“O Projeto SEGURARTE, pela sua configuração e o tema que aborda será sempre atual”

O projeto SEGURARTE, financiado, organizado e coordenado pela Scutvias é uma coprodução do Teatro das Beiras e Quarta Parede que desenvolvem as atividades nas salas de aula, onde é montado um Jogo de Tabuleiro gigante. O jogo pedagógico é aliado a uma competição saudável, potenciando todas as capacidades cognitivas da criança, facilitando o processo de ensino-aprendizagem. Isabel Amaral, Responsável pelo Serviço de Comunicação e Imagem da Scutvias, deu a conhecer um pouco mais deste projeto, SEGURARTE.

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Isabel Amaral

Constituída em 1999, a Scutvias – Autoestradas da Beira Interior tem como missão a gestão eficiente da infraestrutura rodoviária concessionada, garantindo que a mesma seja segura e fluída. Com este compromisso assumido, de que forma esta entidade tem sido fulcral no desenvolvimento económico, social e cultural da região da Beira Interior?
A Scutvias tem como missão prestar aos seus clientes um serviço de qualidade, através da gestão eficiente da infraestrutura rodoviária, garantindo a fluidez, o conforto e a segurança da mesma, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região da Beira Interior. Representou no passado e representa ainda uma oportunidade de desenvolvimento de uma região marcada pela interioridade, esbatendo fronteiras dentro do nosso país, ligando regiões distantes, contribuindo assim para que a economia regional se desenvolva, atraindo a indústria e os serviços para os grandes centros populacionais, e facilitando o desenvolvimento dos negócios entre as micro e pequenas empresas, de cariz local.
Este papel de “facilitador” do desenvolvimento económico, acentua-se pelo facto de ter sido concebida com um grande número de nós (28), que permite ligar diretamente quase todas as povoações relevantes ao longo do seu traçado, facilitando o alargamento da malha de negócios na região.
O simples facto de permitir uma ligação rápida de Lisboa à fronteira com Espanha, em Vilar Formoso, vem complementar o seu papel crucial a nível económico, reduzindo os tempos de transporte no tráfego de pesados que se destina à Europa.
O desenvolvimento social, sendo uma consequência do desenvolvimento económico da região, beneficia na mesma medida, da presença desta infraestrutura, para além da preocupação permanente da empresa em criar condições para a redução da sinistralidade rodoviária (possuindo índices de sinistralidade abaixo da média das autoestradas portuguesas).
Culturalmente, a Scutvias sempre fez questão, no âmbito da execução da sua política de responsabilidade social corporativa, de integrar esta forma de ligação à região, apoiando e promovendo o ensino da música erudita, dirigido aos jovens alunos de música. De entre os vários eventos destacamos o Festival de Música da Beira Interior – de periodicidade anual e vertente de música erudita – que já terá a sua XI edição, em 2016, integrando sete escolas de música e uma associação da Região da Beira Interior.

Para este ano letivo, a Scutvias, apoiada pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), retomou o Projeto SEGURARTE. Trata-se de um projeto de segurança rodoviária que abrange crianças dos seis aos dez anos de idade e que decorre nas escolas do Ensino Básico na área de concessão da Beira Interior (A23). Por que é que decidiram retomar esta iniciativa?
O Projeto foi retomado com a direção do nosso Diretor Geral atual, Dr. Pinho Martins, em 2013, que ao ter conhecimento do envolvimento e interesse que despertava nas crianças da faixa etária em causa, não teve qualquer dúvida em devolver-lhe vida. Tanto mais que a ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária é nossa parceira, no Apoio Institucional, porque confluímos para os mesmos objetivos, com destaque para um dos objetivos operacionais previstos na revisão da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR) para o período 2013-2015 (RCM nº5/2014, 13 de janeiro), que consiste em “Programas e Iniciativas de Educação e Formação para o desenvolvimento de uma cultura de Segurança Rodoviária”. As ações propostas neste âmbito – um espaço de intervenção alargado – abrangem não só as crianças, como docentes, famílias, técnicos municipais, dirigentes, etc… Importa destacar igualmente, que em finais de 2013 a ANSR produziu uns pequenos filmes e uma publicação do “Guia do Peão”, os quais a SCUTVIAS se congratula em divulgar e promover nas escolas onde desenvolve o Projeto SEGURARTE.
Existia vontade, existiam apoios e a ideia de desenvolver a cultura de segurança rodoviária era demasiado importante para que não retomássemos o Projeto.

