Despacho “genérico” é tratamento desfavorável a ensino privado

Críticas surgem na sequência de despacho do ministério.

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Ensino superior privado

O presidente da Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado (APESP) teceu duras críticas a um despacho do ministério da Educação.

Em causa, queixa-se João Redondo em entrevista ao Diário Económico, está um “despacho genérico dizendo que há instituições que estão a receber menos alunos e que, por isso, há a suspeita ou a dúvida de degradação pedagógica”.

“Isto parece-me errado”, diz João Redondo, considerando que se está “a falar em termos genéricos de um setor”, com todas as universidades de ensino privado a serem criticadas pela tutela por falhas apontadas a algumas instituições.

“Há 30 e tal cursos nas [universidades] públicas que não têm alunos. E não se lançou nenhum tipo de suspeição”.

Na perspetiva do dirigente da APESP, “se há um ou outro caso que pode estar identificado e se cria um despacho genérico para chegar a uma questão concreta, então é pior. Isso é disfarçar qualquer coisa”, afirma, acrescentando que “quando falamos em degradação falamos de algo que está podre e já não serve o fim a que se destina”.