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Novas regras aprovadas por Atenas levam Uber a suspender serviços na Grécia

 Uber anunciou que vai suspender o serviço na Grécia a partir de terça-feira da próxima semana, para avaliar o impacto da legislação aprovada recentemente e que impõe uma regulação mais apertada ao sector.

“Temos que avaliar se e como podemos operar dentro desse novo enquadramento e assim suspenderemos a UberX em Atenas na próxima terça-feira, até encontrarmos uma solução adequada”, anunciou a plataforma num postcolocado no seu blogue.

Tal como no resto da Europa, a Uber tem enfrentado a oposição dos taxistas de Atenas, onde a plataforma detém dois serviços: a UberX, que recorre a condutores profissionais com licença; e a UberTAXI, que é assegurada por taxistas.

De acordo com a Reuters, apenas o serviço UberX, lançado em 2015 e que terá transportado mais de 450 mil pessoas, será suspenso.

As novas regras obrigam a que cada viagem operada pela Uber comece e acabe em locais previamente definidos e prevêem a criação de um registo digital de todas as plataformas de partilha de veículos e dos passageiros.

A companhia entrou na Europa em 2011, gerando a oposição das autoridades locais e dos taxistas, que acusam a plataforma de não seguir as mesmas regras de licenciamento e segurança que os restantes serviços de transportes de passageiros. Na sequência dos protestos e de algumas batalhas judiciais, a Uber suspendeu a operação em várias cidades, para tentar responder aos regulamentos que foram sendo impostos.

Em Portugal foi aprovado recentemente um diploma para legalizar a actividade de transporte de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma electrónica, como é o caso da Uber, Cabify ou Taxify.

Uber: há “mercado para todos”

No dia em que foi lançada a Taxify, a quarta plataforma do género a operar em Portugal (depois da Uber, da Cabify e da Chofer), Rui Bento não se mostrou preocupado com a eventual passagem de motoristas da Uber para esta nova aplicação.

Neste nosso serviço, a percentagem dada por serviço aos motoristas é superior em 10% à oferecida pela Uber.

“Estamos confiantes em que a nossa proposta é boa para ambos: motoristas e utilizadores. Tal como antes, queremos levar o melhor serviço”, disse Rui Bento, num encontro com jornalistas, em Lisboa, frisando que, em relação às taxas de serviço, a Uber “tem um valor condicente com o que é dado aos motoristas e o preço das viagens praticado ao cliente”.

Para o futuro, a aposta da Uber, que hoje chegou à cidade de Braga, é “melhorar a mobilidade nas cidades” e ser uma alternativa para que as pessoas deixem os carros em casa.

O diretor-geral recordou um estudo divulgado em setembro passado em que 71% dos lisboetas admitia que usava o carro próprio.

Rui Bento anunciou que, a partir de hoje, a Uber cobre mais de 50% da população portuguesa em cinco minutos, conta com mais de cinco mil motoristas e, desde que chegou a Portugal, em julho de 2014, foram realizados mais de um milhão de downloads da aplicação.

O responsável pela Uber para a Península Ibérica falou ainda sobre a “urgência de uma revisão regulatória” no país, mas sublinhou que a plataforma e os parceiros “cumprem as leis portuguesas” e apontou uma decisão do Tribunal da Comarca de Lisboa, que veio recentemente reconhecer que a Uber não presta serviço de táxi.

“É uma situação incómoda. Há necessidade de uma regulação em Portugal para que se adapte a este tipo de tecnologia. Não sendo serviço de táxi não podemos ser regulados como tal”, afirmou.

Sobre o lançamento do serviço em Braga, explicou, “a procura era mais latente” na cidade, onde havia “mais abertura da aplicação” nos telemóveis, para ver se já estava ativo.

“Braga é uma capital de distrito jovem. Um polo de inovação e empreendedorismo”, explicou o responsável, acrescentando que havia muitas viagens de Porto para Braga, mas que no sentido contrário a oferta ainda não era possível.