6É nestas idades que se formam personalidades e se demarcam normas de conduta e de comportamento que acompanham o jovem para o resto da vida. Ao direcionarem este projeto para crianças em idades tão prematuras, qual é o vosso objetivo?
A personalidade é um conjunto de características psíquicas do individuo que definem o seu padrão cognitivo, emocional, comportamental, atitudes e hábitos. A formação da personalidade é um processo de evolução ao longo do ciclo vital do individuo, no entanto, as primeiras etapas são cruciais para a sua estrutura e posterior desenvolvimento e enriquecimento, daí a SCUTVIAS apostar nas faixas etárias mais jovens. Nestas idades os cérebros das crianças são como “esponjas”, absorvem e registam tudo o que as rodeiam, daí os comportamentos dos seus educadores serem cruciais. A criatividade, na infância, também ela tem um papel de extrema importância. Outro fator de grande valor na formação da personalidade é a movimentação física da criança, sobretudo quando praticada com prazer, onde se encontram fracassos e sucessos, mas, com certeza, também a ampliação dos limites, da real capacidade em todos os sentidos, assim é no desporto e também no jogo SEGURARTE. O nosso último objetivo: queremos que aprendam e apliquem as Boas Práticas, no ambiente rodoviário a curto, a médio e a longo prazo, assim como despertarem o interesse nos adultos.

É nas crianças que focam a vossa atenção e têm depositado esperanças. Sentem que este público está cada vez mais desperto para as questões de segurança rodoviária?
Sentimos que está, mas todos os anos se acrescentam outras crianças ao leque dos candidatos a esta formação pelo que este trabalho nunca está concluído. Por isso insistimos, pois com mais informação e sensibilização resulta que as crianças estarão cada vez mais despertas para as Boas Práticas na via pública. A atuação sobre o comportamento faz-se também através do sistema educativo, desenvolvendo competências e capacidades nas crianças e jovens para uma integração, mais segura, no ambiente rodoviário. As crianças têm que ser estimuladas de forma a poder e a saber interpretar as experiências que vivem, quer com os seus familiares (pessoas mais próximas e que elas imitam de forma espontânea), quer no contexto escolar, cultural e social.

