Inicio Tags Tecnologia

Tag: tecnologia

Conheça as caneleiras de futebol flexíveis e que absorvem 90% do impacto

A Possible Answer, SA é uma startup tecnológica especializada no desenvolvimento e produção de fluidos não newtonianos, que opera no mercado global como fornecedor de soluções de proteção contra impactos para desportistas. Desenvolve um material flexível com características especiais na absorção de energia de impacto, através da sua tecnologia patenteada. A patente da Polyanswer consiste na produção de um fluído não newtoniano e do respetivo processo para a sua obtenção com recurso a materiais de fonte renovável.

A equipa de tecnólogos da Polyanswer desenvolveu e patenteou a produção de um fluido não newtoniano que, usado como aditivo, confere a materiais tradicionais como espumas, plásticos, borrachas, entre outros, características especiais de capacidade de absorção de energia em situações de impacto. Trata-se de um produto disruptivo com a aptidão de ser um fator diferenciador na indústria de polímeros.

Através desta tecnologia, a startup lança agora as caneleiras de futebol (unissexo), que garantem uma maior proteção e conforto aos praticantes do desporto rei. As caneleiras reduzem a transmissão da força do choque com a absorção de 90% da energia do impacto.

Com a garantia de maior proteção, a tecnologia permite extrema flexibilidade, fazendo com que a ergonomia e o conforto sejam aumentados e consequentemente assegurem um movimento natural dos membros. A combinação desta tecnologia com um tecido têxtil com propriedades de compressão, antimicrobianas, anti-odor e sem costuras permitiu obter um produto único no mercado. As caneleiras são moldáveis, fáceis de usar por se fixarem à perna de forma natural, e podem ser lavadas à máquina à temperatura de 40º.

Pelo contrário, as caneleiras tradicionais são rígidas, sem conforto, com menor capacidade de absorção, sujeitas ao deslocamento durante a sua utilização e não são laváveis à máquina.

Para lançar este novo produto, a startup escolheu a Amazon como plataforma única de venda ao público – https://www.amazon.co.uk/dp/B078TLCPGQ

“Um produto com este carácter inovador compara favoravelmente com qualquer concorrente a nível mundial. O lançamento tinha que ser feito numa escala global e daí a opção pela Amazon, uma empresa com 300 milhões de utilizadores que envia uma média de 1,6 milhões de encomendas por dia e onde 55% dos compradores online começam a procurar o que pretendem. Iniciamos pelo mercado britânico e americano, mas já estendemos a oferta para França, Itália, Espanha e Alemanha. Os próximos mercados serão o Canadá e México”, afirma Miguel Pimentel, Chief Executive Officer da Possible Answer.

Comprovada a eficácia desta tecnologia, a Polyanswer prepara-se para lançar ainda este mês um gorro para desportos que utilizam capacetes, como por exemplo, futebol americano, críquete, hóquei, lacrosse, artes marciais e paintball e proteções para motociclismo de turismo (ombro, cotovelo, anca, joelho e tornozelo).                          

Sobre a Possible Answer, SA

É uma empresa tecnológica, especializada no desenvolvimento e produção de fluidos não newtonianos, resultando num material flexível com características especiais na absorção de energia de impacto. Com uma forte componente de investigação, nos últimos dois anos a empresa tem desenvolvido diversas parcerias com Universidades, Institutos de Desenvolvimento Tecnológico e empresas para incorporação desta tecnologia no desenvolvimento de produtos em diferentes setores – calçado, têxtil, desporto, motociclismo, equipamentos de proteção individual e ramo militar. Para além dos produtos desenvolvidos internamente, a empresa vende fluidos como aditivos para várias indústrias. Em colaboração com a BASF, a Polyanswer está a desenvolver um material com propriedades dilatantes para o setor automóvel.

Qualquer carro, a qualquer hora e em qualquer lugar

Para Tex Gunning, CEO do Grupo LeasePlan: “Estamos a viver tempos de enormes mudanças, onde as pessoas estão a deixar de ter carro próprio para passarem à utilização do conceito “Car-as-a-service”. Ao mesmo tempo, assistimos também a mudanças importantes na tecnologia dos próprios carros à medida que mudamos de veículos a motor de combustão interna para veículos híbridos, totalmente elétricos e autónomos. Neste mundo em rápida mudança, a LeasePlan pretende ser a empresa que conhece e representa What’s next. Estou, por isso, encantado por lançar com o Richard Hammond a campanha global What’s next, que confirma o nosso compromisso de oferecer aos nossos clientes o que de mais recente há em mobilidade automóvel de forma económica, sem complicações e sustentável. Em última análise, o nosso ambicioso objetivo é fornecer um serviço totalmente flexível ‘Any car, Anytime, Anywhere’. Para nós, este é o futuro da mobilidade”.

