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GS1 Portugal renova estratégia de comunicação para reforçar posicionamento

A GS1 Portugal relança a estratégia de Comunicação com o objetivo de tornar mais clara, presente e percetível a atuação da Associação no mercado nacional e a relevância dos serviços que disponibiliza. Simultaneamente, pretende tornar a comunicação mais alinhada com o Plano Estratégico definido em 2015 para o horizonte 18/20. Tendo surgido associada à aplicação de um sistema de código de barras em Portugal – Sistema GS1 – a GS1 alcança hoje uma realidade alargada enquanto entidade responsável pela adoção e implementação de normas que revolucionam a forma de fazer negócio, em setores tão diversificados como o Retalho e Bens de Consumo, a Administração Pública ou a Saúde, num total de aproximadamente 8 mil Associados.

A estratégia idealizada integra um plano de posicionamento sustentado no contacto dirigido aos órgãos de comunicação social, na presença em plataformas online, em eventos nos quais a organização intervém e na relação de proximidade estabelecida com os Associados da GS1 no mercado nacional, em particular com as Micro e PMEs. Vai ser implementada em parceria com a Say U Consulting.

JOAO_CASTRO_GUIMARAESPara João de Castro Guimarães, Diretor-Executivo da GS1 Portugal, “a realidade de atuação da GS1 Portugal é hoje claramente distinta do início da sua atividade, quando em 1985 a Associação introduziu o sistema de códigos de barras uniformizados em Portugal. A GS1 é hoje mais do que uma organização de standards comerciais, assumindo-se enquanto agente neutro na rede de parceiros que colaboram para melhorar a eficiência das operações, a qualidade da informação comercial, promover o desenvolvimento dos negócios e a partilha de boas práticas numa comunidade empresarial, vital ao sucesso do mercado. Esta intervenção de caráter diversificado é visível na inauguração, no ano passado, da nossa nova Sede e Centro de Inovação e Competitividade, mas também na forte dinamização de projetos de valor acrescentado e na consolidação do nosso papel enquanto parceiro de confiança dos nossos Associados e empresas nacionais”.

A GS1 Portugal tem como principal visão ser o parceiro de confiança dos seus Associados e Stakeholders. É com esta premissa que procura estar ao lado das empresas no sentido de acompanhar a evolução do mercado e apresentar as melhores soluções para responder aos atuais e futuros desafios de mercado, sempre com o objetivo de melhorar a eficiência dos negócios. Desta forma a definição das macrotendências globais[1] – sustentabilidade, saúde e bem-estar, segurança alimentar e economia end-to-end – estão na base da definição das prioridades da GS1 Global, designadamente: transparência, fidelização do cliente, rastreabilidade e modelo de loja de futuro; prioridades que foram consideradas no Plano Estratégico da GS1 Portugal, elaborado em 2015 para o horizonte temporal de três anos, e que é hoje implementado em todas as soluções que são desenvolvidas a nível nacional. Um plano que define, de forma clara e objetiva, qual o posicionamento da GS1 Portugal: um agente neutro, que promove uma rede colaborativa de parceiros de negócio e fomenta a unidade de ação entre as empresas sempre com o objetivo final da satisfação do cliente. Desta forma, a inovação (especialmente na área de serviços para a transformação digital), a garantia da qualidade dos dados dos produtos e a promoção da partilha segura de informação fidedigna ao longo das cadeias de valor são prioridades no trabalho diário da GS1 Portugal.

A Associação assegura que a informação dos serviços, produtos, bens e ativos dos seus Associados é identificada, capturada e partilhada com os seus parceiros comerciais – e recebida por estes com a mesma exatidão e rigor, em qualquer ponto da cadeia de abastecimento, em qualquer parte do mundo. O caráter neutro e sem fins lucrativos permite à GS1 Portugal reunir hoje empresas de toda a cadeia de valor, muitas vezes concorrentes entre si – desde produtores de matérias-primas, detentores de marcas, distribuidores e retalhistas a associações industriais e prestadores de serviços tecnológicos – atuando como um parceiro de confiança na conquista de negócios mais eficientes e sustentáveis.

Sobre a GS1 Portugal:

Fundada em 1985 pela Indústria da Produção e do Retalho, a GS1 Portugal é uma das 112 organizações-membro da GS1 e a entidade autorizada para gerir o Sistema de Standards GS1 em Portugal – desenvolve, adota e implementa normas (standards) que revolucionam a forma de fazer negócios. Perto de 8.000 empresas dos diferentes setores de atividade aderiram e acreditam no Sistema GS1 para transformar a maneira como trabalhamos e vivemos. Informações adicionais em http://www.gs1pt.org.

