“Não há dissoluções antecipadas”, diz Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa comentou esta tarde a atualidade política. O candidato presidencial recusa que as suas afirmações sejam indicativas de uma intenção de dissolução de governo, caso seja eleito.

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Marcelo Rebelo de Sousa

“Eu expressei isso tantas vezes, não há dissoluções antecipadas. Nenhum Presidente da República e nenhum candidato presidencial pode, em seu pleno juízo, dizer que vai ou não vai dissolver o Parlamento daí a uns meses ou daí a uns anos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, esta tarde.

O candidato presidencial comentava o facto de ter afirmado que nunca abdicaria de nenhum poder presidencial, negando que tenha intuído uma hipotética dissolução do Governo socialista. “É uma decisão que só pode ser tomada verificadas situações de crise e no momento adequado”, justificou.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda “estranha e insólita” a exigência do Presidente da República ao PS relativa ao sistema financeiro, criticando o facto de levantar dúvidas sobre a estabilidade do mesmo.

“Parece-me bem a exigência de que a base de apoio garanta a confiança ao Governo, parece-me bem a garantia da aprovação do primeiro orçamento, parece-me estranha a exigência relativa ao sistema financeiro, falando da situação e do equilíbrio do sistema financeiro. Deixa dúvidas sobre se o sistema financeiro está neste momento em crise, que não está”, explicou.

O candidato respondia a questões sobre o pedido do Presidente da República para que o líder socialista, António Costa, desenvolva “esforços tendo em vista apresentar uma solução governativa estável, duradoura e credível” e para que clarifique seis questões que considera “omissas” nos acordos subscritos pela Esquerda parlamentar.

Na opinião do candidato a Belém e ex-líder do PSD, “o Presidente da República deve ser a última instituição a levantar a questão da necessidade do equilíbrio do sistema financeiro”, considerando “uma coisa insólita” o facto de se levantar esse tema.