Uma empresa onde o tradicional não ocupa espaço

Concentre-se na gestão do seu core business, adapte-se de uma forma mais rápida às possíveis conjunturas do negócio e tire o máximo proveito do conhecimento e profissionalismo de uma equipa de “consultores de gestão”. Com um conjunto alargado e multifacetado de serviços, a BTOC, uma “vendedora de conhecimento e não de mão-de-obra simples”, acompanha o cliente, aumenta os seus lucros, sempre com o máximo de eficiência e organização. Para ser líder de mercado e ser a melhor empresa a nível mundial na sua área de atuação, é preciso dar-se a conhecer e não ser esquecido. Por isso, estar em Macau, na MIF 2015, vai ao encontro desse objetivo. Foi lá que a Revista Pontos de Vista conversou com José Pedro Farinha, Partner na BTOC Consulting.

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José Pedro Farinha e Hernâni Duarte

A existirem lacunas na área contabilística, em 2010 nasceu uma empresa portuguesa de serviços de contabilidade, auditoria e consultoria fiscal que veio colmatá-las. “A BTOC distingue-se no mercado pelo contributo que dá ao cliente com informação útil, atempada e compreensível. De nada serve termos uma contabilidade bem elaborada se chegar tarde ou se tiver uma linguagem de tal forma técnica que ninguém a compreende e hoje em dia a decisão deve ser tomada tendo como base a informação dos números”, explicou em conversa com a Revista Pontos de Vista José Pedro Farinha, Partner da empresa, à margem da 20ª edição da Feira Internacional de Macau. Assim, fortemente vocacionada para as áreas de atuação referidas, fruto de mais de duas décadas de experiência dos seus consultores, a BTOC surgiu para responder aos desafios lançados pela entrada em vigor do Sistema de Normalização Contabilística (SNC). E, numa área tão sensível e de vital importância como esta, conquistaram clientes que “davam e dão muito valor ao facto de receberem todos os meses informação sobre os seus números”. Isso permitiu que esta empresa crescesse não só em termos geográficos (estando hoje em quatro continentes), como no que diz respeito às áreas de negócio. Consultoria fiscal, consultoria financeira e consultoria na área da formação são áreas prioritárias que disponibilizam ao cliente para que ele tenha acesso a quadros capacitados e conhecedores do mercado e da legislação em vigor.
No acompanhamento ao cliente, esta equipa pode exercer funções em escritórios próprios ou integrada nas instalações das empresas clientes e este foi, durante muito tempo, o grande segredo do sucesso da BTOC. Seguindo todas as normas contabilísticas e todo o rigor que a profissão exige e assumindo uma linguagem simples e percetível, a BTOC vai a casa do cliente e passa-lhe a informação. Se em Portugal são muitas as empresas que recorrem a esta prática, noutros países esta característica era totalmente desconhecida e, como tal, era encarada como uma tremenda mais-valia. “Em países como Angola, Brasil, Moçambique, Macau ou Cabo Verde era um modus operandi pouco conhecido e conseguimos acrescentar valor ao introduzir esta nova forma de relacionamento entre a contabilidade e as empresas e que tira um maior proveito não só da comunicação como da segurança da informação”, revelou José Pedro Farinha.
Quebrando por completo com a linguagem tradicional entre as empresas e os escritórios de contabilidade, a BTOC assumiu-se como uma alternativa mais eficaz, que maximiza todo o processo, deixando de existir redundâncias ou ineficiências. “Esta nossa forma de trabalhar só é possível graças à tecnologia e ao facto de os sistemas serem cada vez mais comunicativos entre eles. Hoje as empresas têm os seus próprios sistemas de faturação e de gestão administrativa. A BTOC capitaliza isso e integra a informação dos clientes no nosso sistema que está constantemente em evolução. Aliás, na nossa equipa temos pessoas totalmente dedicadas ao desenvolvimento tecnológico de apoio a todos os escritórios e trabalhamos ainda com parceiros tecnológicos muito importantes que nos dão o apoio necessário”, sintetizou o responsável. Este modo de atuação é, aliás, o espelho do nome da empresa: BTOC – Business Technology Outsourcing Consulting. Mas mais do que fornecedores de uma mão-de-obra simples, a BTOC assume-se como uma “vendedora de conhecimento”.