[1] Estudo The Future Value Chain com a participação da GS1 Global

Saúde de Clinton já é (realmente) um assunto de campanha

A candidata democrata às presidenciais norte-americanas está a receber tratamento para uma pneumonia, informou a sua médica após Hillary Clinton ter sido retirada por dois agentes secretos da cerimónia de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, na manhã deste domingo.

Em comunicado, Lisa Bardack diz que Hillary foi diagnosticada com uma infeção pulmonar na sexta-feira, para a qual lhe receitou um antibiótico, dois dias antes de sofrer de “desidratação” durante a cerimónia que este domingo marcou os 15 anos dos atentados contra as Torres Gémeas e o Pentágono.

No mesmo comunicado à imprensa, a médica diz que a candidata já estava a sentir-se melhor e “a recuperar muito bem” em casa da filha, Chelsea. Mas esta segunda-feira de manhã, a sua campanha informou que, por causa da doença, a candidata foi obrigada a cancelar uma viagem de dois dias que tinha programada para a Califórnia, onde ia fazer um discurso sobre economia aos seus apoiantes naquele estado e participar em eventos de angariação de fundos.

“A [ex-]secretária [de Estado] Clinton tem estado a sofrer de tosse por causa de alergias”, disse Bardack. “Na sexta-feira, durante uma avaliação de rotina por causa dessa tosse prolongada, foi diagnosticada com pneumonia. Foi colocada a antibiótico e aconselhada a descansar e a alterar a sua agenda e planos.”

Numa outra nota à imprensa, o porta-voz de Clinton, Nick Merrill, disse que a candidata “assistiu à cerimónia de comemoração do 11 de Setembro durante apenas uma hora e 30 minutos para prestar homenagem e cumprimentar algumas das famílias das vítimas” dos atentados. Durante essa cerimónia, acrescentou, “sentiu-se desidratada, pelo que partiu para o apartamento da filha e está a sentir-se muito melhor”. Pouco depois de ter abandonado o Ground Zero, foi divulgado um vídeo em que se vê dois agentes a ajudarem uma Clinton combalida a entrar para um carro.

Há várias semanas que os seus rivais têm questionado as suas capacidades físicas para se candidatar à presidência dos Estados Unidos, com o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, a dizer no mês passado num discurso aos seus apoiantes que Hillary Clinton “não tem o vigor físico e mental” necessário para liderar o país e lutar contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Há um mês, Bardack tinha garantido que Clinton está “de excelente saúde e capaz de servir como Presidente dos Estados Unidos”, após ter “recuperado totalmente” de uma cirurgia a que foi submetida em 2012 por causa de um coágulo sanguíneo, informou a médica.

Até agora, a campanha da democrata tem acusado os seus opositores de estarem a criar e a alimentar “uma conspiração demente sobre a saúde de Clinton”, sobretudo após a candidata ter tido um ataque de tosse durante um evento de campanha no Ohio na semana passada e ter sido filmada a expelir alguma expectoração para um copo de água.

Na imprensa e blogues conservadores, muitos questionaram-se sobre a “substância misteriosa” que a candidata tinha cuspido para o copo, com algumas pessoas a criarem longos debates em fóruns na internet dedicados a analisar até se a candidata teria cuspido ovos alienígenas.

Num artigo publicado este domingo à noite, um jornalista do “Washington Post” refere que, embora tenha sido um dos primeiros a criticar e a desmistificar as teorias da conspiração recentemente surgidas em torno da saúde da aspirante presidencial, o facto de ter sido diagnosticada com pneumonia — e de isso só ter sido tornado público dois dias depois, quando se sentiu mal numa cerimónia pública — vem ajudar e muito os rivais republicanos, a menos de dois meses das eleições presidenciais convocadas para 8 de novembro.

“Quer Clinton goste quer não, o seu episódio de ‘desidratação’ surge numa altura muito má para a sua campanha”, escreve Chris Cillizza, referindo um facto que muitos têm apontado, sobre a temperatura registada em Nova Iorque à hora em que a candidata quase desmaiou ser bastante amena. “Graças a gente como Rudy Giuliani [republicano ex-autarca de Nova Iorque] e uma base pequena mas audível de elementos republicanos, a conversa sobre a sua saúde tem estado em ebulição na última semana, por causa de um episódio de tosse durante um comício no Labor Day. Essa conversa tem estado largamente confinada a um grupo de republicanos convencidos de que Clinton está, há muito, a esconder uma doença séria. Escrevi com desdém sobre essa teoria da conspiração nesta coluna de opinião na semana passada […]. Tossir, escrevi, simplesmente não é prova suficente de qualquer grande doença que Clinton pudesse estar a esconder. Muito menos, claro, é a ‘desidratação’. Mas essas duas coisas acontecerem no espaço de seis dias a uma candidata que tem 68 anos torna as conversas sobre a saúde de Clinton em mais do que teorias da conspiração.”

