Dispensas no Novo Banco podem atingir mais de mil trabalhadores

Banco de transição está a ultimar detalhes do reajustamento estrutural. Plano terá de ser aprovado por Bruxelas, mas é certo que implicará a saída de muitos funcionários.

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O Banco de Portugal já tinha avisado que o Novo Banco seria alvo de fortes cortes, mas só agora começam a ser conhecidos os pormenores do plano da administração de Eduardo Stock da Cunha. Os principais afetados deverão ser os trabalhadores, que segundo informações avançadas hoje pelo Jornal de Negócios, vão receber más notícias em breve.
No total, o banco de transição do antigo BES tem como objetivo manter menos de 6.000 trabalhadores em Portugal, estando a porta igualmente aberta para dispensas fora do território português. De acordo com as contas divulgadas em junho, o Novo Banco tem 6.715 trabalhadores em Portugal e 7.527 em todo o mundo.
O Negócios garante que cerca de mil trabalhadores poderão ser dispensados, de forma a reduzir os custos fixos do Novo Banco e restabelecer o equilíbrio financeiro, que recebeu nota negativa do BCE. Os testes de esforço do regulador europeu identificaram um ‘buraco’ de 1.400 milhões de euros no banco que juntou os ativos bons do antigo BES, obrigando o Banco de Portugal e a administração do Novo Banco a reequilibrarem os níveis de capital.
A instituição já começou a vender alguns ativos não-essenciais, mas a dispensa de funcionários será mesmo inevitável. O plano que será enviado para aprovação de Bruxelas irá também incluir o encerramento de balcões, excluindo no entanto os cortes salariais temporários.