Uma empresa que “respira” formação
Como o conhecimento não pode nem deve ficar guardado a sete chaves dentro de um armário, esta é também uma empresa empenhada em formar, em ensinar e em partilhar tudo o que sabe com os mais jovens, sejam portugueses ou não. A aposta clara na formação é outra característica que desde sempre fez parte do ADN da BTOC, tal como evidenciou José Pedro Farinha. “Os recursos humanos são o nosso principal ativo. Procuramos sempre os melhores alunos de faculdades com cursos muito específicos dentro destas áreas. Depois disso, esforçamo-nos em capacitar estes técnicos para que possam crescer e é hoje um enorme orgulho vê-los em cargos de chefia de equipa ou a liderar projetos importantes. É como um filho nosso que cresce”, partilhou o responsável. Mas esta preocupação trespassa as fronteiras do território nacional. “Temos protocolos com universidades de vários países com esse mesmo objetivo. Neste momento queremos receber estagiários de Macau que falem português nos Países de Língua Portuguesa para que assim consigamos aumentar a nossa competência no que diz respeito a clientes asiáticos que estão a investir nesses mercados. Da mesma forma levamos estagiários portugueses para esses países. No fundo, a BTOC compra e vende horas e têm definitivamente de ser horas competentes”, acrescentou José Pedro Farinha, colmatando a sua ideia com uma expressão bastante popular: “não somos beneméritos ao ponto de dar o peixe mas tentamos ensinar a pescar”.
Também assim a BTOC tem procurado contribuir para o desenvolvimento económico dos países onde marca presença. Apoiando jovens empresários em Moçambique, Portugal, Cabo Verde ou Angola, a empresa assume como missão capacitar os recursos disponíveis para que, no futuro, possam vestir a camisola da BTOC e contribuírem todos juntos para a evolução das economias. A presença nesta feira é a prova viva desta estreita relação com as associações locais uma vez que foi a ligação à Associação de Jovens Empresários Portugal-China que os levou a Macau.
DDD
“Quem não pensar global pode fechar a porta”
O enfoque que a empresa tem dedicado ao mercado internacional tem trazido o reconhecimento expectável e, para José Pedro Farinha, esta capacidade de internacionalização foi muito aperfeiçoada pelas empresas portuguesas nos mais recentes períodos de crise económico-financeira. Fazendo alusão a uma tremenda herança deixada pelos nossos antepassados, o responsável acredita que o facto de hoje a língua portuguesa estar dispersa pelos quatro cantos do Mundo é um elemento facilitador. A língua promove negócios e cria oportunidades sem dúvida. Mas é preciso saber “jogar” com os elementos que se tem ao alcance e, na visão de um dos partners da BTOC, “quem não pensar global pode fechar a porta”.
Além de hoje estar presente em Portugal, Angola, Cabo Verde, Brasil e Moçambique, a BTOC já se “aventurou” por África do Sul onde tem um escritório em modo standby, esteve já em Espanha e Polónia e acredita ainda que Macau tem condições especiais até por ser uma extraordinária plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Certamente seguir-se-ão outros destinos mas sempre partindo de um pressuposto fundamental. “A entrada num novo mercado deve ser sempre feita com uma empresa portuguesa. Depois disso surgem novos contactos e clientes”, explicou. Não tendo uma escala gigante, a BTOC ambiciona ser a melhor empresa a nível mundial na sua área de atuação. “Podemos não ser os maiores mas queremos claramente ser os melhores”, assegurou.  E ser o melhor trará também mais-valias para Portugal uma vez que, pelo mundo fora, a BTOC ergue a bandeira portuguesa com orgulho e torna o nosso país apelativo e atrativo ao olhar atento do investidor estrangeiro.

A casa será sempre Portugal
A BTOC assume-se como uma empresa portuguesa que tem feito com que o nosso país tenha um lugar cativo no cenário económico internacional. Lado a lado com empresários, a BTOC apoia-os nesta aventura da internacionalização, auxiliando-os num momento que para muitos é completamente desconhecido. “Precisam de ter segurança na informação, segurança nos impostos que pagam, precisam de auditar as empresas com as quais se vão associar, elaborar estudos acerca da sua própria empresa e avaliações que possam eventualmente apresentar a investidores externos”, exemplificou José Pedro Farinha. E para tudo isso está lá a BTOC, uma empresa que continuará a apostar no mercado nacional com o reforço da sua presença no norte e centro do país e que nunca esquece que “Portugal é o centro do Mundo, o melhor país para viver”.


Por onde andam estes consultores de gestão?
– Portugal (Lisboa, Porto, Cascais, Faro e Funchal);
– Angola (Luanda);
– Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro);
– Moçambique (Maputo);
– Cabo Verde (Praia).

Revista Pontos de Vista – Tendo em consideração a ambição de participar na evolução social, o que mudou em Portugal desde que se tornaram presença assídua neste nicho de mercado?
José Pedro Farinha – Despertamos o interesse de jovens que se querem tornar contabilistas certificados, contribuindo assim com informação útil e atempada para os clientes. Assumem-se como médicos das empresas. Não falo de médicos que curam doenças mas sim daqueles que dão vacinas e previnem as desgraças atempadamente. Contribuímos para que a nossa profissão não esteja associada à imagem de um cobrador de impostos. Contribuímos para que a profissão seja mais digna e possa servir como um instrumento útil à gestão das empresas. Acreditamos que somos uma boa empresa para trabalhar e que tem formado jovens profissionais. Com os colegas de profissão, que não são concorrentes, acredito que vamos contribuir para um futuro melhor das empresas portuguesas, seja em Portugal, seja pelo mundo fora. Esse é o nosso bem social.

Serviços prestados pela BTOC:
Tesouraria – atuar com pragmatismo e determinação;
Contabilidade – contribuir para melhorar os resultados dos clientes;
Recursos Humanos – descobrir e valorizar talentos;
Gestão de ativos fixos – promover a satisfação e a fidelização de clientes;
Fiscalidade – garantir o cumprimento das normas legais em vigor;
Sistemas de informação – pensar estrategicamente e imaginar o futuro;
Reengenharia de processos – otimizar fluxos e tecnologias;
Financeiros – conhecer para determinar o justo valor;
Formação – investir no desenvolvimento pessoal e profissional.