Cillizza e vários outros jornalistas e analistas referem que, se até agora, Clinton e a sua campanha podiam rir-se das questões sobre a sua saúde, o episódio de ‘desidratação’ torna quase impossível continuarem a fazê-lo. “Não só isto surge numa altura em que existem crescentes conversas — com base em muito poucas provas — sobre a sua saúde ser um problema, como aconteceu no evento de homenagem do 11 de setembro, um momento incrivelmente mediático cheio de câmaras e jornalistas por todo o lado”, sublinha o jornalista do “Washington Post”.

“A sua campanha bem pode tentar diminuir esta história a nada mais que um incidente isolado sem qualquer significado. […] Clinton até pode estar bem e espero certamente que assim seja. Mas estamos a 58 dias de escolher a pessoa que vai liderar o país durante os próximos quatro anos e ela é um dos dois candidatos com reais hipóteses de vencer. Acreditar na palavra da equipa de Clinton sobre a sua saúde, à luz do episódio de domingo de manhã, já não chega. Pessoas razoáveis podem e vão ter questões reais sobre a sua saúde.”

O LADO BOM DAS EMOÇÕES MÁS

Afinal, as emoções negativas podem ter um lado positivo.

«E viveram felizes para sempre» pode estar bem para última frase de história infantil, mas dificilmente se adapta às nossas vidas. Em maior ou menor dose, todos vamos ter de lidar com a tristeza, experimentar a raiva, provar o ciúme, sentir culpa, inveja e medo. Depois de muito dissertar-se sobre o incrível poder das emoções positivas, sobre as vantagens – indiscutíveis – da alegria, sobre os efeitos – benéficos – da calma, nos últimos anos a ciência começa a debruçar-se sobre uma reflexão menos óbvia, menos consensual, mas igualmente necessária: o papel das emoções negativas. E parece que podem ser tão importantes na nossa vida como as emoções positivas.

Sendo criterioso, na verdade, adjetivar as emoções como boas ou más nem sequer é muito exato. As emoções, em si, são neutras, além de muito rápidas. São aquele frio ou aperto no estômago, o coração a bater mais depressa, o ficar branco, tremer, chorar ou dar uma gargalhada. Como tem defendido o neurocientista António Damásio, uma emoção é um conjunto de acontecimentos do domínio do corpo – respostas fisiológicas, cardíacas, musculares e endócrinas a um qualquer estímulo – e que nada têm que ver com o que se passa na mente. Isso vem depois. Chamam-se sentimentos e são precisamente, e por definição, a experiência mental que temos do que se está a passar com o corpo. E é aqui que reside uma das razões pelas quais as emoções não são intrinsecamente boas ou más: é a nossa racionalização posterior sobre elas que lhes vai dar significado e que vai produzir mais efeitos, desta vez no nosso estado de espírito.

A raiva, por exemplo, é uma emoção um pouco malvista que surge frequentemente quando nos sentimos vítimas de uma injustiça. É o que nos deixa vermelhos, de coração a bater mais rápido, frequentemente a transpirar, de narinas dilatadas e sobrancelhas franzidas. É, muitas vezes, associada à violência, mas a verdade é que o facto de a nossa fisionomia parecer tão ameaçadora acaba por sinalizar o que estamos a sentir, o que faz muitas vezes o nosso «oponente» recuar, evitando a situação de agressividade. Gerben A. van Kleef, investigador em psicologia social da Universidade de Amesterdão, percebeu, por exemplo, que num processo de negociação, são feitas concessões muito maiores perante alguém que demonstra raiva do que felicidade.
Também a tristeza não são só lágrimas. Lá diria Vinícius de Moraes que «é melhor ser alegre do que ser triste», para depois acrescentar que «pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza».
A melancolia que se pode seguir à tristeza não é apenas útil apenas para quem queira fazer dela uso criativo. É o estado de reflexão a que a tristeza tantas vezes conduz que nos ajuda no caminho de fazer mudanças necessárias.

O psicólogo australiano Joseph Forgas conclui, num estudo a este propósito, que um dos lados positivos da tristeza é tornar-nos mais observadores e mais analíticos, além de potenciar a memória e reforçar as lembranças felizes. Além disto, a visibilidade da tristeza tem um importante papel social que nos é muito benéfico: torna visível para os outros que precisamos de apoio, de compreensão, de ajuda.
No livro The Power of Negative Emotion (O Poder das Emoções Negativas – sem edição em português), os psicólogos Robert Biswas-Diener e Todd Kashdan – que se têm dedicado a estudar matérias relacionadas com a psicologia positiva, bem-estar individual e social – defendem que outras tantas emoções, sentimentos e estados de espírito que nos temos habituado a considerar negativos têm um lado bom: a culpa leva às melhorias, as dúvidas sobre nós próprios melhoram a performance, o egoísmo aumenta a coragem e a ansiedade torna-nos mais produtivos.
Ninguém questiona que o mindfulness, a generosidade e o espírito positivo nos podem levar longe, defendem os autores. Mas não nos conseguem levar até ao fim…

