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A que se deve esta crise sísmica nos Açores?

Os Açores são alvo de crises sísmicas com alguma regularidade e que são semelhantes às que estão a ocorrer hoje. Na origem desta crise sísmica está a interação entre os sistemas vulcânicos e os sistemas tectónicos da ilha.

De acordo com o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as ilhas dos Açores estão localizadas numa zona particularmente ativas.

“É uma fronteira de placa reconhecida e tem uma velocidade de extensão entre os 4 e os 5 milímetros por ano. Todos os anos existe um bocadinho mais de extensão, o que leva a uma interação entre os sistemas vulcânicos e tectónicos que dão origem a uma libertação de energia sobre a forma de pequenos sismos, que podem não ser pequenos”, disse.

Miguel Miranda explicou que a região do Congro é das regiões mais ativas dos Açores e a mais ativa de São Miguel.

“Existem condições do ponto de vista geológico que conduzem a este tipo de situações. No IPMA fazemos a vigilância sismológica e os nossos colegas da Universidade dos Açores fazem a vigilância geoquímica e cronológica. Só quando pudermos juntar todos os dados de um lado e do outro é que vamos ter uma avaliação mais realista do que se está a passar. Estamos todos em contacto e a trabalhar”, sublinhou.

O geofísico destacou também que ainda é difícil dizer com certeza quantos abalos foram sentidos e as magnitudes, sendo previsível dados mais concretos dentro de dias.

Miguel Miranda disse também à Lusa que a crise sísmica “ainda agora começou, salientando que para já não é possível prever se vai haver abalos com maior intensidade nos Açores.

“Para já não é previsível saber se vamos ter sismos mais importantes ou não. É preciso que estejamos preparados para todos os acontecimentos que possam ocorrer. A proteção civil regional tem sido bastante clara sobre os aconselhamentos que dá a população e é muito importante que as pessoas sigam estritamente o que os serviços estão a emitir”, disse à Lusa Miguel Miranda.

O responsável recomendou ainda às populações que estejam informados e sigam os conselhos do Serviço Regional de Proteção Civil.

“Volto a sublinhar que nunca é demais dizer às populações para seguirem as indicações da proteção civil regional (…). É preciso atuar como se o risco fosse sempre muito importante”, destacou.

“É provável que tenhamos novos sismos sentidos pela população”

Centenas de sismos com magnitude entre 1,9 e 3,6 na escala de Richter foram registados desde as 00h47 de hoje na ilha de São Miguel, Açores, mantendo-se uma atividade sísmica acima dos valores de referência.

Em comunicado, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) adianta que desde as 23h47 de domingo (00h47 de hoje em Lisboa) foram registadas várias centenas de microssismos com epicentro entre as lagoas do Fogo e das Furnas, na sua maioria de magnitude inferior a 3 na escala de Richter.

“Na generalidade, os eventos têm sido sentidos numa faixa entre Água de Pau e Povoação, a sul, e Rabo de Peixe e Fenais da Ajuda, a norte”, revela o CIVISA, acrescentando estar a acompanhar o evoluir da atividade.

O responsável pelo CIVISA, João Luís Gaspar, alterou também para o facto de que “é provável que tenhamos novos sismos sentidos pela população“.

Refira-se, contudo, que de acordo com o responsável pela Proteção Civil da região, o Tenente Coronel Carlos Neves, a frequência da atividade sísmica baixou discretamente ao início da tarde desta segunda-feira.

LUSA

Frequência sísmica diminui nos Açores

De acordo com o Tenente Coronel Carlos Neves, presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), todas as entidades de proteção civil encontram-se prontas a agir, em caso de necessidade.

“Esta atividade começou pelas 24:00, estendeu-se ao longo da noite e manhã. Ocorreram centenas de sismos de baixa intensidade e magnitude, dos quais 20 foram sentidos pela população. Esta situação continua a manter-se, embora tenha baixado ligeiramente de frequência”, afirmou o responsável numa conferência de imprensa na sede do organismo, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira.

“Podemos dizer que em São Miguel, nas povoações entre Água de Pau e a Povoação, a sul da ilha de São Miguel, foi onde sentiram mais os sismos, e a norte, entre Rabo de Peixe e Fenais da Ajuda”, acrescentou.

O SRPCBA e o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) farão uma nova atualização de dados sobre a atividade sísmica às 15:00 ou antes, caso se justifique.