A campanha What’s next, que é lançada hoje nos 32 países onde a LeasePlan atua, foi desenvolvida nos últimos meses como parte integrante da nova estratégia da LeasePlan para desbloquear oportunidades de crescimento sustentável num setor de mobilidade dinâmico. A peça central da campanha é um filme de 3 minutos com Richard Hammond. Filmado no centro de Los Angeles, What’s Next: O filme destaca as mais recentes tecnologias e tendências de mobilidade, assim como o papel principal da LeasePlan para levar aos seus clientes What’s next. “A LeasePlan tem disponibilizado, há mais de 50 anos, o car-as-a-service aos seus clientes corporativos. Estamos, portanto, totalmente preparados para liderar a transição para ‘Any car, Anytime, Anywhere’”, conclui Tex Gunning.

Video still LeasePlan_What's next

Como parte da campanha, a LeasePlan lançou também um conjunto de novos produtos e serviços What’s next. Dirigido a clientes nos segmentos Corporate, PME e Particulares, estas novas propostas incluem a oferta ‘Trocar, Clicar & Guiar’, que permite às PME entregar à LeasaePlan os seus carros usados e trocarem por novos; bem como uma proposta de veículos elétricos completa para clientes Corporate sedeados na Europa. A proposta VE da empresa baseia-se no anúncio de que se tornou um dos membros fundadores da iniciativa EV100, uma parceria de grandes empresas que em conjunto se comprometem em fazer a transição para frotas totalmente elétricas. Nos próximos meses serão anunciados mais produtos e serviços What’s next.

Veja o filme What’s next com Richard Hammond aqui

SOBRE A LEASEPLAN PORTUGAL

A LeasePlan é líder nacional no mercado do renting e gestão de frotas, presente em Portugal desde 1993 com escritórios em Lisboa e no Porto. A LeasePlan Portugal tem no cliente e no condutor o centro da sua atividade e procura oferecer um serviço de renting de qualidade com redução contínua de custos na gestão da sua frota. Foi a primeira empresa de aluguer operacional em Portugal a obter a certificação de qualidade em 1998, tendo transitado para a norma ISO 9001:2015, em 2016, e que se encontra atualmente em vigor. Para mais informações, consultar www.leaseplan.pt. 

SOBRE A LEASEPLAN

A LeasePlan é uma das empresas líder de gestão de frotas e soluções de mobilidade, com cerca de 1,7 milhões de veículos sob gestão em mais de 30 países. O nosso core business envolve a gestão em todo o ciclo de vida do veículo para os nossos clientes desde a compra, seguro e manutenção até à revenda dos automóveis. Com mais de 50 anos de experiência, somos um parceiro de confiança para os nossos clientes privados, PME, empresas e serviços de mobilidade. A nossa missão é fornecer soluções inovadoras e sustentáveis de renting automóvel para quem precise, esteja onde estiver – para que se possa concentrar no What’s next. Saiba mais em www.leaseplan.com.

Ciência e os novos conhecimentos

Que papel tem vindo a assumir a inovação, tecnologia, investigação e o desenvolvimento, para alcançar novas vantagens, nas organizações, sociedade e economia? 

A ciência, nas suas várias facetas, tem um papel crítico para o desenvolvimento das organizações como a cooperativa de ensino superior Egas Moniz e da sociedade no seu conjunto. O papel mais imediatamente visível está na criação de novos conhecimentos. Estes podem responder a grandes problemas sociais, referir-se a desenvolvimentos importantes para a atividade produtiva de uma empresa, ou situar-se no campo da ciência dita “fundamental”, que por vezes é entendida como desligada das realidades, e preterida em favor da ciência dita “aplicada”, uma vez que esta tem visivelmente algo a ver com a solução de problemas concretos. A ironia das coisas faz com que os resultados sejam muitas vezes desconcertantes. Um desenvolvimento na área da ciência pura ou fundamental, abre frequentemente caminho a novas soluções e atividades com grande impacto na sociedade, contra todas as expectativas e impossíveis de prever. Por outro lado, a investigação mais aplicada, pode deparar-se com grandes dificuldades em ver os seus avanços efetivamente aproveitados pelo tecido social e empresarial, levando muito tempo a ter algum impacto significativo.

Mas o valor da atividade de investigação está também na criação de uma elite de profissionais dotados de um conhecimento atualizado e de uma atitude perante os problemas práticos que permite a procura de soluções inovadoras. Mas é preciso ainda progredir muito neste campo.

Qual o papel das unidades e centros de inovação, investigação e desenvolvimento na promoção do conhecimento junto da sociedade e das organizações?

