas em que houve disputa.

O antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes irá votar e acompanhar os resultados eleitorais em Lisboa, enquanto o ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio votará e passará a noite eleitoral na cidade onde foi autarca.

A campanha, que oficialmente começou em 02 de janeiro, mas que se estende desde meados de outubro, ficou marcada pelo passado, com Rui Rio a recordar como “trapalhadas” os episódios do governo liderado por Pedro Santana Lopes, entre 2004 e 2005, e a questionar se os portugueses lhe darão “uma segunda oportunidade” como primeiro-ministro.

Já Santana Lopes tem criticado o seu adversário sobretudo pelas posições em relação ao Governo, acusando-o de atacar mais o PSD do que o PS, de ser “um gémeo siamês” de António Costa e de querer ser “muleta” de um eventual futuro executivo minoritário socialista.

Rui Rio já admitiu viabilizar um eventual governo minoritário do PS para retirar PCP e BE da “esfera do poder”, salientando que sempre foi essa a tradição democrática antes da atual solução governativa. Sobre este ponto, Santana recusa apoios ou acordos com qualquer executivo liderado por António Costa, dizendo que terá de ser o PS a restaurar a prática constitucional de “quem ganha eleições governa”.

Na economia, não têm sido visíveis as diferenças entre os dois candidatos, ao contrário da Justiça, em que Rui Rio tem uma visão mais crítica e chegou a fazer um “balanço negativo” do mandato do Ministério Público. Santana Lopes defendeu a recondução da atual procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, enquanto Rui Rio preferiu não se comprometer e disse concordar com o Presidente da República que este é, por enquanto, um “não assunto”.

Depois da polémica sobre a realização dos debates, os candidatos acabaram por fazer três: dois na televisão, RTP e TVI, e um nas rádios (TSF e Antena 1), tendo o primeiro sido claramente o frente a frente mais tenso e agressivo entre ambos.

Entre os chamados notáveis do partido, Rui Rio conta com o apoio dos ex-líderes Francisco Pinto Balsemão e Manuela Ferreira Leite, de dois ex-presidentes dos Governos Regionais da Madeira e Açores, Alberto João Jardim e Mota Amaral, e de vários ex-ministros como Ângelo Correia, Silva Peneda, Ferreira do Amaral, Miguel Cadilhe, Morais Sarmento ou Henrique Chaves e vários ‘cavaquistas’.

Rui Rio teve, aliás, durante a campanha um encontro com o ex-Presidente da República Cavaco Silva, com quem quis partilhar ideias sobre “a situação do país”.

Já Santana Lopes tem entre os apoiantes o ex-líder e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Passos Coelho Rui Machete, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, o ex-presidente da bancada social-democrata Luís Montenegro, os ex-ministros Miguel Relvas, Álvaro Barreto ou Martins da Cruz, o líder da Juventude Social-Democrata Simão Ribeiro ou a vice-presidente do PSD Teresa Morais.

Antes de anunciar a candidatura, Santana encontrou-se com o atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, uma audiência previamente marcada para falar sobre a Santa Casa da Misericórdia.

No sábado, as eleições diretas vão decorrer entre as 14:00 e as 20:00, em 396 mesas de voto distribuídas em Portugal continental, Açores, Madeira, Europa e Fora da Europa, estando envolvidas cerca de 2.800 pessoas no processo eleitoral.

A secretaria-geral do PSD informou na quarta-feira que, dos mais de 70 mil militantes sociais-democratas, cerca de 63% são homens (45.038), sendo mais equitativa a distribuição por nível etário, já que 25.134 militantes têm entre 18 e 40 anos, 24.753 entre 41 e 60 e 20.498 mais de 61 anos.

Além do próximo presidente do PSD, os militantes sociais-democratas elegerão ainda os delegados ao próximo Congresso, que se realizará entre 16 e 18 de fevereiro, em Lisboa, e votarão em 38 eleições locais, incluindo para a secção concelhia de Lisboa.

As últimas eleições diretas no PSD realizaram-se em 05 de março de 2016 e representaram a quarta vitória consecutiva de Pedro Passos Coelho e a sua terceira reeleição sem adversários.

Em 2016, eram 50.518 os eleitores das diretas, votaram 23.422 militantes e Passos Coelho venceu com 95,11% dos votos (22.276).

LUSA

Rui Rio prevê gastar 90 mil euros na campanha interna e Santana Lopes 70.300

Estes valores estão inscritos nas atas de candidatura dos dois candidatos, disponíveis desde hoje no ‘site’ do PSD.

De acordo com estas atas, Rui Rio entregou a sua candidatura com 2446 assinaturas validadas e um orçamento de campanha com 90.000 euros de receitas e despesas de igual montante.