Quanto ao recente serviço UberEats, lançado em novembro, Rui Bento avançou haver uma “crescente procura na zona de Lisboa”, tendo o serviço começado com 90 restaurantes e contando com 140 atualmente.

“Aumentou a oferta de restaurantes e estamos a ser pressionados para alargar o serviço a outras zonas da cidade de Lisboa”, acrescentou, advogando que “há espaço para crescer dentro da cidade e, quem sabe, levar a outras”.

As mais recentes plataformas de transporte ligam motoristas de veículos descaracterizados e utilizadores através de uma aplicação ‘online’.

A proposta de lei do Governo para regulamentar a atividade de transporte de passageiros em veículos descaracterizados foi discutida na Assembleia da República a 17 de março, tendo baixado à comissão de Economia, Obras Públicas e Inovação para debate na especialidade sem ser votada no plenário.

O diploma proposto pelo Governo tem merecido a contestação das associações que representam os taxistas.

Na sua proposta de lei, o executivo defende que os operadores (de transporte individual) deixem de poder ser entidades individuais e passem a ser coletivas, que o horário máximo de condução não ultrapasse as seis horas em contínuo, que os veículos não tenham mais de sete anos de idade, que os motoristas tenham formação própria e que não haja contingentes, entre outros.

LUSA

Uber é um serviço de transporte, decreta Tribunal de Justiça Europeu

Tribunal Europeu de Justiça decidiu esta quarta-feira de manhã que a Uber é um serviço de transporte e não uma empresa digital, avança a CNBC. Esta decisão do principal tribunal europeu era esperada há muito tempo e terá grandes implicações na forma como a Uber vai passar a ser regulada na Europa.

“Qualquer decisão não vai alterar as coisas na maioria dos países da União Europeia onde já operamos sob as legislações dos transportes. No entanto, milhões de europeus ainda estão impedidos de usarem uma app como a nossa”, já afirmava um porta-voz da empresa ainda antes de ser conhecida esta decisão.

Mas a verdade é que até agora a Uber tem sido vista como um serviço digital nos países onde opera na União Europeia, com muitos governos europeus a defenderem que a Uber deveria ser considerada uma empresa de táxis.

Agora terá de seguir à risca a mesma legislação que as empresas de táxis seguem, algo que não sucedia.

A decisão do Tribunal de Justiça Europeu pode revelar-se um contratempo no plano de expansão da Uber na União Europeia. Entre outras alterações, a empresa norte-americana terá de pagar taxas de licenciamento elevadas e benefícios aos seus funcionários.

A Uber foi lançada na Europa há cinco anos e desde então têm sido sistemáticos os choques com os reguladores.

A empresa vale cerca de 66 mil milhões de dólares (55,8 mil milhões de euros).

Re-food e Uber unidos por famílias carenciadas

Em comunicado, a Uber refere que, a partir de hoje e até sexta-feira, a empresa definiu um plano de iniciativas solidárias para contribuir para a missão da Re-food, com os motoristas e parceiros que viajam com a aplicação, e que aceitem juntar-se à iniciativa, a contribuir com o seu tempo para ajudar os voluntários que fazem a recolha e entrega de alimentos em Lisboa, no Porto e em Faro.

“Esta parceria irá permitir que os nossos utilizadores contribuam para uma missão solidária nas cidades onde operamos atualmente. Para além disso, acreditamos que ao ligarmos motoristas e voluntários Re-food podemos aumentar o número de refeições entregues às famílias portuguesas. Algo que só é possível pelo tempo e solidariedade da comunidade de motoristas que aderiu muito positivamente a esta iniciativa”, referiu Rui Bento, Diretor Geral da Uber para a Ibéria, citado no comunicado.

A missão da Re-food – associação sem fins lucrativos – é agregar comida em excesso de cafés, restaurantes, fábricas de produtos alimentares e outros estabelecimentos e distribuir por famílias carenciadas.

