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Erdogan venceu presidenciais da Turquia à primeira volta

© Reuters

“De acordo com os resultados, parece que Recep Tayyip Erdogan venceu com maioria absoluta dos votos válidos”, o que lhe permite ser reeleito à primeira volta, disse o diretor do Alto Comité Eleitoral (YSK), Sadi Güven, numa conferência de imprensa em Ancara.

A declaração do dirigente do YSK foi recebida com gritos de alegria na sede do partido do Presidente turco, o AKP, segundo a agência francesa AFP no local.

Güven indicou que 97,7% dos votos foram registados no sistema informático do YSK, precisando que os boletins que ainda não foram contabilizados não eram em número suficiente para retirar a Erdogan a maioria absoluta.

O diretor do YSK não avançou o resultado final das presidenciais, mas a agência noticiosa estatal Anadolu afirma que Erdogan venceu o escrutínio com cerca de 52,5% dos votos, segundo resultados parciais após a contagem da quase totalidade dos boletins de voto.

Os cidadãos turcos votaram no domingo num duplo escrutínio, presidencial e legislativo, muito disputado entre Erdogan, que domina a cena política turca há 15 anos, e uma oposição determinada a impedi-lo de continuar no poder.

De acordo com a Anadolu, o partido de Erdogan, o AKP, e o seu aliado ultranacionalista, o MHP, conservaram a maioria parlamentar nestas eleições legislativas, com cerca de 53,6% dos votos expressos.

Estas eleições são particularmente importantes porque representam a passagem do sistema parlamentar até agora em vigor para um regime presidencialista, que permitirá a Erdogan aumentar consideravelmente as suas prerrogativas.

LUSA

Turquia promete cinco mil milhões de dólares para reconstruir Iraque

ajuda, através de empréstimos e investimentos, foi anunciada pelo chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, no terceiro e último dia da conferência internacional para a reconstrução do Iraque, que decorre no Kuwait.

A Arábia Saudita prometeu mil milhões (800 milhões de euros) de dólares em projetos de investimento e 500 milhões (400 milhões de euros) para apoiar as exportações iraquianas, enquanto o Qatar anunciou empréstimos e investimentos no valor de mil milhões de dólares.

O Kuwait vai contribuir com dois mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros) e a União Europeia comprometeu-se com 400 milhões de euros (360 milhões de euros).

Na conferência de doadores foi ainda anunciado um acordo do Banco Mundial com o governo iraquiano para financiar dois projetos, totalizando 510 milhões de dólares (400 milhões de euros) e ligados ao abastecimento de água e à criação de emprego.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou hoje à comunidade internacional para “apoiar os esforços” de reconstrução do Iraque, que o governo do país avaliou em 88,2 mil milhões de dólares (71,9 mil milhões de euros).

Os fundos destinam-se, por exemplo, a recuperar infraestruturas danificadas pelos ‘jihadistas’ e a apoiar as cerca de 2,6 milhões de pessoas que continuam deslocadas.

No total, o governo iraquiano apresentou um pacote de 212 projetos, que incluem o desenvolvimento de setores como a agricultura, o turismo, a saúde, a educação e a energia solar.

LUSA

Erdogan diz que Turquia é um exemplo de liberdade de imprensa

“Em relação à liberdade de imprensa, novas tecnologias da comunicação, meios sociais e jornalismo na internet, a Turquia é hoje um líder entre os países do mundo”, assegurou Erdogan em comunicado por ocasião do Dia do Jornalista Trabalhador, citado pela agência noticiosa Efe.

Nessa nota, Erdogan afirma que “o mais importante indicador nos países democráticos consiste em assegurar o direito das pessoas a acederem rapidamente a notícias corretas e neutrais” sem restrições.

“Uma sociedade aberta ao mundo apenas é possível com media livres transparentes e justos”, afirmou.

O chefe de Estado turco assinalou que mesmo que tenha sido atacado pelos media em diversos momentos da sua vida política, continuará a lutar pela “expressão de distintas vozes e culturas”.