Já Pedro Santana Lopes viu serem validadas 2103 subscrições da sua candidatura e entregou um orçamento de campanha com receitas de 70.300 euros e despesas de igual montante.

Também disponíveis no ‘site’ do PSD estão as moções de estratégia global de Pedro Santana Lopes e Rui Rio, os únicos candidatos às eleições diretas de 13 de janeiro, já que o prazo para a entrega de candidaturas terminou na terça-feira às 18:00.

Rui Rio formalizou a sua candidatura na quinta-feira, com a entrega na sede nacional do PSD, em Lisboa, da moção intitulada “Do PSD para o país”, que foi apresentada publicamente um dia antes, em Leiria.

Pedro Santana Lopes formalizou na terça-feira a candidatura, entregando na sede nacional a moção “Unir o partido, ganhar o país”.

O PSD escolherá o seu próximo presidente em 13 de janeiro em eleições diretas, com Congresso em Lisboa entre 16 e 18 de fevereiro.

Mais de 70 mil militantes do PSD vão poder participar na escolha do futuro presidente social-democrata, universo eleitoral semelhante a outras eleições do partido em que houve disputa de liderança.

De acordo com a secretaria-geral do PSD, os militantes com quotas pagas até ao fecho dos cadernos eleitorais (15 de dezembro) e que poderão votar nas eleições são 70.385.

LUSA

Primeiro debate entre Santana e Rio a menos de dez dias das eleições

Depois de várias trocas de argumentos entre as candidaturas, o primeiro debate está marcado para as 21:00, na estação pública, será moderado pelo jornalista Vítor Gonçalves e vai ter a duração de 70 minutos.

No dia 10 à noite terá lugar o segundo e último frente a frente televisivo, na TVI, e no dia 11 de manhã um debate radiofónico, organizado pela Antena Um e pela TSF.

A polémica sobre os debates começou logo na apresentação da candidatura de Pedro Santana Lopes, a 22 de outubro, quando o antigo primeiro-ministro propôs que as estruturas distritais e regionais realizassem debates, o que, no limite, poderia resultar em 21 frente a frente.

A proposta foi imediatamente rejeitada por Rui Rio, defendendo que a campanha não deveria “ser transformada num espetáculo ambulante pelo país fora”.

Mais tarde, Santana enviou uma carta a Rio sobre os debates a e as duas candidaturas dialogaram durante algumas semanas para encontrar uma “solução consensual”.

A 13 de dezembro, Rui Rio considerou o “assunto encerrado” com a aceitação de dois debates televisivos, um na RTP e outro na TVI. Santana Lopes criticou a exclusão da SIC e reafirmou a sua disponibilidade para um debate em cada um dos três canais generalistas, mas apenas viria a ser acertado mais um debate entre ambos, mas na rádio.

Os dois candidatos já formalizaram a candidatura à liderança do PSD e ambos entregaram as respetivas moções de estratégia global com vista às eleições diretas de 13 de janeiro e ao Congresso, que se realiza entre 16 e 18 de fevereiro em Lisboa.

Há oito anos, nas últimas diretas em que houve disputa, na altura entre quatro candidatos, realizaram-se três frente-a-frente (entre Passos Coelho e Paulo Rangel, entre Rangel e Aguiar-Branco e entre este e Passos) e um debate com os quatro candidatos, incluindo Castanheira Barros.

Nesse debate a quatro, Passos Coelho defendeu a demissão do então Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, e, a par de Paulo Rangel, o voto contra o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) do Governo PS de José Sócrates, que viria a ser votado dias depois no parlamento, ainda antes das eleições internas. No entanto, a ainda líder Ferreira Leite optou pela abstenção.

O Governo de José Sócrates viria a cair cerca de um ano depois, precisamente na sequência de um chumbo da quarta versão do PEC, com os votos contra do PSD já liderado por Passos Coelho.

LUSA

“Este regime português, se nós não cuidarmos dele, vai acabar”

“Aquilo que me preocupa mais hoje nem é tanto o défice público, nem a dívida pública, nem a dívida externa. Aquilo que me preocupa mais é a qualidade ou a falta dela, da nossa democracia”, disse Rui Rio.

O social-democrata, que falava na Covilhã, numa iniciativa sobre a reforma do sistema político, promovida pela JSD, defendeu a necessidade de haver uma reforma dos sistema político, da justiça e do papel do Estado.

“Este regime [português] se nós não cuidarmos dele vai acabar se é que não está já a acabar”, disse.

O ex-autarca sublinhou a necessidade de se fazerem “reformas profundas” no sistema político português e adiantou que atualmente há um afastamento claro entre as pessoas e a política.

“Isso é o contrário da democracia. A democracia assenta na participação das pessoas. O número de pessoas disponíveis para a política face ao descrédito é hoje menor”, sustentou.

