Vamos saber com dias de antecedência quando chega o período crítico da gripe

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) vai definir o “período crítico da gripe, quando começa e quando acaba”, o que permitirá prever “com alguma exatidão qual será o período de maior pressão” nos hospitais, anunciou o secretário de Estado da Saúde, Eurico Castro Alves. Fazer este tipo de previsão é simples: “ Isto é tecnicamente possível. A gripe começa normalmente no Norte da Europa e demora alguns dias a cá chegar”, explicou esta quinta-feira, no Porto.

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Depois de ter sido ter sido vacinado contra a gripe num dos poucos lares de idosos que ainda pertence à Segurança Social, o Lar de Monte dos Burgos, Eurico Alves  disse acreditar que, este ano, vai ser possível “estar à altura” e evitar que caos nas urgências se repita.  “No ano passado, a afluência foi muito grande e inesperada. Aprendemos com o que aconteceu e estamos focados para que não se repita, estamos a agir agora para não ter que reagir depois”, enfatizou. O secretário de Estado da Segurança Social, Agostinho Branquinho, que acompanhou a visita ao lar de idosos, também se vacinou, tal como o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos.

Foi desta forma assinalado o lançamento de uma operação de vacinação à escala nacional, que, nas próximas duas semanas, pretende imunizar o máximo possível de “pessoas de risco”, sobretudo as que têm mais de 65 anos e os profissionais de saúde, não só nos lares de idosos mas também na casa daqueles que usufruem de apoio domiciliário. Eurico Castro Alves pediu mesmo aos profissionais de saúde (um dos grupos de risco que menos adere à vacinação habitualmente) que “revelem o seu sentido de responsabilidade e se vacinem”. Atualmente, já há mais de um milhão de pessoas vacinadas.

Mas há outras medidas previstas para dar uma resposta adequada neste Inverno. O  Instituto Nacional de Emergência Médica está preparado  “para colocar macas em qualquer parte do território” e há um acordo com as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) “para garantir retaguarda” às pessoas que não necessitam de estar nos hospitais, destacou.

Sem conseguir contabilizar quantos são os casos sociais (pessoas que podiam ter alta clínica mas ficam nos hospitais por não terem apoio familiar), o secretário de Estado da Saúde disse apenas que está  “a trabalhar em conjunto” com as IPSS para que, no “período de surto máximo [de gripe]”, haja resposta adequada. O encaminhamento de alguns casos para os privados, que também está previsto no plano de contingência para o Inverno, será uma situação “limite”. “Estou em crer que não será necessário”, disse.

Além de Manuel Lemos, também estiveram na cerimónia os presidentes da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, e da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Silva.

O Lar de Monte dos Burgos é gerido pelo Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Segurança Social e alberga 146 idosos.