Não tanta quanto desejável. Atualmente esse potencial de conhecimento tende a ser crescentemente reconhecido, sendo os investigadores incentivados a fazer chegar à sociedade os resultados, implicações e potencialidades do seu trabalho. Em sentido por vezes inverso, a sociedade exige cada vez mais, e frequentemente com ceticismo, saber quais os benefícios do seu investimento em ciência, resposta que nem sempre é fácil de equacionar em termos simples. A divulgação da ciência é uma área crítica mas complexa, onde se podem formar polémicas pouco produtivas entre conhecimentos válidos, por verdadeiros (prefiro não usar o termo já distorcido de “científicos”…) e grupos de pressão que apelam ao desconhecido apenas como forma de criar um cenário encantador e envolvente, cheio de conspirações e de mistérios, capaz de mobilizar uma adesão significativa. Veja-se o que se passa nos EUA com os movimentos anti-evolucionistas.

Para as organizações, a existência de centros de investigação institucionalizados como o CiiEM na cooperativa de ensino superior Egas Moniz e capazes de interagir de modo eficaz com a atividade produtiva da organização, é essencial para que esta se possa aperfeiçoar e adaptar ao ambiente social em mutação constante, no qual está inserida.

Qual importância de criação de sinergias entre diferentes entidades ligadas investigação e desenvolvimento do conhecimento e as organizações e que vantagens advêm daí? 

O quebrar o isolamento dos centros de investigação permitindo a sua evolução em colaboração e competição válida com os seus congéneres associados. Este é um dos objetivos centrais do CiiEM – incentivar parcerias entre as estruturas da Egas Moniz empenhadas em investigação e desenvolvimento para a formação de redes quer com parceiros internos quer externos. Hoje em dia, a ciência é em muitos casos um empreendimento complexo e multidisciplinar pelo que há benefícios importantes na complementação em termos de tecnologias e conhecimentos, que dificilmente se podem obter dentro de uma única organização. Por último a obtenção de uma massa crítica capaz de levar a cabo empreendimentos de dimensões significativas. No conjunto, a criação de redes temáticas juntando diversas organizações em torno de objetivos comuns e bem estruturados, é uma enorme força motriz da atividade científica, assumindo em larga medida o papel de outros tipos de organizações como as sociedades científicas, sem no entanto as substituir. Foi no seio destas que muitos de nós beneficiámos do contacto com os pares.

Centro de Investigação Interdisciplinar Egas Moniz (CiiEM)

O centro de investigação interdisciplinar Egas Moniz (CiiEM) é uma organização recente em fase de estruturação e desenvolvimento. O centro pertence à Egas Moniz, cooperativa de ensino superior, que tem uma atividade de ensino superior e politécnico extremamente importante através dos Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (universidade) e Escola Superior de Saúde Egas Moniz (politécnico) em que participam mais de 400 professores. A Egas Moniz desempenha também funções assistenciais na área da saúde, de grande dimensão e impacto. Basta mencionar a clínica dentária com cerca de 60000 consultas anuais, e em crescimento. Outras unidades são a Egas Moniz / Clínica de Almada, a Egas Moniz / Clínica Universitária de Setúbal (em instalação) e a Residência Sénior Egas Moniz em Sesimbra. Estas clínicas cobrem a medicina dentária, fisioterapia, enfermagem, nutrição, terapia da fala e psicologia clínica e forense.

Outras estruturas com funções pedagógicas e assistenciais são o centro de genética médica e nutrição pediátrica, o centro de microscopia eletrónica e histopatologia, o gabinete de informação e assistência às vítimas, o gabinete de psicologia forense, o grupo de ciências sociais aplicadas, o laboratório de ciências forenses e psicologia e o laboratório de microbiologia aplicada.

Neste contexto o CiiEM pretende assegurar a manutenção e crescimento de uma dinâmica de investigação de elevada qualidade, sem esquecer a transferência do conhecimento adquirido e criado por essa atividade para as unidades de ensino e assistenciais mencionadas. Muitas melhorias e inovações introduzidas nalgumas unidades, como a clínica dentária surgem já no contexto dessa dinâmica.

Sabia que?

Considerando especificamente a atividade de investigação, o CiiEM está atento não apenas à investigação interna, mas promove ativamente a participação em redes e a colaboração com outros centros de investigação, no espírito do que se disse nos temas anteriores. É disso exemplo a realização em 11-13 de junho próximo de um congresso “research and innovation in human and health sciences” em que serão apresentadas 200 comunicações, com participação não apenas da Egas Moniz mas de quase todas as grandes universidades do país, diversas universidades dos EUA, UK, Espanha e Brasil e alguns centros hospitalares. O congresso é um evento que congrega as instituições com as quais a Egas Moniz e em particular o CiiEM têm colaborações ativas a nível científico.

A página do congresso está em http://ciiem2017.healthsci.net.

