Protetor – A sua Segurança em 1º Lugar

O setor de segurança privada em Angola tem vindo a crescer exponencialmente, em diversos domínios, sendo um mercado extremamente competitivo, onde somente os melhores e aqueles que são capazes de fazer a diferença conseguem ter sucesso. A Protetor - Sistemas de Proteção e Vigilância Lda, é uma dessas marcas de enorme credibilidade e prestígio e que, paulatinamente, tem vindo a conquistar a sua parte no mercado angolano. A Revista Pontos de Vista conversou com Ana Carvalho, Diretora Geral da Protetor, Lda, que revelou as valias da marca e os desafios que se apresentam de futuro, sem esquecer a relevância de uma liderança no feminino.

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Ana Carvalho

Desde 1991 a atuar no mercado, a Protetor, Lda. foi o primeiro capítulo na história da Progroup, S.A. e fornece atualmente serviços a algumas das principais empresas, instituições e individualidades do País. Neste domínio, que balanço faz da atuação da marca no mercado e quais as vossas principais potencialidades?
A Protetor – Sistemas de Proteção e Vigilância Lda, é uma empresa  legalmente constituída desde 15 de setembro de 1991, prefazendo no próximo ano 25 anos de atividade no mercado angolano com uma política de gestão que acompanha a globalização. Temos uma missão bem definida – “prestar aos seus Clientes, serviços e soluções que garantam a segurança que necessitam, proporcionando-lhes paz de espírito para que possam concentrar-se nos seus negócios” – e defendemos um plano de ação baseado numa Visão ambiciosa e valores credíveis, partilhados por todos os nossos funcionários e colaboradores, no cumprimento das suas tarefas.
Desenvolvemos um Sistema de Gestão da Qualidade, assente no estabelecimento das atividades por processos, mediante fluxogramas bem definidos, de acordo com os padrões internacionais que englobam os diferentes serviços prestados pela Protetor, conforme a alínea a), b), c), d), e) e f) do artigo 3º da Lei das Empresas de Segurança Privada – n.º 10/14 de 30 de julho. Estamos presentes em todas as 18 províncias de Angola e aceitamos os desafios de crescer com os nossos Clientes, seja na forma de criação de áreas de ação ou geograficamente.

Sendo a Protetor, Lda, uma empresa de referência no setor da proteção e segurança de organizações, indivíduos e bens, que análise perpetua deste setor de mercado no país?
A atividade de segurança privada tem vindo a assumir uma inegável importância em Angola, quer na proteção de pessoas, bens e informações, na segurança de executivos e dignitários, na segurança bancária e no transporte de valores, bem como, na prevenção e dissuasão da prática de atos ilícitos num mercado competitivo.
De acordo com informações da Polícia Nacional – departamento do Ministério do Interior que supervisiona as empresas de segurança privada, existem em Angola cerca de 456 empresas autorizadas, que empregam em média 52.000 efetivos. A Protetor detém cerca de 6% da quota de mercado com cerca de 3000 trabalhadores. Ter segurança é uma necessidade básica, e é essencial para o crescimento das empresas, das pessoas e de todos os cidadãos em geral. O nosso lema é “A sua Segurança em 1º Lugar” e é isso que fazemos todos os dias, literalmente 365 dias por ano e 24/24 horas.

Diria que a personalização que colocam no relacionamento com cada cliente/parceiro, é a vossa mais-valia? O que vos distingue da concorrência?
De acordo com a realidade competitiva e do crescente nível de exigência dos clientes, a credibilidade, confiança, fidelização, recomendação a outros e satisfação alcançadas permite-nos referir instituições públicas, particulares, grupos industriais entre outros, que fazem da Protetor uma das empresas de referência na prestação dos serviços de segurança privada, fortemente influenciados pela qualidade e competências dos trabalhadores que asseguram estes serviços.
A competitividade suporta um caráter ferino e os métodos que muitas vezes se adotam, assumem contornos irregulares, fraudulentos e desleais onde a jurisprudência aparece com nuances de desequilíbrio. A Protetor é a única empresa de segurança privada certificada ao abrigo da ISO 9001:2008, ocupando lugar de destaque no raking nacional das empresas de segurança privada.

É líder numa empresa que tem quase três mil homens colocados nas 18 províncias do país, sendo portanto uma tarefa dura e ambiciosa. O facto de ser Mulher valoriza a sua função?
A valorização da nossa função, independente de ser Mulher ou Homem tem a ver com a nossa capacidade de liderança, a forma como se desperta nos outros a vontade de fazer, a empenharem-se voluntariamente, nos objetivos da empresa e, desta forma a minha função é valorizada. O facto de ser mulher, só por si, não me traz mais valias, pois na minha área é preciso ser rápida, sagaz, inteligente e muito profissional. Estudar muito, ter opiniões próprias, decidir e relacionar factos são algumas das capacidades que eu tento desenvolver para poder servir melhor os interesses da Empresa que lidero.