PENSAMENTO POSITIVO? TALVEZ NÃO
Acreditar que tudo vai correr bem é meio caminho andado para que tudo corra bem, certo? Errado. A ideia do foco em coisas positivas e a tática de visualizar o sucesso a acontecer podem deixá-lo mais otimista e confiante (o que não é mau porque não vai estar tão nervoso) mas não vão fazer muito pelo propósito de atingir os seus objetivos.
Já o pensamento negativo pode fazê-lo. Assim o defendem, entre outros, a psicóloga e investigadora Julie Norem no seu livro The Positive Power of Negative Thinking (O Poder Positivo do Pensamento Negativo – sem edição em português): apesar da ansiedade que os podia levar a fracassar, os pessimistas tendem a pensar em tudo o que pode correr mal, pelo que fazem planos defensivos que os deixam mais bem preparados. Logo, com maior possibilidades de vir a ter sucesso.

STRESS BOM, STRESS MAU
Também o stress – que tem sido nas últimas décadas o bode expiatório de quase todos os males que nos afligem – tem um lado bom. É tudo uma questão de dose. Sem ele seríamos criaturas apáticas e desinteressadas, que com facilidade se deixavam magoar e sem a mínima disposição para mexer uma palha.
Além de nos avisar e preparar para situações de perigo que exigem uma reação imediata, é o stress que nos torna proativos e atentos ao mundo.
É ele que dá um empurrão às nossas capacidades cognitivas e nos motiva perante um desafio. É ele que nos faz correr mais depressa se estamos prestes a ser colhidos por um carro. Este é o stress bom, também chamado de eustress. Só se torna nosso inimigo quando em vez de nos dar um empurrão, deixamos os valores subirem demasiado e isso resulta em stress mau (o distress) que provoca o efeito contrário, deixando-nos bloqueados física e intelectualmente.

Ministro diz que nova tabela da ADSE não se aplica aos médicos dentistas

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, disse este sábado que “o que está em causa” com a nova tabela da ADSE “não se aplica” aos médicos dentistas.

Em declarações à Lusa, à margem do encerramento do 8.º Encontro Nacional das Unidades de Saúde Familiar, o ministro afirmou “distinguir bem o tipo de reações” das ordens profissionais e sindicatos, com quem pretende manter diálogo.

“A responsabilidade da ADSE é garantir a defesa dos beneficiários e não garantir que está ao serviço de benefícios e rendas inapropriados. Não podemos acompanhar reações que são de outro tipo. Há demasiado tempo que a ADSE gasta mal dinheiro que devia gastar bem a cuidar de quem está doente e precisa”, disse Adalberto Campos Fernandes.

O ministro atribuiu a “um mal entendido” a reação da Ordem dos Médicos Dentistas que exigiu a suspensão da nova tabela e revelou ter dado instruções ao diretor geral da ADSE para reunir com o respetivo bastonário “para esclarecer que o que está em causa não se aplica à tabela dos médicos dentistas”.

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) anunciou sexta-feira que iria exigir ao Ministério da Saúde o adiamento da entrada em vigor da nova tabela da ADSE, previsto para 1 de junho, “face às omissões e restrições”. “A manter-se esta tabela, a OMD usará de todos os meios legais ao seu dispor para fazer valer as prerrogativas legais aplicáveis ao exercício da profissão”, anunciou a OMD, cujo bastonário, Orlando Monteiro da Silva, considerou “estranha” a situação, já que tinha sido criado um grupo de trabalho com a ADSE para proceder à “revisão da tabela”.

Por seu turno a presidente do Sindicatos dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, manifestou “profunda estupefação” com as anunciadas alterações nas tabelas da ADSE, porque “nada foi negociado com as organizações que representam trabalhadores e aposentados”.

A ADSE anunciou que, a partir de junho, tem uma nova tabela, que se traduz numa redução de quatro milhões de euros para este subsistema de saúde da função pública e de um milhão para os beneficiários e refere que, com estas alterações, é reforçada “a sustentabilidade da ADSE” e dado aos beneficiários “uma proteção e uma salvaguarda acrescida, pela fixação prévia do preço do respetivo procedimento cirúrgico”.

Malária e febre-amarela agravam falta de sangue nos hospitais de Luanda

Os números foram revelados hoje pela diretora do Instituto Nacional de Sangue de Angola, Luzia Dias, admitindo que a atual “rotura” era “inevitável” porque se “ultrapassou tudo o que se pensava que podia acontecer”, sobretudo na província de Luanda, que conta com mais de 6,5 milhões de habitantes.