TecNet – Business Camp, um evento de renome

Quem aceitou este desafio teve a oportunidade de conhecer novos projetos repletos de potencialidades, de estabelecer contactos, de partilhar conhecimentos, de criar parceiras e de encontrar investidores e financiamento. Neste evento a grande mais-valia, entre outras, é que consegue tudo para lançar a sua empresa no futuro.

Para apresentação do conceito e objetivos deste que pretendeu ser um evento para quem quer acrescentar valor e alavancar projetos e negócios e, acima de tudo, abraçar novos desafios, realizou-se um encontro com todos os intervenientes e promotores do mesmo, no local que acolheu as cerca de 200 startups participantes.

Mas já lá vamos. Iniciado em 2012, o evento regressou à torre da oliva em 2014, sendo que a terceira edição chegou repleta de novidades e mais-valias. O TecNet foi igualmente palco da nova edição do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, que decorreu no dia 1 de junho, na Torre da Oliva e onde, em parceria com a câmara municipal de S. João da madeira, também deu voz a grandes players ibéricos na vertente da inovação e do empreendedorismo, alargando os debates além-fronteiras.

De salientar que esta iniciativa é inédita e teve como principal desiderato promover condições para que a valorização dos parques tecnológicos portugueses e espanhóis saísse reforçada e haja uma maior expressão dos mesmos no contexto europeu. Maria do Céu Albuquerque, presidente da associação de ciência e tecnologia referiu que sentiu, tanto do lado português como espanhol, “uma grande motivação para cooperarmos e trabalharmos em conjunto numa competição salutar para a promoção do desenvolvimento”.

O business camp TecNet dedicou os seguintes dias, 2 e 3 de junho, a um programa intenso de atividades que, aberto ao público, inclui uma mostra de produtos e serviços por empresas tecnológicas e startups, espaços de networking, sessões de pitching para a próxima edição do websummit e diversos espaços de discussão em torno de estratégias determinantes para o setor.

Entre os temas para essa reflexão incluíram-se: a indústria 4.0 e a filosofia de gestão ‘lean manufacturing’, os desafios que se colocam às industrias do têxtil e calçado, turismo, agroalimentar, bem como, o projeto de desenvolvimento da ‘compra pública de inovação’ remetendo o caso de sucesso para a cidade de Barcelona, pelas palavras proferidas do Alexandre Rios, gestor do projeto e simultaneamente da direção da Portus Park.

Em resumo, o TecNet – Business Camp voltou a receber os melhores e mais inspiradores oradores e as mais incríveis oportunidades de negócio e networking, naquele que foi um evento repleto de desafios, oportunidades e tendências de um evento nacional dedicado à tecnologia e à criatividade, em São João da Madeira.

IMG_9936Ricardo figueiredo, presidente da câmara municipal de São João da Madeira, explica à revista pontos de vista, que tipo de atividades poderão ser encontradas no evento, que acontece pela primeira vez a nível ibérico e cujo um dos propósitos é, também, estreitar relações no campo tecnológico entre Portugal e Espanha.

O TecNet é um evento nacional que visa promover a tecnologia. Na sua opinião, como pode ser explicada a importância deste tipo de iniciativas? E este ano como surge a oportunidade de ser ibérico?

O TecNet nasceu da necessidade estratégica de diversificação do tecido económico de S. João da madeira e da região, surgindo como uma montra tecnológica para dar oportunidade a que as empresas deste setor se encontrassem e conhecessem. Rapidamente se afirmou no panorama nacional como um evento muito importante para o país e, em particular, para o desenvolvimento da economia ligada às tecnologias, pelo que não surpreende o enorme interesse gerado desde a primeira edição. A adesão registada, com a participação de todos os parques de ciência e tecnologia de Portugal, e a vontade de alargarmos a abrangência do evento estão na origem da inclusão no programa do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, um momento em que se reforça a relação de cooperação tecnológica entre Portugal e Espanha.

Que tipo de atividades estarão ao dispor dos visitantes? Existem muitas novidades face às edições anteriores? 

Desde logo uma das grandes novidades é a referida realização do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, que permite ao TecNet internacionalizar-se e afirmar-se cada vez mais como o grande certame do género realizado no nosso país, congregando todos os parques de ciência e tecnologia do país e muitos representantes de Espanha. Mas há outras vertentes novas que aprofundam as oportunidades de networking, colocando os participantes da falar sobre o que verdadeiramente interessa ao desenvolvimento da sua atividade e à sua afirmação nesta área económica

A partilha de conhecimento é este ano o grande mote daquela que será a 3ª edição do evento. De que forma está estruturado o encontro? 