Por ocasião do Dia do Jornalista, diversas associações turcas de profissionais dos media emitiram hoje comunicados em que referem não haver motivos para celebrar pelo facto de muitos companheiros estarem na prisão.

No seu relatório de 2017, a União dos Jornalistas Turcos referiu que 165 profissionais da informação estão detidos, a 100 foi retirada a carteira profissional, 18 foram atacados quando exerciam o seu trabalho e 35 meios de comunicação encerrados pelo Governo.

Em 2017, no seu índice de liberdade de imprensa, os Repórteres sem Fronteiras colocaram a Turquia no 115º lugar entre 180 países.

LUSA

“O tempo de agir como um patrão acabou”, é o aviso da Turquia à Europa

“Se a UE aprender a respeitar a Turquia em 2018 e a vê-la como um parceiro do mesmo nível, e na perspetiva de ser (no futuro) um pleno membro da UE, então as nossas relações bilaterais serão muito mais fortes”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, em declarações ao jornal turco Hurriyet.

“O tempo de agir como um patrão acabou. A UE começou a entender isso”, prosseguiu o chefe da diplomacia turca.

Mevlut Cavusoglu afirmou que a Turquia iniciou novas diligências para conseguir a isenção de vistos para os cidadãos turcos que desejam viajar para a Europa, matéria que Ancara e Bruxelas negoceiam há vários anos. E avançou que o governo turco irá apresentar em breve novas propostas ao bloco europeu sobre este dossiê.

Sobre o ano que passou, o ministro turco admitiu que 2017 foi um ano problemático para as relações com a UE, mas também para as relações com os Estados Unidos.

“Vou falar com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão no dia 06 de janeiro [sábado]. Não temos nenhum problema com a Alemanha, embora a Alemanha e alguns outros países tenham problemas connosco, mas não dizem quais. Queremos levar as nossas relações com a Alemanha para um nível melhor”, referiu Mevlut Cavusoglu.

“O ano de 2017 também foi problemático para as nossas relações com os Estados Unidos. Mas, apesar de tudo, os Estados Unidos são nossos aliados na NATO. Deveríamos ter boas relações, mas isso depende dos Estados Unidos. Se se comportarem mal connosco, iremos responder com a mesma moeda”, concluiu o chefe da diplomacia turca.

Erdogan quer recuperar boas relações com a União Europa

Não temos qualquer problema com a Alemanha, nem com a Holanda nem com a Bélgica. Pelo contrário: os seus dirigentes são antigos amigos meus. Foram injustos para comigo, mas isso foi um aparte”, disse o mandatário turco à imprensa do seu país durante uma viagem de avião entre o Chade e a Tunísia, país que visita oficialmente a partir de hoje.

De acordo com o diário turco Hürriyet, Erdogan foi questionado sobre possíveis visitas a países da UE.

“Não há qualquer motivo para não as fazer. (…) Sempre o disse: devemos reduzir o número de inimigos e aumentar o número de amigos”, respondeu Erdogan.

O Presidente turco afirmou que chegou a ter “muito boas relações” com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

“Com a Bélgica era igual. Tal como com a Alemanha, seja com (o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e atual presidente alemã Frank-Walter) Steinmeier ou com (a chanceler Angela) Merkel, as nossas relações eram muito boas”, assegurou.

“Houve problemas, mas os nossos últimos encontros foram excelentes”, revelou Erdogan.

O chefe de Estado turco afirmou que pediu a estes países o seu apoio para aprovar, na Assembleia das Nações Unidas, uma resolução contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, pelos Estados Unidos e pela Guatemala.

“Estamos na mesma página sobre este assunto. Há alguns dias telefonei a Steinmeier para lhe agradecer. Rutte também deu vários sinais de melhoria das nossas relações. Tudo isso é muito satisfatório. Desejamos ter boas relações com a União Europeia e com os países da UE”, concluiu Erdogan.