“Nunca houve tantas pessoas com malária, tantas crianças nos bancos de urgência, como tem havido agora”, reconheceu Luzia Dias, em declarações à rádio pública angolana, tendo recordado que só no caso da malária o pico da doença acontece por norma em maio, após as chuvas, “mas nunca com esta dimensão”.

“Há muito menos pessoas a doar sangue”, enfatizou a responsável.

A epidemia de febre-amarela, que desde dezembro já matou 178 pessoas em Angola, também está a afetar a recolha benévola de sangue, tendo em conta a campanha extraordinária de vacinação lançada pelas autoridades de saúde e que só em Luanda, nas últimas semanas, já chegou a mais de cinco milhões de pessoas.

“A vacina contra a febre-amarela também e um fator limitante porque só podem dar sangue ao fim de 30 dias”, explicou Luzia Dias, recordando que também os doentes com malária estão impossibilitados de o fazer.

A falta de sangue – e de dadores regulares – tem levado às sucessivas campanhas de alerta por parte das autoridades, que também reconhecem o negócio que começa a surgir à volta da dádiva e à porta dos hospitais.

“Há sempre pessoas que se aproveitam da situação para tirarem proveito. Mas muitas vezes os familiares [de doentes a necessitarem de transfusões] é que contactem pessoas que estão na rua e pagam, por receio de darem sangue”, admitiu a diretora do Instituto Nacional de Sangue angolano.

De acordo com Luzia Dias, bastaria que dois por cento da população angolana, que ronda os 24 milhões de pessoas, fossem dadores benévolos, regulares, para suprir a falta de sangue no país.

‘Formigueiro’ nos pés ou nas mãos? Eis sete causas possíveis

É normal sentir as mãos ou os pés dormente depois de ter dormido numa má posição ou de ter passado muito tempo com as pernas suspensas ou cruzadas. Mas se as suas sensações de dormência são muito frequentes e duradouras, é tempo de ir ao médico.

A revista Prevention falou com especialistas e listou as sete causas de dormência mais comuns. Confirme:

1. Um nervo comprimido no pescoço ou nas costas. Teve uma dor e sente um formigueiro a surgir desde o pescoço até aos braços ou das costas aos pés? Pode ter um nervo comprimido por causa de uma lesão, má postura ou uma condição subjacente como a artrite. Fazer fisioterapia ou tomar um fármaco pode ajudar, destaca o especialista Stanley Iyadurai.

2. Défice vitamínico. Se tem formigueiro em ambas as mãos, a falta de vitamina B12 pode ser a culpada. Provavelmente também se sente cansado e letárgico, e pode ter anemia. Se um teste de sangue confirmar este problema, suplementos de vitamina B12 ou injeções devem resolvê-lo.

3. Síndrome do túnel carpal. Escreve muito no computador ou no telemóvel? Os movimentos repetitivos ou vibrações podem acabar por comprimir um nervo no pulso e, por sua vez, provocar formigueiro nas suas mãos, diz Iyadurai. Um eletrocardiograma e ultra-som são normalmente utilizados para diagnosticar a síndrome do túnel carpal. Se é o seu caso, pode ter de alterar a sua forma de realizar as atividades diárias. Fisioterapia, anti-inflamatórios, e até mesmo cirurgia também podem ajudar.

4. Diabetes. Se sofre de diabetes ou de resistência à insulina (um percursor comum), os altos níveis de açúcar no sangue atuam como uma toxina nos nervos, podendo provocar a dormência nos pés e nas mãos. Mudanças no estilo de vida e fazer medicação podem ajdar a controlar o problema.

5. Estenose cervical ou raquidiana. Um estreitamento dos espaços no canal espinhal no pescoço ou na coluna vertebral pode exercer pressão sobre a medula e / ou raízes nervosas, provocando sensações de formigueiro, explica a neurologista Esther Young. Pode ser tratada com fisioterapia, injeções epidurais, ou cirurgia, dependendo da extensão do problema.

6. Hipotiroidismo. Uma tiróide subativa (com uma produção insuficiente ou mesmo inexistente de hormonas tiroideias) pode provocar formigueiro, bem como fadiga, sensibilidade ao frio, aumento de peso sem motivo aparente e perda de cabelo,

7. Esclerose múltipla. Se fica com fraqueza com as sensações de dormência ou formigueiro, além de sintomas como visão dupla, se é desajeitado ou tem problemas de controlo da bexiga ou do intestino, pode sofrer de esclerose múltipla, destaca Young. Uma ressonância magnética pode revelar as placas indicadoras ou cicatrizes no cérebro ou na medula que ocorrem com a esclerose múltipla. Há vários medicamentos para tratar os sintomas e retardar a progressão da doença.