O evento foi estruturado de forma a proporcionar aos participantes momentos para troca de experiências, estabelecimento de parcerias, divulgação do seu trabalho, contacto com financiadores e discussão das mais diversas temáticas do seu interesse, ligadas às novas tecnologias, à ciência, à criatividade… No fundo, os participantes vão poder enriquecer a sua relação com outros players do setor, com os investidores e com os mercados.

IMG_9947Alexandre Rios Paulo, da Sanjotec, fala sobre o ambiente informal que se viverá ao longo dos três dias assim como dos temas abordados, que são apontados como “incontornáveis num evento que tem os olhos postos no futuro”.

O TecNet pode ser encarado como uma montra de tecnologias e uma oportunidade única para que empresas jovens. Porquê? 

As startups que estão a nascer e a desenvolver-se nos diferentes parques tecnológicos do país, assim como quem pretenda lançar-se nesta área de atividade, têm a oportunidade de ficarem a conhecer, num só espaço, toda a diversidade de incubadoras do país e de contactarem com outros empreendedores do setor, com investidores e instituições ligadas à investigação, como são as universidades. São contactos essenciais para quem está a começar, a que se soma a possibilidade de aumentarem a visibilidade do seu negócio e perspetivarem o seu futuro. Na prática, este o TecNet é um evento a não perder por parte de quem quer acrescentar valor e alavancar projetos e negócios, para quem quer abraçar novos desafios tecnológicos e criativos.

A feira abordará temas como inovação, criatividade, empreendedorismo, internacionalização, financiamento, smart cities, indústria 4.0 e lean production, cibersegurança, automóvel, têxtil/calçado, agroalimentar e turismo. São estes os temas atualmente mais pertinentes e que por isso merecem uma maior atenção? 

São temas incontornáveis num evento que tem os olhos postos no futuro e que se assume como uma iniciativa inovadora de divulgação e promoção do empreendedorismo tecnológico, que tem como grandes objetivos aproximar o tecido empresarial das grandes oportunidades de negócio e de investimentos, assim como potenciar a relação entre as empresas e as universidades, nomeadamente aprofundando as condições de transferência de tecnologia e de conhecimento das instituições de ensino superior para a economia, que é precisamente uma das principais missões dos parques de ciência e tecnologia.

Esta edição terá um cariz diferente dos anteriores, incluindo o facto de ser ibérica, e será possível apreciar um ambiente mais informal. Como surgiu esta nova aposta? 

O ambiente informal é uma característica que vem já das duas anteriores edições e que se assume como uma marca do TecNet, que reforçamos nesta terceira edição, assumidamente dinâmica, hi-tech e criativa, que decorrerá num ambiente lúdico e descontraído. Um ambiente propício à partilha de ideias, nesta que é uma vertente que este ano ganha uma especial relevância, pois faz-se à escala ibérica, indo ao encontro da nossa intenção de internacionalizar o evento e da vontade das associações de parques de ciência e tecnologia de Portugal e Espanha de aprofundarem uma relação que favoreça a promoção conjunta a nível internacional do território ibérico.

CSI – CONSUMO SOB INVESTIGAÇÃO

À criatividade das fraudes, vamos respondendo com critérios mais apertados, com buscas mais alargadas. Não hesitamos, por exemplo, em recorrer a legislação aplicada por outros países, se apontarem novos caminhos, que possam ser o pilar futuro de novos direitos ou do aprofundamento dos existentes em Portugal.

E publicamos as nossas descobertas. Elogiamos quando é possível, denunciamos sempre que é necessário. E não nos limitamos a sussurrar responsabilidades, sejam públicas ou privadas. Fazemos como no poema Pastelaria, de Cesariny:

“Que afinal o que importa é não ter medo de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:

Gerente! Este leite está azedo!”

Este assombro, esta frontalidade, e esta enorme responsabilidade que carregamos desde os anos 70 do século XX, têm um parceiro imprescindível – os laboratórios certificados que trabalham connosco e que representam a vanguarda técnica e tecnológica nas suas áreas de intervenção.

Sem o profissionalismo que reconhecemos e em que confiamos, o esforço permanente para estar em linha com o estado da arte, e a disponibilidade para corrermos riscos  juntos, o nosso caminho até aqui teria sido muito diferente.

Uma parte da nossa credibilidade assenta totalmente nesta interatividade com os laboratórios nacionais e estrangeiros que connosco trabalham. A sua credibilidade e o seu rigor são a nossa credibilidade e o nosso rigor.

A defesa dos direitos dos consumidores seria, ainda e só, um palco de proclamações. Faríamos, certamente, belos powerpoints, mas sem profundidade, sem alcance… em duas palavras: sem resultados.

E se intervimos publicamente da forma convicta fazemo-lo sabendo que contamos com o profissionalismo dos laboratórios que são nossos parceiros neste percurso de quatro décadas.