LUSA

Erdogan diz que decisão de Trump lança Médio Oriente para “círculo de fogo”

“Fazer isso é lançar a região para um círculo de fogo”, afirmou Erdogan, aos jornalistas, a partir do aeroporto de Ancara.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu na quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, tornando-se no único país do mundo a tomar essa decisão que representa uma rutura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana no âmbito do dossiê israelo-palestiniano.

“Trump, o que é que tu queres fazer? Os líderes políticos não estão lá para agitar as coisas, mas antes para as pacificar. Agora, com estas declarações, Trump cumpre as funções de uma batedeira”, disse Erdogan, aos jornalistas, no aeroporto da capital, perante uma multidão que exibia cartazes com mensagens como “Abaixo Israel” ou “Não te rendas, a nação apoia-te”.

“Os Estados não respeitam de todo as decisões da ONU. Até agora, além dos Estados Unidos e Israel, nenhum país violou a decisão da ONU de 1980”, afirmou o Presidente turco em referência à resolução das Nações Unidas que define Jerusalém como cidade ocupada e apela para que não sejam ali instaladas embaixadas até que o conflito seja resolvido.

“É impossível entender o que é que Trump pretende conseguir ao trazer novamente este assunto para a ordem do dia”, observou Erdogan, sublinhando que Jerusalém é uma cidade santa para judeus, cristãos e muçulmanos.

O Presidente turco recordou a convocatória de uma cimeira extraordinária de líderes da Organização para a Cooperação Islâmica, a ter lugar na quarta-feira na cidade de Istambul, para abordar a questão, indicando que se planeiam também “atividades depois” dessa reunião.

“Estou a chamar vários dirigentes, e não apenas de países islâmicos. Pedi para falar com o papa [e] iremos conversar esta noite ou amanhã, porque [Jerusalém] também é um templo para os cristãos. Falarei com [o Presidente russo, Vladimir] Putin, com a Alemanha, Inglaterra, França, Espanha”, salientou Erdogan.

“Se Trump pensa que é forte e, por isso, tem a razão, engana-se. Os fortes não têm razão, os que têm razão é que são os fortes”, concluiu o Presidente turco antes de partir para uma visita oficial à Grécia, a primeira de um chefe de Estado turco em 65 anos.

LUSA

Conselho da Europa apela à libertação imediata de ativistas na Turquia

“Apelo às autoridades turcas para libertarem imediatamente as pessoas detidas na quinta-feira e exorto-as firmemente a acabar com qualquer forma de ingerência arbitrária no trabalho legítimo da sociedade civil”, declarou o comissário, Nils Muiznieks, citado num comunicado.

Entre os detidos estão Idil Eser, diretora da Amnistia Internacional Turquia, e Özlem Dalkiran, da “Assembleia dos Cidadãos”, bem como dois formadores, um sueco e um alemão.

Muiznieks afirmou-se “extremamente preocupado” com a prisão destes oito defensores dos direitos humanos, muito conhecidos.

Também a Amnistia Internacional condenou veementemente as detenções.

O comissário referiu que Eser e Dalkiran “trouxeram preciosas contribuições” ao seu gabinete e acrescentou ter sido informado que a sua detenção foi prorrogada “por sete dias”.

Detidos durante uma sessão de formação, estas pessoas deverão ser interrogadas por “participação em organização terrorista armada”, indicou na quinta-feira Andrew Gardner, investigador especializado na Turquia.

A expressão “organização terrorista” é a forma mais frequente como as autoridades turcas se referem aos apoiantes do Fethullah Gülen, acusado de planear o fracassado golpe de Estado de julho de 2016, ou aos separatistas curdos do PKK.

“O recurso a procedimentos criminais contra os defensores dos direitos humanos (…) é infelizmente um fenómeno cada vez mais frequente na Turquia”, lamentou Muiznieks.

“Este último incidente agrava as minhas preocupações neste campo”, sublinhou o comissário.

Estas detenções ocorrem menos de um mês após a prisão do presidente da Amnistia na Tuquia, Taner Kiliç, com base em alegadas ligações ao golpe de Estado falhado do verão passado, acusações que a organização não-governamental afirma serem “absolutamente sem fundamento”.