Dia do Sono: Tudo o que a ciência descobriu

No Dia Mundial do Sono, o Lifestyle ao Minuto reuniu as principais conclusões a que a ciência chegou sobre o sono nos últimos tempos. Confirme-as:

1. Deitar-se depois das 23h pode levá-lo a ingerir mais 220 calorias do que as pessoas que vão cedo para a cama, como lhe noticiámos aqui.

2. Dormir demais é prejudicial para a saúde. Se dormir pouco (menos de sete horas) faz muito mal, dormir demais (mais de nove horas) também não é nada positivo. É o que sugerem vários estudos que lhe divulgámos aqui.

3. Os dispositivos móveis interferem com a qualidade do sono. Além dos ecrãs dos telemóveis e tablets deixaram as pessoas mais despertas, a tendência de acordar a meio da noite para verificar se existem ou não notificações novas é cada vez maior.

4. O sono é fundamental para a inteligência emocional. Diz um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que as poucas horas de sono interferem diretamente com a capacidade de compreender e decifrar emoções de terceiros.

5. A prática de mindfulness ajuda a dormir melhor e por mais tempo, como indicou um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, também nos Estados Unidos.

6. Recorrer a terapeutas ou à terapia comportamental é também uma forma eficaz de dormir melhor, como indica uma revisão científica divulgada este ano.

7. O relógio circadiano do cérebro tem um botão de ‘reiniciar’, que consegue manipular os neurónios de tal maneira que o ritmo circadiano interno do corpo fica deslocado, diz um estudo da Universidade de Vanderbilt.

8. O sono ajuda a processar a memória, como indicou um estudo da Universidade de Exeter.

9. Os padrões de sono dos nossos antepassados não são, afinal, assim tão diferentes dos padrões de sono atuais, como indicou um estudo norte-americano.

10. Uma boa noite de sono ajuda a manter a memória forte e a afastar a doença de Alzheimer, como indica um estudo da Universidade da Califórnia.

Curioso: O lado que escolhe para dormir pode ter influência nas suas funções digestivas. Como lhe mostrámos aqui, dormir para o lado direito pode fazer com que acorde com azia, isto porque como o estômago tem menos espaço desse lado o suco gástrico pode ficar no esófago durante a noite.

Ao ritmo atual a Europa só conseguirá erradicar tuberculose em 2100

O número de casos de tuberculose está a baixar, mas muito lentamente, e a este ritmo a Europa só conseguiria eliminar totalmente casos novos da doença no ano de 2100, ou seja, daqui a 84 anos. No grupo de países da Europa e da Ásia Central, o número de novos casos está a cair em média 5,2% por ano.

Desde 2005 que o número de novos casos de tuberculose tem caído em média 5,2% por ano – um decréscimo menor entre 2010 e 2014, apenas 4,3% -, constituindo um dos decréscimos mais acentuados em todo o mundo. Em Portugal, verifica-se a mesma tendência decrescente, com um declínio equivalente à da União Europeia/Espaço Económico Europeu – 4,5%. Os resultados foram apresentados esta quinta-feira no oitavo relatório conjunto entre o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e Gabinete Regional da Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS/Europa) – que compreende 53 países.

A diminuição do número de casos em Portugal tem sido, ao longo dos últimos 10 anos, mais acentuada no grupo etário entre os 15 e os 44 anos. Já a partir dos 45 anos o ritmo de redução de número de casos ao longo dos anos tem sido menor. Ainda assim, Portugal, com 21,3 casos por 100 mil habitantes, está próximo do grupo com menor incidência – aqueles que têm menos de 20 casos por 100 mil habitantes, como a Alemanha, o Reino Unido ou a Grécia.

A tuberculose continua a ser uma das principais preocupações de saúde para a OMS/Europa. Estima-se que em 2014 existissem entre 320 mil e 350 mil casos de tuberculose na região europeia da OMS, o que equivale a uma média de 37 casos por 100 mil habitantes. A doença será considerada eliminada quando se registarem anualmente menos de um caso de tuberculose por milhão de habitantes. Mas a este ritmo a Europa não conseguirá eliminar a doença antes de 2100, disse ao Observador o ECDC.

Os países desta região que não pertencem à União Europeia (UE) ou ao Espaço Económico Europeu (EEA, na sigla em inglês) têm taxas altas de tuberculose e de resistência da bactéria a várias dos medicamentos usados. Por outro lado, os países da UE e EEA apresentam um número significativo de casos tuberculose entre as populações mais vulneráveis, como imigrantes e prisioneiros.
Os grupos mais vulneráveis, como as populações mais pobres e marginalizadas ou os imigrantes e refugiados, são também os grupos onde é mais provável o aparecimento de bactérias multirresistentes (com resistência a vários antibióticos). “Por causa das condições em que vivem, a tuberculose é, muitas vezes, diagnosticada muito tarde e é mais difícil para estes grupos completar o tratamento. Se queremos eliminar a tuberculose da Europa, ninguém deve ser deixamos para trás”, disse a diretora da OMS/Europa, Zsuzsanna Jakab.