É a diferença entre “achar” e “provar”. É o salto entre a intransmissibilidade da experiência pessoal e a identificação de problemas que nos afetam coletivamente. É o abismo entre o boato e a apresentação de resultados robustos, obtidos cientificamente.

A nossa ação seria apenas – diferente – se não pudéssemos contar com as dezenas de profissionais qualificados que nos apoiam? A resposta é inequivocamente negativa. Estaríamos numa fase muito mais rudimentar e menos extensa.

Em qualquer sociedade, a proteção dos consumidores é indissociável e diretamente proporcional ao avanço, à qualidade e à seriedade científica dos laboratórios que a compõem.

E se caminhámos juntos até aqui, é também lado a lado que seguiremos em frente, porque os avanços dos nossos parceiros são a melhor garantia do nosso sucesso. E a solidez do trabalho de cada laboratório que participa nos nossos testes é também o nosso compromisso de credibilidade para com todos os consumidores. Porque é para eles que trabalhamos. Todos os dias.

“Apple não está a lutar por privacidade; está a lutar por lucro”

Num artigo de opinião na revista Time, Tom Cotton, senador norte-americano pelo estado do Arkansas acredita que a marca Apple não substitui a segurança dos Estados Unidos.

O senador Cotton é da opinião que Tim Cook “está errado” na sua explicação de que desbloquear o iPhone de San Bernardino colocar em causa os “dados de segurança de centenas de milhões” de pessoas porque, diz, “o que está verdadeiramente em jogo é o futuro da nossa [Estados Unidos] habilidade em manter os norte-americanos seguros”.

“Apesar dos protestos de Cook, a Apple não tem base legal para recusar a ordem do tribunal para desbloquear o iPhone do terrorista”, afirma Tom Cotton, acrescentando que “o FBI está a pedir à Apple para desligar um mecanismo de ‘auto-destruição’ do iPhone que apaga toda a memória se a password for colocada incorretamente muitas vezes”.

O senador relembra, depois, que a Apple já ajudou as autoridades em casos semelhantes no passado, com a diferença que o sistema operativo era mais antigo. “Em 70 casos anteriores, a Apple ajudou o FBI a desbloquear o iPhone conforme um mandato válido”.

Tom Cotton questiona, depois, o que mudou então. Na sua opinião, mudou a “estratégia de marketing da Apple”. “A Apple construiu o seu último sistema operativo móvel para ser mais resistente a tais desbloqueios. E no final do último ano, a Apple quebrou a sua prática passada tendo recusado diferentes ordem do tribunal para desbloquear iPhones com sistemas operativos antigos – os mesmos sistemas que ajudou a desbloquear no passado”.

“A Apple argumentou em tribunal que consentir com essa ordem iria ‘destruir a marca Apple’ (…). Em suma, a Apple diz que não pode cooperar mais com as investigações porque agora é o seu modelo de negócio”, acusa Cotton, afirmando que a “Apple não está a lutar por privacidade” mas sim “por lucro”.

Apple Watch tem nova aplicação para ouvir música

Deezer lançou uma aplicação para o Apple Watch de forma a competir com o Spotify e a Apple Music no mercado de serviços de streaming.

A aplicação tem algumas funcionalidades chave, como o ‘Flow’, que descobre que tipo de música o utilizador quer ouvir. Depois, é possível ‘gostar’ ou passar as faixas, explica o Engadget.

A aplicação pode aceder a todas as músicas guardadas no iPhone em modo offline. Aproveitando o Force Touch, é possível que músicas estão em espera.

 

Google tem novas regras para aplicações no Android

O Android tem uma funcionalidade standard do iOS: a barra de navegação no rodapé. A Google mudou as suas guidelines para desenho de materiais, encorajando os developers a usar botões de navegação no fundo do ecrã. Até agora, a navegação dentro da aplicação acontecia através dos botões estáticos do Android.

No entanto, os botões estáticos do Android não vão desaparecer por completo: a Google continua a obrigar que os três botões estejam presentes. A barra adicional só pode ter, no máximo, cinco opções.

Durante o I/O, a Google deverá apresentar as novas mudanças que ainda não foram implementadas nas suas aplicações, indica o The Next Web.

Uma nova era na Oftalmologia

Sandra Barrão

A oftalmologia é uma especialidade médico-cirúrgica em que a evolução tecnológica tem tido um papel deveras importante quer no diagnóstico quer no tratamento das doenças oculares. E para isso tem tido especial papel a estreita relação entre a Medicina e a Física.