A Uber irá também doar viagens para ajudar na operação, garantindo que mais refeições são recolhidas e distribuídas pelas famílias portuguesas que necessitam.

A parceria Uber/Re-food vai ainda mais longe com a criação de um restaurante virtual na aplicação Uber Eats com o nome Re-food. Os artigos do menu são simbólicos e servem apenas para representar o valor de uma doação, sendo o valor monetário final revertido integralmente a favor da associação.

O restaurante vai estar disponível até dia 22 de dezembro entre as 12:00 e as 20:00 para quem quiser contribuir.

“O movimento Re-food está muito feliz por celebrar esta parceria. Primeiro, parte da nossa missão é a inclusão de toda a comunidade e a Uber representa uma força inovadora e mobilizadora, operando em muitas das mesmas comunidades onde a Re-food já está a servir. Deslocar para recolher boa comida é essencial para o trabalho da Re-food e a total disponibilidade da Uber e da comunidade de motoristas irá aumentar a nossa capacidade de servir quem mais precisa”, disse Hunter Halder, fundador da associação Re-food.

LUSA

Uber: 12 mil euros por 20 minutos de viagem

Hisham Salama, provavelmente não acreditou quando viu o montante cobrado pela aplicação depois de uma viagem de apenas 21 minutos. Apesar do curto tempo de viagem, Salama recebeu indicação que seriam cobrados 18.518 dólares canadianos (pouco mais de 12 mil euros).

Em comentários ao Vice Canada, Salama manifestou a surpresa com a quantia, partilhando nas redes sociais a resposta da Uber ao caso onde a empresa afirmava que tudo estava em ordem e que não devolveria o dinheiro. O que podia ter sido um simples erro acabou por se tornar uma polémica nas redes sociais, com vários internautas a manifestarem a sua indignação com o caso.

Depois de muitas críticas, a Uber acabou por devolver o dinheiro a Salama e propor uma reunião para resolver o assunto de vez. “Houve um erro e devolvemos o dinheiro por inteiro. Pedmos imensas desculpas ao utilizador por ter passado por esta experiência”, pode ler-se no comunicado enviado para o BuzzFeed Canada.

Informação de milhões de clientes da Uber em todo o mundo foi pirateada

Entre os 57 milhões de utilizadores estão 600 mil motoristas, cujos nomes e número de carta de condução foram pirateados.

Os nomes dos utilizadores, bem como os respetivos endereços eletrónicos e números de telemóvel também foram obtidos pelos piratas, indicou Dara Khosrowshahi, em comunicado.

A falha de segurança aconteceu em 2016 e foi escondida pela empresa, que optou por pagar 100 mil dólares aos piratas informáticos para apagarem as informações.

LUSA

Singapura: Uber estará a cobrar viagens que não existiram?

Se é utilizador da Uber é melhor que esteja atento à sua atividade na aplicação de transporte e ao extrato do cartão de crédito. Isto porque conta o Independent que uma série de utilizadores da Uber está a queixar-se de terem sido cobradas viagens que nunca foram feitas.

O caso ganha contornos insólitos quando se verifica que a maioria dos utilizadores vítima deste erro parece residir em Singapura, com as viagens a terem lugar em outros países como os EUA e o Reino Unido.

Uma das utilizadores a queixar-se do caso é Daphne Maia Loo, que publicou na sua página de Facebook uma fotografia das suas transações bancárias e que mostra uma transação de valor equivalente a cerca de 174 euros. Loo garante que há outras 15 transações semelhantes.

Confrontada com este caso, a Uber reagiu por via de um representante que procurou “garantir ao público que a informação de pagamento é encriptada”, procurando assim deitar por terra qualquer hipótese de ter existido acesso ilícito aos dados dos clientes. Desta forma, a Uber apela aos utilizadores que “mantenham bons hábitos na salvaguarda da informação pessoal de segurança”.

