Lloyds de Horta Osório corta mais 945 postos de trabalho

O Lloyds Banking Group, maior fornecedor de crédito britânico, vai eliminar 945 postos de trabalho, anunciou hoje o banco presidido por António Horta-Osório.

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Este corte insere-se no já anunciado plano alargado de redução de 9.000 funcionários até 2017, realçaram os responsáveis da instituição nesta quinta-feira.

As divisões mais afetadas serão a do crédito ao consumidor e banca comercial, risco, finança e recursos humanos. O banco indica pretender realocar algumas destas pessoas a outros sectores, sendo que está a criar 150 novos cargos.

“O Lloyds Banking está comprometido em trabalhar nestas mudanças com cuidado e de forma sensível”, afirmou a instituição num comunicado citado pela Bloomberg. O caminho de corte de custos seguido pela administração de António Horta-Osório tem passado por redução da rede de retalho e venda de ativos, de modo a aumentar lucros e retomar o pagamento de dividendos, ao passo que o Estado britânico, que tomou posição no banco aquando da crise de 2008/9, está a vender a sua participação.

Tal como o Lloyds, também o Royal Bank of Scotland e o Barclays Bank têm procedido a reestruturações das suas operações. Neste último caso, o desinvestimento passou pela venda de operações não ‘core’, como foi o caso de operações em Portugal.

As ações do Lloyds Bank estão hoje a apreciar 1,08%, mas mantêm-se em perda de cerca de 10% face à cotação de há um ano.