Defendeu que os partidos políticos são um pilar essencial do regime democrático e considerou grave o enfraquecimento e o descrédito do poder político.

“O principal problema do regime está no enfraquecimento do poder político e, em segundo lugar, na incapacidade da justiça”, disse.

Rui Rio sublinha que o sistema da judicial, no quotidiano dos cidadãos, responde hoje pior do que antes do 25 de abril de 1974, apesar de o considerar fundamental num Estado de direito democrático.

“Não conseguimos uma democracia saudável com a política desprestigiada”, concluiu.

Rui Rio marca terreno para suceder a Passos Coelho

Rui Rio

Numa Quadratura do Círculo especial, no âmbito dos 15 anos da Sic Notícias, no Porto, Rio disse ontem que “é evidente que Passos Coelho vai ter dificuldades em ganhar a próxima eleição. Se for ele o líder do PSD, vai ter uma dificuldade muito maior do que teve há 4 ou 5 anos, porque era uma novidade”.

Ora, as declarações de Rui Rio sugerem que, com outra figura que não Passos (o próprio está na reserva para a sucessão) seria mais fácil ao PSD vencer o próximo escrutínio. “Quando alguém vai para eleições já tendo estado no poder, não consegue com facilidade a janela de esperança”, defendeu o ex-autarca.

Quanto a um entendimento de regime entre PS e PSD também aí poderia ser útil Passos sair de cena. Para Rio “é evidente que é mais fácil um entendimento do que se forem essas duas pessoas [Passos e Costa]. Ou pelo menos um dos dois. Porque se guerrearam e foram adversários”.

Rui Rio aponta assim duas vantagens do atual líder sair de cena: seria ao PSD mais fácil entender-se com o PS e ganhar as próximas eleições caso Passos Coelho não fosse o líder do partido.

Também Rui Nunes – do fórum Uma Agenda para Portugal, grupo que defendeu uma candidatura de Rio ao PSD e defende primárias – diz ao DN que “está na hora do PSD se redefinir e reinventar ideologicamente”, deixando o “projeto político com o CDS” e “centrando-se na social-democracia”.

Rui Nunes não tem “dúvida nenhuma” que Rui Rio seria a figura “mais bem posicionada” para personificar essa mudança no partido.

Já um dirigente do PSD, ouvido pelo DN, desvaloriza as palavras de Rio: “Fez essas declarações para manter-se à tona. Rio não vai desafiar Passos. Sabe que se o fizesse, perdia e perdia bem”. Até o próprio Rui Nunes diz que “este não é ainda o momento” de desafiar a liderança do PSD, pois o Congresso do PSD é já a 1,2 e 3 de abril.

Rui Nunes acrescenta, no entanto, que caso António Costa tenha sucesso no governo e Passos se desgaste na oposição “é natural, óbvio e até desejável que essa evolução para a social-democracia seja assumida por outros rostos. E que venha um apelo da sociedade civil e do próprio PSD para que surjam alternativas. Rui Rio seria o favorito de ambas”.

Uma outra fonte próxima do ex-autarca, é mais contido, mas não descarta hipótese: “Rio não vai já a jogo. Além do risco de desafiar Passos, o que ganhava em estar dois ou três anos na oposição? Até acredito que vá ao partido, mas é se Passos começar a cair muito.”

Passos sem grande oposição

No último Conselho Nacional (10 de dezembro) foram aprovadas diretas (e congresso) no partido. Se algum militante do PSD quiser desafiar Passos Coelho tem apenas até 2 de março para o fazer (as eleições são no dia 5).

Até lá, o líder continuará com grande apoio junto das bases, pelo que a vitória deverá ser tranquila e sem grande oposição. Além disso, não há tempo para nenhum opositor (com possibilidades de vencer) se organizar.

A atual direção do PSD espera, aliás, que Passos seja reeleito com uma ampla votação, reforçando a legitimidade do líder no partido.

Outro dos sinais que se espera do congresso é perceber se Passos Coelho prepara a sua sucessão. Fonte social-democrata comentou ao DN que “será curioso perceber quem é que Passos vai escolher para vice-presidentes. Isso vai ser essencial para perceber quem apoia na sua eventual sucessão. Chamará Luís Montenegro para vice-presidente do partido? E se o fizer com Maria Luís Albuquerque?”

Além de Rui Rio, Luís Montenegro é apontado como potencial sucessor de Passos , bem como a ex-ministra das Finanças (embora não tenha força junto das bases). Há ainda José Eduardo Martins que – mesmo sem assumir que seria candidato a desafiar Passos – em março de 2015 disse ao DN: “A seguir às legislativas não me demitirei de defender as minhas convicções e de dar as minhas opiniões no partido”.

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