Já sentiu, pelo facto de ser mulher e ocupar uma posição de liderança, qualquer género de dificuldades na gestão da empresa? Na sua opinião, o que difere de uma liderança no feminino e masculino?
A gestão é dinâmica tal como eu! As diferenças entre os estilos de liderança feminino ou masculino não são necessariamente positivos ou negativos no que diz respeito à construção dessa liderança, mas é necessário que se tenha consciência do estilo de líder que somos e de como ele é percebido pelos demais fora e dentro da organização para que os objetivos se cumpram.
Com o conhecimento vem a sabedoria, aprendi que essa preocupação é um estigma que vai sendo ultrapassado, confesso que num primeiro momento, quando aceitei o desafio de vir liderar esta Empresa, cheguei a criar um e-mail que era totalmente misterioso, algo do género “acarvalho@.” Assim não se saberia se eu era mulher ou homem, pois pensei que no mundo da Segurança só os homens seriam bem-vindos, mas algum tempo depois reparei que o mundo aceita quem tem mérito e por isso arquivei o meu receio.
Felizmente estou a viver um tempo de grandes Mulheres, mulheres fortes e determinadas que dão belíssimos exemplos de valor. As dificuldades existem ao mesmo nível para os dois géneros
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Acredita que atualmente o panorama mudou e as Mulheres são hoje vistas como tão ou mais capazes que os homens para liderar um qualquer projeto?
Sim, sinceramente acredito que a perceção do valor da Mulher na sociedade e no mercado de trabalho mudou muito, não só na cabeça dos homens mas também no das mulheres.
Na liderança, as diferenças entre os sexos existem mas entre as pessoas também, na minha vida profissional tenho-me deparado com diversas situações e posso concluir que as pessoas não se importam se são liderados por homens ou por mulheres, desde que o comportamento do Líder ser firme e esteja alinhado à estratégia organizacional.
O meu método de liderança assenta num código de normas básicas e procedimentos específicos para que o favoritismo e a discricionariedade não tenham lugar na Empresa e todos possam ter as mesmas oportunidades, por outro lado o simples facto de termos regras plasmadas por escrito de abrangência transversal e transparente que são amplamente divulgadas é facto essencial para que não surjam dúvidas quanto ao comportamento profissional a seguir.

As Mulheres têm, nos últimos anos, assumido um papel recorrente na liderança do universo empresarial, fenómeno que acontece a nível mundial. Em Angola este cenário também se verifica? Quais as dificuldades que uma Mulher ainda tem, em Angola, para assumir um papel de destaque? Ainda existe o denominado «machismo empresarial»?
A sociedade angolana tem sido o palco de várias mudanças políticas, culturais, sociais e económicas. A entrada da mulher no mercado de trabalho está cada vez mais visível, vemos que a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho corresponde à afirmação dos seus direitos de cidadania, económica e social. Este crescimento tem sido associado à necessidade do governo angolano e das associações e organizações de defesa dos direitos das mulheres de fazer valer os direitos destas na sociedade, e à própria situação atual de ‘reconstrução social do país’ que tem tido como tema de debate a urgência do Estado em diminuir as disparidades sociais.
Tive a felicidade de crescer ao lado de Mulheres fantásticas com quem aprendi a ser o que sou hoje. Tive belíssimas professoras universitárias, tenho fortes concorrentes-mulheres e posso dizer que conheço muitas senhoras que dão cartas nas mais diversas áreas profissionais, por isso concluo que com as mesmas hipóteses e garantias e sem preconceitos é fácil verificar a tomada de posse de muitas mulheres no campo dos negócios com força e mestria.
As mulheres estão habituadas a ter foco e a ser organizadas o que dá uma força enorme e uma vantagem fortíssima. Temos de dar tempo para que as mentalidades mais preconceituosas se atualizem. O caminho é inevitável, usando as nossas capacidades naturais de comando demonstraremos que a feminilidade e liderança fazem uma combinação perfeita.

Quais são as principais prioridades de futuro da Protetor, Lda? O que podemos esperar da marca em 2016?
O ano de 2016 antevê-se um ano de desafio, será um ano para “bons gestores” que têm de fazer valer, e trazer para o dia a dia, as melhores práticas, usando todas as armas de gestão ao seu alcance, para elevar ou manter o seu lugar no mercado.
As principais prioridades de futuro da Protetor foram já formalizadas no nosso documento interno denominado “Plano de Ações” que visa gizar medidas práticas, que envolvem todas as Direções, com o fito de conseguir concretizar os objetivos para um período, que pode ser de um ou dois anos, e que no nosso caso, para mencionar os principais metas serão:
– Garantir a nossa sustentabilidade económica;
– Acompanhar os efeitos da globalização e a economia de mercado;
– Apostar cada vez mais nas políticas de qualidade e ambiente reduzindo cada vez mais os desperdícios;
– Garantir a motivação dos nossos trabalhadores, praticar políticas remunerativas que garantam o poder de compra, bem como as práticas sociais;
– Continuar na senda da melhoria continua dos serviços para que possamos diferenciar-nos da concorrência;
– Manter espaço na organização para a inovação;
– Acreditar na capacitação profissional dos seus colaboradores e no seu desenvolvimento dentro da sociedade garantindo assim a satisfação dos nossos clientes.