5Por outro lado, o que é premente fazer para que eles desempenhem um papel crucial de influenciadores do processo de prevenção rodoviária? Dentro desta temática, em que assuntos continua a ser necessário apostar numa maior sensibilização?
É muito importante não esquecermos que “influenciadores” não significa “fazedores”, assim como não confundirmos o papel de um “educador” com o de um “educando”. Os pais/encarregados de educação podem e devem ajudar a reduzir a vulnerabilidade do seu filho na via pública, criando-lhe mais confiança, demonstrando comportamentos seguros, acompanhando-os, porque afinal as crianças fazem aquilo que veem fazer e não aquilo que lhe dizem que deve fazer, Os pais/encarregados de educação têm um papel muito importante, diria mesmo crucial, pelo que, não se devem demitir. No entanto, acreditamos que as crianças podem contribuir como influenciadoras do processo da Prevenção Rodoviária, mas por si só, não terão força perante um adulto que seja adverso à mudança, para nós é muito importante que as crianças interiorizem e verifiquem que o que lhes damos a conhecer, é uma mais valia para o resto da sua vida. No final do Jogo Didático, que desenvolvemos nas escolas é pedido às crianças que aceitem um desafio, quando chegarem a casa conversem com os seus educadores e familiares e falem de tudo o que recordarem sobre o jogo.
Durante o jogo insistimos sempre em assuntos tais como: atravessar nas passadeiras após certificarem-se que o podem fazer em segurança; não atravessar a correr e esperar que os veículos se afastem, e a seguir atravessar; explicar-lhes que as estradas são para os veículos e os passeios para os peões; sair dos veículos sempre do lado do passeio; verificar se os sistemas de retenção e cintos de segurança estão colocados corretamente, e explicar o que pode acontecer quando não são colocados ou mesmo quando colocados incorretamente. O jogo aborda também os sistemas de retenção (cadeirinha/banco elevatório), a correta colocação do cinto de segurança, que deverá passar pelo ombro, esterno (meio do peito) e anca, pois quando colocado incorretamente passando no pescoço aumenta o risco de morte por sufocamento e o risco de fratura do osso e lesão da medula, originando, na maioria dos casos, paraplegia ou tetraplegia; vestir roupas claras e peças retrorrefletorizantes em saídas noturnas, sobretudo fora das localidades, quando se deslocam a pé; caminharem nos passeios, ou nas estradas sem passeio na berma, sempre virados de frente para o sentido de marcha dos veículos, de forma a que vejamos os veículos e os condutores nos possam ver, o lema “ver e ser visto”; quando viajarem de autocarro respeitar os lugares prioritários, referente às pessoas mais vulneráveis, como pessoas que apresentem alguma deficiência, idosos, grávidas, pessoas que transportam crianças ao colo, incutindo desta forma o civismo, tão necessário num ambiente rodoviário; brincar só em lugares seguros, indicados pelos adultos, como poderão ser os parques; entre outras situações e tarefas que desempenharam durante o Jogo.

O objetivo passa por educar a criança para a questão da prevenção rodoviária, disponibilizando o acesso às regras de segurança rodoviária de uma forma artística e divertida. Na prática, em que consiste o projeto e de que forma a coprodução do Teatro das Beiras e Quarta Parede tem sido imprescindível?3
A SCUTVIAS como Concessionária de uma Autoestrada não pode deixar de ser sensível aos números e estatísticas da sinistralidade, que são diariamente apresentados pelos órgãos de comunicação social, quer a nível nacional, quer a nível internacional. Em 2008, a SCUTVIAS desafiou a Companhia de Teatro Profissional, Teatro das Beiras e a Estrutura de Artes Performativas, Quarta Parede, entidades sediadas na cidade da Covilhã, a desenvolverem uma atividade, para uma faixa etária dos 6 aos 10 anos, que além de didática também tivesse uma componente lúdica e artística, de forma a atrair e motivar as crianças, no processo de ensino-aprendizagem cujo tema era a Segurança Rodoviária. Deste trabalho em equipa resultou o Projeto SEGURARTE, Arte e Segurança, dois termos que encerram conceitos tão díspares e que encontraram um ponto de união que os fez concorrer para um mesmo objetivo: A Prevenção Rodoviária. A ideia não poderia ter sido melhor, a SCUTVIAS aceitou-a de imediato e convidou a ANSR a juntar-se com o Apoio Institucional. A ANSR aceitou, após revisão de todos os termos técnicos utilizados no Projeto, e agradou-lhes muito toda a apresentação e desenvolvimento da atividade. De ressalvar que da revisão apenas surgiram duas pequenas retificações, o que demonstrou o cuidado e empenho na sua criação. Um Jogo de Tabuleiro Gigante feito de tecido (fácil de transportar e inócuo), com muitas cores e ilustrações, um dado gigante e o tamanho ideal para montar numa sala de aula de 1º Ciclo. O tradicional jogo de casas numeradas, onde cada equipa, através do lançamento do dado, vai calhar numa casa à sorte onde terá que ultrapassar uma determinada prova em que a prevenção e arte são linhas orientadoras. As provas das casas numeradas consistem em situações quotidianas da vida da criança, como utente da via pública, e revestem-se de uma forma artística pluridisciplinar: provas de dança; de voz; de movimento corporal; de improvisação; expressão plástica; manipulação de objetos… Esta foi a escolha do Teatro das Beiras e da Quarta Parede, pois a brincadeira e o jogo são atividades inatas na criança, são a forma mais simples e imediata de operar no seu mundo, de o apreender e compreender. O jogo pedagógico, aliado a uma competição saudável, potencia todas as capacidades cognitivas da criança, facilitando o processo de ensino-aprendizagem. Além do mais, o facto deste jogo se basear em atividades do tipo artístico, apresenta-se como uma mais valia para as crianças que o irão jogar, uma vez que se encontram na faixa etária dos 6 aos 10 anos, na faixa da inteligência simbólica. Segundo Piaget, as crianças adquirem a capacidade de substituir um objeto ou um acontecimento por uma representação. Aquela é a idade ideal para os iniciar nas áreas artísticas, na perceção dos sinais (de trânsito), onde o símbolo adquire a sua expressão máxima. O espaço do jogo é composto por 4 partes distintas: um percurso a pé (peão), de casa até à paragem do autocarro; o 2º percurso numa viagem (passageiro) da paragem do autocarro até à escola; o 3º percurso (condutor) da escola ao parque, em bicicleta. Cada percurso é composto por 9 casas, perfazendo um total de 27 casas. Para finalizar, o jogador, no 4º e último percurso, irá testar os conhecimentos adquiridos, numa maquete, de uma cidade, onde irá manipular os peões e veículos respeitando as regras e sinais de trânsito, não descurando os comportamentos de civismo bem destacados no decorrer do jogo.
Como se pode ver, tudo isto só seria possível fazer com o empenho e o profissionalismo de pessoas da área da representação e com a formação necessária para o fazer com crianças. Por isso mesmo o Projeto vive através desta coprodução de duas companhias de teatro da região.

