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Ryanair confirma reconhecimento dos sindicatos de tripulação de cabines

“A Ryanair encontra-se num processo de reconhecimento de sindicatos, que se inicia esta semana com as reuniões com os sindicatos de pilotos irlandês, alemão e português”, lê-se na nota enviada pela companhia aérea.

De acordo com a mesma fonte, o processo irá continuar em 2018, “com sindicatos de pilotos de outros países vindo, no momento devido, a incluir também reuniões com sindicatos de tripulação de cabine”.

Recentemente, a companhia aérea irlandesa reconheceu, pela primeira vez, o Sindicato do Piloto da Aviação Civil (SPAC) como a organização representativa dos seus pilotos em Portugal.

“A Ryanair vai mudar a antiga política de não reconhecer os sindicatos para evitar ameaças de transtorno para os clientes durante a semana do Natal”, assinalou, na altura, o presidente da companhia aérea, Michael O’Leary.

CEFOSAP | QUALIFICAR COM O MÁXIMO RIGOR E CREDIBILIDADE

Assumindo a responsabilidade social como premissa máxima, Jorge Mesquita, explica que o tem vindo a desenvolver na sua plenitude o que melhor sabe fazer: formar e qualificar pessoas. A área de intervenção do centro assenta essencialmente no universo sindical, dos sindicatos afetos à UGT e das uniões distritais, mas não só. O universo de atividade foi alargado uma vez que a taxa de desemprego elevada levou à necessidade de criar mecanismos para combater a falta de emprego. “Uma vez que somos transversais a toda a sociedade e dotados de uma abrangência muito grande com sindicatos ligados aos serviços, aos transportes ou indústria, por exemplo… tínhamos de dar satisfação às necessidades dos associados e por isso tivemos de abrir o nosso leque de oferta formativa. Fomos lutando perante uma necessidade de sair das áreas a que estávamos confinados, explicando às entidades reguladoras que a nossa atividade tinha de ser alargada a outras áreas de intervenção e isso foi feito”, explica Jorge Mesquita.

Há que salientar o trabalho notável que todos os dias, no terreno, as estruturas síndicas desenvolvem de norte a sul de Portugal.

Sendo esta uma preocupação da UGT e do CEFOSAP, foi concebida uma matriz de intervenção que prevê a preocupação com as pessoas, não só enquanto são trabalhadores ativos mas também quando precisam de acompanhamento em momentos mais dramáticos como é o caso do desemprego.

No âmbito da formação profissional, todas as iniciativas são monitorizadas, apresentando propostas credíveis, coerentes e funcionais. “Estamos a falar de dinheiros públicos e por isso a nossa preocupação social é enorme uma vez que o dinheiro público é dinheiro de todos “conclui o nosso entrevistado.

Com a formação profissional, o CEFOSAP compromete-se a corresponder a pontos que consideram fulcrais no combate ao desemprego: dar mais e adequadas competências que facilite o regresso ao mercado de trabalho. Por outro lado, no que respeita ao público empregado, muni-los de instrumentos que lhes permita um melhor e reconhecido desempenho ou reorientar o seu percurso profissional, a par da certificação de competências. “O nosso grau de conforto é este, sabendo que estamos a qualificar as pessoas com um nível cada vez mais elevado”, sublinha o diretor.

Sobre a componente da formação sindical, esta assenta em parcerias internas e externas. A CPLP, onde a UGT foi um vetor importante para que fosse criada a CSPLP (Comunidade Sindical dos Países de Língua Portuguesa), em países lusófonos como Cabo Verde, São Tomé, Guiné, Moçambique e Angola.

“Há uma interação direta com os nossos parceiros em África, não nos limitamos a protocolos à distância. O Secretário-Geral, Carlos Silva, acredita que estar no terreno é parte fundamental do sucesso e os resultados têm sido fantásticos”, afirma Jorge Mesquita.