A imagiologia da retina tem sido alvo de um grande desenvolvimento nos últimos 18 anos com o advento da Tomografia de coerência ótica (OCT). Esta tecnologia revolucionou o diagnóstico e o seguimento da patologia oftálmica, e em particular da retina. O OCT marcou o início de uma nova era na Oftalmologia: a análise estrutural do globo ocular.
As suas imagens de alta resolução são comparáveis, a nível de detalhe, a um exame histológico – “biopsia” in vivo, não invasiva, de não contacto, reprodutível e rápida das estruturas oticamente acessíveis do globo ocular.
Está amplamente divulgada e, em poucos anos, tornou-se um exame indispensável em oftalmologia, dadas as suas características únicas.
A degenerescência macular da idade, primeira causa de cegueira nos países desenvolvidos e a retinopatia diabética, primeira causa de cegueira em indivíduos em idade ativa, são áreas onde o OCT se tem revelado crucial.
Faculta-nos uma avaliação morfológica e morfométrica das estruturas – análise qualitativa e quantitativa. Tem papel preponderante na decisão terapêutica e na avaliação da eficácia da mesma.
A procura de mais informação e maior resolução tem levado a indústria a um aperfeiçoamento da técnica, sempre com o intuito de melhor servir o doente.
Atualmente está disponível uma nova tecnologia OCT – o Swept Source OCT. Ao utilizar um feixe de luz com maior comprimento de onda, permite uma maior visualização dos tecidos mais profundos e maior penetração, ultrapassando algumas opacidades dos meios, como a catarata ou condensações do vítreo. Num mesmo scan de aquisição, analisa com alta resolução o vítreo, a retina, a coroideia e a esclera. A grande rapidez de aquisição, 100000 A scan/segundo e o facto de o scan ser invisível facilita a fixação do olhar por parte do doente, reduzindo os erros originados pelos movimentos oculares involuntários. Incorpora, ainda, num mesmo aparelho, a capacidade de realizar a fotografia a cores do fundo ocular, a avaliação da autofluorescência da retina e a angiografia fluoresceínica convencional.
O Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto (IOGP) tem o privilégio de ser o primeiro Hospital público a ter disponível esta mais valia no apoio aos seus utentes e aos referenciados por outras instituições que não disponham da técnica.
A preocupação permanente de disponibilizar cada vez melhores cuidados ao doente culminou num novo modo de realizar angiografia – o Angio OCT. Permite visualizar a vascularização do fundo ocular de forma não invasiva, sem a injeção de contraste (que pode ter efeitos adversos graves), e ainda de uma forma tridimensional. Tem aplicações específicas, de momento. O seu aperfeiçoamento terá um grande impacto como método complementar de diagnóstico.

Quem é a TOPCON?

A TOPCON é uma marca japonesa especializada em oftalmologia e topografia, áreas em que lidera com um posicionamento de referência no mercado mundial.

Surgiu em 1930 e foi solidificando a sua experiência no fabrico de equipamentos topográficos bem como como binóculos e câmaras, ao longo de mais de 80 anos.
Em 1948 alargou o negócio à área da oftalmologia, para a qual contribuiu com a criação de equipamentos inovadores. Foi pioneira no desenvolvimento do autorefratómetro com infravermelhos e sistema de visualização em 1978, o que contribuiu para melhorar a rapidez e precisão do exame refrativo ocular e também a primeira a desenvolver um tomógrafo de coerência ótica 3D de domínio espectral, que veio permitir a visualização das camadas da retina com retinografia em simultâneo com uma resolução e rapidez nunca antes conseguidas. Mais recentemente desenvolveu uma nova tecnologia Swept Source nos tomógrafos de coerência ótica 3D elevando ainda mais a resolução destes equipamentos e permitindo uma precisão no diagnóstico oftalmológico sem precedentes, confirmando o forte grau de inovação e de liderança.
O constante crescimento da TOPCON levou à criação de parcerias e incorporação de outras empresas internacionais, nomeadamente a da empresa HOYA em 2005, da americana ANKA (especialista em redes de oftalmologia) no ano seguinte, e do segmento de Glaucoma e retina da empresa Optimedica em 2010. No mesmo ano criou ainda a empresa Laser Systems, dedicada ao fabrico de lasers para sistemas de medição.
A TOPCON é singular por ser a única empresa do setor a possuir tecnologia ótica adaptada a vários comprimentos de luz e as soluções apresentadas pela marca na área de Oftalmologia têm permitido diferentes aplicações médicas, desde diagnóstico ao tratamento.

O perfecionismo japonês
A essência da cultura japonesa centra-se, desde tempos milenares, na filosofia do “DO”. Esta palavra japonesa, apesar de não ter tradução literal para outras línguas, significa “caminho” e remete para a incessante busca da perfeição, presente em diversas áreas e setores do referido país. Assim, os japoneses apresentam, aliada a uma forte capacidade de adaptação e integração, uma procura constante pelo rigor e perfecionismo.