Entre os concelhos de Gavião, Mação, Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda, no total estarão envolvidos 252 alunos. No final deste projeto, como espera ver estes jovens? Qual o melhor feedback que poderia ter?
Para nós, SCUTVIAS, o melhor feedback seria estas crianças interiorizarem as Boas Práticas que executaram no jogo e que as venham a reproduzir, melhorando-as, durante o percurso da sua vida, assim como, falarem delas ao maior número de pessoas, em casa, aos amigos, na escola…

A Scutvias sempre primou a sua atenção por uma especial atenção ao público mais jovem, tal como demonstra este Projeto SEGURARTE. Até ao momento atual, que balanço é possível fazer desta iniciativa? O que foi permitido concretizar e o que falta concluir?
Nos seis anos, em que a SCUTVIAS realizou a atividade (de 2008 a 2010 e de 2013 a 2015), abrangemos cerca de 1500 crianças. Deslocámo-nos às escolas do Ensino Básico do 1º Ciclo nos Concelhos de Abrantes, Mação, Gavião, C. Branco, Fundão, Covilhã, Belmonte, Seia, Sabugal e Guarda, pertencentes aos Distritos de Santarém, Portalegre, C. Branco e Guarda. Fizemos muito, mas temos sempre a sensação e convicção que temos ainda muito para fazer nesta área da Segurança Rodoviária, sobretudo com as crianças que estão sempre disponíveis e ávidas por aprender. O Projeto SEGURARTE, pela sua configuração e o tema que aborda será sempre atual. Caso a legislação se venha a alterar numa ou noutra situação mais específica, também o jogo se adapta e se atualiza. Todos os anos há novas crianças a frequentarem o ensino e nunca é demais repetir.

