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“Queremos criar algo novo”

Entre 99 cidades candidatas, o Porto foi a escolhida pela Vestas para instalar o seu novo centro de projetos de engenharia. Porquê Portugal? Porquê a cidade do Porto? Que condições necessárias reúne?

Começamos com 99 cidades, mas rapidamente o número foi reduzido a cerca de 20 cidades. Durante um ano estudamos as várias possibilidades. Portugal foi escolhido devido, essencialmente, entre outros fatores, a três aspetos muito importantes. Em primeiro lugar, a qualidade das escolas técnicas e o nível dos engenheiros portugueses. É, sem dúvida, a condição com mais importância para nós. Mas não só. A possibilidade de podermos recrutar colaboradores de vários ramos de engenharia também se revelou um aspeto aliciante. Enquanto outros países têm o foco numa área de excelência da engenharia, Portugal é especialista e abrange uma área muito vasta da engenharia. O segundo fator prende-se com o nível de inglês, extremamente essencial para a Vestas que tem presença no Reino Unido, Noruega, Alemanha, Índia e Dinamarca. O nível de inglês dos portugueses, comparado com o nível de outros povos, é bastante elevado. Por fim, o terceiro fator é o método de trabalho. O método de trabalho dos portugueses é muito semelhante ao método da Vestas e da Dinamarca. Baseia-se no rigor, flexibilidade e no foco de objetivos.

No entanto, fatores como a qualidade de vida, a facilidade de recrutamento e de investimento, tornaram Portugal bastante atrativo para nós.

Portugal junta-se assim ao Reino Unido, à Noruega, à Alemanha, à Índia e à Dinamarca, onde está a sede global da empresa, na frente de centros de Investigação e Desenvolvimento desta multinacional do setor eólico. Como irá funcionar o centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D)?

Pretendemos criar um centro independente e com autonomia com equipas autossuficientes, em termos de capacidade, para levar a cabo o desenvolvimento de vários projetos complexos de engenharia. Terá a mesma capacidade de trabalho da sede da Vestas na Dinamarca. Neste momento a Vestas está a treinar e a formar cerca de 25 engenheiros para se juntarem a nós. Grande parte dos desenhos das futuras turbinas serão realizados neste centro de Investigação e Desenvolvimento.

Temos um programa de treino intenso e bastante rigoroso com a duração de três meses. Inicialmente serão três semanas intensivas para se criarem laços e com visitas à nossa fábrica em Espanha. Trata-se da construção da equipa. Posteriormente, o programa irá passar para a fase “on-the-job training”, uma formação prática que se adapta à realidade das atividades da empresa.

Temos formandos recém-licenciados, mas também pessoas já com experiência e know-how no setor eólico e noutros ramos da engenharia, pelo que o treino é adaptado ao nível de conhecimento de cada um.

Já contratamos cerca de 60 pessoas, mas o objetivo passa por, até ao fim do ano, contratar 80 colaboradores em diversas áreas da engenharia, não só mecânica e eletrotécnica, mas também de software, eletrónica, IT e Big Data.

O que se pode esperar deste centro de engenharia no Porto (centro de Investigação e Desenvolvimento)?

Queremos criar algo novo. A Vestas pretende, através de parcerias, desenvolver e fortalecer este setor das energias renováveis em Portugal. É nosso interesse criar pólos de competências adequados para o que vamos necessitar a médio prazo. Em termos de projetos de pesquisa, queremos também contribuir para os currículos dos futuros engenheiros, através de parcerias com universidades.

E para a Vestas o que representa este investimento em Portugal?

Com a globalização e as exigências do mercado e dos consumidores, a Vestas procura mais capacidade técnica para desenvolver projetos capazes de fazer face às necessidades que a globalização acarreta. Queremos que este centro

alcance uma dimensão significativa, pois todos os projetos realizados aqui não são direcionados para um mercado específico, mas sim para um mercado global. Temos vários centros de desenvolvimento, mas este centro no Porto será o mais abrangente no setor da engenharia.

Com este investimento, a Vestas quer afirmar a sua liderança no mundo. Quais são as perspetivas para a presença da Vestas em Portugal?

O objetivo é de crescimento gradual, podendo atingir algumas centenas de contratações, mas sem nunca perder a eficácia e qualidade na criação e formação das equipas. Estas instalações são provisórias, pois vão ao encontro das nossas necessidades para esta primeira fase de recrutamento e formação de equipas. As futuras instalações, a partir de outubro, ainda não estão definidas. Tem sido um processo muito rápido desde o início do recrutamento, em abril.

Em termos de investimento, na geração de eletricidade, prevê-se que, até 2040, cresça cerca 11,4 triliões de dólares, sendo que 7,8 triliões serão em energias renováveis. É uma percentagem muito pequena, por isso mesmo, a motivação da Vestas é mesmo esta: contribuir para a aposta no setor eólico.

O que eles dizem…

Manuel Almeida – Manager da Equipa Control Engineering

O meu passado profissional é dinamarquês. Passei os últimos oito anos a trabalhar no desenvolvimento de turbinas éolicas na Dinamarca. A Vestas apresenta-se como uma oportunidade única de fazer algo novo em Portugal. Saí do nosso país porque queria abraçar uma área que não existia aqui, e esta é uma oportunidade para regressar às origens, ao mesmo tempo que posso abraçar um projeto aliciante. Iremos criar postos de trabalho altamente qualificados e aplicar o know-how em áreas do desenvolvimento. Portugal já tem mostrado cartas neste setor. Nós estamos agora a criar a fundação de um projeto único no desenvolvimento da engenharia portuguesa.

Ricardo Pereira – Engenheiro Eletrotécnico de Computadores

Escolhi a Vestas porque me permite trabalhar na minha área de interesse, a eletrónica de potência, ao mesmo tempo que me proporciona a oportunidade de estar relacionado com a área das energias renováveis. O facto de ser uma empresa multinacional com interesse em instalar um centro de Investigação e Desenvolvimento na região do Porto foi bastante aliciante para abraçar este projeto.

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