A tuberculose e os migrantes
Há um consenso geral de que os migrantes e refugiados devem ter acesso a cuidados de saúde, quer tenham documentos ou não, quer se tenham conseguido registar ao não. A probabilidade de adoecerem com tuberculose aumenta com a falta de condições de salubridade onde vivem, mas está sobretudo dependente da incidência da doença no país de origem.

Em comunicado de imprensa, o ECDC e OMS/Europa referem que a probabilidade de os migrantes poderem transmitir a doença aos residentes europeus é mínima porque os contactos são limitados e a tuberculose não é facilmente transmissível. Mais, a Síria tem menos casos de tuberculose por ano do que a União Europeia – 17 casos em 100 mil habitantes, contra 37 casos em 100 mil habitantes.

É certo que o aumento do número de refugiados impõe uma pressão maior nos serviços de saúde dos países que os recebem. E, ainda que os refugiados constituam um grupo prioritário para a prevenção e controlo de algumas doenças, porque são um grupo vulnerável, isso não significa que representem uma ameaça à saúde pública na Europa, esclareceu o ECDC ao Observador.

O risco de os refugiados de adoecerem quando chegam à Europa tem aumentado devido à sobrelotação dos centros de acolhimento, onde as condições de higiene e salubridade estão comprometidas, acrescentou o ECDC. “Garantir níveis apropriados de acesso ao diagnóstico médico e aos serviços de tratamento e a implementação de rastreio apropriado ligado a esses serviços são importantes.”

A Organização Mundial de Saúde apresentou recomendações sobre o rastreio de tuberculose, especialmente em migrantes e refugiados de países com elevada taxa de incidência da doença e que viajaram e vivem em condições precárias. Esta é uma forma de evitar que os contactos mais próximos sejam contaminados, mas não deve de forma nenhuma ser usada para negar a entrada de migrantes ou refugiados.

As dificuldades de vencer a tuberculose
A tuberculose pulmonar é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também chamado de bacilo de Koch, e é a forma mais comum da infeção com esta bactéria. A vacina da BCG, constante do Plano Nacional de Vacinação, não previne a infeção, mas diminui a gravidade de algumas formas de tuberculose, como a meningocócica.

Tirando esta vacina dada às crianças, não existe nenhuma vacina contra a tuberculose e os doentes têm de ser tratados durante seis meses com um conjunto diferente de medicamentos. O tratamento prolongado é uma das dificuldades no combate à doença, porque alguns doentes não cumprem a medicação integralmente. A interrupção do tratamento ou a medicação intermitente podem potenciar o aparecimento de formas resistentes.

A resistência das bactérias a vários antibióticos (multirresistência) pode aparecer quando o tratamento não é adequado e aumentar por transmissão entre pessoas. “Se os doentes com tuberculose multirresistente não forem diagnosticados precocemente e tratados com sucesso, isso põe não só a vida deles em risco, mas aumentam o risco de transmissão da doença”, esclareceu o ECDC ao Observador.

A incidência de tuberculose na Europa aumentou rapidamente desde 1990 e atingiu o pico em 1999-2000, começando a diminuir a partir de 2005. Um dos problemas adicionais da tuberculose é que aparece como doença oportunista em doentes imunodeprimidos, com os seropositivos. Na região europeia da OMS, entre 18 mil a 21 mil casos de tuberculose são de doentes com VIH (vírus da imunodeficiência humana).

Portugal precisa de maior articulação entre a emergência pré-hospitalar, os Serviços de Urgência e as Unidades de AVC

Existem dois indicadores importantes de qualidade no tratamento do AVC agudo que são a percentagem de admissões nas Unidades de AVC (UAVC) e a percentagem de admissões através da Via Verde. Segundo os dados da Direção Geral de Saúde, apenas 62% dos doentes admitidos nos hospitais por AVC são admitidos em Unidades de AVC e menos de 50% (cerca de 43% na média dos últimos 3 anos) dos doentes admitidos na Unidade de AVC são admitidos através da Via Verde.

“Impõem-se planos de reestruturação da urgência e das redes de referenciação do AVC. Impõe-se uma atualização das condições de funcionamento das unidades de AVC e da respetiva hierarquização para efeitos de referenciação, para que o doente certo vá para o centro certo”, afirma Maria Teresa Cardoso, internista e coordenadora do NEDVC.
“De facto está a começar uma nova era no tratamento do AVC agudo e para o maior número de doentes beneficiar dela, é preciso encurtar o tempo desde o início dos sintomas até à realização da terapêutica de reperfusão. Reconhecer o AVC e ligar o 112 é o passo certo nesse sentido”, observa a internista.