De acordo com um alerta deixado recentemente pela Prevenção Rodoviária Portuguesa, o uso de novas tecnologias está a matar mais nas estradas. Neste projeto, têm também procurado focar este ponto? É necessário que, desde muito novos, se tenha consciência de que aliar o uso de tecnologias ao ato de condução traz consequências?
Neste Projeto são abordados os sentidos, com destaque para o de audição (telemóveis, walkmans). Falar do uso de tecnologias, no processo de condução, requer muita reflexão e também algum cuidado. Se falarmos do uso do telemóvel, os walkmans (mp3) ou passagem de imagens num visor interno de um automóvel entendemos que possam ser fatores de distração e conduzir a acidentes. Mas, ao falarmos de tecnologia no geral, sabemos que bem pensada e aplicada é uma mais valia, exemplo disso: assistência inteligente de velocidade (ISA), a travagem de emergência autónoma (AEB) e os sistemas de aviso de falta de cinto de segurança são alguns exemplos, já estão disponíveis no mercado e o seu uso pode ajudar e até minimizar a sinistralidade rodoviária. Também a tecnologia utilizada, em plena via e em túneis, nos sistemas de iluminação e informação são muito úteis, como são exemplo os sistemas de semáforos ou de leds dentro de túneis, painéis de mensagem variável, sistema de megafonia, entre outros. Por estas razões focamos neste Projeto os dois lados da tecnologia, o que pode determinar comportamentos inseguros do condutor e o que pode proteger o condutor, às vezes de si próprio e dos seus próprios comportamentos em condução.
Na verdade é necessário que desde muito novos se tome consciência das consequências do uso das tecnologias na condução. Não esqueçamos que também as tecnologias estão cada vez mais ao dispôr dos mais novos. Por isso é muito necessário.

Numa política de orientação para as necessidades do utente, para o futuro, qual continuará a ser a estratégia da Scutvias – Autoestradas da Beira Interior? Que objetivos pretendem ver brevemente concretizados?
A SCUTVIAS continuará a apostar na inovação e na tecnologia, em todo o seu sistema de vigilância instalado nos 178 Kms, incluindo túneis, da área Concessionada por contrato com o Estado Português, de Abrantes à cidade da Guarda. Mas não chega vigiar melhor e por isso continuaremos a melhor também as condições de circulação na autoestrada, através de uma manutenção cada vez mais eficiente e que proporcione melhores pavimentos, melhor sinalização vertical, mais segurança na circulação dentro dos túneis, entre outros… Quanto à sinistralidade rodoviária, que não descuramos, temos consciência que é um fenómeno físico e social, das sociedades desenvolvidas e em desenvolvimento, com fortes implicações políticas, económicas e sociais. Considerando tratar-se de um problema de Saúde Pública, classificado como tal pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 2004), em virtude de resultar da ação humana, torna-se necessário corrigir atos humanos que dão origem a tão grave flagelo, mesmo sabendo que o sistema rodoviário é um sistema complexo, que funciona pela interação contínua e entrelaçada de múltiplos fatores heterogéneos. Continuaremos por isso a desenvolver atividades de sensibilização e prevenção nas camadas mais jovens. Prevenção, prevenção e prevenção. Prevenir significa antever, prepararmo-nos para possíveis riscos, daí o nosso público preferencial serem as camadas mais jovens, pois as crianças e jovens também eles estão em formação, também eles estão a preparar-se para a vida e serão os nossos futuros utentes.

Com a época de Natal a chegar, as preocupações relativamente à segurança rodoviária aumentam. Que mensagem deve ser deixada para diminuir a sinistralidade nas estradas portuguesas?
Sejamos ou não crentes do que o Natal representa, estejamos ou não em deslocação para junto da família, devemos, todos nós, promover uma condução mais segura, sem ingestão de álcool, uma velocidade mais adequada e manobras mais bem avaliadas. Uma certeza temos, na quadra natalícia, assim como na passagem do ano, o número de veículos a circular é muito maior, aliado à euforia que representa a época, a probabilidade de ocorrer um conflito rodoviário é maior. Um outro conselho que gostaríamos de deixar a todos os pais, encarregados de educação e condutores: “ A criança não é um adulto em miniatura, a criança confia nos adultos, cabe-nos a todos nós adultos protegê-la, e a melhor forma de o fazer é ter comportamentos de segurança, dando o exemplo, e explicando, de forma calma, o porquê da adoção desses comportamentos”.