Entre as medidas de segurança a adotar pela população, o SRPCBA aconselha a que seja mantida a calma, que não seja provocado fogo, devido a possíveis fugas de gás, que sejam desligados os circuitos de gás, eletricidade e água, caso haja suspeita de que se encontram danificados, que não sejam utilizados elevadores, cuidado com vidros partidos ou cabos de eletricidade e afastamento das praias.

De acordo com a informação recolhida pelo CIVISA, foram sentidos até cerca das 08:00 de hoje pelo menos 17 eventos, o mais forte dos quais ocorreu às 06:18 (hora local) e foi sentido com intensidade máxima de V na escala de Mercalli Modificada.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registou às 07:17 (hora local) nas estações da Rede Sísmica do arquipélago dos Açores, um sismo de magnitude 3,6 na escala de Richter com epicentro localizado a cerca de seis quilómetros a Sul-Sudeste de São Brás, em São Miguel.

LUSA

Itália: vários sismos abalam o país

O tremor foi sentido em Roma, conforme comprovam os relatos que a população fez de imediato nas redes sociais.

Segundo o Instituto de Geologia e Vulcanologia de Itália, o sismo ocorreu pouco depois das 10h25 (horário local, menos uma hora em Lisboa), a uma profundidade de nove quilómetros, tendo sido o epicentro na zona de Montereal.

Para já, não há qualquer registo de feridos, apenas de desabamentos de estruturas. A zona afetada está, nesta altura do ano, coberta por um manto de neve.

Depois do primeiro sismo, a terra continuou a tremer no centro de Itália. Registaram-se dois novos abalos, um de 5.7 (às 11h15) e outro de 5.5 (às 11h25. O mesmo La Stampa dá conta de escolas evacuadas em Roma, por precaução, e da suspensão da linha de metro.

Número de sismos sentidos nos Açores acima do habitual

A presidente do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), Teresa Ferreira, disse esta terça-feira que o número de sismos sentidos na região na última quinzena está acima do que é habitual, mas “é expectável que aconteça”.

Desde a última quinzena de agosto, vários sismos têm sido sentidos pela população, nomeadamente nas ilhas do Faial e Terceira, do grupo central, e São Miguel, no grupo oriental do arquipélago.

A presidente do CIVISA explicou que, “como é do conhecimento, o arquipélago dos Açores, principalmente as ilhas dos grupos central e oriental, situam-se numa estrutura geológica que define a fronteira entre as placas eurasiática e africana”, onde “se vão acumulando tensões devido à movimentação diferencial que existe entre estas duas placas”.

“A adicionar a este comportamento geológico, na região temos processos magmáticos que são responsáveis, de tempos a tempos, por erupções vulcânicas no arquipélago”, referiu.

Segundo Teresa Ferreira, “tem-se assistido, a partir de julho, a um aumento da sismicidade que é fruto da interação destes dois processos geológicos referidos”.

“E, desde o final do mês de agosto, assistiu-se a um incremento no número de eventos que, quando têm uma magnitude um pouco superior ou se situam mais próximo de zonas habitadas, acabam por ser sentidos pela população”, declarou.

Teresa Ferreira exemplificou que a oeste da ilha do Faial “dois eventos foram sentidos porque tiveram uma magnitude um pouco superior ao normal”, enquanto na Terceira e São Miguel, apesar da magnitude baixa, “os epicentros dos sismos ocorreram a escassos quilómetros do litoral”, respetivamente na Praia da Vitória e Povoação.

“Mas registamos, ao longo do dia, sismos de idêntica magnitude, mas cujos epicentros são mais distantes do litoral e a população não os sente”, declarou.

Sobre o sismo de segunda-feira, com magnitude 3,2 na escala de Richter sentido no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, a responsável esclareceu que teve origem na Fossa Hirondelle, uma depressão submarina situada entre São Miguel e Terceira, zona onde se regista frequentemente sismicidade.

“Este incremento da atividade sísmica é um processo natural de libertação de energia que não é regular no tempo e estamos a atravessar um período de ligeiro aumento dessa libertação de energia”, adiantou a responsável.

Teresa Ferreira salientou que “os incrementos de sismicidade que se têm verificado nas várias zonas do arquipélago dos Açores têm sido comunicados à Proteção Civil e, por sua vez, à população, mantendo o CIVISA o acompanhamento permanente desta situação, dado que se trata de uma região que é ativa do ponto de visto sísmico e vulcânico”.

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