Presidente da UBER vai embora

Está de saída da Uber o próprio presidente da empresa, Jeff Jones, dando como motivo as polémicas em que a empresa tecnológica tem estado envolvida. É importante mencionar o facto de a passagem pela Uber de Jones ter durado apenas sete meses, com o especialista em marketing a não ter conseguido digerir os escândalos que têm marcado os últimos meses.

“Juntei-me à Uber por causa da sua missão e pelo desafio de construir capacidades globais que ajudassem a empresa a amadurecer e a durar a longo prazo. É agora claro que as crenças e a abordagem à liderança que têm guiado a minha carreira são inconsistentes com o que vi e senti na Uber e portanto não possam mais continuar enquanto presidente do negócio de partilha de viagens”, pode ler-se no comunicado enviado à Reuters.

A resposta insuficiente à ordem executiva de Trump, a denúncia de um ambiente sexista e tóxico de uma ex-colaboradora assim como a discussão filmada em vídeo do CEO Travis Kalanick com um condutor da Uber não permitiram que a empresa entrasse em 2017 da melhor forma. Para tal, a Uber anunciou que contrataria um COO que servisse como ‘Nº 2’ de Kalanick, uma posição cuja criação também colocou em causa o lugar de Jones.

Taxistas ameaçam parar “o tempo que for necessário”

A paralisação dos táxis promovida pela associação do setor, vai ser “prolongada o tempo que for necessário”, até que o Governo “decida o que vai fazer”. O aviso foi deixo pelo presidente da ANTRAL (Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros), Florêncio Almeida, em declarações à TSF.

Esta quarta-feira, a ANTRAL e a Federação Portuguesa do Táxi serão ouvidas na comissão parlamentar de economia e obras públicas que está a analisar o caso da entrada no mercado da Uber e outros serviços de transporte não convencional de passageiros e o seu impacto no setor do táxi.

Segundo Florêncio Almeida, a paralisação irá prolongar-se até “que o Governo decida o que vai fazer”, acrescentando ainda que pode ir “muito para além” do mês de setembro.

No Parlamento português existe uma petição a favor da regulamentação da Uber e das empresas congéneres e uma outra que exige que estes serviços sejam travados.

“Nós não estamos contra as plataformas, nós estamos é contra o modus operandi das plataformas”, afirmou Florêncio Almeida.

Taxistas descontentes após reunião sobre legalização de plataformas prometem tomar medidas

As associações representativas dos taxistas saíram esta terça-feira descontentes de uma reunião em que o Governo insistiu na legalização de plataformas de mobilidade como a Uber e admitem tomar medidas contra aquilo que chamam de liberalização do setor.

A ANTRAL — Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros e a Federação Portuguesa do Táxi (FTP) tinham pedido a reunião ao ministério do Ambiente, que tutela o setor, depois de o Governo anunciar que pretende regulamentar a atividade de plataformas de transporte em automóveis descaracterizados, como a Uber e a Cabify.

“Isto há muita coisa que está escuro, para mim. Muito escuro. De forma que nós, associações, teremos que mobilizar o setor e, já que o Governo não tem intenções de fazer parar estes senhores que andam a trabalhar ilegalmente, porque estão ilegais, se calhar terá de ser a indústria a fazer para que isso venha a acontecer”, disse, no final do encontro, o dirigente da ANTRAL, Florêncio Almeida.

O dirigente não quis especificar que medidas poderão ser tomadas pelos taxistas.

Muita coisa se poderá fazer e com toda a certeza que daqui para o futuro caberá ao Governo todas as responsabilidades de algo que venha a acontecer na sociedade. Porque elas vão acontecer com toda a certeza”, acrescentou.
A Uber e a Cabify são plataformas ‘online’ que permitem pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros, com uma aplicação para ‘smartphones’ que liga quem se quer deslocar a operadores de transporte.

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