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Santander Totta compra e integra Banco Popular Portugal

Com a concretização da fusão, após obtidas as autorizações dos reguladores, diz o Santander Totta que “o Banco Popular Portugal deixa de existir enquanto entidade jurídica, sendo todos os seus direitos e obrigações transferidos para o Banco Santander Totta”.

Além desta operação, o Santander Totta concretizou a compra da Primestar Servicing, sociedade do Banco Popular que era responsável pelas recuperações de créditos e gestão de ativos imobiliários, e das atividades informáticas das empresas Ingenieria e Produban.

Em 06 de junho, o Banco Central Europeu (BCE) decretou que o grupo espanhol Banco Popular não era viável e determinou a sua resolução.

O espanhol Santander acordou então comprar o Popular pelo preço simbólico de um euro.

Para permitir a compra, o Conselho de Administração do Banco Santander fez um aumento de capital de sete mil milhões de euros, para garantir o capital e as provisões necessários para que o Banco Popular possa operar com normalidade.

A operação teve impacto em Portugal, onde o Banco Popular tinha o Banco Popular Portugal.

Inicialmente, o Santander adquiriu também o Banco Popular Portugal, mas deu a indicação de que este seria vendido e integrado no Santander Totta, incluindo os seus 1.000 trabalhadores, numa operação interna.

Desde então, esperavam-se a autorização dos reguladores e supervisores, como o BCE, para que o negócio fosse feito, o que aconteceu hoje.

Não foi divulgado o valor a que o Santander vendeu ao Santander Totta o Banco Popular Portugal.

O Santander Totta teve lucros de 331,9 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 13% face ao mesmo período do ano passado.

Estes resultados não incluíram ainda o Banco Popular Portugal, que nesse período ainda pertencia ao espanhol Santander.

LUSA

Santander Totta “teve de assumir riscos” na compra do Banif

Banco Santander Totta

O CEO do Santander em Portugal está confiante na “solidez e segurança” do banco após a compra de uma parte do Banif. Os ativos tóxicos do banco madeirense foram transferidos para o Fundo de Resolução, mas António Vieira Monteiro fala em “novos desafios e responsabilidades” aceites pelo Santander na aquisição.

“O prazo muito curto em que esta operação foi feita implicou que o Santander Totta tivesse de assumir riscos por ativos e passivos sem a realização de uma ‘due dilligence’”, avisa o presidente executivo do banco sediado em Espanha, apesar de se reafirmar “confiante no mercado português”. “O Grupo Santander acredita em Portugal e renova, continuamente, a sua aposta neste mercado, que considera estratégico.”

Em artigo de opinião publicado na edição de hoje do Diário Económico, o presidente do Santander Totta fez um balanço positivo de 2015 para o próprio banco, mas foi menos otimista na análise ao restante sistema financeiro: “A banca está a passar por um período muito difícil, que a fragilizou”.

“Um sistema financeiro fraco é um mau sinal para a economia de um país. Acredito que haverá reestruturações”, conclui Vieira Monteiro.

Banco de Portugal esclarece clientes e accionistas do Banif

Aos clientes é dada a garantia que tanto os depósitos como os empréstimos contraídos junto do banco “apresentam exatamente as mesmas características” – designadamente de saldo, prazo e condições de movimentação –, agora que os clientes do Banif passam a ser clientes do Santander Totta.

Em termos do pagamento de juros, por exemplo, o Banco de Portugal lembra que o pagamento será agora feito pelo Santander Totta e que o valor a pagar será calculado de acordo com a taxa contratada anteriormente pelo Banif. O regulador garante assim que a medida de resolução “garante a segurança dos depósitos”, acrescentando que “não foram afetados quaisquer direitos legais ou contratuais dos depositantes”.

Piores notícias tem o regulador para os quase 40 mil acionistas do Banif e que com a resolução passaram a ser acionistas do Banif “mau”. Ainda que lhes garanta que não estão a ser espoliados e que “a medida de resolução não corresponde a uma expropriação”, o regulador lembra que a medida de resolução se rege “pelo princípio orientador segundo o qual os acionistas do Banif assumem prioritariamente os prejuízos resultantes do seu desequilíbrio financeiro”.

Assim, o facto de o banco ter sido vencido ao Santander Totta ” não confere aos seus acionistas, por isso só, o direito a qualquer indemnização”, ainda que o BdP recorde que “nenhum acionista do Banif pode suportar, por causa da medida de resolução, um prejuízo superior àquele que teria de ser suportado caso o banco tivesse entrado em liquidação no momento em que foi aplicada a medida de resolução”. No BES, também está a correr uma auditoria deste género mas ainda não há conclusões a esta avaliação.

O documento, com data de 23 de dezembro, três dias depois de anunciada a resolução do Banif e hoje dado a conhecer pelo “Jornal de Negócios”, explica ainda todo o contexto da medida de resolução que ditou a venda do banco ao Santander Totta e que a mesma resultou da impossibilidade de concretizar a venda do banco dentro dos prazos determinados. O Banco de Portugal explica a venda da atividade bancária ao Santander Totta, a transferência de ativos para o veículo de gestão de ativos denominado Naviget e o esvaziamento do Banif, cuja licença para o exercício da atividade bancária será “revogada num prazo adequado”, levando à subsequente liquidação judicial.

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