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Temos as ferramentas certas Para ajudar os nossos clientes a atingir os seus objetivos

Qual a parte mais aliciante do seu trabalho?

A parte mais aliciante do meu trabalho é a necessidade constante de inovar e de nos adaptar a novos desafios. Sendo uma empresa que apresenta soluções a clientes com perfis distintos, temos, diariamente, de saber reagir a novas situações. A monotonia não existe no nosso vocabulário.

A StreamRoad Consulting surge em 2009, com que propósitos e para responder a que necessidades do mercado?

A empresa surgiu com uma motivação principal, aproximar os fabricantes do sector das TIC do seu próprio canal de distribuição, numa altura em que era necessário dotar estes parceiros de ferramentas de marketing que potenciassem o seu negócio. Com a entrada em cena da Streamroad, os fabricantes nossos clientes tiveram a oportunidade de estreitar os laços com o seu canal, beneficiando do crescimento do negócio que estas ferramentas permitiram obter.

Enquanto diretora de marketing como define o perfil da empresa?

Somos uma empresa que presta soluções de marketing e vendas em outsourcing, posicionando-se como uma agência especialista no setor das TIC. Neste setor, temos um vasto conhecimento do mercado com mais de 25 anos e as ferramentas certas para ajudar os nossos clientes a atingir os seus objetivos de negócio.

A Streamroad distingue-se da sua concorrência pelo profundo conhecimento desta indústria, uma mais-valia na análise e diagnóstico das solicitações dos nossos clientes, permitindo-nos desenhar e desenvolver planos de ação e definir fatores críticos fundamentais para o seu sucesso, obtendo numa só agência, uma elevada satisfação num raio de serviços flexíveis e eficientes a 360°.

Um estudo feito na Alemanha concluiu que os homens com flexibilidade de horário conseguem ser mais produtivos e aproveitam para trabalhar mais tendo em vista uma promoção, enquanto as mulheres tendem a usar esta flexibilidade para dar mais apoio à família. Qual é a sua opinião sobre isto?

Acredito que o estudo esteja ajustado também à nossa realidade. Historicamente, a mulher sempre teve um papel mais ativo no apoio à família. O que acontece é que assumimos novos desafios e, em muitos casos, o apoio à família continua a ser uma responsabilidade da mulher. A minha geração acaba por viver no meio de dois padrões femininos quase antagónicos, as avós que não trabalhavam fora de casa e as mães que começaram a trabalhar fora de casa e educam-nos para o mundo do trabalho. Acabamos por receber esses dois modelos e começamos a fazer uma gestão difícil que, em muitos casos, resulta num acumular de tarefas e na falta de tempo. A família é, muitas vezes, o palco das maiores desigualdades de género.  Uma pesquisa rápida na internet mostra-nos a disparidade que ainda existe, as mulheres despendem duas vezes mais tempo do que os homens a executar tarefas domésticas. E o incrível é que os padrões de educação não parecem estar a mudar.

Na sua opinião, o que têm as mulheres de fazer para que alcancem aquilo que a sociedade, ainda, não entende que lhes seja um direito (paridade)?

O alcance dessa paridade passa pelo respeito por nós próprias e pela entreajuda feminina. Queremos a paridade, mas não estamos dispostas a provocar a mudança. Somos as primeiras a apontar o dedo aos casais onde o homem assume as tarefas domésticas ou onde a mulher tem um salário superior. Somos as maiores críticas do papel das mulheres, não aceitamos comportamentos fora da norma. Agimos como polícias de costumes que têm de ser perpetuados.

Exigimos de nós o impossível e deixamos que a nossa individualidade desapareça, absorvida pela ânsia de provar que somos capazes de fazer igual. Entendemos, muitas vezes, paridade como uma padronização sem direito à diferença.

E por fim, esperamos que a mudança venha de fora, que seja feita através de leis e quotas, passando o ónus para o campo das regras e não da mudança efetiva de comportamentos.

Ao longo da carreira alguma vez sentiu que certas oportunidades lhe escapavam pelo facto de ser mulher?

Na realidade não. Já fiz escolhas diferentes, já deixei de trabalhar para dar apoio à família. E não me senti diminuída por isso. Senti sim o preconceito vindo de outros.  Entendo que a maior oportunidade da vida é poder fazer escolhas conscientes e que nos tragam bem-estar físico e emocional.

Nesse período sem atividade profissional remunerada, aproveitei para estudar e para desenvolver outras competências. Foi uma época de oportunidades bem aproveitadas.

 

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