Registamos um incremento do intercâmbio com os nossos parceiros da CSPLP, destacando a presença de técnicos portugueses das mais diversas áreas de intervenção sindical, na realização de seminários temáticos, com resultados assinaláveis.

Moçambique e todo o seu potencial

“O país tem imenso potencial e merece ser valorizado”, refere Jorge Mesquita. Prova disso mesmo é o acordo tripartido entre o Estado Português e o Estado Moçambicano com três grandes valências, do lado de Portugal, o Instituto de Emprego e Formação Pro-
fissional, a ANEME, a UGT com o seu centro de formação CEFOSAP e do lado de Moçambique está uma equipa idêntica com o INEFP (Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional), AIMO (Associação Industrial de Moçambique) e a OTM (Organização dos Trabalhadores de Moçambique), que permitiu a criação de um centro de Formação da Metalomecânica de Maputo. Na primeira visita de estado do Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, a Maputo, a convite do Secretário-Geral Carlos Silva, foi realizada uma visita ao Centro de Formação onde se inaugurou o Laboratório de Soldadura, investimento significativo de Portugal.

Estão criadas as condições para certificar alunos que estarão aptos a desenvolver a sua atividade em Moçambique ou nos países vizinhos, de forma reconhecida e que lhes permita ter uma carreira e um salário digno da especialização adquirida, evitando o «dumping» salarial hoje praticado.

Para Cabo Verde está em curso um projeto de parcerias institucionais na área do turismo e setores diretamente relacionados, subjacente a um protocolo entre o Estado Português e o Estado cabo-verdiano. Uma vez mais impulsionado pela UGT e em parceria com os congéneres locais.

Programa de Validação de Competências

O CEFOSAP é um centro reconhecido pela sua atividade neste domínio. Foi convidado pela ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional) para um desafio que foi desenvolver e implementar a metodologia de RVCC, focalizada no âmbito do reconhecimento “na empresa”.

O desenvolvimento deste projeto-piloto contribuirá para a elevação dos níveis de certificação profissional dos trabalhadores no seio do tecido empresarial, disseminar o conceito de aprendizagem ao longo da vida na comunidade empresarial e para valorizar e capitalizar a aprendizagem adquirida por via da experiência profissional e formativa que ocorre nas empresas.

A primeira abordagem na operacionalização deste projeto-piloto envolve a área de Logística do grupo SONAE e a rede CQEP do CEFOSAP.

“Fazia todo o sentido criar um ambiente em que houvesse uma relação de confiança entre quem «constrói» o processo e quem usufrui dele.

Em parceria com a SONAE foi criado um processo de certificação, cujo objetivo será o de ser incorporado naquela organização. Mas amanhã, poderá vir a ser disponibilizado para a rede. Será mais um instrumento crucial na gestão de recursos humanos, explica Jorge Mesquita.

O projeto piloto consistiu num ensaio com quatro pessoas, em que a formação foi inteiramente dada no horário e local de trabalho. “Fazer o reconhecimento do que as pessoas sabem fazer, no local de trabalho, é isto que torna este projeto inovador”, concluiu o nosso entrevistado.

A prova de certificação tem um modelo também inovador, apesar de não haver uma criação de metodologia nova. Há, sim um ajustamento de uma metodologia já existente, mas formatado para funcionar de forma mais fluída e rápida. A validação do reconhecimento de competências foi feita na Sonae através da ficha de análise que a empresa já tinha implementado.

“Olhar para o processo e verificar a realidade daquele grupo empresarial e tentar entrosar com o departamento de recursos humanos”, explica Jorge Mesquita.

Transparência e valores

O CEFOSAP tem sido reconhecido pela inovação, pelo dinamismo e pelo desenvolvimento de parcerias e projetos que garantem às pessoas uma melhor qualificação para uma melhor qualidade de vida. Tem como missão algo que não pode ser deixado ao acaso: o rigor e o profissionalismo, para que as oportunidades possam ser pautadas com critérios de igualdade e ética.

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