Fábrica de tomate Conesa em Mora teve a sua maior produção de sempre

A fábrica da Conesa Portugal, em Mora, no Alentejo, que produz derivados de tomate, cerca de 96% dos quais para exportação, atingiu este ano a maior produção de sempre, ao transformar 150 mil toneladas de tomate.

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“Esta fábrica existe desde 1966 e, este ano, fizemos a nossa maior campanha de sempre, em termos de volume”, salientou hoje à agência Lusa António Praxedes, um dos administradores da unidade industrial e responsável pela área agrícola da empresa.
Segundo o responsável, o anterior recorde de produção da fábrica tinha sido alcançado “há quatro anos”, aquando do processamento de “113 mil toneladas de tomate.
“Agora, ultrapassámos este número e atingimos as 150 mil toneladas”, congratulou-se.
Esta fábrica de transformação de tomate, sediada na vila de Mora, no distrito de Évora, funcionou durante décadas como Sopragol, mas, há alguns anos, transformou-se na Conesa Portugal, após integrar o Grupo Conesa – Espanha.

Com um volume de negócios médio de 20 milhões de euros/ano, a fábrica produz derivados de tomate para indústria, sobretudo tomate triturado, concentrado e em cubos.
A matéria-prima é portuguesa, essencialmente de produtores “da zona de Évora”, onde a empresa também possui uma exploração agrícola direta, “e do Ribatejo”.
Sobre o aumento de produção, António Praxedes explicou que as condições climatéricas foram favoráveis e que, devido aos preços baixos de outras culturas, esta produção foi “mais rentável” para os agricultores.
“Portugal produz muito milho e arroz, mas os preços estão muito baixo e, então, devido a esta falta de alternativas culturais, o produtor optou pela cultura do tomate, que é mais rentável no momento”, afirmou.

A unidade emprega 60 pessoas fixas, mas, nos meses da campanha, entre julho e setembro, em que o tomate é transportado para a fábrica e processado de imediato, tem “mais cerca de 250 trabalhadores temporários”, disse.
Em Portugal, que tem “um dos melhores climas do mundo para a cultura do tomate”, fica “menos do que 5% da produção” da Conesa, que exporta quase todo o seu produto.
“Exportamos praticamente 96% da nossa produção. O tomate produzido em Portugal é dos mais doces do mundo e de alta qualidade e conseguimos ser concorrenciais em termos mundiais”, destacou António Praxedes.
A empresa, que prevê futuramente aumentar a capacidade da fábrica de Mora, num investimento que “não deverá ser inferior a cinco milhões de euros”, vende para países como Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Polónia, Eslovénia, Suíça, Arábia Saudita ou São Tomé e Príncipe, entre outros.