Nos últimos anos ocorreu uma redução expressiva do número de óbitos por doença vascular cerebral em Portugal. Também a mortalidade intrahospitalar por AVC isquémico tem vindo a diminuir, apesar de cada vez se morrer mais no hospital e menos no domicílio. No entanto, a taxa de mortalidade por DVC em Portugal continua muito acima da média europeia e esta patologia encontra-se em primeiro lugar como a doença associada a maior produção hospitalar segundo os dados da DGS (Doenças Cérebro-cardiovasculares em números – 2015).

Maria Teresa Cardoso refere ainda que “atualmente está a acontecer uma grande viragem no tratamento dos doentes com acidente vascular isquémico.  Dispomos da trombectomia (retirada do trombo por métodos mecânicos) até às 6 h, com grande eficácia na reperfusão do vaso e independência do doente aos 90 dias.  Mas esta terapêutica só se aplica a um determinado grupo de doentes com AVC isquémico e só está disponível nos grandes centros. Tal como acontece com a trombólise, o tempo é determinante no sucesso do procedimento e na sobrevida do doente com autonomia. À medida que o tempo passa, a elegibilidade do doente para terapêutica endovascular aproxima-se de zero”.

Assim, “colocar o doente certo no hospital certo com a equipa certa resultará num maior  número de doentes elegíveis para este tratamento específico. O objetivo ultimo é aumentar a percentagem de doentes a fazer trombólise e intervenção endovascular”, explica a especialista.
O NEDVC considera que assumem particular relevância neste domínio, fatores de educação na saúde, como o reconhecimento pela população dos sinais de alarme do AVC, o seu entendimento como uma situação potencialmente ameaçadora de vida e da disponibilidade de meios específicos de auxílio ao acionar a Via Verde do AVC, chamando o 112.

Reconhecer os sinais de alerta e chamar de imediato o 112 é crucial para o doente poder usufruir do melhor tratamento e ter maior probabilidade de ficar autónomo. Boca ao lado, dificuldade em falar e perda de força no braço, ou num dos lados do corpo, são os sinais de alerta que não podem ser ignorados nem menosprezados.

Diga-me a sua profissão e dir-lhe-ei como é a sua saúde

Estar o dia todo sentado, usar o computador muitas horas seguidas e ter maus hábitos durante a hora de expediente. A Associação Americana do Coração analisou estes e outros fatores e criou um ranking das profissões mais perigosas para a saúde.

A lista tem ainda por base a comparação dos níveis de pressão arterial, do índice de massa corporal (IMC) do tipo de alimentação dos 5.566 trabalhadores. Eis as piores profissões para a saúde:

1. Condutores de autocarros, comboios e camiões. Os investigadores notaram que as pessoas com esta profissão tendem a fumar e a passar muito tempo sentadas, o que faz com que tenham um maior risco de sofrerem um AVC.

2. Secretários e administradores. Os hábitos alimentares pouco saudáveis e comuns em 68% dos inquiridos fazem desta profissão um atentado para a saúde, uma vez que a este ‘pecado’ juntam-se as horas a fio sem sair da cadeira. As pessoas com empregos sedentários tendem a ter níveis de colesterol elevados, o que impulsiona o risco de problemas de coração.

3. Empregados de restaurantes, cantinas e cafés. Lidam com comida todos os dias, mas são os que pior comem, diz a investigação, revelando que 79% dos inquiridos desta área seguem uma dieta má.

4. Seguranças, polícias e bombeiros. Seja pelos turnos rotativos ou pela falta de tempo para comer, estes profissionais têm, na sua maioria, uma má alimentação, sendo que 90% dos inquiridos mostram-se mais propensos a ter peso a mais ou a serem classificados como obesos. Os níveis elevados de colesterol e a pressão arterial alta são outras duas consequências nocivas deste tipo de emprego.

Entre os mais saudáveis, diz a BBC, estão os gerentes, os freelancers, os profissionais de saúde, os atletas e todos os que trabalhem directamente em comunicação, uma vez que são os que mais exercício praticam e os que mais cuidados têm com a alimentação.

O ranking dos empregos mais ‘amigos’ da saúde é liderado pelos profissionais de fitness.

Mas a profissão não afeta apenas a nível de peso e coração, os ouvidos também sofrem e estes são os empregos mais prejudiciais para a saúde auditiva. De um modo geral – que inclui stress, descanso, alimentação, qualidade e segurança – estas são as profissões mais perigosas.

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