“A Contisystems sempre apostou e investiu na segurança”

Pedro Caravana

A Contisystems apresenta-se como uma especialista em analisar, planear e implementar processos de suporte á comunicação. Fundada há cerca de cinco décadas, esta empresa sempre esteve ligada à segurança de documentos. Com os avanços tecnológicos, houve a necessidade de se reinventar. Hoje quem é a Contisystems?
A Contisystems, antes do reposicionamento, chamava-se Contiforme. O avanço tecnológico dos últimos quatro anos fez-nos repensar a estratégia. A empresa tem origens gráficas, mas numa altura em que vivemos uma transformação digital da comunicação, a Contisystems necessitava de ganhar algum awarness na área tecnológica. É hoje uma empresa one stop shop para a comunicação multicanal de players empresariais.
Tornámo-nos uma empresa end to end nesta área, cobrindo não só a produção dos suportes físicos como a carta e o envelope, bem como, passámos a gerir, enviar e custodiar todo o tipo de documentos eletrónicos. Não abandonámos as linhas de negócio mais antigas porque são ainda muito utilizadas.

Esta empresa foi criada por empreendedores com vários anos de experiência na área das tecnologias de informação. Em Portugal, quando se avança para a criação de um negócio desta natureza, quais são as principais preocupações?
Existem preocupações que são comuns a outros negócios. Quais as necessidades que identificávamos nos nossos clientes, que competências tínhamos para as satisfazer melhor que os restantes players do mercado. De facto, existem muitos players no mercado com um leque muito vasto de soluções, mas com base nas relações comerciais e operacionais já existentes, a Contisystems conseguiu encontrar uma proposta de valor única para a gestão de uma comunicação multicanal.

Hoje em dia, quais são as prioridades tecnológicas das empresas portuguesas e de que forma a Contisystems, a partir dos serviços que disponibiliza, tem conseguido responder às exigências?
A gestão da informação é hoje em dia uma das grandes preocupações. A transformação digital é cada vez mais o assunto do dia numa comunicação coerente e multifacetada.
A Contisystems disponibiliza aos seus clientes uma solução denominada por DOS (Document Outsourcing Services) que permite de forma integrada a gestão do ciclo de vida do documento, desde o seu desenho ao seu arquivo e consulta. É facilmente integrado em qualquer ponto dos fluxos de dados que suportam a comunicação dos nossos clientes.

A custódia digital e serviços de envio de documentos digitais é um dos negócios com peso crescente na empresa. De que modo é que estes serviços têm permitido que o vosso cliente obtenha vantagens competitivas relativamente à sua concorrência?
Sendo a Contisystems o player escolhido para outras atividades do ciclo de vida dos documentos, como a formatação, aplicação de regras e impressão, a custódia digital e os serviços de envio de documentos digitais vieram preencher as necessidades dos nossos clientes.

Desde a sua génese que a empresa imprime documentos para o segmento financeiro e entidades que precisam de segurança. De que forma a Contisystems tem sido o garante de uma total confidencialidade?
A Contisystems sempre apostou e investiu na segurança. Para além de ser uma organização certificada pela APCER, possui também um certificado da VISA e outro da MasterCard. Ambos exigem um elevado grau de segurança e confidencialidade.

Atualmente, muitas empresas estão a investir em TI para reforçarem a sua competitividade. De um modo geral, quais são as principais necessidades tecnológicas das empresas portuguesas?
Conceitos como o Cloud Computing, Big Data e IoT – fazem cada vez mais parte do nosso quotidiano. Estes conceitos vão fazer com que existam grandes transformações ao nível das infraestruturas de Tecnologias de Informação, por exemplo, a capacidade das próximas gerações de Data Centers (aumento de requisitos de velocidade, eficiência e capacidade de processamento). A tendência será para uma colaboração mais estreita entre o cliente e o provedor da solução.

As empresas têm escolhido o caminho da internacionalização como via para o crescimento estrutural das suas equipas. Na Contisystems esta é também uma realidade? Neste sentido, pesam mais os mercados ditos emergentes ou outros considerados mais maduros, como a Alemanha ou os países nórdicos?
Para crescer a Contisystems avançou para novas áreas de negócio e foi à descoberta de mercados fora de Portugal. Hoje temos clientes regulares em França, Espanha, Angola, Moçambique e Cabo Verde. No entanto, já fizemos projetos pontuais para a Nigéria, Estados Unidos da América, Inglaterra e Guiné.

Para 2016, que projetos esperam ver concretizados? O que podemos continuar a esperar da atuação da Contisystems?
Continuaremos a apoiar os nossos clientes na evolução da sua comunicação e na gestão dos seus documentos. Acredito que vamos ter um papel relevante na forma como as marcas se relacionam com os seus clientes finais. A transformação digital está a afetar definitivamente a experiência de loja e toda a interação com o cliente final.

EMPRESAS