EUA: Hillary continua em vantagem entre aspirantes democratas à Presidência

A popularidade da ex-secretária de Estado norte-americana não parece ter sido afetada pelos recentes ataques de Sanders.

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Hillary Clinton mantém uma confortável vantagem sobre o senador Bernie Sanders, seu principal adversário na corrida pela nomeação como candidata do Partido Democrata às eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos, segundo uma sondagem hoje divulgada pela CBS News.

Clinton conta com o apoio de 52% dos votantes democratas, contra os 33% reunidos por Sanders, senador independente pelo Vermont, de acordo com a sondagem, em cuja elaboração participou também o diário The New York Times.

A popularidade da ex-secretária de Estado norte-americana não parece ter sido afetada pelos recentes ataques de Sanders, que questionou a autenticidade das suas ideias progressistas.

Num estudo de opinião semelhante divulgado a 15 de outubro último pelos mesmos ‘media’, a também ex-primeira-dama já tinha uma vantagem assinalável sobre o seu adversário, com um apoio de 56%.

O senador, que se define como “um socialista”, reunia então 32% de apoio.

O ex-governador de Maryland Martin O’Malley ocupa um discreto terceiro lugar, com cerca de 5% na sondagem hoje divulgada, realizada entre 06 e 10 de novembro por telefone, junto de uma amostra de 418 votantes democratas, e tem uma margem de erro de seis pontos percentuais.

A sondagem foi publicada antes do segundo debate televisivo dos candidatos à nomeação democrata para as eleições presidenciais do próximo ano, que decorrerá no próximo sábado, na cidade de Des Moines e que porá frente-a-frente Clinton, Sanders e O’Malley.

A antiga secretária de Estado norte-americana chega a esse debate após a sua convincente prestação no primeiro debate, efetuado no Nevada a 13 de outubro.

A carreira de Hillary Clinton na Casa Branca também beneficiou do anúncio do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que no mês passado confirmou que não se apresentará como candidato à nomeação presidencial democrata.

A pré-candidata parece também ter deixado para trás uma polémica que a prejudicou nas sondagens durante o verão: o uso de uma conta pessoal de correio eletrónico para tratar de assuntos de interesse nacional quando era secretária de Estado, entre 2009 e 2013.