Tuk-tuk transporta gratuitamente utentes com dificuldades ao Hospital de Matosinhos

A partir desta segunda-feira, e durante um período experimental de 30 dias, os utentes do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, terão acesso a um meio de transporte gratuito que os transporta desde a entrada exterior, na rua Eduardo Torres, até à receção do centro hospitalar.

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Chama-se “Tuk Boleias” e é um veículo elétrico com capacidade de seis lugares. Permite aos utentes da Unidade Local de Saúde de Matosinhos – que realizam exames ou consultas no Pedro Hispano – a deslocação gratuita no sentido ascendente e descendente da rampa de acesso ao hospital. A inclinação da rampa foi já considerada um “erro do projeto” e tem vindo a receber queixas diárias por parte dos utentes que têm dificuldade em fazer a pé uma “subida íngreme”, seja por motivos de idade, doença ou mobilidade reduzida.

O veículo é um projeto da Câmara Municipal de Matosinhos e do Hospital Pedro Hispano, com um investimento partilhado de 5000 euros, conforme um protocolo entre as duas entidades, assinado esta segunda-feira. Os utentes podem usufruir do serviço de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 18h30, correspondente ao período de maior afluxo ao hospital.

José Pedro Rodrigues, vereador dos Transportes e Mobilidade da Autarquia, explica, em declarações à Lusa, que “o Tuk Boleias é uma solução provisória”, sublinhando a necessidade de uma decisão definitiva. Durante o mês de funcionamento experimental do veículo elétrico, será feito um inquérito aos utentes, de modo a avaliar a satisfação relativa à sua comodidade, utilidade e frequência do serviço. Se os resultados forem positivos, o serviço poderá ser prolongado até ao final de 2016. “Queremos poupar as pessoas a um sofrimento diário”, acrescenta o autarca.

“Ao longo dos anos foram apresentadas várias soluções, mas até hoje, por várias razões, nenhuma foi implementada”, lê-se no comunicado da Câmara de Matosinhos em relação à dificuldade da subida da rampa de acesso da Rua Eduardo Torres até à fachada do edifício do hospital. Apesar de se tratar de um projecto temporário, Vítor Herdeiro, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, acredita que se trata de “mais um passo na resolução definitiva deste problema”.