Na ocasião, Muiznieks também reclamou a libertação do responsável da ONG na Turquia e apelou à Turquia para que “regresse ao Estado de direito”.

Libertação “imediata” de ativistas detidos na Turquia exigida pela Amnistia

Estamos profundamente perturbados e indignados com a detenção descarada sem acusação formada de alguns dos mais destacados ativistas dos direitos humanos na Turquia, incluindo a diretora da Amnistia Internacional (AI) na Turquia”, afirmou Shetty, num comunicado enviado às redações.

“A detenção dela [Idil Eser] e de outros ativistas dos direitos humanos que participavam numa formação de rotina, constitui um abuso de poder grotesco e ilustra a situação precária que os ativistas dos direitos humanos enfrentam no país”, acrescentou o secretário-geral da AI.

“Idil Eser e aqueles que foram detidos com ela devem ser libertados imediata e incondicionalmente”, exigiu o líder da organização internacional de defesa dos direitos humanos.

Os líderes das vinte maiores economias do mundo reunidos hoje em Berlim na cimeira do G20 têm sido “extraordinariamente tolerantes com dissolução dos direitos humanos na Turquia”, acusa o líder da Amnistia no comunicado.

“Aproveitando a presença do Presidente [Recep Tayyip] Erdogan entre eles, esta seria uma boa altura para apelarem em alta voz à libertação de todos os defensores dos direitos humanos atualmente detidos” na Turquia, sugeriu Salil Shetty.

Idil Eser, diretora da Amnistia Internacional na Turquia, foi detida pela polícia turca na quarta-feira, na companhia de outros sete ativistas, no momento em que se encontravam numa ação de formação sobre segurança informática em Buyukada, uma ilha ao largo de Istambul.

Até ao momento, a polícia turca não fez qualquer comentário sobre a situação, desconhecendo-se os motivos das detenções.

Fotojornalista detido há um mês na Turquia é expulso

Mathias Depardon

“O procedimento de expulsão de Mathias Depardon está em curso. Está num avião de Gaziantep para Istambul, e deve chegar a Paris hoje à noite”, disse o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire.

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu no princípio de junho ao homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, o regresso a França “o mais rapidamente possível” de Mathias Depardon.

Os advogados do jornalista pediram por seu lado hoje a intervenção da Comissão Europeia para pôr fim à “detenção arbitrária” de Depardon.

A viver na Turquia há cinco anos, Depardon, um jornalista independente de 37 anos, foi detido a 08 de maio em Hasankeyf (sudeste) quando fazia uma reportagem para a revista National Geographic.

De lá foi levado para Gaziantep, onde esteve detido até hoje, apesar de a decisão de expulsão ter sido anunciada a 11 de maio.

Reina é uma discoteca jet-set de Istambul

Reina Club, Istanbul, Turkey

 

A discoteca era frequentada por celebridades, turistas e jovens de classes altas da sociedade.

Situada nas margens do Bósforo, na parte europeia de Istambul, a discoteca, que abriu em 2002, é acessível por barco directamente a partir do Estreito. É feita uma selecção rigorosa à porta e geralmente são admitidos apenas clientes que os porteiros reconhecem e aos quais autorizam a passagem.

Apesar da islamização crescente da sociedade da qual se queixam os opositores do Presidente Recep Tayyip Erdogan desde que o seu partido chegou ao poder, a Reina manteve-se uma das referências incontornáveis do jet-set turco e de todos os que gostam de festas e não se preocupam demasiado com os custos.

Ao longo dos anos, a discoteca tornou-se lugar de encontro para as estrelas das equipas de futebol de Istambul e das séries de televisão mais seguidas na Turquia.

A animação costuma durar até de manhã quando os clientes entram nos carros que os esperam para os conduzir até às respetivas casas. Até aqui sinónimo de festa, o nome de Reina será a partir de agora associado ao massacre cometido durante a celebração da chegada do novo ano, que provocou a morte de 39 pessoas.

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